Cavaco, o entalador, fala ao país

baralhar e voltar a darComo se percebeu desde logo, o PS nunca aceitaria um acordo com o governo. Obviamente. Aceitar seria um tremendo tiro nos dois pés e, além disso, traduzir-se-ia na partilha de todos os insucessos que tem sido a governação do governo PSD-CDS. Também ao PSD não agradava que se estabelecesse um acordo que, na prática, equivaleria a ficar num governo de gestão durante um ano. E o CDS viu o seu líder fazer um ping-pong em tempo muito mais curto do que o habitual em Portas. Cavaco entalou-os a todos.

Cavaco, nessa altura, resolveu passar da inactividade política para o primeiro plano, condicionando em absoluto o cenário da política nacional. Com o esperado não acordo, prestou um enorme favor ao PSD ao empurrar o PS para um cenário de perde-perde. Perderia por não negociar, perderia por negociar um acordo e perde, como se vê, por negociar e negar um acordo.

Voluntariamente ou não, a acção de Cavaco fortaleceu o governo e é seguro dizer que  não foi um jogador imparcial. Baralhou as cartas, deu e hoje o jogo ficou na mesma, ao ponto do Presidente da República nem sequer se ter demitido.

Quero Voltar Para a Ilha

cavaco-silva-selvagens2“Volta, estás perdoado”.

Declaro aberta a caça ao troll

O Parlamento Europeu decidiu investir 2,5 milhões de euros numa campanha de propaganda para infiltrar “trolls”.

História do Presente: (quase) sem palavras

Para quem gosta de Política, Economia e Inteligência Económica em Música e em Vídeo

Os Bancos, o Esquema de Ponzi mundial, os Resgates e o regresso da Geopolítica

onde-estao-os-pobres

Versão Integral em Ergo Res Sunt

O hábito de não me habituar

Parafraseando Thomas Mann, tenho o ‘hábito de não me habituar’. Uma teimosia por contágio, talvez.

Quando Cavaco fala ao País, é impossível furtar-me à ideia de que aquilo que ouço e vejo não é disparate, pronunciado por alguém que consegue ter o porte empoleirado na petulância, recheada de balofo e tecnocrático pensamento. Não consigo acreditar nos discursos, nas propostas políticas e na arrogância de quem se julga monopolista da verdade. Mais uma vez, no famigerado ‘projecto de salvação nacional’ acabou de comprovar-se a razão do meu ‘hábito de não me habituar’. Daqui a umas horas, na comunicação ao País, haverá nova prova, estou certo.

Se ouço o Coelho – sem querer até eu e uma multidão entrámos na reunião da Comissão Nacional do PSD, na última semana – não consigo dissocia-lo do Monty Phyton em ‘Como Irritar uma Pessoa’. Quem se habitua a admirar Coelho? Por aqui também não consigo eliminar o ‘hábito de não me habituar’.

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Máxima

Nunca se negoceia com terroristas. Eis o que está a aprender António José Seguro.

Vai Seguro e não Maduro

Pois é, Tozé, antes de te meteres em sarilhos, devias lembrar-te que “eles” têm mais comentadores televisivos e jornalistas a soldo do que tu. Agora, no jogo perverso e infantil do “a culpa foi daquele menino”, estás a levar um banho.

Desde a fala-barato-de-café Clara Ferreira Alves (que os ingénuos pensam representar na SIC e no Canal Q a área de opinião do PS), até ao gelatinoso Marques Mendes, que te tratou especialmente mal, passando pelo Carlos Abreu Amorim que regressa à TV quando a tarefa é particularmente lambe-botas e pela nata do capital e chupistas sortidos que se agitam nervosamente.

Quiseste dar-te de ares e fazer o número do patriota dialogante que se retira com um adorno depois de fazer uma “chinquelina” ao inimigo. Esqueceste-te da gente rasca com que te ias meter, sobrevalorizaste as tuas possibilidades e, agora, os prejuízos serão socializados, como sempre acontece por cá. E, afinal, tudo o que tinhas de fazer era sorrir para e do Cavaco, mandá-lo amanhar-se com as suas próprias armadilhas e esperar que as contradições do outro lado fizessem o seu trabalho, já que aqueles que realmente lutam já tinham feito o seu. Ninguém te explicou?

