Yupido, uma spin-off multimilionária da Juventude Popular?

Ainda ninguém sabe ao certo o que é. Dizem os jornais que é uma empresa constituída em 2015, sediada nas Torres de Lisboa, criada com um capital social de 243 milhões de euros e que vale hoje cerca de 29 mil milhões, o equivalente a 15% do PIB português. Parece que anda para ali o algoritmo do século, ou qualquer coisa assim.

À semelhança daquele universo manhoso de “empresas” que vive numa espreguiçadeira das Caimão desta vida, a Yupido não tem funcionários, não tem vendas e dá prejuízos. Ainda assim, conta com 10 jovens administradores/accionistas, alguns deles militantes da Juventude Popular. Multimilionários, claro. Será uma spin-off da jotice, de inspiração jacintoleitecapeloregiana?

No Twitter, Tiago Silva dedicou-se a dissecar este fenómeno da nebulosidade empresarial. Vale a pena espreitar o trabalho compilado pelo Tiago, enquanto a PJ faz o seu trabalho. Porque aqui há gato. E talvez venha a dar merda.

Abaixo o crescimento do país!

Passos Coelho, enquanto foi primeiro-ministro, aumentou a dívida pública, provocou mais desemprego, causou a perda de rendimentos dos que tinham menos rendimentos, agravou radicalmente a perda de qualidade de muitos serviços públicos (graças também à privatização cega de áreas que não deveriam ser privatizadas) e pisou direitos laborais e, portanto, humanos, praticando uma subserviência cega a ditames de uma aparente união europeia que, na realidade, está ao serviço de poderes económicos que se caracterizam por uma absoluta desumanidade, ansiando por salários baixos e direitos sempre mais mínimos. Passos Coelho, relembre-se, fez tudo isto, depois de ter garantido que faria o contrário, ganhando eleições com base num chorrilho de mentiras.

Depois de quatro anos de destruição, Passos Coelho, sempre com a mesma falta de vergonha na cara de quem é capaz de inventar suicídios, aparece agora a dizer que, com ele no governo, o país estaria a “crescer mais”. Desde que Luís Montenegro, essa luminária do passismo, declarou que o país estava melhor, mesmo que as pessoas não estivessem, fiquei insensível ao conceito de crescimento que povoa a mente desta gentinha alimentada a doses de cavaquismo e a restos da universidade de Verão e para quem as pessoas são abstracções, objectos puramente mentais que, portanto, não precisam de se alimentar ou de viver.

Declaro, portanto, que sou radicalmente contra o crescimento do país. Onde é que assino?

Irá Duterte matar o próprio filho?

O filho do justiceiro das Filipinas foi hoje ouvido em tribunal por suspeitas de envolvimento em tráfico de droga. A confirmarem-se as suspeitas, irá Rodrigo Duterte executar o próprio filho, em linha com o caminho que preconiza para o combate ao tráfico? Ou será que, nas Filipinas como no resto do mundo, os traficantes de colarinho branco passam entre os pingos da chuva?

Angola, o futuro imediato

[Mwangolé]

À pergunta se poderia ser o Gorbachev angolano, João Lourenço respondeu que pretende vir a ser mais parecido com Deng Xiaoping, o homem que liderou a reforma económica na China. De facto o maior problema de Angola está no fraco desempenho da sua economia. Não se pode obviamente criticar por antecipação, nem tão pouco sabemos o que resultará da acção do próximo elenco governativo, certo é que o quadro que serve de ponto de partida não é brilhante. Com o preço do petróleo em baixa, sem diversificar a economia, não vamos a lado nenhum. E se alguns factores como a cotação da matéria-prima não dependem da política governativa, outros só dependem mesmo de Angola. [Read more…]

Alexandra Leitão e a manipulação da opinião pública

[Santana Castilho*]

É para mim evidente que o momento que se vive no ensino está longe de ser aceitável. Mas era previsível para quem acompanhou a evolução da intervenção do PS, desde a preparação do programa eleitoral até à apresentação do programa de Governo. Os comissários políticos a quem o ministério foi entregue transformaram uma discussão, que se desejaria séria, num exercício populista de conquista da opinião pública. Confundiram opiniões datadas com factos e apresentaram interpretações como evidências.

