3,5 milhões de euros. Aqui vai uma adivinha: qual era o partido que, entre 2005 e 2011, demonizou os ajustes directos?
Um bilhete de avião para o Passos Coelho
O Movimento Irrevogável tentou hoje, oferecer um bilher de avião a Pedro Passos Coelho, para um destino à sua escolha .
O objectivo, segundo o lider do movimento, é que o Primeiro Ministro «faça aquilo a que vem obrigando os portugueses e emigre para longe».
Aconteceu em em Santa Maria da Feira.
Que pena ter entrado por uma porta secundária e o bilhete ser apenas simbólico.
Uma sabotagem idiota
Isto pode parecer uma piada, de mau gosto, idiota, digna do seu autor, mas uma piada.
Agora uma petição falsa já não é uma piada, curiosamente com o mesmo número de assinantes do reforço vitorcunhiano e nomes como o de Patrícia Sofia Jarreta, é um acto de sabotagem. Compreende-se, a original já vai em mais de 21000 assinaturas, e sem o argumento do “temos de pagar a dívida” lá se vai toda a k7 ideológica.
Estão à rasca, assim o demonstram, fariam melhor em aliviar a tripa na casa de banho, sempre impregnavam menos os ares que pestilentos já andam.
Cinco Anos Sempre a Dar-lhe
Cinco anos volvidos, continuo a desejar a todos muitos e sonoros.
Banda sonora para comemorar: Orgasm – Come, de Prince.
Notícias do país que está melhor
Aventar, cinco anos
O nosso obrigado aos 5 693 255 visitantes mal contados pelo sitemeter, a 30 de Março de 2009 o Aventar expunha ao vento, arejava, segurava pelas ventas, farejava, pressentia, suspeitava e chegava.
E fazer um link, também será crime?
Se alguém escrever sobre alguém na frontaria da minha casa, estou obrigado a remover essa inscrição para que não seja responsabilizado pelo que lá estiver dito?
Blogger condenado a pagar 5000 euros a Fernando Ruas por textos e comentário difamatórios “O autor do blogue cria a fonte de perigo para direitos subjectivos de outrem como os que estão em causa nestes autos, sendo a única entidade com poder para controlar tal perigo, seja pela via do controlo efectivo dos comentários, seja pela alteração da política do blogue”.
Afinal de contas, a parede é minha e, por ser possível nela escrever, eu criei a fonte de perigo para direitos subjectivos e sou o único que pode controlar tal perigo, nomeadamente, demolindo a parede. Na notícia acima linkada lê-se ainda que alguns textos saíram do limite da crítica política, sendo excessivos e injustificados, dos quais o post intitulado A Camorra do Bigode é apontado como um exemplo. Cada qual que faça o seu próprio juízo de valor quanto ao apego – ou desapego – por parte do juiz do Tribunal Judicial de Viseu ao respeitinho. [Read more…]
A petição dos mínimos
Há um mínimo denominador comum:
Hoje, há um consenso amplo na sociedade que reconhece que Portugal enfrenta uma crise sem precedentes na sua história recente que combina dimensões económicas, sociais e financeiras, tendo também importantes manifestações políticas que podem abalar os alicerces do regime democrático.
Não usaria a palavra honrada ao pé da palavra dívida, mas é irresponsabilidade não ver a dimensão do abalo.
Petição “Preparar a reestruturação da dívida para crescer sustentadamente”.
Em ruínas

Na antiga fábrica de sabão em Lordelo do Ouro, que voltou a ser notícia esta semana, o meu avô esteve por duas vezes à beira da morte. Trabalhou lá muitos anos e sofreu um acidente que lhe provocou queimaduras graves. Do acidente mais grave na história da fábrica salvou-se por sorte, porque trabalhava por turnos e aquele não era o seu. Nesse dia, fomos (a minha mãe e eu) encontrá-lo a ajudar na limpeza dos destroços. Estava ferido, tinha sido atingido na cabeça por uma telha que voou com a explosão, e essa telha foi providencial, porque impediu que ele entrasse na fábrica para socorrer os colegas por quem já ninguém poderia fazer nada.
Não me lembro desse dia em que fomos à fábrica, a minha mãe conta-me a história com detalhes, mas nenhum me ilumina a memória, continuo a escutá-la como se tudo se tivesse passado com outra criança que não a que eu fui. As memórias que tenho da fábrica são posteriores, quando ainda estava em funcionamento mas o meu avô já não estava lá, mas ainda a via da janela do seu quarto. Eu era adolescente e ia vê-lo depois da escola, e ele estava à janela, sempre à janela, e acenava-me quando me via, e eu sabia que ele estava a olhar para a fábrica, que não conseguia deixar de olhá-la sempre. Dos últimos anos, quando a fábrica já estava fechada, pouco recordo, porque desde que o meu avô morreu eu não voltei a querer passear por aquelas ruas de Lordelo do Ouro, e quando passo é de carro e sem vontade de olhar para lado nenhum. [Read more…]
Esclarecimento

Secretário de Estado da Administração Pública, José Leite Martins: Senhores jornalistas, anunciem que, depois das eleições de 2015, vamos estrear cortes nas pensões, novinhos em folha. Mas atenção, digam que esta informação vem do Ministério das Finanças.
