Ir a Espanha por estes dias

Viagem ibérica com a Ana Vidal.

O sol, e também a lua, nascerá para todos nós

Sendo que duas coisas perdi pela mesma idade, a virgindade e a ilusão de que um país pode ser o farol do mundo, e ganhei outras, como a de aprender que a  história pode andar muito depressa quando pensamos viver muito devagar, a certeza de que vamos dar a volta a isto, via-a ontem, quando o mundo se deitou assim:


E viva a Argentina. O que se privatiza também se nacionaliza. Um dias destes é  a vossa vez de terem medo.

fotografia de Juan Cruz Ordóñez

Fenómenos de alavancagem em Espanha

alavanca interfixa

Alavanca Interfixa

A Espanha está submetida a um processo de autoflagelação, segundo as leis da física, pelo sistema da alavancagem: cai o Rei, sobem os juros.

O Rei, diz-se, está a recuperar; mas, no reino dos juros, o ambiente é agitado e suscita enormes apreensões: para empréstimos de dívida pública a 18 meses, os juros subiram de 1,711% para 3,11%, ou seja, um acréscimo de 81,8% no espaço de um mês.

O panorama não é apenas assustador para Espanha. As densas nuvens dos custos da dívida pública já causam temores de forte contágio a Portugal, segundo afirmações de Luís Verenne do IGCP.

Parece, pois, recomendável que os nossos responsáveis políticos, a destempo, não comecem a entoar falsetes acerca da queda dos juros da dívida para compensar desvios desfavoráveis da execução orçamental. Haja honestidade, prudência e sensatez… ao menos nisto.

Concursos de professores

O serviço público Aventar a funcionar em pleno. Permitam-me que lembre os menos atentos que está a decorrer o concurso para Professores contratados até às 18h do dia 27!

17 de Abril :: Feriado Nacional

O dia 17 de Abril deveria ser feriado nacional!

O Américo Tomás do século XXI

Luís Manuel Cunha

Costuma dizer-se que a história tem tendência a repetir-se. Primeiro como tragédia, depois como farsa. Estávamos em 1969. Em 22 de Junho de 1969. A Académica preparava-se para disputar a final da Taça de Portugal com o Benfica no Estádio Nacional, no Vale do Jamor. Estava-se em plena crise académica despoletada após a prisão de Alberto Martins, então presidente da Associação Académica e na subsequente greve aos exames. A equipa de futebol, constituída maioritariamente por estudantes universitários, respeitava escrupulosamente o luto académico decretado em Assembleia Magna da Academia. Preparavam-se grandes manifestações dentro dos estádios, de apoio aos jogadores, de informação à população e de divulgação das razões da luta estudantil. O Vale do Jamor e particularmente o Estádio Nacional iriam transformar-se no maior comício alguma vez feito contra o regime salazarista. Que fez então Américo Tomás, a quem competiria entregar ao vencedor a taça conquistada? Simplesmente não apareceu. Cobardemente. [Read more…]

Afonso: vamos conseguir!

O Afonso é um menino do Aventar, acho que posso escrever isso, não posso camaradas aventadores?

O movimento em torno do Afonso continua a crescer de forma fantástica e gotinha a gotinha o nosso beija-flor vai conseguindo.

Nos últimos dias tivemos algumas informações que são úteis para mostrar a todos a seriedade que toda a gente coloca nesta campanha. São informações que nos chegaram directamente da família: [Read more…]

Hoje dá na net: Argentina – Memória do Saque

Quando a Argentina recomeça a recuperar o que é seu, e perante todos os discursos aí jesus que hoje se vão ouvir esquecendo a privatização anterior, nada melhor que ver ou rever este documentário:

Premiado com o Urso de Ouro em Berlim e Melhor documentário em Havana, o filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, e como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país a bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC

Realizado por Fernando E. Solanas, legendado em portuguêsMemoria del Saqueo, ficha IMDB.

Lista de reprodução youtube. Partes seguintes também depois do corte.

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As Nossas Idiossincrasias Positivas

«A outra idiossincrasia que está a funcionar bem é aquilo a que o governador do Banco de Portugal chamou na sexta-feira no Parlamento de flexibilidade tácita do mercado de trabalho. Muitas empresas exportadoras estão a ser mais competitivas por causa daquilo de que os trabalhadores abdicam. Ao contrário do que acontece nas grandes empresas e no Estado, há muitas PME cuja competitividade está a ser financiada pelos trabalhadores, que interiorizam as dificuldades de sobrevivências das próprias empresas – e nivelam as suas condições à conjuntura. O caso mais radical são os salários em atraso: os trabalhadores preferem tentar preservar o seu posto de trabalho a recorrer a um tribunal e fazer valer os seus direitos. Este é o caso máximo de partilha de risco. E muitas empresas estão a safar-se à custa disso. Um exemplo claro: os trabalhadores dos Estaleiros de Viana do Castelo acabam de fechar um acordo em que trocam as férias de Agosto para poderem terminar a construção de asfalteiros para a Venezuela.» Pedro Santos Guerreiro

Ainda há vida no planeta Monarquia

Parabéns ao João Ferreira do Amaral, que eu tenha reparado o primeiro monárquico que se levantou depois da queda geral debaixo do elefante. E com nível.

