Em defesa do “cientista político” Rui Ramos exibe hoje o Público o sociólogo Barreto das mercearias e o genial João Carlos Espada.
Onde andam os psiquiatras?
A cavalgadura Marcelo Mendes diz que os manifestantes ofenderam o cavalo.
Muita ignorância pública
O Má Despesa Pública podia ser um blogue interessante, poucas vezes tal sucede. Pela vasta ignorância dos seus autores em relação ao funcionamento do estado, e pela ideologia dos mesmos (bem revelada quando passaram o seu trabalho à forma de papel pintado com tinta): eles não são contra a má despesa pública, são contra toda a despesa pública. No fundo é uma mera versão do Insurgente ou do Blasfémias sem discurso teórico, a ver se enganam papalvos.
Hoje foram marrar com a Rede Urbana de Competitividade e a (sic) Inovação dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego. Argumentos? “informação oficial da Câmara sobre o assunto é bastante escassa, nomeadamente sobre a rentabilidade do projecto.” Pudera, usando como fonte um jornal que só publica online dois ou três parágrafos da edição escrita, esperam o quê?
Claro que pesquisar dá trabalho. Era só pesquisar na página da CCRC e dos diversos municípios envolvidos. Talvez entendessem como se tenta dinamizar o que sobra da primeira fronteira de Portugal, apostando simultaneamente no turismo e em actividades complementares. Mas dava muito trabalho, e a vida corre sobre rodas a quem manda umas bocas contra a despesa pública apenas porque sim.
Tivessem o Conde Henrique ou se filho Afonso feito o mesmo e Portugal nem existiria. Ou não teria chegado a Lisboa, o que sempre nos poupava a estas imbecilidades de meninos que percebem tanto de Portugal como eu sou exímio na defesa de penaltis.
Um bairro esventrado aos poucos e a arte ao serviço da solidariedade.
Muitos dos que habitam no Bairro de Santa Filomena vieram para trabalhar na construção civil quando o Estado português necessitava de mão-de-obra barata para as suas grandes obras públicas. Nos anos 90, enquanto o País se atapetava de betão, os corações de muitos imigrantes enchiam-se da confiança de ter encontrado um lugar onde não faltava o trabalho e a comida na mesa. Construíram casas tijolo a tijolo, à medida dos seus bolsos remendados, como tantos portugueses o fizeram – é só percorrer o País e olhar com olhos de ver para as casas de milhares de pessoas, edificadas a pulso, em que um tecto, um tecto apenas, é o objectivo único e final de tantas almas mal abrigadas. Um resguardo que as proteja da chuva e dos olhares. Do vento e das agruras do mundo. Do sol e de todos os desenganos. Um lar. Pobre, é certo, mas um lar.
A euforia do betão terminou quando acabou o dinheiro. Os sucessivos governos desbarataram recursos, encerraram fábricas, acabaram com a agricultura, destruíram as pescas. Sepultaram um País e chamaram-lhe crise. Uma crise sem culpados mas com vítimas. Entre elas, os milhares de habitantes dos muitos bairros sociais que albergam cada vez mais gente.
“Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”, pode ler-se noArtº 65 da Constituição da República Portuguesa. Os habitantes do Bairro de Santa Filomena não conhecem a Constituição. A Câmara da Amadora também não. Mas os colectivos que defendem um País mais justo conhecem. É o caso do Habita, que tem denunciado a situação que se vive num grande pedaço de terreno no centro da Amadora, apetecível para empreiteiros, possível moeda de troca para muitos favores políticos.
Ao Habita juntaram-se outras vozes que recusam o silêncio. Entre essas vozes, estão a de Ana e Diogo, dois jovens estudantes, finalistas do curso de Design de Comunicação da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Puseram pés ao caminho, imprimiram fotografias dos moradores em grande formato, e concluíram, ontem, a colagem das fotos dos rostos de adultos e crianças do Bairro de Santa Filomena, nas casas que a Câmara Municipal de Amadora ainda pretende demolir. Porque a pobreza e a desgraça têm rosto, mas a solidariedade também.
Alerta: eles já chegaram
“Alerta: os políticos já chegaram da praia Passos defende-se, Seguro ataca, o BE quer um Governo de esquerda. Eis a pouco motivadora rentrée” (editorial do Público de hoje).
Escreve o editor para terminar: “É no que dá demasiado sol. O tal sol que não brilha, já se sabe, para todos.”
Sim, cuidado com eles! Continuarão a fazer estragos.
Viver só
Ontem, na revista do Público, uma reportagem sobre quem escolheu viver sozinho, mostrando que “viver só não é necessariamente sinónimo de solidão”.
