Não fiquei em casa

O meu amigo JJC fez-me o convite para a Vigília pela Educação: entre as 19h do dia 18 e as 12h do dia 19.

Jantei, arrumei a cozinha e fui até ao centro da minha cidade. Praça da República: local da concentração, certo?

Entre as 21h30 e as 23h lá estava eu. Não vi nenhum grupo «suspeito» formar-se…

Fiquei frustrada, desiludida, desapontada, desconfiada.

Quando cheguei a casa, confirmei na net: sim, a Vigília estava marcada para todas as cidades ou capitais naquele horário.

Na minha cidade, Santa Maria da Feira, não houve vigília naquele período, nem se sabia de nada entre os professores com quem me cruzei durante a espera. E mais, gente dos sindicatos não sabia de nada…

Os professores da Feira, estariam a fazer vigília no Porto ou em Aveiro? Talvez. Não se organizou nenhuma concentração aqui.

Fiquei triste, pois fiquei!

De qualquer das formas, entre as 21h30 e as 23 h da noite fez-se vigília em Santa Maria da Feira! Se alguém passou pela Praça da República nessa altura e viu reunidos três crianças, quatro mulheres, um homem e a Flora (uma cadela), fique sabendo que estavam em Vigíla Pela Educação!

p.s.: se, entretanto, se formou algum grupo, digam alguma coisa, gostava de saber. Obrigada!

A Mensagem: Maomé, o Mensageiro de Alá

A origem do islamismo através da vida de Maomé, nesta longa-metragem de 1976, protagonizada por Anthony Quinn e Irene Papas.
ficha IMdB
Carregue na imagem para ver o filme

Tema 3 do Programa: A formação da Cristandade Ocidental e a Expansão Islâmica
Unidade 3.2. – O Mundo Muçulmano em Expansão.

Legalização da cannabis


Pelo menos assim há um controlo sob a venda. Como estamos, há lucro garantido para criminosos.

Israelitas atacados em autocarro

Se o apartheid Israelita é mau, estes ataques cobardes não são melhores. Até agora seis mortos israelitas, na Bulgária.

18 de Julho: voltaremos, venceremos

A página mais negra do séc. XX ibérico: 18 de Julho de 1936, a pior das escórias humanas, verdadeiros suínumanos, levanta-se contra um governo de esquerda legitimamente eleito, lançando o estado espanhol num remoinho de atrocidades inomináveis.

Venceram, com o apoio de Hitler, Mussolini e Salazar. Mas a República voltará, e aos que por ela morreram será feita justiça. Lá chegaremos.

Uma vigília por Portugal

Daqui a pouco, começará a Vigília pela Educação. É conveniente que se saiba que, na realidade, é uma vigília por Portugal, porque não há país digno desse nome sem um sistema educativo estável e de qualidade.

Todos somos responsáveis pelos jovens portugueses. Nuno Crato, na senda dos governos de José Sócrates, está a prosseguir um conjunto de políticas que contribuirão para criar escolas disfuncionais e desumanas, porque serão escolas com 4000 alunos, com turmas de 30 alunos e com muito menos profissionais do que os necessários para que os jovens tenham um desenvolvimento harmonioso, entre muitos outros problemas que deverão continuar a ser denunciados.

Se estiver a ler este texto, ainda está a tempo de se juntar àqueles que vão mostrar que as políticas educativas devem ser corrigidas e já!

É do SNS? fecha já antes que abra

Autarcas de Serpa e Montemor-o-Novo estranham proposta de fecho de urgências que não existem.

É desta Igreja que eu gosto!

Januário Torgal Ferreira diz que “se a Igreja não deve fazer política partidária, deve estar ao serviço da política como um bem comum e abrir voz à cidadania e aos direitos humanos em épocas de crise”. O bispo das Forças Armadas acusou o Governo de ser “profundamente corrupto“.

É isto que eu espero da «minha» Igreja! Denunciar o que está mal. Apontar o dedo.

Não faz nada de mais, mas felicito o bispo da Forças Armadas por ter a coragem, vamos dizer, de comentar publicamente que o Governo não só é corrupto como é profundamente corrupto.

Era bom que «eles» tivessem medo da Igreja.  

“Vai estudar Relvas”


Na etapa raínha do Tour. Onde houver um português Relvas será assobiado. É assim tão difícil de entender que o homem está arrumado?

