Miguel Teixeira
(…) numa altura tão difícil da vida nacional em que o país se confronta com enormes desafios, em que qualquer perturbação ainda que estéril como o “arrastar” da “novela da Caixa”, pode custar caro a Portugal, Marcelo está a fazer o que deve ser feito. Transmitir uma imagem positiva do país, muitas vezes chamando a atenção para o que é preciso melhorar, mas assumindo uma posição de Estado e de lealdade institucional. Infelizmente, esta postura não tem sido compreendida por alguns ilustres que nele votaram, que não conseguem discernir o que deve ser uma postura de Estado que o PR deve assumir, dos interesses da claque ou clube de futebol da sua preferência, características que gostariam de visualizar no “modus operandi” do mais alto magistrado da nação. Tenho para mim que o país deve estar acima das “claques” sejam de esquerda ou de direita”. [Read more…]




Queriam muito que Centeno falasse, que fosse a comissões, que enfrentasse o que eles não se cansam de chamar o “escrutínio da comunicação social”. Ora, o ministro, pressionado pelas circunstâncias, sim, enredado em telenovela menor, sim, mas compreensivelmente farto desta feira e resolvendo despachar este expediente, foi-se a eles num conferência de imprensa. Fez uma declaração e ficou em pose de “venham eles, quantos são, quantos são”. E eles acometeram. Nas sedes dos vários canais estavam todos a postos. Finalmente a caça tinha caído na armadilha. Comentadores sortidos – sortidos de cara, não de cor – afiavam a faca sentadinhos nas suas cadeirinhas de comentar. Começou a conferência, o ministro declarou, o ministro foi respondendo, o espectáculo não dava as broncas que se esperavam. Centeno respondia a perguntas às centenas. E como a coisa não estava a dar o resultado previsto e não havia foguetório, os vários canais foram deixando cair a emissão em directo e passando a palavra aos tais comendadores, perdão, comentadores, para que eles dissessem o que Centeno queria dizer com o que disse e, sobretudo, com o que não disse, com o que deveria ter dito e, até, com o que quase disse mas não disse. O resto ficará para o falar viscoso do Lobo Xavier. 






Cena I







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