Finlândia – um perigoso reaccionário no Parlamento

Se isto for um verdadeiro finlandês, a Finlândia perdeu o interesse todo.

Acordem: o memorando e as autarquias

3.43. Reorganizar a administração do governo local. Existem actualmente cerca de 308 municípios e 4.259 freguesias. Em julho de 2012, o governo vai desenvolver um plano de consolidação para reorganizar e reduzir significativamente o número de tais entidades. O Governo vai implementar esse plano com base em acordo com o pessoal da CE e do FMI. Estas mudanças, que entrarão em vigor no início do próximo ciclo eleitoral local, vão melhorar o serviço, aumentar a eficiência e reduzir custos. Memorando da Troika

Não diria que temos freguesias e concelhos a mais ou a menos: afirmo que o nosso mapa administrativo é do séc. XIX, nada tem que ver com a realidade geográfica actual, e ainda por cima foi desenhado em grande parte às ordens da engenharia eleitoral da época.

Assim de repente e onde vivo, em Coimbra, várias freguesias não têm pés nem cabeça, deviam ser agrupadas, e uma ou outra por sua vez divididas.

Também a correr, no Baixo-Mondego, os concelhos de Soure e Montemor-o-Velho têm fronteiras completamente absurdas, fazendo com que ao caminhar pela margem esquerda saltitemos de um para o outro, sem que tal faça o mínimo sentido.

Estaria então de acordo com esta parte do acordo. E estou, desde que a reorganização administrativa seja feita com consulta às populações, incluindo referendos, única forma de se contornarem bairrismos exacerbados, motivo principal porque nenhum governo teve testículos para se meter nisto.

Agora a minha bola de cristal assegura-me que nada será feito, ou melhor, decorativamente se-lo-á onde encontrarem autarcas sem capacidade negocial. A prova é esta:

O presidente do governo regional disse hoje não ver “razão para reduzir os municípios e freguesias da Madeira”. Ao recusar a medida integrada no acordo com a troika, Alberto João Jardim advertiu que a divisão administrativa “é uma competência da assembleia legislativa regional”. Público

Estamos conversados.

Finalmente, uma linha de discurso no PSD

PPC veio com a linha de discurso ou nós ou eles. Na verdade, ele disse ou eles ou nós mas isto é apenas um detalhe. Por uma vez se vê uma argumentação que possa ser desenvolvida para pôr a descoberto os anos de governação que nos levaram à bancarrota. Sim, porque é disso que se trata neste empréstimo de 78 mil milhões de euros. 7800 euros a cada um de nós, seja bebé, seja moribundo. E atendendo a que apenas pagam impostos cerca de 3.5 milhões de portugueses isto dá hmmm é só fazer as contas.

O português segundo Cavaco: a descoberta da pólvora

 

É preciso tratar de forma diferente aqueles que têm um rendimento diferente e uma situação familiar diferente

Se não fizermos alguma coisa é porque não fizemos nada e se fizermos duas, teremos feito mais do que uma. Ora, para que a economia recupere, o ideal é que não estagne, e o desemprego diminuirá se houver mais gente a arranjar emprego. Na minha opinião, as consequências decorrerão das causas e o silêncio só se alcança com a total ausência de ruído. Para além disso, é importante verificar que o posterior vem depois do anterior, do mesmo modo que só se deve gastar, no máximo, o que se ganha, embora, para poupar, seja importante não gastar tudo, pois só assim restará alguma coisa. Julgo, ainda, que o papel do Presidente da República deve estar de acordo com as funções que desempenha e que a escolha da discrição está de acordo com a ausência da exuberância.

No que se refere à troika, a verdade é que só chegou após ter vindo e só poderá partir porque chegou. A crise, por sua vez, é um momento de reflexão. Se não houvesse crise, também podíamos aproveitar para reflectir. A propósito de crise, é preciso perceber bem que um empréstimo obriga a um pagamento.

  [Read more…]

Estação da Senhora da Hora

Um comboio ascendente, proveniente de Porto Trindade e com destino a Guimarães-Fafe ou Póvoa de Varzim, parte da estação da Senhora da Hora. A fotografia será de 1977/78, anos da entrada ao serviço destas automoras duplas de via métrica fabricadas pela Alsthom; o edifício de passageiros ainda existe, preservado, ao lado do qual passam agora as composições do Metro do Porto. Algumas destas automotoras são agora úteis às populações de vários países africanos e da Argentina.

