Por enquanto em Atenas.
DIAP assaltado por comunas
É a segunda vez que o Espírito Santo é ouvido como testemunha.
A ADSE não pode ser extinta e os seus beneficiários inseridos no SNS porque…
A) Seria um desastre para as clínicas e hospitais privados com convenção com o Estado;
B) O PSD não quer e o PS não deixa;
C) O PSD quer mas o PS não sabe muito bem o que quer;
D) Agora não dá jeito;
E) As regras são novas e o pessoal ainda as não decorou;
F) Isto é uma gordura do Estado?
Significado:
ADSE – Assistência na Doença aos Servidores Civis do Estado
SNS – Serviço Nacional de Saúde
Subdesenvolvimento português
Evolução da percentagem de população entre os 25 e os 64 anos com pelo menos o secundário concluído
(1993 >>> 2011)
Alemanha: 79,4% – 86,3%
França: 56,0% – 71,6%
Grécia: 39,1% – 64,5%
Espanha: 25,5%-53,8%
Portugal: 20,0% – 35,0%
Fonte: PORDATA
Porta dos Fundos, outra vez
Um portuga está como estamos, nem os nossos humoristas produzem uma gargalhada de jeito, a vida cada vez mais deprimente.
Então vai ao youtube e importa isto do Brasil. Resulta. Obrigado irmãos.
Tomem lá mais este: [Read more…]
Dinheiro do BANIF III
O Governo vai meter 1100 milhões de euros no BANIF. O que vão dar aos ladrões daria para pagar 5114138 meses de pensão social de velhice, isto é, daria para pagar esta pensão a 426178 pessoas durante um ano…
Um banal dia de Inverno

É nestes banais dias de Inverno, nestas segundas-feiras em que pouco se dorme, que percebemos que temos tudo para ser felizes. A felicidade está ali ao nosso alcance, é só não a desperdiçar.
Acordei com 3 mulheres ao meu lado. As 3 mulheres da minha vida. Depois de uma noite em que fui empurrado, arranhado e remetido ao centímetro quadrado a que tenho direito no lado direito da minha cama.
Saí para o trabalho com um vento gélido a enregelar-me a cara. Um vento de Inverno, acompanhado por um solzinho também ele de Inverno. Que nos faz acordar para a vida, despertar os sentimentos e as emoções.
Li o meu blogue. O Aventar e o grupo de amigos que por estes dias está de parabéns. As acusações e as calúnias de quem nada faz a não ser destruir. As acusações e as calúnias que só se fazem a quem é bom. Eu e os meus amigos somos bons.
Fui buscar a minha miúda e almocei com ela. Não comi, em mais um dos meus dias de 24 horas de fasting (jejum). Não comi, mas vi-a comer. Discuti com ela. Muito. Por uma parvoíce, como sempre. Acabámos abraçados.
E o que é passar uma noite mal dormida? Levar com o vento gelado na cara? Ver críticas injustas? Discutir com a minha miúda? Suponho que seja o caminho para a felicidade. Ao lado dela (s). Da minha miúda (s).
Da série ai aguenta, aguenta (19)
Por falar em blagues
“Só os burros falam de arbitragem” (Luís Filipe Vieira). E, então, falou!
Há blagues e blagues! Blague, como piada, gracejo, dito espirituoso. Blague, como mentirola.
Blague, sem itálico, será o que Pinto da Costa disse, quando afirmou que o resultado final não era o que a Liga queria, referindo-se à estrondosa blague (em itálico) do site da Liga ao colocar o resultado final em 3-2 favorável ao Benfica.
O que Filipe Vieira disse não é uma coisa nem outra, nem blague, como dito espirituoso, nem blague, como mentirola. É uma coisa que ele nunca saberá distinguir! [Read more…]
Paris na mira dos jihadistas
Acordo ortográfico: requerimento formal dirigido aos Ministros da Educação e dos Negócios Estrangeiros
Madalena Homem Cardoso
(Este Requerimento obriga a resposta e a apresentação de documentos, sob pena de despacho judicial urgente, intimando os Ministros para o mesmo efeito, caso não dêem resposta e apresentem a documentação solicitada dentro do prazo fixado na Lei.)
