à descoberta da verdade é uma grande gargalhada

grande gargalhada descoberta da verdade

Sobre a utilidade social da Antropologia.

Todos começaram a rir! Às gargalhadas! Éramos vários cientistas a vender o seu peixe aos caloiros. Não era na praça do mercado, antes fosse, facilitava o debate. Era dentro de um grande anfiteatro, com três académicos em cima de um estrado e mais de trezentos caloiros sentados na plateia do auditório. Os peixes cheiravam segundo a pronúncia e a voz de quem falava. No meu caso, era a mar de rosas que sempre cheirava: o meu sotaque pesado, especialmente, para os mais novos não habituados a ouvir a sua língua materna, falada de forma britânica, galega, castelhana ou afrancesada. Os vendedores de peixe (académicos), muito sérios, usavam palavras caras nas suas intervenções. Caras, pelo rigor do vocabulário e a dificuldade do conteúdo. Quando chegou a minha vez, perguntaram-me para que servia a Antropologia. Sintetizando, devido ao meu modo de falar, (denominado por alguns alunos pelo termo carinhoso de Iturrês) lentamente respondi: “Na Antropologia nunca perguntamos quantas pessoas vão à Missa aos Domingos, nem fazemos inquéritos a um número proporcional de crentes; interrogamo-nos sim, sobre as causas que ditaram o dia da semana para a consagração da Missa”. Com esta abordagem, começava as explicações para aquele universo de alunos que tinha à minha frente, que vivendo dentro de um país Fatimizado, nada sabia de catequese. A gargalhada foi geral pela raridade da resposta e por fatimizar o país,

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O Hospital de São João dá o exemplo!

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É o caso do Hospital São João do Porto, que reuniu 38 medidas de poupança, num só documento.

A ARS do Porto já enviou este documento para outros hospitais para que o exemplo de contenção seja seguido.

“Um exemplo de boas práticas nesta área, na medida em que propõe e contempla acções no sentido da redução dos custos em áreas não assistênciais, nunca colocando em causa nem a acessibilidade nem a qualidade de atendimento dos doentes no SNS!”, diz o Presidente da ARS do Porto.

O plano centra-se em quatro áreas: eficiência na aquisição, gestão e utilização de matérias, medicamentos e reagentes; redução dos serviços externos não indispensáveis para o atendimento do doente; gestão mais eficiente dos recursos humanos; rigor na na referênciação entre hospitais.

Estima-se uma redução de de 3.1 milhões de euros no fornecimento de serviços externos e de 1,2 milhões de euros nos subcontratos, bem como a redução de 5% nas horas extraordinárias, de 8 % nas horas de prevenção e de  10% nas remunerações-base dos membros do Conselho de Administração.

Ora aí está como é sempre possível reduzir custos sem mexer no que é fundamental. A qualidade!

In Memoriam Ademar Santos

Fotografia do blog do Ademar. Depois da curva ficava (fica ainda) o apeadeiro de Aveleda.

Muitos comboios chegaram e partiram

no cais da minha vida

nem todos me trouxeram ou levaram
mas viajei em todos eles (…)

Ademar

15.04.2009″

Voltei ontem de uma viagem longa à volta dos comboios e descubro que o Ademar Santos não voltará a escrever no Abnoxio.

Acabei, afinal, por nunca o conhecer em pessoa; encontrara-o por um acaso e fui-me fazendo leitor do seu blog por causa desta fotografia feita aqui no Ramal de Braga. Vim a descobrir amigos comuns, apesar de sermos de gerações diferentes, e acabei por descobrir que o Ademar e eu fomos passageiros nas mesmas estações e apeadeiros, apenas em décadas diferentes. O Ademar, tal como eu, cresceu junto a uma linha de caminho de ferro, sinónimo, como ele próprio, de Liberdade.

Até um dia, Ademar.

PECaminoso! – desempregados perdem apoios sociais

Algumas destas medidas que caem nem sequer foram implementadas,  é o que se chama “visão estratégica” tambem conhecida de “longo prazo”!

Cincoenta mil pessoas não vão aceder ao prolongamento do subsídio de desemprego por mais seis meses. Custaria 40 milhões de euros!

450 dias de descontos, prazo mínimo para ter direito ao subsídio de desemprego. Tinha sido reduzido para 365 dias.

