Suicídio colectivo

Segundo o Jornal de Negócios, a agência de notação norte-americana Fitch deverá pronunciar-se hoje sobre o rating do Estado português. Analistas citados pelo matutino esperam uma revisão em alta, que retire a divida pública portuguesa do famoso “lixo”, abrindo portas a novos investidores e oportunidades, até aqui vedadas ao nosso país.

Posto isto, a pergunta para um milhão de euros: alguém me sabe dizer onde terá lugar o suicídio colectivo dos profetas do apocalipse e da imprensa e respectivos comentadores ao serviço da elite ressabiada que patrocinou a lenga-lenga dos resgates e da Venezuela? Quem souber que me mande a morada, que eu vou só ali fazer pipocas e já venho.

“PS enfia na gaveta caso da ‘cigana’”

Alguém sabe onde é que o PS manda fazer os móveis? Davam-me mesmo jeito umas gavetas com tanta arrumação.

Cartão de Natal ao Presidente da República

Querido Presidente da República,

este ano trouxeste-nos o presente de Natal muito cedo. Recebêmo-lo no dia 09.12.2017, com uma mensagem dizendo: „Embora suscitando algumas dúvidas específicas, a coerência com uma linha fundamental da política externa portuguesa explica que, após longa ponderação, o Presidente da República tenha assinado a ratificação do Acordo Económico e Comercial Global entre o Canadá, por um lado, e a União Europeia e os seus Estados Membros, por outro, assinado em Bruxelas em 30 de outubro de 2016 e aprovado pela Assembleia da República em 20 de setembro de 2017”.

Apesar de saberes que não queríamos receber este presente envenenado, já estávamos preparados para que o pusesses junto à árvore de Natal. Tínhamos-te pedido repetidamente para nos receberes, para falarmos sobre esse acordo que vai roubar-nos soberania e embrulhar-nos mais ainda nos liames das multinacionais, que adquirem direitos especiais para processarem estados. Uma vez, foi-nos respondido que a agenda não permitia. Continuámos a tentar, mas parece que aquela resposta era para sempre, pois nunca recebemos mais nenhuma. Para nós, nunca há agenda. Na última carta, éramos quinze organizações da sociedade civil – e sabemos que em Portugal não é fácil que as pessoas se empenhem voluntariamente por causas comuns de advocacia – solicitando uma audiência sobre o CETA; mas somos pouco mediáticos e o que queríamos não era compaixão, mas sim a defesa dos direitos dos portugueses. [Read more…]

A pocilga do caciquismo e as directas do PSD

Pedro Marques Lopes assina um artigo de opinião no DN, Quotas, caciques e eleições internas, que no mínimo merece a reflexão daqueles que se preocupam com a saúde da nossa democracia. O fenómeno do caciquismo, e em particular dos pagamentos em massa de cotas, que antecedem actos eleitorais internos nos partidos do costume, representam uma subversão dos processos democráticos, que devia corar de vergonha todos aqueles que recorrem a estes procedimentos, se tivessem vergonha na cara, que não têm. Nas palavras de Pedro Marques Lopes: [Read more…]

Caracas invade o FMI

ou algo assim do género, com totalitarismos e cenas comunistas à mistura.

Indignações selectivas

Leio com frequência nas redes sociais e até jornais com alguma frequência, acusações aos governos da Polónia e Hungria. Longe de mim recomendar tais políticos, mas não posso deixar de apontar que uma jornalista é barbaramente assassinada em Malta após denunciar práticas de corrupção envolvendo vários membros do governo socialista, mas pouco destaque o assunto mereceu em Portugal por parte dos activistas, paladinos dos valores civilizacionais e outros indignados com a sua costumeira hipocrisia…
Não faltam vozes indignadas com a atribuição de vistos gold em Portugal, como se fosse um caso raro na Europa, quando a prática se não está generalizada é no mínimo comum a vários países. Uma vez mais Malta vai mais longe, não se limitando à atribuição de visto, mas vendendo cidadania. A tão propalada quanto falsa superioridade moral da esquerda opera verdadeiros milagres e compra silêncios cúmplices…

O PS é permeável aos grandes interesses económicos. Qual é a novidade?

