A construção política da Europa

«(…) Só quando a Europa for contestada (…), não já em nome do passado que desonrou mas em nome do presente que divide e do futuro que será capaz de abrir ou fechar, poderá tornar-se uma construção politica duradoura. (…)» Etienne Balibar, Para acabar com a União dos tecnocratas e dos banqueiros [em Francês]

Da superioridade moral do Syriza…

Nadia Valavani demitiu-se por discordar do acordo, ou talvez tenha sido algo um pouco mais complicado

Serviço público

Passos Coelho mente? Rebobine a gravação

O rigor pós-Jardinista do PSD Madeira

Jardim Albuquerque

Fiéis a uma longa tradição de derreter milhares de euros em festas à grande e à Jardim, os responsáveis do PSD Madeira preparam-se para gastar 100 mil euros na festa anual do regime, honrando desta forma esse ícone do despesismo público que é Alberto João Jardim.

Ainda assim, e apesar da propaganda social-democrata do rigor, vazia e sem qualquer tipo de valor que se consiga percepcionar, o PSD-Madeira congratula-se com a redução do despesismo, na ordem dos 50%. Até agora, os homens que faliram a Madeira torravam 200 mil euros no seu comício anual, agora torram apenas 100. Para quem gere uma ilha enterrada em dívidas, parece-me um valor que faz jus ao discurso moralista que o partido vomita diariamente.

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Taxa de emprego 1988-2015

taxa emprego 1988-2015

Fonte (com adaptação minha). In Portugal, employed persons are individuals with a minimum required age who work during a certain time for a business. This page provides – Portugal Employed Persons – actual values, historical data, forecast, chart, statistics, economic calendar and news. Content for – Portugal Employed Persons – was last refreshed on Sunday, July 19, 2015.

Quando se fala de emprego em Portugal logo vem à baila a taxa de desemprego, o que é um contra-senso. Eu prefiro olhar para a taxa de emprego, que até está menos sujeita a redefinições cosméticas (todos os governos as têm feito como forma de camuflar o desemprego).
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PAF-PAF num país em recuperação

Astérix-et-PAF“Nós temos limitações óbvias do ponto de vista constitucional para lidar com o problema dos salários.” (Passos Coelho, Julho 2015)

Alguém se importa de enviar esta tradução à Sr.ª Merkel?

Portugueses trabalham mais 486 horas por ano do que os alemães Portugiesen arbeiten 486 Stunden mehr pro Jahr als die Deutschen
Os portugueses trabalham em média mais 486 horas por ano do que os seus parceiros alemães, o que equivale a um acréscimo ligeiramente superior a 35%. Enquanto na Alemanha, que é o país da União Europeia (UE) onde se trabalha menos horas, a média é de 1371, em Portugal são efetuadas 1857, sendo o sexto país da UE onde se trabalha mais horas, depois de Hungria, Estónia, Polónia, Letónia e Grécia, que é onde se trabalha mais, num total de 2042 horas por ano. Die Portugiesen arbeiten im Durchschnitt 486 Stunden pro Jahr mehr als ihre deutschen Partner, was etwas mehr als 35% höher entspricht . Während in Deutschland, dem Land der Europäischen Union (EU), wo man weniger Stunden arbeitet, der Durchschnitt 1371 Arbeitsstuden ist, arbeitet man in Portugal 1857. So ist Portugal das sechste EU-Land, in dem länger arbeitet, nach Ungarn, Estland, Polen, Lettland und Griechenland, wo man am längsten arbeitet, insgesamt 2042 Stunden pro Jahr.

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E com razão

“Richie Porte, queixou-se de ter sido agredido por um espetador.” Com espetos não se brinca.

Bipolaridade saudita

Nuns dias financia terroristas, noutros prende-os. Nem os restantes fanáticos os compreendem.

Angela Merkel torna-se útil

Schäuble admite demitir-se devido a divergências com a Chanceler. Maldito referendo grego que não serviu para nada…

Como se esquivar à CPI do BES, ao MP e ao DIAP de Lisboa. E ainda ter tempo para ir ao barbeiro

Jose Gui

O simpático senhor que podemos ver nesta fotografia do Jornal de Negócios é José Guilherme, uma espécie de caloteiro grego que nos deve 121 milhões de euros via BES e que, qual fanático da extrema-esquerda, pretende uma reestruturação da sua dívida.

