
Coimbra tem mais encanto na hora… do ajuste.
Chegou a hora da bela cidade dos estudantes, Coimbra. São mais de 130 milhões de euros em ajustes directos por parte da Câmara Municipal sem contar com empresas municipais ou participadas.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Coimbra tem mais encanto na hora… do ajuste.
Chegou a hora da bela cidade dos estudantes, Coimbra. São mais de 130 milhões de euros em ajustes directos por parte da Câmara Municipal sem contar com empresas municipais ou participadas.

Num passado não muito distante, dados como aqueles que a imprensa ontem revelou sobre o desemprego, com aquela timidez que vem marcando a era da Geringonça, teriam enchido capas de jornais durante vários dias. Porém, na ausência de manchetes bombásticas e publicações patrocinadas no Facebook, teremos que nos contentar com meros factos: seria necessário recuar ao final da década de 80 para assistir a uma sequência de quatro meses em que o número de inscritos nos centros de emprego não parou de diminuir. Nada mais nada menos que 28 anos. [Read more…]

Ele era o último grande herói da direita refém do radicalismo passista, ainda que, ironicamente, só o próprio Passos se tivesse atrevido a pôr em causa as qualidades do grande catavento. Foi levado em ombros a Belém pela direita, pela selva liberal e pela imprensa, que lhe garantiu mais espaço mediático que à soma de todos os seus opositores. Chegou, viu, venceu, e os órfãos da Pàf, feridos por essa estranha forma de estalinismo, também conhecida por democracia representativa, decretaram o início do fim dos acordos à esquerda. A contra-revolução estava em curso. [Read more…]
Kule brzęczą o sprężyny w kanapie. Sprężyny wydają długi, wibrujący ton. […] Zaprowadzili mnie do fotografa, zrobili zdjęcie, wywołali je i natychmiast skonfiskowali.
Não interessa como, é para a frentex.
— Rodolfo Reis, 22/1/2017
Nobody speaks English anymore.
— Faith No More (*)
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Onde? No sítio do costume.

Por falar em “onde?” e em “sítio do costume”, já assinou a petição? Que petição? Esta.
E a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação do AO90? E a Iniciativa de Referendo. Já assinou? Óptimo!
(*) ‘Spanish’, nesta versão.
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O futuro da América depende disso!
Partiu hoje aos 75 anos o icónico René du Cafe de Allo Allo

Na qualidade de sportinguista, presumivelmente sócio com as quotas em dia, Jorge Jesus tem total legitimidade para integrar a comissão de honra da recandidatura de Bruno de Carvalho à Presidência do Sporting Clube de Portugal. Mas o cidadão Jorge Jesus não se pode esquecer que exerce uma actividade remunerada no clube, o que pressupõe direitos e deveres. Mesmo que possamos considerar o cenário pouco provável, em caso de derrota nas eleições de Março do candidato apoiado pelo treinador, estará Jorge Jesus preparado para colocar o lugar o lugar à disposição da eventual nova direcção do clube, caso ela venha a existir? Era bom que este ponto fosse clarificado, mas ainda não vi esta pergunta formulada pela imprensa desportiva ao treinador, agora que o black-out terminou…
Nem vou falar do PSD de Passos Coelho. Porque já vimos o que foram os 4 anos da sua governação, porque sabemos aquilo que a casa gasta e, sobretudo, porque não gosto de bater em mortos. Mesmo aqueles que ainda não foram enterrados.
No fundo, em demasiados aspectos, o PS não é muito diferente do PSD. Relembre-se que na Oposição, foi sempre contra a redução da TSU. E o próprio António Costa nunca falou da TSU como contrapartida para o aumento do Salário Mínimo. Nem na campanha para as primárias do PS, nem na campanha para as Legislativas de 2015, nem em nenhuma outra altura.
Vêm agora dizer-nos que foi o Presidente-da-República-estacionador-nos-lugares-de-deficientes que esteve na base da medida. É igual ao litro. Esse senhor não tem poderes legislativos e só pode patrocinar seja o que for se o Governo estiver pelos ajustes.
Pelos vistos, esteve. Nem que para isso tivesse de rasgar os acordos com os parceiros de Esquerda (propositadamente?), onde assumia expressamente «a reavaliação das reduções e isenções da TSU».
Com efeito, o PS reavaliou as reduções da TSU. Só que para baixo.
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assim chamou Hemingway a uma parte de ‘Paris é uma Festa’ (A Moveable Feast, no original). Hoje que é a última noite que passarei em Paris após 3 meses, mas sei que também para mim Paris não acaba aqui. Que hei-de voltar, embora por menos tempo. Porque se volta sempre a Paris, porque é impossível não querer voltar a Paris. Estou um bocado triste, é verdade, ou não será bem tristeza, mas uma certa melancolia, que não é a mesma coisa, de deixar a cidade onde vivi nos últimos tempos. Foi por pouco tempo, bem sei, mas ainda assim, constroem-se rotinas, criam-se laços, frequentam-se sítios, reconhecem-se cantos e lugares e de repente tudo isso deixará de existir e será substituído por outros sítios, outros cantos, outros laços, outros lugares, outras rotinas, que me são muito familiares. Penso que as retomarei sem esforço. Voltar a casa também tem os seus encantos. Mas, como já escrevi numa das cartas anteriores, nos primeiros dias será difícil não estar aqui, sei-o bem.