Ontem, ou talvez até na Quinta-feira, recebi uma notificação de um jornal, penso que do Diário de Notícias, que fazia referência à tensão no seio do PS, a propósito das declarações de Catarina Martins. Fui espreitar, curioso, e percebo que fui enganado. Afinal, era apenas Francisco Assis a exigir que o seu partido defendesse a sua honradez. E todos sabemos que Assis é tão representativo deste PS como Pacheco Pereira do PSD passista.

Como ainda não tinha ouvido as declarações da líder do Bloco, aproveitei a deixa. Vou a ver e a senhora não diz nada de novo. O PS é permeável aos grandes interesses económicos? Oh my fucking God, por esta é que eu não esperava! Qual é mesmo a novidade? [Read more…]

Não vão os afectos dar para o torto

Marcelo Rebelo de Sousa contratou José “Zeca Mendonça” Nunes.

Federalismo, uma ameaça para levar a sério…

Martin Schulz foi derrotado nas eleições alemãs, que não me interessam rigorosamente para nada, mas pode vir a fazer parte do próximo governo em coligação com Angela Merkel ou quem sabe, caso a actual chanceler não consiga apresentar uma solução até podem vir a ser convocadas novas eleições e se os eleitores entenderem Schulz até pode acabar chanceler. Ora para consumo interno os alemães que decidam, mas sabemos o papel da Alemanha na U.E. e quanto esta se tem tornado uma entidade cada vez mais omnipotente e omnipresente na vida dos europeus. [Read more…]

O Irrevogável e a Geringonça

Imagem via Geringonça

A 21 de Junho de 2011, Paulo Portas assumia oficialmente as funções de Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo liderado por Pedro Passos Coelho, fechadas que estavam as negociações entre os dois partidos, que resultaram na atribuição de três ministérios aos centristas: para além do já referido Ministério dos Negócios Estrangeiros, Assunção Cristas assumia a tutela da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do território, e Pedro Mota Soares ficava com a pasta da Solidariedade e Segurança Social.

Tudo corria de feição, com privatizações a rodos, aumentos gorduchinhos de impostos, listas VIP e vistos dourados para qualquer mafioso que quisesse “investir” no país. Havia tachos para todos os boys e ia-se alegremente além do exigido pela Troika, que aquilo era uma data de bons alunos, com excepção do Relvas e do Passos, o primeiro pelos motivos que todos sabemos, o segundo porque andava muito ocupado a colar cartazes na década de 80 e só lhe deu para estudar no final da década seguinte. Prioridades. [Read more…]

Substituição de boys à vista na EDP?

sai Eduardo Catroga, boy de Passos Coelho, por acumulação de mandatos, talvez entre Diogo Lacerda Machado, boy de António Costa que está em todas. O dinheiro, esse, continua a entrar nos cofres dos camaradas do PC Chinês.

Não é que me importe muito com isso…

… mas estar Centeno à frente do Eurogrupo tem a enorme graça de ver, novamente, o alcoviteiro Marques Mendes enganar-se redondamente. Nada de novo. Não aconteceu uma nem duas vezes. A parte que realmente espanta, ou nem por isso, é assistir à correia de transmissão pegar nas patralhas do gandanóia e delas fazer notícia. É o que tem religiosamente acontecido às segundas-feiras no Diário de Notícias e em mais alguns que, depois, re-noticiam a não notícia.

Ah e tal, o jornalismo está em queda, queixam-se os jornaleiros. O facto é que, para mim, presentemente não há um único jornal nacional que mereça a moeda de euro e mais uns cobres para o comprar. Será defeito meu, certamente.

