Correu bem

 

“A remoção do tumor correu bem. Vivam os outros, que nos salvam de nós próprios”, escreveu Miguel Esteves Cardoso, hoje no Público, a propósito da onda de solidariedade que se criou à volta de Maria João. Uns rezaram, outros escreveram-lhe mensagens bonitas (também uma forma de orar!). Fomos muitos. Estivemos com eles e valeu a pena! [Read more…]

Afonso: vamos conseguir!

O Afonso é um menino do Aventar, acho que posso escrever isso, não posso camaradas aventadores?

O movimento em torno do Afonso continua a crescer de forma fantástica e gotinha a gotinha o nosso beija-flor vai conseguindo.

Nos últimos dias tivemos algumas informações que são úteis para mostrar a todos a seriedade que toda a gente coloca nesta campanha. São informações que nos chegaram directamente da família: [Read more…]

Gotinha a gotinha, a ajuda ao Afonso continua a crescer

A mobilização em torno do Afonso tem sido fantástica. E gotinha a gotinha estamos a conseguir. Hoje (2ª feira, 26 de março de 2012) temos na conta do Afonso 6500 euros.

Como se pode ler no Perfil da Madrinha do Afonso:

“Tem sido fantástico. Vamos conseguir! Muito obrigada a todos!”

Ainda faltas tu? Um euro! Não pedimos mais! Um euro!

Gotinha a gotinha, vamos ajudar o Afonso

Há dias atrás, escrevemos no Aventar, a propósito da Primavera uma pequena fábula sobre um Beija – flor que, sozinho, tentava apagar um incêndio. Quando questionado, respondeu: “Estou a fazer a minha parte“.

Pois bem, este é o momento de fazeres a tua parte.

O Afonso é um menino de Rio Tinto conhecido dos autores do Aventar. É um caso real e cujo apoio é assumido pelo Aventar. É uma causa Aventar com a data de hoje (março de 2012).

O Afonso, de 4 anos, tem uma doença que não foi ainda identificada pelos médicos.Tem tratamentos diários muito dispendiosos e a família  está naturalmente a viver todo o processo com enorme sofrimento. O Afonso tem tido acesso ao que é necessário para os cuidados médicos.

Mas tem a sua mobilidade completamente limitada porque os Pais não conseguem comprar algum material, muito dispendioso para permitir ao Afonso “fugir” do caminho entre casa e o Hospital.

Queremos ajudar o Afonso a ter um bocadinho mais de qualidade de vida.

A família está a levar a cabo uma campanha a que o Aventar se quer associar. Um euro que seja. Vamos. Seja um beija-flor!

O NIB é 0033 0000 00098983748 05, do Millenium e em nome de Ana Isabel Carvalho Poínhas da Silva.

Nota: diariamente vamos colocar neste post o valor alcançado.

Nota 2: por questões que se prendem com o nosso dever de respeitar a privacidade da família não queremos partilhar mais informações. A foto do Afonso surge para que sintam ser uma campanha honesta e real em torno de um menino que precisa da nossa ajuda. Se quiserem alguma informação extra, por favor contactem-nos.

Ser Gente

adão cruz

Quando eu era criança, diziam-me os meus pais que eu tinha de fazer tudo para ser gente. Ser gente? Mas o que é ser gente? [Read more…]

O presente, essa grande mentira social. I – Reciprocidade

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4. Reciprocidade?

Apenas um esquema de iniciação. Porque sobre reciprocidade tenho escrito bastante, em vários textos publicados[1]. No entanto, o conceito deve ser esclarecido, para além da excelente tentativa de Alvin Gouldner[2]no seu texto clássico, citado neste livro e que tem orientado a minha análise. Mas, antes de entrar pelos comentários de Gouldner, é preciso lembrar outras distinções e definições, normalmente pouco referidas em textos. [Read more…]

Projecto Tsunami: ilustradores pelo Japão

Um grupo de artistas pediu a vários ilustradores que interpretassem os acontecimentos recentes no Japão. A ideia começou a espalhar-se através de redes sociais e ganhou a adesão de ilustradores de todo o mundo.

