Recordar para Mudar #3:

Mistérios RTP

Ontem no telejornal da RTP fez-se a análise da evolução do voto nas sondagens com base num gráfico com uma escolha de cores curiosa, como aqui se vê:

mistérios RTP

Estará alguém na RTP a precisar duma  Novas Oportunidades em termos de, por exemplo, grafismo e cores partidárias? O vídeo em causa pode ser visto aqui: A evolução do voto nas sondagens.

via A Educação do meu Umbigo

Talvez ainda vá a tempo para a campanha socialista

A esquizofrenia da gripe A Tal como em 2009 com a Gripe A*, talvez a ministra da gripe ainda consiga organizar um gabinete de crise E.coli a tempo da presente campanha eleitoral.

* ver O caótico flop da gripe A

A besta à solta pelas cidades

(exercício de copipáste, para evitar a linguagem mais adequada)

Extrema-direita ataca Bloco de Esquerda em Caldas da Rainha

O incidente ocorreu à meia-noite de ontem. Segundo o Bloco de Esquerda, “uma brigada de colagem de cartazes do BE/Caldas da Rainha, foi atacada na Praça da Fruta por elementos ainda jovens da extrema-direita, sendo alvo de agressões”.
Um elemento da concelhia de Caldas da Rainha do BE, Paulo Freitas, foi agredido e cuspido(…)
Em comunicado, o BE lembra que “há anos que se encontra identificado um núcleo caldense da extrema-direita que, também há anos, chegou a organizar, integrado no PNR, um desfile no 1º de Maio pelas ruas da cidade termal”.

A não-noticia

Não é ainda noticia (e provavelmente é coisa que não chegará à televisão e aos jornais), mas é suficientemente bastante grave, para que seja absolutamente necessário publicar e divulgar.
Na passada noite, de 1 para 2 de Junho, elementos da JCP foram agredidos por elementos ligados à extrema direita, em Lisboa, enquanto procediam à afixação de propaganda da Juventude CDU.
Repito: Jovens que procediam à colocação de propaganda politica, em pleno periodo eleitoral, foram agredidos por elementos ligados à extrema direita!

Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista.
Quando eles prenderam os social-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata.
Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista.
Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu.
Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse”

Martin Niemöller

Votar na Esquerda e esperar que, pelo menos, mudem as moscas

Como homem de Esquerda, no Domingo, gostaria de comemorar duas coisas eventualmente incompatíveis: a derrota do socratismo e a inexistência de uma maioria absoluta PSD-CDS.

Se, do ponto de vista programático, pode haver diferenças entre o PS e o PSD e o CDS, na prática, os seis anos de socratismo foram anos de políticas de direita, pelo que não há diferença nenhuma entre estarem uns ou outros no poder. Aliás, PS e PSD souberam entender-se imediatamente, quando foi preciso escolher o caminho das políticas que estão, agora, plasmadas na troika, o texto que, na realidade, corresponde ao programa de governo de qualquer um dos dois partidos.

O PS tem mantido, ao longo dos anos, uma divisão de personalidade, virando à direita, quando governa, mostrando-se de esquerda, na oposição. O socratismo manteve essa característica, mas foi muito mais longe na apropriação dos aparelhos de Estado e do aparelho partidário, com base em clientelismo, em incompetência (quando não má-fé) e em mediocridade. Aliás, se o PS perder, mesmo que Sócrates se demita (o que não está garantido), o cheiro perdurará por muito tempo. Não me apetece imaginar o que será se ganhar.

É certo que a vitória do PSD não me preocupa menos, pois também já deu provas sobejas de incompetência em tempos idos, bastando lembrar que devemos a Cavaco Silva, entre outras benfeitorias, a destruição das pescas e da agricultura. Mais recentemente, pudemos confirmar a falta de carácter de Durão Barroso e o apoio desastrado a um desastrado Santana Lopes, com o CDS a manter uma reserva cínica que não disfarça a cumplicidade.

