Quem rouba 70 pães é detido, quem rouba milhares é ministro das finanças

Dois homens detidos pelo roubo de 70 pães

 

A história de dois homens que roubaram 70 pães no valor de 15 euros é, sem dúvida, um dos grandes momentos da história do crime em Portugal. Entretanto, não me admiraria que, da próxima vez que Teixeira dos Santos saia à rua, alguém grite: “Agarra que é ministro!”

Por que se ri o Ministro das Finanças?


Portugal é obrigado a pedir ao estrangeiro mil milhões de euros de 2 em 2 meses, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal paga quase 7% de juros por esses empréstimos, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal aguenta-se sem ajuda internacional graças a regimes como o chinês, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal vai ter de pedir ao longo de 2011 20 mil milhões de euros, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal recusa-se a pedir ajuda ao FEF, adiando o inevitável e pagando juros altíssimos, só para que Sócrates se mantenha no poder. E o Ministro das Finanças ri-se.
Por que se ri o Ministro das Finanças? Por que se ri este pedaço de asno?

Qual Pravda, qual Volkischer Beobachter… O DN é que é!


“O Financial Times analisou as 19 economias europeias mais fortes e os seus ministros das Finanças. Teixeira dos Santos está em 16º.” O Diário de Notícias aproveita para dizer em título gordo, que o sr. ministro é o…”16º melhor ministro das Finanças”.

Leiam o magnífico texto que acompanha a “notícia”…

Teixeira dos Santos bate records

Juros em 7,5% – António Borges vem aí

Continuamos à espera que o pior Ministro das Finanças da União Europeia cumpra o que disse há uns meses atrás – que era altura de chamar o FMI quando os juros chegassem aos 7%.
Aviso que escrevo este post às 16 horas do dia 12 de Nobembro de 2011. Ou seja, é um post claramente datado. Quando o lerem, os juros já estarão a 8… 9… 10%. É uma questão de tempo. António Borges vem aí.
E é uma injustiça muito grande o novo Governador do Banco de Portugal vir dizer que os mercados têm razões para duvidar do país. É uma grande injustiça, depois de todos os esforços do Governo para credibilizar o país e acabar com as dúvidas dos mercados. Com Vítor Constâncio, isto não aconteceria. Quem mandou substituí-lo?

Os buracos do Estado

Houve um primeiro-ministro, a que já chamaram o Menino de Oiro do PS, que em tempos se gabava de reduzir o défice e de o fazer sem desorçamentação e sem receitas extraordinárias. Recordando uma conhecida frase de Lincoln, se é possível enganar todos durante pouco tempo, também é possível enganar poucos durante muito tempo. Mas não é possível enganar todos durante todo o tempo. E a verdade veio à superfície.

[Read more…]

Como Se Fora Um Conto – Vigaristas que mereceriam ser presos

Quem nos disse que já sabia o que nos ia acontecer? Todos e mais os outros!

Há muitos meses, anos até, que se ouve nas ruas, nas mesas de café, com vozes baixas e medrosas mas também em frases inflamadas e ditas bem alto, a revolta surda das gentes anónimas. E no entanto… !

Em nenhum momento o povo Português teve qualquer tipo de dúvida (excepto os mandantes deste pobre País e também os que querem vir a sê-lo, mas esses não pertencem ao povo) de que a Justiça em Portugal não funciona nem funcionará tão cedo, de que ninguém irá para a cadeia no famoso caso Casa Pia, da mesma forma que as dúvidas não existem sobre o mesmo desfecho em qualquer dos grandes casos de Justiça que ainda hoje correm nas barras dos tribunais. [Read more…]

Chove e Venta, e as Telham Voam

MAU TEMPO NO MEU CANAL

.Acordo sobressaltado. Um estrondo enorme tinha sido o responsável por isso. Eram quatro da madrugada de uma noite que se transformou em pesadelo.