O objectivo é vender estes trabalhos e, através da organização Give2Asia, aplicar as receitas obtidas em projectos no Japão.

No site Tsunami-Imagens para o Japão podem ver-se trabalhos já enviados e as linhas mestras do projecto. Ilustradores que queiram participar podem saber aqui como fazê-lo.

Solidários? Siiim… mas poucochinho, por favor. Ok?


O Movimento Partido da Terra entregou ontem na Assembleia Municipal de Lisboa, uma interessante proposta, visando a entrega a uma instituição de solidariedade social do concelho, das senhas de presença dos deputados no areópago (cerca de 80€ por cabeça).

John Rosas, o deputado municipal do MPT, afirmou: “É com grande satisfação que, em nome do partido que represento nesta Assembleia Municipal, o Partido da Terra, venho submeter à consideração de V. Ex.ªs a aprovação de uma Moção na área da intervenção social.”

Esperava-se uma reacção de imediato apoio, talvez até com algum entusiasmo. No entanto, o resultado foi o seguinte: todos os partidos componentes da Assembleia Municipal de Lisboa (PS, PSD, CDS, PCP, BE, PEV e “independentes do PS”), votaram contra a proposta, chumbando a dita solidariedade, rotineiramente por todos eles apregoada como “grande princípio da república”. Apenas o MPT votou a favor.

É esta, a preclara moral da trombalazanagem que governa, põe e dispõe. Ficamos elucidados.

*Correcção: o CDS “absteve-se”.

marx, durkheim e a teoria da infância

As crianças no devem ser punidas, devem ser ensinadas

Para os meus discentes do Curso de Antropologia do ano académico 2001-2002, que me motivaram para a pesquisa destas ideias. Estou agradecido, mudaram os meus pensamentos…

Não é à infância de Marx e Durkheim que eu me refiro. Refiro-me ao que eles afirmaram sobre a infância: meu tema preferido.

Pouco se sabe do facto de Émile Durkheim ter usado, conjuntamente com a sua equipa, o método do materialismo histórico para a análise da vida social. E, no entanto, no seu livro escrito em 1888, publicado como obra póstuma em 1928, Le Socialisme, Durkheim, faz uma apreciação da obra de Marx, editada em Dezembro de 1897, na Revue Philosophique, sob o título Essais sur la conception materialiste de l’histoire.

Que Durkheim saiba de infância, é um dado adquirido. Que Durkheim se baseie na obra da Marx, é desconhecido.

No seu livro, também póstumo de 1925, L’Education Morale, Durkheim diz que o filho de um filólogo não herda um único vocábulo. O que a criança recebe dos seus pais, são faculdades muito gerais (…), há uma considerável distância entre as [Read more…]

Aventar solidário com Ricardo Gonçalves

para os amigos que se importam comigo

mãos amigas

..para a minha  Graça Pimentel, que tem tomado especial conta  de mim….

A lista de pessoas que denominamos amigos parece-me que deve ser muito curta. Se assim não for, ficamos desiludidos quando, nos dias de mais urgência por causa de doença ou de solidão emotiva, essas pessoas não se lembram de nós. Defini amigo pela negativa no meu ensaio de 28 de Setembro último. Até acabar na parte positiva, na frase em que digo: Os amigos são os que não nos conhecem e, no entanto se interessam por nós. Os que nos acompanham sem pedir nada em troca. Eis porque prefiro esta definição: esse que vem do latim, latim amicus: adj. s. m.

que ou quem sente amizade porque está ligado por uma afeição recíproca = companheiro ≠ inimigo. Que ou quem está em boas relações com outrem ≠ inimigo, que ou quem se interessa por algo ou é defensor de algo (ex.: amigo dos animais). Como os do Aventar, que sem nunca me terem visto nem em fotos, são capazes de enviar mensagens de ânimo para arrebitar-nos.

No entanto, podemos parecer injustos. Deve haver muitas pessoas que nos fazem bem e não o divulgam. Agem em silêncio a nosso favor, mas não divulgam o bem que nos fazem entre outras pessoas. Eu diria que agem em silêncio, apesar o nosso reclamar

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Pântano? Não, charco!