Majoração em 10% do subsídio de desemprego a quem ,estando desempregado, tenha filhos a seu cargo. Nem sequer chegou a entrar em vigor.

O pagamento adicional do abono de família pago aos beneficiários do segundo ao quinto escalão previsto desde 2008.

A redução das contribuições para a Segurança Social (de 23.75% para 20.75%) pagas pelas pequenas e micro empresas com trabalhadores mais velhos. Abrangeria cerca de 200 000 trabalhadores e custaria cerca de 52 milhões de euros.

Os subsídios extraordinários às empresas que encerram temporariamente ou suspendem os contratos para darem formação aos seus trabalhadores. Abrangia cerca de 39 mil trabalhadores e custaria 53 milhões de euros.

Apoios à requalificação de 5 000 jovens licenciados.

Linha de crédito bonificado para os desempregados criarem a própria empresa é reduzida em 14.5 milhões de euros.

Alvo: os desempregados e os mais pobres!

Explique-me, Sr. Primeiro Ministro, porque eu sou muito burro

Pode explicar-me, Sr. Primeiro-Ministro, de preferência com um desenho, porque é que a PT é estratégica para Portugal e a Galp e a EDP não são? Por favor, se eu lhe pedir para explicar de novo, não leve a mal. Por mais voltas que dê – até porque eu sei que V. Exª sabe perfeitamente o que anda a fazer, é tudo planeado ao milímetro, V. Exª nunca anda a reboque dos acontecimentos e não governa à vista –  a minha cabeça não alcança.

Explique-me devagar, sr. Primeiro-Ministro, se for preciso peça ajuda ao sr. Teixeira dos Santos, porque eu sou mesmo, mesmo, mesmo, mesmo muito falho da inteligência com que V. Exª foi tão superiormente dotado (não esquecendo, claro, que a um burro como eu, qualquer prestidigitador com um kit de truques a metro parece iluminado).

O Portugal de Pinto Monteiro

O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, disse, esta quinta-feira, que Portugal «não é um país de corruptos»

Num país a brincar ao estado de direito Pinto Monteiro é PGR. E fala. A bem dizer, e tendo em conta as sentenças recentes contra Sá Fernandes, ele até tem formalmente razão: Portugal é um país em que a legislação feita pelos amigos dos corruptos permite que a corrupção seja intocável, mesmo que apanhada em flagrante delito.

E se com um grande esforço pensarmos melhor no assunto, Portugal nem é um país de grande corrupção, mais submarino menos fripór, mais banco menos SLN: é o país da cunha, do arranjinho, do sucateiro, e do Pinto Monteiro que se deixa ser PGR a compor o ramalhete, dizendo estas coisas sem se rir.

A esmagadora maioria dos milhões de euros que fogem de Portugal, nem fogem: vão devagarinho e legalmente para um offshore qualquer.

É triste mas acabo por lhe dar razão: Portugal é um país de Pinto Monteiros. Sempre em frente e a assobiar para o lado.

A BP, o petróleo e a nossa vergonha

O desastre na plataforma petrolífera da BP, ao largo dos EUA, de nome Deepwater Horizon, foi mais uma excelente colaboração no propósito da humanidade dar cabo da sua própria casa, o planeta.

Chegue a casa num belo dia, execute a sua rotina diária e, quando estiver para cozinhar, ignore os avisos que o fogão lhe está a transmitir. Insista e aguarde. Depois veja a linda merda que acabou de fazer. Provavelmente deu cabo da casa, ou parte dela. Só muito no futuro, ou nunca, a poderá voltar a utilizar da forma como o fazia.

É assim que tratamos o planeta. Foi o que aconteceu na plataforma da BP. Os funcionários ignoraram os avisos e as consequências estão à vista.

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As estimativas apontam para a fuga de dois a três milhões de litros de petróleo por dia. Ou seja, quatro vezes mais do que o inicialmente estimado. O equivalente a 12 mil barris por dia (dois milhões de litros).

O petróleo é fundamental para muito do que fazemos, mas não é necessário para ter vergonha na cara.

Mais fotos em The Big Picture

Os estágios algo complicados

Gonçalo Castilho dos Santos dedica-se agora à  fé, a Lusa à incompetência habitual.