Sujeito passivo…

O portal das finanças parece que encontra divergências com o contribuinte, perdão, com o sujeito passivo. Passivo? Lá está, faz sentido, o sujeito activo anda a abusar de nós à fartazana.

sujeito passivo

A propósito de SPAM (não me refiro ao conteúdo das mensagens enviadas, isso é propaganda política pura e dura, da qual prescindo, s.f.f.), alguém pode dizer a essa malta que  o aviso de confidencialidade em todos os mails é desproporcional, é ridículo também estar em inglês (a par com uma outra parte que quase parece português) e que estão a gastar os bits da Internet?

Ó senhores, andam a entupir a Internet com isto e um dia destes ainda vai ser precisa uma Porcaria Para Pagar, digo, uma obra para melhorar as vias de comunicação cibernética e então é que vão ser elas. Lá virão mais umas Somas Com Utilidade Tributária para pagar em diferido a obra, numa cena à Guterres e, por fim, mais uma banca rota, a destruir todo o fantástico trabalho de equilíbrio das contas públicas que o Coelhoportas conseguiu até ao momento.

A seguir, o referido aviso de confidencialidade. [Read more…]

Cuidado, Rui!

rui costa
Rui Costa obteve mais uma fulgurante vitória em alta montanha na Volta à França que agora decorre.

Por muito entusiasmante que isso seja, deixe-me recomendar-lhe cautela, ó Rui. É que se continua nesses preparos ainda acaba a ser condecorado pelo Cavaco e a dar protocolares abracinhos ao Passos e ao Portas. Desculpe introduzir este momento de terror na sua festa, mas sempre o vou avisando: se continuar a ganhar etapas, fique aí por França uns tempos e não atenda telefonemas duvidosos.

Se vier a Portugal, faça-o na clandestinidade. Se não souber como se faz, posso apresentar-lhe alguns especialistas na matéria..

PSD e CDS, inocentes vítimas de uma maquinação diabólica do PS

Sim, Joaquim, claro que o PS tem muitas culpas no estado a que o nosso país chegou. Fui dos que mais atacou José Sócrates neste blogue. Claro que poderíamos continuar a andar para trás e falar dos 10 anos de cavaquismo, em que o défice cresceu como cresceu à custa do eleitoralismo de quem queria ganhar eleições, da mesma forma que a força produtiva do país ia desaparecendo.
Ou recuando mais ainda, poderíamos falar dos 800 anos de Monarquia, forma de governo profundamente ridícula e essa sim responsável pelo país que temos hoje.
Mas é a actual crise política que está em causa. Mais do que a crise económica e financeira, que seria exactamente igual se estivesse o PS a governar – com este PS, as medidas seriam as mesmas. As que a Troika mandasse.
E por muito que te custe, a actual crise política não tem nada a ver com o PS. A coligação PSD – CDS anda às turras há 2 anos. Passos Coelho diz uma coisa e Paulo Portas vem dizer outra. Passos Coelho anuncia medidas e Paulo Portas vem dizer que não aceita. Passos Coelho apresenta o rumo do Governo e Paulo Portas, no CDS, apresenta um rumo diferente.
Foi aí que começou a actual crise política. Que continuou com a demissão de Vítor Gaspar. E com a nomeação da nova Ministra das Finanças sem que Passos Coelho se dignasse a dar cavaco dessa decisão ao seu parceiro de coligação. E que teve um novo episódio com a demissão de Paulo Portas. E que culminou com a não-aceitação da remodelação por parte do Presidente da República. Que culpa é que o PS tem de tudo isto?
Se o PS cometeu algum erro na actual crise política, foi quando aceitou iniciar negociações com o Governo. Não o devia ter feito. Fazendo-o, permitiu que agora a Direita venha dizer coisas como as que tu dizes. Ditas como se nós fossemos todos burros.

A Culpa é do PS

O PS é uma nódoa. Tudo o que o PS fez no passado agudizou os problemas portugueses do presente e basta isso para não merecer qualquer espécie de felicitações pelos próximos cem anos. Tudo o que o PS faz no presente é empatar. O PS não disse que não. Fingiu voz grossa. O não de hoje, impostura e fingimento, será o sim de joelhos amanhã.

