Coimbra não é uma lição

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Imagem roubada ao João Roque Dias

Quem tiver a oportunidade de consultar, por exemplo, documentação medieval, deparará com grandes oscilações ortográficas, visíveis no facto de as mesmas palavras surgirem grafadas de maneira diversa muitas vezes no mesmo documento escrito pela mão de um único escriba. Entretanto, passaram alguns séculos e houve milhares de pessoas a pensar sobre as questões linguísticas, pedagógicas ou didácticas, o que inclui reflexões sobre a escrita e conclusões sobre as relações complexas entre a fala e a escrita e entre ambas e a aprendizagem da língua, do conhecimento e do mundo. [Read more…]

Portugal 2014 | Uma maioria, um governo, um presidente

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Ano novo, Cavaco velho

Cavaco Silva falou, mais uma vez – nada nos é poupado! – ao País. Exigiu-nos a todos responsabilidade e transparência. E alertou para que não se fizessem falsas promessas neste ano eleitoral. Cavaco sabe, por experiência, de tudo isto. Basta ver a responsabilidade com que encara o seu cargo e a vigilância do bom funcionamento das instituições democráticas e a transparência com que geria os seus investimentos no BPN ou a operação Casal da Coelha. Quanto às promessas vãs, nunca Aníbal as fez, como todos sabemos ( de resto, como se sabe, Cavaco não tem nada a ver com a nossa infelicidade e o seu coração imaculado não nos quer senão bem). Mas disse mais. Falou da urgência do amor com casamento – ou do casamento haja amor ou não, tanto faz. Entre os “seus” partidos e, se possível, com uma poligâmica piscadela de olho a outros candidatos. Exigiu confiança nos políticos governantes – sentimento que, ao vê-lo, imediatamente se acende nos nossos corações – e, de caminho, foi deixando a sua mensagem essencial: as eleições não interessam. O que interessa é que quem for eleito faça o que lhe mandarem e cumpra os ditames vindos de longe, pelo que Aníbal não resistiu a uma uma subliminar nota de ameaça e terrorismo político – brando, claro, como os lusos costumes. Cavaco falou. Este ano ainda agora começou e só tenho más notícias.

Escola: conteúdos e memória

A Educação mudou muito nos últimos anos e não foi para melhor – poderia citar os 30 mil professores que NUNO CRATO despediu nos últimos três anos, mas desta vez vou falar de Educação pelo lado dos alunos e das suas aprendizagens.

O que é um bom aluno?

A resposta mais comum andará em torno destas respostas: um aluno que tira boas notas, um aluno que aprende bem, um aluno que tem sucesso, que

Ora, tenho vindo a pensar nisto porque enquanto profissional me sinto cada vez mais condicionado a dirigir a minha prática pedagógica para um caminho que está errado – os exames (ou os testes).

Na Escola de hoje tudo parece ser mensurável e para medir nada mais fácil do que quantificar tudo o que mexe como se a escola fosse uma linha de montagem. Não é e não pode ser.

Com a febre do accountability às Escolas são pedidos resultados que se medem pelas notas que os alunos têm nos testes, isto é, nos exames. Ora, qualquer pessoa que tenha passado pela Escola sabe que há uma diferença MUITO significativa entre ser um bom aluno e ter boas notas nos testes (exames).  E trago apenas dois argumentos para abrir uma discussão a que quero voltar mais vezes: [Read more…]

Inferência

Passos quer proteger “o que já conseguimos juntos”. Em relação ao próximo ano de eleições legislativas, o primeiro-ministro fala numa “recuperação assinalável do poder de compra de muitos portugueses”: funcionários públicos, pensionistas, “mas também de todos os portugueses em geral com o alívio fiscal que a reforma do IRS irá trazer”, diz a comunicação social. Compaginadas estas declarações com as minhas notas sobre o tema “os sociopatas e a política”, inferi esta profunda conclusão: eu bem me parecia!

Previsão

“Este será o primeiro Natal desde há muitos anos em que os portugueses não terão a acumulação de nuvens negras no seu horizonte”, disse Passos Coelho na sua mensagem natalícia. De modo que, no dia seguinte, mal me levantei, abri a janela e lá estava: o sol brilhava no céu. Era o que eu pensava. As palavras do Passos não eram uma metáfora: eram um plágio do boletim meteorológico.

Fanatismo (em Canelas) é um erro

Constituição da República, artigo 41º

Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou prática religiosa.

Já quase tudo foi dito e escrito sobre o Padre de Canelas. Não me parece que possa, apesar de conhecer a história muito de perto, acrescentar algo ao que já se escreveu. Não posso, no entanto, deixar passar em branco um dos últimos acontecimentos desta novela.