A chuva, imensa, entrava com o à vontade de quem se sente da casa, pelo telhado sem telhas. Eu via-a entrar, sem cerimónia. Estranho, dei por mim a pensar, entra como se o meu quarto não tivesse teto. E não tinha, fazia agora parte do chão, dos móveis, da parte esquerda da cama.
Corro a pegar em baldes, na esfregona, em toalhas e panos de cozinha, e começo a tentar tirar a água, que está por todo o lado, mais depressa do que ela entra.
Enquanto luto contra o tempo (os minutos e a intempérie), vou-me lembrando dos últimos acontecimentos.
Horas antes os “gajos”, uns senhores diga-se de passagem, chegaram a um acordo. Acordaram em nos encharcar a vida com dificuldades. [Read more…]

E depois do tango…

E depois do tango... … passando pelo cantar ao desafio, eis-nos chegados ao chá-chá-cháda.

Entretanto, alguém que faça o meu CV chegar ao governo, já que me parecendo fácil poupar mil milhões, mais facilmente chegaria aos 450 milhões.

E não, 450 milhões de impostos não cobrados não são perda de receita, como diz Teixeira dos Santos. Pelo contrário, constituem uma poupança de 900 milhões, contando com os 450 que não se gastam e com os outros 450 que ficam disponíveis para as pessoas.

(imagem primeiro publicada aqui)

Pode sempre aumentar o IVA para 30%

Ou quem sabe, numa medida mais temerária, pôr os funcionários públicos a pagar para trabalhar. Há sempre maneira de acalmar os mercados…

A isto, como é óbvio, chama-se proteger o Estado social… (risos)

Assalto por encomenda


Estamos em crise e o senhor Cavaco Silva foi uma vez mais atrás de D. Manuel II. Tal como o rei, viajou até ao Buçaco, para quase incógnito, comemorar discretamente a vitória sobre a “querida França do regime”. Bem ao contrário do Desventurado, não foi recebido em delírio pelas populações e muito menos ainda, pelo exército. Sabe-se que o rei terá exclamado após tanto entusiasmo, ….”hoje conquistei o exército!” Pensava ele nos promissores fastos dessa conquista, sem sequer imaginar que uns dias depois, aquelas espadas lustrosas permaneceriam oportunistamente nas bainhas. Pelo contrário, seriam os cutelos do talho no qual Portugal se transformaria por muitas décadas.

São assim, os defensores da pátria e das instituições. Estamos habituados. Isto dizemos, para que o senhor Cavaco Silva saiba do país em que se vive. Hoje inaugura festas e para a semana poderá ter de partir à pressa. Nunca se sabe, nem nada está garantido. É a única certeza.

[Read more…]

A memória é lixada

2010-02-02
Impostos não vão subir, garante José Sócrates

"Vamos fazer uma consolidação orçamental baseada na redução da despesa e não através de aumento de impostos, porque isso seria negativo para a economia portuguesa", declarou José Sócrates aos jornalistas, depois de confrontado com uma posição pública hoje assumida pelo governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio.

2010-05-10
Como tudo mudou em poucos meses

"Não há aumento de impostos, concentraremos os nossos esforços na contenção e na redução da despesa, seguindo uma política financeira de rigor".
– 27 de Janeiro

23.09.2010
Ministro das Finanças diz que tomará as "medidas necessárias" para cumprir défice
"Tomaremos as medidas indispensáveis para neutralizar estes factores de risco. Não podemos falhar esse objectivo, faremos o necessário para que o défice não ultrapasse os 7,3 por cento", disse hoje Teixeira dos Santos no Parlamento.
O ministro das Finanças defendeu mesmo que não será possível atingir o objectivo orçamental "sem receita adicional". E prometeu cortes significativos na despesa pública em todas as rubricas no próximo Orçamento do Estado.


Ministro diz que sem aumentar a receita "não vamos cumprir o défice"
No debate na Assembleia da República, o ministro das Finanças explicou que "não é possível atingirmos o nosso objectivo sem melhoria na receita. Sem ela não vamos alcançar o nosso objectivo".

A memória é lixada. Com a volatilidade das propostas políticas, faz todo o sentido perguntar para que queremos campanha eleitoral. Se é para fixar cartazes e lançar promessas vãs, mais vale apenas ir à urna de voto.