O PEPAC era um programa que visava proporcionar 5000 estágios a jovens licenciados. Estava tão bem organizado que só 2500 foram colocados. Parece anedota mas não é. Basta passar pelos blogue Porque Estágios Parecem Algo Complicado para entender que houve trapalhada da grossa.

E que faz a Lusa? ouve o actor que representa neste governo o papel de Secretário de Estado da Administração Pública, o qual

admitiu que o número fica “aquém” das expectativas para o programa, fruto do próprio funcionamento do sistema, mas disse acreditar que nos próximos dias haverá ainda “várias centenas” de jovens a aceitar os convites endereçados.

Ou seja: o sistema não funcionou, e passamos para a fé. Ele acredita. Eu tenho a certeza absoluta que só neste governo teria lugar acima das suas capacidades intelectuais, que o habilitam eventualmente para um estágio na área dos serviços de limpeza, e mesmo assim acho que estou a facilitar.

Grandes Malucos: Lisboa-Cidade do Cabo em auto-caravana

Sou amigo do Carlos Brum há muitos anos, conheço-lhe as histórias, as viagens, as aventuras, as voltas ao mundo. O Carlos é um bocado como aquela anedota que diz “Se Deus está em toda a parte, o Carlos já lá esteve”.

E, como um “grande maluco” tem sempre uma maluquice maior do que as outras, não há jogo da seleção onde o Carlos e os seus amigos Jorge e Joaquim não estejam, seja na Dinamarca, no Azerbeijão ou onde quer que a FIFA determine. Desta vez, não podia deixar de ser, vão acompanhar os jogos de Portugal na África do Sul, tal como milhares de adeptos incondicionais. Com uma pequena diferença: eles vão por estrada, de auto-caravana, sozinhos.

Partiram de Lisboa no dia 25 de Abril, numa velha mercedes que o Carlos “descobriu” na Alemanha. Aqui há dias a sua mulher contou-me que ele lhe tinha telefonado do Quénia depois de uma penosa viagem em picadas de terra batida com a velocidade máxima a atingir os vinte, trinta quilómetros à hora. Perguntei-lhe como tinha corrido a parte do trajecto que o Carlos me dissera temer mais, a travessia da Etiópia e do Sudão e a resposta foi que tudo se passara sem percalços nem incidentes.  Hoje, soube que estavam em Moçambique e que têm um blogue onde vão postando o dia-a-dia da viagem.

É esse blogue que quero apresentar aos leitores do Aventar. Sigam o que resta da viagem e acompanhem-nos na estadia sul-africana. A vida de algumas pessoas é como certos filmes, são “Grandes Malucos” mas é “Tudo Bons Rapazes” com quem se pode sempre tomar “Um Chá no Deserto”. E, é claro, uma cervejinha fresquinha quando regressarem.

Para memória futura…

A Telefónica quer vivamente a PT!

A “road show”, como diria o outro, está na estrada! A fina flor está em Nova Yorque a tentar convencer os accionistas e tudo o que cheire a dinheiro que cá a gente, está para dar e vender, não é nada como nos andam a difamar, que temos problemas, que não vamos conseguir pagar o que devemos, invejosos, é o que é…

A Telefónica quer a VIVO toda( 46 milhões de clientes), já tem metade, a outra metade têm-na a PT, é uma questão de dinheiro, mais tarde ou mais cedo. O que está em jogo é uma empresa, no Brasil, que já é a maior contribuidora de lucros no universo da empresa Portuguesa, cresce num mês, em termos de clientes, o que a PT cresce num ano,  num país que cresce a um ritmo seis vezes superior ao nosso.

A Telefónica, que já é uma das principais accionistas da PT, oferece um preço muito superior à cotação em bolsa, tentando desta forma convencer o Estado português, que tem uma “golden share” que pode travar tudo, a vender e assim ver os seus problemas das contas públicas resolvidos. Mas vender seria vender os dedos e os anéis. Perante isto , a Telefónica lançou uma OPA hostil, sobre 100% do capital da própria PT! Agora quer a PT e a VIVO!

A Telefónica é cerca de quatro vezes maior que a PT e moram ambas num condomínio onde imperam as regras,  que têm que ser cumpridas. Não podem viver nas bolsas de Nova Yorque e Londres com regras próprias, como é essa história das “golden shares”,  em que um accionista ultraminoritário pode decidir se sim ou não a uma OPA!