Genial: What The Fins Need To Know About Portugal

Canção pós-eleitoral de 5 de Junho de 2011 (hipótese)

Tive uma semana difícil. Do tempo preenchido com compromissos profissionais, sobrou muito pouco. Agora, findas as jornadas, tive a oportunidade de ler meia dúzia de notícias. Mas uma, esta, causou-me especial surpresa, ao revelar sondagens que atribuem a probabilidade de empate técnico entre PS e PSD – na sondagem da Universidade Católica, os socialistas superam com 36% os 34% do PSD.

Sondagens são sondagens. Valem o que valem, argumentam os políticos. No entanto, parece-me efectivamente possível que na noite eleitoral, conhecidos os resultados, haja alguém que não tenha ficado prevenido com o aviso: “Eu falei que isso ia dar merda”.

(“Isso” é, entre o mais, colocar Eduardo Catroga a comunicar desastradamente; ou impercetivelmente, como definiu Alberto João Jardim).

Um brasileiro diria: “Não diga que eu não falei”. Eu, português, afirmo: “Não diga que eu não avisei”. A finalidade da mensagem é igual. Tome-a a sério quem quiser.

Tradução do memorando do acordo com a troika FMI-BCE-CE concluída

Os nossos aventadores Helder Guerreiro,  Jorge Fliscorno e mais alguns meteram as mãos na massa, e fizeram o que a comunicação social não fez: traduzir para português as 34 páginas do memorando do acordo com a troika FMI-BCE-CE.

Concorde-se ou não com o acordo é um documento fundamental e que provavelmente vai reger a nossa vida nos próximos anos. Temos todos direito a lê-lo, e não apenas aos resumos que jornalistas e políticos vão fazendo. Como muitos comentaram foi um verdadeiro serviço público prestado por estes nossos colegas, a quem presto homenagem, em meu nome e no dos restantes aventadores. E uma vergonha para a comunicação social, que não se deu a esse trabalho, que poderia e deveria ter sido feito por profissionais.

Não é uma obra acabada: alguns leitores chamaram a atenção para pequenos erros, naturais num trabalho feito voluntariamente por amadores, mas para já está concluída. Agradecemos, em particular ao Pedro Braz Teixeira que tem feito alguma revisão do texto, e solicitamos que na respectiva caixa de comentários nos indiquem qualquer falha que encontrem. Aguardaremos por essas críticas, passando depois à edição do texto em ficheiros para download. Trabalho partilhado e em rede, pois claro, como se faz no séc. XXI.

Mais uma vez, obrigado.

Confirma-se que sem imposição da troika, a irracionalidade prevalece

O ministro da Presidência Silva Pereira, assegurou hoje que o acordo para a ajuda a Portugal não vai travar o contrato já assinado do troço Poceirão/Caia da Linha Lisboa/Madrid. (i)

poceirão

Para que vai servir esse pedaço de caminho de ferro entre a fronteira e o Poceirão?

Marcha Global pela Marijuana

Nada como uma crise para fazer as grandes reformas. A guerra da droga, sobretudo no campo de batalha marijuana, é das mais velhas e estúpidas guerras que os humanos travam.

E se estamos em tempo de crise económica vejam a poupança que se pode fazer nos custos da  repressão dos traficantes se acabarmos  com os traficantes. E o que se pode ganhar em impostos, a juntar aos do álcool e tabaco.

E já agora, descubra como a canabis foi proibida:

A marcha, é este sábado, em várias cidades portuguesas, em centenas pelo mundo fora.

Acordo ortográfico – a opinião de Mia Couto

Muito interessante a entrevista de Mia Couto ao i. Destaco, aqui, a resposta a uma pergunta sobre o acordo ortográfico:

Não sou um militante contra o acordo. Não me reconheci em algumas da razões que foram invocadas para chegar a este acordo, como por exemplo que este acordo facilitaria um melhor entendimento entre a língua. Sempre li livros do Brasil e com o maior prazer, pelo facto de eles terem uma grafia ligeiramente diferente. Os meus livros e os de Saramago são publicados com a grafia original e nunca ninguém se queixou. Acho inclusivamente que há uma diferença na grafia que só traz valor. Mas não faço guerra ao acordo. As nossas guerras são outras, é perceber porque é que nós, países de língua portuguesa como Portugal ou Moçambique, estamos tão distantes do Brasil, porque é que o Brasil está tão distante de nós. Por que razão é que um filme português no Brasil tem de ser legendado. Porque é que quando eu chego ao Brasil e digo que sou de Moçambique, ninguém sabe onde é ou o que é Moçambique.

