A absoluta demência do fanatismo religioso

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Não pode haver qualquer tipo respeito ou tolerância para com tamanha aberração. Insultar este tipo de gente é insultuoso para o próprio insulto. Não existe articulação de palavras possível que permita classificar um psicopata que prefere ver uma filha morrer afogada à sua frente do que permitir que um nadador-salvador a salve em nome de uma crença absurda e demente. Resta-me lamentar que não tenha ido ele em vez da filha.

«Uma Europa bloqueada, reaccionária e mesquinha,

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que não pode nem deverá aguentar-se por muito mais tempo.» Uma análise do economista norte-americano James K. Galbraith [fonte: Le Nouvel Observateur/BibliObs]

As falcatruas nos cartazes

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Depois de dias a fio dos direitolas a desancarem nos cartazes do PS, com razão, diga-se em abono da verdade, mas sem relevância para além do fait-divers, ao ponto de afirmarem que o PS  não poderia querer passar uma imagem de confiança e, simultaneamente, usar fotos sem autorização e colar pessoas a frases que não as proferiram, eis que a trupe do PSD/CDS faz o mesmo que condenou nos outros.

Vá, não se inibam e força com esse hara-kiri.

Os políticos não são todos iguais. João Semedo é diferente

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Não, os políticos não são todos iguais. Infelizmente temos políticos íntegros e com o sentido de Estado de João Semedo a menos e indivíduos inúteis, incompetentes e corruptos a mais.

Também temos um Presidente da República com o descaramento de dizer que não sabe se a reforma milionária lhe chega para as contas que praticamente não tem, uma vez que vive literalmente à custa do contribuinte que paga o gás, a electricidade e a água do Palácio de Belém, os carros, os seguros do carros, as revisões e arranjos dos carros, os motoristas e o combustível de todos os veículos que servem Cavaco Silva, as refeições de Cavaco Silva, balúrdios para despesas de representação e, com toda a certeza, um óptimo seguro de saúde. Afinal de contas, não é à toa que residência oficial de Cavaco Silva consegue a proeza de ser mais cara a cada português do que o Palácio de Buckingham a cada inglês. [Read more…]

Quando o jornalista da CMTV alucina

Com tanta porcaria pseudo-informativa que dali vem, alguns jornalistas que levam o seu trabalho a sério correm o risco de sofrer alucinações momentâneas. Poderá ser este o caso.

Donald Trump, o Menstruado

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Dava para ver que lhe saía sangue dos olhos, sangue a sair dela – por qualquer sítio – disse o candidato norte-americano às próximas eleições presidenciais Donald Trump a propósito da jornalista Megyn Kelly.
Talento assim é raro.

You know nothing António Costa

Jon Sonw PS

Dedicado a todos aqueles que, tal como eu, são fãs de Game of Thrones e se vão divertindo com o nível patético a que desceu a campanha do PS. A pasokização é já a seguir.

A desigualdade na educação vista por um leigo

Fosso Escola

Há uns meses, o DN dava conta de um estudo de Richard V. Reeves e Isabel V. Sawhill apresentado na Conferência Anual do Federal Bank of Boston que revelava uma conclusão que, apesar de versar sobre os EUA, se aplica que nem uma luva no nosso país. O estudo refere que o mérito escolar dos alunos mais pobres nem sempre é reconhecido na mesma medida que o dos alunos ricos, o que faz aumentar ainda mais o abandono escolar nas classes mais desfavorecidas. Por oposição a este cenário, o aluno rico, ainda que medíocre, tem mais facilidade de encontrar emprego, principalmente em sociedades clientelistas como a nossa, a que se juntam outras vantagens, todas elas decorrentes da disponibilidade financeira da família: melhores condições de estudo, possibilidade de fazer Erasmus ou acesso a actividades de valorização curricular fora do estabelecimento escolar, só para citar algumas. Nas palavras da jornalista Joana Capucho, “Mesmo que os jovens pobres façam tudo certo, não vão safar-se tão bem como os ricos que fazem tudo errado.“. [Read more…]

Esta gente nem um corno vale

O engraçado dos discursos moralistas entre a classe política é que, mais cedo ou mais tarde, caem na inevitável contradição.

Um tal Mauro Xavier deu a cara pelo PSD contra uma suposta utilização de recursos públicos por parte do PS na última estupidez socialista dos cartazes.