Mesmo que seja um Estado!

Quim Barreiros

Quando os movimentos LGBT copiam os movimentos religiosos…

A Flexibilização das Leis Laborais é Mortal?

O Diário de Notícias relata: a empresa produtora do IPhone da Apple na China, Foxconn, já se deparou, desde Janeiro último, com dez suicídios de operários. O sucedido compeliu os responsáveis da empresa a solicitar aos operários a assinatura de documento a prometer que não se suicidarão. É uma história triste e exemplar do capitalismo global hodierno.

O caso suscita  interesse em diagnosticar as razões do repetido acto. Percebem-se, na análise, causas relacionadas com as condições de trabalho vigentes: 12 horas diárias em 6 dias da semana, proibição de falar; em suma, um ambiente de semi-escravatura e depressivo.

Lido o conteúdo, obtive a resposta à pergunta formulada no título: a flexibilização das leis laborais, a julgar pelo caso Foxcoon, pode causar a morte.

O patronato português ainda se manifesta insatisfeito com a proliferação de trabalhadores a recibo verde, de baixa retribuição, e as vantagens das alterações introduzidas no Código de Trabalho (CT) pelo governo anterior de Sócrates – lembre-se que a Sonae Distribuição do Eng.º Belmiro tentou usar a permissão legislativa de 12 horas de trabalho diário, segundo o estabelecido no CT. A flexibilização legislativa é reivindicação recorrente dos nossos patrões.

Para compor discursos, utilizam o argumento das dificuldades de investimento e de competitividade. O obstáculo, lembre-se, é a rigidez da legislação laboral.

Na grande guerra das fortunas, como em outras, a morte é desfecho normal. Mas atenção, neste caso só se pode suicidar quem seja operário, trabalhe 12 horas diárias em 6 dias por semana, se abstenha de falar com o camarada do lado e ganhe um salário muito, muito reduzido. “Uma flexibilização deste género é que nos assentava a cem por cento!”, concluem os grandes empresários portugueses. Grandes não. Enormes!

E a propósito: quando é que a OMC proíbe a concorrência de países com ‘dumping social’?

Rápidas melhoras

Boa madrugada…

Ser homossexual é pecado

A entrevista da qual retiro estes excertos saiu no caderno 2 do Público há umas semanas atrás. Os entrevistados são dois jovens cristãos, um adventista e um baptista. Sobre o casamento «gay» e a homossexualidade em geral, têm as opiniões que se seguem:

«O termo casamento pode ser desnecessário».

«Biblicamente, [a homossexualidade] é um pecado, como a hipocrisia e a gula. Não há pecados maiores e menores. E se ouvir dizer que não é pecado saio da Igreja.»

«Estou de acordo com as regras. Claro que não há uma Igreja perfeita. Perfeito é Deus. [E a homossexualidade] é abominável aos olhos de Deus.»

«Não podemos ir tão longe [ter pastores homossexuais]. Porque é um exemplo para a sociedade.

«A partir do momento em que o pecado entra no mundo há um desvio do plano de Deus. A homossexualidade tem de ser sempre um desvio do plano de Deus. Aceito e respeito que a Igreja não pode aceitar a homossexualidade, como não pode aceitar cobiça e roubo. A Igreja tem de ser o garante do normativo e não concebo que aceite qualquer um destes fenómenos.»

«Sei que não foi a vontade de Deus quando criou o homem que ele fosse homossexual.»

«Deus é perfeito, não falha. Deus cria e o homem vai degenerando.»

«Acreditamos que Jesus Cristo voltará para nos salvar do pecado. [Se Cristo vier a homossexualidade acaba], como todos os outros pecados.»

«Preferia que o termo fosse união de facto. Casamento não, porque é uma instituição divina.» [Read more…]

José Mourinho nu em Madrid…

…era capaz de encantar muita(o)s fãs.

Basta-lhe seguir os passos de Maradona e vê-lo-emos em pelota na Praça de Cibeles festejando títulos.

Já se Carlos Queirós prometer despir-se e desfilar nu no Rossio, deixo aqui um aviso: mal por mal, prefiro que Portugal não seja campeão. Livra!

