O PEC 4 e os 80 mil milhões de euros a ele associados

O jornal i sumariza em 15 etapas o caminho que, de 11 de Março até à passada quarta-feira, nos levou ao FMI. Constata-se como a estratégia partidária esteve sempre à frente de tudo o resto. Sempre.

Queria indignar-me mas faltam-me as palavras. Resta-me a reconfirmada desilusão das jogadas para manter o poder.

Entretanto, desde ontem à noite, é conhecida a capa do SOL com um assunto bombástico:

Quando José Sócrates assinou em Bruxelas, no passado dia 11 de Março, o acordo com as medidas do PEC 4 ficou também estabelecido que a esse acordo se seguiria um pedido de ajuda externa a Portugal no valor de 80 mil milhões de euros, apurou o SOL junto de elementos da Comissão Europeia (CE) envolvidos nas negociações.

São 14 horas e não encontrei até ao momento uma única referência ao assunto em outro órgão de comunicação social. Nem a desmentir, nem a questionar, nem a confirmar. Não devo ter, certamente, procurado bem. Só pode.

 

Adenda [15h00]

Reacções:

A frase que Sócrates não disse ao anunciar a vinda do FMI

Este é um momento histórico.

 

Contrariamente à inauguração de 11 Km de autoestrada, este sim, e pelas piores razões, é um momento histórico.

A caminho de Budapeste

-O pedido de auxílio do governo português aos parceiros comunitários, tem aspectos positivos, apesar das duras contrapartidas. Começando pela descida na taxa de juro, e sabendo à partida que os governantes, actuais e próximos, não irão utilizar o dinheiro na modernização do parque automóvel do Estado ou empresas públicas, nem obras faraónicas absolutamente desnecessárias. Era tempo de arrumar a casa, quem ganha 1000, não pode sistematicamente gastar 1500, como vinha acontecendo. Irá doer? Certamente que sim, mas não existia alternativa a arrumar as contas, diminuindo o Estado. Temo apenas que os funcionários públicos, os menos culpados da situação, paguem a maior parte da factura, ao invés de serem privatizadas algumas empresas deficitárias, sem razão para existir, extintos ou fundidos alguns institutos públicos ou Direcções-gerais, que albergam grande parte dos boys and girls, titulares de cartões partidários, responsáveis pelo calamitoso estado a que chegámos…

 

Era porreiro, pá

A malta também tem direito a tratados. De esquerda.

a descontinuidade entre a oralidade e a escrita na aprendizagem

CPE Bach. Cello Concerto

A DESCONTINUIDADE ENTRE A ESCRITA E A ORALIDADE NA APRENDIZAGEM *

Raúl Iturra

1. O OBJECTO DO PROCESSO EDUCATIVO

a) O Problema

Dizia já Durkheim (1922) que educar envolvia uma geração de adultos que sabe, outra de jovens que aprende e um processo entre eles. É este processo que é problemático: os conteúdos e as formas em que acontece definem-se conforme conjunturas que dão os limites do que se ensina e como se ensina. As variadas formas de ensinar que acontecem de cultura para cultura., bem corno dentro de uma sociedade em épocas históricas diferentes, são urna prova da proposta anterior. Mas, talvez, o que é variável no processo educativo é o seu próprio objecto e o entendimento dele por parte de geração de adultos e da geração de jovens. Uma sociedade jamais é homogénea, embora o processo educativo tenha por objectivo homogeneizar em algumas delas; as sociedades, pode talvez dizer-se, pensam que numa altura da vida dos seus jovens podem pô-los todos no mesmo nível do saber, enquanto noutras especializam-nos segundo as funções que definem o sistema classificatório das pessoas. [Read more…]

Manuela dá o nega ao desafinado Pedro

Pedro Passos Coelho convidou Manuela Ferreira Leite a encabeçar – adoro o termo encabeçar desde os tempos de, em miúdo, ouvir as reportagens da Volta a Portugal em bicicleta –; mas, dizia eu, convidou MFL a encabeçar a lista de deputados do PSD por Lisboa, às próximas eleições. Manuela, em vez de acenar o sim com a cabeça, deu-lhe com os delicados pés.

Pesaroso, Pedro afirmou: “Seria uma forma politicamente de mostrar” que a realidade tende a dar razão a “muito daquilo que foi o seu discurso político”  e, no final, arrematou: “respeito inteiramente a decisão da senhora doutora Manuela Ferreira Leite e não farei nenhuma observação sobre isso” (as frases em itálico foram extraídas tal qual do jornal “i”).