Este é um texto que era para ser irónico (se eu soubesse sê-lo) e que é dedicado à Câmara de Lisboa e à Junta de Freguesia de Campolide. Resolvi publicá-lo no dia em que, devido à vaga de frio que se faz sentir, foi accionado o plano municipal de contigência para a população sem abrigo.
Ora bem! A Câmara de Lisboa e a Junta de Freguesia de Campolide merecem um prémio. O nome do dito até pode ser Prémio da Inovação Social Autárquica, ou até mesmo do Empreendedorismo Social Autárquico – coisas muito na moda. Imagine-se que, discretamente, sem alarde, nem polémica, conseguiram resolver o problema dos mendigo romenos, um quebra-cabeças que muitas outras autoridades locais, um pouco por toda a Europa, procuram há décadas solucionar sem sucesso.
Que chatice, mendigos nas ruas, gente feia, porca e má a cada esquina e debaixo de cada viaduto, a incomodar quem passa, e quem manda sem poder fazer nada, atado de pés e mãos. E não há muros, arame farpado, rusgas policiais, ou brigadas de limpeza municipal, que lhes resistam.
Os gajos furam por todo o lado e não arredam pé. Chega o Inverno, o frio do Leste empurra-os para terras de clima mais ameno e aí estão eles de novo. É assim desde há mais de vinte anos. Sobretudo desde que a Roménia, com as suas insuportáveis minorias ciganas, aderiu à União Europeia em 2007. [Read more…]

“Higiene democrática” não está mal visto. Aplica-se a quem não sabe que não se elege um primeiro-ministro e que é preciso uma maioria no Parlamento.

O golo bem validado ao Marítimo na 1ª parte. Denote-se que num lance destes, o árbitro tem que estar atento obrigatoriamente a dois pormenores.

