Dias Europeus do Emprego
O presidente do Tribunal Constitucional vai acordar assim
«Na Itália existiu uma ditadura dos juízes e agora passaríamos a ter uma ditadura do Tribunal Constitucional»” – queixa-se Ulrich, como a seu tempo se queixaram dessa feroz ditadura outros Padrinhos.
O BPI de Ulrich aumentou os lucros em 15,3% até ao final de Setembro. Pode portanto investir em ofertas irrecusáveis aos juízes do Tribunal Constitucional.
Esta semana, depois do beato Neves, já é o segundo a insinuar que um golpe de estado vinha mesmo a calhar. Como a nossa tropa anda virada mais para Abril que para Novembro, saia uma Bundeswehr para a mesa do canto. Não, não é uma marca de cerveja.
Vida sexual e limites etários
É notícia que em Espanha se discute a idade mínima legal para iniciar a vida sexual. Por cá, seria bom que fosse discutida uma idade máxima para a manter. Não digo em relação a toda a vida sexual. Apenas naquela parte que diz respeito à fornicação a que o Governo sujeita os mais idosos…
1820 e o triunfo dos liberais
A influência da Revolução Francesa fez-se sentir um pouco por toda a Europa. Foi o caso cde Portugal, com a sua Revolução Liberal de 1820.
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais
Proporcionalidade
Se cientistas são presos por não adivinharem um sismo, Gaspar pode ser esquartejado por não acertar no défice?
Já só falta o porto marítimo de Beja
A culpa é do Pinto da Costa
Confesso que este é o fim de linha da argumentação de qualquer benfiquista que se preze, o que não é o meu caso.
Mas estou tentado a aderir. Palpita-me que na questão em apreço, das duas uma, ou é coisa do Gaspar ou do Pinto da Costa.
E qual é a questão?
Estava a ver que nunca mais perguntavam!
As ilegalidades nos concursos de professores, que tive o cuidado de trazer à cena neste palco e onde procurei explicar mais ou menos a coisa:
O Ministério de Nuno Crato deixou as escolas e os Directores às escuras durante dois meses e só esta semana deu indicações sobre os procedimentos a seguir – naturalmente houve escolas que seguiram um caminho e outras que fizeram outras opções. Umas tiveram a sorte de acertar, outras não.
E nesta coisa da sorte e do azar, o Pinto da Costa costuma ter um papel central e daí a minha dúvida.
Para os Directores, a coisa é simples: a culpa é do Crato. Espero que ninguém na ANDE tenha um gato. Quer dizer, não tenho nada contra o felídeo, não me parece é muito correcto que depois de um Gaspar nos apareça outro gato com necessidade de aconselhamento psicológico. [Read more…]
Miguel Relvas tem toda a razão
Miguel Relvas tem carradas de razão. Depois, chegou a ministro. Folgazão como é, não me espantaria que mostrasse este vídeo aos amigos e dissesse, sufocado de riso: “Ó pá, as coisas que um gajo diz para ganhar eleições!”
Vídeo do Ministério da Verdade
Se votar Pizarro, Porto dá um prémio aos Governos PS

Em entrevista ao JN, o candidato do PS à Câmara Municipal do Porto, Manuel Pizarro, vem dizer que dar a vitória a Luiz Filipe Menezes nas próximas Eleições Autárquicas significa dar um prémio ao Governo do PSD.
Curiosa a forma como Manuel Pizarro faz a associaçãop descabida entre duas eleições completamente diferentes. Mas seguindo o seu raciocínio, então dar a vitória ao PS significa dar um prémio aos Governos de José Sócrates que dirigiram o país entre 2005 e 2011. Com uma piquena diferença, coisa de somenos: ao contrário do seu adversário, Manuel Pizarro participou desses Governos e, como Secretário de Estado da Saúde, foi um dos coveiros do Sistema Nacional de Saúde.
Durante a entrevista, o candidato do PS tem a distinta lata de apelar a uma convergência à Esquerda. Como se alguém com o seu currículo pudesse alguma vez na vida fazer a ponte entre o PS e os Partidos realmente de Esquerda.
Apesar de tudo, mais vale seguir o conselho de Pizarro. E não dar prémios a quem tem governado o país…
Isto precisa de uma lipoaspiração
Gestão privada de hospitais gerou cerca de mil milhões de euros em 2011.
