Um, Dois, Três Jardins em Cada Freguesia

Alguém quer saber da treta das alterações climáticas? E das preocupações do resto do mundo?

A gente quer é barragens, auto-estradas, túneis e popós novinhos com montes de cilindrada. E, já agora, consumir aos montes para acabar com a crise, não é?

Falha Felipe? (ou o Rei que sabia que não o queria ser)

No âmbito de uma apresentação oral (que está marcada para o final do semestre) para história moderna fui obrigada a acelerar os meus estudos em relação a Felipe II de Espanha e deixei para trás o Thomas More, com grande pena minha porque o tempo não dá para tudo.

Descobri então que a pergunta “política” mais óbvia que se faz em relação a Felipe, e que a mim sinceramente não me tinha passado pela cabeça, é: “Felipe é um falhanço? Falha nos seus objectivos? Falha para com o Império Espanhol?” Para responder a isto é necessário ter em conta certos factores.

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A vergonha das eleições da Madeira

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O texto de António Fernando Nabais, poético e calmo, revela-nos o frenesi de Alberto João Jardim, que parece querer ser rei da Madeira. É-me impossível não dizer que este é um grande perdedor, porque vai perder votos, estou certo. Pensa tanto em si que compara a sua criminologia, provada como está pelos desvios de dinheiro cinco mil milhares de euros, e as dívidas em que fez entrar a ideologia que nos governa, muito diferente a minha, como é evidente, mas sinto pena do Primeiro-Ministro contar nas suas filas um homem que mente, desvia dinheiro, dá má reputação ao nosso país, e tem apoio… porque paga esse apoio. Crimes como os dele, mereciam for retirado da sua candidatura e despedido do seu partido. Bem sei que tem feito da Madeira um jardim que enche de dinheiro as arcas… de quem?

Senhor Passos Coelho, se tolera no seu partido um homem dessa laia, envergonho-me de si. Ou será que há mais deste tipo de lisura dentro do seu partido? Já vendeu o país à troika, parecia justo e necessário, mas com um político criminoso nas suas fileiras? Se eu for assim, da sua ideologia, primeiro era expulsar o grande mentiroso… O pior é que vai ganhar… [Read more…]

Memórias sobre a empresa da maçã

mac plus 128Dei com a Apple no início dos anos 90 porque a sala de computadores da faculdade estava regulamente lotada, metade por estarem a jogar Tetris, que acabara de se tornar um sucesso, e outra metade porque os computadores estavam com vírus, trazido numa das versões desse mesmo Tetris.

O Mac Plus (imagem e características) de então, que usava na associação académica, era um mono com um écran de apenas 9 polegadas a preto branco e com 512 x 342 pixéis. E no entanto, tanto serviu para fazer o meu relatório de Sistemas Digitais como para fazer a paginação de um jornal.

O maior dom de Steve Jobs, quanto a mim, foi o de estar em sintonia com o mercado. Excepto em casos como no NeXT, que era um computador belo e nascido antes do tempo. Muito do marketing que vemos, sobretudo na informática, traduz-se por ver quem é que tem a maior lista de funcionalidades. Mas será isso que realmente importa ao utilizador? Mais vale uma lista pequena mas que cumpre bem o que faz. Um pouco como a vida do carismático líder, mais curta mas brilhante.

Famalicão, 1963

Um comboio de via métrica sobe desde Lousado por entre os carris da via larga (1668 mm) entrando na estação de Famalicão. © Fred Matthews

 

Transparência

Os nossos políticos não se dão muito bem com a transparência. Digamos que não lhes está no sangue, não compreendem o que isso é. Ou não querem compreender. Isto explica o facto de serem poucas e tímidas as tentativas de mudar o estado de coisas.

Felizmente, os movimentos de cidadania multiplicam-se, um tema constante desses movimentos é exactamente a transparência.