Um pântano é coisa demasiado grande e luxuosa para esta gentinha. Charco, chafurdem no charco, divirtam-se, libertem a vossa natureza mais íntima, mas párem lá de sujar tudo o que está à vossa volta.


A figura carismática

não é preciso perguntar por quem os sinos dobram, porque quando dobram, dobram por ti.

Para os meus discentes de Antropologia da Educação do ISCTE-IUL

Ernest Hemingway baseou o seu livro de 1940, Por quem os sinos dobram, numa ideia do seu amigo e companheiro de luta, John Dos Passos, que tinha escrito em 1930 a frase ninguém é uma ilha, todo o ser humano é um Continente, pelo que não é preciso perguntar por quem os sinos dobram, porque quando dobram, dobram por ti.

Somos seres sociais, não existimos sós, formamos parte de um lar, mais tarde reparamos na existência de outros parentes, para continuarmos pelos amigos com os amigos de rua, mais tarde os íntimos, até ficarmos com a pessoa mais perto da nossa afectividade e, na base da mesma, somos capazes de reproduzir. Parece ser que o destino do ser humano é não ser indivíduo: é ser um ser social. Já Daniel Defoe em 1719 tinha experimentado, com base na vida de Alexander Selkirk, o náufrago que viveu só e isolado numa ilha do Pacífico, criar a figura do indivíduo, capaz de ser autónomo e de se servir e sustentar a si próprio inserido na natureza. No entanto, a realidade foi mais forte e, após várias páginas de aventuras e descobertas heroicamente isoladas, Defoe teve que criar outro ser humano, Sexta-Feira, nativo da ilha sem o qual Robinson não subsistia. [Read more…]

Debate

Para Maria Lopes Abrantes, nascida ontem 

Dá a impressão de ficarmos sem parte do nosso corpo e das nossas ideias ao descrever a actividade que o verbo define. Estou certo, sim, que debate não é adjectivo nem substantivo. É uma actividade exercida por todas as pessoas que têm as suas ideias de procuram trazer para si, para as suas definições, o que outra pessoa anda a pensar, agir definir. Discussão em que os intervenientes procuram trazer os assistentes à sua opinião. Normalmente acaba em uma disputa ou contenda, entendendo por contenda a diferença de opiniões sobre um mesmo assunto, ou, se conjugamos o verbo, podemos referir esta simples frase: Discutir em debate.

Bem sabemos que o debate faz parte das nossas vidas por termos diferentes opiniões sobre o agir em inter-actuaração, de forma heterogéneas e diferenciada. [Read more…]

Solidariedade com os portugueses

Bandeira chilena, símbolo da solidariedade

Bruno y bandeira do Chile fazem parte de angariação de fundos

“Comencé a excavar por mis cosas, vi la bandera y la mostré sin intención”

Bruno Sandoval, artesano, sostiene una ajada bandera chilena en Pelluhue. Se transformó en un ícono del maremoto que afectó la zona centro-sur de Chile.
por Andrés López, Constitución – 04/03/2010 – 07:10

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solidariedade

Este conceito não foi criado por mim. Em 1883, Émile Durkheim definia a solidariedade como o apoio e coordenação de pessoas entre si. Nemhuma sociedade seria capaz de funcionar se não houver apoio mútuo. Bem sabia Durkheim que essa solidariedade era uma ilusão, como socialista que era. Ideologia Socialista Democrata aprendida das suas leituras da obra de Karl Marx e de trabalhar com outro socialista, bem mais avançado do que ele, Marcel Mauss. Durkheim apoiava a igualdade no seu texto acima citado e lutava pela abolição da propriedade privada, como refiro num livro escrito por mim em 2008: O Presente, essa grande mentira social. A mais-valia na reciprocidade, Afrontamento, Porto. Porque acabar com a propriedade privada? Porque dividia à sociedade em classes: os que tinham bens e os que nada tinham. Estes, trabalhavam para os primeiros por um salário que nem permitia alimentar a família.

