Back to the ‘fatos’ and ‘contatos’

2015

Roads? Where we’re going, we don’t need roads.

Dr. Emmett Brown

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Como muito bem recorda Jorge Mourinha, 21 de Outubro de 2015, dia emblemático do segundo  Regresso ao Futuro, está aí à porta.

Exactamente: 21 de Outubro de 2015.

Os autores do argumento não sabiam que, cinco dias antes, algures em Portugal, António Costa iria escrever uma carta a Passos Coelho (pdf) com ‘contatos’ (lá mais para a frente, sublinhe-se, aparecem ‘contacto’ e ‘contactos’) — além dos sempre interessantes ‘aspetos‘.
contatos

Zemeckis e Gale não terão previsto que, na antevéspera do dia 21 de Outubro de 2015 (isto é, hoje), se leria o seguinte, no sítio do costume:

dre19102015

De outro modo, o argumento poderia ser ligeiramente diferente:

DOC: Estamos a descer para Hill Valley, Califórnia, são 16:29… de quarta-feira, 21 de Outubro de 2015.

MARTY: 2015? Quer dizer que estamos no futuro.

JENNIFER: Que estás a dizer? Como é que podemos estar no futuro?

MARTY: Jennifer, não sei como te hei-de dizer isto, mas… estás numa máquina do tempo

JENNIFER: E estamos em 2015?

DOC: 21 de Outubro de 2015.

JENNIFER: Então, não estavam a brincar. Marty, podemos mesmo ver o nosso futuro. Disse que iríamos ter um Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em 1990, certo? Então? Correu tudo bem? Foi óptimo? Foi espectacular? Conseguiu-se a “unidade essencial da língua portuguesa“?

MARTY: Doc! Que raio está a fazer?

DOC: Calma. É um gerador de ritmo alfa para induzir o sono. Não quero que ela veja nem os ‘fatos’ e contatos’, nem a receção e a recepção e a recessão. Ninguém deve saber demasiado do seu futuro. Quando ela acordar, vai pensar que foi um sonho.

GOP

Ao longo dos tempos vários artistas apoiaram e até foram candidatos a cargos políticos pelo Partido Republicano. O actor Ronald Reagan chegou mesmo a ser eleito Presidente. Hoje temos um palhaço apresentando-se às primárias, com boas hipóteses, se acreditarmos nas sondagens…

Levanta a Crista(s), engole um sapo

Cristas A

No telejornal da TVI do passado Sábado, a dirigente do CDS-PP Assunção Cristas era a ilustração perfeita do momento ressabiado e desorientado que a direita radical e ultraliberal vive nos dias que correm. A milhas do seu registo habitual, sereno e austero, a centrista estava visivelmente irritada, falava num tom que roçava o agressivo e repetia freneticamente os sound bites do momento da narrativa simplista pós-eleitoral do PàF: “ganhamos”, “o PS perdeu” e “CDU e o BE são anti-europeus”. Que erecta que estava a crista da Cristas! Cruz-credo!

No meio do histerismo, de forma calculada (ou não), Assunção Cristas acusava António Costa de não ter seriedade ou honestidade intelectual, algo que, vindo de uma fiel discípula de Paulo Portas, não deixa de ter a sua dose industrial de ironia e humor. Contudo, e caso Costa aceite o convite de Passos Coelho para integrar um governo com a coligação, não será difícil para Cristas engolir mais este sapo e passar a partilhar as reuniões do Conselho de Ministros com o líder do PS e mais uns quantos artesãos da bancarrota. Afinal de contas, a corte de Portas é feita de mestres da dissimulação. Ou será que já nos esquecemos que a ministra Albuquerque, que hoje aparece em momentos tão íntimos e sorridentes com o vice-PM, foi uma das razões enunciadas pelo irrevogável para apresentar a sua “demissão” em 2013? De engolir sapos percebem eles. Cair do poleiro, com uma crista tão erecta, é que deve ser mais complicado.

Aeroporto da Portela impróprio para crianças

mas cada vez mais convidativo para adultos. Benefícios da privatização?

Afinal também existem eurocépticos na família política do PàF

caso dos 6 ministros do governo britânico que já pediram a David Cameron para fazer campanha a favor da saída do país da União Europeia. Ou não fossem os tories eurocépticos. Em Portugal, segundo a narrativa actual, seriam comunistas.

