
«Não sei como José Eduardo dos Santos dorme à noite. Não sei como Isabel dos Santos dorme à noite. Não sei como milhares de homens e mulheres de negócios dormem à noite. Não sei como o Governo português dorme à noite. E o PCP podia arranjar melhor companhia do que o governo português nesta matéria (…)».
[Alexandra Lucas Coelho no Público]
Com indiferença, segurança e comprimidos?
Por falar em ditaduras de esquerda
Arrumadas as bandeiras e sossegado o triunfalismo, a narrativa da coligação PSD/CDS-PP adaptou-se ao cenário pós-eleitoral e, acordada que parece agora estar para a triste realidade socrática em que o parlamento lhe é maioritariamente hostil, viu surgir o novo bicho papão, em linha com a estratégia do medo que marcou a campanha eleitoral: a ditadura de esquerda. Ao que tudo indica, se o PS conseguir formar governo com BE e CDU, Portugal será estalinizado, toda a economia será nacionalizada e cada distrito verá nascer o seu próprio gulag. Façam o favor de ter medo que a coisa não é para brincadeiras. [Read more…]
Faculdade de Direito de Coimbra: a origem da repressão política em Angola
Aquele momento em que, perante um problema sério, somos abalroados por um rasgo da mais pura bovinidade. Gabriel Silva, do Blasfémias, chegou à brilhante conclusão de que a culpa pela prisão de 15 activistas angolanos sem acusação é da herança dos “eminentes juristas coimbrões, cuja cultura repressiva e abusiva se espraiou por todos os CPLP“.
Notável. O facto do país ser governado por uma ditadura com um longo historial de repressão e saque da sociedade civil angolana nada tem que ver com esta situação. A culpa é desses juristas coimbrões, essa corja terrorista que dissemina o mal, reprime a oposição, acumula fortunas descomunais, vive à custa dos negócios e recursos do Estado e alimenta toda uma oligarquia de altas patentes militares e respectivas famílias, que vivem entre Luanda e Lisboa para fazer as delícias das insígnias de luxo que povoam a Avenida da Liberdade. O clã Dos Santos é apenas um bode expiatório da esquerdalhada invejosa que vive mal com o sucesso dos liberais que sobem a pulso. Blasfemos!
Bloco contra coligação de interesses em Angola
O Bloco apresentou hoje na Assembleia da República uma proposta para solicitar às autoridades judiciais angolanas a libertação e anulação do julgamento do jornalista Rafael Marques. Uma proposta corajosa que dignifica qualquer democracia e que toca na questão central do Charlie Hebdo. Liberdade de expressão, lembram-se? Apenas o Bloco e 5 deputados do PS (Isabel Santos, Eduardo Cabrita, Bravo Nico, Carlos Enes e António Cardoso) votaram a favor. PS, PSD, CDS, PCP e Verdes votaram todos contra. Tenho a certeza que a esmagadora maioria de militantes e simpatizantes do PCP e PS reprovam e não compreendem a posição do respectivo partido.
70 anos depois da libertação de Auschwitz, 50 anos depois da marcha entre Selma e Montegomery, depois de décadas de combate a ditaduras criminosas, a governos corruptos e a quem com eles compactuou, eis que em 2015 a cobardia, o lambe-botismo e os interesses económicos mais sujos disseram presente com toda a força na Assembleia da República. Uma vergonha. Hoje as águas ficaram bem separadas no parlamento.
Serviço Público
Na sequência do julgamento de Rafael Marques em Luanda, a editora Tinta da China está a disponibilizar gratuitamente no seu sítio internet o livro “Diamantes de Sangue“.
A grande desilusão
Os filhos aspiram a ter uma profissão, a sua própria casa, a sua independência, sem que isso implique menos afecto pelos pais. É natural que seja assim. Não é natural que os pais tentem travar o legítimo direito dos filhos, entrando em disputas que deixam marcas de injustiça e amargura. O mesmo acontece com os territórios coloniais em que quem os descobriu encontrou povos com a sua maneira de viver. Povos que, digamos assim, passaram a ser filhos adoptivos das potênciais coloniais. Quando esses povos atingiram a maturidade (ou a saturação) e quiseram ser independentes, bem andaram as potências colonizadoras que negociaram, garantiram os seus interesses empresariais e a presença em segurança dos seus residentes, não se deixando enredar em guerras que abriram as portas à corrupção, à violência, ao abuso, envenenando o clima de bom entendimento entre os velhos países e os novos países.