Canelas é uma freguesia localizada no centro do concelho de Vila Nova de Gaia, encostada ao L formado pela A29 com a A1. Com menos de catorze mil habitantes e qualquer coisa como cinco mil famílias, que tradicionalmente votam maioritariamente no Partido Socialista, é uma localidade que está algures entre a vertigem do urbano e a melancolia do passado marcadamente rural. Não encontro qualquer marca que a torne diferente de muitas outras terras deste país, isto é, não consigo identificar nenhuma marca social que explique, por antecipação, todos estes acontecimentos.

Não tenho opinião sobre os motivos dos que querem a manutenção do Padre, ou antes, tendo, ela é completamente irrelevante porque não faço parte do grupo que frequenta a igreja.

Na penúltima noite do ano reuniu a Assembleia de Freguesia de Canelas para a sua última sessão de 2014. A organização que tem dado corpo à luta pela manutenção do Padre esteve presente em peso na reunião, tendo, inclusive, vários dos seus membros intervindo no período destinado ao público. Tudo na mais perfeitas das normalidades, não fossem as palmas, que julgo não são parte habitual nestas Assembleias. [Read more…]

Vá, Imaginem…


Todas as pessoas a viver em paz.
Bom Ano. Sobrevivam…

Feliz 2015

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Décadas de investimento público para isto

“Emigrem”, disse o idiota. Quem recebe a mão de obra sem custo de formação agradece. Eis um país mais empobrecido decorridos 42 meses de mentira, avalizada pelo faz de conta de belém.

Iluminação de Natal em Campolide

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Na memória de muitos de nós, 2014 ficará marcado como um ano de escassez. Dos que têm sorte, claro, pois outros há que têm a miséria deste ano marcada na carne. Ou nos olhos que se fizeram sombrios à custa de tanta pobreza. O País está mais pobre. Os jovens não têm emprego, os trabalhadores viram os seus direitos subtraídos e os idosos estão cada vez mais desamparados. [Read more…]

2014 e a degenerescência do ensino público

Santana Castilho*

É obra a que este Governo, marcado pela arrogância e contumaz na mentira, produziu em três anos e meio de desgoverno: um empobrecimento e uma emigração sem paralelo recente, finanças e economia centradas na transferência de capital para o estrangeiro e, sobretudo, um sistema de ensino público em desagregação, dilacerado pelo retrocesso inimaginável, fria e calculadamente promovido, medida após medida.

O lapso da funcionária da Escola Secundária Alberto Sampaio, de Braga, quando em dia de Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, vulgo PACC, tratou professores vexados por “meninos” e lhes ordenou que fizessem “fila indiana sem stress”, tem o valor simbólico de um triple play: a natureza ideológica de uma política, o claudicar de uma classe profissional e a baixeza de um ministro.

Em três anos e meio desta legislatura foram retirados ao financiamento do ensino público 3.294 milhões de euros e despedidos colectivamente 30.464 professores. O ano de 2014 destaca-se do conjunto por ter exacerbado os dois ódios de estimação de Nuno Crato: a escola pública e a Ciência, onde, de uma penada e com uma avaliação trapaceira, foi liquidado o trabalho criterioso de Mariano Gago. Alguns episódios, de entre tantos, merecem destaque no balanço do ano, por reveladores de um modo de estar e fazer política. [Read more…]

A Grécia dá uma oportunidade à democracia

Giannis Varoufákis, 30-12-2014, trad. Carlos Leite, em Atenas

Há algo que não está certo nesta nossa Europa.
No momento em que o processo constitucional duma democracia europeia parecia conduzir, justamente, a eleições (como na Grécia desde o Outono), a Comissão Europeia, diversos Governos e todos os comentadores em geral, apresentaram a perspectiva de eleições (momento culminante do processo democrático) como uma corrida para o desastre; como uma calamidade que deve evitar-se a todo o custo.

Quando as eleições se tornaram inevitáveis, os mesmos decisores políticos começaram a pregar aos cidadãos desta pequena e orgulhosa nação sermões sobre como devem votar. E quando esses mesmos eleitores pareceram interessados em votar de maneira diferente, as autoridades europeias avisaram logo que seja qual for o Governo que resulte dessa votação o mesmo deverá executar fielmente os acordos que o Governo anterior celebrou com a União Europeia — que qualquer ideia de os renegociar deve perecer imediatamente. [Read more…]

Dona da EDP bloqueia produtos da Google

Assim se vende a democracia por cá, quando se fecham os olhos à origem do dinheiro.