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Avaliação dos professores vai para o Tribunal Constitucional: uma coligação negativa contra a Educação

Cavaco Silva remete suspensão da avaliação dos professores para o TC

Os inimigos da Educação detêm, há vários anos, o poder de decidir sobre a Educação. Com o Cavaco primeiro-ministro começou o descalabro da obsessão com o sucesso estatístico. O mesmo Cavaco, agora presidente, continua a pôr-se ao lado de uma política contra a Educação, porque, como demonstra aqui o Paulo Guinote, o pedido de verificação de constitucionalidade constitui uma machadada na primeira possibilidade de dar às escolar um primeiro momento de tranquilidade ao fim de seis anos, de conceder aos professores tempo para se preocuparem com o essencial, em vez de continuarem a andar preocupados com um modelo que pode ser de muita coisa, mas não é de avaliação, ao contrário do que afirmam todos os ignorantes atrevidos que insistem em escrever e em falar sobre o que não sabem.

As reacções de CDS e PSD são frouxas, o que não é de admirar, vindo de partidos que votaram a revogação por meros motivos eleitoralistas. A Isabel Alçada, essa insignificância, vê nisto uma boa notícia, mas outra coisa não seria de esperar de quem vê boas notícias em tudo o que seja nocivo para a Educação.

Portugal, no âmbito da Educação, vive em crise há dezenas de anos. Quando se esperaria que a Democracia viesse resolver esse problema, uma coligação negativa tem torpedeado aquilo que devia ser o fundamento de um país. Políticos incompetentes e desavergonhados, produtores de teorias educativas deslumbrados com a sua própria vacuidade vaidosa, comentadores ignorantes e sindicatos distraídos ou colaborantes fazem parte dessa coligação, mas o pior é que a Educação não é uma prioridade cívica de cidadãos que preferem indignar-se com os erros dos árbitros no futebol.

Crise no churrasco

Cena 1. Quatro conhecidos passeim-se à beira Tejo, gozando os raios de um Sol que há muito tardava. Um deles generosamente convida os demais para uma patuscada num rodízio, mas  um dos sortudos (1) declara ter imperiosamente de ir a casa antes do jantar.

Cena 2. Enquanto os outros esperavam no carro, o tal foi a casa e uns dois ou três minutos depois, regressou com uma mochila. Ninguém percebeu o porquê do saco, mas não se colocou qualquer questão. [Read more…]

neoliberalismo e materialismo histórico

Vivaldi: il cimento dell’armonia e dell’inventione

Escrevi ontem um texto comparando o que não tem comparação. Intitulei As minhas memórias e a Segunda morte de Allende, com exemplos de pessoas que não têm comparação. Vamos deixar em paz, por ter tratado mal a quem não devia. Quem leia o texto, saberá. Comparar o neoliberalismo com o materialismo histórico, é como tentar misturar água com azeite.

Bem sabemos, porque já o tenho referido en outros ensaios para este blogue, que o liberalismo é a teoria económica organizada por Adam Smith: essa proclividade, que ele denomina, do homem a trabalhar. Bem como apresenta, ao longo de mais de  a do trabalho nasce os lucros que enriquecem às nações. É natural que um autor de 1776, elabore esse tipo de teoria: era escocês, porém britânico, tutor do filho do Duque de Buccleuch com quem percorreram todo o mundo, conheceram terras, formas de trabalho e estudaram com François Quernay, referido por mim como o fundador da teoria da fisiocracia: a indústria não é um bom investimento, alimentasse com dinheiro, enquanto as plantas, os animais, os cereais, são o fruto da terra que, com trabalho cuidado, como descreveu nos seus textos para a Enciclopédia de D’Alembert e Diderot: Rendeiros (1756) e Cereais (1757). [Read more…]

Um país a afundar

Um barco que há muito começou a meter água, a afundar, encalhado, em agonia. Assim é, assim está Portugal! Como a maioria dos portugueses, senão todos, sinto que caminhamos para o abismo.

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Os políticos não se entendem, criticam, acusam, e nada fazem para tirar o país desta crise sem fim. A oposição conseguiu finalmente o que queria: derrubar o Governo e obrigar o país a recorrer à ajuda externa, sem pensar nas consequências que isso trará para o país, para os portugueses.

Sinto que, para os políticos de hoje, o que interessa é chegar ao poder, custe o que custar. Nem que isso implique arrastar os portugueses para a miséria, onde muitos já se encontram. O PSD não apoiou o PEC IV, levando à demissão do Governo, o que a meu ver, veio agravar ainda mais a situação económica do país – as principais agências de notação financeira baixaram a classificação da dívida pública e dos bancos portugueses, que por sua vez, “fecharam a torneira” ao Estado, tornando insustentável a governação.