Empresário da construção civil, com certeza do lote daqueles que nunca corromperam um político – algo que como sabemos não existe – para conseguir aquele negocio ruinoso da praxe, trata-se do amigo de Ricardo Salgado que lhe ofertou uns míseros 14 milhões de euros, possivelmente imunes a impostos que os pobrezinhos da Comporta precisam de comer, a mesma pessoa que, quando convocado para prestar declarações na Comissão de Inquérito (CPI) ao caso BES, não pôde estar presente por estar doente e fora do país, motivos que não o impediram de passar no estabelecimento do senhor Aurélio Robalo, em Lisboa, para cortar o cabelo.

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Euro divergência

André Serpa Soares

Convergência. Esta é a palavra-chave que sempre me fez acreditar que é bom estar integrado na União Europeia.
Convergência no desenvolvimento e em tudo o que ele implica: educação, saúde, apoio social, qualidade de vida, poder de compra, aprofundamento da democracia, civismo, cultura, infraestruturas, livre circulação de pessoas e bens… Convergência.
A Europa partilha um espaço geográfico comum que, como se costuma dizer, vai do Atlântico aos Urais, da Escandinávia às ilhas mediterrâneas.
Partilha também, supostamente, uma tradição comum, histórica e filosófica, de ética e de valores.
A antiga Grécia, o Império Romano, o cristianismo, são pilares identitários comuns à maioria dos povos europeus. No entanto, existe na Europa uma enorme diversidade cultural, étnica e religiosa, aumentada pelos fluxos migratórios de outros povos e continentes, e esse multiculturalismo e abertura ao mundo é também um dos seus valores
A II Guerra Mundial e a separação do “velho continente” em dois blocos políticos (e sociais) não foram suficientes para abrir fracturas tão permanentes que impedissem a criação e desenvolvimento de uma consciência e de um “espaço europeu”, alargado ao longo dos anos.
E foi este desenvolvimento da consciência e do “espaço europeu” que levou os povos a transferirem parte da sua soberania para cinzentos “eurocratas” que nos conduziriam a todos, europeus, a uma convergência. [Read more…]

Carta do Canadá: Por quem os sinos dobram

A maratona negocial de Bruxelas, que teve a Grécia por motivo, trouxe-nos ensinamentos dolorosos e perguntas que magoam. E saldou-se por um acordo punitivo,  odioso, vingativo, a que se chegou por meio de chantagem: ou os gregos aceitavam o garrote da penúria ou seriam  mandados morrer de fome fora do euro.  E que servisse de exemplo a quem ousasse contrariar  as imposições da Alemanha, os interesses da Alemanha, a mente quadrada da Alemanha.  Deitou-se mão de tudo para espezinhar e humilhar os gregos, na pessoa de um Alexis Tsipras que, por amor ao seu povo sofrido,  se vergou sem estar convencido e já sem ilusões acerca das injúrias que iria ouvir dos que, se estivessem no lugar dele, teriam feito o mesmo.  Um homem jovem que, tendo sido obrigado pela manobra hitleriana da actual União Europeia  a aceitar o contrário do que havia prometido e até sublinhado pelo referendo, teve a hombridade de o declarar ao seu país e ao mundo, em discurso claro e sem rodeios.  Não foi nenhum farsante que prometesse a lua aos eleitores e depois, de rabo entre as pernas, fosse além  das troikas e baldrocas com que os  não eleitos de Bruxelas andam  a tirar dos pobres para dar aos bancos dos países ricos.  A Grécia teve a postura  dum país milenar, hoje servido por uma geração de jovens políticos  inteligentes e academicamente bem preparados, perante a arrogância ignorante dum país recente que mais não é do que o agregado de territórios feudais, qual deles o mais abusivo, que veio a desaguar numa comunidade que, no espaço de um século, tentou destruir a Europa e levou a guerra ao mundo todo.  Quando começaram as queixas contra Varoufakis, o ex-ministro das finanças grego, que só com o olhar perfurante tresmalhava aquele formigueiro malsão,  o primeiro ministro Tsipras teve a elegância de substituir o seu companheiro de governo.   No entanto, quem tudo manda em Bruxelas teve o topete de reconduzir o presidente do Eurogrupo,  o detestável Dijssolbloem  que, com a sua expressão  desvairada de gato castrado, humilhou e maltratou quanto quis a delegação grega. [Read more…]

Parece que é preciso repetir, repetir, repetir, repetir,

Schaeuble my precious

No passado domingo, Schäuble dizia que havia um problema de confiança com a Grécia. E colocou como condição para a apoiar que um fundo luxemburguês administrasse 50 mil milhões de euros dos gregos.