Passos Coelho: “Ainda não há relatório, só pode ser especulação”.
Luís Marques Guedes: “Porventura a interpretação que alguns órgãos de comunicação fazem de conversas que tiveram com alguns, ou algum, membro do Governo, seguramente é exagerada para não dizer abusiva. Porque uma coisa é fazer-se um ponto de situação dos trabalhos que estão a decorrer, outra é tirar daí conclusões. Isso é um passo exagerado e abusivo”
Paulo Portas: “O que aconteceu foi um erro, não devia ter acontecido, o grupo de trabalho não concluiu a sua tarefa, não fez qualquer proposta, não conheço qualquer documento e, não havendo proposta, nem documento, é evidente que o Governo não pode ter feito qualquer avaliação política, muito menos tomado qualquer decisão política”
Esclarecimento: informam-se os portugueses que, até ao dia 25 de Maio, qualquer notícia desagradável sobre o país que está melhor será mera calúnia dos jornalistas. Mais, se algum Secretário de Estado der alguma conferência sobre assuntos que ainda não queremos divulgados, que se saiba que um triunvirato governamental prontamente sairá ao ataque do mensageiro, perdão, em negação da mensagem. Obrigado.
Anarcomiguxos
A palavra não é fácil de explicar: migucho é um equivalente brasileiro para amiguinho, abreviado na nova língua portuguesa dos teclados, em tuga penso que se escreve mgo. Anarco, neste caso, vem da pretensão da extrema-direita moderna se apresentar contra o estado, excepto quando, armado e feroz, lhe suporta o poder económico.

Anarcomiguchos é a designação de uma página no Facebook, onde gente de várias esquerdas se diverte com os seus adversários políticos, inspirados pelo astrólogo Olavo de Carvalho e muito concentrados no mises.org. Assenta que nem uma luva, no Brasil onde os devotos da ditadura militar ainda são um entretenimento, não nos chega, que os temos no governo e dali não irão sair se continuarmos a suportar o arco do capitalismo selvagem que nos tem governado neste século, fora o passado.
Porque o anarcocapitalismo está para o anarquismo, como o emo está para o punk – é o seu lema. E tanto mar nos separa, é o remate que aqui me interessa, a esquerda portuguesa até finge ser este mais um governo de direita como os outros, enquanto da serpente todos os ovos estalaram. Alguma malta, depois num campo de concentração qualquer, ainda discutirá o assunto.
Na Linha do Equador: Volta à ilha de barco
Maria Gomes Moreira
Este foi o último fim-de-semana da Madalena em São Tomé, e por isso resolvemos fazer um programa “magnata”: dar a volta à ilha de barco.
Expectativa: um dia daqueles que se vê nos filmes – todos a apanhar sol no barco, a tirar imensas fotografias, relaxados a ler um livro e ouvir música, fazer um piquenique, atracar numa praia paradisíaca para apanhar sol…
Realidade: acordar às 4h da manhã para estar as 5h na praia, onde uma canoa a motor nos esperava. Estavam nuvens por isso nem conseguimos ver o nascer do sol. Cada onda que passávamos era um banho que apanhávamos. Pela primeira vez tive frio em São Tomé!!! Cada vez estavam mais nuvens e mais ondas e apesar de o “comandante” da canoa dizer que estava tudo bem e que não estávamos a passar por nenhuma tempestade, o céu cinzento não estava a inspirar muita confiança, então pedimos para parar no sítio mais perto para esperar que o mau tempo passasse. Se isto fosse um filme, tínhamos parado numa qualquer praia ou ilha deserta com canibais. [Read more…]
Os polacos não percebem
Por que razão o “Expresso” dá guarida a um raposo. Nós já desistimos de perceber, sr. Embaixador.
A virtude da Teodora
Para quem tem dúvidas, lá está a etimologia para nos ajudar. O nome Teodora, compõe-se, providencialmente, de theo (deus) e doro (dom), isto é, Teodora quer dizer “dom de deus”. É por isso que ser Teodora é um elevar-se a alturas desconhecidas do comum dos mortais; é um aproximar-se da perfeição.
Assim, perante a perplexidade geral, uma particular Teodora (neste caso a Cardoso) exerceu o seu virtuoso poder trazendo aos seus ignaros concidadãos um caminho salvador. Como acontece frequentemente com estes espíritos superiores, não foi compreendida, outrossim vilipendiada, maltratada na praça pública e pescada nas redes sociais.