Mauro Xavier declarou-se “revoltado com a utilização de funcionários da junta para a campanha eleitoral do PS” e considerou que tal utilização “não é normal quando é paga por dinheiro público”. [P]

Obviamente que eu condeno a utilização do dinheiro público para fins de propaganda partidária. E Mauro Xavier, o que pensará ele da mesma descarada situação que anteriormente o seu partido levou a cabo?

Ministra da Justiça admite que pedido verificação de medidas idênticas às do PS foi “erro” [P]

Ministério da Economia admite pedido “indevido” de informações sobre programa do PS [RR]

Neste caso, Mauro Xavier também se sente revoltado ou, por ser o seu partido, já não há problema? E sobre um secretário de estado, de uns tais assuntos europeus, usar o tempo e os meios do seu emprego para fins de propaganda económica, o que terá Mauro Xavier a dizer? E o que terá a acrescentar a restante direitola tão entusiasmada na defesa do feio Maçães, pim!, mas caladinha sobre os seus terem sido apanhados a usar os meios de dois ministérios para fins partidários?

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Mas continuem com o discurso de moralismos caseiros que, ao menos, sempre dá para um post.

Modus operandi – II

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É impossível tentar passar uma mensagem de “confiança”, pedir “respeito pelas pessoas” e simultaneamente usar imagens sem o conhecimento dos próprios e pior, mentindo quanto ao testemunho, pois as situações são falsas. Seria assim tão difícil contratar pessoas reais dispostas a oferecer o seu testemunho? Provavelmente não, mas levaria mais tempo e daria mais trabalho. É mais fácil telefonar entre gabinetes do aparelho partidário e tratar rapidamente do assunto entre boys e girls…
O lado trágico desta história não é a falta de competência da campanha do PS, mas saber que muitos destes boys and girls ocupam há décadas lugares de nomeação política e se preparam uma vez mais, para tomar conta dos destinos do país. O que explica muito do estado em que Portugal se encontra…

Propaganda e Publicidade

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“Nove de cada dez estrelas usam Lux”, proclamava um velho anúncio, evidenciando o objectivo da publicidade: obter dos destinatários determinados comportamentos, independentemente de qualquer informação objectiva sobre o produto que quer divulgar. Esta é apenas uma das muitas técnicas publicitárias – fazendo os sujeitos acreditar que, usando um determinado produto, neste caso um sabonete, participam de um universo mitificado como o das estrelas de cinema – de tantas que, mais ou menos explicitamente, mais ou menos subliminarmente, nos fustigam a paciência e em nós procuram aquele bocadinho totó que, em maior ou menor grau, pensam haver em todos nós.
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Modus operandi

Nada pior para um país que ser governado por um trafulha, hoje a contas com a Justiça, ao qual sucede um governo que não cumpre promessas eleitorais, para acabar governado, pelo menos a acreditar nas sondagens, por um grupo de trambiqueiros… A comprovar-se que as pessoas não deram autorização para a utilização de imagem nem foram pagas nos seus direitos, é grave, vergonhoso, mas não é de estranhar. Ainda recordo a noite em que o provável futuro Primeiro-Ministro de Portugal foi eleito Presidente da C.M.L., com o entusiástico apoio de apoiantes do… Alandroal. Esta gente não aprende, nem tem emenda!
Mentira

O filme triunfalista do programa “realista”

de Pedro Passos Coelho, que diz que merece o apoio dos portugueses.

A inutilidade de votar nos mesmos, por Paulo Portas

Encontrei esta pérola no Manifesto74 e confesso que já não me sentia tão arrebatado com um desses raros mas deliciosos momentos de clarividência do irrevogável desde os tempos em que Portas dissertava sobre a mediocridade que imperava nos quadros dos “partidos burgueses”, atulhados de gente inútil que não tinha nada que fazer da vida. Desta feita temos Paulo Portas a explicar porque devemos boicotar a coligação PSD/CDS-PP nas Legislativas de Outubro: porque votar nos mesmos é continuar a ter mais do mesmo. Ainda por cima nem aos debates televisivos o deixam ir. Que maçada de eleições que por aí vêm! Valha-nos a silly season e os cartazes do PS para desanuviar.

