com a chancela do Abominável César das Neves. Vale sempre a pena ver até onde pode ir uma mente retorcida. Nem o Natal lhe escapa…
Cultura 2011-2015. Contributo para um balanço
Em 2011 a mudança de governo trouxe uma novidade – deixou de haver Ministério da Cultura. E então, a acreditar nos principais órgãos da comunicação social, e em muitos bem pensantes e bem falantes da denominada área cultural (ou lá o que isso é), essa medida, acabar com o Ministério e passar a Secretaria de Estado, era um indício do menosprezo que a “direita” tem em relação às matérias da cultura. A falta de rigor nessa análise não permitiu ver que também não havia Secretaria de Estado da Cultura. Tivemos assim não um Ministério da Cultura, não uma Secretaria de Estado da Cultura, mas um Secretário de Estado. O que acontecia pela primeira vez desde 1980. Adiante. Como primeiro titular da pasta, Francisco José Viegas. Sucedeu-lhe Jorge Barreto Xavier.
No caso de F.J.V. três questões marcaram o seu mandato, pela negativa. Desde logo a questão da Barragem de Foz Tua, caso em que “lavou” as mãos como se nada tivesse a ver com o caso. Relembro um célebre Relatório sobre a Barragem entregue ao Estado Português que foi escondido (divulgado em primeira mão pelo jornal Público, traduzido neste blog). [Read more…]
Limpem a porcaria que fizemos, mas depois acabou
David Dinis, acérrimo defensor do anterior governo PSD/CDS, escreve no seu observador dos sucessos da direita que Passos está “pronto a viabilizar Retificativo. Mas isto que não se repita, ouve-se no PSD.” Não vai tão longe quanto outros, como João Miguel Tavares e Paulo Baldaia, só para apontar dois, que antes também defenderam o anterior governo de direita e que agora se mostram revoltados, como se esperassem algo diferente de quem tinha mentido com unhas e dentes em 2011.
Está iniciado o processo de troca de Passos Coelho, pois alguém tem que pagar a fava e a direita que quer voltar ao poder é que não há-de ser.
O dinheiro não se evaporou
13 mil milhões estourados na banca não se hão-de ter sumido no nada. Onde estão? Ou melhor perguntando, o que está o MP a fazer para os encontrar?
Finalmente Cavaco falou sobre a herança da direita
“A governação ideológica pode durar algum tempo, faz os seus estragos na economia, deixa facturas por pagar, mas acaba sempre por ser derrotada pela realidade” [P]
À responsabilidade de Paulo Macedo
Nas últimas semanas, a existir um epíteto para qualificar todas as acções do anterior governo que o novo governo está, sem surpresa alguma, a descobrir, podemos designá-lo como “cada cavadela, cada minhoca” – se o governo PS perfurar a fundo a destruição causada pelo anterior governo no país, irá decerto encontrar dezenas ou até centenas delas, cada uma, quase sempre, maior e mais turbulenta que a anterior. O exemplo do que está a acontecer no BANIF, é, somente, mais um cromo repetido na mais recente história deste país, país no qual, todos os banqueiros que afundaram o seu banco em prol da ganância, ao invés de acabarem numa prisão perto de si, acabam quase sempre por contornar a lei e sair do jogo com uma reforma choruda. O que não vale neste país ser banqueiro e gerir mal o seu banco ou desregulador. Numa e noutra profissão, mesmo que as coisas não estejam a correr bem, o Sr. Doutor nunca acaba por ser responsabilizado pelos erros que comete e o comum cidadão acaba quase sempre por pagar a factura.
Os rostos da falência do BANIF: Passos Coelho, Portas, Maria Luís e Carlos Costa

Após os escândalos do BPP, do BPN e do BES os portugueses tinham a legítima expectativa que os políticos e a supervisão bancária tivessem aprendido a lição, mas afinal não, esta gente continua a brincar com o dinheiro dos portugueses.
Mais uma vez neste caso do BANIF a culpa tem caras e as caras têm nomes. Mas, mais uma vez, parece-me que os ex-governantes tudo estão a fazer para que a culpa morra solteira. Mas sublinho esta falência tem caras, responsáveis e motivações.
E esses responsáveis são Pedro Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque e todo o anterior governo de coligação PSD / CDS, estendendo-se a responsabilidade ao Governador do Banco de Portugal.