Exmos. Senhores
Ministro da Educação e Ciência e
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Prof. Doutor Nuno Crato / Avenida 5 de Outubro, 197 / 1069-018 Lisboa
Dr. Paulo Portas / Palácio das Necessidades, Largo do Rilvas /1399-030 Lisboa
REQUERIMENTO
Madalena ▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓ Homem Cardoso, portadora do B.I. nº ▓▓▓▓▓▓▓, emitido pelos S.I.C. de Lisboa em ▓▓▓▓▓▓▓▓, mãe e Encarregada de Educação de Inês ▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓, aluna nº ▓ da turma ▓ do 3º ano da EB1 ▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓, em Lisboa, na sequência da Carta Aberta por si dirigida a S. Exa. o Senhor Ministro da Educação com data de 24/03/2012, para a qual não logrou obter qualquer resposta durante os mais de nove meses desde então decorridos, vem interpelar Vossas Excelências por via do presente requerimento, tendo em conta que: [Read more…]
Eles que habitam nas paredes (6)
Pinto da Costa critica Vítor Pereira
“Há duas expulsões claríssimas, que só não vê quem não quer” (Vítor Pereira)
“Falar de arbitragens é ridículo e estúpido” (Pinto da Costa)
Gestação

Le peuple des pauvres (JF Favre 2008)
Algo novo cresce, posso senti-lo – outro mundo, os filósofos dizem-nos grávidos dele. Apesar disso, em Portugal ainda não se acabaram os ecos sobre a brandura nacional, que a ser verdade percorreria as veias do sangue do povo português, fazendo dele a negação daquela “brava gente” afinal frouxa, que come pouco e cala muito, e se não está bem muda-se lá para fora, por onde de qualquer modo está habituada a andar. Abstêm-se? É porque não merecem mais do que o país que têm. Baixam a bola e entregam os pontos? É porque são cobardes, medrosos, habituados a ser subjugados e a uma vida de revolta – já nem saberiam viver doutra forma. Não querem saber? É porque são burros que nem portas, unidades absortas da manada, gente nascida para ser dirigida, que ainda não largou o século XIX. [Read more…]
A semana que aí vem…
Será uma semana bem especial:
– uma marca famosa vai lançar uma campanha publicitária com umas miúdas que gostam de carteiras. Têm problemas na fala e por isso será uma excelente oportunidade da marca afirmar a sua dimensão social;
– um cão vai matar um menino, e haverá uma petição que irá defender o cão; Só não consigo ver aqui na bola de cristal se a petição vai pedir a condenação da criança por ter instigado o canino;
– o FMI vai apresentar formalmente, no Palácio de Belém , um relatório sobre a Refundação do Estado; também não consigo perceber se será em inglês ou em português, mas consegue-se perceber que o Moedas está a rir; não se conseguem ver a Maria nem o Sr. Silva;
– o Sporting ganhará um jogo. Sim, sem ser de Futsal;
– o Kardec vai marcar um golo;
– o Setúbal irá perder com uma grande penalidade inventada.
Tirando isto, parece-me que a próxima semana não trará novidades.
O austericídio laranja, esse, parece que é para continuar.
Relatório do FMI traduzido em português – rascunho
Trabalho concluído
Pode consultar aqui a versão final da tradução do Relatório do FMI.
A seguir o post original a apresentar o primeiro rascunho da tradução:
Apresentamos um primeiro rascunho da tradução em português do documento Repensando o estado – opções selectivas de reforma da despesa, vulgo Relatório do FMI (Clique para descarregar em formato pdf)
Foi utilizada a seguinte metodologia:
- O texto original foi dividido em parágrafos numerados e publicados às 11h 43 de 11-01-2013
- Solicitaram-se voluntários para a tradução, parágrafo a parágrafo do texto.
