Já que se tem a fama, que se tenha o proveito.
Hoje dá na net: Miedocracia, o poder do medo
O documentário que se segue é muito recente e foi emitido num canal de televisão espanhol há pouco mais de duas semanas, daí algumas referências à época natalícia. Descontando isso, que funciona como apêndice e “data” o programa, trata-se de um excelente trabalho e desmonta parte parte da situação que actualmente vivemos. Também, de certo modo, desmistifica os “mercados” e a falta de crédito ou de dinheiro. Quer investir? Desde que não seja em actividades produtivas há dinheiro de sobra para apostar na queda económica de Portugal, da Grécia ou até do euro. Mas não só…
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Parem as rotativas: Zorrinho defende a renegociação da dívida
Até pode ser que esteja enganado, mas pareceu-me ouvir, há pouco, na SIC Notícias, Carlos Zorrinho, num debate com Ângelo Correia, a defender que a dívida deveria ser renegociada, porque a obsessão com o défice pode pôr em causa o tecido produtivo e o tecido social. Se não estou enganado, este é o mesmo Carlos Zorrinho que foi Secretário do Estado do segundo governo – por assim dizer – de Sócrates. A não ser que esteja a incorrer em erro, Sócrates foi o mesmo que acusou Louçã de demagogia, quando este defendeu, no debate para as últimas legislativas, que a dívida deveria ser renegociada. Se for tudo assim como eu estou a dizer, teremos de chegar à conclusão de que Louçã teve razão antes do tempo (ou a tempo) e o PS só consegue ter razão depois do tempo ou quando está na oposição. Corrijam-me, caso esteja enganado, mas este Zorrinho, em se apanhando novamente Secretário de Estado ou Ministro, terá um ataque da maleita conhecida actualmente como vieguismo e passará a defender, convictamente, o contrário do que defendia antes de ter – adoro esta, juro! – “responsabilidades governativas”. Votai neles outra vez, meus filhos, votai.
Lei da Cópia Privada #pl118 – todos criminosos até prova contrária (1/2)
Houve consenso nos partidos com assento parlamentar quanto ao projecto de lei 118/XII, da autoria de Gabriela Canavilhas, sobre o regime jurídico da cópia privada. O Público explica o que é que esta lei significa. E outros desmontam muito bem o erro crasso que ela é:
- Sobre a lei da cópia privada. Carta aberta ao Grupo Parlamentar do PS.
- Para onde vai o dinheiro da Lei da Cópia Privada
- Corrigir o incorrigível – #pl118
- Lei da Cópia Privada
- #PL118 Os pareces “técnicos”
Depois há o grupinho que dará pareceres e, como bem refere a Maria João Nogueira, «não há UMA associação de defesa do consumidor, não há uma associação que represente o Creative Commons, não está ali representado o cidadão eleitor».
Esta é uma lei miserável feita por gente que não sabe o que está a fazer. Assume que todos os que tenham dispositivos de armazenamento digital os usarão para violar a lei e, por isso, devem contribuir para os autores. Ora, de cada vez que guardo uma foto de 5MB na minha Canon devo por isso contribuir para alguém? Mas serei algum ladrão por querer guardar as minhas fotos? Devo eu pagar pelo que outros façam? Já actualmente existe uma chulice de 3% sobre equipamentos, entregue sabe-se lá a quem. Mas não chega, há que cravar mais as unhas afiadas dos impostos nas costas dos contribuintes.
São estes os eleitos? Poupem-me a tanta mediocridade. Incentivo à economia, ó sr.ª Canavilhas? Ganhe juízo.
Heresia
A heresia paga-se cara.
Agora está na berlinda apontar baterias à migração de capitais, e seus benefícios fiscais. É capital de empresas, de famílias. Tudo vai.
Acontece que antes disso, assistimos à campanha de migração dos portugueses, com as sugestões do Secretário de Estado da Juventude e do próprio Primeiro-Ministro.
Talvez fosse tempo de se perceber que quanto mais se fala de emigração aos portugueses, mais dinheiro português se verá também a emigrar e menos capital estrangeiro se terá a imigrar na nossa economia.
Porque num país onde o Governo passa a mensagem do “se queres ganhar a vida, emigra”, é um país que não oferece segurança para manter ou atrair capital.
Isso mesmo: o sagrado capital, que é deus convosco, na unidade do lucro santo!