Carlos Queiroz ao retardador

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Não sou daqueles que está sempre à espreita de uma oportunidade para zurzir Carlos Queiroz. Até simpatizo com o professor, embora preferisse outro para a função. O que não percebo é que, depois de vários dias de treinos e um jogo de preparação, o seleccionador entenda que “só agora” é que o estágio vai começar.

Percebo o que pretende dizer. Agora tem todos os jogadores às suas ordens, não há mais chegadas às pinguinhas e este é o tempo de afinar técnicas e tácticas. E ainda faltam 20 dias para o primeiro embate.

A questão que estas declarações de Queiroz me deixam é apenas uma: se é assim, que raio andaram os rapazes a fazer na Covilhã nos últimos dias?

A expectativa nacional em redor da selecção não é, vá lá, muito positiva. Quando muito espera-se que passe a primeira fase. Os problemas com os adeptos no estágio serrano, a quase inacreditável má imprensa que Queiroz vai tendo, ao contrário do devoto de Nossa Senhora do Caravaggio, tudo isso contribui para a descida da temperatura.

Com a inabilidade destas declarações, Queiroz só ajuda os detractores e retira ganas aos verdadeiros adeptos da selecção.

Todo um tratado:

  • Despacho n.º 8346/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Requisita à empresa Deloitte & Touche, Lda., António José Oliveira Figueira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8347/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Requisita à Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares Rui Manuel Alves Pereira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8348/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Requisita ao Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Hotelaria e Serviços (UGT) Vítor Manuel Gomes Martins Marques Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8349/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Augusto Lopes de Andrade para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8350/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Requisita à empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S. A.,Arnaldo de Oliveira Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8351/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Designa o assistente operacional Jorge Martins Morais da Secretaria-Geral do Ministério da Cultura, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8352/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Designa o assistente operacional Jorge Orlando Duarte Vouga do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I. P., para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8353/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Jorge Henrique dos Santos Teixeira da Cunha para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8354/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Designa a agente principal da Polícia de Segurança Pública Liliana de Brito para exercer funções de apoio administrativo no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8355/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública José Duarte Barroca Delgado para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8356/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Manuel Benjamim Pereira Martinho para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8357/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Horácio Paulo Pereira Fernandes para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

  • Despacho n.º 8358/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Custódio Brissos Pinto para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

PECaminoso!

Aumentar os impostos sejam directos ou indirectos; retirar o 13º e 14º mês; aumentar os preços dos bens e serviços essenciais, como a água, electricidade, saúde, medicamentos, transportes, combustíveis, produtos alimentares, tudo tem a mesma finalidade: retirar dinheiro dos bolsos dos contribuintes.

Cortar na despesa seria eliminar serviços, fundações, funções inúteis que é o que há mais neste Estado rançoso e untuoso, cortar nas pensões acima de uma determinada verba, acabar com o multiemprego que é outra coisa que prolifera na função pública e nas empresas do Estado; cortar nas verbas afectas a despesas de representação ( os cartões de crédito usados sem limite ou mesmo com limite), viagens ( no orçamento deste ano na rubrica “deslocações” dos senhores deputados há um aumento de 25%); cortar nos fornecimentos, papel, tinta, luz, água, aquecimento, ar condicionado; nos motoristas, nas secretárias, e nos contínuos, redireccionando-os  para onde façam falta.

Os automóveis de alta cilindrada às dúzias nos ministérios, cada ministro ou secretário de Estado tem dois ou três, nas direcções-gerais, juntando-as entre as que fornecem “meios” e as que realizam “fins”, por exemplo, juntar secretarias-gerais, recursos humanos, finanças, informática, compras,, consultores, juristas , economistas, engenheiros e outros; e “os fins” as que fornecem serviços directamente ao cidadão.

Extinguir as milhentas “comissões” que só servem para pagar “senhas de presença” e que andam em roda livre, não apresentando qualquer resultado, como se viu agora com a “comissão das contrapartidas dos submarinos”, a verba que lhe foi atribuída esgotava-se nos vencimentos dos três administradores, nada fizeram, nada apresentaram, nada detectaram…

A salvação está nas PMEs exportadoras…

A EDP, a Galp, a CGD, os bancos, os centros comerciais, a TMN, a Refer, a Rave, as autoestradas, as pontes, o TGV, o aeroporto, as milhentas empresas que absorvem as mais valias do nosso trabalho, que não saem da órbita do Estado com boys e girls, as construtoras que apresentam milhões de lucros todos os meses, todas estas empresas não são chamadas quando toca o sinal de alerta!

