Custos

O telejornal da RTP1 interessou-se muito pelos custos da manifestação de hoje da CGTP. Com elaborados gráficos fez cálculos e mais cálculos. Comovente preocupação!

Não precisam de tanto trabalho, cambada de sabujos. Eu resumo: custou metade da conta de maquilhagem que a RTP pagou este ano à empresa que tem a ingente tarefa de vos embelezar o focinho. E deixem que vos lembre: os trabalhadores pagaram a sua manifestação. Como deve ser. Mas o mais extraordinário é que pagaram também a vossa conta de beleza.

Porque não fazem também estes cálculos, corja?

RTP à Passoszóide

Boas intenções maduronianas para a RTP analisadas à lupa tal como a conversa olhos nos olhos passoszóide.

Taxa Engravida

Se cada consumidor paga actualmente, através da factura da electricidade, 2,385 euros por mês, com os 6% de IVA incluídos, passará a pagar um pouco mais, em 2014. Para grandes vícios, taxas agravadas.

Passos e as 20 perguntas

Pergunta no Facebook: “Alguém sabe dizer se o Passos ganhou o carro no concurso apresentado pelo Carlos Daniel?”

Faltam medicamentos

nas farmácias portuguesas, diz-se hoje nos serviços noticiosos da RTP. Vivemos no mesmo País? No meu já faltam há muitos meses.

RTP em mau Português

rtp_ptNum só pedaço de texto, a RTP conseguiu juntar erros ortográficos, gralhas, e palavras acordizadas que no fundo também são erros ortográficos. Vergonha.

A abertura do ano lectivo correu bem

Na RTP, claro. A abertura do ano lectivo, no Telejornal de hoje. Exactamente: do ano lectivo.

RTP ano lectivo 1692013

Explicai-me, sff

RTP excessão

De Caras, RTP, 19/6/2013 (http://bit.ly/12J0oFc)

Não havendo, em português europeu, qualquer razão para se escrever *direção em vez de direcção (ver explicações fastidiosas, lá em baixo, na Nótula I), é compreensível que o actual director do Expresso, Ricardo Costa, tenha infringido as “regras” adoptadas por uma direcção anterior à sua.

Expresso 472013

Em suma, Ricardo Costa escreve direcção porque é português. Se fosse brasileiro, escreveria direção. Contudo,até prova em contrário, o Expresso ainda não terá emigrado para o Brasil. Porque é que o Expresso determinou a adopção do AO90? Não sei. Qualquer dia, explicar-me-ão.

Quanto à imagem da entrevista a Nuno Crato, com a supressão do ‘p’ de excepção, a ocorrência de erros semelhantes àquele tenderá a aumentar — sim, a aumentar; exactamente, a aumentar (ver explicações fastidiosas, já a seguir, na Nótula II).

Ah! Podem (e devem) corrigir, como fizeram anteontem. Andam a esquecer-se é dos outros *contatos — sim, daqueles. Antes de passarmos às nótulas, aproveito para vos desejar um óptimo e espectacular fim-de-semana.

Nótula I: [Read more…]

Total desrespeito pela instituição Sporting Clube de Portugal

RTP SCP

 

A Direcção do Sporting Clube de Portugal acusa um dirigente do Futebol Clube do Porto de “conduta inqualificável de total desrespeito pela instituição Sporting Clube de Portugal”. Em meu entender, esta acusação deve aplicar-se mutatis mutandis à RTP. Tratando-se de uma transcrição e ainda por cima quando na RTP se garante a “adopção de tecnologia, técnicas e equipamentos que proporcionem a melhoria da qualidade ou eficiência do serviço público de televisão”, este episódio é, no mínimo, lamentável.  Haja respeito.

 

Post scriptum: *retratassem do comunicado — como episódicas ocorrências de ‘contracto’, ‘conductor’ e ‘traducção’ — poderá servir a alguns paladinos do AO90 para justificarem a supressão das consoantes não pronunciadas. Trata-se de argumento já utilizado, mas falacioso. Para as arestas serem limadas, não é preciso destruir-se o sistema.