Na 2ª parte, o mesmo auxiliar, no mesmo ângulo de visão, com uma linha espacial de passe bem menor do que aquela que tinha na 1ª parte para analisar no lance do golo do Marítimo, com Bast Dost no campo de acção directa do olhar (enquanto que no lance do Marítimo, o árbitro tinha que estar atento a dois pormenores: ao momento do passe a 40 metros de distância da linha defensiva e ao posicionamento dos homens que estavam dentro da área) viu um fora-de-jogo inexistente e o árbitro João Pacheco só decidiu apitar quando viu que Ruiz tinha ultrapassado Charles, encontrando-se completamente isolado para dar o toque final…
A minha pergunta de partida para este post é a seguinte: Se o lelé da cuca Madeira Rodrigues for eleito e o Bruno de Carvalho e o Jorge Jesus forem queimados em praça pública como se fazia no tempo da Inquisição, fazem o favor de nos deixar em paz?
“Com a retirada de Obama e a entrada em cena do Luís XIV da Quinta Avenida, o mundo entra noutra fase. Podemos chamar-lhe incerteza mas incerteza é o que menos existe” – Clara Ferreira Alves, Expresso, 21 de Janeiro de 2017.
Quando acabei de ler o artigo desta semana de Clara Ferreira Alves na revista do Expresso fiquei a pensar que nunca como nos últimos tempos concordei tanto com aquilo que ela escreve. Sempre gostei de ler os seus artigos e ainda mais quando discordo das suas opiniões. Mas este seu texto, com o título “É para Acabar”, é do melhor que tenho lido nos últimos anos. Está ali tudo, devidamente retratado e colocado no seu real contexto:


A maior prova, se tal seria necessário, foram os resultados das eleições nos Estados Unidos. A imprensa a fazer campanha contra Trump e o resultado foi ao contrário. O mesmo se diga no que toca ao Brexit. Retomando o texto de Clara Ferreira Alves:

Estou plenamente convencido que assim será. Um a um, eleição a eleição os “Trump” mais ou menos letrados por esse mundo fora, a começar pelas próximas eleições em França, vão vencer com o voto popular. Porque o povo está farto. Completamente farto e prefere o “quanto pior, melhor”. As elites merecem que assim seja, para desgraça de todos. Voltando ao artigo de Clara Ferreira Alves:

Subscrevo tudo isto que a Clara Ferreira Alves escreveu. Para mal dos nossos pecados, estou convencido que assim será. É mesmo para acabar…

David Dinis foi convidado pelos sociais-democratas Alexandre Relvas e António Carrapatoso há cerca de três anos para dirigir o primeiro projecto digital de comunicação em Portugal, o jornal electrónico “Observador”. O referido diário mais parece um blogue da “extinta” PAF, com jornalistas e colaboradores escolhidos a dedo. Os temas, as notícias e os assuntos estão alinhados politicamente, tendo a direita como sua clientela quase exclusiva. Mas, tirando esse “pormenor”, nada terei a acrescentar, uma vez que só lá vai quem quer. Aquilo até nem se paga!

Ontem à noite quando fui abrir a minha caixa do correio, apareceu-me esta enorme pérola. As questões de linguística deixo-as obviamente para quem de direito, ou seja, para o meu estimado colega de bancada Francisco Miguel Valada. Decerto que o douto autor deste convite, de tão mestre que é na arte de ensinar a venda da banha da cobra, não se deverá importar de representar no papel de ensinado.
Ao ler este convite fiquei embasbacado. Fruto das mais recentes experiências que tive à procura de emprego, confesso-me cada vez mais assustado em relação ao mercado de trabalho.
Não! Obama pára para. Efectivamente: pára para olhar a multidão.


É obviamente cedo para avaliar o desempenho do Presidente Trump, contudo as expectativas estão demasiado baixas, pelo que o homem até pode surpreender favoravelmente, mas não creio. Um velho ditado diz “nunca digas, nunca”, a verdade é que jamais me passaria pela cabeça concordar mais com o Presidente da China do que com o Presidente dos EUA.
De todas as intenções anunciadas por Trump, neste momento não passam disso mesmo, intenções, porque não existe ainda qualquer diploma para aprovação no Congresso, a que mais discordo, embora tenha dúvidas como isso pode ser feito e qual o verdadeiro alcance, será a implementação de medidas proteccionistas. [Read more…]

