[António Alves]
Não, Portugal não tem a gasolina mais cara da Europa. Também não faz parte da lista dos mais baratos. É o oitavo – sim, leram bem: o oitavo – mais caro da Europa. Existem sete países onde a gasolina é mais cara.
Também não é verdade que o aumento dos combustíveis se repercute imediatamente no preço de todos os outros produtos. A fabricação desses produtos usa essencialmente electricidade, energia em que Portugal é praticamente auto-suficiente.
Os custos de transporte também não pesam assim tanto no custo final de um produto.
O aumento do preço dos combustíveis é um problema para as transportadoras rodoviárias e para o transporte individual, vulgo automobilista particular.
No primeiro caso, dado que existe imensa concorrência entre eles, o que acontece é um esmagamento das margens de lucro dos camionistas. Problema deles.
No segundo caso, dado que o mercado de combustíveis é livre, e o governo não intervém nele, só há uma solução: gastar menos gasolina. Se o consumo baixar muito talvez as gasolineiras baixem o preço para recuperar as vendas.
Meter tretas no facebook não adianta nada.

Sobre as qualidades pessoais de António Arnaut muitos têm falado, mesmo aqueles que, no fundo, no fundo, não apreciavam o político, gostando ou não do homem, se é que é possível distinguir aquilo que somos daquilo que fazemos ou que fizemos. 















No mundo global com que, de acordo com recomendações superiores, temos de nos conformar, a Economia deixou de ser uma ciência social ao serviço das pessoas e passou a ver as pessoas como carne para canhão em nome de conceitos económicos ao serviço do capitalismo selvagem representado por multinacionais e grandes banqueiros. Os governos, submetidos a ditames vários, usam os recursos dos respectivos países para ajudar ao sustento dos poderosos, preferindo entregar dinheiro a bancos e diabolizando os mais fracos, encarados sempre como empecilhos. A Economia, portanto, é apenas um instrumento ao serviço das Finanças (ou da Finança).








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