Os votos que forem para o Bloco e para o PCP enfraquecerão o PS, é verdade, mas o PS e a Esquerda serão derrotados pelos votos flutuantes do centro que Sócrates terá, finalmente, afugentado. A clique socrática mostrou incompetência e arrogância, afastando-se da Esquerda e afastando, também, eleitores de Esquerda.

No Domingo, festejarei a derrota de Sócrates e lamentarei a vitória da Direita, o que trará uma melhoria relativamente às duas últimas eleições em que lamentei a vitória de Sócrates e a da Direita. É fraco consolo, mas já não é mau se mudarem as moscas.

Resta à Esquerda, enquanto não chega ao governo, vigiar e protestar, ao mesmo tempo que deve reflectir sobre os seus próprios erros, erros de forma e de conteúdo. Resta à Esquerda continuar a preocupar-se com os direitos sociais e laborais, esse empecilho para o capitalismo desavergonhado que governa o mundo de braço dado com a especulação descontrolada e com os defensores dos privilégios dos que sempre foram privilegiados.

Qualquer voto no Bloco de Esquerda ou no Partido Comunista é, portanto, um voto útil. Qualquer outro voto é um voto na Direita.

Mil Milhões para os Bancos

Os bancos já têm garantidos mil milhões até ao fim do mês. Se os políticos que temos estivessem interessados em ter uma campanha eleitoral para informar os cidadãos, então este seria seguramente um dos pontos em discussão – dadas as circunstâncias, talvez o único ponto em discussão. Em vez disso perderam-se em agitar bandeirinhas, pequenos insultos, chicanas políticas e outros jogos de crianças, tratando o cidadão eleitor como débil mental. O PS/D + PP tentou a todo o custo iludir esta questão. Afinal que interessa para umas eleições a política económica e social dos próximos anos? – Para os políticos, absolutamente nada.

Assim, porquê tanta pressa em disponibilizar o dinheiro aos bancos? – que ainda há pouco diziam estar perfeitamente capitalizados. – O motivo é simples, os bancos portugueses estão falidos, e não sou eu quem o diz, é o próprio governo. Se lerem o Memorando de Políticas Económicas e Financeiras, ontem divulgado pelo FMI, mas que já era do conhecimento público há muito tempo, poderão ler:

 

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A fábula do país onde os ratos votavam nos gatos

Mouseland, legendado em português.

A fábula da Mouseland ((…)  foi inicialmente contada por Clarence Gillis e mais tarde popularizada por Tommy Douglas, líder dos partidos políticos Co-operative Commonwealth Federation (CCF) e de seu sucessor New Democratic Party (NDP), ambos social-democratas, na província canadense de Saskatchewan. A fábula expressava a visão do CCF de que o sistema político canadense era falho em oferecer aos eleitores um falso dilema: a escolha de dois partidos, dos quais nenhum representava seus interesses e vontades.
wikipédia

Use 5 minutos do seu tempo, vai ver que não o dará por mal empregue. Na impossibilidade de o fazer, ligue a televisão no domingo, pelas 20h. Passa em todos os canais.

a materialidade dos afectos

granny feeds May

sintese do meu novo livro lições de etnopsicologia da infância, p0de ser lido em:http://estrolabio.blos.sapo.pt/1494905

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Manuel Pinho sugere novo Bloco Central

RobalosDepois de ter saído do BES para ser ministro e de ter saído de ministro para ir dar umas aulas nos states, pagas pela EDP, Manuel Pinho sugere que ele merece continuar a ter emprego. Depois há quem se irrite por causa de certos desagrados.

E armado em Frei Tomás, Pinho falou numa “crise moral muitíssimo maior do que a crise económica.” Não faço ideia do que é que ele estará a falar.  É que não estou mesmo a ver.

Mas estou com ele quando brama que “agora parece que o governo fez tudo mal, parece que o PS fez tudo mal”. É um exagero. Tirando aquela coisa da banca rota, dos ajustes directos, das PPP, das SCUT, da desavaliação docente, do fecho de centros de saúde, dos cortes das pensões e dos subsídios de emprego, do desemprego record e da fachada Novas Oportunidades, nada há a pontar a este brilhante governante que, pelas próprias palavras, afirmou ainda estar para nascer um primeiro-ministro que mais tenha feito pelo défice.