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Relectir sobre o país

Um minuto de silêncio para reflectir sobre o que correu mal…

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Já está? Ok, vamos lá fazer essa campanha e ganhar votos. Não se esqueçam de dizer que somos os maiores. Os erros, já sabem, são dos outros. Nós somos os bons.

A economia, parente pobre da “Ajuda Externa”

Ao querer centrar as culpas apenas em Sócrates – e ele é um dos máximos culpados, mas não o único – pratica-se um acto de branqueamento de outros altos responsáveis pela situação económica a que Portugal chegou. Em editorial de hoje, o ‘El País’ é certeiro na análise, quando diz:

A sociedade portuguesa enfrenta agora uma situação paradoxal. A ajuda financeira da UE não significa que os problemas económicos do país tenham terminado; apenas se evita uma situação pior para a insolvência do país, falhar pagamentos. Em troca do resgate europeu, a economia portuguesa terá de aplicar um programa drástico de ajustamento, similar ou mais duro do que o plano de Sócrates reprovado no Parlamento.

O epicentro do pedido de resgate foi o sistema financeiro, com particular protagonismo dos banqueiros; banqueiros estes que, com afiada ganância e em concertação com os grandes empreiteiros de obras públicas e sociedades advogados, inundaram o Estado de dívidas de PPP’s  e outras – o actual PR foi quem, como PM, inaugurou a moda em Portugal. Outros seguiram-no. Já aqui, em Janeiro passado, chamávamos a atenção para o facto de haver banqueiros interessados na entrada do FMI em Portugal.

A economia foi engolida pela onda de alienações a estrangeiros de unidades industriais e da destruição das produções agrícolas e pesqueiras. O turismo, o comércio dominado pelas grandes superfícies, mais as exportações da Auto-Europa, de uns vinhitos, de cortiça desvalorizada e ainda uns trocos formam parte substancial do nosso PIB .

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exame

Sócrates, nunca mais

A cena é exemplarmente elucidativa. Após a intervenção de Teixeira dos Santos na Assembleia da República aquando do debate do chamado PEC IV que ditaria a queda do governo, Sócrates abandona ostensivamente o hemiciclo sem ouvir o que a oposição, toda a oposição, tinha para lhe dizer. Foi o último acto parlamentar deste “tiranete da Beira”, deste vendedor de ilusões intrinsecamente mentiroso, que acrescentou agora a este “currículo”, mais uma faceta – a cobardia. Sócrates foi o primeiro “rato” a abandonar o barco, quando lhe competia ser o último. Definitivamente, Sócrates não presta. E recorrendo agora “a todos os truques para falsificar a sua responsabilidade”, este malabarista de feira foi “o homem errado no momento que podia ter sido certo”. Porque vaidoso, egocêntrico, arrogantemente convencido de um talento que, de facto, não possui, rodeou-se de apparatchiks e, “a partir de 2009, sentou no Conselho de Ministros, a mais completa colecção de jarrões de sala que alguma vez se viu em Portugal em volta de uma mesa”, conforme ironia feliz de Helena Matos. [Read more…]

A imagem final

Teixeira dos Santos visto pelo Le Monde

Sócrates e Teixeira dos Santos no El País.

Pelo menos, desta vez, a culpa não morreu solteira

Com ar grave mas azedo. Com um aspecto cansado mas sempre preocupado com a imagem. Sempre pronto para dizer que ‘todos’ os portugueses têm de compreender o pedido de ajuda financeira de Portugal. Que ‘todos’ temos de colaborar.

Já a culpa pelo estado lastimável do país, seja financeiro, económico e social, não morre solteira. Desta vez temos a quem apontar o dedo. A quem pedir responsabilidades. Quem? À oposição, claro. Sim, que os Governos de José Sócrates não têm culpa nenhuma, não são responsáveis. São uns pobres coitados que agora ficaram com o menino nas mãos.

Já nem é um caso de falta de vergonha ou aldrabice. É patológico.

o saber sexual das crianças. desejo-te, porque te amo

Bellini, Norma, Area Casta Diva, Maria Callas

Nota introdutória e intercalada: este texto forma parte de um livro publicado no ano 2000, Afrontamento, Porto, apresentado na Guarda por Daniel Sampaio. Intercalo estas palavras na minha multidão de blogues, para calar um pouco o debate político que até o dia de hoje, tenho endereçado aos leitores.