IEFP apagou 56,3 mil desempregados por mês desde o início do ano e 60 mil só em Junho

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O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), tutelado pelo Ministério do Emprego e da Segurança Social, “eliminou dos ficheiros” uma média de 56,3 mil desempregados por mês desde o início do ano; 60 mil em junho, mostra um estudo do economista Eugénio Rosa. Esta “limpeza” permite ao governo anunciar números de desemprego registado muito mais favoráveis, acusa. [d]

Je suis Gleydson Carvalho

Gleydson Carvalho

Gleydson Carvalho, jornalista brasileiro da Rádio Liberdade FM, conhecido por denunciar políticos locais envolvidos em casos de corrupção, foi ontem à noite assassinado no estúdio onde trabalhava.

Muito mais do que ser Charlie, não tenho dúvidas absolutamente nenhumas de que sou Gleydson. Aqui não existem fanáticos ignorantes movidos por uma violência que nem eles compreendem. Tratam-se de castas políticas criminosas que, quais máfias modernas, mandaram abater uma voz incómoda que não satirizou crenças ou questionou dogmas, denunciou apenas a gestão danosa de algo que também era dele. Será que os hipócritas voltam a sair à rua?

A corrupção instalada nas cúpulas partidárias e governamentais de uma considerável fatia do globo atinge hoje níveis que, noutros tempos, poderia ter levado a levantamentos populares furiosos. Na era das redes sociais e da partilha de informação à velocidade da luz, essa escumalha parasitária vê o cerco apertar-se e, à falta de alternativas, aposta no medo e na violência. Será que, tal como a versão martelada da língua portuguesa, também chegará o dia em que importaremos este tipo de práticas? Corrupção política generalizada e impune já temos. Escumalha parasitária política também.

Os eleitores obrigam-no a mentir

joao almeida

Parece que se não for assim, arrisca-se a ir para o desemprego. Perdão, para um estágio do IEFP, que isto de ser desempregado começa a ser coisa mais rara do que encontrar marcianos no Entroncamento.

A Coisa Sem Nome*

Hiroshima

(fotografia tirada daqui)

Oito horas e quinze minutos da manhã, em Hiroshima. Seis de Agosto de 1945. Os relógios pararam todos à hora exacta em que a primeira bomba atómica foi detonada. A essa hora o avião ‘Enola Gay’, do tipo B-29, lançou sobre a que era a sétima maior cidade do Japão a primeira bomba atómica, ironicamente apelidada ‘little boy’. Três dias mais tarde, apesar da constatação dos efeitos devastadores da primeira bomba atómica, uma segunda foi lançada às dez horas e dois minutos sobre outra cidade japonesa – Nagasaki. Em três dias, o mundo conheceu os efeitos daquela que pode ser considerada como a mais poderosa arma de destruição. Em poucos minutos, metade da cidade de Hiroshima ficou reduzida a cinzas, entre sessenta a setenta mil pessoas morreram, muitas delas instantaneamente e cerca de cento e quarenta mil ficaram séria e irreversivelmente feridas. Em Nagasaki a bomba atómica (apelidada ‘fat man’ e lançada por um B-29 chamado ‘Bock’s Car’) matou cerca de quarenta e duas mil pessoas e feriu aproximadamente quarenta mil.

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In memoriam

70 anos. Nunca mais!

Masoquismos

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Os telejornais insistem: um tal António Simões foi nomeado presidente, perdão, CEO, de um banco importante lá pelas terras inglesas. Os locutores anunciam-no com voz plena de enlevo patriótico. Parece que devíamos estar orgulhosos. Porque carga de água? – pergunto. Seja qual for o curriculum – ou o cadastro… – do homem. Não nos cansem. Estamos até aqui de geniais gestores bancários e outros que tais. Raio de mania de adorar “génios” de finanças!

Estamos rodeados de masoquistas?

Tertúlia O Futuro do Estado Social

Paulo Pereira

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Adriano Moreira foi o  convidado na Tertúlia O Futuro do Estado Social.

“O Mal não é só de quem Governa é também de quem vota ou de quem não vota….”

