
Aparentam estar na fotografia a via larga (Lisboa-Porto) e a via métrica (Espinho-Sernada-Aveiro/Viseu).
Acesso a antigas fábricas conserveiras. Anos 1920 (?). Autor desconhecido. Local provável da foto.
O Comboio em Espinho
Os operários têxteis do Bangladesh sonham com 74 euros por mês
Mais ou menos o que custam, nas grandes capitais da Europa, umas calças de ganga produzidas por eles (artigo em castelhano).
Este ano poderia haver uma baixa de impostos de 2.7 mil milhões de euros
Bastava que estivessem de facto a fazer alguma coisa para recuperarem os 6.6 mil milhões de euros do BPN, os quais algures hão-de estar.
Ministra hipócrita
Justificar o aumento do imposto sobre os veículos a gasóleo dizendo que é por serem mais poluentes.
2014 com défice de 4.0, dizem

Acredita quem quer. Você quer acreditar?
Garantido, garantido, é o aumento de impostos e de cortes em rendimentos e pensões valerem 3.9 mil milhões de euros, ficando em linha com o número mágico dos 4 mil milhões que Passos Coelho e seus muchachos já há um ano vinham aventando. Meta que se propõem atingir à custa de suor, o nosso, e hipocrisia, a deles.
Hoje assistimos apenas a mais um acto da peça revista em 2008 com a nacionalização do BPN, com capítulos no forte endividamento público quando as contas tal desaconselhavam, plena de monólogos da transferência massiva de capital para a banca, composta por figurinos a absorverem todo este esforço com os juros da dívida e usando maquilhagem de contratos de risco em forma de swaps. Uma ficção para a qual estamos a pagar bilhete sem nos terem perguntado se queremos assistir.
Agenda Liberal e Agenda Chupcialista
Meu caro oponente ideológico João Paulo, é evidente que subjaz à tua tese a ideia de opções governamentais livres, marcadamente manhosas porque privatizadoras e alienadoras da qualidade dos serviços públicos, nomeadamente na Educação. É uma agenda que provavelmente progrediu atabalhoadamente desde que o Governo Passos Coelho I tomou posse e eu sonhava um Santana Castilho como Ministro da Educação para nos sair o Crato. Mas em toda a magna questão em que o Estado Português se debate com os Credores, o buraco que escavo é mais em baixo.
Se há uma agenda NeoLiberal ou de Rigor e Disciplina Orçamentais, neste Governo, ela é mais que bem-vinda. Precisa é de aperfeiçoamentos no capítulo da Justiça e da Decência, coisa virtualmente impossível em virtude da virulenta pátina de erros, abusos e loucuras governamentais perpetradas contra ti e contra mim, de 2005 a 2011, e cujo peso em forma de dívida e juros a pagamento batem à porta no próximo ano e seguintes. O Mundo penaliza duramente os não pagadores ou maus pagadores de muitos modos, João Paulo. Não quero ver Portugal no rol dos países párias e desprezíveis do planeta por falta de coragem num itinerário exigente de reorganização da sua vida económica que os Partidos PS, PSD e CDS-PP assinaram. O Partido Chupcialista não consegue impor nada negocial à Troyka de mais leve e suave e dilatado? Nem a empáfia de Portas por um défice mais baixo em 2014?! Logo, os caminhos disponíveis são os que se trilham e não os que se trilhariam se… [Read more…]
Não pagar é a única saída
O Joshua, na sua cruzada anti-Sócrates continua a não distinguir a árvore da floresta e vê semelhanças entre um ovo e um
espeto, isto é, entre Passos Coelho e as práticas de boa governação. A ordem dos factores é arbitrária, claro.
Vejamos: o orçamento para a Educação chegou a ser mais de 8 mil milhões, tendo descido para pouco mais de 6 mil milhões – é uma redução na casa dos 25%. Estou certo que isso é visto, caro amigo, como uma prática de investimento no futuro. Repara que o dinheiro necessário para pagar os juros corresponde a uma vez e meia o valor do orçamento para a educação – são mais de 9 mil milhões. Todos os anos.