O PS não é mais decente nem menos decente que aquela gente do PSD e do CDS. Se formos a falar de demagogia, na medíocre competição demagógica entre a Esquerda e a Direita Portuguesas, não há defesa possível para ninguém, só a necessidade fisiológica de flagelar as nádegas da Esquerda e da Direita pelos próximos cinquenta anos, se não quisermos ser mais drásticos. Além de ser uma nódoa, o PS é medíocre, filho da mediocridade técnica económica-financeira do dr. Soares, sobrinho da mediocridade intelectual e da indigência moral do coiso Alegre.

Foi o PS que governou os últimos treze anos e fez deslizar Portugal para a Bancarrota. Não foi o PSD e o CDS. Foi o PS que armadilhou as Contas Públicas com um número infindável de ónus, dívidas, trapalhadas, swap, PPP, último fellatio ao lóbi do betão, dívidas, dívidas, dívidas, compromissos pesadíssimos aos contribuintes pelos anos dos anos e as décadas das décadas, o que explica parte da necessidade de ir além da Troika, se tal, mesmo exigindo muitos mais sacrifícios no curto prazo ao povo português, significasse menos sacrifícios por menos anos e o fim dos sacrifícios em poucos anos. Não foi o PSD e o CDS.

Foi o PS que deixou as empresas públicas de transportes num estado verdadeiramente calamitoso, com resultados operacionais negativos, défices acumulados. Era o PS que desorçamentava inúmeras parcelas que agora comparecem nos exercícios orçamentais, tendo passado anos a disfarçar a real dimensão da dívida, tal como fizera o último Governo Grego, antes da respectiva bancarrota. Um Estado miserável, esventrado, apenas útil à cambada de rapaces e parasitas da política, um Estado assim herdado não permite que se cumpra com facilidade um único resultado positivo em termos de indicadores económicos e sociais, coisa aliás consistente com o facto de estarmos sob resgate, com um magno problema de dívida pública, da qual é preciso sair segundo a realdade e não, porque isso é impossível, segundo os nossos mais generosos e voluntaristas desejos. [Read more…]

A culpa não é do PS

Não dou os Parabéns ao PS porque o PS fez a única coisa admissível: dizer que não. Um Partido em condições nem sequer se tinha sentado à mesa com gente daquela.
Mas perante tanta demagogia da Direita mais vergonhosa de que há memória em Portugal, sou obrigado a vir defender o PS, algo que nunca pensei vir a acontecer.
Não foi o PS que governou desdizendo tudo o que prometera em campanha eleitoral. Foi o PSD e o CDS.
Não foi o PS que governou para além da Troika e que exigiu muitos mais sacrifícios ao povo português do que aqueles que estavam no Memorando. Foi o PSD e o CDS.
Não foi o PS que não conseguiu cumprir um único resultado positivo em termos de indicadores económicos e sociais. Foi o PSD e o CDS.
Não foi o PS que apresentou Orçamentos sucessivamente inconstitucionais. Foi o PSD e o CDS.
Não foi por causa do PS que se demitiu o Ministro das Finanças Vítor Gaspar.
Não foi por causa do PS que a Srª Swap foi nomeada para substituí-lo.
Não foi por causa do PS que se demitiu o Ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas.
Não foi por causa do PS que o Presidente da República não aceitou a remodelação do Governo.
Não foi no PS que o Presidente da República perdeu a confiança. Foi no PSD e no CDS. E se o Presidente da República não tem confiança no PSD e no CDS, por que razão haveria o PS de ter?
O povo português foi muito claro em 2011. O PS não devia governar. Quem é o Presidente da República, o PSD ou o CDS para dizerem que o PS deve fazer algo para o qual não foi mandatado pelo povo português? [Read more…]

Da competência política dos decisores (proposta do PS)

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«(…) A equipa técnica da Troica que nos visita não tem competência política para tomar decisões. A renegociação, e o redireccionamento, do nosso programa de ajustamento precisam de um envolvimento dos responsáveis políticos da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI.» Mais aqui.