Com indiferença, segurança e comprimidos?

luaty
«Não sei como José Eduardo dos Santos dorme à noite. Não sei como Isabel dos Santos dorme à noite. Não sei como milhares de homens e mulheres de negócios dormem à noite. Não sei como o Governo português dorme à noite. E o PCP podia arranjar melhor companhia do que o governo português nesta matéria (…)».
[Alexandra Lucas Coelho no Público]

Pensar o conceito de crescimento

«A esquerda pode e deve ser pioneira na defesa da prosperidade em lugar do crescimento económico. Este conceito prova ser tão mais necessário quanto as desigualdades não param de aumentar, em Portugal e no planeta.»
[«Esquerda e Ecologia», Jorge Pinto, n’O Irrevogável]

“Um governo PSD+CDS e PS não te[ria] nenhumas condições para funcionar”

Pedro Passos Coelho antes das eleições sobre um hipotético centrão (que o radicalismo neoliberal do PàF e o audaz programa do PS seja como for impedem). Mais lembrando PPC que “o modelo económico é diferente”, “o programa económico é divergente” e ainda que “o programa político não é conciliável”.

Cul-de-sac

Num rasgo de generosidade, Passos Coelho já não quer só o apoio ou a passividade política do PS: convida-o, formalmente, a integrar a coligação de governo. Aí, o CDS, já em estado de stress histérico, pareceu desatinar de vez. E podemos ver a seráfica Cristas a perder a cabeça numa simples entrevista televisiva, patenteando o engraçado espectáculo de alguém com um património vocabular curto e competências discursivas limitadas a tentar exprimir a sua aflita indignação. Finalmente começa a escancarar-se aquilo que se insinuava já nas intervenções de algumas figuras da direita intelectualmente mais ágeis: o pecado original da direita – com total prejuízo do PSD – foi a disparatada coligação pré-eleitoral que retirou ao PSD toda a agilidade negocial – lá se foi a hipótese do bloco central… – e brindou o CDS com uma percentagem absurda de deputados, à qual jamais chegaria deixado a si próprio. Dá vontade de perguntar que estranha força de chantagem este partido tinha sobre o seu parceiro para obter tal vantagem. Agora, enclausurado no beco em que se meteu, o PSD limita-se a ir ensaiando umas variações ressabiadas e um tanto rascas, enquanto vê o seu partenaire CDS, num delírio de declarações proto-fascistas, cortando cerce qualquer saída do buraco em que se meteram. É que minutos depois de Passos Coelho ter convidado António Costa para integrar a coligação de direita, Assunção Cristas veio dizer do líder do PS coisas que aqui não se reproduzirão por uma questão de simples decência. Mas que nos estimula a imaginação sobre o que aconteceria se todas estas figuras se encontrassem na mesa da governação. Alguém falou aí em estabilidade?

Vamos então falar de trair os eleitores

Passos pergunta a Costa se quer entrar num Governo com a coligação [E]

Um arrumador de carros interpela Sísifo

Sísifo, ouvelá, que leve era essa pedra, man. Olha aqui para o pessoal, à fome e à sede de tudo, da boa, do pão, da cama, dum corpo quente. A roupa rasgada e os dedos escuros de lama e sangue seco. A cheirar vielas, como os cães, a meter as mãos nos caixotes, a farejar o que se apanha, a metê-lo à boca. A olhar de lado, a olhar com medo. A pensar no mal. A não querer fazê-lo. A juntar moedas como quem junta tempo, um dia mais, umas horas, um naco de vida, ainda quente, ainda pulsante.

A empurrar o calhau pelo monte acima, com as mangas da camisa negras, os sapatos rotos, eram de um morto, foi a viúva que mos deu. A empurrar para nada, só para não doer tanto, a empurrar para começar de novo e nem é amanhã, é já daqui a bocado. [Read more…]

Ó mãe, aquele menino bateu-me

passos sentiu-se gozado por costa

Passos sentiu-se gozado” na última reunião com Costa. Não sejas piegas, ó Pedro, que já és crescidinho e até tens um pin na lapela que te dá super poderes.

[imagem]

Veremos se daqui sai um saco de gatos

Há uma maioria que votou na esquerda mas não existe uma força de esquerda maioritária. Se o PS, PCP e BE não avançarem com uma proposta de governo composta pelos três partidos, limitando-se, alternativamente, a uma proposta de governo PS com apoio parlamentar do BE e do PCP, terá a esquerda uma derrota em toda a linha. Em primeiro lugar, não se conseguirão estabelecer como alternativa a uma minoria de direita. Em segundo lugar, ficará claro que a abertura do BE e do PCP foi meramente táctica. E, por fim, Costa acabará a dar força à coligação de direita, que esta capitalizará afirmando-se como o garante da estabilidade.

SACO-DE-GATOS

(corrigido)

«Se não tivermos uma política comum de taxação das grandes empresas, vamos ter outros Luxleaks.