São as PMEs que representam 80% do emprego e 70% do PIB que ninguem conhece, que não fazem primeiras páginas, que não vão ao Prós e Contras, essas, são as chamadas. Não pertencem ao PSI 20, nem frequentam os corredores do poder, labutam e operam em mercados altamente concorrênciais, onde ganha quem tem mérito, qualidade e preço competitivo. Estes empresários metem lá o seu dinheiro, muitas vezes garantindo empréstimos bancários com a propriedade da família, arriscando, persistindo…

Mas os melhores CEOs do Mundo estão nas grandes empresas de rendimento garantido, em monopólio ou perto disso, apoiados pelas “golden-shares” do Estado, onde trabalham os filhos e os netos de tudo o que é político ou que já foi, ganhando o que nunca ganhariam se estivessem num mercado livre.

Enquanto os portugueses não perceberem esta ganância, e andarem convencidos que estas empresas que vivem à custa do Estado e em condições particulares de “posição dominante”, são a chave do problema, nunca saíremos desta economia moribunda que não cria riqueza e que arrasta tantos cidadãos para a miséria. Sem aumentar a produtividade nem as contas públicas no “são” nos safam! Sem criar riqueza como pagamos as dívidas?

A prioridade são as empresas exportadoras que tambem substituem importações, que vendem valor acrescentado, que se dedicam a actividades onde o país tem vantagens competitivas. Peter Drucker, o célebre guru da gestão das empresas já cá fez um estudo a dizer tudo isto. Apontou as actividades a apoiar pelo Estado e os “clusteres” a desenvolver.

Mas, ao contrário, nos últimos trinta anos só ouvimos os políticos a defenderem as grandes obras públicas! Porque será?

As Estradas

Perspectivas a debater no seio da sociedade portuguesa no particular da gestão da água e da consideração devida ao consumidor, centro de imputação de direitos

PREÇO:
1.      Como é composto o preço da água que consumimos?
1.1. No preço – porque não haver para as moradias que têm jardins um preço para o consumo doméstico e outro para o consumo do jardim (piscinas excluídas)?

DESPERDÍCIOS:
2. Os desperdícios na cadeia de distribuição:
2.1. Em quanto montam? Na rede primária – da fonte até ao local da distribuição: 30%, 40% 60% ou mais?
2.2. Em  quanto montam? Na rede secundária – da distribuição local (rupturas, assistência técnica, desvios) : 30%, 40% 60% ou mais?
2.3. Que valores atingem na utilização pública – regas de praças, jardins, rotundas, etc… com água a jorrar livremente para os passeios, aspersores a regar a rua, quando deviam estar a regar a relva, etc…?
2.4. Que valores se apresentam  para as novas construções – como é pago, como é consumido, etc…?

OBRIGATORIEDADE DA LIGAÇÃO À REDE PÚBLICA E SUSPENSÃO DE FORNECIMENTO:

3.      Há obrigatoriedade de conexão à rede pública. Então como se define o corte unilateral da empresa concessionária ao consumidor? Se é obrigatório, não pode haver exclusões! Qual o regime de exclusões e até onde vai a competência dos concessionários? Onde começa o público e acaba o privado?

PRIVATIZAÇÃO DA GESTÃO E INTERESSE PÚBLICO:
4.      Como são atribuídas as concessões? O regime da privatização da gestão. Como é feita o controle da prestação do serviço das concessionárias? As concessões podem ser revogadas por inadequação manifesta aos devers a que se adscrevem as concessionárias?

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A Justiça em Portugal – Os Comediantes de Negro

Les Comédiens

A justiça é um sector de graves ineficiências. Do Ministério Público aos Tribunais de diversos tipos e hierarquias, as regras, as leis e o funcionamento constituem fonte de inaceitáveis passividades e complacências. Os poderosos, grandes empresários ou políticos, são os primeiros beneficiários da ‘Torre de Babel’ do sistema de justiça português.