Quase poderia escrever o mesmo para a saúde.
Mas, a coisa não vai lá com uma simples renegociação da dívida – uma parte importante (metade) está na mão dos Europeus, cerca de um terço está na posse dos bancos nacionais e o resto, menos de 20% é da “banca” internacional. E, não me parece, que na Europa se consiga uma perdão da dívida.
E, mesmo que o Governo pense que está no caminho certo, os números mostram que não há saída deste beco: para além da morte (mais que morrida) do consumo interno, a aposta nas exportações vai falhar em toda a linha por dois motivos:
– os países para onde exportamos não estão a crescer e por isso não vão comprar;
– parte muito significativa do que estamos a exportar tem uma componente muito grande de produtos importados. [Read more…]
Lipoaspiração do Estado
Há dias em que o único argumento possível é um chorrilho de palavrões, especialmente quando nos defrontamos com o descaramento dos selvagens que se instalaram no governo e dos necrófagos que se alimentam da carne do lombo das fortunas que pagamos para não termos direito a saúde ou a educação, para não termos direito a viver
Mário Soares chamou-lhes delinquentes, o que é, na realidade, um eufemismo. Faz ele parte da mesma súcia que anda a mastigar-nos há anos? Fará, mas nem isso o impede de ter razão, de vez em quando, como não me impede de não votar num PS com cheiro a Sócrates, ou seja, a Passos Coelho, isto é, a Barroso, no fundo, a Cavaco. [Read more…]
A mentira é compulsiva
A alternativa podia começar pelo pequeno esforço da tua parte em mentires menos. Disfarça.
A austeridade viola os direitos das crianças
Perda do abono de família, carências alimentares, restrições no acesso à saúde, à educação e à protecção social. A UNICEF enumera, no relatório de 2013, os efeitos dramáticos deste governo na vida das nossas crianças.
Estou Horrorizado
Pelo contrário, JJC, estou horrorizado e até contra. Mas onde está a alternativa?! Ninguém, a começar por Seguro, me oferece uma alternativa que suporte o escrutínio não conspícuo da Troyka e a respectiva autorização.
Vamos longe, vamos, com meros simplismos e festinhas a este Governo. Achas que mudas uma vírgula ao OE2014 vulgarizando chamar-lhes «filhos da puta»? São meros amanuenses nacionais substituíveis por outros iguais. Achas que há mudanças sem começar por ir às fuças ao Draghi em plena Frankfurt, Capital Financeira Europeia?!
E digo-te mais: chamar «assassinos»; «palhaços»; «delinquentes»; «filhos da puta» é meiguice e blandícia na face tenra dos nossos paus-mandados do BCE. Isto não vai lá com marchas molhadas na Ponte ou grandes tesões cantantes e pedras na mão. É preciso arrasar com Frankfurt. Portanto, primeiro, esmagamos Frankfurt com uma chuva de cebolas podres, depois lançamos um bombardeamento cerrado de merda sobre Berlim, os camaradas que coleccionem uma pilha de estrume às bolas, e, depois de palitar os dentes triunfais, fodemos com o pessoal de Bruxelas com uma guerra de hálito a alho a ver se não aprendem quem manda em Portugal. Nós, João José Cardoso. Nós!
Função Pública
BE Vai à Paula
O Anarca Senil sugere umas coisas desbocadas e o pessoal espontâneo ao milímetro do BE lembra-se «Ah e tal é pra vaiar.»