Rui Rio quer “um novo 25 de Abril”

É surpreendente a quantidade de pessoas que clamam – por tudo e por nada – por um novo 25 de Abril. Será que não gostaram do primeiro, do original, do propriamente dito?

Prestígio não paga dívidas

Fotografia: Francois Lenoir/Reuters@Dinheiro Vivo

A cada vez mais provável escolha de Mário Centeno para liderar o Eurogrupo tem coisas fantásticas, entre elas a oportunidade de expor o ridículo absoluto a que desceu a propaganda bafienta da direita PàF, desta feita protagonizada pelo jornalismo desonesto e faccioso de pasquins como o Sol, que no final de 2016 noticiou a saída de Centeno do governo no início do ano que agora chega ao fim, por opiniões que contam quando se é adepto da degustação de gelados com a parte da cara compreendida entre os olhos e a raiz dos cabelos e pelo Fórum para a Profetização de Desgraças e Invocação de Demónios. [Read more…]

O Esgoto da Manhã

informa que os salários no sector privado descem em Janeiro. Como quase tudo o que vem neste pasquim reaccionário, é mentira.

Presidência Portuguesa do Eurogrupo

A candidatura de Mário Centeno à Presidência do Eurogrupo tem suscitado diversas interrogações, manifestações de apoio e algumas de repúdio. Apartando-me dos apoios e repúdios de famílias partidárias por pouco interessantes, detenho-me sobre algumas interrogações que me parecem estranhas.
Desde logo, a de saber se Centeno terá ou não tempo para assumir essa presidência e continuar a assegurar as suas funções como Ministro das Finanças de Portugal. Não sei como não haveria de ter tempo para desempenhar, em simultâneo, as funções que outros assumiram antes, para mais com a equipa de qualidade que Centeno diz ter constituído no seu Ministério.
eurogrupo
Outros questionam-se se Mário Centeno estará habilitado com a experiência necessária para o cargo a que se candidata. Parece-me uma questão que não faz sentido, uma vez que se trata de alguém academicamente habilitado e com a experiência que estes dois anos de governação e negociação com o Eurogrupo e Bruxelas lhe granjearam, sempre com sucesso.
As interrogações [Read more…]

Directamente do esgoto jornalístico

Quando o Observador decide jogar no campeonato do Tá Fixe, o resultado é este.

A “opinião que conta” para quem gosta de comer gelados com a testa

Video: Luís Vargas@Geringonça

Obrigado, Marques Mendes. Nunca mudes!

Então, não estavam fartos do politicamento correcto?

A bancada do PCP votou contra o voto de pesar pela morte de Belmiro de Azevedo. BE e PEV abstiveram-se. Alguns que criticam estas posições são os mesmos que, noutras ocasiões, defenderam que existia no país um praga do politicamento correcto. Querem ver que a pandemia está em crescimento e já atingiu os anteriormente irreverentes?

Uma vida que ardeu, uma esperança que é necessário reconstruir

Oliveira do Hospital ardeu depois de Pedrógão. Morreram muitas pessoas, várias famílias ficaram destruídas e isso nunca ficará bem e nunca se resolverá. São marcas que ficam para a vida toda, são memórias que voltam, de tempos a tempos, e atormentam.

(CLICAR na imagem para ver o vídeo)

(9º episódio do programa “E se…”, um programa que faço para o COIMBRA CANAL, com a realização de Rijo Madeira)

O que ardeu foi praticamente tudo. Ardeu a floresta e espaço verde de lazer. Na verdade, o verde praticamente desapareceu.

Arderam as empresas e o emprego de muita gente. Depois das mortes, este é o drama mais significativo.
Os custos associados a estes incêndios medem-se em vidas perdidas, famílias destruídas, floresta perdida, negócios arrasados e um efeito muito significativo na esperança num futuro melhor. De tudo, apesar de certas coisas não terem solução, o mais difícil de recuperar é o ânimo necessário recomeçar tudo de novo. Esse é o maior custo, porque apesar de tudo a vida continua, e aquele aspeto que merece uma atenção muito especial.

