Retrato de Aníbal Cavaco Silva por entre a galeria de Carlos Barahona Possollo.
Deus tenha compaixão de ti, Nuno Melo

No seu mais recente artigo de opinião no JN, Nuno Melo pede a Deus que perdoe o Bloco pelo episódio do cartaz, esse violento tiro no pé que muita água fará ainda correr debaixo da ponte da estratégia política. Lamentavelmente, o eurodeputado foi mais longe e decidiu misturar alhos com bugalhos, metendo lá para o meio brinquedos sexuais, drogas leves e até uma música do Gabriel o Pensador que versa sobre paz e tolerância. Malditos bloquistas que ousam fazer humor com Jesus Cristo e ainda usam vibradores, fumam charros e ouvem rap brasileiro. Hão-de arder todos no fogo do Inferno! [Read more…]
De que tem medo Eduardo Vítor Rodrigues?
Na altura, é provável que me tenha escapado, mas nunca é tarde para denunciar estas coisas. Foi já há mais de meio ano que a investigação do Tribunal de Contas sobre a Câmara de Gaia apontou para uma gestão ruinosa por parte dos autarcas que governaram até 2012, focando a sua censura no vice-presidente Marco António Costa.
Conhecendo o passado de Marco António, nada de espantar. Fantástico, mesmo, é que o actual Presidente da Câmara não tenha enviado de imediato o relatório para a Justiça e que não tenha promovido uma profunda auditoria interna – era o que qualquer pessoa decente faria.
Ao invés, Eduardo Vítor Rodrigues veio defender Marco António Costa com unhas e dentes. Que não, que não havia qualquer ilegalidade, muito menos qualquer crime. Que nada consta no relatório do Tribunal de Contas. Que afinal está tudo bem e nada do que o PS andou a dizer nos últimos anos faz, afinal, sentido.
O problema é que o inenarrável Eduardo Vítor Rodrigues prometera a auditoria em campanha eleitoral. Mas quando o PCP a propôs, chumbou-a. Porque enquanto não houvesse conclusões do Tribunal de Contas, não fazia sentido haver avançar com a auditoria.
Agora já há conclusões. Auditoria é que nem vê-la. Uma auditoriazita a uma empresa municipal, para apanhar a arraia-miúda, para o amigo Marco António é que nada.
Por ter compromissos económico-sentimentais, frequento quase diariamente a zona de Lavadores. E o bom povo da praia, na sua longa sabedoria, não se tem mostrado muito surpreendido. Ontem mesmo, numa conversa que acabou por levar a este post, dizia-me um dos velhotes com quem costumo tomar café: «Sabe, ele andou a comer da mesma gamela durante estes anos todos, como é que agora pode falar?»
Sinceramente, não sei se é verdade. Não conheço a personagem e, a julgar pela idoneidade que tem revelado, também não tenho grande interesse.
O que sei, isso sim, é que há uma pergunta para a qual não encontro resposta: de que tem medo Eduardo Vítor Rodrigues?
Saiu de casa para fazer a rodagem ao Citroën
e agora não sabe conduzir. Exactamente há quantos anos andamos nós a pagar carros e motoristas a este indivíduo?
Carta do Canadá: Jornalismo é servir

Imagem do filme Spotlight
Com tempestade de chuva, neve ou granizo; com temperaturas glaciais ou calores tórridos; debaixo de fogo ou de tiroteio; contra tudo e apesar de tudo, médicos, enfermeiros, bombeiros, padres e membros da comunicação social, têm de correr em socorro de quem precisa, têm de arriscar tudo para salvar ou informar, que o mesmo é dizer dar o grito de alerta para que outras ajudas venham ou consciências acordem. Para os que escolheram estas profissões, não há domingos nem feriados, não há garantias de noites de Natal sem perturbação, de dias de aniversários celebrados sem interrupção. Tudo pode acontecer. A tudo é preciso responder presente. Porque escolher estas profissões é escolher servir o próximo, sem distinção de raça, género ou posição social.
Trans-Pacific Partnership (TTP) e a ameaça aos conteúdos de domínio público
O Projecto Gutenberg, tal como definido na Wikipedia, “é um esforço voluntário para digitalizar, arquivar e distribuir obras culturais através da digitalização de livros”.
Na respectiva página, consta um alerta sobre o TTP, a levar muito a sério, se nos recordarmos do que tem sido a recente prepotência em termos de direitos de autor trazida pelo DCMA (Digital Millennium Copyright Act), sem esquecer a versão doméstica da SPA. [Read more…]
Um caso vergonhoso
DEMOLIDOR este artigo de Vitor Matos na Revista Sábado.
Vitor Matos, que não te doam as mãos e o discernimento para trazer estes casos vergonhosos ao conhecimento público. Cristina Martins, admiro muito a forma corajosa como denunciou e mantém vivo este caso, que tem tudo a ver com a transparência, sinceridade e credibilidade de quem está na vida pública. Muito bem! Estes casos são, infelizmente, transversais aos partidos políticos, agora e no passado.
O PSD de Aveiro também anda às turras com militantes falsos, etc. E até parece que o líder parlamentar Montenegro já crítica abertamente Pedro Passos Coelho.
Isto só muda quando o povo se deixar de claques e de bandeirinhas e olhar bem para quem anda a eleger. Até lá, ascendem a lugares de decisão aqueles que, sendo do povo, não têm princípios, ética e se aproveitam do interesse público para subir na vida.
Foda-se, Passos. É preciso não ter um pingo de vergonha na cara