O gorado “compromisso de salvação nacional”

Gato Preto, Gato Branco

Gato Branco, Gato Preto

Gato Preto, Gato Branco – filme genial de Emir Kusturica. Ficha no IMDB.

Tem legendas em português, clique em legendas para activar.

«PS, Partido Assassino»

Nem de propósito, a primeira coisa que o vizinho apartidário do bairro me disse, depois de ouvir Seguro, foi isto: «O PS é um partido assassino. Seguro jamais poderia inovar e fazer diferente dos perfeitos sacanas que o antecederam!» Afinal, desde o primeiro minuto estava escrito: Seguro sucumbiu à sombra tutelar do avozinho Soares que já lhe tinha ralhado. Se bem entendi, Seguro esteve a encenar toda a semana. Foi teatro. Este desfecho já estava engatilhado. Disse que houve conversações e negociações que mostraram que nalgumas propostas é possível haver convergência, mas assassinou a convergência ao canto das sereias internas. Portanto, prefere instabilidade. Prefere eleições a compromissos com os restantes partidos de Governo! Portanto, deu ouvidos ao lastro mais parasitário, rançoso e incompetente que a Política em Portugal alguma vez já viu, Soares e Alegre… e os outros. Em suma, com o PS no Governo, podemos esperar aumento das bolsas de estudo, aumento das reformas, subida do salário mínimo, aumento subsídio de inactividade social, e carroças com investimento público. Com Seguro a Primeiro-Ministro, poupar ficará no passado, esse conceito salazarista do impreprado Passos. Saldar as dívidas, conforme constava do Memorando, era só para enganar. Venham daí eleições, Cavaco. O PS vai ganhar. Fará correr leite e mel assim que gritar bem alto, com a restante Esquerda Nefelibata: «Não pagamos! Exigimos renegociar!» Lindo.

A ronda negocial democrática (?) de Cavaco e dos partidos do ‘arco do poder’

À excepção dos privilegiados, apenas o promotor e protagonistas do PSD, PS e CDS, embora sejam uma minoria ultraminoritária, sabem em rigor o conteúdo do que se tem debatido, acordado ou discordado, em resultado dessa proposta cintilante de Belém, o ‘Compromisso de Salvação Nacional’.

Dizem-nos que a iniciativa, entretanto terminada, é da máxima relevância para o futuro dos portugueses, sem especificar o que se trata, que objectivos se perseguem e o que podem os portugueses esperar no futuro, se consumado o acordo desta ‘troika nacional’.

Chamam a isto democracia, i.e., decidir em nome do povo matéria por este ignorada e não sufragada, naturalmente com influência para milhares de famílias portuguesas, cuja vida já é duríssima. O que nos deve preocupar é o conteúdo e resultado das negociações, até aqui sonegados – os negociadores ‘rosas’, ‘laranjas’ ou ‘azuis-amarelos’ pouco ou nada interessam, porque são parte do largo enxame de moscas da mesma merda, diria Brito Camacho.

Para tornar uma longa história mais curta, reproduzo o que Fareed Zakaria, ensaísta e editor da Newsweek International em ‘O Futuro da Liberdade’, editado pela Gradiva, escreveu na página 162 do livro em causa:

A noção de assembleia representativa ilustra bem estas ideias de democracia indirecta. Os americanos escolhem quem exerce o poder legislativo e delibera por eles. Não o fazem por si próprios. Foi precisamente esta a razão por que James Madison, autor da Constituição americana, não considerava a América como uma democracia.

Acrescento: o que é dito a propósito dos americanos também é verdadeiro, na actualidade, para um conjunto alargado de outros povos. Em especial, na EU e no subconjunto da Zona Euro, onde a nossa soberania se esvaiu.

(Adenda: É óbvio que o texto dste ‘post’ não seria escrito nos mesmo termos, se, a tempo, tivesse tido conhecimento da desacordo do PS, transmitida por António José António Seguro. Mantenho, no entanto, que a agenda das reuniões deveria ser divulgada como imperativo democrático – Cavaco Silva perdeu e o país estará sujeito a uma crise de proporções ainda imprevisíveis).

