Tauromaquia e Civilização

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Cartoon@No Limiar das Palavras

A propósito das declarações da nova ministra da Cultura, que muito incomodaram o barão socialista Manuel Alegre, um aficionado dos “eventos” dedicados à tortura animal que dão pelo nome de “tourada”, o poeta afirmou que, por vezes, sente a sua liberdade pessoal ameaçada. Imagino que, caso um qualquer governo decidisse decretar a abolição da sangria tauromáquica, Alegre cuidaria estar perante a ressurreição do nazismo.

Se vamos por este caminho, qualquer dia ainda nos aparece por aí uma seita pagã a exigir o regresso do sacrifício de cordeiros em nome de uma qualquer divindade. Porquê não? Quem somos nós para condicionar a sua liberdade de sacrificar um animal para honrar as suas tradições? Ou então a malta da magia negra, a exigir o sacrifício de galinhas pretas em praça pública. Ou ainda, quem sabe, um qualquer grupo católico extremista a exigir o regresso da Inquisição. Que direito temos nós de impedir um fiel devoto de punir um herege no pelourinho? [Read more…]

Em causa: a honestidade no Parlamento

Se no caso Silvano se trata de uma campanha para queimar Rui Rio ou não, tanto faz. É coisa para o PSD se ocupar, se quiser, não para interessar a maioria dos cidadãos. Os Portugueses têm direito a terem representantes que cumpram as regras, tal como lhes é exigido que as cumpram e como faz parte do Estado de Direito. Do alto do seu privilégio de fazedores de regras, os deputados têm uma obrigação redobrada de as cumprir. Para os cidadãos, o que está em causa é o que muito bem coloca neste artigo Paulo Ferreira, analisando a questão nas suas diversas vertentes:

“Uma é “atirar” a quem expõe ou critica estas práticas esquecendo os factos concretos, a sua legitimidade e decência. É a lógica de “matar o mensageiro”, de acusar genericamente a plateia de “virgens ofendidas”, de defender que o problema não está nos actos mas sim no seu conhecimento público. Nesta abordagem, a única solução para o problema é a censura. [Read more…]

Rebentar com o partido, tal como fizeram com o país

Ou há eleições no país, ou há eleições no PSD“, terá afirmado Marco António Costa numa Comissão Política do PSD, por alturas da votação do famoso PEC IV. Como se sabe, houve eleições e levámos com a troika com a sua força máxima. Não sabemos se o PEC IV teria sido mais suave do que a troika, mas sabemos uma coisa. Atendendo às palavras do MAC, o mote para o chumbo desse Pacto de Estabilidade e Crescimento foi a pressa de chegar ao poder.

Chegado à liderança do PSD, Rui Rio logo fez saber que uns quantos dos actuais deputados não fariam parte das próximas listas, o que se traduz numa clara ameaça ao emprego dos visados. Temos observado, desde então, uma sucessão de casos que não beneficiam o PSD e que, tudo para aí aponta, têm tido divulgação activa por parte do próprio PSD. O caso do deputado ubíquo é um deles. Foi dado a conhecer com um nível de detalhe que cheira a inside job à distância. Olhando para o fastio do Presidente da AR e de outros deputados perante a fraude, este caso só não se ficou por uma simples questiúncula porque, certamente, valores mais altos se levantaram.

O que a aparência nos diz é que há quem esteja empenhado em fazer com que Rio não chegue a ter hipótese de fazer as próximas listas para as legislativas. Nem que isso rebente com o partido. Mas, lá está, poderá ser apenas uma questão de aparência e haver, de facto, uma onda de preocupação quanto à assiduidade dos deputados.

O dedo numa chaga chamada corrupção

colocado com coragem, mais uma vez, por Ana Gomes. Porque não está Ricardo Salgado na prisão?