[Read more…]

Estação da Trofa

Estação da Trofa, entre os ano 60 e 70; à esquerda, um comboio da via métrica Porto Trindade-Fafe; à direita, um comboio ascendente da Linha do Minho. A fábrica têxtil ao fundo encontra-se encerrada há vários anos.

Carta de amor a Dublin


Sabes bem como eu amo Dublin. Não é uma cidade de monumentos. Não é uma cidade linda. Mas é uma cidade fremente de vida. De noite. De paixão.
Em Dublin, amor, fomos felizes e havemos de voltar a ser. Em Dublin, fomos tudo aquilo que tínhamos sonhado. Desde que estivessem cheias as canecas de «Guiness» e de «whiskey in the jar». No mais antigo pub de Dublin, o Brazan Head (1198), lembras-te?, erguemos todos os copos em honra da Molly Malone. Estava na hora de preparar os corpos para a noite do Temple Bar.
E enquanto lemos um livro do Oscar Wilde ou do James Joyce, saboreámos o «Fish & Chips» do Leo Burdock num dos baquinhos do jardim da Christ Church. Lembras-te das paredes? Edith Piaf. Bruce Springsteen. BB King. Tom Cruise. Todos levaram de lá um guardanapo de papel e, se calhar, também se foram sentar no mesmo sítio.
Vamos deixar as compras de lado. As compras naquelas lojas caríssimas que já conheceram melhores dias. Eu sei que é Natal, mas temos tempo para os presentes.
Vamos para o Temple Bar. Ó vamos. Ó vamos. É dali que somos. Daqueles pubs que são exactamente iguais aos que vimos nos filmes. Está a tocar o Patsy Watchorn. O Davy Spillane – lembras-te do Davy Spillane a tocar na Ribeira em 1990?, foi aí que estivemos juntos pela primeira vez. [Read more…]

Adeus Dublin, Olá Europa

Adeus Dublin, diz o Benfica, olá Europa, diz o Braga.

O Benfica, cansado e passivo, não foi nunca superior ao Braga e o resultado acaba por ser justo. O Braga, organizado e destemido, demonstrou atitude, paciência e maturidade para  se  mostrar à europa sem complexos de novato.

O jogo foi limpo, sem as picardias que envolvem os jogos com adversários de outro tipo, os jogadores não se armaram nem em wrestlers boçais, nem em bailarinas caprichosas, pese a lentidão dos benfiquistas.

Na final torço pelo Braga.

PS: No final do jogo, uns energúmenos que se dizem do meu clube, empenharam-se em tentar destruir um dos estádios mais bonitos da europa. Há pessoas -de todas as claques- que têm mesmo de ser proibidas de assistir a jogos de futebol.

A editora Publicações Europa-América bateu no fundo

É com extremo pesar que escrevo estas palavras. Mas alguém tem que fazer algo! Pela memória de Francisco Lyon de Castro, faço-o eu. Para os mais leigos, ele foi o fundador da maior editora portuguesa do seu tempo. Para aqueles que não saibam, a editora era a menina dos olhos de Francisco Lyon de Castro. Tudo fez para divulgar a cultura. Quem de vós não se lembra, principalmente os mais vividos como eu, de ter um livro da Europa-América? E que deleite! Esse momento decorreu no tempo em que ele se preocupava. Foi até à sua morte. Foi um vínculo marcante para a cultura portuguesa.

Foi, já há algum tempo que deixou de o ser. Já há algum tempo que é só marca de “deixar andar”. Sem revisão, sem cuidado! E como se não bastasse, preços inaceitáveis! Perdoem-me as exclamações mas é para demonstrar as emoções que fluem em mim. Os editores sabem muito bem que assim o é, e os leitores dos livros da Europa-América também o sabem. Sem revisão e caros… perdoem-me o vernáculo, mas “venha o Diabo e escolha”. [Read more…]

I See Dead People


Ricardo, desculpa lá o plágio

Zezé Camarinha destronado: Teixeira dos Santos é o garanhão

 Teixeira dos Santos: “Tenho a sensação de dever cumprido”

 A secção algarvia do Aventar já soube que Zezé Camarinha, o antigo macho lusitano, vive dias de grande tristeza: “Ê consegui comer munta estrangêra, mas o marafade do Têxêra dos Santos conseguiu fornicar um país intêre sem sair de Lisboa! Ele é que é o maior!” Entretanto, o ex-ministro das Finanças, como se pode ler no Público, deu uma explicação para o facto, usando uma linguagem digna dos melhores manuais de sexo: “Procurei sempre avançar com soluções que me parecessem adequadas.”