Leonard Cohen, princípe nas Astúrias

um poeta que é músico ou um músico que é poeta

por quem me alegro

ARTUR, Artistas Unidos em Residência, em Lagos

 

Por estes dias, no Laboratório de Actividades Criativas – LAC – em Lagos, começam a reunir-se os artistas que, em residência artística, integram um projecto que envolve alguns nomes da atual cena mundial da arte de rua.

Sete artistas vão, durante 20 dias, compartilhar o espaço da antiga cadeia de Lagos, criar trabalho, trocar experiências, intervencionar espaços, produzir instalações, etc.

António Farto aka Vhils, Jucapinga, Alexandros Vasmoulakis (Grécia), SAM3 (Espanha), António Bokel (Brasil), Jorge Pereira e Miguel Januário são os nomes que compõem esta residência, que culminará com uma exposição de arte urbana (curadoria de Sofia Fortunato) cuja inauguração ocorrerá dia 18 de junho, pelas 18:30 horas, no LAC.

A seguir de perto aqui, no Aventar.

cromos para a troika

O Externato de Penafirme, firme nos seus privilégios

O Externato de Penafirme “é uma Escola Católica, inserida institucionalmente no Patriarcado de Lisboa, de ensino oficial gratuito, público mas não estatal.” Ou seja, uma instituição religiosa sustentado pelo estado, contrariando a sua laicidade, e o mínimo de bom senso. Andava o Externato de Penafirme, ou seja uma instituição do Patriarcado de Lisboa, a distribuir este folheto, e hoje decidiram incomodar José Sócrates, demonstrando como um bom cristão também morde a mão que durante tantos anos lhe deu de comer.

Não se percebe porquê. O estudo encomendado pelo Ministério da Educação conclui:

Tendo em consideração que a área de influência deste estabelecimento de EPC é assumida, em termos territoriais, pelas freguesias mais ocidentais do Município de Torres Vedras (…), território onde a maioria dos alunos são residentes, e que os diferentes estabelecimentos de 2º e 3º CEB da rede pública estatal do Município se encontram com taxas de ocupação elevadas, a proposta passa pela manutenção do “contrato de associação”.

Sendo sugerida apenas a redução em 2 turmas do ensino secundário. Ou percebe-se: quem mama do estado (e a Igreja sempre o fez) não perde o vício. Perdem sim as famílias das proximidades o direito à educação os seus filhos fora da sotaina de uma instituição comprovadamente perigosa para as crianças.

Já agora, gostava de perceber a ideia de meter no papelucho a CDU como defensora do ensino privado. Nunca foi essa a atitude dos professores e sindicalistas ligados ao PCP. Deve ser um fenómeno de Torres Vedras.

imagem via Câmara Corporativa

A Europa das grandes ilusões

A situação parece adensar-se a cada dia que passa. Notícias da Grécia que já a ninguém surpreendem, manobras de diversão como o caso dos pepinos (não) envenenados e um país, este em que vivemos, onde todos os agentes políticos continuam numa normalíssima campanha eleitoral, como se nada de extraordinário se passasse.