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O Nobel da Literatura e Alberto João Jardim

Aqui está um texto sobre Tomas Tranströmer, o Nobel da Literatura de 2011. No final do artigo, temos direito a um poema intitulado “Funchal”, da autoria do poeta sueco agora nobelizado. Alberto João Jardim já manifestou a sua indignação pelo facto de a Academia Sueca estar a querer imiscuir-se na campanha eleitoral, tendo criticado especialmente a parte em se pode ler “todos falam, fervorosos, na língua /estranha“, o que terá sido entendido como uma referência menos elogiosa ao sotaque madeirense. Como retaliação, os madeirenses estão proibidos de importar móveis da IKEA.

A hegemonia dos europeus

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para o alentejano que mora na Covilhã, esse amigo… 

Tive o prazer, enquanto um técnico do PC medic colaborava comigo no eterno problema das imagens, que é o meu castigo, de continuar a conversa e dizer que ele e a sua pessoa companheira, nada sabiam da Nação Mapuche do Chile e da Argentina. Como de outros povos fora da Europa.

De facto, e ainda ser eu próprio europeu por genealogia, nascido no Chile por casualidade, fiquei surpreendido. Mas não tanto. [Read more…]

Steve Jobs, o maior mentiroso de sempre

Steve Jobs: “O maior empresário da nossa era”.

Já chega.  Há um respeitoso silêncio no luto alheio, há a verdade e há a pachorra.

Steve Jobs foi o maior vígaro do digital, do bit que tal como a banha da cobra estica mas não dobra, tudo cura e resolve, ao alcance do preguiçoso mental que há em nós. Inventou a roda 3 ou 4 vezes, embora ela já rodasse antes de ele dizer que aquilo era uma i-roda.

Não, o sistema operativo sem linha de comandos não o inventou, foi a burra da Xerox. Steve Jobs criou o software que só se podia comprar a ele, de uma forma tão proprietária que nem Bill Gates, outro génio do mesmo ramo, foi capaz de tanto.

Não, o leitor de música portátil digital não o criou,  já existia o conceito walkman que era da burra da Sony, ainda a acreditar em K7´s e que nunca nos impôs termos de pagar duas ou três vezes a música que ouvimos.

Não, os telefones inteligentes já existiam, Steve Jobs apenas lhes deu outro nome e outra obrigação, o que é meu quando o uso a ti pago.

Não, os tablets já funcionavam, apenas lhes deu outro i,  e outra imposição: serei teu cliente para sempre. [Read more…]

O 6011

Naquele tempo (1987), os comboios do Douro eram os “seis mil”, os do Minho eram os “cinco mil”. No 6011, cujo horário de maquinista acima se apresenta, devo ter viajado uma ou outra vez, umas quantas vezes, as suficientes para saber que o mundo de agora é diferente daquele. Depois vieram os burocratas a vender-nos um futuro prêt-a-porter, grátis, em prestações sem juros e eis-nos chegado ao sopé dos piores anos das nossas vidas. A folha horária, que podia ser de meu pai, encontrei-a aqui. A página seguinte está aqui.

A Fenprof paga a traidores?

Mário Nogueira é presidente do meu sindicato e da Fenprof. Nunca com o meu voto, pela simples razão de ter por princípio não votar em listas únicas, seja onde for, assim não fosse e nos 20 e tal anos de sindicalizado logo se teria visto. Temos as nossas divergências, tem os seus defeitos mas também qualidades muitas vezes obscurecidas pela espuma da propaganda dos governos e dos preconceitos sobre os militantes do PCP.

Nunca imaginei que esta fotografia oficial fosse sonhada pelo pior dos seus adversários, sobretudo porque tirada em plena campanha eleitoral.

Constato que uma das qualidades que lhe reconhecia, intuição, faro, traquejo, chamem-lhe o que quiserem, político, desapareceu. Não tenho dúvidas de que vai pagar por isto mais dentro do seu partido que fora dele.