De que falamos quando falamos na escola pública pronta para ser privatizada

Disto:

Perante a possibilidade de uma adesão elevada à paralisação do pessoal não docente, serão os docentes a abrir os portões das escolas e a acompanhar os alunos até às salas de aulas, contou à TSF o presidente da ANDE.

«O nosso plano B passa pela possibilidade de os professores terem a chave da escola e, no dia especifico das provas de aferição, eles próprios assumirem a responsabilidade de abrir a escola, acompanhar os alunos das provas da aferição» e ainda levá-los a casa, disse Manuel Pereira. TSF

e disto:

Outro dos problemas que o sindicato espera superar até amanhã é, segundo a sindicalista, a tentativa de “coacção por parte dos conselhos executivos” das escolas. Público

Dar aos bancos é emprestar e adeus

Os bancos portugueses estão a liderar as maiores subidas no PSI 20, no dia em que foi conhecido que 12 mil milhões de euros do pacote acordado entre o Governo e a ‘troika’ serão destinados ao setor bancário. Visão

Imagem

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, defendeu que o acordo entre o Governo e a ‘troika’ é um “final feliz”, realçando que “é muito melhor do que o PEC IV por ser mais completo, podendo ajudar ao crescimento” da economia. I

E para quem precisar de um desenho, uma leitura recomendada.

3 décadas, 3 x bancarrota, 3 x FMI

Além do rasgar de toda a mentirosa  propaganda impingida ao longo de tantos anos – duas gerações de incompetência do PS, PSD e CDS, PC e BE à parte, porque ensimesmam-se num regime de Apatheid – e já conhecido o pretenso “acordo” que nos espera e que há muito tempo o país espera, apenas há para recordar, a impiedosa resposta de um dos três Regentes, quando questionado acerca da “necessária” assinatura do Presidente da República, lapidarmente respondeu:

 – “Temos o acordo e o compromisso das principais forças políticas partidárias”.

 Ficou assim bem visível a inutilidade do regime imposto em 1910.

Os juros com o acordo da troika

juros com o acordo da troika

Por teimar em não pedir ajuda externa, Sócrates andou a enterrar-nos durante toda a legislatura. Muito obrigado.

Via Facebook:

FONTE

Conferência de imprensa da troika

A Troika falou genericamente nas medidas a aplicar a Portugal e que podem ser consultadas aqui no Aventar num belíssimo serviço público levado a cabo por alguns dos nossos colegas.

Quanto à fase de perguntas e respostas, retive uma pergunta e uma não resposta:

     Pergunta: Com que impressão ficaram dos políticos portugueses?

     Resposta (que é uma não resposta): Sobre isso falamos mais tarde.

E retive ainda uma pergunta e uma quase resposta:

     Pergunta: O que acham do TGV em Portugal?

     Quase resposta: Se olharmos para o problema (português supõe-se) nós somos muito cépticos em relação às PPP. *

*Transcrição não literal

A doença

a doença

Há quem pense que estar doente é o sal da vida: não é preciso trabalhar, por baixa não prolongada, as entradas salariais não diminuem, as queixas de não se estar bem elevam a piedade dos outros, até ao dia em que, por ser prolongada, a piedade acaba dando lugar ao cansaço e é-se enterrado em vida. Fica-se só e sem albergue, sem pessoa que acuda, separado dos outros porque a perturbação mental ou corporal, não lhes é agradável, apesar de se querer ter amigos que acompanhem e aprendam a andar a passo lento, esse que a doença permite. A vida segue o seu curso, as pessoas passeiam e fica-se em casa à espera, à espera da mão que nos resgate da solidão das solidões: de se ser um ser à parte e ser uma perturbação para os outros. [Read more…]