Carta aberta a Jorge Nuno Pinto da Costa

Caro Presidente,

Anunciava um destes dias o Jornal de Notícias que já está em marcha a sua Comissão de Recandidatura, liderada pelo habitual Fernando Cerqueira, e que no início de 2019 começa a recolha de assinaturas. 
Tem sido um espectáculo habitual nas últimas décadas: de quatro em quatro anos, os pedidos para que fique multiplicam-se à medida que as eleições se vão aproximando. E o Presidente, que promete de cada vez ser o último mandato, acaba sempre por ficar. Já vi esta narrativa várias vezes e imagino como vai acabar.
Desta vez, no entanto, o Presidente não pode esquecer que no final do próximo mandato, em 2024, terá 87 anos. Não é justo que faça mais este esforço. Nem para si nem para o clube.
Penso que chegou a hora, pois, que todos nós sabíamos que um dia iria chegar: a hora de lhe agradecer por tudo o que fez pelo clube. Por si e pelo FC Porto, peço-lhe: anuncie desde já que este é MESMO o seu último mandato e que não vai recandidatar-se. Deixe que apareçam alternativas. Deixe o FC Porto viver sem si.
Sei que não é o momento ideal para esta minha carta. É fácil apoiar quando a bola entra na baliza. Afinal, somos os actuais Campeões Nacionais, no final de um campeonato marcado por uma vergonha como há muito não se via a nível de arbitragens e no auge do caso dos emails e de todos os outros casos que o grande Francisco J. Marques soube denunciar.
Ao mesmo tempo, felizmente, as coisas estão a correr bem para a nossa equipa de futebol e mal para os nossos adversários directos – um já despediu o treinador e o outro está na iminência de fazer o mesmo.
Mas contrariando o que escrevi antes, não seria mesmo este o momento ideal? Com o barco a navegar placidamente, sem ventos nem marés, um anúncio desta importância não provocaria qualquer tormenta. O Presidente teria quase dois anos pela frente para terminar o seu trabalho enquanto a equipa de futebol desenvolvia normalmente a sua actividade. Ao mesmo tempo, eventuais candidatos às eleições de 2020 saberiam com o que contar e poderiam começar desde já a contar espingardas. Fazer pontes. Unir.
Respondo à pergunta que fiz. Não, este não seria o momento ideal. O Presidente, perdoe-me a franqueza, já devia ter saído em 2004.  [Read more…]

A campanha contra Rui Rio no caso José Silvano

Parece-me óbvio que todas estas notícias sobre o deputado José Silvano têm como objectivo último atingir Rui Rio. Uma campanha laboriosa que começou no momento exacto em que ele foi eleito líder do PSD. Não sei se por não ser aquele que os barões do Partido queriam, não sei se por vir do Porto, mas por algum motivo pouco nobre é de certeza…
O facto de não gostar de Rui Rio, nem dos seus tiques de pequeno ditador, não me impede de ver a realidade. Claro que ele se pôs a jeito. E a reacção que teve a mais um caso demonstra que a sua tão propalada seriedade e verticalidade ficou nas calendas gregas. Mais concretamente no primeiro mandato como presidente da Câmara do Porto, onde, por não ter maioria absoluta, teve de governar com o PCP.
Quanto ao resto, alguém acredita que o caso José Silvano, um dos coveiros do Vale do Tua, não acontece amiúde em todas as bancadas parlamentares? Acredito que não aconteça no PCP (não me falem do Partido de Ricardo Robles) e sei que o deputado do PAN não tem ninguém com quem partilhar a password. Os outros, parafraseando o linguajar refinado de António Oliveira, é tudo o mesmo putedo. No CDS, no PS, no PSD – onde o escolhido foi Silvano por ser o braço-direito de Rui Rio.
No meio disto tudo, vamos fingir que Ferro Rodrigues não sabia. Que não é conivente e não pactua com esta prática generalizada.
Um presidente da Assembleia da República digno, com um pingo de sentido de Estado, tinha enviado de imediato todo o processo para o Ministério Público. Mas como sabemos, ele está a cagar-se tanto para o sentido de Estado como se esteve a cagar em tempos para o segredo de Justiça.

Brasil do caos e ódio mundial

Nas duas primeiras semanas após a eleição o presidente eleito Jair Bolsonaro já causou varias reações negativas. As mais recentes são; declarar que vai acabar com o Ministério do Trabalho, escolher uma defensora dos agrotóxicos para a Agricultura, prometer cobrar mensalidades nas universidades federais, exterminar as secretarias de Cultura e o Esporte, e não podemos esquecer da defesa ao aumento do judiciário que incidirá bilhões nos cofres públicos e das declarações de sua equipe como do “economista” Guedes que versou sobre a “pouca” importância do Mercosul para o Brasil.

O topo da lista das declarações infelizes proferidas por um homem na posição de represente de uma nação foi a desastrosa sobre Jerusalém que acabou colocado o Brasil na lista de desafetos do mundo árabe.

Vale lembrar que há no Brasil muitos árabes e parcerias comerciais.

Cada palavra proferida pelo próximo presidente é uma calamidade. Obviamente não há atos sem consequências então elas já surgiriam em manifestações e editoriais mundo a fora e outras estão a caminho. Não adiantará culpar o PT.

