O que é um sismo, quanto tempo dura, quando pode ocorrer?

Esquema representativo da libertação de energia, quando se dá um sismo

Em Junho de 2008, profissionais de camionagem e algumas empresas de transportes fizeram um bloqueio em alguns pontos do país que teve a duração de quatro dias. Tal bastou para que se formassem longas filas nas bombas de gasolina, os combustíveis esgotaram em algumas regiões, a água, o peixe, carne, frutas e legumes frescos faltaram noutras, as dificuldades de distribuição ameaçaram paralisar Portugal. Numa sociedade tão interdependente como a actual são vários os riscos (naturais ou artificiais) que podem conduzir rapidamente a situações de caos: greves, ataques terroristas, pandemias, quebras no fornecimento de energia electrica e de água, derrames petrolíferos, incêndios, etc. De todos esses factores, poucos terão o potencial destruidor de um sismo de grande magitude. Mas o que é, afinal, um sismo, como acontece, quando pode ocorrer?

Eis o que nos diz a Autoridade Nacional de Protecção Civil:

Um sismo é um fenómeno natural resultante de uma rotura mais ou menos violenta no interior da crosta terrestre, correspondendo à libertação de uma grande quantidade de energia, e que provoca vibrações que se transmitem a uma vasta área circundante.

Na maior parte dos casos os sismos são devidos a movimentos ao longo de falhas geológicas existentes entre as diferentes placas tectónicas que constituem a região superficial terrestre, as quais se movimentam entre si.

Ao longo dos tempos geológicos, a terra tem estado sujeita a tensões responsáveis pela construção de cadeias montanhosas e pela deriva dos continentes. Sob a acção dessas tensões as rochas deformam-se gradualmente e sofrem roturas. A rotura do material rochoso ocorre após terem sido ultrapassados os seus limites de resistência, provocando vibrações ou ondas sísmicas, que se propagam no interior da terra. São estas vibrações que se sentem quando ocorre um sismo. [Read more…]

Justiça à Portuguesa…

Aqui ESTÁ um bom exemplo de como empolar ainda mais a coisa. Quem sabe, vai-se a ver e as cópias surgidas no Canal Manhoso da Meo vieram de mão amiga na casa.

Uma notícia que deve ser lida com cuidado por ESTES meninos que hoje animaram o Aventar – podem ser os próximos a ser investigados pela PGR, ehehehehehe. E algo me diz que foram eles os responsáveis por ISTO

Hugo Colares Pinto: reflexos (4)

Diálogos com a Ciência – A simbologia da palavra na Ciência Militar – Debate

Na terceira parte desta conferência e a pretexto da atribuição do prémio Nobel da paz ao presidente dos EUA, Barack Obama, quer o general Loureiro dos Santos, quer Rodrigues do Carmo discutiram o estado do mundo a nível geoestratégico. Desde a intervenção dos EUA no Afeganistão à crescente importância do Irão, não esquecendo também o papel crescente da China no mundo do séc. XXI.

Duração total: 39:13
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Sá Pinto e o elogio da coerência (Sá Pinto forever!)


Num momento em que a sociedade portuguesa se rege cada vez menos por valores e princípios, urge fazer o elogio a quem o merece. Ricardo Sá Pinto revela uma coerência ímpar desde que é conhecido no mundo do futebol, mostrando que não é daqueles que pauta a sua actuação pelos interesses do momento ou por tacticismos tão artificiais quão prejudiciais para a verdade desportiva.
Ricardo Sá Pinto resolve o problema sempre da mesma maneira: à bordoada. Foi assim quando Artur Jorge não o convocou para a Selecção Nacional, foi assim quando foi expulso no último jogo da sua carreira (que melhor forma de terminar uma carreira recheada de êxitos?), foi assim ontem com Liedson.
Quem pode condenar um Homem que se limita a dar tudo o que tem dentro de si? Quem pode condenar um Homem que não tem vergonha de esconder os seus mais nobres sentimentos? Quem pode condenar o verdadeiro Menino Guerreiro?
Tivéssemos à frente do país gente desta e Portugal seria muito melhor. Já estou a imaginar, na reunião semanal que se realiza no Palácio de Belém, o Presidente da República a esbofetear furiosamente o Primeiro-Ministro por causa das escutas; ou Jaime Gama, no Parlamento, a levantar-se do seu lugar para pontapear um Deputado que não obedecera à sua ordem para terminar o discurso; ou Maria de Lurdes Rodrigues a torturar um funcionário titular da FLAD que não aceite avaliar um colega seu que não é titular.
Doa a quem doer, esta é a mais pura das verdades, daí que não se perceba a demissão do Sporting desta inquestionável figura do futebol português. Sá Pinto forever!