Mas…

Entretanto soube-se que esse fundo era administrado pelo banco estatal alemão KfW, cujo chairman é Schäuble. Nessa altura deu-se uma inversão nas negociações e começou-se a desenhar um acordo. Isto poucas horas depois de Merkel assumir publicamente que não haveria acordo.

Portanto…

Não havia problema de confiança nenhum, o que se passava é que

Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos.

Durante 6 meses nunca houve acordo quanto à Grécia porque  [Read more…]

Por acaso, ideia do fundo grego foi do PM holandês

É no que dá a gabarolice.

O Acordo Nuclear Iraniano

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Legenda *

A propósito do Acordo Nuclear Iraniano alcançado há 2 dias, parece-me oportuno replicar aqui um texto de minha autoria e, publicado a 29 de Novembro de 2013, aquando da assinatura do Acordo Interino (24.11.13), espinha-dorsal desta versão final agora alcançada:

Irão: Os “gémeos” Hussein Obama e Hassan Rouhani lá se entenderam!

Permitam-me que vos diga, o acordo alcançado sobre o programa nuclear iraniano no passado fim-de-semana, não é surpresa nenhuma. É inédito, é “jebétacular”, é mediático, mas era aguardado há já algum tempo, sobretudo por dois factores.

O 1º porque o Presidente Obama quer ficar para a História para além do óbvio e, percebendo que a solução Dois Estados entre israelitas e palestinianos é impraticável, teria que tirar outro coelho da cartola. A cada segundo mandato, todo o Presidente americano investe nesta “solução”, na tentativa de ficar referenciado como aquele que resolveu o problema, blindou ambas as partes e permitiu o surgimento duma Palestina independente e soberana. Ora a Cisjordânia neste momento não passa duma “micronésia de terra” rodeada e recortada por colonatos e muros, sem qualquer contiguidade territorial, o que a remete para um crescente e agonizante disfuncionalismo, com a agravante de ver cada vez mais vedado o acesso a um bem essencial. A água. Logo, uma parte perdedora deste acordo são os palestinianos e a sua causa.
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Milícias de extrema-esquerda tomam BCE e FMI de assalto

extrema

As sedes do BCE e do FMI foram hoje tomadas de assalto por milícias de extrema-esquerda que reclamam a adopção de medidas de reacção ao caminho único da austeridade. Lideradas pela famosa rebelde Christine Lagarde, a quem se juntou o anarco-sindicalista Mário Draghi, os insurgentes pretendem forçar uma reestruturação da dívida grega, que poderá inclusive passar por um perdão parcial, à revelia da linha dominante numa Europa de pensamento de influência passista-rajoyzista. Os bravos jornalistas que se infiltraram neste autêntico cenário pós-apocalíptico que se vive nas instalações das duas instituições conseguiram captar declarações de Draghi:

“É necessário um alívio da dívida grega. Nunca ninguém disputou essa questão, a dúvida é saber qual é a melhor forma de fazê-lo, tendo em conta o nosso enquadramento legal”

A violência das palavras de Draghi, outrora um respeitável neoliberal, estão a chocar a Europa civilizada, que se questiona sobre quando esta loucura terá fim. Mas esse fim não parece próximo. Contrariando a resistência alemã, a líder da insurreição foi mais longe e afirmou mesmo que a organização que lidera não tem dúvidas de que a dívida grega é insustentável e sublinha que a Grécia necessita de um alívio da dívida “muito além” dos planos da União Europeia:

“A dramática deterioração da sustentabilidade da dívida aponta para a necessidade de um alívio da mesma numa escala muito maior do que aquela que esteve sob consideração até ao momento – e que foi proposta pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade”

O fim está perto. Tenham medo, tenham muito medo…

 