É o regresso da versão mentiroso-compulsivo. Em poucos minutos (segundos?) de declarações à TSF, Pedro Passos Coelho conseguiu mentir tantas vezes que chega a não parecer real. E o mais ridículo é que nem precisava de ter entrado por aí. Bastava-lhe ter dito que a ida de Maria Luís Albuquerque para a Arrow era legal, que a senhora ainda está em condições para um dia liderar o PSD ou governar e que gosta muito dela. E não dizia mais nada. Fazia o seu papel, a malta do partido ficava toda contente com a vinda a terreiro para defender a pseudo-Margaret Thatcher e ficava bem na fotografia da imprensa tutelada pelo ministério da propaganda. [Read more…]
Cada cavadela, cada minhoca!
Pedro Passos Coelho sobre Maria Luís Albuquerque: “Foi convidada para uma empresa que não atua diretamente sequer em Portugal, não negoceia com bancos em Portugal. Há outras empresas que o fazem e o fizeram, mas a doutora Maria Luís Albuquerque não está a trabalhar com essas empresas: está a trabalhar com uma empresa cotada em Londres e não intervêm diretamente no mercado português”
O que diz a Arrow Global Group sobre si própria? [Read more…]
Jesus tinha dois pais, Maria Luís tem dois empregos

Ora aqui está um cartaz que o Bloco podia fazer. Um cartaz a reforçar junto da opinião pública que significativa parte dos nossos deputados exerce funções paralelas que encerram em si conflitos de interesses. E a política portuguesa está cheia de exemplos desses. Eles são os deputados que integram a comissão de saúde de manhã e que aprovam aquisições de serviços a empresas da área da saúde para quem trabalham à tarde, outros que se sentam na comissão de obras públicas num dia, para no dia seguinte se sentarem no conselho de administração de grandes construtoras, enfim, toda uma festa de promiscuidade que se estende a todas as comissões parlamentares e que explica décadas de danças de cadeiras entre governos, Parlamento, bancos e grandes empresas nacionais e estrangeiras a operar em Portugal. E não se passa nada. [Read more…]
O tamanho do pénis de Donald Trump
Acontece na América.
Há um tipo com muito dinheiro que não tem mãos pequenas e que pode vir a ser próximo e último presidente dos Estados Unidos da América.
Incontestavelmente, um país onde todas as mais fálicas fantasias podem acontecer.
A morte assistida e a carta de Lincoln
Laura Santos
Quando não aguentar mais, vão dizer-me que não reflecti o suficiente?
O último filme de Tarantino, Os oito odiados, situado uns anos após a Guerra Civil americana, começa com uma cena em que, numa tempestade de neve assustadora, um caçador de recompensas negro, Major Marquis Warren (Samuel Jackson) [foto], pede “boleia” a uma diligência, de modo a poder levar no tejadilho os cadáveres de três criminosos à cidade de Red Rock. Dentro da diligência está outro conhecido caçador de recompensas, O. B. (James Parks), algemado a uma mulher que vai levar para a forca na mesma cidade
O.B. identifica o Major como sendo aquele negro envolvido na Guerra a quem o próprio Lincoln teria escrito uma carta de amizade. Devido a esta fama, dá-lhe de facto boleia, pergunta-lhe se leva consigo a carta e lê-a em silêncio. [Read more…]
A estreia de David Dinis como director da TSF
David Dinis estreou-se ontem na TSF com um artigo de opinião a comentar o caso de Maria Luís Albuquerque se apoiar nos buracos da lei das incompatibilidades para ir para uma empresa onde, moralmente e legalmente, não devia trabalhar.
Não foi isto que o ex-director do O Observador disse, porém. Para ele, não há problema legal.
Não o digo porque seja ilegal. Olhando para a lei, o facto de ser “não executiva” na Arrow Global provavelmente iliba-a desse ónus.
João Soares, Maçónico e Ministro da Cultura, representa o que de pior tem a política em Portugal
Não vejo em João Soares uma única qualidade, tirando o facto de ser filho de Mário Soares, que justifique o convite para chefiar o ministério de um Governo em Portugal. Mesmo relativamente à ascendência, convenhamos que foi um excesso de linguagem falar de qualidade, como muito bem demonstrou a Clara Ferreira Alves aqui há atrasado.
Nada de novo. Se João Soares ganhou notoriedade no PS, substituiu Jorge Sampaio na Presidência da Câmara de Lisboa e, apesar de uma carreira sofrível marcada pelo fracasso, manteve-se na crista da onda até chegar ao Governo, foi tudo pela mesma razão.
Isso e o facto de pertencer à Maçonaria, claro.
E interessa-me pouco que o putedo socialista do costume venha com as alegações hipócritas da relação entre a vida pública e a esfera privada. Devem achar que arranjar tacho de 70 mil euros na Câmara de Lisboa para um filho sem qualquer experiência profissional faz parte da vida privada da personagem. Ou que andar a brincar aos aventais com aqueles que a seguir se nomeia para cargos públicos pertence à esfera privada. Isto porque hão-de conceder que os favores escandalosos feitos ao Colégio Moderno enquanto Presidente da Câmara de Lisboa nada têm de privado. Ou as movimentações quase clandestinas que fariam corar de vergonha alguém minimamente sério e que levaram à reposição da subvenção vitalícia dos deputados. [Read more…]
O Metro-Mondego é Portugal visto ao espelho