Poesia & etc.: Manuel Simões

Pela primeira vez, em quase cinquenta anos de amizade e de iniciativas realizadas em comum com o meu grande amigo Manuel Simões, me vou referir ao poeta Manuel (Gonçalves) Simões. O contrário já aconteceu, pois foi o Manuel quem prefaciou a minha colectânea poética «O Cárcere e o Prado Luminoso» (1990). Um texto magnífico, aliás. [Read more…]

O Porto não é pequeno nem é segundo

Espero que depois desta imagem deixem de se referir a Lisboa como o centro. Aliás, peço-o encarecidamente. Se há um centro no oeste peninsular, este é o Porto. E se havia dúvidas, não há nada como o visual para as eliminar. Espero que deixem de falar de TGVs para Madrid, de pontes sobre o Tejo ou de ‘aeroportos nacionais’. Não é do ‘interesse nacional’ investir desmesuradamente em Lisboa, mas apenas do ‘interesse’ de quem lá mora. Já é tempo de exigir o que nunca devia ter deixado de ser nosso.

Nuno Gomes Lopes

O que se diz por aí

Após o jogo com o Mafra, terá havido confronto físico entre Sá Pinto e Liedson no balneário, com murros á mistura. Entretanto o preço parece ter sido a demissão de Sá Pinto e eventual castigo a Liedson. Sá Pinto volta aos velhos tempos, a lembrar a selecção nacional e Artur Jorge. É de leão!
Do Haiti, vão chegando notícias díspares, desde resgates com sucesso, passando por expulsão de jornalistas no aeroporto por banda dos norte-americanos, até ao desespero de muitos haitianos e a evasão por mar rumo aos EUA.
Por cá, fala-se em redução acentuada do preço das chamadas telefónicas . A ver vamos em que é que isso se traduz em euros a cada um de nós.
Os condutores podem trocar a carta nos CTT. Para evitar a imobilização em filas no Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres.
Nesta praça global, parece que já há escutas do processo “Apito Dourado” disponíveis na Internet, tendo sido anunciada a sua disponibilidade no Youtube.
Também é noticiado que a embaixada espanhola em Portugal estaria a ser usada por rede mafiosa, segundo a “Operação Trufas Odesa” – que mais nomes irão inventar para operações de investigação criminal?!
Por fim, continuam os sinais de que em Portugal não há aumento de criminalidade violenta. Isto dos juízes quererem aulas de tiro deve ser apenas uma questão de enriquecimento curricular. Vamos ver daqui a uns tempos se os magistrados serão tão exigentes com os seus pares como são com os agentes policiais ou os cidadãos habilitados quando recorrem a armas de fogo para sua defesa pessoal.

O Homem da Luta e o canal ranhoso…

O Sá Pinto é mesmo um “Homem do Norte, carago!”. Primeiro deu uns tabefes ao Artur Jorge e agora espectou uns sopapos ao Liedson! Entretanto, segundo a RTP, demitiu-se. Eu, se fosse dirigente desportivo, contratava-o para a secção de pugilismo. Foi assim que começou o grande Pinto da Costa.

As escutas do processo Apito Dourado estão disponíveis no Youtube e naquele canal ranhoso dos vermelhos do Meo. O que diz bem dos seus responsáveis e daquilo que representam. Vou esperar, sentado, para ver/ouvir as escutas do Apito Encarnado…

Liedson e Sá Pinto: Sá Pinto demitiu-se

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Sá Pinto já não faz parte do organigrama da direcção do Sporting, ao demitir-se esta manhã do cargo de director-desportivo.

Pagar o IVA – não diminui a receita do Estado!

Em época de negociações para o OE 2010, recordamos que toda a oposição esteve de acordo com a proposta do IVA com Recibo aquando da discussão da petição na AR em Julho 2009. O Movimento IVA com Recibo enfatiza que esta medida pode salvar milhares de Micro empresas e PMEs e proporcionar o aumento do Emprego. O Movimento pede assim que os Políticos actuem de forma responsável para com 99,6% do tecido empresarial Português.

Todos os partidos da oposição ao Partido Socialista na Assembleia da República concordaram com os princípios formulados pelo Movimento Cívico IVA com Recibo, aquando da discussão da petição no dia 22 Julho 2009. O PS que detinha a maioria não viabilizou esta medida que em muito ajudaria milhares e milhares de PME portuguesas, e considerou-a uma demagogia política. No entanto, o contexto político alterou-se e agora a oposição tem o dever de fazer valer a sua opinião unânime.