Os incêndios deste verão mostram um país desorganizado e impreparado para estes eventos naturais. O “E se…” quis mostrar essa realidade, deixando claro que é nossa obrigação garantir que vamos construir um país que estará preparado e é solidário com quem é atingido pela calamidade. E essa é uma resolução que todos temos de tomar e realizar.
Exige-se que o Governo e as entidades regionais percebam que esse processo de reconstrução exige incentivos muito significativos, de pelo menos 85%. Eu diria que o país tem a obrigação de apoiar quem perdeu tudo e quer renascer, produzir e criar emprego.

Ouvimos os empresários que nos falavam de uma discriminação negativa de Oliveira do Hospital, referindo que o apoio prometido pelo Governo teria aqui um incentivo (70%) menor do que em Pedrógão (85%). Não percebemos a discriminação, nem a aceitámos. Aliás, consideramos que os incentivos deveriam ser até superiores a 85% nos dois locais, pois estes incêndios mostraram também uma completa falência do Estado e dos serviços de proteção civil.

Tem a palavra o Governo e a CCDRC.

Esperamos que o Senhor Presidente da República esteja atento ao que está a acontecer e atue no sentido de acelerar os apoios e garantir que se efetuam com a dimensão necessária.

 

O preço certo em euros do número de propaganda de António Costa

A grande indignação da passada semana girou em torno dos 36.750€ que o governo derreteu num número de propaganda, com o qual decidiu assinalar os dois anos de vigência do executivo Costa. Apesar de ser prática corrente noutras latitudes, e do modelo escolhido não ser propriamente uma novidade, torrar dinheiro deste endividado país em exercícios desta natureza é, a meu ver, uma falta de respeito por todos os portugueses. Já agora, querida direita partidária, tu que vives de desgraças e indignações, por onde andavas quando o Passos fez exactamente o mesmo? Em lado nenhum? Deixa lá, não faz mal. Todas as ocasiões são boas para te ver fazer essas figuras. [Read more…]

ESCANDALOSO ROUBO AOS PORTUGUESES

Para verificarem a pouca vergonha que é esta RENDA que todos pagamos à EDP, vejo o acordo assinado em 2012 entre o Governo e a EDP Renováveis, os preços fixados e o valor, desde 2013, do preço médio da energia.

Link: http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR41305.pdf

Para resumo: em 2012 terminava o período de 15 anos em que o Estado financiou as eólicas. O Governo de então, com PM Pedro Passos Coelho e Ministro da Economia Álvaro Santos Pereira, assinaram um acordo em que se mantinha nos 7 anos seguintes (2013-2020) uma tabela de preços (estilo SWAP) que protegia as Eólicas. Os Portugueses pagavam 74 Euros por cada MWh, caso o preço médio diário fosse inferior a esse valor (e foi sempre por LARGA margem), pagariam o preço médio diário se esse valor estivesse entre 74 Euros e 98 Euros, e pagariam 98 euros/MWh se o preço médio diário fosse superior a 98 Euros/MWh.
 
Como o preço médio diário (claro, contratos feitos para enganar e para ter lucros GARANTIDOS) foi sempre muito inferior a 74 euros/MWh, os Portugueses, os contribuintes, estiveram sempre a financiar a EDP Renováveis. É isso a RENDA EXCESSIVA.
 
Lembre-se disso quando pagar a conta da eletricidade. Está a pagar o negócio garantido dos outros. Está a pagar negociatas que pretenderam garantir que as eólicas tinham lucros fabulosos, com os contribuintes a financiar, para depois as empresas serem vendidas a estrangeiros. Nós, contribuintes, continuamos a pagar este escândalo.
 
Lembre-se disso quando olha para o comportamento dos partidos na AR relativamente a propostas para aplicar taxas às rendas excessivas e ESCANDALOSAS das empresas de energia.
 