Incompetência ou fraude? Você decide.

Chegámos ao ponto de se estar perante a escolha do mal menor.

Imagem: Público

“Não só eu tenho [a password] mas eu também tenho”, disse, referindo que há “necessidade de consultar documentos da primeira comissão” de que ambos fazem parte. [P]

Será possível que, no Parlamento, é preciso entrar na conta de outra pessoa para se aceder a documentos partilhados?! É o sistema informático do Parlamento assim tão fraco? Ao menos, espero que este tenha sido barato. Deixo uma dica: Dropbox. [Read more…]

Um dia histórico

Quando o povo alemão saiu à rua e derrubou o muro da vergonha. Foi a 9 de Novembro de 1989. O agonizante regime comunista cairia pouco depois…

“Quem não deve não teme” – mas evita responder a questões?

Declarações do deputado ubíquo:

  • “Não registei a minha presença, não mandei registar, não auferi qualquer vantagem monetária”
  • “Não pedi a ninguém para me registar tal como estou convencido que nenhum deputado terá feito mesmo quando no exercício de cargos partidários ao longo dos anos”
  • “Sou um homem honrado, com mais de 30 anos de vida pública e nunca ninguém me apontou qualquer irregularidade”
  • “Dada a dimensão mediática que este caso atingiu, todos deverão perceber que sou eu o primeiro a querer que tudo seja devida e rapidamente esclarecido”

O deputado mostra-se surpreendido pela dimensão mediática do caso. E que caso é este? Trata-se, apenas, da fraude quanto à sua participação num plenário do Parlamento. José Silvano não ver porque é relevante uma questão de ética, ocorrida numa casa onde se deve dar o exemplo, revela tudo sobre si mesmo. Não teme mas recusa-se a responder a uma questão muito simples: como é que alguém usou a sua password? Só falta vir a brigada do spin dizer que foi um ataque dos hackers russos. [Read more…]

E tu, camarada, apoias a fome e a opressão na Venezuela?

Na Venezuela, onde a este javardo inchado nada falta, incluindo a famosa “empanada” escondida debaixo da mesa, dados da FAO indicam que existem 3,7 milhões de pessoas subalimentadas, o que equivale a mais de 10% da população daquele país.

Sim, existem na crise venezuelana outras variáveis que o mainstream tende a abafar. Mas é inaceitável haver quem à esquerda se bata por um regime que escolheu oprimir, como se o que se passa na Venezuela fosse assim tão diferente daquilo a que assistimos nos reinos totalitários do Médio Oriente.

Não é.

Este sim, é um artista tal como definido na nomenclatura cavácula

Silvano assina presença, mas não assiste a reunião da Comissão da Transparência“. Parece que ainda tem a confiança do líder do PSD.

Viva a ministra da Cultura e morte às touradas

Para começar, o argumento de que os comedores de carne não podem criticar as touradas não pega. É totalmente diferente matar animais para a alimentação ou matar para o divertimento do ser humano.
Dizer que ninguém é obrigado a ver – «quem não gosta, não veja!» – também é descabido. Posso não ver, mas vai acontecer na mesma. É isso que está em causa – o que está a acontecer e não se eu gosto ou não, se vejo ou não.
É, pois, uma questão de civilização, como muito bem diz a ministra da Cultura. E como as touradas não são cultura nem são nada, não deviam ser taxadas a 13% mas sim à taxa máxima do IVA.
De resto, nem sequer sou a favor da proibição. As touradas vão morrer a médio prazo, sim, mas de forma natural. Sem ataques, sem proibições. Apenas porque os valores civilizacionais vão falar cada vez mais alto. [Read more…]

A onda azul que não foi um tsunami

“House” democrata e senado republicano. Trump reforçado onde fez campanha. Mentira clara, medo e racismo vencem.

Na política, um bocadinho acima de ligar à aldrabice é que se está bem?

“O caso não é agradável, como é evidente, não é um caso positivo, mas acha que ter uma proposta para o país, discutir o país, debater o país pode ser anulado pelas pequenas questiúnculas que estão constantemente a surgir neste partido e nos outros partidos. Não pode ser, temos de estar um bocadinho acima disso, declarou Rui Rio sobre o caso do deputado e secretário-geral do PSD, José Silvano.

Por acaso não era suposto os dirigentes políticos do país serem exemplares e rigorosos no cumprimento da legislação?

Belo indicador do estado de impunidade que vigora entre os seres especiais que têm “uma proposta para o país”. A promoção da aldrabice.