“Com o equadramento económico actual, linhas de financiamento que não chegam às empresa e a perspectiva de aumento das taxas de juro, o que as PMEs querem é libertação de tesouraria para que possam desenvolver o seu negócio. Muitas empresas estão a realizar livranças relativas a facturas que não são pagas, de forma a poderem pagar o IVA e os salários. Por exemplo, uma livrança de 50,000 euros, a 90 dias, referente a facturas em atraso de grandes empresas, implica cerca de 400 euros de custo. Estes custos adicionais fragilizam também a empresa relativamente a novas contratações”, afirma Sofia Santos, coordenadora do Movimento e micro-empresária. [Read more…]

Liedson e Sá Pinto: dois leões zangados

É sabido que os ânimos têm estado agitados para as bandas de Alvalade nesta época desportiva. Um clima que ajuda a explicar os problemas exibicionais e os fracos resultados da equipa durante meses. Sim, o plantel é desequilibrado, como dizem os especialistas. Sim, há lacunas de elementos de qualidade em alguns sectores. Mas também já havia uns e outros na época passada e as coisas nem correram muito mal. Pelo menos não tão mal como nesta época.

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As notícias sobre as alegadas agressões – sejam empurrões, murros ou simples impropérios -, entre Liedson e Sá Pinto, ajudam a tentar perceber o que se passa no reino do Leão.

Os jornais desportivos dizem que não se sabe – ainda – se Sá Pinto e Liedson chegaram “a vias de facto”, mas fala-se em murros e empurrões, na presença, quer de todos os jogadores da equipa, quer do treinador Carlos Carvalhal e de que os ânimos só terão serenado quando Liedson foi retirado do balneário. Vale que é levezinho.

Ora, uma alegada crítica de Sá Pinto ao erro do guarda-redes Rui Patrício, que deu origem ao segundo golo do Mafra, não parece motivo para uma reacção e zanga séria de Liedson em defesa do colega de equipa. Há aqui algo mais.

Em particular com o ‘levezinho’. Desde pedir ao treinador, ainda no tempo de Paulo Bento, para parar porque as coisas não estavam a correr bem. E agora este caso. Aguardemos pelos próximos episódios.

O problema da História

O problema de se escrever sobre História, ou de se realizar um filme sobre um qualquer tema ou personagem Histórica é quase sempre a questão da fidelidade aos factos. Muito poucos filmes ou mesmo livros (Wolf Hall grita-me uma vozinha no meu cérebro) são acurados. Isto acontece por muitas razões e parece-me que a primeira é que muitas vezes a realidade não é tão excitante como a ficção. E isso não é condenável, uma obra de arte não tem que factual. Podemos depois falar em puro desconhecimento de factos por parte de escritores ou realizadores ou mesmo diferentes interpretações deles.

O que salta à vista é uma questão que acaba por estar acima de tudo isto: Nem sempre, na História, é possível saber-se tudo. Mesmo que se saiba muito sobre um assunto e mesmo que haja factos que estejam mais que provados, há sempre outros factos e aspectos e pormenores que não se sabem, ora porque não há fontes ou porque elas são muito problemáticas ou por outra razão qualquer. Por outro lado, também há certezas na História. Quando se diz que os nazis mataram 6 milhões de judeus, isto é um facto não há volta a dar.

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Programa da Associação 31 de janeiro

DIA 30
21h30 – Ateneu Comercial do Porto – Conferência subordinada ao tema:
“Como construir a República na século XXI”
Conferencista: Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem

DIA 31

10h00 – Cemitério do Prado do Repouso (Entrada Largo Padre Baltazar
Guedes)
– Intervenções junto ao monumento evocativo do 31 de Janeiro.
– Hino Nacional cantado por alunos do 2o Ciclo do Colégio dos Órfãos.

17h00 – Praça dos Poveiros – Descerramento de placa alusiva ao
centenário da República.
18h00 – Ateneu Comercial do Porto – Abertura da exposição, “Quem
fez a República”

18h30 – Ateneu Comercial do Porto – Apresentação do livro: “A
Maçonaria e a implementação da República” pelo Professor António
Reis.