Sobre armadilhas petrolíferas que se calhar vão dar merda
Angola quer renegociar. Alguém chame o FMI antes que o preço dos preservativos volte a subir na Venezuela. Alguém disse Goldman Sachs?
Chiça!
Já não era sem tempo de surgir alguém que sabia o fazia e que sabe o que fez.
Só podia ser de Angola.
“Durante os dez anos que estive à frente do BES Angola mantinha-me informado sobre tudo o que lá se passava. Assumia as minhas decisões“, afirmou Álvaro Sobrinho, na sua intervenção inicial na comissão de parlamentar de inquérito (CPI) do GES/BES.
Afinal dá mesmo para prender políticos corruptos!
É estupidamente irónico que no mesmo dia em que a PGR anuncia o arquivamento do processo da branqueamento de capitais contra o vice-presidente angolano Manuel Vicente, nos chegue a notícia de que o Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiu condenar a penas de prisão 9 dos 25 réus do processo Mensalão, entre eles José Dirceu, antigo ministro de Lula da Silva, e José Genoino. E poderá não ficar por aí.
Não deixa de ser triste continuar a desempenhar a função de lavandaria do nepotismo de Estado angolano ao mesmo tempo que somos constantemente ameaçados de que a “parceria estratégica” ardeu. Mas pelo menos hoje tivemos uma boa notícia: afinal, é mesmo possível condenar políticos corruptos a penas de prisão no espaço da Lusofonia.
Será que dá para fazer uma “parceria estratégica” o STF brasileiro para uns intercâmbios ou uns workshops? Dava jeito explicar aqui à malta como é que se prendem esses gajos, somos mesmos fraquinhos nessa área…
A Mulher-Petróleo
Talvez a mulher brasileira pudesse ser um novo petróleo para Bento dos Santos Kanganba. Quando, e se!, for encontrado pelas autoridades brasileiras, saberemos.
José Eduardo dos Santos que meta a parceria estratégica onde melhor lhe convier
Era o que faltava que Portugal continuasse a baixar as calças a um regime corrupto e a um dos maiores cleptocratas do mundo.
O anedótico ministro Machete já ultrapassara todos os limites ao misturar, de forma abjecta, o poder político com o poder judicial. Só faltava vir Passos Coelho, no Sábado, quase a pedir desculpa a Angola e a comprometer-se a fazer tudo para que José Eduardo dos Santos reveja o fim da parceria estratégica.
Por mim, o cleptocrata-mor pode meter essa parceria onde melhor lhe convier.
O Jornal de Angola
O primeiro jornal que os meus olhos viram foi o Província de Angola, que pontualmente entrava na casa dos meus pais. Parece que havia outro, o Diário de Luanda, tido e mantido pela União Nacional, mas esse não entrava lá em casa. Nem percebo porquê, porque devia ser feito por gente excepcional, a avaliar pelo trajecto de vários redactores. Um deles, Luís Fontoura, hoje figura de proa do PSD e da Maçonaria. Enfim, embirrações que eu não cheguei a entender. Eu fazia o ensino primário na Escola Sousa Coutinho, mesmo em frente da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde fui baptizada. Por estar gravemente doente na altura de entrar na escola só o pude fazer um ano depois, mas aprendi as letras e a juntá-las, em casa, nos livros do Hans Christian Andersen e no Província de Angola. A pouco e pouco, fui tendo o prazer de ler a página infantil que era leira lavrada por Lília da Fonseca. Muitos anos depois, já na universidade e ganhando o meu sustento com uma pequena agência literária de exilados espanhóis nos Estados Unidos, herança benfazeja que me foi deixada pela poetisa angolana Alda Lara, eu haveria de conviver com Lília da Fonseca que tanta paixão punha na literatura infantil e no militantismo de esquerda.