O Grande Mestre lutou em favor dos que nada tinham e escreveu o livro de 1883, intitulado De la division du travail social. Étude sur lórganization des sociétés supérieures, editado por Félix Alcan, Paris. O que ele denomina sociedades superiores, refere a sua própria forma de organizar a sua vida na França, a sua Nação. Não é despreçar aos já conhecidos povos de uma outra forma de organizar a vida, denominados Nativos,povos que ele estudava e analisava, comparando as suas formas de vida como a dos franceses e outros povos europeus. A sua conclusão foi simples: havia dos tipos de solidariedade, a organizada pelo Direito, e a espontânea ou denominada por ele forma mecânica ou de apoio mutuo espontâneo. A dele, era solidariedade orgânica, por outras palavras, organizada pelo Direito e pela Economia. O seu texto é um debate com Adam Smith, como sabemos, sobre o seu livro de 1776: A riqueza das Nações. [Read more…]

Um texto meio ao calhas

(adão Cruz)

Caros amigos:

Há já largos dias que não tenho ligado puto ao Aventar. Não é que esteja zangado nem que me tenha esquecido dos amigos. O facto é que tenho estado de molho. E o molho, neste caso é à base de um estupor de uma tendinite na face interna da coxa direita, que me limita grandemente a minha actividade e me faz dizer umas asneiras daquelas que a gente diz quando está fodido e mal pago. Tenho-me valido dos anti-inflamatórios, que são tão bons a aliviar as dores como a dar cabo de um gajo. Ele são dores de cabeça, ele são tonturas, vertigens, náuseas, vómitos, azia e enfartamento pós-prandial, perda de apetite, eu sei lá! De tal modo que eu arrumei com eles, preferindo as dores aos efeitos secundários, já não falando nos efeitos nefastos que vocês desconhecem e ainda bem, muito mais silenciosos e subtis, que quando eclodem são do carago! [Read more…]

A Marta SOMOS nós!

A Marta… A Marta podes ser tu… Pode ser a sua filha. A Marta SOMOS Nós!

Marta

A Marta SOMOS NÓS!

É uma menina de Canelas, com 8 anos e que está a viver uma experiência muito complicada, mas está cheia de FORÇA e com MUITA CORAGEM!
Quando ouvimos estes pedidos ou quando ouvimos falar dos números das tragédias, quase sempre o significado é pouco mais que informativo – é o momento absurdo em que a desgraça noticiada é quase entretenimento.
Quando tudo se conjuga na primeira pessoa… Complica! E muito. Olhar para o lado e pensar – podia ser tu… Podes ser tu, pior – podem ser os teus!

A matemática, o Português, o Estudo do Meio agora interessam pouco para todos nós!
Ajudar é a Palavra, ser SOLIDÁRIO o objectivo!
O que vos pedimos é muito simples – inscrevam-se como dadores. Não custa nada e pode certamente salvar a vida de alguém! Pode salvar a Martinha!

Pode aparecer dia 2 de Fevereiro (Terça-feira de tarde), aqui em Canelas (GAIA) ou então ir a um dos centros de Histocompatibilidade que existem no país.
Para saber mais pode consultar o Blog que a Associação de Pais criou para ajudar a divulgar a necessidade da Marta! Vamos a isso!

Ser gente

(adão cruz)

Quando eu era criança, diziam-me os meus pais que eu tinha de fazer tudo para ser gente. Ser gente? Mas o que é ser gente?

Ao ver hoje o que se passa à nossa volta, ao ver a deterioração mental, a total ausência de escrúpulos, o desprezo da honra e da dignidade, a proliferação de criminosos, corruptos e vigaristas de toda a espécie, mais evidentes nos estratos superiores da sociedade e nos sectores da Administração e do empresariado, de onde deveria vir o exemplo e não o assalto miserável a quem trabalha, eu entendo o que os meus pais quereriam dizer, com o ser gente. Ser gente seria, porventura, ir mais além do que trabalhar com seriedade e honestidade. Ser gente pressuporia a construção de alguma coisa dentro de nós e fora de nós que assenta, a meu ver, em quatro pilares fundamentais: [Read more…]