PS: convite recebido por mail

No Haiti o jornalista é notícia…

Eu a pensar que o jornalista se tinha atirado para debaixo de um prédio para salvar alguem, ou na confusão de gente infeliz, ter levado uma surra ou, enfim, um episódio dignificante que justifica-se a notícia de o jornalista ter ido parar ao hospital. Mas não, partiu um pé e deu uma cabeçada num muro a fugir depois de ver o hotel a abanar.

Estes jornalistas são uns pândegos de morrer a rir, consideram-se uma classe à parte, são conhecidos, aparecem na televisão, gente do mundo numa palavra. Correm para o Haiti aos montes e mostram-nos aos montes as mesmas imagens, mortos, edificios destruídos, gente cheia de pó branco, com um ar de fantasma, os únicos que estão frescos como uma alface são os jornalistas, banhinho tomado no hotel, microfone em punho a dizer-nos que houve um terramoto e há uma grande destruição.

Quando da cobertura da Guerra do Golfo os nossos intrépidos jornalistas apareciam de capacete na cabeça, a centenas de Kms da frente de batalha, a darem-nos notícia do que tinham lido nos jornais ingleses do dia anterior. Mas o capacete dava um ar do caraças, o homem estava mesmo lá, onde “está a notícia”!

E se estes senhores em vez de andarem ali a prejudicar quem trabalha, quem mete as “mãos na massa” , se ajudassem e admitissem que dia após dia nada têm para dizer ?

Larguem o microfone, as câmaras de filmar e ajudem,  enviem uma vez por dia uma “notícia” : esta destruição, estas mortes, têm a ver com a miséria a que foram votados os Haitianos pelos mesmos que agora “às pinguinhas” enviam umas quantas garrafas de água e uns pacotes de bolachas!

E, porra, quando se partirem partam alguma coisa que se veja!

F.C. Porto – FutAventar Jan2010 #4:

Mas que raio de merda é esta? Estamos a brincar ou quê? Será que ninguém explica aos jogadores a responsabilidade de vestirem camisolas do Futebol Clube do Porto? Pensam que apenas vale a pena comer a relva em campo nos jogos da Champions? Só interessa o Arsenal e o Belenenses que se…dane?

Estas camisolas foram vestidas por heróis como o João Pinto, como o Deco, o Vítor Baía, o Jorge Costa, o grande Madjer! Nós, adeptos do F.C.P. merecemos mais respeito. A instituição que lhes paga principescamente, que lhes oferece todas e mais algumas condições de trabalho, não pode ser vexada desta forma. É altura de dizer BASTA! Mas andam a brincar ou quê?

O F.C. Porto, os seus adeptos e simpatizantes apenas exigem aquilo que lhes oferecem, excelência. Entrar em campo com aquelas camisolas vestidas obriga a uma enorme responsabilidade, a suor, a correr todo o tempo, a comer a relva se necessário for, do princípio ao fim, como se cada jogo fosse uma final. Seja na Liga, na Taça, na Champions ou num simples jogo amigável!

Não me peçam palavras mansas pois não as tenho. Não se pode ganhar sempre mas pode-se, deve-se, exigi-se entrega total todos os dias. Ou pensam que é só ganhar milhares de euros todos os meses, sem contrapartidas?

Foram precisos 30!!! Trinta penalidades para o Porto ganhar ao Belenenses. Isto é brincar connosco!!!

Trinta pénaltis

Ao fim de trinta pénaltis alguém pode dizer que ganhou o jogo?

Golos asiáticos

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/LM1jB15kHI8N3NGTYZ1D/mov/1

O Sporting cumpriu calendário frente ao Mafra. Mas o jogo também serviu para este golo, e mais dois, de Zhang. Quem disse que os chineses não sabem jogar à bola?

Absolutamente!

A lição do Haiti

Capitais macrocéfalas, em cima de falhas tectónicas são de evitar.
Portanto, está na hora de começar a evacuar Lisboa.

Por Gabriel Silva no Blasfémias

O terceiro quadro de 2010

 

(adão cruz)

Não há um verdadeiro realista, a não ser que não consiga, minimamente, manifestar a sua própria existência, assim como não há um verdadeiro abstraccionista capaz de unir o absoluto ao absurdo.

A radioactividade pode ser benigna

Ontem iniciamos esta conversa, tendo como pano de fundo o livro “Radiation and Reason” do Prof Wade Allison da Universidade de Oxford.

Sustenta este físico que os desastres de Hiroshima, Nagasaki e Chernobil foram a pior demonstração da perigosidade da radioactividade em altas doses e, que isso, não deixa margem para dúvidas. O que não está demonstrado é o efeito das radiações em baixas doses.

