Jair Autoritário

Nem um mês de governo e Jair Bolsonaro já acumula autoritárismo, censura, e medidas que poem em risco milhões de brasileiros. Isso sem falar na operação para blindar o motorista de um dos seus filhos, suspeito de um esquema caixa 2 millionario. Dentre as ações mais recentes a liberação de posse de armas, passe livre para a polícia matar, fiscalização em cima de ONGs cujo papel é fiscalizar ações do governo e empresas. Representantes da Human Rights Watch, criticaram todas as medidas deflagradas pela nova gestão e já o considera um dos governos autoritários do mundo.

Fonte Jornal GGN

A fealdade das feministas

O mundo tem tanto de perigoso como de cómico ou é cómico por ser perigoso ou é o perigo que pode ser cómico.

Em 2015, ainda na qualidade de pastora, Damares Alves, actual ministra brasileira dos Direitos Humanos , da Família e da Mulher, explicou que as feministas não gostam de homens e que isso se deve a serem feias e, portanto, incapazes de atrair membros do sexo oposto. Na plateia, dezenas ou centenas de mulheres lindas aplaudiam.

Dou por mim, muitas vezes, a irritar-me com alguns exageros das feministas, mas sinto-me, ainda, obrigado a perceber que o mundo está muito atrasado no que se refere aos direitos das mulheres, bastando lembrar que, na Europa, a luta das sufragistas, por exemplo, foi há coisa de um século, ou seja, ainda ontem.

A piada machista de que as mulheres que defendem os seus direitos são uns coirões que ficaram para tias, no entanto, será uma das opiniões menos relevantes da antiga pastora. Preocupante será a ideia de que a igreja evangélica perdeu espaço nas escolas, acrescentando que não deveria ter permitido que a ciência ficasse entregue aos cientistas e muitas outras que a globalização vai espalhando.

O ministério terá afirmado que as opiniões da pastora não servirão de base à actuação da ministra, numa cisão interior eventualmente brutal. Uma pessoa, contudo, pergunta-se: não terão sido as ideias da pastora a causa para ser convidada para ministra?

Cozinho para o povo

Assunção Cristas perdeu uma óptima oportunidade para cozinhar um arroz de fio de salpicão, como a Filipa Vacondeus.

A vida de um sapador-bombeiro vale 700 euros

Num mundo cujos mandantes odeiam o dia 1 de Maio de 1886 e todas as datas daí decorrentes, é natural que se queira pagar uma ninharia (738 euros de salário-base, o que inclui 120 euros de subsídio de risco e 140 de disponibilidade permanente) a quem corre riscos de vida para salvar a dos outros.

Num mundo em que o défice de um país é mais importante do que os cidadãos ou em que o Estado entrega dinheiros públicos a parasitas como as PPP ou os bancos, é absolutamente previsível que se queira passar para os 60 anos a idade de reforma de profissionais que têm de carregar com equipamento que pesa 30 quilos.

Entretanto, o portuguesinho, enganado por governantes e crescentemente explorado por patrões sem rédea, dedica-se à maledicência das profissões alheias e a defender, também votando, quem o suga. Tenho, ainda assim, alguma curiosidade em saber se aparecerá por aqui algum daqueles comentadores que poderá dizer que até conhece um sapador que não faz nenhum ou que os sapadores até têm sorte em ganhar mais do que o salário mínimo.

Não lhes toquem no carácter, que faz cócegas

É curioso o modo como alguns amigos vêem as apreciações que aqui se fazem dirigidas a governantes – ex, actuais e futuros – quando estas tocam questões de carácter. Que não, que não pode ser, deve apenas divergir-se no pensamento e práticas políticas, nunca tocando aspectos de carácter. Não estou de acordo. Tais distinções podem fazer-se no desporto, na arte em múltiplas práticas sociais relevantes. Mas não neste domínio. [Read more…]

Parabéns, Elisabete Jacinto!