 

Os sindicatos

Em Abril deste ano publiquei um texto sobre a questão do financiamento dos sindicatos que tanta tinta fazia correr em Espanha. Agora, a RTP fez uma “investigação” sobre o tema em Portugal. Deixo aqui o vídeo do programa e uma breve nota: 6 milhões???????????

Sou contra a *co-adoção de crianças por casais do mesmo sexo

Estava sossegado a tomar o meu café, depois de umas páginas sobre o Cícero e o Timeu de Platão, quando, sei lá bem porquê, comecei a ler as notícias do dia e me deparei com um título fundador (já S. Tomás de Aquino lembrava, no De Ente et Essentia e bem acompanhado pelo Estagirita, que “[q]uia parvus error in principio magnus est in fine”). Decidi, muito rapidamente, trazer de novo ao Aventar aquela que é, aparentemente, uma das mais enigmáticas bases do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90): a XVI.

Segundo o Público, «[d]epois de Áustria, Finlândia, Alemanha e Israel, Portugal é o quinto país onde a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada». Acrescentaria que, sendo o quinto país em que a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada, Portugal será muito provavelmente o primeiro a não saber escrevê-la. Salvo honrosas e excelentes excepções, como o Público.

Efectivamente, segundo a base XVI do AO90, «[n]as formações com prefixos (como, por exemplo […]  (co- []), só se emprega o hífen nos seguintes casos: a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: […], co-herdeiro […]; b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento […]; Não se emprega, pois, o hífen […] Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente […] coeducação».

Ora, sabendo nós [Read more…]

Assunção Esteves, porta-voz da Assembleia da República?

Será que, em 21 de Junho de 2011, Assunção Esteves foi eleita porta-voz da Assembleia da República? Terá Assunção Esteves sido a primeira mulher a assumir o cargo de porta-voz da Assembleia da República? Será que um porta-voz da Assembleia da República ocupa o segundo lugar nas Precedências do Protocolo de Estado? Poder-se-á dizer que estes cavalheiros foram porta-vozes da Assembleia da República? Claro que não

Ontem, no Telejornal da RTP, a propósito desta notícia, disse-se – e muito bem – que Nigel Evans era ‘Vice-Presidente’ (Deputy Speaker) da Câmara dos Comuns. Por esse motivo, não se percebe a razão de se chamar ‘Porta-Voz’ (sic) ao seu Presidente,  John Bercow. ‘The Speaker of the House of Commons chairs’, ou seja, o Presidente da Câmara dos Comuns preside. Bercow, porta-voz? Nem por isso. Nem John Bercow,  nem os seus antecessores Michael Martin e Betty Boothroyd, nem sequer os homólogos neozelandeses.

JBercow

Aliás, para que não haja dúvidas, o próprio John Bercow esclarece: «(…) the Speaker shall act as representative and spokesman for the Assembly and for Parliament to the outside world». Isto é, nem “the Speaker shall act as speaker”, nem “the spokesman shall act as spokesman“, nem, mais importante, “the spokesman shall act as Speaker“. Já agora, aproveitando a onda dos porta-vozes

Hoje dá na net: em 1974, o telejornal foi assim

Precioso documento encontrado no youtube.

Obrigado Fernando Balsinha e Fialho Gouveia, os homens que inventaram faz hoje 39 anos, atrapalhados é certo, o jornalismo televisivo livre, sem censura, e em directo.

Telespectador? Telespetador? Depende.

No dia 9 de Junho de 2011, depois de troca epistolar com José Carlos Abrantes (através de missivas no Facebook, datadas de 14 de Maio e 1 de Junho desse mesmo ano), escrevi o seguinte, numa “Segunda Carta Aberta ao Provedor do Telespetador [sic]”:

Vários falantes de português europeu oscilam entre a prolação e a não prolação de [k] (recordo que um levantamento da pronunciação de “telespectador” deverá ter este importante factor em conta). Esclareço: o mesmo indivíduo poderá no mesmo discurso pronunciar o C de telespectador e não pronunciá-lo. Convido V. Ex.ª a escutar com muita atenção as prolações de “telespectador” por parte dos apresentadores de programas da RTP e recomendo que a estes preste particular atenção, porque são a “referência” dos (passe a redundância e o aparente exagero) telespectadores.