A farsa das medidas anti-crise!

O ping – pong dura há meses. Teixeira dos Santos manda uns orçamentos para Bruxelas, no dia seguinte tudo o que é comunicação controlada pelo governo, grita de entusiasmo pelas magníficas palavras e louvores que os exercícios mereceram das autoridades financeiras da UE! Fantásticas, no caminho certo, credíveis, o melhor aluno…

Passa uma semana, aí vem a verdade. Não chega, não são suficientes, é preciso acelerar, exigem-se medidas mais duras. Pouco a pouco vão-nos dizendo que o que sabemos não é a realidade, nem perto dela, escondem-nos a verdade toda, não vá o país ter uma azia das fortes e mandar estes tipos para um certo sítio mal cheiroso mas onde não fazem mal a ninguem.

Esta gente que há dois meses sonhava com TGVs e pontes, e aeroportos, HUB, com as grandes transportadoras todas aqui a “pedir batatinhas” cá aos bons, aos únicos que viam o que se estava a passar, os únicos que iam de passo certo, foi para Marrocos vender o “know how” do TGV. Perguntado sobre tão importante negócio, Sócrates, sem se rir e sem morrer de vergonha diz que é o “know how” dos concursos, vamos vender dossiers!

Desde o primeiro PEC que está tudo certo e feito o necessário para, a seguir, não ser bem assim, afinal é preciso mais, não chega, as medidas têm que se prolongar para 2011, vão deixando cair a realidade aos bocadinhos, o país pode ter uma azia, perceber que andou a ser enganado, e a UE lá vai fazendo o papel da má da fita.

Agora que se foi embora o Constâncio que dizia com uma semana de antecedência as más notícias que o governo reservava.

Foi Coincidência, Contra Natura, Esquisito, ou Simplesmente Sacanice?

.

(junção, revisão e complemento de textos anteriores)

Saí à rua perfeitamente absorto nos meus mais profundos pensamentos.

Nem me lembrei que, os adeptos de um clube da capital estariam todos muito contentes pois tinham, ao fim de alguns anos de jejum, ganho o campeonato de futebol da primeira liga.

Como se esse facto fosse de algum modo importante para a felicidade do nosso povo.

Na realidade, o facto em si não é importante, digo eu, para a felicidade do povo. A vitória de um campeonato de futebol será coisa pouca e de pouca valia, muito embora, para o embrutecer (ao povo) e para o fazer esquecer as reais coisas importantes, muita gente, desde o tempo da outra senhora, [Read more…]

Ainda bem que o Governo governa a uma só voz

Que não. Sócrates garantiu que não tem intenções de parar as principais obras públicas que o Governo tinha estabelecido como prioritárias. Talvez, se tiver de ser, respondeu o ministro das Finanças à mesma questão.

Que não. Sócrates garante que não tem pretende aumentar impostos, nem o IVA. Talvez, se tiver de ser, respondeu o ministro das Finanças à mesma questão.

Fora os detalhes de semântica e as particularidades do português dos “sound bytes”, é assim que o português médio, alheado das tricas políticas e preocupado com a carteira, entende aquilo que o primeiro-ministro e o seu ministro das Finanças vão dizendo. E o que vão dizendo é que parecem não se entender.

Obras públicas – aliança Sócrates / PCP

A guerra dentro do governo já é mais que evidente. Sócrates responde a Cavaco Silva e põe o ministro das obras públicas a responder a Teixeira dos Santos. A causa são, evidentemente, as obras públicas ! Sócrates acha que recuar, ou pelo menos adiar as obras públicas para melhores tempos, dá uma imagem de fraqueza. Pelo contrário, na presente situação, esta obsessão pelas obras públicas (TGV, Aeroporto e Ponte) levanta sérias e legitimas suspeitas. O que aproveita Sócrates, contra todas as opiniões e evidências, levar estes projectos ao ponto de não retorno?