Sá da Costa mandada encerrar

pelo Tribunal de Comércio de Lisboa. Manifesto contra o encerramento das livrarias históricas de Lisboa (editado pela Letra Livre), será lido amanhã, sábado 20/07, às 21h, na Livraria Sá da Costa (Rua Garrett, ao Chiado). Uma iniciativa dos trabalhadores da Livraria Sá da Costa.

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Enquanto os pássaros visitarem as cidades

"A Balada do Mar Salgado" - Hugo Pratt

“A Balada do Mar Salgado” – Hugo Pratt

Deu a certa imprensa, aqui há dias, um arrebato de histeria contra as gaivotas. Chamaram-lhes ladras, acusaram-nas de roubar peixe e pão aos distraídos, de assustar os turistas nas esplanadas, de acordar a vizinhança quando gritam de fome nos telhados. Foram ouvidos os especialistas, que explicaram tratar-se de uma “espécie oportunista”, por adaptar-se às pessoas e aos ambientes urbanos.

Devem ter sido os primeiros rebates da época tola, que este ano parecia mais arredada da imprensa, não fosse o Verão estar a ser quente em todas as acepções da palavra. Mas é certo que todos os anos se recuperam notícias alarmistas sobre a “praga” de gaivotas, os perigos das bactérias que as bichas carregam, e até se lamenta, muito hipocritamente, que elas ataquem as pombas, as mesmas pombas que são também uma praga a exterminar em nome da saúde pública.

Levo anos a ter as gaivotas como inquilinas no telhado, a sofrer os seus ataques de cada vez que há crias nos ninhos e eu tenho o atrevimento de querer sair para a varanda, a descobrir cagadelas diárias nos vidros das janelas. [Read more…]

Pede-se que a devolvam

A minha cadela está menstruada. Tem uma cuequinhas com um penso higiénico, cuja marca me escapa. No entanto, se for Evax, não estranhem ao ver em Leça uma cadela a andar a cavalo, de bicicleta, fazer cambalhotas e saltar à corda.

Ó Schäuble, e se fosses à puta que te pariu?

Minijobs? Minijobs? Miniwages, miniconditions, minilives, isso sim!
Que os pariu a todos!!!!

Sucumbirá Seguro à Pressão Interna?

Morsa Soares

Muito cuidado com a morsa Soares e a morsa Alegre, Seguro. Um filhote como tu pode ser esmagado. Que seria de um partido de Governo sem tais figuras… tutelares, exemplos de trabalho, uma vida inteira longe da teta generosa do Estado?!

Repare-se no triste espéctáculo que nos dá o PS, pelas suas figuras e figurões com acesso fácil aos microfones patéticos do Regime e às antenas repetidas e passentas das TV e das Rádios. Dois PS avultam. O PS extinto e o PS ainda a fumegar de ter sido Governo. Ambos exercem uma pressão insolente e pornográfica sobre Seguro, capaz de suscitar compaixão por Seguro, terna condescendência por Seguro. Quantos PS há, afinal?! Quantas falanges, falangetas, alas, nichos? E por que motivo a Esquerda dentro do PS esperneia tanto?! A ameaça de cisão desse partido é a mais cómica e sonsa ameaça de que há memória na história recente politico-partidária nacional.

Refresquemos a memória de rato dos promotores da pressão interna com que Seguro tem de se haver: a crise política não começou com uma grave crise no Governo de Emergência Nacional. Começou com o grave desafio eleitoral colocado pelo cumprimento escrupuloso e sério do Memorando só pela via financeirista, cujo peso foi quase absoluto até 1 de Julho último. Mesmo a admissão de falhanço a que inaudita e humildemente o próprio Vítor Gaspar alude é, antes de mais, a admissão de um falhanço pessoal, não das políticas. Um falhanço das previsões. Um falhanço da dose, graduação e temporização dos efeitos negativos das políticas antes de os seus efeitos virtuosos começarem a surgir. O falhanço, sobretudo, do apoio e adesão, dentro do próprio Governo, para que, junto da Troyka, Gaspar pudesse manter a face e declarar possível garantir o cumprimento dos cortes mais decisivos para 2013 e 2014. [Read more…]

Nuno Melo, artesão de dilemas

O PS tem de escolher: o país ou o partido. Escolher o país é combater o desemprego, a pobreza, a miséria… Se não for isto, então o Melo que também é Lacerda vá à m….