Mas quando eu andava de bibe, o Província de Angola, o mais antigo jornal da África a sul do Saara, era propriedade da família Correia de Freitas. Jornal prestigiado, bem escrito, sério e, ao contrário doutros em Portugal, muito mais avesso à autocensura e sempre às turras com os coronéis da dita. Refilava. O seu último proprietário e director foi Ruy Correia de Freitas, engenheiro de máquinas por Londres, um gentleman de grande aprumo moral e bondade. A exemplo de todos nós dessa geração, o Ruy também queria a independência, mas negociada, pelo diálogo, educadamente, como um filho que passa a viver por si mesmo, mas se dá bem com os pais. Uma independência sem ódio nem guerra, para prosperidade dos seus povos. Como nada disto agradava aos serventuários da União Soviética, quando Angola foi entregue ao MPLA, unilateralmente, o Ruy Correia de Freitas só teve tempo de meter a mulher e a filha na sua avioneta e partir para a África do Sul. Dali foi ao Brasil e ao Canadá, mas acabou por viver (e morrer) em Portugal, na maior modéstia mas sempre com imensa dignidade. Foi a “descolonização exemplar” – coisa que é dita por quem a fez mal. [Read more…]
Os donos da língua
Pinda Simão, que se reuniu hoje em Lisboa com o ministro da Educação português, Nuno Crato, afirmou que Angola quer “fazer incidir esforços” na qualidade do ensino, referindo que em três províncias, Namibe, Benguela e Cabinda, há professores portugueses que estão envolvidos na formação de professores, em Língua Portuguesa, Matemática e Educação Física.
O texto é da Lusa, escrito, portanto, segundo o chamado acordo ortográfico. Por acaso, foi publicado no jornal i, que não adopta o chamado acordo ortográfico. Os professores portugueses, em Portugal, são forçados a aplicar, nas escolas portuguesas, o chamado acordo ortográfico.
Alguns professores portugueses estão em Angola, participando na formação de professores angolanos. Angola não aplica o chamado acordo ortográfico, continuando a utilizar a ortografia de 1945. Deduzo, portanto, que os professores portugueses não possam utilizar, em Angola, o chamado acordo ortográfico que são obrigados a utilizar em Portugal, pela simples razão de que não seria aceitável esses mesmos professores imporem uma ortografia portuguesa a uma escrita que é angolana. [Read more…]
Golpes de Machete
Em declarações à Rádio Nacional de Angola, Rui Machete pediu “diplomaticamente” desculpas por haver figuras do regime angolano a serem investigadas pela justiça portuguesa. Se, algum dia, vier a ser investigado, apesar de, por enquanto, não fazer parte do regime angolano, espero merecer o mesmo tratamento de um qualquer membro do governo português. Pela minha parte, estão, desde já, desculpados, mas que não volte a repetir-se.
Nessas mesmas declarações, Machete acrescenta às desculpas a declaração de impotência, lembrando que o governo português não pode intervir nas investigações. Resumidamente, o ministro pede desculpa a um país estrangeiro por haver um entidade pública portuguesa que, tanto quanto se sabe, está a cumprir o seu dever. Não deixa de ser uma novidade refrescante pedir desculpa por se cumprir um dever.
Para complementar o seu pedido de desculpas, Machete afirma que pediu informações à Procuradora-Geral da República. Posteriormente, veio desmentir as suas próprias declarações, explicando que se baseou num comunicado do DCIAP. Talvez alguém devesse explicar ao ministro que pedir informações a uma pessoa ou ler um comunicado não são a mesma coisa. Talvez não valha a pena explicar ao mesmo ministro que proferir incorrecções factuais é feio, porque já lá vai o tempo em que devia ter torcido o pepino. [Read more…]
Batalha das Línguas
A afirmação do Português no Sistema Solar corre paralelamente à prosperidade, ao trabalho e à felicidade de quem o utilize. Nas Redes Sociais e muito para além delas. Mas com rigor ortográfico e elegância de estilo.
Vícios privados, públicas virtudes
A notícia da jovem angolana violada por três angolanos que retirou a queixa porque “havia que salvar a reputação das famílias” só pode admirar quem nunca tenha vivido numa ditadura, como Angola continua a viver.
Sim, isto é política, e social: o peso de uma classe que se ostenta a partir da acumulação corrupta de capital é terrível.