Claro que Teixeira dos Santos, que faz as contas e que ouve as entidades financeiras da UE, sabe que esta obsessão não tem pernas para andar, ninguem vai emprestar dinheiro para obras faraónicas, a não ser a taxas de juro elevadíssimas que o país não tem como pagar. Quem vai continuar a engolir “sapos”?

João Cravinho, lá de Londres já veio apoiar Teixeira dos Santos e, Passos Coelho, espera que mais vozes se juntem no apoio ao ministro das Finanças, É que as contas ,para ajudar Portugal, apontam para 13 mil milhões de Euros o que corresponde a 8.1% do PIB e a cerca de 11% da dívida pública. Se lhe acrescentarmos, em contas redondas, mais 3.3 mil milhões para o Aeroporto, 1.8 mil milhões para a Ponte e o TGV até ao Poceirão e uns 7 mil milhões para o resto do TGV e, já agora, a autoestrada consignada há dias à Motta-Engil de 1,42 mil milhões, fica a dúvida legítima.

O que fará mover Sócrates para deixar o país numa situação miserável desde que  as obras públicas atinjam o ponto de não retorno? Porque o que faz correr o PCP,  apoiar as grandes obras públicas, é a existência de um Estado que tudo constrói, tudo controla, tudo pode.

Mas esses, os comunistas, não enganam ninguem! Sabe-se ao que vêm!

Alívio – O PSD na frente com 5 pontos de vantagem

Não causou nenhuma surpresa, nenhum artigo inflamado, nenhum programa pró ou contra, nada, todos esperavam, é um alívio ter aparecido alguem que possa tirar o país deste pântano. A ideia com que se fica é que é um pesadelo que está a terminar, ter um primeiro ministro todas as semanas acusado de malfeitorias, boys metidos no lodo até ao pescoço, magistrados feridos na sua independência, grupos económicos com a “boina” na mão à porta da residência do primeiro ministro.

Ufa! Como pode ver no texto do Aventar “PSD na Frente“, antecipando as notícias na comunicação social, já não chega a propaganda para tapar “o sol com a peneira” o país, ao contrário do que dizia a propaganda está, miseravelmente, no fim da linha.  O ministro das Finanças vem dizer que é preciso reequacionar o PEC e os megainvestimentos, de tarde aparece o ministro das Obras Públicas a dizer o contrário, logo apoiado pelo primeiro ministro. Temos duas linhas políticas no governo ou já são dois governos num só? Teixeira dos Santos engole “sapos” com a mesma facilidade com que Sócrates inventa mentiras. Qual dos dois acabará primeiro?

É que se Teixeira dos Santos abandona o barco, neste momento, entramos numa deriva muito perigosa. Sócrates já não entra nas contas!

Déficite – virtual ou virtuoso?

Miguel Cadilhe defendia que o déficite era virtuoso, Teixeira dos Santos diz que o déficite é virtual!

Então, como ficamos? Ou mudou após os 55 000 euros/dia no BPN?

No money for the boys

Sejamos realistas. Ser presidente de junta de freguesia é uma tarefa difícil. Não é coisa para todos. E nem todos têm remunerações. Com excepção das grandes e médias freguesias, à escala nacional, os autarcas de freguesia não recebem nada. Melhor, quase nada. Vale uns trocos de ajudas de custo e as senhas de presença.

Determinados, os partidos da oposição querem cinco milhões para pagar aos autarcas. O ministro das Finanças não gostou. Olha para o que tem no cofre, olha para o que entra e para o que sai e está atrapalhado. Vai daí, acusa os partidos da oposição de quererem “money for the boys“. Não sei é o que os “boys” vão achar disto.

As alternativas a Sócrates

Começa a falar-se nas alternativas a Sócrates. António Costa, o candidato mais óbvio, diz que só indo a votos e que há compromissos com Lisboa. Pudera, Santana Lopes serviu de lição a todos.
Em contrapartida, sugere o nome de de António Vitorino. Quem? Por favor, de gente com esqueletos no armário já nós estamos cheios! Quem não se lembra do caso Eurominas, do monte alentejano ou das pressões na TVI?
Fala ainda de Jaime Gama, mas passando ao lado da Casa Pia, cujo envolvimento nunca se confirmou cabalmente, é caso para dizer que tenha juizo. Fala ainda de Teixeira dos Santos, o rosto da política socratista nos últimos anos…
Quanto a Vitalino Canas, diz que é preciso reunir… para encontrar um nome consensual.

