Grande Mulher (em tudo!)

A artista Joana Vasconcelos é a primeira mulher a expor no palácio de Versalhes!!

Em véspera do jogo Portugal-República Checa, passa despercebida esta vitória portuguesa! E ainda para mais, a de uma mulher!

Joana não é apenas a primeira, mas “a mais jovem artista contemporânea a ter o privilégio de se apresentar em Versalhes”, leio no DN do dia 18.

“As mulheres e a condição da mulher estão no centro do trabalho” desta artista que será a representante oficial na Bienal de Veneza em 2013!

Leva Portugal para Versalhes, leva mais que 11:  a ouriversaria do Minho, o fado de Amália, as tapeçarias de Portalegre, crochet do Pico, as cerâmicas de Rafael Bordalo Pinheiro, a escrita de Valter Hugo Mãe, as fotografias do pai, o design de Henrique Cayatte, a cozinha portuguesa e a louça da Vista Alegre.

Parabéns Joana. Uma salva de palmas para si, que é portuguesa da cabeça aos pés!!

Berlim não paga a traidores

A Grécia já tem governo com os mesmos que a levaram até onde está. Vamos ver quantas semanas dura.

Descubra as diferenças

Eles têm o Governo em Praga! Nós a Praga no Governo! Quem irá ganhar?

O Diário de Notícias e o jornalismo de adivinhação

Todos os recordes do “jornalismo” de subserviência política e manipulação dos factos acabam de serem batidos pelo Diário de Notícias.

Publicando de véspera o que o fascista Rui Rio lhes ofereceu, em mais acção demonstrativa do seu esforço de exemplo para figurar como o autarca português mais inculto de sempre, sai a notícia antes de ter acontecido sem um aviso de que a ideia foi concorrer com o Inimigo Público.

Quem manda? o entaipador da invicta. Leia também a notícia num jornal a sério, ou veja os factos no blogue da Biblioteca Popular do Marquês.

imagem Gui Castro Felgas

Autárquicas em marcha: Porto 2013 – Somos Menezes (um anti-portista na liderança da campanha de Luís Filipe Menezes)

«No Porto existe uma espécie de milícia que parece actuar de forma metódica, organizada, orquestrada e impune. Além de que o tipo de ódio de uns e outros é substancialmente diferente (só não vê quem não quer), tendo, a norte, uma forte componente de sectarismo regionalista – que o alimenta e o agrava. O ódio e a violência foram trazidos para o Desporto português por Pinto da Costa, com o seu permanente e provocatório cinismo (eufemisticamente apelidado de “ironia”). Portanto, se alguém quiser encontrar um culpado dos incidentes do Dragão, e de todos os que ocorreram nas últimas décadas (emboscadas na A1, produtos tóxicos nos balneários, agressões a jornalistas, técnicos e autarcas, cânticos insultuosos, bolas de golfe, corrupção, intimidação de atletas, etc), é bastante fácil. Ele tem um rosto, e tem um nome.» (Luis Lemos, director da campanha de Luís Filipe Menezes à Câmara do Porto, in Jornal do Benfica, 8 Junho 2012)

Ao que parece, Luís Filipe Menezes já decidiu avançar para a corrida à Câmara Municipal do Porto. Parece ser uma boa notícia, embora qualquer notícia relativa à saída de Rui Rio seja, só por si, uma boa notícia.
Apesar de ter reservado o anúncio formal para depois das férias, a verdade é que a candidatura está em marcha. Já existe página no Facebook e já se conhecem alguns dos nomes que vão estar ao lado do Presidente da Câmara de Gaia. A empresa de António Cunha Vaz, a mesma que o levou à liderança do PSD, vai ser a responsável pela campanha, que vai ser dirigida por Luís Lemos.
Um nome surpreendente. É que, entre 2000 e 2009, Luís Lemos trabalhou para o Benfica, primeiro como Coordenador do Gabinete de Comunicação e, a partir de 2004, como Director do Jornal do Benfica. Apresentou também um programa na Benfica TV. São dele as palavras sobre a cidade do Porto e sobre o FC do Porto que transcrevo acima e nas quais ele insulta a população da cidade.
Hoje em dia, como elemento da Cunha Vaz & Associados, Luís Lemos é assessor de Godinho Lopes, Presidente do Sporting. Pelo que se diz, terá sido a ele a difamar Domingos Paciência há bem pouco tempo, espalhando através da Lusa – com a conivência do Presidente – uma alegada ligação contratual do treinador ao FC do Porto.
Não me digam que vamos ter mais um anti-portista na Câmara Municipal! É certo que o povo já provou que não mistura a bola com a política, mas de certeza que Luís Filipe Menezes sabe o que está a fazer?