O conhecimento recente do resultado dos diferentes processos de colocação de professores expôs a existência de um elevado número de docentes dos quadros desterrados para escolas a centenas de quilómetros das residências, porque os serviços do ministério apenas consideraram horários completos, contrariamente à prática dos últimos onze anos, que sempre admitiu, para o mesmo efeito, também, os horários incompletos.

Ora a necessária alteração de muitas práticas da Administração Pública em matéria Educação não pode consistir na sua entrega a expedientes processuais de momento, que não a dignificam. A dignidade da Administração Pública e o conceito que temos de Estado de Direito são visceralmente incompatíveis com iniciativas, ainda que legalmente suportadas, que, sem aviso prévio, mudam os processos seguidos há uma década. [Read more…]

Como desencardir um candidato autárquico

[Rui Naldinho]


Podemos sempre questionar a qualidade das sondagens da AXIMAGE, mas nem vou por aí. Até podemos ironizar com o EXPRESSO, na medida em que este parece recorrer a informação alheia para promover uma ensaboadela às nossas mentes tão puritanas, as mesmas que se recusam a dizer em voz alta, aquilo que pensam em voz baixa.

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Injustiça no Concurso de Professores

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Miguel Teixeira

Este estudo, que compreende unicamente os 12 primeiros grupos de recrutamento de professores , sobre a graduação e antiguidade dos docentes concorrentes ao recente concurso de mobilidade interna, é revelador do grau de injustiça que marcou o referido concurso, verificando-se que há colegas com 34 anos de serviço (que só puderam concorrer em 3a prioridade) que foram ultrapassados por outros…com apenas 3 a 5 anos de serviço profissional (que puderam concorrer em 2a prioridade). A consequência lógica para muitos docentes com mais de duas dezenas de anos de serviço e em alguns casos com mais de 30 anos de serviço (alguns já avós com 55 e 60 anos de idade), que normalmente ficavam colocados próximo da sua residência, foi ficarem colocados em escolas a centenas de quilómetros de casa.

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Os políticos vivem quase exclusivamente de corrupção e tráfico de influências

Perdoem-me, tive um momento André Ventura e não resisti ao facilitismo da generalização. Sim, eu sei que nem todos os políticos são corruptos ou traficantes de influências, mas é que são tantos a corromper e a ser corrompidos, tantos envolvidos no tráfico de colarinho branco, tantas luvas, tantos robalos, tantos favores e tachos, tanta promiscuidade nas nomeações, nas danças de cadeiras, nas obras públicas e nas grandes compras do Estado, tantos negócios viciados para amigos, familiares, antigos e futuros empregadores, que, estou certo, se a Aximage se sai com uma sondagem sobre o assunto, 98% da população acabará por concordar comigo. Os outros 2% são políticos e vivem mesmo quase exclusivamente da corrupção e do tráfico de influências. À beira deles, até o mais perigoso cigano se assemelha a um menino de coro. Corremos com os gajos?

Expresso patrocina conteúdos do Correio da Manhã sobre André Ventura

O Correio da Manha encomendou uma sondagem à Aximage para sentir o pulso aos portugueses, a propósito das declarações xenófobas de André Ventura sobre os ciganos. Para grande alegria da alt-right tuga, porque já não se aguenta tanta sondagem da Aximage em que o PSD não pára de se enterrar nas intenções de voto, – a última, apresentada no final de Agosto, após o Verão horribilis do governo, mantém Costa como o líder mais popular e Passos no fundo da tabela, paralelamente a uma queda de apenas 1% do PS nas intenções de voto (43%), ao passo que PSD continua em mínimos históricos (22,9%) – a maioria dos eleitores, da esquerda à direita, assina por baixo das polémicas declarações do candidato do PNR do PSD. Vale a pena, por inúmeros motivos, olhar de forma atenta para estes resultados. [Read more…]

Angola e as eleições gerais de 2017 (2)

[Mwangolé]


Em 2008 o MPLA obteve 80% dos votos, conseguindo eleger 191 dos 220 deputados. Em 2008 a percentagem caiu para 71% com 175 deputados. Acreditando que os resultados apresentados pelo CNE possam estar certos e serão validados pelo Tribunal, o processo ainda não terminou, agora em 2017 foram 61% com 150 deputados. A queda é evidente e não pode ser explicada apenas pela não recandidatura do Presidente José Eduardo dos Santos. Ninguém de boa-fé pode questionar o papel do presidente na conquista da paz em 2002, no desenvolvimento que o país conheceu desde então, mas passados 15 anos seria de esperar uma realidade diferente da que vivemos. É tempo mais que suficiente para já ninguém levar a sério os que ainda apontam o dedo à herança colonial ou guerra civil, como culpados da situação.