Prefiro ler este acontecimento como mais uma demonstração da velha máxima: a profissionalização dos sindicalistas mata o sindicalismo, e pelos vistos os próprios sindicalistas.

Quanto ao Sindicato dos Professores da Madeira ou explica muito bem explicadinho onde arranjou tanto euro para a sua fantástica sede, ou deve ser imediatamente corrido da Fenprof. Assim seria, não fosse ser-se sindicalista uma profissão em Portugal.

Bolsa de Recrutamento de Professores: Critérios feitos à medida


Denunciei há poucos dias uma das maroscas habituais dos Agrupamentos de Escolas para contratar professores através da Bolsa de Recrutamento: estabelecer critérios feitos à medida de alguém que se quer contratar. Nem de propósito, apareceu há pouco tempo na net um manifesto contra a forma como as ofertas de escola estão a decorrer.
O exemplo que trago hoje chega a ser escandaloso. O Agrupamento de Escolas de Rates (Póvoa de Varzim) colocou um anúncio na Bolsa de Recrutamento para um professor de Inglês. Os critérios, para além de já ter leccionado no Agrupamento (mais importante do que ser profesor de Inglês), são de rir: ser Licenciado em Línguas, Literaturas e Culturas – Perfil Bidisciplinar de Português e Inglês pela Faculdade de Letras do Porto; e ter o Curso Superior de Tradutores-Intérpretes do ISAI.
Uma explicação: o curso de Línguas, Literaturas e Culturas – Perfil Bidisciplinar de Português e Inglês, ministrado pela FLUP, curso pós-Bolonha, é muito recente e não há muitos alunos que o tenham concluído. Ora, se é para leccionar Inglês, por que razão excluir desde logo todos os milhares de licenciados em Línguas e Literaturas Modernas, variante Inglês, um curso que existe há várias décadas?
Mas para que não existam surpresas de última hora, ainda se pede ao candidato ao horário que seja licenciado em Tradutores-Intérpretes pelo ISAI, esse magnífico Instituto Superior. Para quê um curso de Tradutores para leccionar Inglês ao 3.º Ciclo?
E quantos candidatos a professores serão ao mesmo tempo licenciados em Tradutores-Intérpretes pelo ISAI e em Línguas, Literaturas e Culturas – Perfil Bidisciplinar de Português e Inglês pela FLUP? Provavelmente, um. Exactamente, esse mesmo.

Outra república, outro feriado. Mais uma moeda, mais uma voltinha.

Nem só na república portuguesa houve festa, ontem. Na república da Chechénia também foi dia feriado. O presidente Ramzan Kadyrov, por acaso (e só por acaso, claro, que isto de repúblicas é tudo por mérito e sem segundas intenções) filho do anterior presidente Ahmkad Kadyrov, gastou à fartazana para assinalar o seu dia de aniversário. Sob a desculpa de que se tratava da inauguração de um dos maiores empreendimentos imobiliários do país o presidente Kadyrov (filho) não olhou a despesas para levar a Grozni figuras como Kevin Costner, Hillary Swank, Jean-Claude Van Damme, Seal e Vanessa Mae, entre outros. Estas criaturas, que entre os desfiles nas passadeiras e revistas e os fundos de caridade e beneficência, se vendem a ditadores e presidentes de países com economias emergentes, foram a correr à Chechénia para bater palmas ao ex-guerrilheiro e, pelos vistos, aprendiz de feiticeiro – já que como muitos dos seus amigos republicanos de Cuba, do Chile, da Líbia, da Síria, etc., faz desaparecer os opositores “por artes mágicas”. E assim se comemoram as repúblicas, sempre tão democráticas e sem sinais de consanguinidades e hereditariedades. Umas com 101 anos, outras com menos, mas todas movidas pelos mesmos interesses.