Também há ministros à rasca

Esperamos que esto no sea el principio de una escalada”, disse Juan Manuel Soria, ministro do governo empossado pelo assassino de elefantes perante a nacionalização do saque da Repsol à Argentina.

25 Poemas de Abril (IX)

NOTÍCIAS DO BLOQUEIO

Aproveito a tua neutralidade,

o teu rosto oval, a tua beleza clara,

para enviar notícias do bloqueio

aos que no continente esperam ansiosos.

Tu lhes dirás do coração o que sofremos

nos dias que embranquecem os cabelos…

tu lhes dirás a comoção e as palavras

que prendemos – contrabando – aos teus cabelos. [Read more…]

O vómito e a revolta

«Quando num tratado internacional supostamente escrito em PORTUGUÊS (“unificado” — assinado por um governo português, aprovado por um parlamento português e ratificado por um presidente português — se lê, como lá em cima no número 7 da Base X, uma monstruosidade como “as formas rizotónicas/rizotônicas acentuadas fónica/fônica e graficamente” a única reacção possível é o vómito e a revolta»
António Emiliano, 16/4/2012

http://issuu.com/roquedias/docs/ae_nota_xlix/1

Limitação de mandatos em Gaia

A limitação de mandatos continua a fazer o seu caminho, quase sempre ao contrário do que seria a natureza da Lei ou o espírito de quem a pensou. Juntam-se freguesias a pensar nas possibilidades que o autarca A tem de ir roubar as freguesias B e C a outro partido. Vais tu para ali, venho eu para aqui. Há também quem deixe o Governo e há quem troque de margem. O ex-Presidente de Gaia agora candidato no Porto depois de ter inaugurado obras em Gaia com a presença de “pessoas do Porto”, continua a inovar: comemorou o 25 de Abril no dia 14. Pelo menos acertou no mês.

No fundo, é sempre que o Homem quiser

Grandes momentos digitais:

Quando dois esquerdistas se encontram fazem uma tendência. Quando se junta um terceiro há sempre uma cisão – RMD no 31 da Armada.

Como tu tens razão CAMARADA… como tu tens razão! Nesse aspecto, os direitistas são mais práticos – logo que cheire a poder, estão todos UNIDOS! – João Paulo do Aventar em comentário no meu facebook.

Afinal parece que há alternativas

E o caminho não é vender tudo aos privados.

Acordar – Hino da acção “Zero Desperdício”

Viva o Rei

O Rei vai nu!

Movimento Zero Desperdício

É, obviamente, positiva, a intenção deste movimento “nacional de combate ao desperdício de alimentos”, cuja criação ficou conhecida no início desta semana.
Mas é uma pena, lamentável, que seja necessário criar movimentos como este.
A política do Zero Desperdício ou a cultura do mínimo desperdício em todos os domínios,  devia comandar e orientar os sucessivos governos e instituições portugueses.
Parece, assim, que tem que ser a sociedade civil, o povo, a tomar conta do país. [Read more…]

Masturbódromo

Recentemente, Carlos Zorrinho subiu na minha consideração política. Primeiro, porque se demarca claramente dos farrapos imorais que compõem a ala socratista intra e extra-Parlamento, embora mantenha a respectiva retórica e porque parece ter purificado o pensamento dos viciosos tiques conspirativos socratesianos, da tralha socrática de que já foi parte demasiado leal para meu gosto. Segundo, porque está ao lado do TóZé, na sua missão espinhosa, torpedeado por todos. Terceiro, porque quanto diz e proclama sobre a acção do Governo Passos, de tão óbvio e tão devedor ao bom senso, merece concordância quase total. Mas não chega. É uma pena que o PS, ainda há pouco todo aclamativo de um tipo de absolutismo intimamente pervertido e que consagrou, no Congresso de Espinho, a sua pior Nódoa histórica, uma Nódoa Indelével, não possua por isso mesmo qualquer espécie de moral para falar de compaixão e sensibilidade sociais a partir do Governo. Lá está o mesmíssimo PS devorista em jornadas parlamentares, mesmíssimo PS do Gordo Vitalino, mesmíssimo PS do Gordo Basílio, mesmíssimo PS do Bojudo Lello e de outros grandes anafados da política. O que pensar, vendo-os agora cagando e perorando com a gorda lágrima social comiserativa ao canto do olho?! Somos nós descendo ao desemprego, sob Esmagamento Fiscal e num Desânimo Mortífero, e eles no Habitual Masturbódromo.

A saudação de Breivik

Começou o julgamento público e como é óbvio o menino debita propaganda. Normal em democracia.

Primeiro número: a saudação. A nossa extrema-direita (e um ceguinho no Público) ao ver um punho fechado tenta sacudir a água do seu encharcado capote e afasta a ideia de que se trate da sua forma muito típica de estender o braço. Convêm observar que a pata se deslocou em primeiro lugar ao peito, e repetiu a saudação romana. Nuances em relação ao original sempre as houve.