Angola importa quase tudo o que consome, exportando pouco mais que petróleo e diamantes. Atravessando um período de baixa no preço das matérias-primas nos mercados internacionais, o país ficou a braços com um problema de divisas, ao qual também não é isento a falta de credibilidade do sistema financeiro, junto dos parceiros internacionais. O resultado está à vista, com a crise económica que o país atravessa. Faltam cuidados de saúde, a educação tem pouca credibilidade, a maioria da população não tem acesso a saneamento básico, muitas casas não têm água corrente, quanto mais potável, nem energia eléctrica. E mesmo para as que têm, o abastecimento não é regular. Todo o angolano sabe que a qualquer momento deixa de passar água ou que a luz foi. [Read more…]

Professores, os que menos sabem de Educação

Pode ter passado despercebido a muita gente, mas os professores são efectivamente seres humanos, logo imperfeitos, falíveis por isso mesmo, dotados de imprescindíveis insuficiências sem as quais seriam divindades. Alguns são, até, redundantes, de tão preocupados em confirmar a humanidade da classe a que pertencem. Professores são, portanto, pessoas.

Em Portugal, há cerca de 140 000, contando com uns 30 000 que foram afastados das escolas graças a desculpas esfarrapadas proferidas em nome de uma dívida pública que continua a ser uma história tão mal contada como as que inventam cônjuges apanhados em flagrante delito de delírios carnais: no fundo, os sucessivos governos apanhados a entregar dinheiros nossos a privados desvairados também dizem coisas como isto não é o que parece ou eu posso explicar. Claro que há sempre quem goste de ser enganado, o que explica tanto voto nos do costume.

Entre esquerda e direita, em Educação, há umas alternâncias de discurso, mas um dos pontos comuns (espalhado, aliás, pela opinião pública) pode resumir-se na seguinte proposição: os professores não percebem nada de Educação e/ou estão completamente desactualizados. Esta crença é tão forte que leva ignorantes a pensar que dominam o assunto, chegando mesmo ao ponto de escreverem coisas. [Read more…]

Cavaco Silva, o precursor das viagens pagas a políticos por empresas privadas

Foi no Independente de Paulo Portas, do tempo em que o PSD estava apinhado de quadros muito muito medíocres, e conta-nos a história das férias do primeiro-ministro Cavaco Silva em Salzburgo, pagas pelas Nestlé. A viagem no Falcon, essa, ficou a cargo dos nossos impostos. Piu.

A censura e outros totalitarismos da Geringonça inquisitória

Vivem-se dias de terror nesta pátria totalitária à beira-mar plantada. O advento da Geringonça trouxe consigo muitas maleitas, que fariam a Santa Inquisição corar de vergonha, e já ninguém está seguro. A censura é apenas uma das muitas faces do terror da impune revolução socialista. Ou estás com os estalinistas, ou serás perseguido e ferozmente punido.

Enquanto escrevo estas linhas, a imprensa livre no exílio reporta a prisão de inúmeros jornalistas e cronistas portugueses, havendo relatos que nos chegam desde a reactivada prisão de Caxias, onde grandes heróis da democracia contemporânea como José Manuel Fernandes, Camilo Lourenço, Rui Ramos, José António Saraiva ou David Dinis são sujeitos às mais bárbaras práticas de tortura. [Read more…]

Sai da frente, Passos!

via Geringonça

Não ter ponta de vergonha na cara é isto

Fazer de conta que o passado não existiu.

“Comércio Livre”- Para quem?

CETA: Acordo Económico e Comercial Global entre a União Europeia e o Canadá (CETA), um Acordo de “comércio livre”, leia-se: auto-estrada para o capital transnacional, subordinação da soberania nacional, instrumento de ataque ao planeta.