A maioria dos especialistas acredita que a radioactividade mesmo em baixas doses e ultrapassando um determinado limite, pode influenciar o comportamento do nosso ADN. Segundo o modelo matemático linear, a exposição acima de certo limite tem efeitos, e quanto maior for a exposição, maior a probabilidade de indução de efeitos biológicos.

Contrariamente a este postulado, Allison considera que abaixo dessas doses não há qualquer efeito. Será que quando as doses são baixas não há essa proporcionalidade”? Este problema é um dos assuntos mais controversos para a ciência.

O Prof Wade defende que “há uma grande ignorância científica sobre a forma como os mecanismos do organismo reagem às radiações, pelo que o modelo linear adopta uma postura defensiva e de precaução” …” o modelo linear que não concebe a radiação sem riscos está na base da regulamentação em torno quer do nuclear, quer dos aparelhos médicos e industriais que utilizam radiação ionizante”, assim se encarecendo o progresso e se tornando mais dificeis as decisões dos políticos.

Esta percepção está a hipotecar o papel do nuclear em problemas como o aquecimento global e, a continuar assim, o nosso destino não será melhor que o do urso polar!(sic)

PS: bem me lembro quando eu e o meu irmão íamos ao médico e fazíamos exames de “radiocospia”. Além da minha dose levava a do meu irmão para ver as costelas dele…
E, já agora, o Radão, que enche de radioactividade as casas de granito nas Beiras…

Sismos e Património

Domingo, 1 de Novembro de 1755, dia de Todos os Santos, a cidade de Lagos acordou com um tempo primaveril. Muitas pessoas acorreram às igrejas para celebrar a missa.

Sentia-se no ar um odor a enxofre.

Por volta das nove e meia da manhã ouviu-se um rugido medonho.

Poucos minutos depois a terra começou a tremer. Abriram-se fendas no chão e muitos edifícios caíram.

Cerca de quinze minutos depois o mar recuou, deixando as praias em seco. De seguida, uma vaga gigante, ou melhor, uma enorme massa de água, surgiu do lado Sueste da Baía de Lagos e abateu-se sobre a frente ribeirinha da cidade, penetrando terra adentro até à zona de S. João. A esta vaga seguiram-se duas outras, intervaladas de pouco mais de dez minutos. A última foi a mais destruidora, não só pela entrada de uma massa de água com cerca de seis metros de altura no interior da estrutura urbana, como principalmente pelo seu refluxo, que arrastou pessoas, construções, haveres e víveres para o mar.

Descrições da época relatam este terrível acontecimento.

 “Pelas 9 ½ horas da manhã do predicto 1º de Novembro, estando o dia claro e sereno como d’estio, vento N. O., ouvio-se um grande trovão surdo; logo passado 3 ou 4 minutos principiou a tremer a terra com espantosa violência; o mar recolheo-se em parte mais de 20 braças, deixando as praias em seco; e arremettendo immediatamente para a terra com tamanho ímpeto, que entrou por ella dentro mais de uma légua, sobrepujando as mais altas rochas; tornando a retrair-se e rompendo por mais três vezes dentro de poucos minutos, arrastando no fluxo e refluxo enormes massas de penhascos e edifícios; e deixando por isso arrazadas quasi todas as povoações marítimas.”

“Continuou a terra a tremer até 20 d’agosto seguinte com poucos dias de interpolação, principalmente nos primeiros 5 mezes, quasi sempre de noite nos quartos de lua nova e velha.” [Read more…]

Na Rua Princesa Patrícia


Um programa no Canal de História – a Operação Valquíria -, trouxe-me à memória uma já muito distante personagem do nosso passado em África. Tratava-se do marido de uma amiga dos meus pais, a Bibla Sousa Costa. Era um homem alto que fazia o pleno daquilo que se imagina ser um aristocrata prussiano. Tisnado pelo sol das savanas que percorria em organizados safaris fotográficos, de uma correcção irrepreensível, exibia a característica cicatriz de um duelo de estudantes da velha universidade de Heidelberga. Era o barão Werner von Alvensleben, sobre quem corriam em surdina, intrigantes mas pouco credíveis – o homem passara a guerra em Moçambique – lendas de envolvimentos conspirativos no golpe do coronel von Stauffenberg. A queda pró-alemã da Bibla devia-se certamente à influência da mãe, reconhecida pequena correspondente da Abwehr, a quem prestara serviços durante a 2ª Guerra Mundial, um segredo que toda a Lourenço Marques conhecera e comentara. Num ambiente citadino onde coexistiam comunidades provenientes de muitos países europeus, era normal conhecermos alemães, austríacos, polacos, ingleses, gregos e italianos, que se somavam aos chineses e aos que chegaram do antigo Raj britânico da Índia, fossem eles hindus ou muçulmanos.