Segundo número: não reconhece autoridade ao tribunal porque este recebeu o seu mandato de partidos que apoiam o multiculturalismo.

Ora quem é que por estes lados não pode ouvir tal palavra? quem será… com um Bourbon idiota aqui ao lado (passe o pleonasmo) e o Anders Behring Breivik mais ao longe, palpita-me que a nossa extrema-direita ou inventa uma manobra de diversão ou vai andar muito caladinha nos próximos tempos.

Reflicta-se

PÚBLICO, 16/4/2012

Mas… afinal existe?


Já vai a caminho da Guiné-Bissau, uma das tais fragatas milagrosamente construída nos anos 80. Portugal “não precisa de navios de defesa, a não ser alguns patrulhas, um navio-hidrográfico e umas lanchas pesca-náufragos”. A NATO e os espanhóis tratam do resto”.
Em resumo, aqui está a teoria dos inteligentes da nação que quando precisam, recorrem aos parcos efectivos das Forças Armadas para satisfazer as suas políticas. Este é mais um caso e embora ainda não se perceba bem o que está a acontecer em Bissau – lutas pelo controlo do tráfico de droga, tribalismos vários, ódios e ambições políticas ou outros interesses que envolvem dinheiro -, a verdade é que há quem avise acerca da soberania guineense sobre o seu território e orla costeira. Uma novidade neste nosso país onde as sumidades mandantes nos enchem os ouvidos com “desígnios”, Zonas Económicas “Exclusivas” e outros recursos oratórios de enfarda-chouriços.
Mas existe outro aspecto a ponderar: afinal, após trinta e sete anos de independência, a Guiné-Bissau existe? Ou aquelas fronteiras delimitavam um espaço mantido uno por uma certa nefanda presença que de vez em quando ainda intervém? A uns dias do 25 de Abril, pensem no caso.

Atenção à Chuva na Estrada

(Foto encontrada no facebook da Brigada de Trânsito)

Hoje dá na net: Pier Paolo Pasolini – Salò ou Os 120 Dias de Sodoma

Vejam depressa, ou baixem do youtube, antes que desapareça. Pasolini depois de estrear este filme apareceu falecido, à paulada. E por cá foi o primeiro episódio de censura pós-1974:

Em Portugal, já em 1976, salva a democracia e evitados os extremismos, os distribuidores tremeram com o filme nas mãos e não ousaram estreá-lo sem exame prévio do então ministro da tutela, o socialista, republicano e laico Dr. Almeida Santos (VI Governo Provisório, a seguir ao 25 de Abril). Dizia-se que o futuro Presidente da Assembleia da República não aguentou a visão até ao fim: «Chamem-me censor, chamem-me o que quiserem, mas enquanto eu for ministro isto não passa.» Verdade ou mentira, é certo que não passou. O filme só foi apresentado pela primeira vez no Festival da Figueira da Foz no dia 1 de Setembro de 1976 (e estreado no dia seguinte em Lisboa, no cinema Mundial), já com o I Governo Constitucional em funções, Ramalho Eanes como Presidente eleito e David Mourão-Ferreira como Secretário de Estado.

Fui confirmar a memória aO Rato Cinéfilo, uma leitura que se recomenda.

O filme dói, tem um plano que ainda hoje me gela, mas nem que seja pelo momento que este cartaz reproduz (e que eu diria ser a chave que abre as portas para o entendimento da obra) é obrigatório ver.

Legendado em castelhano (activar clicando em CC) Ficha IMBD

Na Coreia do Norte como em Celorico de Basto

coisas iguais, outras apenas parecidas.

25 Poemas de Abril (VIII)

Cantar Alentejano from Gustavo Imigrante on Vimeo.

Um poema de Jose Afonso, “ilustro-animado-analogicamente”,
por Gustavo Imigrante.
Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizão a viu morrer

Ceifeiras na manhã fria
Flores na campa lhe vão pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que então brotou

Acalma o furor campina
Que o teu pranto não findou
Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou

Aquela pomba tão branca
Todos a querem p’ra si
Ó Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti

Aquela andorinha negra
Bate as asas p’ra voar
Ó Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar

Países da América Latina querem discutir a descriminalização das drogas

Nas Américas, apenas os EUA e o Canadá estão contra. Não admira o negócio das prisões e a guerra à droga dão dinheiro a muita gente.

A CPLP, Abril, o sector e o setor

A Resolução sobre a Situação na Guiné-Bissau, ontem aprovada pelo Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), será sempre lembrada como uma referência quer da crónica inaplicabilidade do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), quer do conceito de heterografia que lhe está associado, quer da precipitação em aplicar-se algo que a própria CPLP assumiu há poucos dias precisar de “diagnóstico relativo aos constrangimentos e estrangulamentos na aplicação” e de posterior “ajustamento”. [Read more…]

As mentiras pornográficas de Paulo Macedo

Eu e João Lemos Esteves pensamos igual. Quem deve estar fula é Clara Ferreira Alves, fã do Macedo. Teve uma amiga que foi mãe na MAC ao pé de seis ou sete mulheres negras… vejam só o ultraje! Já reclamou ao Ricardo Costa.