A sopa
O ser humano é complicado. Como se pode defender ou aplaudir um corte no subsídio mínimo de desemprego, esmigalhando a miséria para 377 euros por mês?
Simplificando, fico-me por uma frase chave da minha educação: “é um fenómeno há muito tempo conhecido que as pessoas que vivem em palácios pensam de maneira diferente das que vivem em choupanas“. Nem todos tiveram o privilégio da educação que tive, admito, e de ter nascido com isto numa parede à entrada da casa, que variou da quase choupana ao pequeno palácio mas nunca mudou a moldura do sítio.
É gente triste, esta que vive em palácios e não percebe a diferença de 10% para quem tem muito pouco, falamos de uns 40 euros, coisa que gastam facilmente num almoço. Nunca entenderão que isso corresponde a umas 15 sopas familiares, nunca tiveram fome ou, pior ainda, não sabem decifrar o que é ter um filho com fome. Gente triste porque tem um destino triste; um dia os homens que vivem em choupanas assaltam-lhes os palácios. Da próxima vez espero bem que não os enviem para campos de reeducação, de má memória e um custo para o estado. Ficarem a viver com 178,15 euros de RSI chega perfeitamente para se atingir a escala da sopa na explicação do género humano.
fotografia Margaret Bourke-White, Georgia, URSS, 1932, roubada-me aqui.
Reserva de Recrutamento 7
Saiu e não saiu, parece que a coisa está complicada – para além da angústia do desemprego, as dificuldades sempre presentes do sistema Cratiano. Para acompanhar ao minuto.
A justiça na Vinculação Extraordinária
Quanto mais penso na proposta do Ministério da Educação para colocar Professores nos quadros através do mecanismo de vinculação extraordinária, mais fico convencido que se trata de uma mão cheia de coisa nenhuma.
Na proposta apresentada o MEC define apenas as regras de um concurso, nada mais que isso. O MEC limita-se a dizer que vai abrir um concurso a que se podem candidatar os professores com 3600 dias (quase 10 anos) de serviço nas escolas públicas, desde que tenham trabalhado num dos três últimos anos.
No entanto, se houver dez mil candidatos, mas só existir uma vaga, só um docente entrará nos quadros, isto é, a proposta do MEC provavelmente não vai dar em nada. No entanto, por mero exercício teórico vamos procurar sistematizar algumas das reacções que se vão conhecendo, também por aqui.
Quase 39
Um mês! Apenas um mês da pensão deste tipo daria para pagar 38,7 anos da nova proposta de mínimo para o subsídio de desemprego.
Ainda e sempre os privilégios dos funcionários públicos
O diário i, órgão oficioso do governo, faz mais uma notícia com os privlégios da função pública. O jornal é um animal de hábitos.
Altruísmo em altitude: Governo baixa o subsídio de desemprego
É só uma proposta, diz a Teresa Caeiro, mas não deixa de ser um grande exemplo.
A tal proposta é uma atitude muito altruísta da parte do governo, em especial de Homens de grande estatura como o Pedro Mota Soares e o Marco António Costa. Julgo mesmo que se trata de um comportamento exemplar que fará escola, na área das políticas de antecipação.
Políticas de antecipação são aquelas que acontecem antes do tempo.
Brilhante explicação terá pensado o leitor que chegou a este ponto do post. Calma. Eu explico a estupidez em forma de explicação acima apresentada.
Políticas de antecipação são aquelas em que o político, enquanto responsável governamental, trata da vidinha dele para depois, de volta ao activo, não ter grandes problemas de adaptação.
É aqui que entram os dois exemplos de grande altura política: o Pedrinho e o Marquinho.
Ao baixar o subsídio de desemprego estão a preparar o terreno para que, no regresso à vida activa depois de deixarem o governo, não sintam grandes dificuldades.
377. [Read more…]
Portugal, país exportador de carne humana
Vi e ouvi nas notícias das 19 na televisão, as palavras de um membro do Ministério da Ciência e da Educação que disse estas palavras: Portugal deve-se orgulhar de ser capaz de exportar jovens licenciados em medicina, em medicina dentária, em farmácia, em direito, enfermagem, em ensino e outras profissões liberais, orgulho da nossa Nação…
Qual foi o membro do governo que gere o saber em Portugal que disse estas desleixadas palavras? Bem sei quem é, mas não o identifico pela vergonha que causa em mim o atropelo aos direitos humanos que implica esta ideia nefasta. Formados por nós, na base do nosso saber académico e dos impostos que pagamos para sustentar às Universidades públicas e colaborar com as privadas, são pessoas que o país precisa para assistir aos doze milhões de habitantes que existem no nosso país lusitano.