A primeira mulher a vencer a «África Eco Race», prova automóvel todo-o-terreno, ao volante de um camião. Não só subiu ao pódio como fez história.

Obrigada Marisa!

Tanto pelo conteúdo – que quem acompanha as corajosas posições de Ana Gomes só pode subscrever -, como pela elevação de espírito além fronteiras partidárias. Bela lição!

«Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!»

Felizmente, os redactores do Expresso mantiveram decente o “aspecto” da Ode Triunfal, de Álvaro de Campos.

Sobre futuro aeroporto do Montijo

aeroporto_montijo
Rede para o Decrescimento

No momento em que se anuncia a assinatura de um acordo sobre o modelo de financiamento de um novo aeroporto civil no Montijo entre o Governo Português e a empresa VINCI AIRPORTS, proprietária da ANA , a Rede para o Decrescimento reforça a sua oposição a este ou a qualquer outro projeto de aumento da capacidade aeroportuária no território português. A Rede para o Decrescimento junta-se a uma frente com dimensão internacional (vide rede global ‘Stay Grounded’) de resistência ao incremento da circulação aérea e à prossecução de uma política em tudo contrária à mais urgente necessidade da Humanidade: parar as emissões de CO2 que estão a destruir o nosso ecossistema, visando particularmente aquelas que ficaram de fora do Acordo de Paris, como as provenientes do tráfego aéreo e marítimo, uma exclusão imoral e desastrosa para todos. Os interesses imediatos das multinacionais do sector e as vantagens imediatistas de um tipo de economia sem futuro são os únicos ganhadores anunciados neste processo. [Read more…]

Já pensaram num spin-off entre PPD e PSD?

A presente legislatura abriu um precedente na vida política portuguesa, não é necessário vencer eleições para formar governo, passou sim a ser fundamental conseguir obter uma viabilização maioritária no parlamento. Caiu por terra a teoria que para ser governado, o país precisa dois grandes partidos, que vão democraticamente alternando entre governo e oposição, um pouco ao estilo catch all party das democracias anglo-saxónicas.
O PPD/PSD nunca foi um partido unido, nem sequer nos tempos de Sá Carneiro, que chegou a ser afastado, convém recordar. Também não são novas as questões ideológicas, desde a fundação passou por lá muita gente que está à esquerda da ala mais à direita do PS, a par de outros que estão à direita do espectro político. Uns são liberais, outros são sociais-democratas. Une-os o poder, Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Cavaco Silva, Durão Barroso e Passos Coelho tiveram o partido a seus pés, Santana Lopes não teve, mas aí cheirava à iminente saída do governo. [Read more…]

A mim, ninguém me perguntou

Confesso, não sou fã das extrapolações.

Titula o Expresso, em forma de conclusão quanto a uma sondagem realizada pela Eurosondagem: “Portugueses sem medo da maioria absoluta do PS“. Uma conclusão algo arrojada e, até, pouco consubstanciada pelos números apresentados, parece-me.

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O Diabo faz selfies

©Víctor Sainz / El País

A história conta-se em poucas linhas: um escultor decidiu oferecer a Segóvia, sua cidade adoptiva, uma estátua que representa uma lenda centenária, a de que o famoso aqueduto da cidade não foi erguido pelos romanos, mas sim pelo Diabo, numa única noite, a pedido de uma jovem, que conseguiu enganá-lo e salvar a sua alma. A autarquia aceitou a oferta com entusiasmo mas, quando a estátua ia ser colocada no lugar que lhe fora destinado, uma associação de católicos apresentou queixa, alegando que a obra ofende os seus sentimentos religiosos. O caso está em tribunal e a estátua mantém-se na oficina do seu criador.

As fundadoras da associação criada para apresentar esta queixa alegam que a estátua é uma exaltação do mal e que este Diabo, ao nem sequer estar próximo de uma igreja, é representado sem nenhum elemento que o repudie, o que o converte num chamariz irresistível para satânicos de outras paragens. [Read more…]

O aeroporto

“È meglio que questa Declaracione de Impacto Ambientale saia a contento e presto, se capisci cosa intendo. O lo faccio una proposta qui non puo rifiutare.”