Lembre-se disso quando olha para os seus consumos e pensa em poupar, desligando o aquecimento, porque não pode pagar as contas. Não pode suportar contas para se aquecer e dar conforto à sua família, mas está a pagar os lucros escandalosos dos outros e os salários MEGA-milionários de MEXIA e companhia.
 
ISTO É UMA VERGONHA E UM ROUBO AOS PORTUGUESES.

 

 

Os bullies avençados

Santana Castilho*

Mesmo para quem está habituado ao confronto de opiniões que as decisões políticas mais polémicas suscitam, causa perplexidade verificar a quantidade de pronúncias na comunicação social, escrita ou falada, ora expondo ignorância inaceitável, ora evidenciando intuitos manipulatórios censuráveis, que a questão da tentativa de apagar uma década ao tempo de serviço dos professores suscitou. Conheço os preconceitos e as agendas destes bullies avençados. Mas, confesso, espantou-me ver tantos e tão irmanados na mentira e no ódio a uma classe, a quem devem parte do que são e do que serão os seus filhos e netos. Não é corporativa a razão que dita estas linhas. É a seriedade, é a justiça e é a certeza sobre o quanto toda a comunidade precisa dos seus professores.

Dois clichés são recorrentes no discurso dos bullies: a progressão dos professores é automática, em função do tempo de serviço; não há possibilidade financeira para o que reclamam.

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Vergonha

A Mariana Mortágua fez ontem um intervenção no parlamento de muito boa qualidade. Todos os partidos têm uma retórica sobre as rendas das elétricas. O BE fez uma proposta concreta sobre uma taxa sobre as rendas excessivas. Foi aprovada pelo Governo e depois (aparentemente) removida. Maria Mortágua mostrou a sua indignação e foi muito dura com o Primeiro-Ministro.

Como eu, a generalidade dos portugueses registaram 3 coisas:

1) Ninguém, no PS e no Governo, desmentiu a deputada Mariana Mortágua sobre o acordo que ela afirmou ter existido;

2) Ninguém se indignou sobre o efeito que um lobby fortíssimo da EDP teve sobre uma decisão que estava já acordada;

3) O PSD e o CDS também estiveram totalmente calados.

Quando alguém não percebe por que razão as empresas pagam a ex-políticos, que na generalidade nada sabem fazer, para se sentarem em conselhos de administração dessas empresas, pagos a peso de ouro, agora devem perceber. Estão lá para fazerem este trabalho que agora fizeram.

Querida direita: viver de desgraças não chega

Foto: Alberto Frias@Expresso

Depois dos incêndios e dos sucessivos falhanços em torno da tragédia em que se transformaram, depois de Tancos, da legionella e do jantar no Panteão, para não falar nas sanções-fantasma, no hipotético resgate e no Diabo, que está sempre à espreita, e já depois de iniciado o braço-de-ferro com os professores, após outros que opuseram enfermeiros, patrões e o lobby amarelo dos colégios privados, cujos defensores tendem para a defesa radical do estado mínimo, excepto quando chega a hora de pagar os estudos dos filhos da elite, cujo dinheiro está temporariamente indisponível numa aplicação super-honesta e transparente no Panamá, o máximo que a Cristas e o que resta do passismo conseguiram subtrair ao governo minoritário de António Costa foi 1 mísero ponto percentual. Um. [Read more…]

Austeridade da boa

Na sessão de votação do OE18 na especialidade, que aconteceu na passada semana, as infames esquerdas unidas aprovaram um aumento da derrama estadual do IRC para as empresas com lucro superior a 35 milhões de euros, que passa dos actuais 7% para 9%. Austeridade da boa. Tímida, mas boa.