Sete dias depois, José Carlos Abrantes viria a alterar a grafia controvertida*, alegando que «as duas grafias são possíveis segundo o Acordo Ortográfico em vigor». Mas, adiante, vamos àquilo que nos interessa. [Read more…]

Avariou…

tv avariada

… a ver vamos se ainda está na garantia. Terão já passado os dois anos?

É a narrativa pá!

Narrativa, narrativa, narrativa, narrativa, narrativa, narrativa…

Ligar

entrevista-socrates-rtpAo contrário do que pressagia o João Paulo, é tempo de ligar.
@ Campanhã.

Desligar

Acho que está na hora!

desligartv

Mobilidade Especial via Paris

Agora já percebi! Finalmente, ufa!

Vejamos: Sócrates, que foi primeiro antes de ser engenheiro, seguiu a dica do Relvas e foi atrás de uma oportunidade lá fora, creio que em Paris. E o sucesso é total – depois de dois anos com horário zero na cidade Luz é colocado, em Mobilidade Especial, na RTP. Creio que, também neste caso, há mão do Relvas – como diz o Pacheco Pereira, é melhor ter o mal ao virar da esquina. [Read more…]

Sócrates, RTP, a Insolência e o Despudor

Não foi o cidadão hoje desempregado ou emigrado, em vias de uma rescisão amigável na Função Pública, com os subsídios decapitados ou envergonhado dos últimos capítulos de um abismo nacional anunciado por Gaspar que decidiu abominar Sócrates unilateralmente. Sócrates fez-nos o favor de mostrar o que é a corrupção moral na Governação. Foi ele que nos ensinou o que é a desonestidade. Foi ele que levou o abespinhamento à sua mais contumaz manifestação como forma estéril e estúpida de estar no Poder, fazendo da confrontação impostora e gratuita a manobra de diversão perfeita enquanto decorria o infinito abichar de comissões à pala do Poder Político, que explicam Paris e explicam o enriquecimento ilícito que a Lei não persegue.

Propaganda esmagadora e burla em doses cavalares deveriam chegar para nos foder a todos. E chegaram. Não é à toa que António Costa e Francisco Assis qualificam a despudorada contratação de Sócrates pela RTP enquanto ‘comentador político’, outro comendador do Regime Putrefacto, como algo que não parece boa ideia. É uma ideia parida por aflitos e desmiolados, só pode. [Read more…]

TV à portuguesa: a política comentada por políticos

TVConcluo que, na ilustração da imagem, de mútuas acusações, a razão é  capaz de estar mais do lado da ‘televisão’, quando acusa: “Telespectador idiota…”.

Se olharmos as grelhas de programações, desde o boçal Fernando Mendes aos meninos dos ‘Morangos Sem Açúcar’, dificilmente se inferirá que a “Televisão é Burra” – errará episodicamente aqui ou ali, mas “burra” de todo não é.

No comentário político, por exemplo, as TV’s nacionais ocupam um lugar de destaque de originalidade mundial. Do Marcelo ao Mendes, do Assis ao Ramalho, do Bernardino à Odete, do Fazenda à Drago, todos os partidos com assento parlamentar têm tido lugar cativo, no dito pequeno écran, a horas de consideráveis audiências.

Nenhum dos canais – há estações com vários – poderá negar a participação no pérfido jogo de colocar os cidadãos, ao pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar, a saborearem o comentário político feito por políticos – a minha vizinha do 3.º esquerdo confessou-me há tempos que jamais conseguiria dormir tranquila de Domingo para 2.ª Feira, se não saboreasse os comentários do Prof. Marcelo e as provocações, risos e sorrisos da Judite. Ao Domingo ficou mesmo dispensada de tomar ‘Xanax”. [Read more…]

Bloco central

Sócrates na RTP, PS defende governo de censura na AR.

Foda-se! Refoda-se!

Bancarrota SócratesTrifoda-se! Sócrates regressa. Pela mão da RTP. Dá audiências? Claro. Um chimpanzé a fazer surf ou a filosofar também daria. [Read more…]

Porque é que não vais estudar astrologia para Berlim?

