Podem parar com o ser filha de ou irmã de? Virtudes ou defeitos suponho que são de Joana Marques Vidal, a própria.
Crato a brincar com a vida dos outros
Ministério da Educação recua na questão dos exames do 12.º ano.
Deve ter percebido que ia perder em tribunal.
Não foi o último feriado do 5 de Outubro
A menos que para o ano todos trabalhemos ao sábado, ou um golpe de estado entre em monarquias.
Tomemos esta valsa
Foto: Nuno Ferreira Santos
Por estes dias, quase nos sentimos obrigados a pedir desculpa quando vimos falar do prazer. Em tempos difíceis, há um olhar severo (muitas vezes o nosso) sobre aqueles que escolhem falar de coisas tão etéreas como canções. Mas os nossos corações não pulsam ao compasso histérico dos mercados, e aos nossos corpos não basta o feijão com arroz da sobrevivência. E é, afinal, nos tempos de sombra que fazem mais falta os faróis, por muito escassa que se revele a sua cintilação.
Tudo isto – como a gente se sente obrigada a justificar-se – para dizer que, ontem à noite, um trovador antigo, um profeta irónico, um monge zen, um homem do mundo, chamado Leonard Cohen esteve em Lisboa. Já escrevi outras vezes sobre ele, trago versos seus nos meus bolsos, como se fossem fragmentos de mapas, e por vezes até tenho a ilusão de que sou eu, com tantos outros como eu, que o mantemos vivo e que o alentamos na sua luminosa velhice, para que fique um pouco mais connosco. [Read more…]
Mais pieguices dos professores
Professores portugueses são dos mais afectados pela crise na Europa. E o artigo não faz referência aos milhares de professores desempregados.
O caso Passos, Relvas, dois coelhos e muitas cajadadas no estado
Em formato pdf e como foi investigado por José António Cerejo, vindo hoje a Público enquanto não o despedem.
Défice Estrutural

Este é o défice menos o juro. É suposto ser uma medida da viabilidade orçamental.
Há mortos a menos
“É doce e decente morrer pela pátria.”
Horácio, Odes, III.2.13
O governo já deu vários sinais de que quer contribuir para que haja mais portugueses a morrer, o que é coerente com o incentivo à emigração, já que partir é morrer um pouco.
Que os doentes que insistem em permanecer vivos, na Guarda, sejam obrigados a partilhar o seu espaço ainda vital com os falecidos parece-me uma boa medida. Deste modo, o doente terá ocasião de apreciar as vantagens de se ser cadáver: na realidade, haverá melhor analgésico do que a morte? [Read more…]
«A elite portuguesa adora conversa da treta»
Paulo Baldaia, que dá a sua opinião regularmente no DN, ontem veio com uma treta que eu não gostei: “Nos blogues, nas redes sociais e até no Congresso das Alternativas o desespero da senhora foi goleado pelos trocadilhos à volta da bandeira. A elite portuguesa adora conversas da treta.”
Ora é natural que, uma vez que escrevo num blogue, me sinta pelo menos indirectamente atingida pelo comentário. Primeiro: porque quando escrevi sobre o grito de Luisa Trindade não quis, de maneira nenhuma, fazer conversa da treta. Este episódio triste das cerimónias tristes e vergonhosas do 5 de Outubro impressionou-me, mexeu comigo, «experimentei» os sapatos de Luísa Trindade… Segundo: não quero nem pensar ser da «elite» portuguesa». Quem sou eu? [Read more…]
O maior problema das escolas é o Ministério da Educação
Se o Ministério da Educação (MEC) tivesse algum poder sobre as salas de operações, qualquer cirurgião viveria em constante sobressalto, sem nunca ter a certeza se, no dia seguinte, sairia uma ordem de serviço que o obrigaria a operar com um talher de peixe ou se seria obrigado a substituir a anestesia por uma dose de bagaceira (em princípio, para o paciente).
Para quem não conhece a vida das escolas, pode parecer que exagero, mas a verdade é que o MEC é, desde há vários anos, uma fonte garantida de instabilidade e de desvario: todos os profissionais do ensino vivem cientes de que qualquer regra pode ser alterada em qualquer altura e de que as mudanças são, quase sempre, para pior. [Read more…]
Revolução Industrial
Início de um novo tema, a Revolução Industrial. Documentário oroduzdo por alunos que mostra os aspectos negativos da industrialzação.
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.1. – A Revolução Agrícola e o arranque da Revolução Industrial
O Tarrafal nunca existiu
Luísa Trindade desceu a calçada
Luísa Trindade nem ia com intenção: viu a pompa, passou-se na circunstância. Relato da mulher que ganha pouco mais de 200 euros e interrompeu a cerimónia oficial do 5 de Outubro.
Tal como ela viu a arrogância de um deputado qualquer pela frente, que não se digna ouvir o povo que supostamente representa, também a li por aí, gente pequenina que não percebe o sofrimento dos outros, escumalha miúda que nem merece um link.
Ficamos assim, um dia destes as luísas deste povo, que demora mas quando acorda pouco dorme, fazem-lhes cair em cima o Carmo e a Trindade.
As cunhas do Relvas
Bem tentaram assobiar para o lado quando Helena roseta falou: Relvas enquanto secretário de estado andou a tratar da vidinha do amigo Coelho e sua empresa Tecnoforma.
E o ainda primeiro-ministro já meteu as mãos pelos pés, os pés pelas mãos é já a seguir.
Nada de novo no reino da podridão dos que nos governam. Para mim a única surpresa é ter agora entendido porque foi o jornalista José António Cerejo convidado pela administração do Público a rescindir o seu contrato. Já não bastava o que tinha feito ao ora exilado em Paris. A dois seguidos é muita fruta para um Belmiro, nem lhe cabe nos hipermercados.
Hoje é dia de eleições no Brasil
Porque não fui ao Congresso das Alternativas
Como agora Isabel Moreira se assume, com órfãos de Sócrates não alterno.
Crimes sem castigo