O Discurso de Natal

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AINDA E SEMPRE O CALIMERO
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Não tenho tido vontade de escrever sobre política. A coisa é sempre a mesma e os nossos dirigentes todos a mesma trampa.
No entanto, pequei, e resolvi ouvir a mensagem de Natal do nosso maravilhoso líder, Sócrates II, O Dialogador.
As palavras estavam por lá, no discurso, mas a quererem dizer exactamente o oposto do que aprendemos na escola e no dicionário. Solidariedade e esperança, palavras sempre encontradas em qualquer discurso que se prese, em especial na época natalícia, pareceriam ao menos atento, palavras sérias e a mensagem de um Primeiro interessado e atento aos problemas do País. Mas não esqueçamos que estamos perante o mestre do disfarce, o perito do embuste, o cínico que pensa que é o maior, que é o mais inteligente e que é o detentor da verdade. O ar sofredor que adoptou, qual Calimero, e a face sem um sorriso para amenizar as palavras, ajudaram a criar um clima que lhe será cada vez mais adverso.
Já ninguém acredita que o investimento público possa trazer riqueza ao País, embora vá enriquecer alguns.
O discurso de ocasião, feita de promessas ocas, já não colhe, nem nos seus apoiantes. O seu partido anda perdido e sem saber já o que fazer com este personagem.
Um dia, Deus queira que muito próximo, para nosso bem, vai deixa-nos, e nessa altura poderá ser já tarde para uma recuperação, que outros encetaram já, enquanto nós nos continuamos a afundar.

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Para acabar de vez com o Natal

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Há uns anos atrás, Woody Allen escrevia um divertido “Para acabar de vez com a cultura” (tradução muito livre de “Getting Even”). Tivesse eu artes de escrita ao nível do cineasta, e idêntica capacidade cómica, e avançava já com um belo libelo: “Para acabar de vez com o Natal!”.

Há quem advogue que esta é mais linda, animada, ternurenta, espiritual e solidária época do ano, repleta de paz e amor. Por mim, sempre a considero a mais hipócrita, irresponsável, favorecedora do instinto consumista e stressante. São menos estas definições negativas do sentimento natalício que as positivas, é certo, mas são mais que suficientes para caracterizar uma época em que uma parte da população age de modo particularmente imbecil.

Por exemplo. A ideia de ajudar os mais pobres nesta temporada, ‘porque é Natal’, soa, em absoluto, ridícula. Os pobres e desfavorecidos não precisam de apoio ou ajuda no resto do ano? Para a maior parte, pelos vistos, não. Durante 360 dias, vá lá, que se safem como podem, esses malandros que não querem trabalhar mas viver de subsídios às nossas custas e uma parte gasta tudo em vinho. Nos restantes cinco dias, temos de ser solidários e ajuda-los, coitados, a vida está dura para todos e eles não têm tido sorte. E um copo de vez em quando não faz mal.

Mais coisas? Ora continue a ler.

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O desperdício e a solidariedade

Esta ideia de aproveitar o que a sociedade do desperdício deita fora, para ajudar muita gente necessitada, é uma ideia maravilhosa.

 

Estas grandes  ideias nascem porque há pessoas que se preocupam com os desafortunados,pensam neles todos os dias, procuram soluções. Não é com os chás dançantes nem com a caridadesinha que se resolvem estes problemas. Ter a ideia e estruturá-la, arregimentar boas vontades, coordenar acções, dá muito trabalho. É preciso amor ao próximo, determinação, passar a ter disponibilidade  total, para todos os dias se aproximarem de quem vive nas ruas.

 

As multidões que dia a dia, afanosamente, enchem sacos e carrinhos , perdem tempo nas filas das caixas dos hipermercados,  deixam para trás o que será  aproveitado, pela solidariedade, para ocorrer  à miséria que a sociedade  da abundância, paradoxalmente, cria.

 

A esperança no ser humano dá novas razões para acreditar!

Cinema – O Solista

A genialidade paga-se! Como tudo, oscila entre a grandeza e o fundo. O génio musical de alguem que tem dificuldade em acomodar-se à vida do dia a dia.

 

A solidariedade de alguem que acredita que vale a pena preocupar-se com quem vive na rua e, ao mesmo tempo, mergulhado num mundo cuja  beleza  compreende como ninguem.

 

A história real de dois homens que ainda hoje vivem em LA.

 

A não perder num cinema perto de si!