Uma notícia quase despercebida, será um indício muito claro de um subterrâneo movimento de pânico que vai alastrando, mesmo naqueles países que exemplarmente geridos, em princípio escapariam aos tortuosos processos de aclimatização aos novos tempos de penúria. A Dinamarca é o exemplo mais recente e os seus ricos habitantes, tomaram a iniciativa de cortar o consumo, na esteira dos cortes operados pelo executivo. Outra situação inédita deste os tempos da II Guerra Mundial, consiste na actual situação grega, com uma rápida tomada de posição comunitária, pretendendo assumir a cobrança de impostos e o plano de privatizações dos activos do Estado helénico, sem descurar o previsível contratempo da reestruturação da dívida grega. Como bem diz Camilo Lourenço, o patamar parece já ser outro, pois se a condição de “Protectorado” parecia ter sido aceite tacitamente, hoje já podemos assumir uma nova forma de colonização. A U.E., ou melhor, a Alemanha, paga e assim pode exigir aquela implementação de reformas que reconduzam o todo europeu ao chumbado caminho do federalismo à medida alemã. Este é o verdadeiro cerne da questão, um antigo projecto que vem dos tempos do senhor na foto que abre este texto, o Kaiser Guilherme II, que numa carta escrita  em 1940 à sua irmã Margarida, dizia: …”a mão de Deus está a criar um novo mundo e a produzir milagres. Estamos a tornar-nos nos Estados Unidos da Europa sob a liderança alemã, um continente europeu unificado”. O mesmo tipo de pensamento era partilhado por Hermann Göring que muito a sério previa uma Europa a duas velocidades, mas infalivelmente unida sob a égide de Berlim. Importante nota de rodapé, “com ou sem a vitória” militar do III Reich.

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Catroga está a trabalhar atrás do biombo?

Aqui ou no Brasil, espero que Eduardo Catroga ou qualquer outro guru das finanças dos sociais-democratas esteja a trabalhar nos bastidores, em colaboração com o executivo, no acompanhamento da concretização das medidas acordadas com a troika, que têm de ser postas em prática no imediato e que serão auditadas de três em três meses. Espero que o governo, por seu turno, se escuse a jogadas tácticas e que não esteja a atrasar decisões ou legislação que lhe podem causar mossa nas urnas, empurrando responsabilidades para o próximo executivo. Espero, igualmente, que os formalismos sejam neste momento postos de lado e que as declarações dos líderes sobre quem comunicou a quem alegadas alterações ao memorando da troika e sobre quem ficou sem saber dessas alterações não passem de fumo branco lançado sobre uma negociação e um acompanhamento que estão, de facto, a ser feitos por todos os partidos que serão chamados, independentemente do resultado das eleições, a cumprir aquilo com que se comprometeram. Espero que a resposta evasiva de Belém – que pode ser lida na página 17 – sobre as informações disponibilizadas pelo governo junto do Presidente da República não queira dizer que, uma vez mais, o executivo deixou na ignorância agentes políticos fundamentais no garante de um solução futura. Espero que o partido que vencer as próximas eleições saiba que no dia 6 de Junho o cronómetro não está a zero e que tem à sua frente um contra-relógio. Espero que quem ficar na oposição não use o descontentamento da aplicação necessária das medidas de austeridade para galvanização política. Espero, desta forma, que os partidos ajam de uma forma em muito diferente daquela a que nos têm habituado. Espero que se superem.

Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

Quando se vota no BE ou no PC, o resultado é o do “bom governo de Portugal”. Já imaginaram?

Recordar é Mudar #2:

Democracia em tribunal

O afastamento dos pequenos partidos dos debates televisivos não é apenas uma questão de estações televisivas. É bem mais do que isso.

É evidente que o domínio dos partidos políticos com assento parlamentar em sede de debate televisivo e respectiva exposição mediática, aos mesmos aproveita para garantirem a sua coutada. Todos, da Esquerda à Direita, pactuam nessa garantia. A campanha eleitoral é deles, mesmo quando ainda não há campanha. E mais deles se torna quando abre oficialmente a caça ao voto. Os pequenos não têm lugar à mesa, nem os comensais estão dispostos a “aturá-los”.

A mim não me interessa se os partidos políticos excluídos são de Esquerda, Direita, respectivas extremidades, ecologistas, esotéricos, etc. Interessa-me o respeito pela Constituição e a não capitulação da República a pactos de poder. O não permitir que continue a haver quem queira escolher por pór, decidir por nós, ajuizar por nós.

Digo-vos: quando a democracia é dirimida nos tribunais, muito mal vai o país.