Estenderemos o tapete vermelho aos ricos que fujam de França

O primeiro ministro inglês enviou ontem, num fórum para “dirigentes económicos” à margem do G20, um recado a François Hollande a propósito da vontade deste último taxar as grandes fortunas e rendimentos em França. E que recado foi esse? Precisamente o recado da direita, das grandes fortunas e do capital à escala global.

Numa fase em que o capitalismo mundial se reorganiza e se livra dos direitos e garantias que foi obrigado a conceder aos trabalhadores, Cameron, alto e bom som, advogando uma harmonização fiscal global (pela bitola da City londrina), veio dizer a Hollande que se deixe de veleidades porque o capitalismo não está para brincadeirinhas redistributivas.

Implícito nas palavras de Cameron está isto: a esquerda que se entretenha  em conferências mais ou menos inócuas como o Rio+20 ou em reuniões “alternativas” como o Fórum Social Mundial que, se alguém tem de empobrecer, não são seguramente os ricos.

Ou dito de forma mais clara: empobreçam os pobres, os trabalhadores, os desempregados, os reformados e toda essa traquitana, que os ricos não se podem dar a luxos desses.

Não há dinheiro

– dizem eles. Mentira: ele existe, anda por aqui. Filhosdaputa.

Ateísmo

(Adão Cruz)

Correm por aí vários posts e muitos comentários sobre ateísmo e religiões, nos quais não tenho intervindo, por razões que se depreendem do pequeno texto que se segue.

No entanto, gostaria de deixar aqui a minha posição e a minha visão muito geral sobre o tema.

Sou ateu, racionalmente ateu há quase meio século. Até essa altura, foi dura a luta que travei para me libertar das peias e das grilhetas com que a igreja católica aprisionou a minha infância e a minha juventude, quase destruindo o meu cérebro, a minha mente, o meu pensamento e o que de mais precioso a vida me deu, a minha razão. O dia em que me virei para dentro de mim mesmo e senti, honestamente, um magnífico cheiro a lavado, foi o dia mais feliz da minha vida. [Read more…]

Receberam por sms, a culpa é dos telemóveis

Dezenas de alunos terão sabido o que ia sair no exame de Português. Agora a sério: ficaram a saber o mesmo. É ver a prova.

Platini e a final do Euro

Confesso que já tinha embarcado na ideia de que Platini desejou uma final do Euro entre a Alemanha e a Inglaterra. “Platini já decidiu” ou “aposta” fizeram ontem título nos jornais portugueses. Conhecendo-se a peça, não se estranha tanto como isso.

Só que fui parar a um jornal da língua que o homem fala: “l’ancien capitaine des Bleus voit une finale“, escreve o Libération.  Tenho grandes dificuldades em traduzir o verbo voir por decidir, ou mesmo por apostar, e não me parece crime que lhe tenha dado para elogiar o futebol destas duas selecções, e fazer os seus palpites.

Mas enfim, compreende-se: a nossa selecção calou-se (muito ajuizadamente, a ideia é jogarem à bola e agora que já entram 10 em campo começam a fazê-lo com muita classe, ameaçando contrariar o palpite do tipo que correu connosco do primeiro Euro), não se viram penteados novos, havia que inventar alguma coisa para encher o chouriço. Às vezes a profissão de jornalista é muito complicada.

Ricardo Rodrigues apropriar-se-á da toga do juiz

Sentença do deputado Ricardo Rodrigues é hoje conhecida

Avantos, Linha do Tua

Avantos, Linha do Tua, [Read more…]

Lázaro em versão “ir ao pote”

Instituto do Desporto concedeu mais de meio milhão em subsídios depois de ser extinto (P)

Levanta-te e concede dinheiro.

O assalto ao subsídio de férias já começou

A história da democracia portuguesa é feita, entre várias hecatombes, da destruição do tecido produtivo em nome da obsessão de se ser considerado bom aluno, de desperdício de dinheiros europeus e da apropriação do Estado por dois ou três partidos para benefício dos filiados e amigos.