Os atuados, a toada e os acentuados

Depois do atuado ortográfico, da toada de Portalegre e do «acentuado arrefecimento nocturno», eis «a tendência de queda acentuada».

O MEL do pote

“O PSD não anda à espreita de uma oportunidade, não está cheio de vontade de ir ao pote”, assim afirmou aquele que teve que escolher entre ter eleições no país ou no partido. Montenegro parece ter decidido ressuscitar a máxima de Marco António Costa. E agora reúnem-se à volta do MEL os que querem eleições no partido por causa das eleições no país. É isto.

Dr. Montenegro

Ele pode não estar melhor, mas os portugueses estão muito melhor sem ele.

A geringonça desconfia dos cidadãos

Não foi com surpresa que ontem vimos o PS, o BE e o PCP a aprovarem na especialidade o fim da inviolabilidade do sigilo bancário, apenas permitido por um juiz, em caso de suspeita de ilícito e a pedido do Ministério Público, como é fundamento basilar de uma Democracia livre. De facto, os partidos que sustentam o actual governo, querem que os bancos passem a informar a Autoridade Fiscal e Aduaneira quem tem mais de 50 mil euros depositados a 31 de Dezembro do ano anterior, embora sem divulgar nem movimentos nem extractos da(s) conta(s).

geringonça

Como o J. Manuel Cordeiro já ontem aqui referiu, o motivo adiantado por Mário Centeno é de que se trata de uma medida de “extrema importância para o combate à fraude e evasão fiscal” e de que os dados apurados “servem como desincentivo à ocultação e têm importante função preventiva”.

Importa dizer, frontalmente e sem qualquer rebuço, que essas explicações são próprias de políticos que desconfiam dos cidadãos [Read more…]

Tenhamos paciência, pois, aparentemente,

lá da Ilha encoberta, vos há-de vir este Rei.
Exactamente.
Foto: Francisco Miguel Valada, 27 de Dezembro de 2018.

LOL ya, dude.

Houve uns quantos que aproveitaram para criticar Rui Rio por causa de um tweet com uns emoji.

Pode-se traçar um paralelo entre esta tentativa de trazer a linguagem corriqueira para o discurso político e a argumentação a que recorreram aqueles que aprovaram a lei do presente acordo ortográfico. Essencialmente, procurou-se nos dois casos uma aproximação de diferentes formas de expressão, como se ambas não tivessem existência própria.

Bater no Rio tornou-se num desporto do seu partido desde que se percebeu que alguns deputados poderiam não fazer parte das próximas listas. Mas sejam coerentes. Rejeitem a ingerência da política na linguística com a mesma veemência com que satirizam esta colagem a uma forma de expressão vinda dos tempos das chat rooms.

Os novos milionários têm 50 mil euros no banco

O pressuposto é travar a evasão fiscal. Como se sabe, esta é massivamente praticada por quem mantém contas de 50 mil euros em bancos nacionais. A fuga ao fisco não vem de quem tem os meios para usar offshores e para adquirir bens urbanos e rústicos a pronto pagamento, por exemplo.

Na prática, o que vai acontecer é uma coisa muito simples. O fisco vai ficar a saber se há espaço para aumentar ainda mais os impostos. Afinal de contas, se a alguém sobra 50 mil euros parados no banco é porque os impostos não levaram tudo, havendo espaço para optimização.

Para memória futura, a “medida contou com os votos favoráveis do PS, do BE e do PCP. O PSD votou contra e o CDS-PP absteve-se“. Sublinhe-se que o partido dos contribuintes (*) se absteve.

(*) Quem por curiosidade visitar os “pingback” deste “link” descobrirá que os posts referenciadores foram apagados. Mas a Internet não perdoa, como se regista aqui e aqui.