Eleições “amaricanas”

Quem quiser acompanhar os resultados da eleição que decidirá quem controla o Senado e a Câmara dos EUA, pode fazê-lo, por exemplo, aqui:

 

E as unhas estavam pintadas?

O deputado e secretário-geral do PSD José Silvano tem o dom da ubiquidade, mas por interposto dedo.

a password do Senhor deputado José Silvano terá sido utilizada por pessoa diferente do Senhor deputado, enquanto este se encontrava ausente do plenário

A questão central é saber se os dedos que digitaram a password em causa tinham ou não unhas pintadas. Como se sabe, a manicure é um tema central quanto ao respeito institucional no Parlamento.

Já agora, aquela conversa pró-privado, tão popular na direita dos colégios privados, da saúde privada, dos seguros como alternativa à segurança social, do estado mínimo e por aí fora, dizia, esse amor ao que é privado também é para servir de modelo nesta situação? A questão coloca-se porque, no privado, uma situação de fraude como esta é motivo para despedimento com justa causa.

Uma preguiça transcendental

Convocaram-me para ir convencer o Professor Castelo a cumprir o plano. Como habitualmente, a sua posição era irredutível. Tentei explicar-lhes que nunca tinha existido uma verdadeira amizade entre nós, apenas um fascínio juvenil da minha parte, que ele retribuiu com uma cortesia excessiva e não isenta de vaidade. E muitos anos haviam passado sem que voltássemos a ver-nos. Responderam-me que isso pouco importava porque já não restava ninguém que lhe fosse mais próximo.

Resignei-me, então, a voltar ao casarão fracamente iluminado e mal aquecido, onde numerosas vezes tropeçara em pilhas de livros e onde sucessivos gatos, que nunca cheguei a distinguir uns dos outros, bufavam à minha passagem como se chamassem “invasora!”. Mas não encontrei nada disso. A casa estava vazia, à excepção de meia dúzia de móveis essenciais, e de uns quantos caixotes que estavam a ser levados para um camião parado à porta.

É o vigésimo quinto camião que enchemos – esclareceu-me o jovem que me recebeu, de rosto meio escondido atrás de um dossier de capa negra, e que se apresentou como “o inventariador”. – Está praticamente tudo. Só falta o homem. Ou melhor, o cérebro. [Read more…]

Mentiras que aprisionam

Estudo da Avaaz apontou que 98,21% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PSL), acreditaram e pelo menos duas notícias falsas que receberam durante a eleição.

Fake news sobre urnas adulteradas, kit gay e etc foram alguns dos conteúdos que se espalharam rapidamente por redes sociais entre os eleitores de Jair.  Como disse o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, a rádio francesa France Inter, “o Brasil ficou louco”, mas já estava dando sinais de insanidade.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou que o fenômeno observado no Brasil de uso massivo de fake news para manipular o voto por meio de redes privadas “talvez não tenha precedentes. Diversas pesquisas conduzidas antes do segundo turno por outros institutos concluíram que a maioria das notícias falsas foi direcionada contra o Haddad e o PT. (Fonte Valor).

Para completar a grande rede de mentiras e meias verdades, a censura esta se alastrando a ponto de jornalistas e integrantes da imprensa serem proibidos de companhar eventos em que o político esteja presente.

“Conhecereis a mentira e ela vos aprisionará”. Tá na Bíblia.

Checks and Balances

EUA

Hoje, os norte-americanos regressam às urnas para uma eleição intercalar que poderá dar um de dois importantíssimos sinais ao mundo. Podíamos entrar aqui numa discussão muito em voga, sobre a verdade e a mentira na era dos factos alternativos, mas o Partido Democrata não é propriamente uma entidade impoluta. Contudo, vivemos tempos conturbados, em que as disputas entre esquerda e direita, liberais e conservadores, se tornaram praticamente irrelevantes perante a grande batalha do século XXI. Uma batalha pela liberdade, ou pelo que resta dela, contra os novos autocratas que emergem das democracias liberais para acabar com elas.  [Read more…]

João Rodrigues Cabrilho é português

João Rodrigues Cabrilho, Montalegre, Portugal. Fotografia: Bruno Santos

 

MOÇÃO

João Rodrigues Cabrilho é português

No dia 28 de Setembro, realizou-se em S. Diego, Estado da Califórnia, dos USA, o tradicional Cabrilho Festival que já vai já na 55.ª edição. Nele se concentram delegações oficiais de Portugal, Espanha, México e Estados Unidos pelas razões de Cabrilho ser português, explorar a costa da Califórnia a expensas dos reis de Espanha, a sua armada de 3 barcos partir do México e descobrir a costa da Califórnia respectivamente.