Muitos Anos Depois
Muitos anos após Bernard Madoff condenado, um juiz de instrução português, Carlos Alexandre, emite o despacho de pronúncia dos arguidos João Rendeiro, Salvador Fezas Vital e Paulo Guichard. Fontes seguras garantem que também vão prá Ponte marchar que não há direito. A Constituição consagra o direito inalienável de um cidadão livre e injustiçado ir para um local autorizado arrancar do peito a angústia que o vare. Se quer ir para um local à revelia da lei e da razão, deus o guarde e proteja. Eu vou gritar do meu sofá: «Passos, Palhaço, País feito em pedaços!» e «Corja Chupista, finou-se o teu alpista!».
chamar burros aos políticos é insultar, obviamente, os burros
(Serapicos, Vimioso)
Desde que me conheço que gosto de burros. Estes animais não merecem, de todo, a utilização do seu bom nome para designar políticos e afins. Os burros têm direito ao seu bom nome e à sua dignidade.
Os burros são animais muito inteligentes, dóceis e solidários (sim, também têm os seus momentos de teimosia, inquietação e desvario o que, uma vez mais, só revela a sua inteligência), o que é bastante mais do que se pode dizer de muitas pessoas, especificamente dos políticos que nos (des)governam no momento.
Agradeço, por isso, em nome do meu amor aos burros e em nome da dignidade dos mesmos, que evitem, pelo menos na minha presença, fazer comparações entre estes animais e essa gente que nem merece que lhe chamem gente, quanto mais burros!
João Ribeiro saiu tosquiado
Lembram-se do porta-voz de Seguro e candidato a Setúbal, para quem combater o PC é “tão ou mais importante que combater a direita“?
Perdeu 4665 votos, 1 vereador e 3%.
Puta de Pátria que agradece aos coices
Cristóvão de Aguiar, o católico Paulo Portas e a Guerra Colonial.
Assassinos
E fascistas e delinquentes e filhos da puta. É ler. E vir para a rua gritar.
Rebelo de Sousa
Répteis da Dívida Dizem que há Dinheiro
Por um lado, dá vontade de acender uma bombinha de carnaval e enfiá-la no cu dos pessimistas de serviço, por outro, os verdadeiros sofredores com esta puta de crise precisam dos pessimistas de serviço como cão de guarda em vinha vindimada e a vindimada. São úteis porque entretêm e alertam.
Calma, portugueses. Nada de desesperos e coisas drásticas. Estamos a empobrecer há um par de anos, mas pode ser pior. E ainda vamos a tempo de piorar se quisermos. O objectivo do Governo Inteligente que um dia ainda teremos será ir no sentido inverso da alarvidade pateta de António José Seguro e do fanatismo cumpridorista dos Troykanos: primeiro, garantir um País próspero com a sua dívida pública sob controlo, absolutamente dominada, custe o que custar, doa a quem doer. Sim, falhar às pessoas é imoral, mas essa falha é um dominó tombante de geração em geração, de Governo Rapace em Governo Mais Troykista que a Troyka. Depois, cumprir a tal pequena Alemanha gizada para nós por Merkel com a qual Pulido Valente ironizava ontem, na sua croniqueta catrineta no Público. Não mediante o empobrecimento definitivo dos portugueses, mas através do empobrecimento drástico e provisório dos portugueses. É cruel, mas temos escapes: deixar de comer, deixar de gastar, emigrar como ratos nas naus do Oriente.
É completamente desmiolado afirmar-se que há futuro para um Estado que não tem mão na sua dívida e nada faz para a domar. Parar com a austeridade por cima do cadáver da Troyka é impossível e mudar de rumo agora é como aplaudir os Governo Socialistas Rapaces do passado: «Parabéns, rapazes, pela vossa tempestade perfeita! E se a enfiassem pelas narinas?!». Não se pode assegurar às pessoas que há dinheiro, isto é, que o Estado Português é financiável segundo condições normais e sustentáveis, sem sinais notórios e evidentes de boa-vontade na tal despesa pública. Não é. O Estado não consegue financiar-se de modo barato e sustentável, na actual situação europeia e na incerteza da lei orçamental aprovada, e, se há dinheiro, muito dele está nos bolsos cleptocratas que nos garantem já deveria ter o Povo linchado alguém e cilindrado o pessoal inepto da Governação. [Read more…]
Ao ataque!!!