Faltam 431 dias para o Fim do Mundo

Enquanto lá fora vamos conhecendo a realidade económica nacional, nós por cá continuamos a discutir casos judiciais. Não que estes sejam menos importantes que aqueles mas a situação está a ficar negra, muito negra e a verdade é só uma:

Os nossos dirigentes máximos não são capazes de governar o país. Se isto fosse uma empresa privada e um país civilizado, já estavam todos ou em casa ou na cadeia…

Nem Maquiavel faria melhor…

A estratégia de José Sócrates é simples: conseguir a tudo o custo a queda do Governo entre Março e Junho, ir a eleições e conseguir uma nova maioria absoluta. É assim que se explica toda esta polémica comezinha por causa de 50 milhões de euros.
Agora, a estratégia passa por pôr a «batata quente» no Presidente da República: ou veta a lei, ou vai haver consequências políticas graves. Ou seja, se se demitir a culpa é dele.
A chamada de Manuela Ferreira Leite a S. Bento, num momento em que até Jaime Gama já abandonou o seu papel de imparcialidade, inscreve-se em todo este cenário.
Brilhante! Nem Maquiavel faria melhor…

Estavámos à beira do abismo

será que vamos dar o passo em frente?

Ferreira Leite sai de reunião com Sócrates sem prestar declarações

Faltam 433 dias para o Fim do Mundo…

Ontem partiu Rosa Lobato Faria e com ela uma certa forma de televisão do final dos anos oitenta. Paz à sua Alma. Uma Senhora. Simpática, inteligente  e que não precisava de dar ares de uma qualquer superioridade, antes pelo contrário, cultivava uma simplicidade própria dos seres superiores.

Estamos mesmo a assistir ao princípio do fim de um ciclo político em Portugal. Quando Lacão e Teixeira dos Santos já não conseguem disfarçar em público as suas divergências privadas; quando o Primeiro-ministro manda recados de ameaça de demissão e o Governo anda entretido a perseguir jornalistas, só podemos estar em fim de festa.

E hoje a imprensa, neste caso o Público, acordaram para algo que todos nós, sobretudo os que conhecem o Interior do país estamos fartos de saber: o Povo foge desta latrina mal frequentada, utilizando uma expressão dos Mão Morta. E só pode fugir, num Portugal centralista onde se ajuda as grandes fortunas a salvar-se no BPP à custa dos contribuintes e se deixam cair os pequenos aforradores, de tal forma chocante e gritante que até um tipo de direita como eu, começa a ficar com os mais primários instintos de esquerda radical.

Pelo menos o FCP para nos dar uma alegria nesta caminhada para o Fim do Mundo…

Dê-lhes com a pá de trolha, sr. ministro!

Andam revoltados, os clientes do BPP, porque o Estado não lhes garante as fortunas que livremente depositaram no Banco. Agora, atiram-se ao Governo porque não lhes garante mais do que 50 mil contos. Veja-se lá que ninharia! Hoje, junto do ministro Teixeira dos Santos, fizeram-se ouvir.
Não ligue, sr. ministro, não ligue. E olhe: dê-lhes com a pá de trolha de Serralves, que é disso que eles estão a precisar.

Teixeira dos Santos e a pá do Orçamento


No Sábado à tarde, nos jardins da Fundação de Serralves, o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, fez-se fotografar em frente à grande pá que domina a entrada dos jardins. Gracejando, disse que era para tapar o buraco do Orçamento. A nossa repórter Carla Romualdo estava lá e conta tudo aqui.
Pois bem, ontem estive eu no mesmo sítio, mas não me fiz fotografar junto da pá, porque é uma coisa um bocado parva de se fazer. Entretanto, enquanto tirava a fotografia que ilustra este «post», ouvi um brilhante comentário de um cidadão anónimo: «Está castiça, a pá do trolha».
Só fiquei com uma dúvida: Aquilo é uma obra de arte?