Ninguém tem dúvidas que em 2013 a intervenção no BANIF era necessária, mas tudo o que se seguiu foram opções políticas E a manutenção da gestão do BANIF, como a nomeação para um novo mandato de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal, foram opções políticas. Aliás, ainda há dias o ex-primeiro-ministro, Passos Coelho afirmava ter toda a confiança no Governador do Banco de Portugal e como a supervisão estava a acompanhar a situação do BANIF. [Read more…]
Apresentação breve
Gostava de informar os leitores deste prestigiado espaço de debate que, a partir de hoje, sou autor deste espaço. Nessa perspetiva, faz sentido uma pequena apresentação. A minha atividade profissional é a de Professor Universitário. Mantenho desde sempre uma intervenção cívica muito intensa. Um pequeno resumo da minha atividade já bastante desatualizado (por falta de tempo), pode ser encontrado aqui. Um resumo ainda mais breve, mas um bocadinho mais atualizado, pode ser encontrado aqui.
A minha intervenção neste espaço será sempre afirmativa, feita pela positiva, tentando promover um franco debate de ideias e opiniões como é característica do Aventar.
A todos os meus cumprimentos.
J. Norberto Pires
Zangam-se as comadres, descobrem-se os embustes

Muita tinta irá correr durante as próximas semanas e, com ela, muita porcaria irá emergir. O passa-culpas já começou e de uma coisa temos já a certeza: a bandeira da saída limpa foi mais uma fraude do anterior governo, que empurrou o problema do Banif com a barriga para salvaguardar a sua posição nas eleições de Outubro.
Por agora deliciemo-nos com as comadres, outrora tão amigas e unidas, que começam a dar sinais de nervosismo e, como ratos, procuram abandonar o barco que ajudaram a afundar. Maria Luís Albuquerque, entrevistada ontem pela TVI, empurrou responsabilidades para a regulação bancária. Em resposta, fonte ligada ao Banco de Portugal contra-atacou, acusando o governo PSD/CDS-PP de não ter agido em conformidade com a dimensão do problema do Banif junto da Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, na procura de uma solução imediata, como de resto vem confirmar a carta da Comissária com a tutela do organismo. Algo me diz que vêm aí mais surpresas. Só não surpreende a manobra do anterior governo, mais uma entre tantas. O homem bem tentou vender o conto para crianças de se estar a lixar para as eleições. Se ruminou quem quis.
Platini o falso moralista que esteve sempre contra o F C do Porto

Ontem o mundo do futebol teve conhecimento que o presidente da FIFA, Joseph Blatter, e o Presidente da UEFA, Michel Platini, os dois homens mais poderosos do futebol mundial, foram condenados a uma pena de afastamento de toda a actividade futebolística durante 8 anos.
O comité de ética da FIFA sustentou a sua decisão nos factos que Blatter e Platini violaram as normas do código de ética da FIFA, nomeadamente no que diz respeito à oferta e aceitação de presentes e outros benefícios, mas também relativamente aos deveres de lealdade no exercício das funções, a conflito de interesses e às regras de conduta.
Existem fundadas suspeitas de corrupção num pagamento de cerca de 1,8 milhões de euros que Blatter fez a Platini, no ano de 2011, relativo a serviços prestados pelo francês à FIFA entre 1998 e 2002.
Neste momento recordo-me das declarações, em 2008, do falso moralista, Platini, já à data presidente da UEFA, quando afirmou relativamente ao Futebol Clube do Porto que
” como presidente da UEFA não estou nada contente com a sua (FC Porto) inclusão na Liga dos Campeões. Digo-o claramente. Durante o meu mandato, a UEFA vai lutar até à morte contra a corrupção”.
Ironia das ironias, nao é que oito anos depois, Platini é precisamente afastado da liderança da UEFA por corrupção.
Tudo isto traz-me à memória um sábio ditado popular português que nos diz que ” aqueles que quem telhados de vidro não deverão atirar pedras “.
O denominador comum

Para sermos mais honestos que ele teríamos que nascer duas vezes. Isso e condecorar Alberto João Jardim no dia em que o país acordou em sobressalto com mais um assalto bancário ao bolso do contribuinte, cortesia do banco que financiou o regime que enterrou a Madeira em dívida, sob a batuta daquele a quem Cavaco entregou hoje uma comenda e apelidou de patriota.
Sempre que nos deparamos com estes actos de terrorismo financeiro, que pelas contas do Diário de Notícias já custou aos contribuintes cerca de 13 mil milhões de euros desde 2007 – 7,3% do PIB, quase um ano de colecta de IVA – surge o denominador comum: Cavaco Silva. Foram os seus rapazes que arruinaram o BPN, foram vários os financiamentos de campanha que lhe chegaram do BES, o tal banco no qual os portugueses podiam confiar, e agora sabemos também que foi cúmplice no encobrir de uma fraude com a chancela de altas individualidades do seu partido. Cavaco, sempre Cavaco. Será que ainda vamos a tempo de o ver assim?
Fotomontagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa
Saída limpa? Vai um BANIF para debaixo do tapete.
“Estou consciente que tempo adicional foi repetidamente dado para que o banco [BANIF] endereçasse os problemas. Isto foi motivado por considerações de estabilidade financeira e, recentemente, por considerações de não colocar em perigo a saída do país do Programa de Ajustamento Económico.” Margrethe Vestager, Membro da Comissão Europeia, 12 de Dezembro de 2014, via TSF
Preto no branco, a Comissária afirma que o problema do BANIF não foi resolvido para não estragar a saída limpa. Houve um conluio entre a CE e o Governo Português, de Passos Coelho/Paulo Portas, para fabricar um sucesso que não era real. Com que objectivo? À CE interessava ter um caso em que a austeridade tivesse “funcionado” e o governo construiu uma teia de medo/sucesso baseada nesta falsidade. Medo reflectido no, ainda hoje, usado pregão “não estraguem” e sucesso ficcionado com argumentos inventados.
Justiça à medida: o mecanismo de Resolução de Litígios entre Investidor e Estado (ISDS)