Acabei de ler uma entrevista surreal a António Ramalho, o presidente das Estradas de Portugal. A entrevista é acerca da chamada “Subconcessão Baixo Alentejo” e da renegociação do respectivo contrato.
Esta subconcessão é mais uma das tão célebres PPPs. Em 31 de Janeiro de 2009 Almerindo Marques (na altura presidente da Estradas de Portugal, entretanto saiu para liderar a Opway, construtora que trabalhava com a Estradas de Portugal…) assinou o contrato de concessão (PDF) por uns módicos 382 milhões de euros.
A subconcessão tem objectivos alargados, que vão desde a manutenção e conservação de vários IPs e ICs, obras profundas de melhoramento em diversas vias e até a construção da auto-estrada Sines/Beja (A26).
O que considero fantástico na entrevista de António Ramalho são passagens como a seguinte:
É só uma questão de ética
Pedro Correia relata uma certa versão de um caso jornalístico que passo a citar:
E nada ilustra tão bem isto como um episódio há pouco recordado no Jornal da Noite especial evocativo deste 20º aniversário: a atrapalhação do candidato socialista António Guterres ao fazer uma promessa eleitoral nas legislativas de 1995.
Dizia Guterres: “Desejavelmente, nós deveríamos poder atingir, num prazo tão curto quanto possível, um nível da ordem dos 6% do Produto Interno Bruto em despesa de saúde.” [Read more…]
Teatro: Diogo Infante no Porto
Preocupo-me, logo existo de Eric Bogosian, no Teatro do Bolhão, de 9 a 20 de Outubro.
Revolução Industrial na Inglaterra
Início de um novo tema, a Revolução Industrial. Documentário que serve bem como introdução ao tema.
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.1. – A Revolução Agrícola e o arranque da Revolução Industrial
Défice Americano em 6.9% do PIB
Na cifra dos 1 100 000 milhões USD. Os EUA deverão pedir resgate?
Essa coisa da representatividade
José Seguro tardava em resvalar para a demagogia. Tardava mas lá chegou. Como manda a boa cartilha da pior política que há décadas se faz em Portugal. Reduzir o número de deputados não tem qualquer interesse prático para resolver os actuais problemas do país. Nem, em bom rigor, levanta questões de representatividade. Isto, porque há muito que a representação do povo nas esferas do poder, cedeu lugar aos compromissos para se atingir o desejado poder: ninguém chega à chefia – primeiro do partido e depois do Governo – sem, pelo caminho, se comprometer com os patrocinadores que, mais tarde cobram a esmola ao santo pelos milagres convenientes. Veja-se, recentemente, os avanços e recuos do PSD e do CDS, na proposta de lei sobre o crédito à habitação, em sede de entrega directa da casa para pagamento total do empréstimo. Mais um a juntar ao rol dos exemplos do poder das vozes de dono. Não há bem ou interesse públicos que resistam. E se isto vale para os partidos do rotativismo governativo – PS, PSD e CDS -, também vale para aqueles cuja cegueira doutrinária e vassalagem externa, não se coibiram de tomar decisões absolutamente contrárias aos interesses de Portugal – sim, não esqueço que o PCP votou contra a entrada de Portugal na CEE. Por tudo isto, há muito que não temos quem represente o povo no poder, que cuide do bem e o interesse públicos. Temos partidos políticos que, ora por razões de praxis ideológica ora por ganâncias pessoais, particulares ou corporativas, há muito que não representam o povo. E, já agora, exigir exclusividade aos deputados da nação, impedindo-os de estar em simultâneo na defesa do interesse público e de interesses privados, talvez fizesse muito mais pela representatividade do povo, do que reduzir o número de parlamentares.
Quando…
… o Corporações cita o Aventar fico com a certeza: o mundo está a ficar perigoso 🙂
São necessários mais deputados
O que é, na maior parte dos casos, um deputado? O deputado é, muitas vezes, uma pessoa eleita por cidadãos para servir os interesses de um partido. Depositar o voto para eleger um deputado é algo comparável a pagar as quotas de uma associação, aceitando, placidamente, que o dinheiro vai para os bolsos dos membros da direcção, ao arrepio dos estatutos.
O deputado, para chegar a São Bento, passa por um tirocínio que inclui várias formas de genuflexão até poder sentar-se na Assembleia da República. Aí chegado, o deputado até pode ter ideias próprias e poderá, inclusive, ser trabalhador e dedicado, mas, mesmo sendo dono da sua consciência, o proprietário do seu voto é o chefe de bancada, se estiver na oposição, ou primeiro-ministro, se o seu partido ocupar o governo. [Read more…]












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