13 razões (e mais uma) para não votar PS

Ana Tomás (Administradora das Estradas de Portugal) - 151.200 euros António José Pereira Luís (Presidente da NAV) - 109.531 euros Carlos Beja - Administrador da NAV (99.710 euros)   Alexandre Rosa (Vice-presidente do IEFP) - 79.140 euros Fernando Rocha Andrade (Administrador da REN) - 48 mil euros

Luís Patrão (Presidente do Turismo de Portugal) - 83.170 euros Luís Nazaré (Comité de Estratégia dos CTT) - 49 mil euros Ascenso Simões (Administrador da ERSE) - 188.839 euros António Castro Guerra (Chairman da CIMPOR) 285.384 euros Mário Lino (Conselho Fiscal da Caixa Seguros) - 26.821 euros

Fernando Gomes (Administrador da GALP) - 529 mil euros Guilhermino Rodrigues (Presidente da ANA) Alda Borges Coelho (Administradora da ANA) - 109.486 euros paulo campos e ana tomaz

Clique-se em um a um para ver o respectivo currículo (CV), num trabalho publicado pela revista VISÃO em Outubro de 2010. Destas 13 pessoas, algumas têm um CV OK, apesar de não ser algo tão galáctico que justifique tamanho salário. Outros não estão na sua área de especialização, outros têm mesmo um CV fraco e noutros vê-se que a a única ligação ao cargo é o elo político.

São gestores públicos, cargos de nomeação política. Porque é que precisa de haver nomeação política? Porque, dizem, “executam as políticas do governo e isso exige confiança política”. Mas a resposta é fraca pois não responde ao essencial: porque é que estes sectores têm que ser controlados pelo Estado? O que é que ganham os portugueses com isso? O que ganham estes portugueses, isso é claro. Ganham até 529 mil euros por ano mais benesses como carro, motorista, telefone, cartão de crédito, etc.

São os boys de topo, o estrelato das  nomeações. A baixo deles orbita uma prole de outros nomeados. É fala corrente dizer-se que seja PS, seja PSD, existirão sempre estas nomeações pornográficas. Para mim isso não passa de argumentário socialista, já que, apesar de o PSD ter feito o mesmo quando foi governo, o certo é que já foi devida e justamente corrido do governo por essa e outras razões. E Guterres até ganhou votos com essa limpeza que se traduziu na famosa frase “No jobs for the boys”. Viu-se o que foi. Pois agora é a vez dos socialistas provarem o fel depois de terem chupado anos de mel.

Quanto a mim, o problema resolve-se de uma maneira muito fácil. Termine-se a presença do Estado no sector empresarial e acabe-se com a infinidade de institutos, fundações e afins. Chega de proxenetísmo fiscal.

Um simples postalito para o nosso “packardemrodagem”:

Uma maioria, um governo, um presidente… e três vezes FMI

uma maioria, um governo, um presidente... e três vezes FMI

Comboio Internacional Porto-Madrid

Entre finais do séc. XIX e meados da década dos Beatles, existiu um comboio regular entre o Porto e Madrid via Linha do Douro (acredito que com interrupções durante as guerras mundiais e a guerra civil de Espanha); esta fotografia terá mais de 100 anos e mostra um desses comboios, descarrilado, na estação de (Caldas de) Moledo, poucos quilómetros a jusante da Régua. Por exemplo, em 1968 o horário em vigor era este.

Sobre as Barragens como 3ª PPP mais ruinosa e Convite para Debate

Interpelação

Aos Cabeças de Lista do BE, CDS-PP, CDU, PCTP-MRPP, PDA, PS e PSD pelos círculos eleitorais de Bragança e Vila Real.

Exmos. Srs.

O MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua, emitiu no passado dia 6 de Maio um comunicado onde dava conta da bizarra situação do Plano Nacional de Barragens de Grande Potencial Hidroeléctrico constituir a 3ª Parceria Público Privada (PPP) mais cara, e não haver no entanto discussão nenhuma sobre tal facto. [Read more…]

A Alemanha tem as mãos sujas, também de pepinos

A irresponsabilidade de atribuir, sem provas, um surto infeccioso que se vai espalhando pela Alemanha a pepinos importado de Espanha é um episódio revelador de como vai a Europa.