O mecanismo ISDS é um dos elementos mais controversos do previsto Acordo Transatlântico sobre Comércio e Investimento (TTIP) e está incluído no texto já finalizado – mas ainda não ratificado – do Tratado de Livre Comércio e Investimento entre a UE e o Canadá (CETA). Mas afinal, porque tem sido este um dos cavalos de batalha dos veementes e abrangentes protestos europeus contra o TTIP?
O Investor-State Dispute Settlement (ISDS) foi incluído pela primeira vez no acordo assinado entre a Indonésia e a Holanda, em 1968; trata-se de um instrumento de direito internacional privado, inicialmente criado para proteger investidores, em países politicamente instáveis e corruptos, de imposições aleatórias desses governos aos investidores, nomeadamente de expropriação. Para tal, o ISDS outorga a investidores estrangeiros, sediados num estado aderente ao acordo, a possibilidade de recurso privilegiado a um tribunal de arbitragem privado. [Read more…]
Novo governo, velha solução…
Mais um problema no sistema financeiro, desta vez o Banif. Estou-me completamente nas tintas para as responsabilidades do anterior governo, politicamente foi julgado nas urnas, perdeu a maioria, já não existe. Se existirem responsabilidades cíveis ou criminais, a coisa muda de figura, tem a palavra a Justiça. O novo governo liderado por António Costa, certamente aconselhado pelo Banco de Portugal que não conhece outra cartilha, opta pela solução do costume, pagam os contribuintes. Este também é sistémico? Para quando uma falência?
O desmoronamento do antigo regime segue dentro de momentos

Passos Coelho continua ressabiado, por muito que tente convencer o país do contrário. O seu desprezo pela democracia representativa é evidente e o acantonamento à direita para onde empurrou o PSD parece indicar aquilo que muitos desconfiavam: Passos Coelho estaria mais confortável na liderança de um regime autoritário, cinzento como ele, que pudesse, sei lá, suspender a democracia durante uns meses. Como o seu amigo e companheiro no PPE, Viktor Orbán.
Vem isto a propósito da reacção do líder do PSD aos resultados das eleições de ontem no país vizinho, expressa numa mensagem enviada a Mariano Rajoy:
Banif: a força de acreditar (num esquema envolvendo TVI, Grupo Prisa e Santander)

É interessante que toques nesse assunto Jorge. Não deixa de ser curioso que tenha sido a TVI a lançar o pânico sobre o hipotético encerramento do Banif na semana passada, levando a uma queda abrupta do seu valor em bolsa, quando a TVI é propriedade do grupo espanhol Prisa, que tem como accionista de referência o Banco Santander, o mesmo que ontem adquiriu, pelo habitual preço de saldo, a posição do Estado no Banif. Que conveniente! Não fosse eu tão profundamente crente nos princípios éticos que, como bem sabemos, norteiam a acção da sacrossanta banca, e ficaria tentado a conspirar. Haja força para acreditar!
Banif
Tanta pressa que o governo de Passos Coelho tinha em vender o NOVO BANCO e é o BANIF que vai primeiro. O problema vinha de 2013. Falta saber porque é que foi empurrado com a barriga.
Quanto aos danos causados pela TVI, quem é que ganhou com o pânico intencional? Qual foi a fonte da “notícia”?
Governo Rajoy imita as piores práticas do PàF

O Ministério do Interior espanhol usou a sua conta no Twitter para fazer propaganda eleitoral e promover Mariano Rajoy, colando o líder do PP a Adolfo Suarez e ao histórico momento da transição democrática. Estes PàFs espanhóis tendem a confundir os recursos do Estado com os dos seus partidos, como de resto foi acontecendo por cá com os seus parentes políticos: Paula Teixeira da Cruz usou dirigentes públicos para servir a campanha do PàF, Pires de Lima seguiu-lhe os passos e até o sítio do Governo publicou um documento manifestamente imparcial intitulado 4 anos de credibilidade e mudança. A uns como a outros, de pouco lhes adiantaram as manobras: venceram o escrutínio mas perderam o poder absoluto, o único que conhecem e com o qual sabem governar. Hoje chegou ao fim a hegemonia da central de negócios do bloco central espanhol. A nossa vez chegará.
Eleições espanholas