A Grande Ameaça

Os representantes de uma esquerda bafienta, que ainda por cima são, irritantemente, apelidados de “grandes senadores”, numa tentativa de justificar e branquear as suas gigantescas incompetências, encontraram a grande ameaça: “O RECUO CIVILIZACIONAL“!

Sem sequer entrar na discussão do que é, verdadeiramente, um “avanço civilizacional”, não deixa de ser, no mínimo, repulsivamente imoral que os grandes responsáveis por este imenso buraco venham agora acenar com o “grande papão”, como se fosse possível prolongar, nem que seja mais um dia, uma situação suicida.

O que não vão seguramente assumir é que pelo facto de, criminosamente, terem insistido e protegido uma ideia de Estado completamente irreal e insaciável, além de terem posto em causa todo os “avanços civilizacionais”, quer os verdadeiros quer os que eles defendiam, no entretanto, colocaram-nos no auge da evolução a que qualquer civilização pode aspirar: A MISÉRIA!

O Silva das Vacas

Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. Um dia, o Zeca da Maria “gorda”, farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra forma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:

“A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. [Read more…]

Prémio Nobel da Literatura para o poeta Tomas Transtromer

A Academia Nobel decidiu premiar o poeta Tomas Transtromer com o prémio Nobel da Literatura 2011. Praticamente desconhecido em Portugal, com apenas alguns poemas traduzidos e dispersos (alguns a partir do castelhano), Tomas Transtromer é, curiosamente, um conhecedor de Portugal, como descobri aqui. Com a devida vénia a Sylvia Beirute e ao poeta e tradutor Luis Costa, eis um poema significativamente intitulado “Lisboa”

LISBOA
No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas
subidas.
Havia duas prisões. Uma delas era para os gatunos.
Eles acenavam através das grades.
Eles gritavam. Eles queriam ser fotografados!
“Mas aqui”, dizia o revisor e ria baixinho, maliciosamente,
“aqui sentam-se os políticos”. Eu vi a fachada, a fachada, a fachada
e em cima, a uma janela, um homem,
com um binóculo à frente dos olhos, espreitando
para além do mar.
A roupa pendia no azul. Os muros estavam quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde, perguntei a uma dama de Lisboa:
Isto é real, ou fui eu que sonhei?

O dia em que o Estado me defendeu

Fui recentemente alvo de protecção estatal, a qual se concretizou no pagamento à Câmara Municipal de Sintra de diversos emolumentos. Para se ter uma ideia do que se está a falar, aqui fica uma amostra:

m.l. = metro linear; lista completa

Portanto, para me proteger – é para isso que estas coisas existem, não é? – preparar-me para o Inverno (algerozes, ter uma sebe com uma regueira que escoe as águas pluviais e arranjar um abrigo para um cão) ficar-me-ia neste exemplo, em cerca de 75 euros (considerando os 25 € a pagar pela “comunicação prévia”). Tive ainda que perder um dia de trabalho para seguir os trâmites que lhes permitam dizer que isto não é apenas extorsão. Ao menos que arranjassem um NIB e que se deixassem deste faz de conta. O resultado era o mesmo e sempre melhorava a produtividade nacional. Mas se calhar eu ficava mais desprotegido…

Portugal, República em permanente transição. A Troika

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Em textos diferentes, tenho arguido que Portugal, como país, tem sido uma estrutura em permanente mudança. Mudanças que pretendo narrar en breves linhas desde o dia de hoje até à implantação da República. Para fazer do texto um ensaio leve, como as empresas de seguro, muito damos, pouco recebemos, digamos que é andar como o caranguejo, sempre para trás. [Read more…]

O 5 de Outubro à moda de Coimbra

Em Coimbra houve duas comemorações. A da República teve a representar o Município a sua vice-presidente, historiadora de profissão.

Aproveitando a data, um grupo excursionista de talassas veio comemorar o Tratado de Zamora, com que datam a fundação de Portugal (tolice pegada, ou consideramos a batalha de S. Mamede como a primeira tarde portuguesa ou o reconhecimento papal, afinal o suserano dos suseranos à luz do direito do tempo). A recebê-los, abrindo as portas da autarquia, esteve o presidente da Câmara, João Paulo Barbosa de Melo.