- Colaboraram: Bruno Rego, Carla Alexandra Neves Simões, Carolina, Elisabete Figueiredo, Fausto Simões, Isabel G , Joana Lopes , João Bernardino , Jorge F , Jorge F, Leitor Costumeiro, Leonor, Manuel Marques, Marilia Costa, Marisa M., Miguel Conceição, Miguel Conceição, Miguel Conceição, NG, Noémia Pinto, Nuno Rumo, Paisano, Pedro Barbosa, Pedro Figueiredo, Renato Rodrigues, Rosa Alves , Rosa Melo, Sandra Guerreiro, Sarah Adamopoulos , Sónia Ariana Dias, Sunisbliss, Susana Fernandes , sxp030, tiago lemos Peixoto, Vasco Macedo (e provavelmente outros, a quem pedimos desculpa)
Deixamos os nossos agradecimentos a todos os que colaboraram nesta lição de cidadania, patente na disponibilidade de tantos para, num prazo curto e com uma surpreendente qualidade geral, traduzir o presente documento. Trata-se de uma acção de participação cívica inédita em Portugal, que reflecte de forma eloquente a vontade dos portugueses em participar na vida do País e nos grandes debates que este relatório encerra. [Read more…]
Acordo ortográfico: consoantes mudas, etimologia e outras coisas úteis e agradáveis
É frequente, nas minhas aulas, devido à deformação clássica a que fui sujeito, explicar o significado de palavras e as relações entre elas, recorrendo à etimologia. Assim, vem sempre a propósito lembrar que a origem do verbo “recordar” está na palavra latina que significa coração (cor, cordis). Para muitos povos antigos, o centro das recordações residia nesse órgão, pelo que lembrar algo era, para eles, o mesmo que voltar a passar pelo coração, re-cord-ar.
A partir daí, há um festim de cruzamentos e alguns alunos, finalmente, percebem donde vem a expressão “saber de cor” e torna-se fácil levá-los a perceber, afinal, a origem e, portanto, o significado de tantas palavras, como “cordial” ou “cordato”. A próprio palavra inglesa record ganha um outro sentido, que é, no fundo, o verdadeiro. Pelo meio, ainda contactam com o Outro presente nas civilizações antigas, num exercício que, partindo do estranhamento, pode ser um caminho para a tolerância
De uma assentada, um breve passeio pela etimologia permite a qualquer jovem conhecer melhor a língua materna, integrando nesse conhecimento a noção de que essa mesma língua tem, integra e actualiza um passado.
Estas breves reflexões surgiram-me a propósito de um vídeo em que se explica por que razão a ortografia inglesa mantém – ó sacrilégio! – consoantes que não se pronunciam, dando como exemplo o B de “doubt”. Vale a pena ver e correr o risco de aprender que a ortografia é muito mais do que um conjunto de representações de sons, tal como o coração é muito mais do que um músculo. [Read more…]
A dançar que nem um cavalo
Paro = desemprego
Curro = emprego
O resto também é igual.
Rudy Y Ruiman – En el Paro Estoy (Rajoy dame un Curro)
Acordo ortográfico: a propósito de uma carta aberta
Duzentos cidadãos subscreveram uma Carta Aberta ao Ministro da Educação a propósito das incongruências detectadas em vários instrumentos (alguns oficiais) que, baseados no chamado acordo ortográfico (AO90), deveriam servir para auxiliar qualquer utente da língua a escrever sem erros. No entanto, a leviandade e a incompetência que têm presidido à aplicação do AO90 levaram a que diferentes dicionários baseados na mesma reforma ortográfica entrem em conflito, o que, do ponto de vista educativo, é gravíssimo. Num país em que a iliteracia já (des)governava, juntar ao caldo esta confusão corresponde a algo inclassificável, a não ser que se considere um luxo dispensável a existência de um sistema ortográfico o mais consistente possível.
