Começa o 36º Congresso Nacional do PSD. Faz sentido.
Jornal francês recorda FC Porto de 2004
e jornal português recorda que o Acordo Ortográfico de 1990 não está a ser adoptado.
Carta do Canadá: Os Mastronços

Imagem: Sadi Tekin em “mr. chickpea & friends“
Tenho andado a pensar numas coisas que vi pela RTP/Internacional por me parecerem bons indicadores do que vai pelo rectângulo à beira mar plantado. Deixo já claro que não me sobra a paciência para debates, concursos, comentários e para o zelo com que a estação estadual nos impinge humoristas sem graça, às catadupas, num esforço digno de registo para nos pôr a rir. Sou mal agradecida. Penso sempre o mesmo dos vários programas destinados aos emigrantes: já vi este filme, e não acabou bem. É que nasci e fiz-me gente em Angola, aprendi a ler e a escrever com professores que iam de Portugal. Falavam de azeitonas, de uvas, de pêssegos, de pêras, e também de brócolos e grelos, que nós nunca tínhamos visto. Não falavam dos frutos e vegetais que nós tratávamos por tu dia a dia. Encasquetaram-nos na cabeça os rios portugueses com todos os afluentes, mesmo os mais insignificantes. E também as linhas férreas, com estações e apeadeiros. Foi uma grande chatice. E geral, para as colónias todas. Para quê? Evitaram a guerra colonial? Evitaram o sentimento de profunda maçada que nos provocaram pessoas que não faziam a mínima ideia do que era a nossa terra? Isto tem um nome: colonialismo. Que, pelos vistos, é como o vírus desse mosquito que anda para aí. Para quê tantas sentenças à roda dos emigrantes se não há a decência mínima de eleger um deputado por cada país onde há comunidades portuguesas em número substancial, de modo a constituírem um grupo de independentes, não partidários, no parlamento? Têm medo? Andam a brincar ao nacional porreirismo como outrora com as escolas das colónias?
António Costa inaugura também um novo tempo nas redes sociais
Independentemente de se concordar ou não com o Orçamento de Estado para 2016, que está a causar alguma polémica, o primeiro-ministro, António Costa, tomou uma decisão inteligente, interessante e inovadora para explicar aos portugueses as opções do seu Governo.
Pela primeira vez, no nosso País, um primeiro-ministro percebeu a importância da comunicação institucional através da redes sociais.
Desta forma António Costa passa a sua mensagem, relativamente ao OE 2016 da forma que melhor entende, através de pequenos vídeos curtos, sem qualquer interferência ou ruído dos comentadores políticos e da comunicação social.
Esta é também uma medida que aproxima e simplifica a ligação entre os políticos e os cidadãos, cara a cara, entre o primeiro-ministro e os portugueses.
Estou convicto que a utilização das redes sociais para passar a mensagem institucional de um governo veio para ficar.
Duplo pensar na política – o CDS e a propriedade privada

“CDS acusa Governo de estar a atingir o coração da propriedade privada”, lê-se na comunicação social sobre um eventual novo imposto sobre as doações. Muito bem, vamos lá defender os portugueses do papão Estado, que come tudo e não deixa nada. Imagine-se, por exemplo, se as terras, ícone da propriedade privada, ficassem na mira deste guloso mostro. O que faria o CDS, o ex-partido da terra? Discursos inflamados, cheios de um ar mais sisudo do que teriam numa segunda revolução dos cravos, seria o mínimo que se poderia esperar. O Observador e a Helena Matos fariam a reportagem sobre os abusos estatais, o Camilo Lourenço traria os números da situação e alguém com jeito para a piadola faria uma fotomontagem sobre “outro” conselho do Costa. A fórmula usada e abusada da desacreditação, forjada com a reportagem opinativa, tornada séria com números e ridicularizada com sarcasmo.
Professores: O Luto (parte 2)
O que suspeitava aconteceu e a pancada começou a cair.
Não tenho qualquer intenção de branquear nada, como poderás ver neste post. Procuro, antes, colocar alguns factos em cima da mesa que ajudam a fazer uma reflexão. Queria ir para lá do sentimento, queria ir para lá do lugares comuns. Posso falhar, o que provavelmente acontecerá, mas vamos lá continuar.
Numa coisa, MLR foi absolutamente incomparável. Na forma como se relacionou com os Professores.
Não me esqueço do que eu disse no Cinema Batalha, no Porto, onde foi proposta a Manifestação de 2008. Mas, também não me esqueço que estive na rua, uma primeira vez, a 5 de Outubro de 2006 onde 25 mil pessoas me pareciam a maior possível. Na altura, em que o ECD estava para cair, “poucos” quiseram saber – não acordei com a avaliação.
Invoco essa manifestação porque me lembro de que nesse dia, Walter Lemos, ter divulgado um “estudo” que falava em milhões de faltas. Confesso que, nessa altura, estava ainda muito longe de perceber o que estava para vir.
Se estive EM TODAS de alma e coração, tenho hoje a certeza, por testemunhos vários que houve partidos a convocar militantes para as manifestações –naqueles momentos desconhecia isso. Quem estava por dentro das máquinas partidárias sabia, mas eu, apenas ligado ao sindicalismo, desconhecia. Ter menos de 35 anos também ajudava…
E, só percebi isso, quando, já com Crato foi preciso fazer as lutas duras, aquelas que custam: Greve aos Exames, PACC…
Ora, nesses dias, a malta do PSD colocou-se [Read more…]
Professores – vamos lá fazer o luto? Maria de Lurdes ou Crato?
Este post nasce de uma troca de posts no Face com o Paulo e não é um texto final. Digamos que pretende ser um draft de algo que ando para fazer há muito tempo e que, hoje, pode começar a nascer, ainda que torto. Obviamente, vai ser para levar pancada, mas acho que temos mesmo que fazer isto para poder avançar.
Vamos lá então!
Durante os quatro anos de Nuno Crato houve uma discussão recorrente nas nossas salas de Professores:
– Maria de Lurdes Rodrigues ou Nuno Crato, qual deles foi pior?
Quero começar por dizer, algo que aprendi no mundo sindical – a dimensão pessoal não é um argumento a usar e por isso, no plano pessoal, ambos me merecem o máximo respeito pessoal. No entanto, no caso de Maria de Lurdes Rodrigues, 8 anos depois, penso que podemos dizer que houve muito de emocional na luta contra as políticas da senhora. A 14 de setembro de 2008, às 23h32, quando encerrei o meu blogue escrevi: [Read more…]
Passos e Relvas, uma história de amor