Vejamos porquê:

  • O Canadá é o rei do mais sujo petróleo do mundo, extraído de areias betuminosas. O petróleo assim produzido tem colossais custos ambientais, muito superiores aos dos combustíveis fósseis convencionais. Na região de Alberta, no oeste do Canadá, áreas imensas de bela floresta boreal são dizimadas e transformadas em desoladas paisagens lunares, com montanhas de enxofre e enormes lagos artificiais cheios de caldo altamente tóxico composto por substâncias como o cádmio, arsénio, mercúrio e hidrocarbonetos cancerígenos – que lá ficam, a céu aberto, infiltrando-se até envenenarem as águas subterrâneas e funcionando como armadilhas monstruosas para os animais selvagens. Porque a extracção do “ouro negro” das areias requer quatro a cinco barris de água para a obtenção de um barril de petróleo, a indústria do petróleo usa e abusa do rio Athabasca, ameaçando os ecossistemas da área, matando peixes e destruindo a base de subsistência de povos indígenas. A incidência de cancro na região é 20% superior à do resto do país. O processo de extracção exige também descomunais quantidades de energia, libertando correspondente quantidade de gases de efeito de estufa (GEE), causa do aquecimento global.

A contaminação da água, solos e ar resultante da exploração das areias betuminosas catapultou o Canadá para um dos primeiros lugares de emissão de GEE per capita a nível mundial. [Read more…]

Angola e as eleições gerais de 2017 (1)

[Mwangolé]

Validadas pela CNE, até ver, as eleições angolanas do passado dia 23 poderão ter sido livres e democráticas, mas dificilmente alguém as considerará justas. Para já o povo angolano deu uma lição de civismo aos políticos, exercendo o seu direito sem a confusão ou exaltação que muitos estariam à espera, é por isso e para já, o grande vencedor do pleito eleitoral. É importante que a paz tão duramente alcançada, não seja colocada em causa, pois dela todos beneficiamos.

Eleições livres no sentido que ninguém foi obrigado a votar ou impedido de se abster. Democráticas porque apesar de contestadas pela oposição, não vi até agora qualquer prova de falsificação de resultados. Quem tiver que rapidamente as apresente. E se aparecerem, que sejam rectificados os resultados anunciados, ou repetidas as eleições como irá acontecer agora no Quénia, um bom exemplo para todo o continente. Quanto à justiça a conversa é outra, em primeiro lugar porque existiu confusão desde o início do processo, ou seja desde o recenseamento, continuou com a certificação dos delegados de lista junto das mesas, com o método de apuramento dos resultados, ou seja, muito dificilmente alguém acreditará que a CNE esteja isenta de culpas quanto às acusações de parcialidade e também não se livrará de ser questionada quanto à sua competência e sucessivas trapalhadas em que se foi envolvendo. Fica a suspeita no ar e isso não é bom para quem se quer apresentar acima das disputas partidárias, representando o Estado. Imaginemos que numa partida de futebol, o árbitro vai ser nomeado e pago por uma das equipas. Por muito idónea que a pessoa seja… [Read more…]

Conselho Geral de quê?

Seixas da Costa foi o embaixador português que ajudou a EDP (na UNESCO) a construir a barragem do Tua; é administrador da Mota Engil (construiram a barragem do Tua); é adminstrador da EDP.

Onde andas Jerónimo? Onde andas Catarina? Ah! No Porto a ver os aviões!

 

 

 

Angola vista por Mwangolé

Originária do Leste de Angola, a estátua do pensador ao longo dos anos espalhou-se pelo território, sendo hoje a peça mais representativa de Angola. Chegou ao ponto do Zedu a ter oferecido ao Papa numa viagem ao Vaticano. E mesmo fora de Angola, não identificando a mesma com o país, muitos já a viram.

“Mwangolé” significa angolano. Quando se referem a uma característica própria, os angolanos usam a palavra, por ex. “mwangolé gosta de dançar”. Mas também pode ser usada como lugar, país, por exemplo “por estes dias faz calor na mwangolé”.

A partir de hoje, o Aventar irá publicar uma série de crónicas do nosso autor convidado Mwangolé, trazendo uma visão menos corrente entre nós.