A ancestral e monumental mentira
O ateísmo é uma mundividência filosófica, ética e livre, perfeitamente legítima. Não é uma crença nem coisa que para lá caminhe. O ateísmo é uma forma de vida e de pensamento que decorre do desenvolvimento da razão, da inteligência, do conhecimento e da ciência cada vez mais difícil de contestar. Estas as maiores riquezas do ser humano. O ateísmo não é uma verdade absoluta, não é um radicalismo preso às malhas da incoerência, é uma postura mental desenvolvida na verdade científica, uma verdade como qualquer outra, e, como tal, legítima e respeitável. [Read more…]
KIT ESPIÃO, um utensílio completo
Estou a pensar lançar no(s) mercado(s) uma promoção que, entre outras coisas, lhe assegurará, caro leitor, várias promoções e uma verdadeira carreira.
Esqueça os filmes do 007 e os romances policiais de Graham Greene, esqueça as pistolas, os tiros, as perseguições nocturnas, a vida sempre em risco. O Kit Espião Séc. XXI é, na verdade, muito simples, mas completo. Um telemóvel, vários cartões com números diversos para despistar escutas, uma boa agenda de contactos bem colocados, uma lista de devedores de favores, material de chantagem em suportes variados, um avental para certos rituais, um martelinho, um triângulo e uma cadeira de executivo pronta para instalar em gabinetes que passará a chefiar. O preço? É secreto, mas muito compensador.
A Ditadura de Pinochet
Leio no Público de hoje que o Presidente Piñera quer fazer aprovar um novo regulamento para eliminar a palavra «ditadura» das referências ao período entre 1973 e 1990 ( governo de Pinochet) e substituí-la por «regime militar» nos manuais escolares.
O general com “mão de ferro” , que depôs Salvador Allende (tio da escritora Isabel Allende e pai da senadora com o mesmo nome!), instaurou “um regime de brutal repressão política”. Veio a descobrir-se o desaparecimento de mais de 3 mil pessoas e a prisão ilegal e tortura de 37 mil.
Lembrei-me imediatamente de Luis Sepúlveda, que conta em A Lâmpada de Aladino (2008), as atrocidades levadas a cabo por militares chilenos “a homens de talento” amigos do escritor, durante a ditadura de Pinochet. Vale a pena reler: ” O Siete era um jornalista chileno, desenhador talentoso além de fotógrafo, a quem um militar chileno tentou decepar a mão direita (…). O militar, uma besta (…) odiava, como todos os militares, as mãos dos homens de talento. Por essa mesma razão, antes de assassinar Víctor Jara [16/9/1973], outro (…) lhe cortou as mãos, atirando-lhe depois uma guitarra para que tocasse. Também ao maravilhoso pianista argentino Miguel Ángel Estrella tentaram cortar as mãos numa prisão uruguaia, mas o querido Chango continua a tocar. (…) [O Siete ] Com sete dedos apenas, a sua paixão pelo desenho transformou-se em mais do que uma necessidade, transformou-se num desafio. Aprendeu a segurar o lápis entre o polegar e o mindinho direitos e, entre outras obras de arte, falsificou durante anos os melhores passaportes e vistos de que precisávamos para sobreviver no exílio”.
Histórias que não se podem esquecer, antes contá-las aos mais novos e reavivá-las aos mais velhos.
Existe sempre uma primeira vez…
Um blog colectivo é mesmo assim. Um considera que é preto, outro considera que é branco e alguns pensam que é cinzento. Como sempre defendi e continuo a defender a liberdade de opinião, fico feliz ao ver esta diversidade no Aventar.
Essa mesma liberdade que me faz discordar, profundamente, do Ricardo. Não conheço Elídio Summavielle de lado nenhum. Li o seu esclarecimento, li o que o Carlos Osório publicou e li o que o Ricardo escreveu. Fiz perguntas e tentei informar-me.
Por isso mesmo, em meu nome pessoal, as minhas desculpas ao visado. Aliás, aos dois visados. Um pedido meu. Por entender que o devo fazer. Não escrevi o texto em causa. Não acusei nem deixei de acusar nenhum dos visados. Só que, também pertenço ao blogue e, enquanto tal, tenho a minha quota de responsabilidade, a saber, 1/30. É por isso que o faço.
Nunca antes, que me lembre, tive de “contrariar” um colega de blogue. Nunca antes, tive de publicamente discordar em algo tão sério como ofensa à honra e o bom nome de alguém, fruto de um post de um colega de blog. É a primeira vez. Fico triste.