Um Equívoco Democrático em Ruílhe

“Natal “impõe-nos” a tolerância! Transforma-nos e faz-nos perceber, que vivemos efectivamente em comunidade”

Esta é uma das frases que se pode ler na mensagem de Natal da página da Assembleia de Freguesia de Ruílhe (Braga), assinada que está pelo seu jovem presidente, Hugo Miguel Vilaça Martins.
Por ocasional coincidência, estas frases – mas assinadas por vários autores – aparecem, por exemplo, nos sites da JF Avanca (Estarreja) e JF São Miguel (Açores), assim como também no site da JF da Salga (Açores) e no da JF de Gême (Vila Verde).
Enfim, um texto emotivo, pessoal, pessoalizado mas assinado por muitos autores em simultâneo em geografias muito distintas.
No caso de Ruílhe, uma mensagem aparentemente duplicada (quem plagiou quem?) tinha aparecido no mesmo site oficial da AF de Ruílhe há um ano, no Natal de 2013. Na altura como agora, foi publicamente chamada a atenção para o facto por vários cidadãos na página de facebook daquele orgão democrático.
A façanha da duplicação de textos emotivos mas com autores diferentes repetiu-se agora e ontem, novamente, tal foi comentado na mesma página. E, novamente, o jovem presidente da Assembleia de Freguesia de Ruílhe não terá gostado do reparo e, num esquema evolutivo e perigoso, removeu vários comentários sobre este assunto, inclusive o meu comentário.
Não contente, o presidente deste orgão democrático, Hugo Miguel Vilaça Martins, bloqueou totalmente o acesso a pelo menos duas pessoas que educadamente havia feito o comentário.

Quem perde com este comportamento despótico e fascista?

Perde a freguesia de Ruílhe, perdem os ruilhenses. Merecem melhor, merecem o melhor possível.
Perde a democracia portuguesa ao ver-se violentada por um jovem, mais jovem que a própria democracia. E isto é particularmente assustador.
Perde o presidente da Assembleia de Freguesia de Ruílhe. Perde a oportunidade de se livrar de um embaraço escusado, retractando-se e, com isso, elevando-se a ele e ao orgão a que preside.
Em democracia, falhar é muito normal (só não falha quem nada faz); insistir no erro é pedante.
Fico a aguardar o pedido de desculpas. Fascismo nunca mais.

Um homem não faz uma percentagem

Morreu um homem no Hospital de São José, depois de ter estado seis horas à espera de ser atendido. Não sei se terá morrido por ter estado seis horas à espera de ser atendido, porque nem sempre o que é posterior é consequência.

Recentemente, o tempo de espera nas urgências dos hospitais aumentou. Diante de uma frase destas, a única solução razoável é ser-se ingénuo e perguntar: mas uma urgência não implica, exactamente, que o tempo de espera diminua e rapidamente? Se isso não acontece, de quem é a culpa (quando algo põe em causa a saúde das pessoas, só se pode usar a palavra culpa)?

A verdade é que os profissionais de saúde continuam a fazer referência à falta de recursos humanos nos hospitais e centros de saúde. Recentemente, o Hospital de Amadora-Sintra foi autorizado pelo governo a angariar médicos recorrendo a manobras que oscilam entre o leilão e a negociação, quando qualquer hospital deveria ter pessoal suficiente para cobrir as necessidades e não dedicar-se a tapar buracos em ocasiões de maior aperto.

Não tenho a sorte de ter a certeza de que haverá vida para além da morte. Depois da morte, apenas a morte está garantida e antes dela nem a vida é certa. Acredito em poucos milagres ou talvez num único: a vida de cada indivíduo é sagrada e, portanto, a vida de uma única pessoa é uma religião. Se há gente a adoecer ou a morrer por incompetência, descubramos os incompetentes e não esperemos por castigos no Além, porque há o enorme risco de não existirem. [Read more…]

Cartas de amor quem as não tem

José Sócrates e Mário Soares trocam correspondência na prisão

Os fascistas estão fartos de anti-fascistas

camelo lourenco miguel relvas
O Canalha Lourenço quer um Tarrafal. Já sabíamos, eu só o queria frente-a-frente com alguém de esquerda, e um moderador musculado.

Acabou a corrupção em Portugal

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Excerto de O Economista Português

Sim, sim, já se sabe que o chamado acordo ortográfico (AO90) não prescreve a eliminação de consoantes articuladas, ou seja, as que se pronunciam (e até admite que umas consoantes possam ser articuladas ou não e, portanto, escritas ou não). É verdade que, com o AO90, por exemplo, facto deverá continuar a escrever-se facto, pelo menos no caso das pessoas que pronunciam o C, o que corresponde à maioria dos portugueses, sendo de ressalvar, talvez, os que pronunciam “atorze” quando querem indicar o dobro de sete.