Estas crianças crescidas, são o resultado das estratégias reprodutivas dos seus ancestrais, como vamos ver no capítulo 3. O seu saber, é manipulado ao contrário do ensinado pelos pais, pelos parentes. O seu saber é levado pela conjuntura dos tempos e das reacções dos seus pares. Eu insisto de que as crianças estão feitas para fugirem deles, das formas mais complexas possíveis. (Iturra 1997 c). Em pequenos, da sua vista. Em adultos, da sua vigilância

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A Avenida do Centrão desemboca no FMI

Percorremos a longa ‘Avenida do Centrão’ desde 1985, com Cavaco, Guterres, Barroso e Sócrates – Santana praticamente não contou. Estafámos tudo o que houve para estafar. De bolsos vazios, andrajosos e descalços, desembocámos no abismo: FMI!.

Falar de abismo é exagero? Não, estou certo. Evitem-se comparações com o passado. O mundo hoje é muito mais complexo. Uns conselhos: leia-se o que escreveu aqui Joseph Stiglitz; tome-se em atenção o lucro do FMI gerado pelas ajudas à Grécia e Irlanda, segundo o blogue ‘Ironia d’Estado’; e ainda mais uma achega, olhe-se para a evolução dos juros de financiamentos a 10 anos aos Estados da Grécia e da Irlanda, após intervenção do FMI:

Grécia

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Irlanda

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Fonte: Bloomberg, aqui e aqui.

Depois das “ajudas” da UE e FMI – ambas em 2010, em Maio à Grécia e em Novembro à Irlanda – as taxas de juro da dívida pública de um e outro país registaram um movimento ascendente acentuado: ontem, 6 de Abril, a Grécia pagava 12,72%/ano e a Irlanda 9,37%/ano.  [Read more…]

Gracias (em homenagem aos que se seguem)

Sócrates AnjinhoO momento da encenação. Detalhe das preocupações de um homem prestes a dizer aos portugueses que vão de mal a pior. É de ver o vídeo do ensaio.

 

Estou Preocupado, Ando a Ficar com uns Tiques Esquisitos, Quase de Ditador!

ACABEMOS COM OS IDIOTAS DO NOSSO PAÍS.

 

Isto, para os meus lados, anda a ficar esquisito.
Nunca gostei muito de partilhar decisões, mas sempre partilhei o poder que tive. Em toda a minha vida deleguei poderes responsabilizando as pessoas pelas suas decisões. Sempre entendi que entre todos se pode chegar a decisões que sejam boas para toda a gente, e que não há nem pode haver os que ganham com a perda dos outros.
Vem isto a propósito das greves que têm grassado por todo o País, em especial as que, debaixo da capa da defesa intransigente dos seus (deles) direitos, para além de visarem o prejuízo das entidades patronais e do País, se reflectem com toda a força no vulgar cidadão, tanto no momento imediato como nos momentos futuros, que em nada deveria ser chamado à liça.
Não posso pôr em causa as razões que assistem aos trabalhadores da Carris, do Metro, da CP, dos STCP, da TAP e de outros, de lutarem pelos seus direitos, mesmo que, como é o caso, queiram ser mais e melhores que o resto da população, uma vez que, desta vez e nos casos dos dias de hoje, estarão em causa os vencimentos que o governo deste nosso País, mandou reduzir a todos os que são funcionários públicos. [Read more…]

Sem palavras

enrabados


Portugueses preparando-se para satisfazer as necessidades dos bancos nacionais.  Ao fundo o FEEF/FMI aproxima-se, ainda na fase de observação da capacidade intestinal das vítimas.

Até às eleições está garantido o uso de lubrificante, e em princípio de preservativo.  Continuem a votar PS/PSD, e podem ter a certeza absoluta que esses luxos acabam no dia seguinte.

Não é a democracia que leva o país a bancarrota

Sócrates disse que a crise actual se deve à queda do governo. Por acaso, ele próprio podia então ter evitado a crise, não se demitindo. Mas não é a democracia que leva o país à bancarrota. Já o mesmo não se pode dizer de quem nos governa há seis anos e que foi o grande impulsionador da dívida pública.

As minhas memórias e a segunda morte de Allende

Derradeiro discurso de Allende, Rádio Magalhães, as 14 horas, antes da sua morte

Bem sei que estamos no mês de Abril e que a primavera devia estar em pleno esplendor, com árvores carregados de frutos ou de promessas de deliciosas laranjas, amêndoas, maçãs e outras que nem me queria lembrar para não parar a escrita e ficar doente de tanta doçura. Promessas de frutos que podem ou não acabar em flor. Entre Chile e Portugal, as épocas estão cruzadas: estamos em Outono no Chile e em

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Daqui a pouco…

… em directo nas televisões, Sócrates vai anunciar o pedido oficial de ajuda do Estado português.