Resultados às 21:54. Resultados oficiais. A noite é capaz de ser animada
Edith Piaf – A Voz de França
Hoje Edith Piaf, a ” Voz de França ” completaria 100 anos.
Da narrativa da direita

PSD insiste nesta treta, CDS-PP insiste nesta treta, o extinto PàF usava e abusava desta treta e a oligarquia da direita não se cansa de repetir esta treta até à exaustão:
O esforço que os portugueses fizeram.
Ora é porque o admiram, ora é porque a perigosa esquerda o coloca em causa, às vezes vem a ser porque lhes apetece bater um coro barato ao eleitorado, outras ainda porque não têm muito mais que dizer. [Read more…]
O aeroporto de Lisboa está às portas da cidade e isso é uma mais valia.
Quem chega à Portela é confrontado recorrentemente com tempos inaceitáveis para recolher a bagagem. Foi o que hoje me aconteceu, onde passou uma hora desde que o avião aterrou até que a mala tenha chegado.
É um problema velho, umas vezes mau, outras muito mau. A introdução de duas empresas de handling não melhorou a situação. É endémico. Por oposição, e só para se perceber que é possível fazer diferente, no voo de ida, quando cheguei à recolha de bagagens em Gatwick já a minha mala lá estava.
Outro velho imbróglio é apanhar um táxi. Uma fila enorme, onde se antecipava perto de meia hora de espera. Mas ainda bem que o aeroporto está às portas da cidade, porque isso basta para ser competitivo. Aliás, uma rede de transportes públicos devidamente organizada, à semelhança da existente na generalidade das grandes cidades europeias, seria, como se constata, perfeitamente supérflua.
Ainda bem que este tempo perdido não conta para a produtividade do país. Porque, como se sabe, o problema da produtividade reside em os portugueses trabalharem pouco. Organizar e planear, responsabilidade partilhada pelos políticos que aumentam a carga de trabalho, nada tem a ver. Livrem-nos de termos um horário de 36 horas semanais como têm os moinantes dos ingleses. Ou de gozarmos 30 dias úteis de férias como os preguiçosos dos alemães. Basta ter um aeroporto à mão de semear.
Afinal, existe futuro nas relações entre EUA e Rússia
«Trump agradece elogios de Putin: “São uma honra”.» [Expresso]
Cuidado com os bolsos… II
António Costa numa atitude arrogante de quero, posso e mando, afirmou que a vontade do governo irá prevalecer, indiferente aos interesses dos particulares que legitimamente adquiriram a TAP. Assim de repente, eliminadas que foram as golden-share, quer-me parecer que só pode estar a ameaçar com a nacionalização da empresa, esquecendo que as regras comunitárias impedem a capitalização estatal da empresa, os actuais accionistas já investiram no pressuposto que detêm o controlo accionista, pelo que reverter o processo implicará forçosamente pesadas indemnizações. Pela via negocial o facto do governo PS estar refém da frente de esquerda, fragiliza-o nas negociações. De uma ou outra forma o elefante branco irá continuar a sair bem caro aos contribuintes…
Pedro Passos Coelho, o pigmeu europeu
É possível que Pedro Passos Coelho não tenha ainda caído em si. O papel de deputado, que de resto não deixou grandes memórias passadas com a excepção do célebre episódio do regime de exclusividade pouco exclusiva que lhe permitiu sacar uns trocos extra ao erário público, não parece ser do seu agrado. Passos gostava de mandar, convenceu uns quantos que goza de um direito natural a ocupar o poder mas, independentemente das suas fantasias, a verdade é que agora é apenas um deputado. E já é tempo de se habituar ao seu novo papel. [Read more…]
Renegociar a dívida, essa bandeira da extrema-esquerda
“FMI: Dívida de Portugal devia ter sido reestruturada” [Dinheiro Vivo]
245º aniversário de Ludwig van Beethoven
Não é claro quando é que Beethoven realmente nasceu, mas 17 de Dezembro marca o 245º aniversário do seu baptismo. Hoje deu-nos uma rara oportunidade para construir um jogo em sintonia com bela música, cujos humores evocativos, drama, leveza e profundidade tornaram a correspondente produção gráfica intensamente divertida. [Google] *
Costumo ignorar a bonecada da Google, mas, desta vez, os meus tempos de músico falaram mais alto. Está engraçado e lá me levou em busca de umas quantas peças que não ouvia há tempos. Aqui fica uma sugestão.
* tradução minha











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