Não é menos verdade, no entanto, que, apesar de tudo isso, há uma epidemia de quedas indevidas de consoantes, o que torna possível ler garrafais “contatos” em cartazes e descobrir frequentes questões “de fato” no Diário da República, para não falar em “patos de silêncio” ou em “patos com o diabo”, vade retro. [Read more…]

Ecos de mudança

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Enquanto a sociedade portuguesa se mantém fiel ao cancioneiro “hooliganista” que educadamente nos relembra a adaptação futebolística desses tão nossos “brandos costumes” – “levais no cu e não dais luta” – em Espanha e na Grécia os movimentos anti-sistémicos avançam e posicionam-se na pole position para as próximas legislativas. Se já não era novidade que o fenómeno Podemos lidera as intenções de voto no país vizinho, na Grécia cozinha-se uma autêntica revolução no sistema político com o Syriza a ombrear com o bloco central grego na disputa das próximas legislativas, antecipadas para 25 de Janeiro.

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Geração Z

pensam com a ajuda da internet e estão permanentemente preocupados com a bateria do telemóvel

 

Aos nossos leitores

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Cinco anos e quase cinco dias depois, voltámos ao mesmo local 007 do crime num almoço de confraternização dos que escrevem o Aventar, aqui erguendo um brinde aos nossos leitores.

Entretanto o próximo repasto ficou conversado para a zona de Évora, falta-nos escolher o restaurante e consultar o regulamento dos serviços prisionais.

Fundamentalismos católicos apostólicos romanos

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(Imagem: Anthony Hopkins, padre exorcista em O Ritual)

Em Valladolid, uma adolescente de 16 anos com problemas de ansiedade e transtorno alimentar foi submetida a 13 exorcismos a pedido dos próprios pais, pedido rapidamente atendido pelo arcebispado que remeteu o caso para o único exorcista autorizado a levar a cabo estes estranhos e anedóticos rituais. Pelo caminho, a jovem submetida a esta prática paranóica e absurda tentou o suicídio. Várias vezes.

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DEFCON 4

The russians are angry.

Como “um macaco numa floresta tropical”

O Kim gosta de ti!

A História do PS em dois minutos e meio

É ouvir António Arnaut a desancar forte e feio no regulamento dos serviços prisionais que Sócrates assinou e agora o impede de receber livremente encomendas.

O neoliberalismo não é um slogan – histórias de uma ideia poderosa

Afinal o que é isso do neoliberalismo? João Rodrigues, em quatro colóquios que tiveram lugar na Cultugeste, disseca a História da corrente ideológica que hoje, discretamente, domina o mundo. Quatro magistrais lições que podem ser ouvistas na respectiva página, da qual republico a primeira por ter um erro de edição no original.

Chronicle na Éireann (crónica da Irlanda) – 1

water-charges-2-2Manifestação contra a taxação da água

Neste momento, a água no mercado doméstico da Irlanda é um bem sem ter o preço baseado no consumo. Existem impostos indirectos que colmatam as necessidades financeiras decorrentes da distribuição de água mas consumir mais ou menos água não é uma variável na equação aquífera.

Não é actualmente. [Read more…]

Paciência chinesa

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No caso do chinês que roubava lingerie e foi apanhado porque o tecto falso onde a escondia não aguentou as duas mil peças gamadas, fascinou-me esta imagem. Alinhar tanto soutien e cuequinha meticulosamente, por cores, é obra.

Mota Soares: soldado, ladrão, democrata, cristão

mota_soares.paginaNo dia 10 de Novembro, Pedro Mota Soares declarou o seguinte: “Hoje um casal com filhos pode receber quase 330 euros de rendimento mínimo, pode ter um conjunto de apoios de abono de família de 35 euros, pode ter um conjunto de apoios escolares de 276 euros, pode ter um apoio à renda de 280 euros, pode ter um apoio de transporte de cerca de 45 euros e chega ao final do mês com um rendimento de 950 euros.”

Pedro Mota Soares é ministro da Solidariedade. Há quem pense que isso faz tanto sentido como imaginar Hitler na presidência de uma hipotética Associação de Amizade Alemanha-Israel, mas a verdade é que Pedro Mota Soares é mesmo ministro e da Solidariedade também. Para que haja ainda menos humor, é importante lembrar que pertence a um partido democrata-cristão.

Uma alma mais ingénua ainda poderia pensar que Mota Soares estaria revoltado com o facto de haver famílias que sobrevivem com apenas 950 euros, mas parece que, segundo o ministro, isso é dinheiro a mais, constituindo, até, um “risco moral” porque pode levar os beneficiários a não procurar emprego. Aliás, não seria de espantar que alguém atribuísse o aumento do desemprego à falta de vontade de trabalhar, o que quereria dizer que os preguiçosos se multiplicaram desde que Passos Coelho chegou ao governo. [Read more…]