Postcards from Greece #16 (Thessaloniki)
Postcards from Greece #15 (Thessaloniki)
Hoje ouvi os sinos da igreja de São Demétrio
Postcards from Greece #14 (Thessaloniki)
Gazing at a World Heritage
Postcards from Greece #12 & #13 (Thessaloniki)
‘I don’t know if I will ever learn how to fly, but I am sure I will never crawl’
Postcards from Greece #11 (Thessaloniki)
O dia em que fui mordida por…
Postcards from Greece #10 (Thessaloniki)
Estou há dois dias fechada em casa…
Postcards from Greece #8 & #9 (Thessaloníki)
Aγροτική κοινωνιολογία, política e uma grande constipação
Postcards from Greece #7 (Thessaloniki)
Os gatos de Salónica
Postcards from Greece #6 (Thessaloniki)
‘As you are Portuguese, we have to take good care of you’…
Da série “Carlos Abreu Amorim gosta de manipular os seus seguidores do Facebook”

Se não gosta, parece. Em Abril foi uma actualização de foto de capa no Facebook, onde figurava um dos jovens que o anterior governo simpaticamente mandou emigrar, como se fizesse parte de um novo lote de “convidados”, versão esquerda radical. Manipulados os leitores, o que se seguiu foi o linchamento da Geringonça que, aparentemente, seria culpada pela emigração em massa em 2012. Michael Seufert, ex-deputado do CDS-PP, foi um dos animadores daquele momento de pura aldrabice e, que se saiba, o deputado Carlos Abreu Amorim, que pela posição que ocupa deveria ter uma postura mais responsável e adulta, nunca se retractou. E isso diz-nos algo sobre a ponderação e a seriedade com que o deputado exerce as funções para as quais foi eleito. [Read more…]
Frozen

Só pode ser brincadeira. Então o OLAF, intervindo no âmbito de um pedido de apoio que lhe foi dirigido pelas autoridades portuguesas, declara taxativamente que houve fraude na gestão dos fundos europeus atribuídos, entre 2000 e 2013, aos projectos da Tecnoforma e o MP português arquiva, em Setembro de 2016, por falta de provas, o processo? Sem sequer fazer referência, no respectivo despacho, à investigação que correu naquele organismo da Comissão Europeia especializado no combate à fraude?
Postcards from Greece #3 to #5 (between Athens and Thessaloniki)
‘It’s illegal by the law, but not by the people’s law’
Postcards from Greece #1 & #2 (Athens)
No more waiting, no more silence…
Trumpa

Isto é tão bom, mas tão bom, que só é pena ser mau.
Acto 1:
“He said he didn’t meddle,” President Trump told reporters aboard Air Force One on Saturday. “I asked him again. You can only ask so many times… He said he absolutely did not meddle in our election. He did not do what they are saying he did.”
He added: “And I believe, I really believe that, when he tells me that he means it.”
Despite the fact multiple US intelligence agencies concluded Moscow interfered in the presidential election in the attempt to push the vote in the Republican’s favour, President Trump also said the accusations had hurt Mr Putin’s feelings. [Independent, 12/11/2017]
O original de “Y Viva España” é belga
O país que serve de refúgio a Puigdemont é também aquele que criou o tema que serve quase de hino à Espanha (o verdadeiro hino é uma marcha militar sem letra) e que tem sido cantado durante as manifestações pró-espanholas na Catalunha.
O original intitulado “Eviva España” de 1971 era uma cançoneta para animar programas de televisão e festas para a terceira idade cuja ideia de Espanha remetia para o exotismo das férias de Verão, de letra simples e carregada de estereótipos sobre os povos ibéricos. Os autores são ironicamente flamengos, Leo Caerts e Leo Rozenstraten, e a cantora Samantha interpretava a música em flamengo. Tornou-se num sucesso quase global quando Manolo Escobar interpretou o tema em espanhol em 1973, sob o título “Y Viva España”.
Em Entre-os-Rios a culpa morreu mesmo solteira