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Faculdade de Direito de Coimbra: a origem da repressão política em Angola

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Aquele momento em que, perante um problema sério, somos abalroados por um rasgo da mais pura bovinidade. Gabriel Silva, do Blasfémias, chegou à brilhante conclusão de que a culpa pela prisão de 15 activistas angolanos sem acusação é da herança dos “eminentes juristas coimbrões, cuja cultura repressiva e abusiva  se espraiou por todos os  CPLP“.

Notável. O facto do país ser governado por uma ditadura com um longo historial de repressão e saque da sociedade civil angolana nada tem que ver com esta situação. A culpa é desses juristas coimbrões, essa corja terrorista que dissemina o mal, reprime a oposição, acumula fortunas descomunais, vive à custa dos negócios e recursos do Estado e alimenta toda uma oligarquia de altas patentes militares e respectivas famílias, que vivem entre Luanda e Lisboa para fazer as delícias das insígnias de luxo que povoam a Avenida da Liberdade. O clã Dos Santos é apenas um bode expiatório da esquerdalhada invejosa que vive mal com o sucesso dos liberais que sobem a pulso. Blasfemos!

Portas, o futuro deputado que queria debater com os candidatos a primeiro-ministro

Seufert

Paulo Portas não gostou de ficar de fora dos debates televisivos. Não se compreende a indignação. Afinal de contas, os debates são para os candidatos a primeiro-ministro e Portas é apenas um candidato a deputado em busca de mais quatro anos de poder, mesmo que isso implique arquitectar um golpe que faça os juros da dívida disparar para níveis estratosféricos. Se Heloísa Apolónia não participa, porque raio há-de participar o número 2 da lista do PàF por Lisboa?

Se Portas quer tanto debater, faça-se um abaixo assinado para que a imprensa promova debates entre números 2 das listas por Lisboa de cada uma das forças em disputa. Ou um debate entre potenciais ministros dos Negócios Estrangeiros. Ou entre potenciais vice-primeiros ministros. Ou entre potenciais demissionários irrevogáveis que escrevem cartas de demissão sem valor absolutamente nenhum (proposta difícil de concretizar, não se conhece mais nenhum político que tenha tido a coragem de descer a este nível abaixo de lixo não-reciclável). Façam isso que eles “buerram-se” todos, seja lá o que isso for. Mas não misturemos as coisas. O CDS-PP de Portas é apenas um parceiro minoritário, perto do irrelevante, e o seu candidato a primeiro-ministro é do PSD. É o PEV de Jerónimo de Sousa liderado por um ser vivo sem coluna vertebral onde pululam Jacintos Leites Capelos Regos, destruidores de sobreiros ao serviço do gang Espírito Santo e operadores de submarinos. É um partido reduzido a mero anexo a tentar fintar a extinção. Lá chegaremos.

António Costa é o senhô

PS

Enquanto os carrascos da social-democracia se dedicam à propaganda do costume, o PS inaugura um novo estilo de comunicação inspirado no evangelismo-seita brasileiro. Faz sentido: os Edir Macedos desta vida exploram milhões de miseráveis no Brasil (e uns quantos por cá) com a mesmo descaramento com que se deslocam de helicóptero pelos céus de São Paulo, os governos socialistas deixam atrás de si um rasto de destruição e empobrecimento com o mesmo descaramento com que ostentam estilos de vida pouco socialistas, sempre muito bem orientados nos sectores privado e empresarial do Estado ou numa qualquer fundação de utilidade duvidosa mas sempre extremamente dispendiosa.

O tempo é de confiança? Para muitos barões e uma nova geração de boys com certeza. O sol socialista, tal como o país de Luís Montenegro, não é para todos e António Costa, a julgar pelo alinhamento que tem revelado com o directório do pensamento único europeu, apesar da propaganda idiota dos PàF’s que tentam colar este PS cada vez mais liberal ao Syriza, apenas trará mais do mesmo. Quem ainda acredita nos milagres socialistas só pode ter estado transe nos últimos anos. Ou anda atrás do dízimo.