Além dos autoproclamados brandos costumes, somos o País das inexpugnáveis elites no poder, e na justiça em particular; elites tão inamovíveis, quanto um gigantesco bloco de mármore que, apenas à força de ser retalhado, se converte em peças dispersáveis. Todavia, a nossa incapacidade para retalhar as elites é congénita. Assim, a pesadíssima magistratura, ano após ano, lá vai permanecendo igual a si própria, aqui e acolá semelhante a uma máquina de museu, apetrechada de peças bastante truncadas.

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Carla Bruni


Uma sugestãozinha à Comissão do Centenário que anda tão fracassada. Arranjem uma destas, substituindo as bombardas do costume. Talvez consigam convencer mais uma meia dúzia de “vuvuzelas”. Não é uma boa ideia?

Na realidade, Lost (Perdidos) não chegou ao fim

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Pronto, acabou. Lost (Perdidos) chegou ao fim. Ponto final numa das mais relevantes séries televisivas das últimas duas décadas. Foram mais de 100 episódios, distribuídos por seis temporadas, que entusiasmaram e decepcionaram, que agradaram e irritaram. Lost deu-nos tudo isso. Foi brilhante, como em toda a primeira temporada, foi banal, como nalguns episódios da terceira época. Mas sempre provocadora. Além de misteriosa. E intrigante.

Que não haja dúvidas. Lost não é ‘só’ uma série televisiva. É algo mais. Desde o dia em que o voo Oceanic 815, que ligava Sydney a Los Angeles, caiu numa misteriosa ilha do Pacífico, até ao último segundo, acompanhamos a vida de um grupo de sobreviventes, conhecemos os respectivos passados, uma existência atribulada naquele organismo vivo onde habitavam e uma potencial realidade alternativa, que até poderia ser a real, sendo que a ilha seria uma espécie de sonho estranho onde tinham ocorrido experiências esquisitas, onde era possível viajar no tempo, deslocar a própria ilha no espaço… E muito mais. Não viu a série e está confuso? Não é de espantar. Quem a viu esteve num estado de permanente confusão ao longo de anos. Especulou-se sobre tudo. Quem era Jacob? E o irmão? O que é a coluna de fumo? Quem são ‘os outros’? E a Dharma Iniciative? O que significaram os números com que Hurley ganhou o loto?

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A Agenda Pessoal de Cavaco

Assistimos hoje em Portugal a uma agenda política bloqueada face aos timings da recandidatura de Cavaco Silva a um segundo mandato.
Continuamos também a assistir a uma forma de fazer política baseada apenas no calculismo frio e na gestão das agendas pessoais onde impera a táctica em detrimento de valores que deveriam ser intrínsecos a todos os que estão na vida pública.
Num país dito “normal” e depois de o Governo ter deixado o País no estado em que todos nós sabemos, só lhe restaria uma opção – o despedimento por justa causa. Depois de suspeitas, de mentiras, de trapalhadas, surgiu a crise e a falta de preparação de José Sócrates em liderar este processo de reacção. Já ninguém acredita que é o actual Primeiro-ministro que vai impulsionar o país. José Sócrates já nem consegue ter forças para moralizar as suas tropas (entenda-se os membros do governo) e muito menos para impor, junto dos seus, medidas de contenção e de rigor.
Mas quem está conivente com esta apatia é Cavaco Silva. O Presidente da República assume a sua cumplicidade com este clima de podridão, pois não toma as medidas certas que este tempo exige. Neste contexto, não se pode deixar em claro que o Presidente da República fez declarações ao país sobre o estatuo dos Açores, sobre um problema informático no seu computador (escutas de Belém) e recentemente sobre o casamento gay. Cavaco Silva recusa-se a comprometer o seu estado de glória eleitoral, apenas por ambições pessoais. O país precisa de mais do que intenções. O país exige que o Presidente da República tome medidas duras para dar sinais, internos e externos. O país exige sinais para poderemos sair deste estado calamitoso em que nos encontramos. O país exige que José Sócrates seja rapidamente substituído.
Face a esta realidade o maior partido da oposição está uma vez mais refém da agenda de Cavaco. Pedro Passos Coelho tem que jogar sempre à defesa, pois sabe que tão cedo não vai ter eleições e que tem que se resguardar. O líder do PSD sabe que não vai ser Primeiro-ministro já amanhã e que provavelmente o caminho vai demorar mais tempo que o desejo de muitos. O seu capital de esperança e de credibilidade que conseguiu granjear pode inclusive desvanecer ao longo do tempo… E sendo assim só resta esperar… Esperar uma vez mais por Cavaco!
Os interesses nacionais deveriam estar sempre à frente dos interesses particulares alicerçados na vontade de uma reeleição. Portugal merecia melhor.