Os anos de Sócrates conseguiram aprofundar todos esses males, graças à total ausência de vergonha de um conjunto de figuras sinistras que empobreceu o país em todos os aspectos, nomeadamente através da multiplicação de Parcerias Público-Privadas, numa perspectiva de protecção contínua aos privados, esses amigos que estão sempre do lado certo do cartão partidário. Este é o país em que a culpa não morre solteira, é certo: entrega-se à prostituição.

O bando socrático explorou e aprofundou a má fama e a má imprensa dos funcionários públicos. Para pagar os calotes que criou em consequência de ter metido a mão na caixa registadora, culpou, exactamente, os funcionários públicos, ou seja, aqueles que eram obrigados a pôr dinheiro na caixa.

Inventaram, então, a generalização da improdutividade e publicaram, com a ajuda de meretrizes com cartão de jornalista, a ideia do parasitismo e dos salários excessivos. Depois, foi congelar as progressões na carreira, cortar nos salários, aumentar os impostos, para não falar no resto do assalto fiscal, ainda que disfarçado de taxas moderadoras, por exemplo.

Entre Passos Coelho e Sócrates existe uma única e verdadeira diferença: o primeiro não está em Paris. De resto, o actual primeiro-ministro respira de alívio porque o anterior abriu à catanada o caminho para a liquidação do Estado.

Por estes dias, os funcionários públicos experimentarão, pela primeira vez em vários anos, o retrocesso de não receber o erradamente chamado subsídio de férias. Trata-se de mais um roubo que não esquecerei, como não me esquecerei de nunca mais votar em gente que já deu provas suficientes de um latrocínio essencial.

A Batalha de Maratona

Documentário do Canal História sobre a Batalha de Maratona entre gregos e persas. Os efeitos visuais são excelentes e d~sao uma imagem muito aproximada de um período a que o programa de História do 7.º ano, apesar de tudo, não dá grande destaque.
Está também disponível na net um outro documentário sobre o mesmo tema.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 2 do Programa: A Herança do Mediterrâneo Antigo
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Marégrafo

“Tenho Uma Lágrima no Canto do Olho”

Sensibilizam-me, emocionam-me as palavras de Assunção Cristas, ministra do Ambiente.
A sério.

Julian Assange pede asilo político ao Equador

Teme ser extraditado para os EUA pela Suécia.

Exame de Biologia e Geologia

Prova (versão 1 e versão 2) e critérios de correcção.

A posição do Bloco de Esquerda no caso da privatização do Centro Infantil do Castelo em Santa Maria da Feira

A comunidade que luta no Facebook contra a privatização dos infantários da Segurança Social e respectivo despedimento colectivo não pára de aumentar. Em breve estará uma petição on-line e uma carta a todos os Grupos Parlamentares representados na Assembleia da República.
Também os Partidos começam a tomar posição. E a posição do Bloco de Esquerda é bem clara quanto a um caso concreto, o da privatização do Centro Infantil do Castelo em Santa Maria da Feira.
A ler no 5 Dias, via Kronikas Feirenses, o texto do Bloco de Esquerda Distrital de Aveiro.

Manifestação

Pelo emprego

Prova Final de Língua Portuguesa, 2ª ciclo, vulgo 6º ano

Já pode descarregar os pdf’s da praxe: a prova de exame  e os critérios de correcção.

Funcionários públicos continuam a ser assaltados

Função Pública sofre cortes esta semana sem saber se são legais

Resultados da eleição na Grécia

A coligação Syriza esteve perto de ganhar a eleição grega. Um governo de maioria clara juntaria a Nova Democracia com a Syriza mas o líder da segunda já fez saber que não está interessado. O que não surpreende. É muito mais fácil continuar a fazer oposição do que governar. Mas assim continuando, a instabilidade não há-de demorar a chegar de novo e, talvez então, cheguem novas eleições e, com elas, a hora de governar. Nessa altura as questões da solução colocar-se-ão novamente.

Mal ouve falar de cultura, Rui Rio puxa logo das taipas

Câmara do Porto entaipa biblioteca do Marquês

Prova Final de Língua Portuguesa – 6º ano (código 61)

Os alunos do 6º ano realizaram hoje a prova final de Língua Portuguesa (pdf) – também estão disponíveis os critérios (pdf). Há quem lhe chame exame, mas é de facto uma prova. Qual é a diferença? Ninguém sabe!

O texto inicial, um excerto de “A maior flor do mundo“, de José Saramago é uma boa escolha que é do conhecimento dos alunos, pelo menos de uma boa parte deles. No entanto, as perguntas de interpretação poderiam trazer algumas dúvidas, mas não eram, globalmente “complicadas”.