A reputação das famílias de filhosdaputa acima de tudo. E a não esquecer: os três filhosdaputa são bolseiros do governo angolano.
Relações Portugal/Angola
As relações entre países regem-se por interesses e influências. As nobres ideias como democracia, igualdade e a simples decência são apenas usadas quando é necessário carregar em certos botões da opinião pública. O dinheiro é o arbitro final e não admite protestos.
Tendo em conta o anterior entende-se o estado das relações Portugal/Angola.
Angola é uma lição
O estado da Educação em Portugal é bastante melhor do que há quarenta anos e bastante pior do que aquilo que foi transmitido pela propaganda governamental, especialmente a dos governos de José Sócrates.
A entrada de alunos em massa no sistema de ensino, desde 1974, não mereceu, até hoje, políticas consistentes e estáveis e tem estado sujeita a modas e deslumbramentos. Estamos, portanto, numa situação muito melhor do que a proporcionada por uma ditadura que afastava da escola a maior parte das crianças, mas estamos, ainda, muito longe de um patamar de qualidade educativa minimamente aceitável, num país europeu que vive em democracia há quase trinta e nove anos.
Há uma iliteracia generalizada que não tem sido devidamente combatida. Pior: muitas decisões políticas terão como consequência o aprofundamento dessa mesma iliteracia. Entre muitos exemplos, poderemos dar o despedimento de professores, o aumento do número de alunos por turma ou a inevitável perda de qualidade da formação inicial dos professores, vitimada pelo acordo de Bolonha.
A imposição do chamado acordo ortográfico (AO90), com todas as suas deficiências, está a dar origem a um caos ortográfico que atravessa toda a sociedade, incluindo as escolas. Mandaria o bom senso que não tivesse entrado em vigor ou que fosse imediatamente suspenso.
Os problemas educativos de Angola serão bastante mais graves do que os de Portugal, mas os responsáveis políticos daquele país perceberam a tempo que a aplicação de um instrumento carregado de erros como é o AO90 iria contribuir para dificultar ainda mais os vários problemas que é necessário resolver, a começar pelo analfabetismo. [Read more…]
Passos Coelho a Nobel da Economia?
Muito se tem dito, e escrito, acerca das opções de política financeira e económica do 1º ministro Passos Coelho, alguns elogiando outros denegrindo. A meu ver, todos estão errados.
É comum, entre as mentes menos esclarecidas, aceitar de forma acrítica ou rejeitar sem fundamento, as teorias verdadeiramente revolucionárias e que representam um vigoroso salto em frente no pensamento e conhecimento humanos. E Passos está a ser vítima desse tipo de inércia característico das pessoas vulgares. Vejamos mais detalhadamente as razões que me assistem na formulação de tão categórica asserção.
Começo por esclarecer os mais cépticos sobre as razões que me têm tolhido o verbo na análise dos aspectos macro-económicos da crise que afecta a zona Euro, em particular, e a União Europeia, em geral. Tal facto deriva apenas do “encolhimento”dos meus rendimentos – assoberbado pelas necessidades do dia a dia, as minhas atenções têm recaído sobre questões cada vez mais pequenas, isto é, micro económicas, como a renda da casa, a alimentação, a conta da farmácia, etc.. [Read more…]
Acordo ortográfico: Carlos Reis e os decibéis
A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) decidiu continuar a utilizar aquilo a que chama “norma ortográfica antiga” em toda a sua documentação escrita, “uma vez que o Conselho de Administração considera que este assunto não foi convenientemente resolvido e se encontra longe de estar esclarecido, sobretudo depois de o Brasil ter adiado para 2016 uma decisão final sobre o Acordo Ortográfico e de Angola ter assumido publicamente uma posição contra a entrada em vigor do Acordo.”