…ou, então, vai filosofar para o raio que te parta.

O animal está de volta

Afinal, as Presidenciais são já daqui a 3 anos…

Uma Odisseia que hoje acaba

O melhor que se produziu em todas as televisões portuguesas, departamento de ficção. Sem comparação sequer com a concorrência mais próxima, e que andaria por um Herman muito remoto. Não é para meninos, não é de digestão fácil, também por isso é excelente. Acaba hoje, “suspenso pela RTP” reza o argumento, mas é possível ver todos os episódios.

Deixo-vos com a sequência que até agora mais me encantou, um exercício de representação muito, mas mesmo muito fora, da Carla Maciel e do Gonçalo Waddington:

Descubra as diferenças

Encontrava-me ontem, encafuado no sofá, a folhear a segunda edição do Morphology de P.H. Matthews e a recuperar de (‘de’ e não ‘do’) obstinado resfriado na companhia dum magnífico Vox Sana. O televisor aceso, esquecido na RTP Internacional, o som muito lá no fundo, quase imperceptível. Subitamente, três palavras-chave (leitura, Morais Bruxelas) enunciadas pelo locutor desviaram a minha atenção da encantadora página 214, onde Matthews ataca o duplo diminutivo.  Hoje, vi o programa.

Recentemente, a propósito de depoimento escrito apresentado aos membros do Grupo de Trabalho – Acompanhamento da Aplicação do Acordo Ortográfico [AO90] da Comissão de Educação, Ciência e Cultura  da Assembleia da República, dei a conhecer graves problemas na redacção do Diário da República (DR) desde o fatídico início do mês de Janeiro de 2012. Verdade seja dita, e embora a base XIX do AO90 não tenha sido o meu Leitmotiv (sim, em itálico e com maiúscula, e o meu favorito é este),  que nesta edição a ocorrência de Dezembro em primeira página só aparece aqui (c’est très grave, c’est excessivement grave!, como diria o Steinbroken) . Daí, ter ficado surpreendido com a imagem da esquerda. Verifiquei na gaveta onde guardo as edições do DR desde Janeiro de 2009 e a imagem da direita é a da primeira página da edição apreciada pela RTP. Não percebo por que razão no original aparece (infelizmente) ‘dezembro’ e na imagem que a RTP apresenta aos espectadores (mesmo que episódicos, como eu) surge ‘Dezembro’. Sim, pois, as páginas não coincidem. Pronto, dito isto, regresso à página 214 do Matthews.

Aventar 2322013

A favor do regresso do TV Rural

tv-rural_sousa-velosoO regresso aos mercados e a garantia-agora-a-sério de que o próximo ano já não será de recessão contribuíram para que a maioria parlamentar ande mais desocupada. Assim, resolvidos que estão os magnos problemas da nação, os deputados do PSD e do CDS assumiram, agora, as funções de direcção de programação da RTP, a fim de combater a ociosidade, essa mãe de todos os vícios. [Read more…]

RTP

rtp

A apreensão da lógica e da substância

Uma imagem ilustrativa da apreensão da lógica e da substância do AO90 na RTP. Sim, a RTP adoptou o AO90 há dois anos.

Dizendo a base VIII, 3.º, do AO90 que não se prescinde de acento gráfico n’«a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por», é natural que não se perceba o motivo de na base IX, 9.º, se deixar de «distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição».

Sim, claro, a lógica. E a substância.

Ao longo de 2010, desenvolveu-se uma intensa atividade [sic] formativa […].

Para este volume, concorreu de forma especial o plano de formação dirigido à apreensão da lógica e da substância do Acordo Ortográfico que a RTP adotou [sic] a partir de janeiro [sic] de 2011. Só nessa formação, realizada num mês, no Continente e Ilhas, foram envolvidos 1.827 [sic] formandos. O parceiro da RTP nesta operação foi o ILTEC.

RTP – Relatório e Contas 2010, p. 62

Telejornal, 21 de JAneiro de 2013

Telejornal, 21 de Janeiro de 2013