Estas coisas têm a sua lógica. Uma coligação PSD/CDS/PPM venceu as últimas eleições, numa lista encabeçada por Carlos Encarnação, que já cumprira dois mandatos. Decidiu entretanto reformar-se, e o segundo candidato herdou o seu lugar. Também podia acrescentar umas coisas sobre carreiras políticas feitas à sombra familiar, incluindo lugares em listas de deputados, mas nem vale a pena, está tudo explicado.

fotografia indecentemente expropriada a um amigo no facebook

Morreu Steve Jobs

Morreu Steve Jobs, pai e padrinho de muita da mais bela tecnologia do mundo moderno.

Parabéns, Res Púdica!

Parabéns, vaca que te ris!

O Futuro da CCDRN:

Confesso o pecado: hoje tirei semelhante folga que só comprei o jornal quando fui jantar. Por isso não sabia que o vídeo colocado mais abaixo tinha sido tema no Jornal de Notícias e, para surpresa minha, a CCDRN (Comissão Coordenadora e de Desenvolvimento Regional do Norte) tinha sido tema de capa.

Segundo uma fonte do Jornal de Notícias, o Eng. Carlos Duarte é o próximo presidente da CCDRN. Uma excelente notícia. Porém, ao ler a peça de fio a pavio (duas vezes) dei por mim a pensar que cheira a queimadela. Da grossa. Os anos que levo a “virar frangos” a tal me obrigam. Mesmo olhando para o cabeçalho e verificando que a peça foi feita por um dos melhores jornalistas nacionais.

O Eng. Carlos Duarte aparece como o preferido dos autarcas do Norte. Só meia verdade. Ora vamos lá ver: o Eng. Carlos Duarte é o preferido da esmagadora maioria dos autarcas do PS e do PSD do Norte? É a mais pura verdade. Como o é, de igual forma, o facto de ser o preferido da esmagadora maioria dos múltiplos técnicos da área, dos diferentes dirigentes das inúmeras instituições públicas e privadas da Região Norte.

Porquê? [Read more…]

Era uma vez um rei com uma grande barriguinha

«Os reis são feitos para comer
Para beber e dormir também.»


Viva a República!

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A República

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 É História bem conhecida que a República portuguesa não foi uma opção do povo bem como uma implantação por um grupo do Partido Republicano, pelos maçons e um largo número de apoiantes populares que estavam cansados de serem explorados no trabalho das terras dos Condes, Duques e Barões, que viviam uma rica vida, [Read more…]

F.C.Porto Campeão, seja qual for a modalidade

Não importa de que modalidade falemos, quando falamos do FCPorto, falamos de troféus conquistados.

Desta vez falo de Basquetebol, como antes falei de Hóquei, Bilhar ou Andebol, e noutras alturas do muito mais mediático Futebol.

Em Vagos, o CAB Madeira veio defrontar o FCPorto para apurar o vencedor da Supertaça de Basquetebol.

Com naturalidade os portistas venceram por 76-62, sendo este o primeiro trféu da presente época.

Quatro canções da República

Fado do Zé Povo – por Carlos Santos, cerca de 1912. Uma cantiga muito actual, ao serviço de qualquer república.

Canção Popular Republicana – por Isabel Costa e Duarte Silva, cerca de 1919, apelando à mobilização contra a Monarquia do Norte.

Fado do 31 – de Pereira Coelho e Alves Coelho, cantado por Maria Litaly, cerca de 1913. Uma referência clássica ao 31 de janeiro de 1891

A Portuguesa – interpretada por Jorge Bastos, cerca de 1912, uma das primeiras gravações do Hino Nacional.

Elogio de Merkel

Angela Merkel elogiou hoje Portugal.