Jean-Claude Juncker bem pode pedir desculpas, mas a realidade é que quando ele foi primeiro-ministro do Luxemburgo permitiu que as grandes multinacionais pagassem 1% ou 2% em impostos no seu país, enquanto as pequenas e médias empresas em França ou na Alemanha pagam 20% ou 30%. Quando se governa assim o próprio país, como se pode pretender dar lições à Grécia sobre a modernização do seu sistema fiscal?»
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[Thomas Piketty a Isabelle Kumar/The Global Conversation | Euronews]

Europa austeritária: uma década de crescimento perdida

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«No final de 2017, com sorte alcançaremos o nível de PIB de 2007.»
[Thomas Piketty]

A Trofa, os jornalistas e a imprensa regional

Foi ontem, numa terra onde eu nunca tinha estado, que senti o quanto valeu a pena. Decorria em Vila Nova de Famalicão  o [primeiro] Encontro de Imprensa Regional e lá fui, à procura dos pares, saber como páram as modas a norte – onde os jornais são mais antigos, são muitos e ainda empregam muita gente. Tinham passado apenas umas horas desde que o Sindicato dos Jornalistas emitiu um comunicado a propósito do (inenarrável, mas real) caso da apresentação pública na Trofa, a semana passada, de que tive conhecimento por aqui mesmo, num post do João Mendes. [Read more…]

V.N. de Gaia: uma bancarrota em perspectiva com a chancela do PSD

LFM MAC

Uma auditoria do Tribunal de Contas às autarquias portuguesas revela que Vila Nova de Gaia é o segundo município mais endividado do país, com uma dívida que ascenderá a aproximadamente 300 milhões de euros, encontrando-se, por esse motivo, à beira da bancarrota.

Governada pelo social-democrata Luís Filipe Menezes entre 1997 e 2013, a Câmara de Gaia contou com o incontornável Marco António Costa como nº2 do executivo, responsável pela pasta das finanças entre 2005 e 2011, um período marcado pela má gestão, swaps tóxicos e especulação financeira que valeu à dupla 19 juízos de censura por parte do Tribunal de Contas numa auditoria preliminar às contas da autarquia divulgada em Junho passado[Read more…]

Aritmética imbecil à moda do PàF

Patético no Observador

A captura de ecrã em cima, aparentemente retirada de uma qualquer caixa de comentários da Fox News do PàF do Observador, e que já leva um considerável número de partilhas no Facebook, é ilustrativa do nível primário e paleolítico a que desceu a propaganda desesperada do universo pafista. Temos o papão comunista, a profecia da desgraça, a tão em voga instigação do medo e chega-se mesmo ao ridículo de simular uma coligação PàF + CDU + BE para CLARIFICAR que 56,83% da população NÃO QUER os socialistas no poder ao passo que, 6 pontos percentuais abaixo, APENAS 50,87% não quer a coligação Tecnoforma + Irrevogável no poder. Notável. [Read more…]

Censura e violação da liberdade de imprensa II

Depois do triste episódio ocorrido na Trofa, o Sindicato de Jornalistas tomou posição e “instou o presidente da autarquia a cumprir a lei“, sublinhando a ilegalidade da exigência e a moldura penal que decorre da mesma. Passará esta violação da liberdade de imprensa incólume?

Traições eleitorais

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Tenho assistido à propagação de um certo argumentário sobre o PS trair os seus eleitores caso um acordo pós-eleitoral com o PCP e com o BE se concretize. Se o aceitarmos como válido, então a direita tem que explicar porque é que um acordo pós-eleitoral com o PSD e com o CDS não é uma igual traição. Ou alguém em plena posse das suas faculdades mentais acha que quem votou no PS estaria à espera que Costa se juntasse a Passos e a Portas para formar governo? Ganhem juízo. Na verdade, depois de Costa ter admitido que não aprovaria um orçamento da direita, ficou bem claro que esse bloco central não existiria. Traição é permitir que uma minoria chegue a comandar a maioria.

«Somos livres de mudar o Mundo para começar nele algo novo» (Hannah Arendt)

Uma conversa séria jamais verdadeiramente tentada, por exemplo.»
Aí está ela, para gáudio de democratas, e apesar de todas as reservas mentais que têm poluído o ar nos últimos dias.

Na casa-de-banho de Henry Miller

https://vimeo.com/84514048

Carta do Canadá: emigração e eleições

Gostaria de partilhar convosco algumas reflexões sobre este tema, ditadas pelas preocupações que me assaltam e respaldadas por uma experiência de 32 anos a viver fora do país. 