E, todavia, Teodora teceu uma hipótese perfeita. Acompanhem-me:
a) éramos obrigados a receber todos os nossos rendimentos em determinadas contas bancárias;
b) de cada levantamento seria feita uma retenção, sendo que o total das retenções constituiria a base do nosso IRS;
c) e tais retenções seriam geridas por quem? – pelos bancos, claro;
d) uma vez que os bancos se encarregariam das operações – com muito gosto, claro – era justo que, além das gordas vantagens que essas avultadas reservas lhes trariam, fossem devidamente remunerados pelo trabalho;
e) e quem lhes pagaria, quem? – o ministério das finanças, claro;
f) e quem paga o ministério das finanças? – nós, evidentemente.
E é aqui que nos abeiramos da perfeição, do créme a la créme da sofisticação financeira: uma PPP em que os protagonistas são as finanças e os bancos! A pureza absoluta! O lucro sem porcarias, sem obras, sem concursos, sem necessidade de ministros corruptos. Uma ideia que é, ela própria, um… theo doro.
Arrefinfem
A página Arrefinfa é do melhor que já se fez em humor suporte net nacional. Depois de aplicarem uns estalos no Primeiro não se esqueçam de clicar em +. O Aníbal perdido é do melhorio.
Hayek , Salazar e o resto
Um artigo de Francisco Louçã sobre o liberalismo pouco liberal a não perder.
Não conhece o Manifesto dos 70
Mas defende a reestruturação da dívida portuguesa. Insurjamo-nos contra este Nobel blasfemo!
O Banco de Portugal publicou as suas previsões
Quer dizer: o Banco de Portugal acaba de entrar na campanha eleitoral. Do lado do costume.
Rostos de quem passa fome para que a banca lucre
Em Dezembro passado, a revista Visão trouxe a reportagem “Os rostos reais da fome em Portugal“. Oito testemunhos, que poderia ser nossos, do país onde se salvam os bancos primeiro e se olha para as pessoas depois – mas apenas para ver que cortes adicionais se podem fazer.
Adivinhem quem é que se passou (novamente)…
Pois é, o Facebook comprou um produto que ainda não existe, os Oculus Rift (disponível apenas para desenvolvimento), pela módica quantia de dois mil milhões de dólares e não demorou até aparecer o clássico vídeo da reacção à compra, aqui contextualizado como se visto por estes óculos de realidade virtual.
Não era ainda conhecida esta apetência do Facebook pela realidade virtual, se bem que as sementes já lá estivessem, ou não fosse o Facebook lugar para se ter amigos que não se conhecem. Agora, uma coisa é certa, o Facebook com esta capacidade financeira aliada à apetência pelo virtual, se descobrem Portugal estamos safos. Senhor primeiro-ministro, por favor continue com o discurso do país estar melhor; se a mensagem chegar até ao senhor Zuckerberg, compra a sua realidade virtual, salva-nos a todos e deixa de precisar de ir ao lambe, perdão, beija-mão da senhora Merkel.
Paulo Bento é o novo seleccionador do Brasil
“Ajude Paulo Bento a escolher os 23 jogadores da seleção nacional”. Seleção? Sim: seleção.
A nossa doença é um luxo

Se há coisa que me desperta curiosidade é saber se aqueles que acham que o país está melhor passaram recentemente por algum hospital público. Ando, há pelo menos duas décadas, a acompanhar a doença crónica de quem me é muito próximo. São pelo menos 20 anos de consultas, exames, operações cirúrgicas e internamentos num hospital público. E durante este período nunca vi uma degradação tão evidente da qualidade do serviço prestado por esse hospital em concreto, um dos maiores do país, como a que se vive hoje.
Muitos dos médicos mais experientes e qualificados, entre eles muitos chefes de serviço, debandaram para o privado. E não foram só os cortes nas remunerações a pesar na decisão, foi também a atitude de desprezo e de falta de consideração por parte de quem manda, a não valorização de qualquer esforço para prestar um melhor serviço público. Ficaram médicos jovens, acredito que muito qualificados, mas inexperientes, numa área em que a tarimba faz toda a diferença. No recibo de vencimento de um destes médicos não se espantem se virem um salário líquido de pouco mais de mil euros por um horário de 40 horas semanais.
A experiência das pessoas que conheço é a de que os tempos de espera por consultas e exames aumentaram. Os exames que requerem anestesia continuam a ser um problema. Na sala de espera ouvi, há dias, uma conversa entre médico e paciente elucidativa a este respeito. Se o doente quisesse anestesia para realizar certo exame, esperaria à volta de três meses, sem anestesia poderia fazê-lo no dia seguinte. O doente hesitou mas acabou por abdicar da anestesia.
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