Fotografia RTP
Aquando da tragédia de Entre-os-Rios, Jorge Coelho, ministro do Equipamento Social demitiu-se nessa mesma madrugada, justificando a decisão: “a culpa não pode morrer solteira”. Pois bem, a culpa morreu mesmo solteira. Apesar de a comissão parlamentar de inquérito concluir que as atividades de extração de inertes foram a principal causa da queda da ponte, nem os areeiros, nem os seis técnicos que foram acusados de negligência e de violação de regras técnicas foram condenados. Foram todos absolvidos.
De que valeu aquela demissão espetáculo de “a culpa não pode morrer solteira”? Não valeu absolutamente nada. A carreira política de Jorge Coelho não saiu beliscada e Jorge Coelho não fez o trabalho que lhe competia fazer depois da tragédia, que era bater-se para que as famílias das vítimas fossem devidamente recompensadas e a culpa do acidente fosse exatamente determinada. Pensei assim na altura e penso exatamente a mesma coisa no caso da tragédia dos fogos que acabámos de viver. Considero que os ministros deveriam ficar em funções e levar o seu trabalho até conhecermos as conclusão dos relatórios das tragédias. Se há culpas, então demitem-se e são julgados se for caso disso. Em particular, no caso dos fogos e no caso de Entre-os-Rios, há imensas culpas que residem no passado. O que é irónico é que alguns desses com poucas e muitas culpas no cartório andam por aí desgarradamente a pedir demissões (sim, sim, estou também a pensar em Cristas).
Este frenesim de exigir demissões a todo o transe, remete-nos para os tempos em que se sacrificavam cordeiros, virgens ou patifes para expiar a culpa e acalmar os deuses. No século XXI temos obrigação de fazer melhor.
E Marcelo disse…
“Abrir um novo ciclo obrigará o Governo a ponderar o quê, quem, quando e como melhor serve este ciclo” – Professor Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República.
O Presidente da República disse aquilo que qualquer um de nós queria dizer. E isso significa que Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, está dotado de algo cada vez mais raro na nossa política: bom senso.
Vai-te embora, cabrão.
Disse-o há 2 anos e repito-o hoje e as vezes que forem precisas: Costa é bem mais desonesto que Sócrates. Pode “não meter para a blusa” como o Engenheiro, mas, politicamente, é muito mais mentiroso, falso e trapaceiro. É o rei do embuste.
Sócrates inspirou-se em Sarkozy
A resposta de José Sócrates sobre a sua fonte de rendimentos atual, é obviamente inspirada na resposta de Sarkozy ao jornalista Pujadas da France 2 aquando do debate das primárias da direita francesa. Sócrates assistiu ao debate e replicou-a. Ambos, em vez de clarificar os espetadores, decidem atacar o jornalista. Ambos se apoiam na suposta “indignidade” da pergunta para disferir o ataque. O que é dramático nisto tudo é que a fonte de inspiração não poderia ser mais infeliz. Tal como Sócrates, Sarkozy está envolvido num processo cuja narrativa de inocência é tão credível como um conto do Peter Pan.
O Marquês

Há quem se impressione com o número de crimes imputáveis a José Sócrates pelo Ministério Público mas, depois de assistir a esta entrevista, onde se terão enumerado os pontos fundamentais da acusação, apenas consegui adensar as minhas dúvidas sobre a sobrevivência deste processo judiciário com tão pouco de judicioso. Não sendo a televisão um tribunal, muito embora tenha funcionado, nestes 3 anos de preliminares, como palco para um julgamento que já terá sido efectuado pelo público – ninguém quer acreditar que Sócrates não meteu dinheiro ao bolso -, o certo é que a representação do MP feita pelo jornalista de serviço apenas permitiu que o actor principal tenha dado um passo seguro para reconquistar o seu direito à presunção de inocência junto da opinião pública. Não se esperava que Vítor Gonçalves, que luta contra o estigma das suas supostas simpatias políticas, aguentasse o embate com este ex-primeiro-ministro, e nem mesmo que dominasse as 4.000 páginas da acusação (que trouxe ao ecrã para dar substância e clamor ao libelo, supõe-se…), como naturalmente o demonstrou fazer José Sócrates. Mas este espectáculo, a que mais uma vez assistimos neste campo, teve como único resultado a severa goleada de Sócrates ao Ministério Público.
Schäuble, o desavergonhado

Depois dos sucessivos ataques soezes a Portugal, tais como aqueles depois do governo que não era da sua eleição ter tomado posse, quando Schäuble precisava de desviar as atenções do Deutsche Bank e sugeriu por duas vezes que Portugal precisava de um novo resgate, é preciso ter uma lata descomunal para usar o caso português como referência para o seu suposto sucesso pessoal.
Já agora, atente-se na fotografia. O autor captou aquele momento que revela a relação de poder entre aquele que puxa os cordéis e o seu o testa de ferro.

“Abrir um novo ciclo obrigará o Governo a ponderar o quê, quem, quando e como melhor serve este ciclo” – Professor Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República.










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