Não transcrevo as várias histórias narradas (gostei particularmente da história de Nazaré, 83 anos, que sempre viveu na mesma casa…). Transcrevo sim, os dados científicos deste fenómeno que tem vindo a acentuar-se:
“As trajectórias e fases da vida de quem vive sozinho podem ser muito distintas. (…) Rosário Mauritti, socióloga e autora do livro Viver Só, compara essas realidade. “Os idosos começam a viver sozinhos não por opção. E esse viver sozinho tem fases: um autofechamento e depois a descoberta da libertação“, disse à revista 2. Nas mulheres, e nos casos decorrentes de viuvez, é uma espécie de descoberta de que afinal são capazes“, sobretudo as que viveram muito tempo limitadas pelos pais ou pelos maridos. (…)
O número de famílias de uma só pessoa aumentou 37,3% nos últimos dez anos (…). Hoje em dia, em cada 100 famílias portuguesas, 21 são constituídas por uma só pessoa (…). São múltiplos os trajectos sociais de quem vive sozinho. Sejam os idosos que enviuvaram, “os adultos que, por opção, ou não, permaneceram sós e que, podendo já ter vivido em casal, passaram por situações de ruptura conjugal”, ou as novas gerações “em transição para a vida adulta”. “Portugal está na cauda da Europa neste fenómeno por termos menos dinheiro.” Com outras condições económicas, “haveria, entre jovens, sem dúvida, um maior número a viverem sozinhos” (Suécia, 47%, ocupa o topo).
Fala-se aqui de «famílias unipessoais». O tradicional conceito de família está a mudar. É estranho dizer-se família de uma só pessoa…
Ignorância e sabedoria
“Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha
algo a aprender” Blaise Pascal (1623-1662), filósofo e matemático francês
Marcelo Mendes, um animal irracional montado a cavalo
Deixando de lado a questão de os animais, neste caso os touros, terem ou não direitos, as touradas são um ritual de glorificação da morte. Espetam as farpas num animal porque não o podem fazer num humano e o resto é folclore pseudo-cultural.
Demonstração prática: na Torreira um animal a cavalo investe contra humanos sentados em protesto. Talvez tenha visto episódios do Gladiador a mais, pode ter sido do sol, mais provavelmente Marcelo Mendes rendeu-se aos argumentos anti-tourada e tentou demonstrar que está intelectualmente ao nível dos touros que lida. O problema é que os touros não têm alternativa, ele teve-a e fez a sua opção.
Postcards from Romania (33)
Elisabete Figueiredo
As cidades, como as pessoas, precisam de tempo
Sou turista. Não adianta dizer que sou outra coisa qualquer. Gostava de ser viajante. De preferência que me pagassem para correr mundo – não todo, vamos excluir os ‘países com moscas’, como eu lhes chamo – e me deixassem ver tudo muito bem e, talvez, escrever sobre isso.
Sou turista. E assumindo essa condição faço hoje uma coisa que deveria ter feito ontem. Uma viagem de autocarro à volta dos principais locais de Bucareste. É por onde começo, geralmente. Para dominar mais ou menos fisicamente as cidades. Desta vez não. E deixei, então, que Bucareste me dominasse e, de certo modo, me excluísse. Mas as cidades precisam de tempo. E eu não sou pessoa que desista facilmente, já sabemos. [Read more…]
A Viagem
Filme projectado no Pavilhão de Portugal da Expo/98 e que retrata a chegada dos portugueses ao Japão.
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo
Um dia não são dias…
Domingo, 13horas, Ribeira do Porto, Setembro de 2012.
As ruas, as esplanadas e os restaurantes cheios de turistas. Eram franceses (muitos), ingleses (alguns) e espanhóis (vários). Um dia de sol fantástico que convida a um passeio por todo este Património da Humanidade e que nos enche de orgulho e satisfação ao ver semelhante mar de turistas.
Manda a prudência evitar almoços de domingo em zonas turísticas na época alta. Eu sei. Não resisti. Fomos ao Chez Lapin, mesmo no olho do furacão turístico. A longa espera, fruto de um serviço fraquinho, permitiu assistir à invasão de um grupo de franceses, logo seguido de um grupo de italianos reformados. Fico positivamente surpreendido ao verificar que o restaurante tinha empregados que dominavam o francês e o italiano – o facto de a sopa que nos serviram ter regressado ao ponto de partida por estar azeda não me tirou a boa disposição. São coisas que acontecem…
Com afinco, os empregados procuravam impingir o bacalhau. Alguns italianos resistiram. Entretanto chegaram os nossos pedidos. Só não seguiram o caminho da sopa por verdadeira desistência. Em bom português, uma merda. Os meus filetes de polvo com arroz de feijão resultaram nuns filetes muito maus e quanto ao arroz, ainda espero sentado. As carnes em “vinha de alhos” dos restantes comensais (três) vieram acompanhadas de quatro meias batatas assadas. Quanto ao sabor e qualidade da carne nem vale a pena perder tempo a explicar.