Ao ler hoje o diário da república deparei-me com uma pequena resolução da Assembleia da República que é a perfeita imagem de Portugal (texto na imagem acima): um país pobre porque há um conjunto de pessoas que se esforça todos os dias para que assim seja. E, infelizmente, essas pessoas nunca recebem o merecido prémio que é serem responsabilizadas pelos seus atos. [Read more…]
«A nossa relação foi perfeita» – Klopp

© Alex Livesey/Getty Images (http://bit.ly/1niTkfQ)
Efectivamente, no título do jornal da “silenciosa resistência” ter-se-ão esquecido do ‘l’, pois encontramos «A nossa reação foi perfeita» – Klopp. Lembremo-nos de Fação.
Quanto às reclamações, agradeço a disponibilidade do Presidente do Conselho de Direção (sic) da Escola, mas a culpa é de outrem.

Reestrutura-te ou morre: o colapso anunciado do projecto europeu

O projecto europeu está moribundo e recomenda-se cada vez menos. Refém de burocratas pagos a peso de ouro, alguns deles não sufragados e controlados pelos interesses das principais praças financeiras e grandes corporações, esse sonho que dá pelo nome de União Europeia já viveu melhores dias. A crise das dívidas soberanas de países que há muito perderam boa parte da sua soberania e consequente imposição de planos inúteis de austeridade cega, verdadeiros atentados ao crescimento da periferia e à sustentabilidade das próprias dívidas, veio aprofundar ainda mais o fosso entre as duas Europas que, desde o início, era sabido, sempre andariam a velocidades diferentes. O ressuscitar dos velhos fascismos, da Hungria à França, a ameaça do Brexit, com a qual Bruxelas lida com uma condescendência sempre negada aos desgraçados do sul, a crise na fronteira a leste e a incapacidade de lidar construtivamente com a vaga de refugiados sírios são sinais de que algo não está bem com a construção de uma união cada vez mais desunida. O risco de fragmentação é iminente e já poucos o conseguem negar. [Read more…]
E esta? Também é digna de polémica?
“Costa reconduz Santana Lopes na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa“. O João Soares que saiba…
O Orçamento do Estado e a mensagem política
Com “invertendo a política dos últimos anos, perspectiva-se“, em vez de “invertendo a política dos últimos anos, perspetiva-se”, ficava tudo resolvido. Efectivamente: tudo. Tudo resolvido.
Uma pequena retrospectiva desencadeada por determinada “veracidade dos fatos constantes”

Samuel West as Henry V: ‘Upon the king’ (http://bit.ly/24AVtoX)
O, be sick, great Greatnesse,And bid thy Ceremonie giue thee cure.Thinks thou the fierie Feuer will goe outWith Titles blowne from Adulation?— Shakespeare, “Henry V” (Folio 1, 1623)
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Os “fatos constantes” portugueses nasceram em 2012, no Diário da República, mantendo-se actuais e com óptimo aspecto, apesar de indicados (isto é, denunciados) na página 7 de documento entregue na Assembleia da República, em Fevereiro de 2013.
Efectivamente, tivemos “os fatos constantes” quer em [Read more…]
Pla,gi,ar é fei,o
Co,piar s,em re,fe,rir a fon,te e co,loc,ar a “par,te co,pi,a,da en,tre as,pa,s” é mui,to fei,o, Du,ar,te. E tam,bém é cri,me. Cha,ma-se plá,gio.
Maçonaria
Eu que não percebo nada disso, entrar na Maçonaria é tipo brincadeirinha com caloiros, não é? Tipo praxe. A diferença é que os praxantes andam de avental.













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