O roubo de um comboio de Lisboa

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José de Lisboa

Estamos a ser roubados.
Com intensidade e duração variáveis, o património ferroviário português tem sofrido nas últimas décadas muitos atentados, saques e roubos, uns velados e outros mesmo na luz do dia, como é o caso que quero denunciar.

Está a poucas horas ou dias de desaparecer, sob a forma de sucata de luxo, a primeira automotora elétrica de corrente monofásica 25 kV em Portugal e no mundo inteiro, conhecida como “Unidade Tripla Eléctrica” número 2001, ou seja, UTE 2001. [Read more…]

A ideologia de Cavaco

Houve um tempo em que ideologia falou mais alto que a realidade. Cavaco Silva, um daqueles saudosistas que, à semelhança do outro indivíduo que figura na imagem em cima, fez uso de um partido para o qual se estava nas tintas, apenas para se perpetuar no poder, defendia, no longínquo ano de 1992, que a Europa não era para toda a vida, fazendo jus à ideologia isolacionista na qual se sentia orgulhosamente integrado, e cujos sabujos condecorou como heróis de guerra. Agora, dá o ar da sua graça em Castelo de Vide, dando lições de europeísmo a quem teve pachorra para o ouvir.

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Um certo sarro de tempos longínquos

Ontem foi dia de festa na “universidade” (não uso minúscula mais pequena porque não há). Aníbal, o Cavaco, falava. E do que disse escorreu bílis, sobrou mediocridade, soprou vacuidade. Há nele um certo sarro de tempos longínquos, uma desconformidade com o que de mais nobre tem a democracia. Há nele aquele ódio que gela o espírito dos que pensam ser médium de uma qualquer verdade absoluta que paira no ar e, ao fim de muitos anos, começam penosamente a suspeitar de que talvez se enganem e, pior, que talvez tenham perdido a capacidade de enganar os outros. Em nós há a náusea, a incontível náusea.

O discurso xenófobo de Passos Coelho e os vistos gold

Foto@Público

Quando o deputado Passos disse à sua claque que não queria qualquer um a viver no nosso país, será que se referia aos oligarcas do Partido Comunista Chinês, entre outras figuras de igual envergadura ética e moral, a quem atribuiu vistos gold a torto e a direito?

Já agora, não havia um ex-ministro do governo do mesmo Passos, a ser julgado por vários crimes, relacionados com esses mesmos vistos gold, sobre o qual a imprensa controlada pela Geringonça soviética não pára de falar? Ah, espera lá, afinal não fala. Nunca. Apesar do julgamento decorrer há vários meses. Estes soviéticos modernos, o Estaline que descubra e vai tudo parar ao gulag…

Há uma grafia rasca em Portugal

Quem te não viu anda cego
Zeca Afonso

DOC: Symptoms, ma’am, symptoms.
SALEM: Symptoms!
SONNY: Things that show on the outside what the inside might be up to.
— Sam Shepard, “La Turista

O penalty é penalty.
— Rodolfo Reis. 27/8/2017

***

Durante as férias, depois dos arredores de Putzu Idu, algures em Portugal, porque era efectivamente sábado e se calhar havia vento de Gibraltar,

Algures em Portugal, Agosto de 2017

apareceu-me este texto de Vítor Serpa, director do jornal da irresponsável resistência silenciosa.

En passant, acho deliciosa a avaliação “excelente”,

feita pelo director do jornal A Bola, de um trabalho “apresentado com rigor”, [Read more…]

Alvor, Agosto de 2017

Foto: Francisco Miguel Valada

Um artigo deplorável de Pedro Carlos Bacelar de Vasconcelos

O problema deste mundo politicamente correto são sempre estas pessoas, ainda por cima deputados e com responsabilidades, que misturam tudo e, sem nenhuma ponta de bom-senso, ou vergonha na cara, cavalgam as ondas de populismo politicamente correto sem o menor pudor.