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Apontamentos a sépia (3)

(Gerês)

nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – jAN2010 #3:

Nesta arranque de 2010 temos dois novos trabalhos em destaque: The Gothenburg Address com o seu álbum de estreia e Anne Lene Hagglund com Brid Cherry Grove, ambos uma delícia. Para recordar, Andrew Bird e o seu Oh No, um dos melhores de 2009 e que passou ao lado de muito boa gente.

(nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO, em breve numa rádio perto de si e sempre aqui, no Aventar).

As Directas no PSD #1

Como a “coisa” promete, vou passar a publicar, de vez em quando, as notícias sobre o processo eleitoral em curso (PREC-PSD).

Para lançamento, a entrevista do Presidente da Distrital do Porto, Marco António Costa afirmando que não apoia Pedro Passos Coelho: AQUI.

Por sua vez, chegou-me hoje às mãos o chamado “Manifesto de Conciliação” organizado por um grupo de militantes que estão a recolher assinaturas com o objectivo de acelerar a realização de directas e antes de qualquer congresso.

O PREC-PSD promete.

Adenda às 16h46: Até já existe um site: PSD-Directas Já

Adenda às 17hoo: Está lançada a confusão!

Hugo Colares Pinto: reflexos (3)

Diálogos com a Ciência – A simbologia da palavra na Ciência Militar – Rodrigues do Carmo

Rodrigues do Carmo foi o segundo interveniente desta sessão dos Diálogos com a Ciência dedicada à simbologia à simbologia da palavra na Ciência Militar.
A sua intervenção centrou-se na ideia de palavra como meio de controlo e modelação da realidade. Neste contexto passamos pela Novilingua de Orwell até ao politicamente correcto da actualidade.

Duração total: 25:28
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Também disponível em vídeo na TV.UP.

Ver Programa Completo das Conferências Diálogo com a Ciência.

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Acordo com o ME e sentimentos

Escrevi em inúmeros posts algumas das impressões, pessoais, sobre o acordo com o ME. Na “sequência do exame final ao acordo” surgiu um troca de mensagens com Octávio Gonçalves e tendo por base o valor do acordo – positivo ou negativo?


Para continuação do debate recordo que SEMPRE defendi que a questão central da nossa luta era a divisão na carreira e não a avaliação. E, até por isso, penso defender que o acordo foi péssimo na dimensão avaliação. E que tal ideia não me impede de o ver como algo positivo na questão da carreira.
E, se positivo, logo desnecessário o caminho do parlamento – no parlamento devemos colocar o que é de lá: a contagem integral do tempo de serviço congelado. Isso, sim, é no Parlamento onde, repito, o PSD é a chave – os outros 3 não chegam.
Logo, não concordo com os movimentos que defendem que os sindicatos não têm autoridade para assinar o acordo em nome dos professores. [Read more…]

O que se diz por aí

Já passou um ano desde que Barack Obama foi eleito. Há quem veja mudança, há quem veja continuidade. Parece-me que dentro dos EUA há uma mudança em curso, desde logo em sede de assistência social e médica. Quanto a políticas externas, vejo mais dinheiro para a guerra – Afeganistão e Iraque incluídos – sem resultados, uma prisão em Guantánamo que se mantém, e por aí fora. Pelo menos tiros continuam a não faltar em terras do Tio Sam. Lá nisso a tradição ainda é o que era.
Também o futuro do Haiti, que vive redobrados momentos de aflição, poderá ser uma oportunidade para ver diferenças de fundo, se as houver, da eleição de Obama.
Faria de Oliveira traçou o perfil dos interessados no BPN. Pelos traços, será mais um banco a ficar em mãos estrangeiras, depois do dinheiro público lhe ter dado um bom arranjo. Mas as melhorias ainda não vão ficar por aqui, pois ainda haverá uns ajustes para tornar o BPN mais apetecível, pois desta venda depende o reembolso da Caixa, estando para já afastado o cenário de integração do BPN.
Nas Grandes Opções do Plano, entre outras medidas, comenta-se a possibilidade dos portugueses de votar em qualquer ponto do país. Eu preferia que as opções e políticas governativas, de agora e do futuro, dessem antes de mais, vontade em ir votar.