O ciclo interminável da manipulação dos números do desemprego

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Foi notícia no final da passada semana que o governo estava furioso com o INE devido a uma actualização que o instituto fez nos números do desemprego relativos ao mês de Maio. É irónico que o governo fique furioso com supostas manipulações destes valores quando se dedica permanentemente às mesmas. Nós por cá temos aventado bastante sobre essas manipulações, do esquema dos estágios à omissão do impacto da emigração, passando pelas alterações nas regras de contabilização do IEFP ou pela recente patranha de Bruno Maçães. É a engenharia política do desemprego em todo o seu esplendor.  [Read more…]

Estamos cobertos

Custa à brava, mas lá vou aguentando o prof. Marcelo chafurdando na sua própria matéria fecal informativa. Nunca se foi tão longe neste jogo sujo e arrepia pensar que esta criatura manipulativa e amoral pode vir a ser presidente da República. É que há quem goste deste estilo entre o calinas intelectualizado e o vendedor de banha da cobra. Ontem a cloaca foi reforçada pelas informações vaidosas de Sérgio Figueiredo, director de “informação” da TVI. Descreveu-nos – orgulhoso, vá-se lá saber porquê – como vão decorrer os debates nos vários canais e como a corja televisiva se entendeu como um cartel; fiquei a perceber que a sua satisfação decorre do bom serviço feito aos patrões, tal como fui informado – por um jornalista com responsabilidades de direcção! – do facto de só haver dois candidatos a 1º ministro (então não são deputados o que vamos eleger?)! De resto, mantendo estes “comentadores”, o modo de cobertura da campanha é relativamente indiferente. A batota está montada à partida. Gostava de falar neste tema noutro tom, mas não há condições. É que me lembro de quando as eleições eram cobertas por um só e obediente canal; agora, é o mesmo. Só os distraídos pensam o contrário.

Postal de Sendim

«Enquanto vai e vem, o caminho não está sozinho»

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Saio de Aveiro com a Rosário e o Jorge na sexta-feira. A direção é o Festival Intercéltico de Sendim. Nunca fui a Sendim, o que é relativamente incrível, uma vez que durante alguns anos, o caminho para Trás-os-Montes foi a minha direção. Costumávamos, eu e o Nuno, tomar outras estradas, então. Talvez mais longas. Pensávamos que eram mais longas, melhor dizendo, mas afinal, também essas estradas se tornaram mais rápidas com o passar dos anos. Rápidas demais. Curtas demais, pelo menos para um de nós. Embora esteja em crer que para os dois. Suponho que seja a vida a acontecer. E o betão a tomar conta de tudo, a cruzar os montes e os vales e os rios e as ovelhas que pastam mansamente alheias aos poucos carros que cruzam as autoestradas e vias rápidas. Julgarão elas, as ovelhas, que os automóveis são bichos raros, alimentados a alta velocidade naquelas pastagens de betão.

Vamos, eu a Rosário e o Jorge a deitar paisagens fora. Está calor no carro e fora dele quando vamos A25 acima até encontrarmos o IP2. Ainda há pouco tempo fiz este caminho, de noite, de regresso de Miranda do Douro, com o Diogo e o Daniel. Trabalho, portanto. Escrevi um postal então dessa viagem em que cruzámos Portugal mais ou menos na horizontal duas vezes em menos de 14 horas. [Read more…]

Paris é o destino final da troika

«O Grexit é usado para gerar o medo necessário para forçar Paris, Roma e Madrid a aceitar. O plano de Schaüble é pôr a troika em todo o lado, mas sobretudo em… Paris! Paris é o grande prémio.» Yanis Varoufakis [Fonte: Libération]

O Comité Central do PSD

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Houve um tempo em que, na secção dedicada à história do PSD no seu site, se podia ler uma referência ao marxismo como influência ideológica na génese do partido. E não foi há muito tempo. Mas a onda revisionista que vem purificando o partido, que fechou a sete chaves a social-democracia numa gaveta posteriormente colocada num cofre que por sua vez foi atirado ao mar, ter-se-á encarregue de expurgar tamanha heresia.

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O folhetim do Diário de Notícias

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Anónimo Aventador

Escrever prosas ficcionais é bom para todos os escribas. Mas não se pode fazê-lo num jornal de referência, apresentar a ficção como notícia e deixar as redes sociais fazerem o seu trabalho de confusão junto dos leitores. Esta invenção de um anónimo (é mesmo assim que a direcção do DN permite que se assine o seu “folhetim de Verão”), é escandaloso do ponto de vista ético, já para não falar na responsabilidade que os jornalistas, editores e directores têm para com o público. Fica a nota à navegação: o artigo mais lido do dia no DN é ficção. E da má, ainda por cima.