Sobre a atuação da CIG, a propósito dos livrinhos da Porto-Editora (editados em 2016) que a CIG, 1 ano depois e para acalmar as redes sociais, resolveu recomendar (sob orientação do Ministro Adjunto) que fossem retirados do mercado, muitos se manifestaram contra essa atitude que consideram muito infeliz. Pensaram esses muitos cidadãos que podiam exercer o seu direito de opinião. Registo imensas pessoas das artes, do jornalismo, das ciências, etc.

Pois hoje fiquei a saber, por este artigo do Pedro Carlos Bacelar de Vasconcelos, deputado e Professor de Direito Constitucional, que essas pessoas são tudo o que podem ler abaixo só porque, imaginem, exerceram o seu direito de opinião. Até apoiantes de Trump passaram a ser, na classificação deste senhor. O Ricardo Araújo Pereira, por exemplo, passou a ser, tal como muito outros, um perigoso ideólogo do mais perigoso que existe.

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Porque o proletário é estúpido como uma porta, não é mesmo?

Imagem encontrada no Facebook do Ricardo M Santos, perigoso comunista

Está por aí um alvoroço muito grande, com cataclismos, resgates e pragas bíblicas à mistura, porque a malta da Autoeuropa, imagine-se o desplante, decidiu fazer uma greve. Estes esquerdalhos, sempre a querer lutar pelos seus direitos. Se fossem assaltar bancos ou adjudicar coisas a troco de robalos, luvas, putas e vinho verde é que eles eram gente de valor. Uma Maria Vieira a disciplinar cada um destes bandalhos era pouco. [Read more…]

O regresso do cavaco-vivo

A universidade de Verão de Castelo de Vide está para o Ensino Superior como as notas do Monopólio estão para o dinheiro, o que quer dizer que as aulas que ali decorrem não são, portanto, aulas, concluindo-se, portanto, que os docentes não são professores e que os alunos, portanto, os alunos, dizia eu, não estão ali para aprender. Pronto, confesso: é um rodízio de comícios.

Cavaco Silva foi um dos “professores” convidados e, de modo coerente, confirmou aquilo que de pior tem em si, que é, afinal, o melhor que pode dar ao mundo. O político que fingiu, durante anos, não ser político deu mais uma lição de vacuidade, o que, afinal, faz sentido na universidade de Verão de Castelo de Vide. [Read more…]

As benesses

Chocam-me estas benesses que certos cargos podem proporcionar, em particular cargos pagos pelo erário público. Estes especificamente porque, frequentemente, há decisões que são tomadas que têm impacto no dinheiro dos outros. E já se sabe, se não sai do bolso, não se sente.

Os políticos têm o dever de ter sensibilidade para esta questão e, sendo cargos de nomeação, os cuidados precisam de ser redobrados. Por isso, todos os que aceitaram prendas, que mais não são do que pequenos subornos, que tenham a dignidade de se demitirem. Ou que sejam demitidos, se não tiverem essa elevação.

Não importa se a benesse influencia ou não alguma decisão. Certamente que algumas influenciarão, caso contrário estaríamos perante um exercício de atribuir prémios de simpatia. A política, hoje em dia, é uma profissão, como qualquer outra, até tem formação de quadros e “universidades”, mesmo que durando apenas uns dias no Verão, assim se vê a qualidade dos graduados, portanto, porque é que hão-de ter estes profissionais pagamentos por baixo da mesa? Até porque os políticos, estes mesmos que aceitam prendas daqueles que procuram ganhar concursos, trataram de ilegalizar para as outras profissões, e bem, os esquemas das benesses por baixo da mesa.

Ah!, não me venham tretas partidárias. Não me recordo de um governo que não tenha tido casos desta natureza. Há, isso sim, hipócritas que apontam o dedo, esquecendo os três dedos que ficam a apontar para si mesmos.

Nuvens negras no horizonte da Auto-Europa

Durante anos a comissão de trabalhadores da Auto-Europa foi liderada por um sindicalista sério, que colocou o interesse dos colegas de trabalho e da entidade patronal acima dos interesses sindicais. O resultado foram mais de duas décadas de estabilidade, com algumas crises pelo meio como é óbvio, porque a economia e indústria automóvel não estão sempre em alta. Após a passagem à reforma do antigo líder da Comissão de Trabalhadores, foi negociado com a administração um acordo entretanto rejeitado em plenário, o que levou à demissão da actual CT. [Read more…]