Alguém imagina a Espanha a acusar sem mais nem menos salsichas alemãs pela difusão de uma qualquer doença?

A doença imperial de que sofre a Alemanha não tem cura.  A hipótese de afinal tudo não passar de um problema de higiene na manipulação alemã dos vegetais importados seria a suprema das ironias: a Alemanha tem as mãos sujas, já sabemos, e para isso a forma como está a lidar com a crise grega, e o mesmo fará a Portugal e à Irlanda, já chegava como prova. Não havia necessidade de uma doença fatal para darmos por isso.

O Facebook e a idade das trevas

Hoje escrevi este post pensando precisamente no fenómeno a que aí me refiro. Entretanto, mais tarde e a propósito do caso de violência adolescente que agita os media, ocorreu-me que o título se ajusta perfeitamente também a isso -o chamado caso Facebook- especialmente no que ao autor das filmagens concerne. Quero dizer: alguns podem ter Facebook (coisa de que não sou grande admirador, mas não diabolizo) e toda a tecnologia do mundo, que não é por isso que abandonaram a idade das trevas. Às vezes, até bem pelo contrário…

blogger convidado – Carlos Rebelo

1979 – FMI por José Mario Branco

E tu fizeste como a avestruz, enfiaste a cabeça na areia, “não é nada comigo…não é nada comigo”, não é?! e os da frente que se lixem, e é por isso que a tua solução é não Ver, é não Ouvir, é não querer Ver, é não querer Entender nada…

Não há Português nenhum que não se sinta culpado de qualquer coisa, não é filho?! todos temos culpas no cartório, foi isso que te ensinaram, não é verdade?! (…) A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém, não é verdade?! Quer-se dizer, há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular… [Read more…]

O branqueamento da máquina de campanha socialista feito na TSF

Parte dos 20 monovolumes em permanência na campanha PSDiário de campanha da TSF, pelas 19h10m de hoje. A reportagem diz que foi ver como funciona a máquina da campanha socialista de que se fala. Foi entrevistado o “Director de Caravana”, Rui Pereira.

O repórter começou por dar o mote. “Nestas legislativas o PS reduzudiu os meios em relação a outros anos. Força da crise, que obriga a contenção.” O entrevistado continuou e descreveu a dita máquina de campanha assim: “1 autocarro; cenário dos comícios; 3 automóveis; 6 carrinhas”. Acrescenta o repórter que “a comitiva, a chamada máquina, move-se no terreno a voluntarismo e militância” e complementa o entrevistado afirmando que há “algumas empresas contratadas nas funções técnicas (som, luz, essas coisas)”.

Nenhum destes meios foi referido:

  • 5 (cinco!) autocarros em permanência
  • 20 (vinte!) monovolumes em permanência
  • 1 camião TIR com palco, régie, ecrã gigante e 3 técnicos
  • 3 bancadas para 250 pessoas sentadas
  • 2 estruturas com som profissional
  • t-shirts, sacos de pano, canetas, calendários, chapéus, flyers, autocolantes, etc.
  • mobilização constante de dezenas de autocarros para levar “apoiantes” aos comícios

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Ou será, packardemrodagem, que preferes este:

Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

 

Sinceramente, dia 5 o que prefere? Votar no PC ou no BE é indirectamente votar na gente do CDS e do PSD e contribuir para finalmente concretizar o sonho da direita –  nunca conseguido em 37 anos de Democracia: “uma maioria, um governo, um presidente!”. E o problema é você ter a consciência que assim é!

Testes de Virgindade: O Facebook e a idade das trevas

Enquanto muitos egípcios – usando o Facebook, as redes sociais e a tecnologia digital – procuravam uma revolução modernizadora que os catapultasse para a contemporaneidade, os militares mostravam como se pode viver na idade das trevas, mesmo com armas modernas na mão, telemóvel no bolso e coca-cola nos momentos de descanso.