Pedro Osório 1939/2012
O maestro Pedro Osório morreu ontem em Lisboa. Há anos que não ouvia falar de Pedro Osório até que, muito recentemente, fui surpreendido com o seu novo disco “Cantos da Babilónia“, do meu ponto de vista um trabalho absolutamente extraordinário e a merecer a atenção que já não se dá às coisas verdadeiramente bem feitas. Divulgá-lo, é a minha humilde homenagem.
Francisco José Viegas
Hoje dá na net: Memorias do Saque
“Premiado com o Urso de Ouro em Berlim e Melhor documentário em Havana, o filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, de como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país a bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC. Genocídio Social, a Argentina passa da condição de país “quase de 1º Mundo” para um país em que a maioria da população se torna miserável. Mortalidade infantil, desnutrição, abandono social total, endividamento externo fizeram a marca do que seria o “exemplo de neoliberalismo para o mundo”. Toda essa situação se tornou insuportável até finalmente explodir na revolta popular de 19 e 20 de dezembro de 2001.” Com legendas em Português. Upload patrocinado por O Modelo Cooperativo Familiar e pelo Movimento de Democracia Directa.
A vidinha à portuguesa ‘on-line’
Um homem chega à casa. Janta em paz e conversa com a família, sem ligar a noticiários ou entrevistas televisivas. Acaba a pitança, senta-se diante do computador, acede ao ‘Público’ on-line e dá de caras com estas notícias:
- Um funcionário e dois ex-trabalhadores das Finanças suspeitos de corrupção
- Holanda dá mais garantias às iniciativas privadas, diz Alexandre Soares dos Santos
- Escritório de Júdice condenado a pagar 2,5 milhões de euros a antigo cliente
- Líder parlamentar do PSD e quadros da Ongoing juntos em encontro maçónico
Bolas, o que é isto? Interroguei-me. De uma rajada, quatro notícias perfiladas segundo o actual ‘design’ nacional. Há funcionários anónimos suspeitos de corrupção – já não bastavam os mediáticos!; temos a ingrata Holanda, para onde no passado encaminhámos judeus aos montes, a fazer concorrência desleal em garantias às iniciativas privadas; ficámos informados de que há um escritório condenado a pagar 2,5 milhões de euros – sim o título diz que é um escritório! – e, no fim, revelam-nos uma frustrada jantarada maçónica entre o líder parlamentar ‘laranja’, o pessoal da Ongoing e mais uns quantos notáveis. Para o ramalhete jornalístico ficar completo, faltou uma noticiazinha, pequena que fosse, a anunciar eleições para a Direcção Espiritual da ‘Opus Dei’.
Vendo bem, a minha estupefacção é injustificada. Como dizia o Eça, este País sempre foi e será assim; ou visto através de outra lente literária, a tese da clivagem social entre os vulgares e os invulgares, defendida por Raskólnikov em “Crime e Castigo”, tem neste recanto e nas suas terras pingadas no Atlântico o laboratório experimental que a personagem de Dostoiévski imaginou.
Servindo-se de feios, porcos, maus, lindos, partidos e inteiros, os jornais limitam-se a narrar ‘on-line’ a vidinha à portuguesa. E dela não sairemos tão depressa, a menos que… alguém quebre o galho.
Saúde está de baixa: troika que os pariu!
Já ouvi falar num Portugal democrático e civilizado e gostaria muito que me avisassem quando o descobrirem, porque deve ser um país em dá gosto viver. Nesse Portugal democrático e civilizado, não poderia haver um único reumatologista no Algarve e nenhum nos distritos de Beja e de Portalegre. Nesse Portugal utópico, as decisões acerca dos horários dos centros de saúde não poderiam estar dependentes de contabilistas para quem os doentes são números e para quem a Saúde é uma área que deve dar, necessariamente, lucro e não um direito ao alcance de todos os cidadãos, porque isso faz lembrar socialismos e outras coisas igualmente pútridas e porque é importante que o Estado deixe de cumprir os seus deveres, para que os privados possam tratar da saúde aos portugueses que tiverem dinheiro para isso.
Neste Portugal em que vivemos, o doente tem de ser, no mínimo, um nómada, e estar disposto a, corajosamente, enfrentar viagens constantes, o que é o ideal para um reumático. Em Guimarães, o doente, se não quiser pagar o dobro por uma consulta de hospital, deverá adoecer, disciplinado, dentro do horário do centro de saúde. Devemos todas estas benesses aos filhos da troika que continuam a imolar os portugueses no altar do combate ao défice. Ao governo nada devemos, porque governo não é certamente quem decide assim.