Eu li bem?!

Na apresentação do Ministro das Finanças, dizia lá numa das páginas do “Power Point” algo a que o Ministro passou por cima: dívida pública para 2010, 85,4% do PIB! 85,4%?!

Mais 9% do que em 2009?!

Contas do Orçamento do Estado estão erradas

Pela exposição feita pelo Ministro Teixeira dos Santos, percebeu-se já um erro nas contas do Orçamento do Estado para 2010.

O Ministro disse claramente na televisão, que este Orçamento assentava em dois princípios basilares:

1) Na confiança;

2) Na sensibilidade social;

3) No rigor.

Afinal não são dois, mas três!

Um escândalo!

Uma vergonha!

Pior do que a história do défice!

Mais a mais, 22 horas e 22 minutos não são horas para apresentar o Orçamento a Jaime Gama. Coitado do homem…

Como se não bastasse, Teixeira dos Santos não usou um Magalhães, mas sim um portátil da concorrência.

Outra vergonha!

Abaixo o Governo!

Picaretas falantes

(vídeo no final)

Hoje, final da reunião entre o ministro das Finanças e a delegação do CDS-PP para debater o orçamento de Estado.

Como manda o protocolo, os elementos do partido da oposição saem primeiro e falam à comunicação social. Depois é a vez do ministro das Finanças. Teixeira dos Santos é “atacado” por microfones dos jornalistas. Espetados, os receptores de áudio esperam grandes notícias. Neste momento, a alguns elementos da tropa da comunicação social só interessa uma coisa: que haja uma resolução. Querem uma grande notícia à viva força. Sobretudo os das televisões. Querem, querem não, exigem algo de concreto que sirva para alimentar os noticiários e debates dos três canais de notícias.

[Read more…]

O paraíso socrático na bancarrota

Os sinais começam, ainda envergonhados, a vir à luz do dia.

 

Hoje no (i) Martim Avilez Figueiredo já lhe coloca o ferro a arder.  "…é indispensável que os portugueses se insurjam. Portugal está na bancarrota e ninguem parece preocupado. Devia estar. A situação é dramática"

 

Ontem já Vítor Constâncio, a "caixa de ressonância do governo" veio anunciar, como quem não quer a coisa, que o aumento de impostos é  inevitável.

 

A propaganda do governo, está a passar à segunda fase da sua política de gerir as expectativas. Face à verdade, nua e crua, põe os segundos tenentes a anunciar a má nova, enquanto Sócrates e o Teixeira dos Santos vão mudando o vocabulário.

 

Aumentar os impostos eis a solução  inovadora proposta por Sócrates, quando se sabe que já são os portugueses os europeus a quem é exigido o maior esforço fiscal.

 

O país está a chegar a uma situação onde nunca chegou, e não culpem só a crise. O PS está no governo desde 1996 (com a ausência de 2,5 anos).

 

O buraco são sete  mil milhões. Faltam milhões de euros para as despesas do Estado e faltam ideias para resolver os 8% do défice. O desemprego não pára de subir, como se vê, diariamente, com as falências das empresas e já vai em 10%, se é que não ultrapassou (basta contar com quem não tem emprego mas não conta para o desemprego).

 

A dívida pública é de tal maneira monstruosa que o governo nunca fala dela, mas é tão real como Sócrates perder grande parte da credibilidade, com as trapalhadas em que se envolve (ou em que se deixa envolver).

 

 O governo jura que não vão subir impostos mas o governador do Banco de Portugal dá uma ajuda : não há alternativa. É ultrajante. Sócrates não encontra solução para Portugal. Mas se Sócrates não encontra solução para o país e é primeiro-ministro, quem encontra?

 

Na Europa discute-se relançar a economia com uma poderosa reforma fiscal – pôr tudo em causa. E há mais alternativas que na Europa se discutem, mas que não passam pelos TGVs e por mais autoestradas. Nenhuma fará milagres, mas é criminoso ver o país à beira da bancarrota e fingir que não se passa nada!