Ao meu lado, os italianos sofriam. Desde confusão na entrega dos pedidos, reclamação pacífica sobre os mesmos – imaginem o que lhes entregaram: o bacalhau que não queriam. A água fresca solicitada resultou em natural. Quando os empregados não estavam por perto e dada a proximidade entre as mesas não foi difícil perceber os seus comentários. No início só elogios à cidade, a meio abundavam as críticas à qualidade dos produtos servidos.
Finalmente, as sobremesas. O meu bolo de chocolate deve ter sido bom e fresco três dias antes. Desisti. Pedi a conta e fui-me embora. Para nunca mais. Nem fiquei triste ou mal disposto por mim e pelos que me acompanharam. O meu desalento é outro.
Estamos todos a fazer um enorme esforço para manter o Porto no mapa de destinos turísticos de excelência. Todos. Entidades públicas da Região, privados, operadores, etc. Excelentes hotéis, fantásticos hostels, restaurantes cada vez melhores, mais formação e muito mais informação. Só que alguns ainda não aprenderam e querem ganhar tudo de uma vez só a curto prazo. Quando assim é, todos ficamos a perder.
Escrevo estas linhas por um pormenor que é pormaior: estes franceses e italianos não escolheram o Chez Lapin como eu. Aterraram nele levados por guias contratados (e devidamente identificados como tal). Eu escolhi o restaurante e por isso o erro foi meu. A estes turistas foi impingido. Logo, foram duplamente enganados.
Um dia não são dias. Espero que tenha sido só um dia menos bom.
Hoje há bandarilhas – Canadá
Mini-jobs para mini-boys
Postcards from Romania (32)
Elisabete Figueiredo
Bucareste é uma cidade agreste
O Palácio do Parlamento secou tudo à sua volta, menos o Boulevardul Unirii (antes a Avenida da Vitória do Socialismo). Maior que os Champs Elysées tem a meio a Piata Unirii. Nesta e nas ruas, gigantescas, à sua volta, imensos ciganos vendem isto e aquilo. Há muitos pedintes e sem-abrigo. Ao dobrar a esquina, imediatamente se entra noutra dimensão. Embora o gigantismo das ruas e avenidas continue e os palacetes e outros belos monumentos se misturem, de uma forma desagradável, com blocos de apartamentos de arquitetura ‘comunista’, feíssimos, degradadíssimos, a pobreza (nas ruas, pelo menos) diminui progressivamente até se alcançar a parte sul da Calea Victoriei (que atravessa uma parte da cidade, serpenteando e que é, segundo dizem e me pareceu por tanto gucci, chanel e vuitton e tanto hilton e radisson, a artéria mais chique de Bucareste. [Read more…]
Cavaco Silva não é notícia
Devo andar muito distraída. Hoje dei-me conta que temos um PR…
Devo andar mesmo muito distraída porque não vejo notícias relacionadas ou em que o PR é o assunto principal, quanto mais capa de jornal, como hoje no Público.
Penso que o PR devia ser um chato. E não é. Chato no sentido de interventivo, crítico, pertinente, que se importa, que tenha resposta na ponta da língua para tudo e que não foge às questões dos jornalistas nem a estes.
Vem agora pronunciar-se sobre a troika: aponta-lhe falhas. E pede ponderação do caso RTP.
Dei-me ao trabalho de ler a primeira página do Público no último mês. Nada. Cavaco não aparece. Excepto uma referência no dia 2 de Agosto a propósito da morte de Eurico de Melo.
Durante este mês muita coisa aconteceu: teve alguma palavra sobre o cenário de desastre para os docentes contratados? Disse algo sobre o fogo do Algrave (o seu Algrave), o segundo maior de sempre em Portugal? Pronunciou-se relativamente aos 465 mil desempregados que não recebem protecção social há quase um ano? Passou-me despercebida a sua reacção quanto ao escandaloso desfecho do concurso de colocação de professores e do desemprego em massa neste sector? Ele, que foi professor tantos anos, importa-se connosco? Lamentou o massacre dos mineiros na Àfrica do Sul? E quanto ao desemprego que chegou aos 15,7% em Portugal?
Cavaco Silva não chega às primeiras páginas de jornal nem pelos bons nem pelos piores motivos…
Os portugueses não precisam de um PR que se deixa ficar esquecido e à margem dos problemas.