O Ajuste Directo ao Projecto «O Douro nos Caminhos da Literatura»: A resposta de Elísio Summavielle
Foi hoje introduzido no V. blogue, um texto assinado por Ricardo Santos Pinto -“A promiscuidade e as ligações perigosas de Francisco José Viegas“, cujo conteúdo, em que sou particularmente atingido, e ferido na minha honra, está pejado de mentiras caluniosas. Concretamente, nele é referido um projecto, do qual só conheço o resultado final (a produção de 7 DVD relativos à obra de 7 escritores durienses), e com o qual não tive absolutamente nada que ver, quer na ideia, quer na tutela, na responsabilidade executiva, quer a qualquer outro título. São por isso completamente falsos os TODOS dados ali constantes sobre essa matéria, e sinto-me por isso lesado pessoalmente pelo vosso gesto irresponsável. Quero, no entanto, ainda acreditar que V. Exas se fiaram em fontes urdidas de má fé, e por isso aguardo que o referido texto seja rapidamente retirado do V. blogue, com o pedido de desculpas que me é devido. Caso contrário, assistir-me-à o Estado Democrático de Direito, em que teimo acreditar. Como em tudo na vida, há limites, na honra e na integridade dos indivíduos, que não podem ser ultrapassados.
Sem outro assunto, atento,
Elísio Summavielle
Francisco José Viegas
Porque reconheço em Francisco José Viegas uma enorme integridade, não posso deixar de reagir a alguns posts que aqui no Aventar têm sido publicados, nomeadamente, este escrito pelo Ricardo Santos Pinto.
Todos temos direito a opiniões próprias. E quase todas as opiniões devem ser respeitadas. Agora fazer extrapolações de alguns factos reais para, expressa e literalmente, se pôr em causa o carácter de um Homem bom, sério e competente, é algo que nos deve inquietar. Assim:
1.- No ajuste directo em causa, a empresa adjudicatária denomina-se “Ideias e Conteúdos – Produções em Comunicação – Sociedade Unipessoal, Lda”., que, como a própria firma diz, tem apenas um sócio que se chama Ana Paula de Sousa Bulhosa (informação pública disponibilizável em qualquer Conservatória do Registo Comercial).
2.- O montante do ajuste, obviamente, que não foi entregue a FJV, mas sim à empresa adjudicatária que, presumo, com ele deve ter pago os necessários custos de produção (estudos, projecto, deslocações, filmagens, staff, etc.), bem como, garantido a sua legítima margem de lucro.
3.- Sinceramente, não sei nem posso asseverar que 138.600,00€ são ou não exagerados para pagar a produção de 7 documentários (para TV e DVD) de aproximadamente 1 hora cada. O que sei é que, na minha confessada ignorância, o valor em causa não me sugere, sem mais, quaisquer suspeitas.
4.- FJV foi a pessoa escolhida para coordenar e apresentar os referidos documentários. Como não disponho de quaisquer informações privilegiadas, presumo, novamente, que deva ter recebido honorários por tais serviços. O que é natural, normal e legítimo.
5.- Em defesa da verdade, o ajuste foi efectuado pela Direcção Regional de Cultura do Norte e não pela Secretaria de Estado da Cultura ou pelo Ministério da Cultura de então.
6.- O pagamento do montante da adjudicação teve o co-financiamento do Programa Operacional Regional do Norte, da Fundação EDP, da RTPN e das autarquias de Mesão Frio, Peso da Régua, Lamego, Sabrosa, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tabuaço, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta.
7.- A opinião dominante aponta no sentido dos referidos documentários além de possuírem qualidade, proporcionaram à região retorno económico (como resulta de breve procura na net).
8.- Por último, mas de maneira nenhuma menos importante, a decisão de fazer os documentários através da referida empresa estava tomada pela DRCN em Janeiro de 2009; Elísio Costa Santos Summavielle só se tornou Secretário de Estado da Cultura em 31 de Outubro desse ano.
Ó pingo doce vais para a Holanda? levas com a popota não tarda nada
Pegar no bocado de cinema mais replicado do youtube e meter-lhe umas legendas mais ou menos com piada é já um ritual português, uma tradição, uma rotina, uma obrigatoriedade.
Mas este além de curto tem a popota e mesmo muita piada.