Boletim meteorológico

Cette arrogance est absolument insupportable. Mais pour qui vous prenez-vous? Mais pour qui vous prenez-vous, Emmanuel Todd? Vous ne passez plus les portes!
Alain Finkielkraut

I think that’s the way things work. You have some… It’s not that you… I mean, belief formation is often contingent on the outcomes that you want. You want a certain outcome and you construct a system of beliefs which makes that exactly right and just.
Noam Chomsky

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Efectivamente.

Efectivamente, estava eu a escrever, 2019 continua com dias de céu geralmente limpo (Magnolia foi há 20 anos). Há vento. Vento que vem, desde 2012, do outro lado do Atlântico, como se vê pelo contato, mas em geral fraco, devido a ‘respetivo’ em vez de ‘respectivo’.

Há possibilidade de formação de neblinas em forma de contatos todas as semanas.

O arrefecimento, apesar de lhe chamarem noturno, é nocturno (para si, minha senhora). Quanto ao mar, há ondas, muitas ondas, só ondas (my wave), só ondas (waves roll in my thoughts) e há espuma (Fort ans Meer! ans Meer! es schäume die Welle), muita, muita espuma. A temperatura da água do mar, como os pareceres, não interessa rigorosamente nada.

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Os europeus fogem da Europa sem saber para onde

Abandonados pelo poder na União Europeia, os cidadãos compreenderam que a sua voz e vontade deixaram de encontrar nos partidos dominantes do sistema qualquer eco ou respaldo na tomada de decisões para a sua construção, sentindo-se defraudados nos nobilíssimos ideais que lhes venderam sobre uma “Europa dos Cidadãos”. De costas voltadas para os cidadãos, os políticos do Partido Popular e do Partido Socialista Europeus, aplicam há quase duas décadas os ditames da alta-finança internacional sem nome nem rosto, impondo políticas de empobrecimento da classe média e dos mais desprotegidos, seja em nome da manutenção de uma moeda forte, seja em nome da dívida soberana, seja em nome do que entenderem dizer.

orban

A verdade é que a Europa deixou de interessar aos investimentos da alta-finança desde que escancararam as portas à livre circulação global do capital, [Read more…]

Passada temporada das renas voadoras, já se sente no ar o cheiro a asfalto de um novo aeroporto.

Não notam? Ou é o cheiro a asfalto ou a dinheiro. Um deles.

Consta que haverá um novo acesso à Ponte Vasco da Gama. Na imagem ilustra-se a distância desde o novo aeroporto até à estação de metro mais próxima (Moscavide), no que poderá ser um possível trajecto para Lisboa.

Boas notícias para Setúbal, que passa a estar à mesma distância do aeroporto que Lisboa.

A propósito, como é que anda o tráfego aéreo de moscas em Beja?

Cobertura noticiosa: [Read more…]

Com Bolsonaro, ambiente e minorias são para exterminar

JB

Na passada Quinta-feira, um grupo de madeireiros armados invadiu uma reserva indígena no Brasil, com o objectivo de a ocupar e extrair madeira. Ao arrepio da lei. Agora, o confronto entre indígenas e madeireiros poderá estar iminente. Sorte a dos madeireiros, têm Bolsonaro do seu lado. Porque com Bolsonaro, o novo ayatollah dos pés de goiaba, ambiente e minorias são para exterminar.

Dial C for Cristina

Um caso de James Marlowe, Chico Nelo para os inimigos.

O telefone tocou. Suspirei. Um caso, finalmente, o primeiro desde Fátima. Uma voz rouca, sensual, lenta perguntou-me se já tinha almoçado. Respondi, irritado:

– Mãe, já lhe disse que não me ligasse para o emprego!

A voz rouca, sensual insistia na necessidade de que me alimentasse convenientemente, acrescentando que eu não tinha propriamente emprego. Despedi-me o menos educadamente possível, tendo chegado a deitar a língua de fora ao bucal, de modo a que não se ouvisse.