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Desde ontem,

as portuguesas estão a trabalhar de graça. A propósito de equidade salarial.

Ajuda aos desempregados…

O BPN desapareceu

Infelizmente foi apenas o site do BPN que desapareceu

Muito foi o choro com a não recondução da ex-PGR. Esteve no cargo no período de 12 de Outubro de 2012 até 12 de Outubro de 2018. Iniciou o mandato tinha o caso BPN (só?!) 4 anos.

BPN: Seis mil milhões de prejuízo, zero presos

Dez anos após o anúncio da nacionalização do BPN, em 2 de Novembro de 2008, a Justiça ainda não responsabilizou praticamente ninguém pelos desvios e burlas de milhões de euros que arruinaram o banco e justificaram aquela decisão política. [JN]

Passados 10 anos (!!!), 6 dos quais com Vidal à frente da PGR, o número de presos por este crime continua a ser zero. Parece-me que um desfalque que equivale a 7,7% dos 78 mil milhões emprestados pela Troika, é capaz de merecer algum veredicto. Mas poderei estar enganado.

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Mário Centeno e a Geringonça: Cavaco tem razão

Aníbal Cavaco Silva, provavelmente o mais nocivo político português do pós-25 de Abril. Um tumor maligno que, ao longo de 30 anos, medrou sem parar por todo o país, com efeitos que ainda hoje se fazem sentir.
Acredito que nunca tenha tido dúvidas, mas também é verdade que raramente acertou. Daí o meu espanto ao ouvi-lo dizer recentemente, na TSF, duas frases muito acertadas:
– Mário Centeno poderia ser ministro das Finanças em qualquer Governo de Direita.
– É espantosa a facilidade com que PCP e Bloco de Esquerda se vergaram às políticas do PS.
Um Governo que até começou bem, acabando com a vergonha dos contratos de associação no ensino, mas que em termos de políticas de Esquerda a sério se ficou por aí. Se alguém pensava que doravante os poderosos seriam o alvo do PS, enganou-se redondamente.
Estando o PCP e o Bloco reféns do apoio que deram ao Governo, compreende-se até certo ponto que os sucessivos Orçamentos tenham sido viabilizados. Mas aceitar continuadamente o perdão de milhões à Banca e à Energia, que não tem parado de aumentar ao longo da Legislatura, é mais difícil de engolir.
Entre as ajudas aos Bancos e as rendas e rendinhas à EDP, já se foram mais de 40 mil milhões. Só para dar um exemplo, dava para pagar o Rendimento Mínimo durante mais de 130 anos.
E isso transforma a Esquerda em conivente, desde 2015, das políticas neo-liberais do Bloco Central que nos governam há 40 anos.

A fraca produtividade do governo de Costa

Então, este governo aprovou o seu quarto orçamento. Quarto! No mesmo período de tempo o governo de Passos aprovou dez. Mais um exemplo de quanto melhor foi o anterior governo.

[post corrigido]

Loucos por Óliver

Óliver Torres. É só o que tenho a dizer: Óliver Torres.

Palavras para quê? É um deputado português…

De pintar unhas até se limitar a picar o ponto, a A.R. dá para tudo

Torturar mulheres e obrigar os filhos a ver

Fotografia: momumento Tortura Nunca Mais, Recife

Se há algo de que não podemos acusar Bolsonaro, é de ter ocultado a sua verdadeira agenda. Podemos acusá-lo de não aprofundar as suas ideias, até porque o seu discurso tende a limitar-se a pouco mais do que insultar opositores, alimentar uma cultura de ódio e atacar o estado democrático de direito, sem que se lhe conheça uma ideia para o país que não seja privatizar a torto e a direito, perseguir minorias e armar a população. Mas não podemos acusá-lo de nos ter tentado enganar. Quem votou Bolsonaro, sabia perfeitamente no que se estava a meter. Se não sabia, foi porque não quis.

Bolsonaro, por muitas fake news que circulem no Whatsapp, é muito fácil de definir: autoritário, machista, racista, homofóbico, violento, fundamentalista religioso, desonesto e manipulador. E quem vota Bolsonaro sabe em quem está a votar. Sabe no que está a votar.

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É a justiça ineficaz…

… que abre caminho aos bolsonaros – BPN: Seis mil milhões de prejuízo, zero presos