A gramática (ou lá como se chama agora!) tinha umas ratoeiras e a composição pretendia ser sobre um dia na Natureza. Não se compreende a limitação das 200 palavras, para duas páginas e meia. Isto é, os alunos só podiam escrever até 200 palavras, mas tinham duas páginas e meia para o fazer.

E o professor de matemática, autor do post, atreveu-se a comentar a prova de Língua Portuguesa porque quer dar o mérito a quem o tem. A equipa de Nuno Crato conseguiu fazer da Prova de hoje um excelente treino para a de matemática, da próxima sexta-feira. Pelo menos no que diz respeito ao trabalho em torno dos números naturais: 1,2,3,… até 200.

Houve miúdos que acrescentaram e outros que retiraram conteúdo à composição porque ainda tinham palavras para gastar ou a mais porque ainda tinham crédito, conforme o caso.

Com esta prova ficou claro que Portugal não precisa de mais exames, que até iriam ser uma despesa acrescida. O que Portugual precisa é de juntar muitos exames, num só! Uma espécie de PGA – Prova Geral de Aprendizagens.

Pense nisso caro leitor – um texto sobre animais. À volta do tema, perguntas de Química e de Biologia viriam depois da interpretação (língua Portuguesa). Uma contas sobre a descendência do animal, uma tradução para mandarim e estava feito! O Cratês educativo no seu melhor! Que vos parece?

Enquanto pensam nesta brilhante proposta, deixo-vos o vídeo do filme ” A Maior Flor do Mundo”.

Quando um filho morre primeiro…

Penso neste assunto muitas vezes…

Hoje, ao ler o DN de 7 de junho, que andava perdido no balcão da receção da minha escola, uma notícia de última página chamou-me à atenção: a filha do tão conhecido arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer morreu na passada quarta-feira, aos 82 anos. O seu pai já vai com 104 e, no mês passado, esteve internado 15 dias no hospital. Estava ansioso por voltar a trabalhar!

Este homem tem mais de um século de vida. Não é comum alguém atingir a sua idade. Viu morrer muitos amigos e muitas pessoas de família. Está mais só. Muito mais só agora, sem a filha, a única. Saberá Niemeyer enfrentar duma forma mais sábia a morte dum filho? Será para ele a morte algo mais «natural» que para o resto dos mortais?

O trabalho poderá ser a sua grande companhia.

Lamento imenso a morte de Anna Maria.

(Lamento imenso a morte dos filhos de quem quer que seja ainda vivo).

Espero que a criação de Niemeyer não termine por aqui…

Rui Costa entra em “blackout”

Imagem da última conferência de imprensa de Rui Costa

O ciclista Rui Costa, vencedor da Volta à Suíça, resolveu deixar de fazer declarações à imprensa. O facto de a mesma imprensa o ter ignorado facilitou muito o blackout.

Em círculos mais próximos do velocipedista, ficámos a saber que Rui Costa procurará, em próximas ocasiões, imitar os futebolistas da selecção nacional, ficando irritado quando uma prova lhe correr mal e os jornalistas escreverem expressões como “a prova correu mal a Rui Costa”. Para além disso, procurará, ainda, reforçar essa imitação, evitando ganhar qualquer prova internacional importante.

Está na hora de reanimar o colchão

Miguel Cadilhe propõe imposto de 4% sobre riqueza líquida para pagar dívida pública

O assalto às contas bancárias está para breve.

O longo caminho europeu para o suicídio

Quando a Alemanha começa a provar do seu próprio veneno, o G20 vem defender menos austeridade para a Europa e o FMI começa a dizer que são necessárias medidas para combater a recessão e o desemprego

“As reformas estruturais devem ser implementadas agora como âncora das perspectivas de crescimento de médio prazo, mas têm de ser complementadas para dinamizar o crescimento no curto prazo”

Ora, sabendo nós que as medidas da troika – onde o FMI se inclui – previam uma diminuição da procura e um aumento do desemprego, este tipo de discurso parece esquizofrénico e cheio de sinais de sentido contrário.

Como não é previsível que o FMI prove o seu próprio veneno, resta-nos esperar que, por uma vez, alguma lucidez se instale, instigada pelos países extra-europeus.

Porque os europeus, deixados sozinhos ou na companhia do FMI, vão continuar, gota a gota, a suicidar-se lentamente.