Hollande revogou recessão francesa

François Hollande estará maluquinho ou é mesmo só demagogia? Diz que a França saiu da recessão e que o crescimento chegará antes de 2014.

Caso Morales, Portas que se cale!

Paulo PortasPaulo Portas, sabemos, é o género de político teatral. Umas vezes dramatiza, comunicando a irrevogável demissão do governo a que, afinal, está irrevogavelmente colado como lapa; outras, faz incursões pela alta comédia, recorrendo a declarações filosóficas e premonitórias do tipo:

Os Governos foram inventados para governar, se não o fizerem é porque alguém governa por eles

Jornal de Notícias em 04-07-2003

Esta antecipação da intervenção de Cavaco Silva em matéria governamental é, de facto, fenómeno temporão de rara qualidade.

Todavia, há ocasiões em que Portas consome a manha e o talento em representações de ‘Teatro Burlesco’, integrado, como se sabe, na estética do grotesco. O desastroso regresso ao tema Evo Morales é o caso.

Diz o nosso revogado MNE que o Presidente Boliviano “pode ter razões de queixa”. – Pode? – pergunto eu. – Tem razões de queixa – sublinho com firmeza. Estamos perante a velha história da mulher está grávida ou não está grávida? Meias-grávidas não existem.

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Deriva autoritária

prossegue em todo o seu esplendor.

Quem defende as pessoas com Autismo?

autismo
Ontem li este depoimento de uma mãe de um filho de 18 anos com autismo na página do Facebook de alguém. Fiquei zangada e revoltada, sentimentos que me são já muito familiares desde que este desgoverno tomou conta do país. Sem mais palavras, limito-me a transcrever o que li. Faltam-me as forças até para insultar. Amanhã vou para a rua fazer a única coisa que sei fazer: trabalhar e lutar para que a nossa classe política seja desparasitada e desinfectada.

Aqui está o depoimento e pedido de ajuda tal e qual foi publicado: [Read more…]

Cagarrados

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Isso não se faz!

Era uma vez um cidadão que vivia um problema enervante. O seu vizinho do andar de cima, dado à boa vida, chegava todos os dias a casa a más horas e, antes de se deitar, atirava com as botas fazendo grande estrondo, acordando-o e deixando-lhe os nervos em franja.

Decidido, foi falar com o vizinho vadio, pedindo-lhe que, ao menos, não atirasse com as botas. Cordial, o vadio pediu desculpa e garantiu que tal não se repetiria. Na noite seguinte, com o grão na asa, ainda atirou com uma bota mas, lembrando-se do pedido do vizinho de baixo, pousou cuidadosa e silenciosamente a segundo bota. O vizinho, coitado, é que teve ainda pior sorte que de costume: ficou a noite toda acordado à espera que caísse a outra bota.

Moral da história: prezado concidadão, quando, do seu lugar nas galerias da AR, decidir ( como fez hoje) atirar calçado aos deputados, não atire um. Atire os dois. É que o povo ainda agora está à espera de saber o que aconteceu ao segundo sapato!.

Má sorte ter sido cagarra

Hoje os meus pensamentos estão com a cagarra da Selvagem Pequena. A criatura escolheu o sossego de uma ilha virgem para nidificar, ela que pertence a uma espécie que passa boa parte do tempo a voar sobre o mar.

A ilha, garante o director do Parque Natural da Madeira, estava “como veio ao mundo”, um pequeno éden sem sombra de intervenção humana.

Nenhum chefe de Estado alguma vez pisara o areal. Nem sequer o Alberto João.

Aí escolheu a cagarra nidificar e quando estava aconchegada no calor do ninho, chocando amorosamente o seu ovo, abriu os olhinhos piscos e – o horror, o horror – descobriu Aníbal Cavaco Silva a olhar para ela. Sem mais preâmbulos, e com a falta de jeito que podemos imaginar, o presidente pegou nela e colocou-lhe a anilha L88327, ficando assim “para sempre ligado à ave”, já que no cadastro do bicho ficará indelevelmente registado que foi o presidente da República a anilhá-la.   [Read more…]