A RTP merece um enorme aplauso graças a um programa televisivo que, ao longo dos tempos, se destaca pela qualidade do seu jornalismo de informação, o “Sexta às 9”. Não escondo o espanto sempre que o vejo pois não estou habituado a jornalismo de investigação semanal no nosso país e ainda menos com esta qualidade – nem sequer escondem o nome das “crianças”. Coisa ainda mais rara.
Desta vez, a reportagem foi sobre a Rádio Popular e a venda de telemóveis iPhone como novos quando na realidade são usados, mais precisamente, recondicionados. A reportagem pode ser vista neste link.
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A revolta instalou-se porque o PSD se prepara para chumbar a descida da TSU, como forma de compensar o aumento do salário mínimo nacional (SMN). Honestamente, não percebo o frenesim. Mas alguém esperava que este PSD, dominado pela liderança mais radical de que há memória, fizesse o frete ao governo minoritário de António Costa? Francamente. [Read more…]
Convidar os amigos. Feito. Obter a password da conta @POTUS. Feito. Códigos das bombas. Feito. Partir isto tudo. On the way.
Os protestos anti-trump aqui, em directo. O Huffington Post fala de 25 mil pessoas envolvidas no protesto. A CNN avança que 100 manifestantes já foram detidos. Manifestações com milhares de pessoas em Nova Iorque, Chicago e São Francisco.

Um dos argumentos preferidos de liberais, sociais-democratas e “socialistas” perante as amplas críticas e protestos provenientes de variadíssimos sectores da sociedade aos tratados de “comércio livre” CETA (UE/Canadá) e ao TTIP (UE/EUA) é que essas críticas, manifestadas por milhões de cidadãos e de centenas de federações e diversos partidos, resultam de uma recusa geral da globalização por extremistas proteccionistas, tanto de extrema-direita como de extrema-esquerda. Em Portugal, esta ardilosa tese (embora claramente demagógica) é recorrentemente apregoada aos quatro ventos, por Vital Moreira.
Descreditando assim de uma assentada qualquer crítica, por mais fundamentada que seja, a estes tratados – e a competência da sociedade civil a respeito dos tratados é notável – pretende-se, sem qualquer base, passar a mensagem de que os doidivanas que protestam são contra a globalização, seja ela em que moldes for.
Pois bem, isso mais não é que uma mentira e a prová-lo está a convocação, pela Plataforma Não ao Tratado Transatlântico, de um evento que terá lugar já amanhã, sábado, pelas 14 horas no Rossio, sob o lema: Por um comércio Justo, contra o CETA! O evento enquadra-se no Dia Europeu de Acção descentralizada, com acções espalhadas pela Europa fora.
Se puder, não deixe de estar presente e divulgue! O Parlamento Europeu vai votar sobre o CETA no próximo mês de Fevereiro. Precisamos de mostrar aos eurodeputados que nos representam que não queremos tratados injustos, destinados a concentrar mais ainda o poder e a esboroar a nossa soberania.
All the way from Washington
Her bread-winner begs off the bathroom floor
We live for just these twenty years
Do we have to die for the fifty more?
1 ano e 10 dias sem Bowie. Dia 1 do triunfo dos porcos. Dia 1 de um novo mundo. Esperemos que não. Esperemos que a besta seja controlada, seja de que maneira for. Não é que os conselheiros de estado, as múltiplas agências, os múltiplos lobbies que planam pelo Congresso e pelo Senado sejam gente melhor do que o pai do Barron porque não o são, mas pelo menos, mal ou bem, destes temos sempre uma previsibilidade (mais para o mal do que para o bem) que não nos surpreende.

O governo minoritário do PS, no seu engenhoso exercício de equilibrismo político, jogou uma cartada arriscada com a indexação da redução da TSU ao aumento do salário mínimo nacional (SMN). Porque os acordos firmados com os partidos à sua esquerda, em matéria de redução das contribuições dos patrões para a Segurança Social, não são opção. Porque, do lado direito do espectro, principalmente em questões estruturais, mais não pode esperar do que uma feroz oposição, que de resto sempre alimentou. No que estaria António Costa a pensar? [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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