Cândida Almeida a Procuradora Geral da República, já
O nosso país não é um país corrupto, os nossos políticos não são políticos corruptos, os nossos dirigentes não são dirigentes corruptos. Portugal não é um país corrupto.
Não bastou a lata de ir comentar processos judiciais que estão a seu encargo num evento partidário.
Ainda foi preciso esta mentira descarada, digna de que confunde o que é apanhado com aquilo que todos sabemos existir, e que escapa à justiça porque a lei os protege e a incompetência de gente como Cândida Almeida o assegura.
Passou com distinção. Uma aposta em como é nomeada Procuradora Geral da República?
Postcards from Romania (31)
Pode um palácio secar uma cidade?
Uma cidade, um país e um povo. As ditaduras ditas de esquerda são tão más como as ditas de direita. Os ditadores são dementes, geralmente. Ceausescu não era exceção e talvez tenha sido, de muitas mais formas do que aquelas que a nossa imaginação pode alcançar, a própria regra. Há um filme-documentário, mais ou menos recente em que, apenas usando imagens reais, o realizador nos dá conta do percurso desta pessoa*.
Ao princípio é simples. Uma pessoa ambiciosa, mas aparentemente com boas intenções. Bom, dizer isto de um ditador é no mínimo caricato. Mas assumamos que assim era. Ele e a sua mulher – Elena** – eram pessoas simples. De muitos modos, continuaram a sê-lo, mesmo na sua imensa perturbação, anos depois, mesmo na sua demência que, tal como o Palácio da República que idealizaram e mandaram construir, parece ter secado um país inteiro, descaracterizando-o através de um processo (quantas vezes deverei usar a palavra demência, ainda que com grandes reservas?) de ‘sistematização’. [Read more…]
A artilharia portuguesa de meados do séc. XV a meados do séc. XVI
Retrospectiva da artilharia portuguesa durante o apogeu das Descobertas. Projecto da Comissão Naciona dos Descobrimentos. Relativamente interesssante sobre um tema habitualmente pouco desenvolvido no 8º ano.
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo
Ide votar, ide
A Grande Iniciativa Umbilical Da Rentrée – O Grande Prémio “O Liberal Encostado (Ao Estado) Do Ano”
Não é fácil a escolha. A minha seria o cromo do boneco abaixo, nas na falta desse, foi para o Betoneria Amaral, o qual conseguiu a proeza de ter as boas graças do cavaquistão e do socratismo.

Ângelo Correia e os direitos adquiridos
A magia dos números
Isto de números, e no caso de rankings, implica que se pense um bocadinho antes de usar.
Depois de Paula Teixeira da Cruz ter tido um ataque de bom senso e afirmado “está por provar que o sector privado seja mais eficaz do que o sector público“, Carlos Guimarães Pinto foi aos números.
No ensino saca dos rankings do costume. Convinha ler algumas letras, desde um estudo que demonstra o contrário, ao velho exemplo que arrasa os ditos cujos, já para não lembrar o óbvio, quem selecciona alunos obtém melhores resultados.
Aguardo que chegue à saúde mas espero que não tenha de ir parar às urgências de um hospital privado, já para não falar na espectacular oferta que este sector tem no campo da oncologia, por exemplo…
Postcards from Romania (30)
Elisabete Figuieredo
Fui de comboio ao cinema, infinitamente, até Bucareste
O meu lugar tinha uma janela grande, não dividida. A velocidade do comboio, mesmo não sendo imensa, não me permitiu tirar muitas e, sobretudo, razoáveis, fotografias ao que passava além da janela. Então resignei-me e entre um livro (avancei 200 páginas hoje, claro), o caderninho de apontamentos a que estraguei o elástico, os passeios no corredor e algumas conversas, o que fiz mais foi olhar. [Read more…]
Chegou a Maria Filomena Mónica, evacuar as mulheres e crianças primeiro
Em defesa de Rui Ramos (doutorado em Ciência Política pela Universidade de Oxford) acorre hoje, no Público, Maria Filomena Mónica (doutorada em Sociologia pela Universidade de Oxford) acusando Manuel Loff (doutorado em História e Civilização pelo Instituto Universitário Europeu) de ser “um fanático”.
Depois de assumir isto
Nunca ouvira falar de Manuel Loffe (sic) teria vivido bem sem com ele me ter cruzado nas páginas deste jornal.
Suponho que a direcção não o chama à pedra devido ao medo de ser acusada de censura.
o delírio chega ao ponto de escrever:
Li a História de Portugal, coordenada por Rui Ramos, de ponta a ponta. O seu autor é de direita e eu sou de esquerda
Maria Filomena Mónica é de esquerda? pois sim, e invocando os Grandes Mários, eu sou a Josefa de Óbidos.













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