Passos Coelho inspira Christine Lagarde

alem da troika

Mais: o FMI não tem dúvidas de que a dívida grega é insustentável e sublinha que a Grécia necessita de um alívio da dívida “muito além” dos planos da União Europeia. “A dramática deterioração da sustentabilidade da dívida aponta para a necessidade de um alívio da mesma numa escala muito maior do que aquela que esteve sob consideração até ao momento – e que foi proposta pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade”. [Expresso]

Passos Coelho teve a ideia de ir além da Troika, o FMI inspirou-se nela para agora defender a necessidade de ir além dos planos da UE devido à insustentabilidade da dívida grega. Se isto é Marketing Político da coligação, estão de parabéns. Se não é estão de parabéns na mesma. A ideia por acaso é dele e não se via tanta criatividade desde os tempos em que se manipulavam fóruns da TSF.

Os ‘trolls’ estão a ganhar a batalha

Hoje, lembrei-me dos ataques e do estudo. Porquê? Por causa deste artigo de Ellen Pao.

“Tira a minha mulher da equação senão vou-te aos cornos”

Difamação, Injúria e coacção são os crimes que constam na acusação contra o marido da ministra. Claro que, no final do dia, a coisa acaba arquivada. Ser esposo de tão distinto membro da casta terá com certeza as suas vantagens.

Poderosa e Descontrolada: A Troika

Amanhã, 17 de Julho, o grupo de teatro O Bando projecta o documentário “Poderosa e Descontrolada: A Troika”, de Harald Schumman. A sessão começa às 21h00 e a entrada é gratuita.

‪#‎PorAcasoFoiIdeiaMinha‬

Entre tanta pantominice e porcaria feita por este tipo e é pela gabarolice que leva porrada.

‪‎PorAcasoFoiIdeiaMinha‬

Não te preocupes, está tudo bem!

Não penso

A corrupção não existe. A corrupção, o tráfico de influências ou qualquer forma de clientelismo. Pelo menos na política. Existem uns quantos chanfrados, que se escudam nestes argumentos patéticos como forma de desculpar a sua inércia enquanto pessoa, enquanto empreendedor, porque na verdade não passam de invejosos egocêntricos que mais não sabem fazer do que se queixar e criticar.

São tudo teorias da conspiração. Um político quer, por princípio, ser reeleito. Existem leis que impedem delitos. Existem grandes escritórios de advocacia que ajudam na criação dessas mesmas leis para que se tornem infalíveis. E também esses escritórios querem continuar a trabalhar e o Estado, os organismos públicos, são clientes que pagam e que por norma são muito sérios. Até porque alguns dos seus funcionários são também funcionários do Estado logo seria uma loucura achar que estas pessoas, idóneas, seriam potenciais criminosos.

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Muito bem, Bloco de Esquerda

Segundo o Observador, o Bloco de Esquerda “recusa-se a participar em receção“. Se me enviassem um convite para participar numa ‘receção’, também recusaria, por um motivo muito simples: não sei o que significa. Aliás, não estou sozinho. Além de mim e de outros falantes e escreventes de português europeu, também os falantes e escreventes de português do Brasil desconhecem o significado de ‘receção’. Efectivamente, não nos esqueçamos do objectivo: “conseguir chegar a uma ortografia comum”.

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© NASA via Gazeta Wyborcza (http://bit.ly/1Jixop6)

Programas Eleitorais respondem à Crise Nacional?

Paulo Pereira

Debate “Programas eleitorais respondem à crise nacional?”, organizado pela Candidatura Presidencial Henrique Neto 2016. Decorreu no dia 2 de Julho e teve a participação de Luis Campos e Cunha, João Salgueiro e Eurico Brilhande Dias, além do próprio Henrique Neto.

Os partidos políticos têm muito poder: concentrou-se todo o poder político nos partidos

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Carta aberta a Pedro Passos Coelho*

Paulo Vieira da Silva

A Política sem risco é uma chatice, sem ética uma vergonha

Caro Presidente do PSD, Dr. Pedro Passos Coelho,

Começo por esclarecer que não sou candidato a candidato a Deputado à Assembleia da República. Tenho profissão, sou empresário, possuo uma licenciatura em Ciências Sociais, uma pós-graduação em Sociologia: Sociedade Portuguesa Contemporânea e um master em Marketing Digital. E sinto-me mais útil ao nosso País como administrador de empresas.