Coisas que me fascinam: short-selling

Observe-se que ao vender uma obrigação em short-selling, o investidor só terá lucros se houver um haircut (redução do valor pago na data de maturidade da obrigação) ou uma operação equivalente. Por exemplo, considere-se uma obrigação em que o Estado se compromete a pagar 100 euros. Se um investidor vender uma tal obrigação a 90 euros no mercado secundário e se o Estado decidir pagar apenas 60 euros, o investidor vai lucrar 30 euros (pois pode comprar a 60 o que vendeu a 90). Em contraste, se o Estado pagar a totalidade dos 100 euros, ele irá ser obrigado a assumir um prejuízo de 10 euros. Assim, os que vendem agora Obrigações do Tesouro e acções de bancos portugueses esperam comprar estes títulos muito mais baratos após uma reestruturação da dívida. E, quem sabe, alguns deles até podem ter um ganho adicional, caso tenham comprado protecção contra o incumprimento soberano: os célebres “Credit Default Swaps”.

Luís Daniel Abreu, Público 4/5/11

Cada um apresenta a múmia que mais lhe convém


«Agora diz lá boa noite aos senhores»

Fosse outro o presidente dos EUA…

Uma operação militar dos EUA, comandada directamente a partir da Casa Branca, sob ordens directas do presidente Barack Obama, logrou capturar e abater o hediondo terrorista Osama Bin Laden. Acontece que o inimigo público nº 1, o homem mais procurado planeta, terá sido abatido apesar de desarmado, segundo admite a própria Casa Branca, porque teria oferecido resistência. Assim a modos, “expliquem-me como se eu fosse muito burro”, como conseguiria alguém desarmado, resistir a uma ordem de detenção por militares de forças especiais? Será que Bin Laden era, e nós desconhecemos, um mestre de Kung-fu?

Fosse ainda George W. Bush presidente dos EUA, e teríamos nesta altura uma histeria na esquerda europeia, que se tem mostrado subserviente e acéfala desde que a Casa Branca mudou de inquilino.  [Read more…]

Tá tudo parvo no PSD?

Se o tal de acordo com o FMI & Cia é o PEC IV, como asseguram Sócrates e assessores, expliquem-me muito bem explicadinho porque não anda o PSD aos pulos a gabar-se de ter votado contra?

É que se o castigo é o mesmo, os juros do FMI são mais baixos do que os “mercados” andavam a exigir. Ou seja: pagam os mesmos, os bancos em particular o BES sacam o mesmo, mas fica um bocadito mais barato.

Isto digo eu, que não percebo nada de finanças nem tenho nada a ver com os galhardetes entre partidos que vão a jogo com o mesmo programa. Mas tanta incompetência, mesmo nos meus adversários políticos, já irrita.

recordam-se?

Como escrever em bom português

Algumas pessoas andam preocupadas e confusas com o Acordo Ortográfico e com o futuro da língua portuguesa, não sabem que consoantes emudecer e deixar cair, se devem usar ou prescindir do hífen, acham complexo  o uso do acento circunflexo, circunspetam-se em função de algum acento grave ou sílaba tónica sem saber se ou o que assinalar, há quem se sinta esdrúxulo perante a utilização do K ou do W, para não referir o Y, etc, etc.

Ninharias, coisas próprias de quem não tem nada importante com que se preocupar, dirá um certo leitor meu, que achou por bem comentar livremente um texto que aqui escrevi. A minha pátria, poderia ter dito o reputado comentador, são as letras que a cada momento me apetecer utilizar (ou será apetesser otelisar?) da forma que entender.

Eis o comentário na íntegra, tal e qual recebi:

derrepente,um atentado;11 de setembro.logo apos,um video (foi eu q fiz isso) na minha engenuidade eu penso;que LOUCO teria coragem de assumir uma desgrassa dessa? teria uma facsão arquitetado minunciosamente um atentado sem saber oque viria depois? quem daria a cara pra bater? pra mim,criarão um Bin Laden. os EUA precisão dar uma resposta. depois de tanto procurar,descobrem q correrão atras de um fantasma. OQUE RESTA? 2 derrotas ou um empate? assumir o fantasma criado pelos astutos inimigos,ou (matalo) e sair como eroi? a TV cria clones atraves de maquiagem a alcaida ñ poderia fazer o mesmo? eles podem ser loucos mas,descordo q sejão burrus! 10 ANOS é muito tempo pra encontrar,ou ñ alguem

Isto, praticado sobre a língua portuguesa, com Bin Laden à mistura, parece puro terrorismo.