Alguém mais atento poderia notar a inverosimilhança da ausência de um telemóvel, como se fosse possível um detective anacrónico usar objectos crónicos.

O telefone voltou a tocar:

– Mãe, outra vez?!

Claro que não era a minha mãe e não vale a pena insistirem no telemóvel que me permitiria saber quem me estava a ligar.

Do outro lado, estava uma voz tão inconfundível como a da minha mãe, ainda que menos sensual: era aquele que, doravante, por razões de segurança, passaremos a designar pelo nome de código “Presidente da República”.

– Estou a ligar-lhe confidencialmente para lhe pedir que, de modo discreto, me arranje o número de telefone do novo programa da senhora Cristina Ferreira, aquela da SIC. É para um amigo. [Read more…]

República das bananas…

Parolice, nacional-parvoíce, populismo, é difícil baixar mais o nível…

O Presidente da República é um parolo

O presidente da República de Portugal é um parolo.
Como titular do cargo, telefonar em directo para o novo programa de Cristina Ferreira para lhe dar os parabéns pela mudança de canal ultrapassa todos os limites.
Vamos assistir, nos próximos meses, a uma guerra sem quartel pelas audiências da manhã. Na TVI, Goucha entrevistou há uns dias um cadastrado que deseja o regresso de Salazar e hoje um cantor com cancro. Na SIC, logo no dia de estreia, Cristina Ferreira entrevista um cadastrado a jogar cartas e recebe a chamada do presidente da República.
Tudo bem. Vê quem quer e quem gosta do nojo. O chefe máximo do Estado português até pode ver e pode gostar, mas não tem o direito de vincular o seu cargo a um programa de televisão só porque gosta da apresentadora.

Ao ter atitudes parolas, próprias de um país de terceiro mundo, não pode vir depois queixar-se das consequências.

Presidente de todos os portugueses? Não, o meu presidente não estacionaria em lugar de deficientes nem telefonaria em directo para um programa sensacionalista.

Afinal, dá, a sensação de que ter votado em Marcelo Rebelo de Sousa ou no Tino de Rans vai dar exactamente ao mesmo. 

E não é verdade. Porque o Tino de Rans é simples mas não é parolo.

Por falar em Marcelo Rebelo de Sousa,

depois de interromper, acabar e recomeçar, que tal, finalmente e como prometido, (re)abrir?

Chinelos

À hora a que chegam os primeiros funcionários das lojas, e a rua desperta com o cacarejar metálico das grades corridas com a resignação brusca das segundas-feiras, o homem ainda dorme um sono profundo. A sua cama é ampla, ocupa quase metade de um passeio largo, e, pese a precariedade da instalação, está bem cuidada. Cartões grossos no fundo, dois cobertores finos por cima, um cobertor mais grosso e um edredão amarelo no topo.

O homem dorme, o rosto voltado para a rua, para quem passa. A seu lado, há um balde com duas garrafas de água e uns chinelos de quarto, muito finos, quase de papel, daqueles que os hospitais e hotéis por vezes oferecem. Os chinelos são de um branco impecável. E é a presença dos chinelos ao lado da cama, no chão, tal como a cama, que nos fazem sentir embaraçados por estar ali, como se tivéssemos entrado inadvertidamente em casa do vizinho – uma porta mal fechada, pensávamos estar no segundo e afinal estávamos no terceiro andar, uma distracção, enfim, e agora estamos aqui, frente à cama deste desconhecido que dorme de gorro na cabeça, alheio à nossa invasão. [Read more…]

De Bolsonaro a Xi Jinping

Tenho quase a certeza de que os que se indignam com a ida de Marcelo Rebelo de Sousa à tomada de posse de Bolsonaro e com o convite para ele visitar Portugal, serão os mesmos que encheram as ruas de indignação quando o ditador Xi Jinping cá esteve! De certezinha quase absolutinha…