O eurodeputado Nuno Melo criticou a presença de Rui Tavares num dos programas da nova tele-escola, como se pode ler no tuíte que encima esta prosa.
Como ainda não tinha assistido a nenhuma aula, resolvi ir ver, não fosse, por uma vez, Nuno Melo ter razão, algo de que ninguém está livre (peço desculpa pelo adjectivo, porque pode ser visto como uma alusão subliminar ao partido fundado por Rui Tavares).
Na realidade, Rui Tavares é um homem de esquerda, com passagens por alguns partidos. Nunca se sabe se poderia ter aproveitado a oportunidade para catequizar as pobres criancinhas de 5.º e 6.º ano. Por outro lado, Rui Tavares é doutorado em História, com obras publicadas na área, o que, por estranho que possa parecer, faz dele alguém especialmente habilitado para ensinar História. Há pessoas assim multifacetadas: tenho um amigo bancário cuja condição profissional não o impede de conceber uma magnífica carne de porco à alentejana. [Read more…]

Em primeiro lugar, e respeitando algum corporativismo, escrevo aos meus estimados colegas que estejam obcecados em inundar os alunos com trabalhos para casa. Nestes tempos extraordinários, os alunos e as famílias precisam, também, de paz, de alívio para a tensão. Manter os alunos activos faz sentido, mas é preciso não exagerar. As vossas intenções serão as melhores, mas é dessas intenções que o inferno se alimenta. É preciso lembrarmo-nos, ainda, de que há muitos alunos com poucas ou nenhumas condições de trabalho em casa, porque um computador é um luxo.
Sou tão infantil como sempre fui e morrerei assim. Um dos sintomas da minha infantilidade é o espanto que me provocam as certezas absolutas de que o espaço público está cheio. O espaço público, esclareça-se, pode ser um café com dois clientes bêbedos, uma conferência de imprensa do primeiro-ministro ou o fascinante mundo das teorias da conspiração que está espalhado pelas redes sociais virtuais.

ciente para se perceber que deixar os mercados à solta serve para encarecer bens de primeira necessidade como a habitação, que a única política educativa do país consiste em poupar dinheiro à custa dos alunos e que os professores contratados vivem, na verdade, com salários tão miseráveis que não podem pagar alojamentos a preços ditados pelos mercados à solta (aproveitamos para lembrar que os professores não recebem subsídios de deslocação ou de alojamento, ao contrário dos deputados, por exemplo).





Recent Comments