Chamado a comentar esta decisão, Carlos Reis, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e defensor feroz do chamado acordo ortográfico (AO90), começa por declarar que, ao contrário do que afirma o site da SPA, “o Brasil não adiou uma decisão final sobre o AO, o que fez foi prolongar por mais algum tempo o período de transição até à sua aplicação obrigatória”, o que é, pelo menos, uma verdade incompleta, porque há vida para além dos decretos e basta reler as declarações do senador Cyro Miranda e do Movimento Acordar Melhor para perceber que este adiamento poderá servir para introduzir alterações no AO90 conducentes a um aprofundamento da simplificação ortográfica. [Read more…]
Censura Atira Semanário Angolense para a Fogueira
Por Maka Angola

A Media Investe retirou da gráfica, na manhã de hoje, a edição de 27 de Outubro do Semanário Angolense, por incluir, uma versão quase integral do discurso do presidente da UNITA, Isaías Samakuva, sobre o estado da Nação.
Segundo apurou o Maka Angola junto da redação, a empresa proprietária, controlada por altas figuras dos Serviços de Segurança e Informação do Estado (SINSE), retirou os exemplares impressos do jornal para serem queimados. Maka Angola obteve uma cópia digital do jornal censurado, cujas páginas 8, 9 e 10 reproduzem, com tratamento gráfico, o discurso de Samakuva, de 23 de Outubro.
O discurso do líder do maior partido da oposição Samakuva foi uma réplica à recusa do Presidente José Eduardo dos Santos em proferir o discurso sobre o Estado da Nação, na abertura da terceira legislatura, conforme exigência constitucional.
José Eduardo dos Santos mandou distribuir aos deputados, como alternativa, cópias do seu discurso de tomada de posse, feito a 26 de Setembro passado. A oposição criticou o acto como inconstitucional, enquanto vários sectores da sociedade interpretaram o gesto do Presidente como uma atitude de arrogância e um acto de desrespeito ao próprio cargo que ocupa, aos deputados e à Nação.
Para melhor informação dos leitores, Maka Angola dissemina a edição censurada do Semanário Angolense e o discurso integral de Isaías Samakuva.
Acordo Ortográfico: a leviandade de José Eduardo Agualusa
Descobri no facebook estas declarações de José Eduardo Agualusa acerca do chamado acordo ortográfico.
O escritor começa por considerar que o acordo “não tem importância nenhuma; é irrelevante”. Por outro lado, declarou que o absurdo estava no facto de “haver duas ortografias.” [Read more…]
Acordo Ortográfico: constrangimentos, insuficiências e implicações negativas
Há uns anos, dizia Gell-Mann que quando alguém dava a conhecer a Einstein (para quem não souber, um homem que lia e que estudava) uma teoria contrária à TRR este retorquia: “Aw, that’ll go away”.
Em Portugal, o Poder continua sem ler e sem estudar o Acordo Ortográfico, mas a achar, com uma falsa segurança einsteiniana, que a nuvem há-de passar e que quem lê e estuda se calará, para que todos continuemos na nossa vidinha, com paz e com sossego. Desengane-se o Poder e desenganem-se todos aqueles que assim pensam. Enquanto houver estudo e enquanto o estudo não for devidamente considerado, não haverá nem paz, nem sossego. [Read more…]
A TOBIS foi Vendida
Angola, emigração e direitos humanos
O jornal ‘Público’, a propósito da emigração e integração no ambiente sociopolítico e económico de Angola, revela um série de opiniões de portugueses a viver naquele país; onde, dizem, não existir liberdade de expressão e ser caracterizado por corrupção endémica.
Ressalte-se a coragem do jornalista Miguel Madeira, pelas denúncias e duras críticas formuladas ao governo de José Eduardo dos Santos – o “Zézinho” antigamente e “Zedu” na versão pós-moderna; e a coragem é, a meu ver, tanto maior quanto é verdade que o jornal em que trabalha integra um grupo económico, presentemente envolvido em investimentos no mercado angolano. Anseio pela não reedição do triste episódio Pedro Rosa Mendes. A notícia em detalhe pode ser lida aqui.
Em jeito de defesa em relação eventuais comentadores críticos – alguns até injuriosos – a questionar se eu, português, tenho o direito de opinar sobre a vida política e social de Angola, desde já avanço com três argumentos:
- Sou defensor intransigente do cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos – Angola não está fora do Universo e foi reeleita em Maio de 2010 Estado-Membro do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, mas nunca cumpriu com promessas anteriores a 2007; [Read more…]














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