A carta foi enviada, incluindo um quadro anexo. O autor deste esforço ingente, que seria desnecessário num país civilizado, foi o Rui Miguel Duarte, um dos mais prolíficos e rigorosos críticos do AO90. A republicação da carta no Aventar foi mal sucedida, porque houve alguns problemas com as notas de rodapé e com o quadro anexo. A fim de permitir uma consulta mais cómoda, aqui fica uma ligação para o texto da carta e outra para o quadro de lemas (a propósito, os menos familiarizados com o termo “lema” no âmbito da Linguística poderão consultar a definição constante do Priberam). [Read more…]
– 20% nas pensões de reforma
«(…) Quererão os actuais reformados pôr em cima dos seus filhos e netos a responsabilidade de pagarem [tantos e tão elevados] impostos, para virem mais à frente a receber pensões mais reduzidas, quando eles próprios se reformarem?» – Relatório do FMI, Questões-chave
Era uma vez um país de reformas estruturais… e de outras
Portugal é um país de reformas. É a minha constatação por estes dias. Dentro de uma semana ou duas, poderei constatar outra daquelas verdades que o senso comum recomenda. Por exemplo, que apesar de tudo, temos um óptimo clima em comparação com outros países. Como eu adoro o senso comum.
Voltando às reformas. Não há nenhum governo que não assuma uma preocupação especial com a necessidade de “reformas estruturais”. São sempre imprescindíveis. As nossas estruturas precisam de tantas reformas que começo a perguntar-me se não será mais uma questão de falta de fundações.
Força, rapazes!
A Federação Portuguesa de Hóquei publicou na sua página do Facebook várias fotografias do local de estágio da selecção nacional de s/21 indoor que, em Bratislava, defenderá as cores de Portugal no Europeu da categoria.
A par do belíssimo e alegre ambiente que reina no grupo de trabalho, podemos ver que, por aqui, não se tratam mal os dinheiros públicos.
Uma sala na sede federativa serve de camarata aos melhores, àqueles que se habituaram a viver com pouco e, mesmo assim, não fazem cara feia. Não frequentam as parangonas dos jornais e outros media, não estagiam em hotéis de múltiplas estrelas, não têm quem, nas colunas sociais, lhes afague o ego.
Abraçaram uma modalidade pobre, amadora, sabem, por isso, que as mordomias continuarão a ser para os outros, os dos desportos ricos. Não obstante, pedem meças pelo orgulho que colocam quando representam as cores nacionais. E não se escondem! Mostram a todos que a humildade também pode ser o caminho para o sucesso. [Read more…]
Opinião:
“Estou farto deste jornalismo de merda”, por José Mendonça da Cruz
Estou farto deste jornalismo de merda”, por José Mendonça da Cruz
Estou farto da informação reaccionária e terrorista, que, em vez de estudar e explicar os assuntos, os submerge no que proclama serem as fatais e inevitáveis consequências. Farto de ver medidas graves e sérias como as que o FMI propõe para a redução da despesa serem descartadas, sofrerem como tratamento serem despejadas sobre elas as sentenças grosseiras e retrógradas do comunista de serviço. Estou farto da parcialidade e da preguiça.
Estou farto de directores e editores cheios de narrativas pré-fabricadas na cabeça, destituídos de capacidade ouvinte, despidos de curiosidade além do próprio e indigente pré-juízo, apostados em afogar os factos nas suas pobres certezas.
Estou farto da esperteza saloia dos rebanhos redactoriais, da sua presunção ilegítima de que o seu poder vale mais que o voto. Farto do engraçadismo que extravasou das croniquetas para malformar as notícias, farto das reprimendas em off por aquilo que os políticos «só não disseram», farto de remoques pessoais e ressentimentos pedantes.
Estou farto desta manipulação descarada, boçal e presumida que treslê relatórios, que omite os factos que contrariem o preconceito, que falsifica discursos feitos em português de lei sob o pretexto de que eram «herméticos». Estou farto desses medrosos, desses cadáveres, que pintam tudo de negro e suspiram pelo imobilismo.
















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