Ainda o falecido 2011
Reparei que o leitor Tomaz de Albuquerque (Lisboa) comentou hoje no DN um texto meu que intitulei de «Ainda 2011» mas que a redação do jornal achou por bem dar-lhe o nome de «O ano de 2011 não foi assim tão mau» e publicar no passado dia 3 (online e papel).
O leitor ficou estupefacto e disse que eu estava a ser mais que otimista. Pois bem. Sabemos de cor todos os números catastróficos que apresentou na sua argumentação, como os quase 700 mil desempregados no último ano. Todos os dias ouvimos números assustadores. E dizem ainda que 2012 será pior.
Afundados como já estamos, pensar negativo é morrer.
Qualquer tabuazinha de salvação é bem-vinda. Não quero ver tudo cor-de-rosa, mas acredito que nos devemos esforçar por destacar e estar atentos ao que de mais positivo vai surgindo (nas nossas vidas como no país) de forma a não sucumbirmos de vez.
Há um provérbio chinês interessante: “O passado é história, o futuro é mistério, e hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de presente!”
Atente-se na Qualidade e Pertinência dos Oradores

“A Nova Diáspora Portuguesa – Emigrar no Séc. XXI” é o tema de uma conferência apadrinhada por Passos Coelho e com o alto patrocínio do governo da repúdica e do Prof. Dr. Cavaco Silva (autor de frases emblemáticas como “voltem-se para espanha” ou “virem-se para o mar”).
O cartaz, recebido, como tanta outra pornografia, na minha caixa de correio, não identifica mas assumo que o local da conferência seja a pesporrência televisiva. Todos os dias pelas 20h. Entrada scut (grátis).
A promiscuidade e as ligações perigosas de Francisco José Viegas

O Governo anunciou recentemente a criação de um novo organismo, a Direcção-Geral do Património Cultural. O Aventar sabe de fonte segura que Francisco José Viegas se prepara para nomear Elísio Summavielle como director-geral desse organismo. Elísio Summavielle, relembre-se, foi Secretário de Estado da Cultura no segundo Governo de José Sócrates.
Dando mostras de um súbito sentido democrático, invulgar na política portuguesa, Francisco José Viegas reconduziu também dois elementos que tinham sido nomeados por Elísio Summavielle, Manuel Correia Baptista e Henrique Parente.
Dando mostras de um súbito sentido democrático. Ou se calhar não.
Em 18 de Maio de 2010, o então Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, entregou por Ajuste Directo o projecto «O Douro nos Caminhos da Literatura», constituído por 7 DVD’s sobre escritores durienses, no valor de 138.600 euros. Pagaram o projecto, entre outros, a Estrutura de Missão do Douro e a Fundação EDP. Tudo gente boa, como se sabe…
E quem foi o feliz contemplado por esse Ajuste Directo e o responsável pela concepção e apresentação dos DVD’s? Acertaram, o actual Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.
Há coisas fantásticas,não há?
O último a sair apaga a porta e fecha a luz
Coitado do Soares dos Santos afinal não é só ele, os nossos grandes capitalistas, perdão, os nossos grandes empreen-dedores estão a dar de frosques e as nossas (salvo seja) grandes empresas há muito que beneficiam das Holandas e Luxemburgos destas Europa e outros locais sossegados nos impostos do resto do mundo.
Esta última parte sempre se soube mas finalmente fica clara: a pátria deles é o dinheiro e a fuga legal e ilegal aos impostos mera rotina, um pecado remissível com uma esmola aos pobrezinhos coitadinhos que também não são tributados. Então não se pode ser rico? perguntam como se o problema fosse esse.
O desinvestimento em Portugal já é uma novidade. Significa que sabem muito bem ser hora de fechar a loja, começando pelos hiperrmercados que vão ficar às moscas, fazer as malas ao dinheiro e partir. Quando têm o governo mais à direita de sempre assumem que a austeridade rebenta com a economia e a direita não sabe governar, dando razão à esquerda pelos seus actos, embora continuem a negá-lo nos sermões aos seus devotos.
Façam boa viagem. Já vi este filme em 1974-75, não foi por isso que Portugal deixou de existir, e alguns bem souberam aproveitar a sua ausência (Belmiro que o diga). Esta é a emigração de que precisamos e que nos pode salvar. Mas façam-nos um grande favor: levem os vossos políticos convosco, inventem um governo no exílio. A malta agradece e cá se há-de amanhar a pátria com os que ficarem.





















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