Não demorará muito até que os suspeitos do costume tentem transformar esta medida num ataque à classe média, ou noutra treta qualquer, tal como fizeram, por exemplo, com o imposto sobre o património, presente no OE17. Mais do que as motivações ideológicas, irrefutáveis, é também para isso que lhes pagam ou que virão a pagar um dia, quando for altura de dar aquele salto público-privado que todos conhecemos bem. Mas não se preocupem, que à partida não haverá o que temer. O que é que classe media-multimilionária pode fazer? Mudar as sedes sociais das suas empresas para a Holanda? Fugir aos impostos através do Panamá e das Caimão?

Uma pena que, mesmo com BE e PCP a influenciar o rumo das coisas, não seja possível ir mais além. Fazia falta carregar um pouco mais em quem pode mais, em quem mais beneficia de apoios estatais e em quem frequentemente contorna as suas obrigações fiscais, prejudicando o todo por simples ganância. Só para não serem sempre os mesmos a financiar a gatunagem.

 

O PS no seu melhor registo !

[Rui Naldinho]

Não, não vou passar ao ataque a este PS cada vez mais errático na sua forma de agir. Muito menos tendo em conta que neste ano de 2017 o governo já cometeu algumas asneiras de peso, cujas sequelas ainda haveremos de digerir. Tal como na balança do Juízo Final, isto para os cristãos, há sempre um deve e haver quando esta legislatura terminar. Mas cada vez me convenço mais, não fossem os outros três partidos que apoiam a Geringonça a terem a cabeça fria e a sensatez para não deitar tudo a perder, e isto tinha sido uma valente cegada, pela mão dos socialistas. É por estas e por outras que eu apoio esta solução, mas pela via bloquista.

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Não há Tourada na CDU?

O PCP juntamente com os restantes partidos com assento na Comissão de Finanças votou contra a proposta do Bloco pelo fim da isenção do IVA para as touradas.
O que fazem os Verdes na CDU? Se não reagem a um assunto deste calibre para que servem? Assumem a condição de muleta?

25 de Novembro, evocar a vitória da Democracia


O espírito de libertação do 25 de Abril de 1974 cumpriu-se a 25 de Novembro de 1975, quando foram derrotados em toda a linha os que pretendiam transformar Portugal num satélite de Moscovo. Provando a superioridade da Democracia, os que a tentaram derrubar puderam viver livremente estes 42 anos, alguns até influenciam hoje o governo, com o mesmo tipo de folclore que utilizaram à época.
A partir de 25 de Novembro o país conseguiu finalmente respirar, voltou a ter forças armadas em lugar da tropa fandanga, progressivamente a bandalheira foi substituída pela ordem, permitindo a Portugal voltar a ser um Estado de Direito.

In FAR med

Vamos lá ver se percebi bem. A maioria das farmacêuticas está em Lisboa. Há algumas no distrito de Coimbra. E a escolha da candidatura para a futura localização da Agência Europeia do Medicamento foi o Porto. Falhada a candidatura, Costa arranjou um rebuçado e quer mudar o Infarmed para o Porto. É isto, não é?

Embora rejeitando que a medida se trate de uma compensação pela perda da EMA, o ministro Adalberto Campos Fernandes acabou por admitir que se tratava do “reconhecimento pelo enorme trabalho feito pela região norte”. Esta ideia é, aliás, partilhada pelo coordenador de área da Saúde do grupo parlamentar socialista, António Sales: “É óbvio que não se pode ignorar que com a candidatura à EMA, foram criados projectos e expectativas. É uma questão de agora ser optimizado todo o investimento que se fez neste outro projecto com dimensão e escala”, sublinhou. [DN]

Portanto, vamos satisfazer “expectativas”. Era simpático atender a razões que não fossem do jogo político e outras que poderemos desconhecer. Vamos esperar por esses projectos para melhor se perceberem as motivações.

Por fim, no CDS apoia-se a medida, “é claro” e o PSD “saúda” a decisão. Grandes cínicos, que andaram a vender a ideia de menos Estado, para agora se colocarem do lado do Estado que resolveu actuar em toda a sua prepotência, sem sequer primeiro falar com os diversos protagonistas.