É o chamado Elogio de Mer…kel.

Os netos dos que não foram à Índia:

Não serei a melhor pessoa para avaliar estas coisas. Tirando o Porto Canal, por razões óbvias (profissionais, sentimentais e de proximidade informativa) vejo pouca televisão. Tirando a informação, só cabo (e mesmo assim, pouco).

Nas redes sociais, em especial no facebook, vou-me apercebendo que os programas/concursos de novos talentos musicais existentes em Portugal são idênticos aos que existem noutras paragens. A produção é a mesma, o estilo dos apresentadores não é muito diferente e a qualidade geral não difere muito de cá para lá. Apenas num ponto as coisas são muito diferentes, assustadoramente diferentes e que nos devem obrigar a pensar. [Read more…]

Viva a república, abaixo a república!

Nunca, em Portugal, se falou tanto em república. Pelo menos desde Outubro de 1910. Fala-se no regime, porque o regime paga. É justo. A propaganda ideológica refinou-se ao longo do século XIX, definiu a ascensão dos grandes e mortíferos regimes do século XX e é usada no século XXI para distrair dos problemas económicos e sociais. Enquanto se alimenta o mito do regime igualitário e fraterno, mina-se a liberdade amordaçada entre acrisia e conformismo. Salazar e António Ferro sabiam-no bem e, nesse aspecto, as comemorações do Centenário da República são herdeiras directas dos grandes festejos de 1940 sobre a Nação e o novo regime.

Muito antes de Cromwell e da Revolução Francesa, muito antes do marxismo modelar a ideia de república como o melhor de todos os regimes, já república constituía a designação para a coisa pública. Não a coisa do povo, – essa entidade abstracta onde todos se incluem e onde ninguém deseja incluir-se-, mas a gestão do lugar público. Nas praças e nos caminhos, onde sempre se decidiram os desígnios comunais, fazia-se política. Com a Revolução e o Liberalismo a política passou a fazer-se em casas parlamentares e as eleições que dantes se realizavam inter pares, hoje fazem-se intra grupos. A política deixou de ser para todos. Estava porém aberto o caminho para que a ideia de república se transformasse no ideal que é hoje: o de um suposto absoluto nivelamento e igualdade entre cidadãos (mas só entre os que fazem política).

O republicanismo português, que se aproveitou da ignorância e do analfabetismo grassante em 1910, construiu-se sobre a noção de que qualquer pessoa podia tornar-se chefe de estado, contrariando a ideia de que aquele lugar pertencia a uma família de privilegiados. Nunca conseguiu explicar, contudo, que apenas mudavam os privilegiados e não os privilégios. [Read more…]

Se leu nos jornais é porque não aconteceu

Nós também temos pasquins mas não tão bons (no sentido em que não são suficientemente pasquins) como os de outras partes do mundo. Assim de repente, acho o The Sun e o Bild quase imbatíveis, mas é capaz de haver pior, perdão, melhor no seu género (por outro lado, também temos jornais, mas não tão bons como nos países que têm bons pasquins).

O Daily Mail é, a par com atrás referidos, sério candidato a maior pasquim do mundo. Vai daí, noticia o que lhe apetece mesmo se não tiver acontecido. Os pasquins sabem bem, aliás, que o que não aconteceu de dada forma vende bem melhor do que o que realmente aconteceu.

Os pasquins, os tablóides e os jornais que para lá caminham, gostam de sangue e sensações fortes mas não se deslocam, por exemplo, aos teatros de guerra ou às manifestações de trabalhadores. Preferem sangue nas carpetes e nos cristais das casas dos famosos, nas salas de tribunal quando lá entra uma socialite, nas histórias dos desportistas de topo que escorregam numa casca de banana.

Os bons pasquins, além de noticiarem o que não acontece, escrevem a reportagem completa antes do não acontecido poder ter acontecido. Confuso? Tavez não, basta ler aqui.