Nos últimos tempos, como militante do PSD há cerca de 25 anos e cidadão português, com 43 anos, pai de uma filha com 7 anos, tenho-me batido pela moralização da vida pública e politica portuguesa.

Por isso, não consigo entender nem perceber algumas das opções e escolhas que tem feito, nos últimos tempos, como Presidente do PSD. [Read more…]

PORTUGAL À ESPERA DA SUBIDA DE DIVISÃO

EUROHOCKEYLISBON

Itália e Turquia, da série B, abrem o Campeonato da Europa – Championship III – que se realiza em Portugal, no Complexo do Jamor, de 19 a 25 do corrente. Portugal, que jogará a série A, defronta, na estreia, o País de Gales. Os jogos realizam-se, respectivamente, às 16h30 e 18h45.

A prova tem a segunda jornada marcada para terça-feira, 21, com os jogos: Suécia – País de Gales (16h30) e Bielorrússia – Itália (18h45). [Read more…]

Maioria dos membros do comité central do Syriza rejeita o acordo

Declaração de 109 (entre 201) membros do CC do Syriza:

A 12 de Julho teve lugar um golpe de estado em Bruxelas, que demonstrou o objectivo dos dirigentes europeus: infligir uma punição exemplar a um povo que imaginou outro caminho, diferente do modelo neoliberal de austeridade. Foi um golpe de estado dirigido contra toda a nação de democracia e de soberania popular.
O acordo assinado coms as “instituições” foi o resultado de ameaças de estrangulamento económico imediato e representa um novo protocolo impondo condições humilhantes, odiosas, e uma tutela destrutivas para o nosso país e o nosso povo.
Estamos conscientes da asfixia das pressões que foram exercidas sobre a parte grega, mas consideramos por outro lado que a luta avançada dos trabalhadores aquando do referendo não autoriza o governo a renunciar sobre as pressões exercidas pelos credores.
Este acordo não é compatível com as ideias e os princípios da esquerda, mas acima de tudo não é compatível com as necessidades da classe operária.
Esta proposta não pode ser aceite pelos militantes e quadros do Syriza.
Pedimos ao comité central uma reunião imediata e convidamos todos os militantes , quadros e deputados do Syriza a preservarem a unidade do partido tendo por base a nossa conferência, as decisões tomadas e os compromissos em matéria de programa

Atenas, 15 de Julho de 2015

(traduzido a partir de uma versão francesa do texto original publicado por Stathis Kouvelakis)

Gato Fedorento, a grande referência de Pedro Passos Coelho

Sempre desconfiei que Pedro Passos Coelho tinha como grande referência o humor sagaz e refinado dos Gato Fedorento. Do livro que não existe mas que o primeiro-ministro cita e afirma ter lido à tirada épica sobre essa grande referência empresarial que é Dias Loureiro, passando pela comédia das contas que se esqueceu de pagar à Segurança Social, pela piada dos empregos que não queria dar aos amigos ou pelas anedotas diárias que nos servia durante a campanha para as Legislativas de 2011, é notório que Passos passou ao lado de uma grande carreira humorística. E como foi possível constatar esta semana, ideias não lhe faltam. Um potencial inventor de tudo que abre portas nas horas vagas.

Falemos de rigor e de seriedade

Santana Castilho *

Uma análise do discurso de Nuno Crato, antes e depois de ser ministro, tropeça profusamente na recorrência com que se encontra o termo “rigor”. Mas o rigor é inatingível sem conhecimento profundo do universo em que se opera e sem seriedade intelectual e política. Em fim de mandato, Nuno Crato não será recordado pelo rigor.

A ignorância a que me refiro, sobre a complexidade de um sistema de ensino, está particularmente patente na escabrosa reforma curricular que Nuno Crato promoveu, marcada por reminiscências doutrinárias do seu debute político. Com efeito, adoptou o clássico princípio do materialismo dialéctico (aumentando a quantidade transformamos a qualidade da realidade) ao desenvolvimento curricular. Aumentou a carga horária das disciplinas a que chamou de estruturantes (desconhecendo que a natureza estruturante ou instrumental das disciplinas se altera em função de contextos e não resulta de simples enunciação mas sim de fundamentação, coisa que nunca fez) e despejou avalanches de exames sobre as escolas, convencido de que, assim, o saber aumentaria. Mas não aumentou nem aumentará, só por isso. [Read more…]