A próxima vez

A próxima vez que ouvir um banqueiro, um gestor de topo, um economista de trazer por casa que sempre comeu da mão de banqueiros e gestores de topo, o gajo da CIP que ainda é pior que o anterior, ou o da CAP, ou esse tal de Carreira cujo apelido diz tudo, ou outro ex-ministro das finanças, ou o actual, ou o próximo, ou o primeiro-ministro, ou o segundo que ainda está na oposição,

a próxima vez que uma destas imitações de um padre na hora de punir em confissão a beata que acaba de sair da sua cama com 30 avé-marias, e 5 padre-nossos pelo sexo oral,  repetir à exaustão, como se não soubesse que mente, que engana, que sabe muito bem que está a mentir, que pretende deliberadamente aproveitar a sua crise  para proveito seu e dos seus,

a próxima vez  que ouvir que a crise se resolve com poupanças, que a crise é culpa de ganharmos (nós, nunca eles) excessivamente e de produzirmos pouco, e a dívida, a dívida que é deles mas agora é de todos, e nem sequer é grande coisa como dívida mas virou o adamastor com que se mandam os meninos para a cama fugindo das águas revoltas que nos abrem novos mares,

da próxima vez, juro, vou retomar a leitura de um velho barbudo e mal comportado, de seu nome  Karl Heinrich Marx, leitura interrompida vai para anos que ando com preguiça para mudar o mundo e quanto mais interpretá-lo, e em plena contradição aparente repescar de um outro cidadão oitocentista a frase

A Propriedade é o Roubo

e depois não digam que não vos avisei, quando levardes  com o espectro que paira de novo sobre a Europa e desta vez muito mais mundo.

O sr. Marques morreu feliz


Andava feliz, o sr. Marques. O netinho, o Zezé, tinha-lhe pedido uma camisola do Benfica como prenda de aniversário. Não disse a ninguém, para não estragar a surpresa, mas já tinha embrulhadinho um equipamento completo do «Glorioso».
Tinha tudo planeado: hoje, dia 25 de Maio, quando o Zezé faz 5 anos, o sr. Marques ia dar-lhe a prenda. Logo que o fedelho estivesse vestido, ia tirar-lhe uma fotografia, que depois mostraria, impante, a toda a vizinhança do Caneiro.
A vida corria bem ao sr. Marques. Tinha acabado de entrar na reforma e o Benfica acabava de se sagrar campeão. Ia ter mais tempo para o seu clube – se calhar até podia ir umas quantas vezes por ano à «Catedral» – e para a família, essa sim o seu mais-que-tudo. Guardava com orgulho o primeiro bilhete de comboio que tinha comprado como reformado.
No Sábado à noite, no mesmo dia em que Mourinho se sagrou de novo Campeão Europeu, o sr. Marques deitou-se e já não acordou. Foram dar com ele no dia seguinte, deitadinho na cama, com uma enorme tranquilidade no rosto. Como quem diz «vou partir, cumpri a minha missão».
Quero acreditar que morreu feliz. Com uma família unida e um neto que lhe deu o maior dos gostos: ser benfiquista. Só por isso, já valeu a pena o Benfica ser campeão.
«Sr. Pinto, ó sr. Pinto!», dizia-me com voz grossa quando se metia comigo por causa do futebol. Não voltará a dizê-lo. Partiu, mas deixou-me a mais importante das recordações: a sua amizade.

Nunca Paguei, Bruna!

Como Se Fora Um Conto

Devo pertencer a um grupo minoritário, creio, que nunca pagou para ver/ter uma revista com fotografias de mulheres nuas, que nunca pagou para ver/ter um filme cuja classificação dada fosse «para adultos», que nunca pagou…

Há dias, estava eu a passar um fim de semana maravilhoso no planalto mirandês, quando uma notícia percorreu o País.

Na zona onde me encontrava, Mogadouro, não se falava em outra coisa. Ali perto, numa cidade vizinha, quase toda a população correu aos quiosques a comprar uma revista, esgotando os espécimens disponíveis. [Read more…]