A Aritmética e o Joaquim Constitucional
O Palácio Ratton tem sido o último reduto daquela Fé Fanatizada para a qual, num Estado Falido, há dinheiro para tudo o que um Povo imagine possível e até dinheiro para coisas que no passado eram triviais e habituais. Essa é uma Fé guterrista-socialista, uma Fé de Esquerda. Haver dinheiro. Haver recursos ilimitados. Haver um défice eterno e exponencial atrás de nós e à nossa frente, apesar das evidências de aperto e limites e da parede mais adiante: esse é todo um Credo de Esquerda, uma Árvore de Natal repleta de dogmas e bolas reluzentes, estrelas e hóstias celestiais sobre o grande presépio paradisíaco comunista; uma Aparição de Fátima Permanente no Largo do Rato com todos ajoelhados em êxtase e cubanos no canto da boca. Essa Esquerda papa tudo. O pior é a aritmética.
Acontece que nessa Esquerda Crédula no Dinheiro Eterno caindo do céu como flocos de neve nada nos tranquiliza sobre os caminhos para o crescimento futuro de Portugal; nessa Esquerda Crédula no Dinheiro Garantido em forma de chuva torrencial nada nos tranquiliza sobre uma não incompetente nem irreflectida gestão orçamental, de Guterres a Sócrates; nessa Esquerda Crédula no Dinheiro Aparecido nada parece impedir a despesa pública corrente de aumentar prociclicamente, ou não, até níveis insustentáveis, conforme se viu na grande saga de quinze anos socialistas; nessa Esquerda Crédula no Dinheiro Mágico e Automático nada oferece a garantia de firmeza perante grupos de pressão; nessa Esquerda Crédula no Dinheiro Sexy e Cultural nada parece capaz de disciplinar os portugueses, confrontando-os com os limites do Estado Finito, assegurando-lhes que, na verdade, esse Estado Sitiado, qualquer Estado, não paga tudo, e que aos direitos subjazem deveres.
Por isso, Joaquim Constitucional, como é que Vossa Exma. vai querer o seu País aí por meados de 2014? Mal passado ou bem passado? Quer-me parecer que Vossas Excelências rattonianas fabricarão o caldinho perfeito para, junto com a rapaziada pateta do Governo, nos darem o que realmente merecemos. O fracasso. Com os burros na água. Outra vez.
Banksy, o mestre, mete o dedo no nariz dos galeristas
Banksy não é só um mestre, é também um senhor. Quem viu Exit Through the Gift Shop, um tratado sobre o estado actual da arte e seu comércio em forma de vídeo-documentário, percebe isso. Sendo que a arte sempre foi mercadoria é cada vez mais uma mercadoria que flutua em mercados vigarizados, que vogam ao sabor de uma crítica profissionalmente indigente e dos empreendedores do marketing rápido. Uma mercadoria que é sinal do tempo da vigarice financeira que atravessamos.
Na sua presente estadia em Nova Iorque deu agora um golpe de mestre: durante horas obras suas estiveram à venda, na rua, em Central Park. A 60 dólares quando o valor comercial de cada uma anda pelos 160 000 euros. Parece que ninguém comprou, não era uma galeria, quem ira acreditar na autenticidade das peças?
Gosto muito do P3 e do Público online (onde é por exemplo possível neste momento assistir ao primeiro webdocumentário português). Mas o facto de o Público remeter para o P3 aquele que é o grande acontecimento da arte mundial de 2013, precisamente a residência de Banksy em Nova Iorque, sem uma linha na secção de Cultura do seu online, diz tudo sobre a decadência de um jornal que já foi culto. Acordaram. Haja esperança.
2009, 2010 e Hoje
Uma revolução custosa e silenciosa no défice, apesar da chegada das facturas.
Azar com o Galo
Há qualquer coisa em CR7 que se aflige e teme a enorme possibilidade de nos calhar a França. Quanto às críticas e auto-críticas aos Bacalhaus, tem moral para falar. Está muito acima da média e produz por mais de metade do Real Madrid.












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