Não há maiores BFF’s na cena política portuguesa. A história de amor que une Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas remonta aos tempos da JSD, com o segundo a suceder ao primeiro no cargo de secretário-geral, altura em que Passos assumiu a vice-presidência das camadas jovens do PSD. Desde então, nunca mais largaram as mãos.
Quando Relvas chegou a Secretário de Estado da Administração Local em 2002, já Passos Coelho espalhava charme nos corredores da Tecnoforma. Amigo do seu amigo, Miguel lá conseguiu que a esmagadora maioria dos fundos previstos pelo programa Foral fossem parar às acções de formação do Pedro, algumas das quais destinadas a funções que tão pouco existiam. [Read more…]
Poucochinho governo, algumas trapalhadas e muita aldrabice…
António Costa personifica o que de pior existe em política, o apego ao poder. Só assim é possível compreender o repto que lança ao PSD na entrevista ao Expresso, desafiando Passos para consensos políticos. Derrotado eleitoralmente em Outubro, o actual P.M. conseguiu sobreviver politicamente graças a um inédito acordo parlamentar com os partidos à esquerda do PS, cuja legitimidade não estou a contestar, mas colocou o governo de Portugal refém de corporações que parasitam o Estado, tornando-o ineficiente ou inoperante, garantindo assim o apoio do PCP, para além de ceder à agenda despesista, irresponsável e populista do BE.
Haverá quem discorde e não faltarão aí em baixo comentários discordando do que afirmo, é caso para dizer, daqui a uns meses veremos quem tinha razão, nestas matérias os números são como o algodão… [Read more…]
A arquitectura do poder laranja

Imprensa e alta finança: as linhas com que se cose a rede de poder da direita nacional. Mais um excelente trabalho d’ Os truques da imprensa nacional. Já não há desculpas: o esquema não podia ser mais descarado.
#ConselhosdoPassos: o desemprego é uma oportunidade
Sim miserável: o desemprego é uma oportunidade. Não tens como pagar as contas? Não sabes o que comer amanhã? Não podes pagar cuidados de saúde? O banco quer despejar-te? Não sejas piegas e agarra lá essa oportunidade que é ser desempregado. Mau seria se o primeiro-ministro andasse a sugerir aos portugueses que deixassem de fumar ou que passassem a fazer mais uso dos transportes públicos. Isso é coisa de esquerdalhada subsídio-dependente que não quer empreender.
via Tretas.org
The Age of Stupid
Documentário sobre as mudanças climáticas e sobre a falta de reacção dos governos e dos povos. Em inglês, legendado em português. Página no IMDB.
As ondas gravitacionais foram detectadas

© LIGO (https://www.ligo.caltech.edu/gallery)
Segundo a comunicação social, as ondas gravitacionais foram finalmente detestadas… Detestadas? Não. Foram finalmente destetadas. Destetadas? Também não. Já sei: detetadas. Não? Não, porque a diferença grafémica entre detestadas, destetadas e detetadas… Ah! Já sei: as ondas gravitacionais foram finalmente detectadas! Exactamente: detectadas!
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
A culpa é nossa
O Deutsche Bank afunda-se numa crise inquietante e as suas acções caem. Como a culpa só pode ser nossa, ‘bora lá pedir perdão ao Schäuble e pagar o prejuízo. Verzeihung, mein Führer!
A alternativa à “geringonça” é um “calhambeque desconjuntado”?