A única dúvida: será que além da oposição, dos mercados e do mundo em geral, irá também culpar o F.C. Porto? Sempre são 6 milhões que entraram em depressão…

Chegou o FMI: como o mundo mudou em 8 horas

Hoje de manhã, o governo jurava a pés juntos que não tinha pedido ajuda ao FMI. Oito horas depois, aí está. Convém observar o progressivo aumento das taxas de juro desde 2010 para se perceber que não é a democracia que leva o país à bancarrota.

 

juros da dívida pública em 2010 e 2011

 

O jornal i tem um alerta dizendo “Sócrates faz declaração às 20h em São Bento”. Aqui fica o sumário do discurso.

O PSD e o PSD e ainda o PSD, sendo que o PSD mais o PSD, sem esquecer a oposição. A oposição e a oposição e ainda a oposição, sendo que a oposição mais a oposição, sem esquecer o PSD. Foram irresponsáveis o PSD e a oposição, irresponsáveis, a oposição e o PSD e, sobretudo irresponsáveis, a oposição e o PSD irresponsáveis. Patrioticamente, sem o PSD, sem a oposição e sem o PSD e sobretudo sem o PSD e sem a oposição, salvar o país. Mas o PSD, irresponsável, a oposição, irresponsável.

3 homens e uma crise

Homenagem ao SL Benfica

O SL Benfica é o maior clube português. Para além de ser, embora com uma curta distância, aquele que detém mais títulos no futebol (entre os quais se incluem os 29 títulos de Campeão Nacional contra os 24 do FC do Porto – não 32 contra 25, como a imprensa gosta de dizer), é também o que tem mais adeptos espalhados por todo o país. Graças, sobretudo, aos espantosos anos dourados de Eusébio e Companhia durante os anos 60 e 70.
Desde miúdo, aprendi a ver no SL Benfica o rival maior do meu FC do Porto. O meu clube, quando comecei a gostar de futebol, tinha apenas 5 títulos de Campeão Nacional – o último tinha sido conquistado 11 anos antes de eu nascer.
A partir de finais dos anos 70, com Pedroto e Pinto da Costa ao leme, tudo mudou. O FC do Porto começou a ganhar títulos e a rivalizar com o SL Benfica. A chegada à Final da Taça das Taças em 1984 e a vitória na Final da Taça dos Campeões Europeus em 1987, no Prater, foi o culminar desse processo e, no fundo, significou a passagem de testemunho em termos de hegemonia do futebol português.
Habituei-me a ver no Benfica um adversário digno e merecedor do maior respeito. Desejando que perdesse sempre nas provas nacionais, claro, mas nunca deixando de reconhecer o seu valor. Com Luis Filipe Vieira, numa linha que já vem desde Vale e Azevedo, percebi que, afinal, há um benfiquinha capaz de imitar o pior de um portinho que, infelzimente, também existe. Percebi que uma certa gente do Benfica entende desde há algum tempo que a melhor forma de combater o FC do Porto é imitar os discursos, as atitudes e os métodos de Pinto da Costa. [Read more…]

FMI a caminho

Alerta no ionline: Portugal já estará a negociar com Bruxelas a ajuda externa, avança o “Financial Times”

De qualquer das formas, os socialistas já entraram em modo volte-face e já começaram a admitir a necessidade de pedir ajuda, um mês depois de termos um superávit nas contas…

Estes dados merecem destaque

De acordo com o Público, citando dados do Ministério das Finanças, as revisões exigidas pelo Eurostat (que já vêm de 2007…) para o cálculo do défice de 2010 aumentaram o peso da dívida pública no PIB de 83,1 para 92,4 por cento.

  Impacto no défice Impacto na dívida externa em percentagem do PIB
Refer, Metro de Lisboa e o Metro do Porto:
793 milhões de euros
somaram 0,5 pontos percentuais  ao défice acréscimo de 6,9 pontos percentuais
BPN: 1.800 milhões de euros acrescentou 1 ponto percentual ao défice acréscimo de 2,2 pontos percentuais
Execução de garantias dadas pelo Estado ao BPP: 450 milhões de euros somaram mais 0,3 pontos percentuais ao défice acréscimo de 0,3 pontos percentuais
TOTAIS +1,8 pontos percentuais +9,4 pontos percentuais

 

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