Lord of War
Lord of war: Filme de Andrew Niccol, com Nicolas Cage, devia ser dada mais relevância a este filme… Página IMDB.
Yuri Orlov: The reason I’ll be released is the same reason you think I’ll be convicted. I *do* rub shoulders with some of the most vile, sadistic men calling themselves leaders today. But some of these men are the enemies of *your* enemies. And while the biggest arms dealer in the world is your boss – the President of the United States, who ships more merchandise in a day than I do in a year – sometimes it’s embarrassing to have his fingerprints on the guns. Sometimes he needs a freelancer like me to supply forces he can’t be seen supplying. So. You call me evil, but unfortunately for you, I’m a necessary evil. [Da cena do Interrogatório]
Em inglês, sem legendas.
Brassed off
Brassed off, lixados, como em pissed off, é um filme duro (parte 1, parte 2) sobre tempos difíceis como aqueles que agora vivemos. O filme tem por fundo o declínio da indústria mineira durante os anos de Thatcher e Major. Passa-se em meados dos anos 90 em “Grimley”, uma versão pouco camuflada da verdadeira Grimethorpe, aldeia que fora, dois anos antes, declarada pela UE como a mais pobre de Inglaterra. Apesar da crise, os mineiros continuaram a sua banda de metais, brass, atingindo considerável sucesso. Sem querer estragar o filme a quem o queira ver, destaco apenas o discurso final sobre um governo que destruiu não só uma indústria mas também vidas, a comunidade, os lares, tudo em nome do progresso e por um punhado de tostões.
O vídeo acima, parte do filme, é o adágio do Concierto de Aranjuez de Joaquín Rodrigo, originalmente escrito para guitarra clássica solo mais orquestra filarmónica e aqui adaptado para fliscorno solo (instrumento que usei para me alcunhar) mais orquestra de metais.
Até tu, Miguel Frasquilho?
A Vítor Gaspar não há mal que não lhe venha, nem bem que lhe valha.
Na família Louçã nem todos os economistas são gaspares
Leia as 6 propostas do BE para salvar a economia (pdf) e descubra as diferenças.
Às minhas solteironas
Esta semana partiu-se de vez a velha saboneteira de porcelana, já muitas vezes remendada com supercola, que andei a empacotar e a desempacotar nas mudanças de casa dos últimos 15 anos. Era um traste inútil que eu não queria deitar fora, como não quero deitar fora todos os outros trastes inúteis que me fazem lembrar gente que já não está. A saboneteira foi um presente de emancipação de uma das minhas velhotas, a Luísa, talvez a minha preferida, e era um pretexto para manter perto de mim as minhas velhas solteironas. [Read more…]
De que é que se queixa quem está melhor do que eu?
O portuguesinho é um português pequenino e isso vê-se não só pelo diminutivo. Uma das características do portuguesinho consiste em desvalorizar o sofrimento de quem sofre menos do que ele, o portuguesinho. O portuguesinho que fracturou ambas as pernas ri-se com desprezo daquele que geme a dor de ter partido apenas uma. Se o portuguesinho ganha quinhentos euros, nunca perceberá de que se queixa o outro que ganha seiscentos.
Não sei quantos portuguesinhos existem em Portugal, porque a sua existência é oscilante. Qualquer um de nós, por muito português que seja, passa por momentos em que é portuguesinho, invejando a infelicidade alheia, porque, vista daqui, até parece felicidade. [Read more…]
E depois de saberem que ganha 10000 por mês na TVI
será que os potenciais eleitores vão querer Marcelo na presidência da República?
RTP contrata filha de Jaime Fernandes
Director da RTP, e voz off dos tempos de antena do PSD.
Gaspar ganha o prémio da montanha

Palavras para quê? é um artista português e só usa excel.
Entretanto, num país perto de si, real, republicano e autêntico, onde a fome se espalha, o povo emigra.













Recent Comments