Instalou-se em Portugal um estilo de oposição que diz mal de tudo o que mexe, sem o mínimo de reflexão e sem atenção aos interesses de Portugal. Isso resulta do mau funcionamento dos partidos que, como dizia Viriato Soromenho Marques ontem no DN, nos pode levar de novo ao abismo: “É mesquinho querer ganhos táticos, quando o interesse nacional exige dos partidos seriedade, compromisso e convergência estratégica. O espírito de fação levou-nos à beira do abismo. Se não quisermos mergulhar nele, teremos de pensar e agir de modo diferente“. [Read more…]
Reflectir é desarrumar os pensamentos

Esta é uma boa resposta para quem vive formatado num determinado registo de pensamento. Talvez seja a hora de fazer uma reflexão profunda.
Manifesto do DiEM25 – Em Português
Nota: O Manifesto do DiEM25 (Democracy in Europe Movement – Moviemento para a Democracia na Europa) foi apresentado dia 9 de Fevereiro em Berlim por Yannis Varoufakis e contou com a participação de vários convidados Europeus e extra-Europeus. Nesse mesmo dia foi também publicado online o manifesto do movimento. Visto que a página oficial do movimento não conta com uma tradução em Português, o Aventar decidiu traduzir a versão mais longa e publicá-la no blogue. Segundo o próprio site, o DiEM25 conta já com o apoio de 10.757 pessoas desde a data de lançamento.
O manifesto inclui não só críticas à actual estrutura da União Europeia mas também uma série de propostas que visam democratizar a UE. Esta é a primeira tradução integral do documento.
A importância de ser Humberto
O aeroporto da Portela vai, por decisão do governo, passar a chamar-se Humberto Delgado. Os telejornais deram a notícia. Segundo o que vi, o homenageado foi um senhor muito importante no arranque da aviação civil em Portugal. E pronto. Tem piada, o nome é igualzinho ao daquele Humberto Delgado candidato à presidência da República no tempo de Salazar, vencido por vigarice do regime e tornado importante referência da oposição democrática, vindo a ser assassinado pela PIDE. Chamavam-lhe “general sem medo”. Foi, lembro-me, a primeira vez que eu, ainda criança, confrontei o meu Pai com as minhas primeiras dúvidas políticas. É que na escola onde estava beatificava-se Américo Tomás e o meu pai, para minha surpresa, não parecia nada entusiasmado com esse facto. Hoje sei porquê e honro-lhe a memória.
Então – pelo menos segundo o telejornal – o homenageado vai ser o Humberto Delgado da aviação civil. Que coincidência, não é?…
Os mercados não estavam nervosos
Mas Cavaco e a quadrilha pede-lhes que estejam nervosos. Schäuble manda-os estar nervosos. E agora, eles podem mesmo ficar nervosos. É assim que funciona.
Portugal sob chantagem
Wolfgang Schäuble: “Estamos a observar os mercados financeiros e eu já disse que Portugal tem de estar bem ciente que pode perturbar os mercados, se der a impressão que está a inverter do caminho percorrido” [DN]
conselho de Escolas para quê?
Maria de Lurdes Rodrigues não teve qualquer problema em o assumir – o Conselho de Escolas foi um instrumento criado para compensar a dificuldade negocial que, à época, encontrava junto dos sindicatos de professores.
O Conselho de Escolas é um órgão consultivo do Ministério da Educação onde estão representados Directores de Escolas. Segundo a sua página oficial, a sua missão será representar, “junto do MEC, os estabelecimentos de educação da rede pública no tocante à definição das políticas pertinentes para a educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário“.
Ora, depois do que foi revelado pela ex-Ministra da Educação, qualquer capacidade de representação desta gente caiu por terra – tenho imensas dúvidas sobre se representam os seus pares, quanto mais as escolas. Estarão, não tenho disso dúvidas, mais perto de representar os partidos que, em muitos casos os colocam à frente das respectivas Escolas.
E, até por isso, não me surpreendeu o silêncio desta não-existência durante o miserável reinado cratiano. Assistiram, quase em silêncio, à destruição da alma da Escola Pública e isso, não pode passar em branco. Se queriam ter o direito a representar as escolas, era nessa altura que a vossa voz fazia algum sentido.
Agora, o Vosso ruído, mais não é do eco para um pasquim como o observador, nada mais. E, a dureza das palavras escolhidas para este post vão mesmo na Direcção dos Directores que se demitem de o ser, preferindo o caminho fácil da incompetência. Percebo, que no Vosso caso, seja mais fácil culpar os professores e as famílias pelo insucesso que cresceu nos últimos anos. E, para isso, nada melhor que um exame. Chegam as notas, apontam o dedo e limpam as mãos, como qualquer Direcção de um clube que despede um treinador. [Read more…]
Durão Barroso, o pacifista
O mordomo da guerra no Iraque fala do risco de explosão generalizada de conflitos. E, nas entrelinhas, apela a uma nova Ordem Mundial.
Uma vez mordomo, mordomo toda a vida.















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