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Para já, penso que será realista partirmos duma realidade incontornável: a abstenção. Tendo ela sido de 43% em território nacional e de 88% na diáspora, não creio que os resultados minoritários devam ser motivo de grande festejo e regozijo. Os resultados, mais ou menos vitoriosos, são obtidos numa franja de eleitorado. A esmagadora maioria demonstrou pelo silêncio que não acredita mais no actual estado de coisas e que está cansada dos partidos em presença, envelhecidos e envilecidos pelos jogos de bastidores que tudo devem a interesses pessoais, ao carreirismo, ao nacional-porreirismo que, cego a um mínimo de bom senso, apenas deseja manter na crista da onda aqueles que dão jeito a um determinado estar na política. Numa palavra: manter intacto o caminho directo para a corrupção, é a palavra de ordem que nunca se diz mas se tenta cumprir e até impor. Daí que, quando na Grécia e em Espanha, apareceram movimentos juvenis, virgens de vícios, a pôr os pontos nos ii, o choque sofrido pelo status quo atingiu alturas de crise histérica. A União Europeia, sonho sabotado de alguns e campo de interesses subterrâneos de vários países-tubarões que se alimentam do peixe miúdo, ela mesma perdeu o pé e a vergonha ao pôr os seus tenores a meterem-se em ópera alheia, numa ingerência que faria corar quem quer que tivesse um mínimo de carácter. Pode ser que um conjunto de jovens dos vários países explorados, vítimas da 5ª coluna interna, consiga reverter esta situação batendo as palmas ao bicho na arena europeia, mas também pode não ser por se tratar de um combate de David contra Golias. Em todo o caso, vale a pena tentar com inteligência e coragem, porque o mundo precisa de uma Europa forte, arrependida de maus caminhos, de mãos lavadas e cabeça levantada.

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Uma trepa

Ana Moreno

“O Ministério Público insiste em esconder que levou uma trepa” declarou João Araújo, o advogado de defesa de Sócrates à saída da casa do mesmo, perante os microfones da comunicação social… poderiam explicar-me, por favor, o que isto significa, que eu estou há demasiado tempo fora de Portugal? E a arrogância inaudita da postura de João Araújo é um indicador de quê?

No pasa nada…

Ainda não me pronunciei sobre o cenário político da choldra, mas passadas 2 semanas das Legislativas considero que a múmia Cavaco Silva deve indigitar Passos Coelho como Primeiro-Ministro do próximo governo constitucional e após conhecer o elenco ministerial dar posse ao mesmo tão rápido quanto possível. A partir daí o governo terá obrigatoriamente que apresentar programa na A.R., não estando obrigado a apresentar moção de confiança ou sequer submeter o programa a aprovação, mas fica sujeito a eventual apresentação de moção de rejeição, que produzirá efeito se aprovada. Sabido que Catarina Martins anunciou que iria apresentar tal projecto caso o P.R. desse posse ao actual P.M., e não vislumbro outro cenário possível, António Costa fica duplamente “entalado”. Ou aprova a moção e derruba um governo que praticamente nem chegou a entrar em funções, ou se abstém deixando cair a ideia de governo de esquerda. Caso decida votar favoravelmente a moção do BE dificilmente conseguirá mobilizar os votos da totalidade da sua bancada parlamentar, o que o deixaria exposto ao ridículo caso a coligação sobrevivesse à moção com o hipotético apoio do PS. Face ao exposto, uma eventual abstenção do PS não pode ser posta de lado, mas António Costa terá que atirar para BE e PCP o ónus da mesma… [Read more…]

Será II

Não pode ser. Ela não tem idade.

Será

que o Montepio é o senhor que se segue? Foi a sensação que me ficou da entrevista de António Costa.

A incompetência de Nuno Crato e a inutilidade da FNE

Nuno Crato sempre foi um incompetente. Os argumentos que utiliza para se defender da decisão do Tribunal Constitucional só ampliam essa incompetência. Que não, que o TC não se pronunciou sobre a Prova, só disse que tinha de ser a Assembleia da República a decidir e não o Governo.
É que, caso não tenha reparado, o Governo era suportado por uma maioria no Parlamento, daí que fosse fácil a sua aprovação. Não quis, fazendo gala de um estilo de governação tipo «quero, posso e mando» e deu-se mal. Azar, a maioria no Parlamento foi-se, a prova morreu.
Quanto a João Dias da Silva, não se percebe muito bem o que continua a fazer no cargo. Ou melhor, percebe-se. Conheci-o em 1993 como Presidente do Conselho Directivo da Escola Secundária de Rio Tinto. Foi há 22 anos e já nessa altura não dava aulas. Sabe bem, o poder, nem que seja um poder sindical que nos permite estar décadas sem exercer a nossa profissão. Sim, a FNE é hoje uma coisa completamente inútil, embora seja muito útil a alguns dos seus dirigentes.
Nada que, de resto, seja desconhecido do seu congénere Mário Nogueira. Mas esse, ao menos, no intervalo dos Memorandos de Entendimento que vai assinando com os Ministros, sempre defende um poucochinho mais os professores.

O que Portugal precisa é de um Arnaldo Matos em cada paragem da Carris

Política de esquerda esta? Isto não é política de esquerda. Isto é tudo um putedo!

É oficial: José Sócrates está em liberdade

e sujeito apenas a termo de identidade e residência e impedimento de sair do país. Pobre António Costa, logo agora que estava a ganhar algum protagonismo!