Um Regime Anal e Corrupto

Soa manso de mais dizer-se apenas e a medo que «este Governo é corrupto». Soa a pouco, também. Lamento imenso, JJC, mas o buraco que devemos violentar fica mais acima e justifica que as bacoradas de um januário qualquer me moam a paciência: nada mais baixo e intelectualmente desonesto que absolver a recente corrupção dilapidadora às mãos contumazes dos Sócra-Xuxas. E é baixo e desonesto concentrar nos herdeiros da batata quente legada por aqueles todo o arsenal disponível de torpezas impróprias de um bruxo, quanto mais de um bispo. Se vamos pela História recente, comecemos pelo espermatozóide ganância xuxa, latrocínio xuxa à pala da política. Comecemos pelo controlo xuxa falsificador dos media, comecemos pelas tropelias e trapaças xuxas com correlata impunidade e teremos mais alvos a apedrejar. Isto era um País a falir. [Read more…]

João Casanova de Almeida e a asneira perfeita

Um governo que tem no seu programa um corte nas despesas da educação pública que acarreta forçosamente despedimentos (até porque no mesmo programa se aumenta a despesa com o ensino privado, contrariando o memorando) devia ter algum cuidado na hora de o aplicar. O Ministério da Educação teve-o, com a habilidade de um paquiderme numa vidraria.

Primeiro antecipa a indicação dos professores que não iriam ter horário para uma altura onde é impossível fazer tal cálculo (as matrículas ainda nem acabaram). Depois fá-lo ameaçando os directores, lembrando-lhes que podem ser alvo de castigo no caso de se esquecerem de alguém. Resultado; mesmo com uma semana de prolongamento de um prazo absurdo: a maioria dos directores na dúvida preferiu arredondar em claro excesso. Não me admiraria que o total nacional de professores ameaçados se aproxime dos 20%.

Depois deixou que critérios diferentes fossem utilizados na selecção desses professores (ver por exemplo nos comentários a este artigo), motivo mais que suficiente para que o concurso seja impugnado, e ainda gostava de perceber de que estão à espera os sindicatos.  [Read more…]

Hóquei em Campo: Portugueses imparáveis

Armindo de Vasconcelos

Portugal acaba de golear o Azerbaijão por 5-0, no primeiro jogo da segunda jornada do Europeu, terminado há minutos.

Com 1-0 ao intervalo, a selecção portuguesa, tal como ontem, partiu para uma segunda parte demolidora em termos de produção atacante e cimentou o primeiro lugar na classificação.

Amanhã, pelas 13,00 horas, os portugueses defrontam Chipre.

Fotos: fphoquei.pt

O Umbigo

O umbigo é a mais bela e simbólica cicatriz corporal. (Uma ideia tonta que me assaltou). Essa depressão na pele que nos marca a todos por igual. Iguais desde o nascimento à morte.

Damos-lhe pouco importância.

Não o cientista  Georg Steinhauser, que estudou a sujeira que se acumula no umbigo. Descobriu coisas engraçadas: os fiapos do umbigo não são apenas feitos de tecido. Na sua composição encontram-se fragmentos de pele morta, gordura, suor e poeira.

E depois há as expressões tão curiosas à volta dele:

1. Devemos cortá-lo definitivamente (cordão umbilical)

2. Não devemos centrar-nos no nosso próprio umbigo

3. Não somos o umbigo do mundo

4. Umbigo do sonho (expressão criada por Sigmund Freud: “… existe pelo menos um ponto em todo o sonho no qual ele é insondável – um umbigo, por assim dizer, que é o seu ponto de contacto com o desconhecido”)

Você deve conhecer mais!

Um governo corrupto

Um governo que tem um Miguel Relvas é corrupto (e não quero saber do detalhe anedótico da licenciatura, o caso contado por Helena Roseta é muito mais grave e as mentiras na AR chegavam).

Um governo que não tocou numa PPP mas foi aos bolsos dos funcionários e pensionistas, é corrupto.

Um governo que privatiza o que dava lucro ao estado, e quando privatiza arranja logo uma investigação, é corrupto.

Um governo que capitaliza bancos sem contrapartidas, é corrupto.

Um governo que promove os despedimentos, criando um mercado selvagem de emprego, é corrupto.

Um governo que aumenta os “nichos” de negócios na saúde e na educação, é corrupto.

Um governo que despede professores mas enche o bandulho às escolas privadas, é corrupto.

Um governo que contrata tarefeiros através de empresas de exploração de recursos humanos, é corrupto.

Um governo que não toca nas leis que tornam impossível em Portugal combater a corrupção, é corrupto.

Podem dizer-me que isto não é corrupção, é ideologia – seja -,  é a ideologia da corrupção. Podem tentar o argumento de que foi legitimamente eleito – pois foi -, mas perdeu toda a legitimidade quando prometeu não fazer tudo o que fez num instante. Podem tentar calar um Bispo, caindo-lhe em cima com Torres e Cavalos: não calam os Peões. E ainda agora a procissão vai no adro. Esperem pelas vindimas.

Vigílias pela Educação

Locais confirmados no Facebook, mas em muitas outras cidades os professores já se organizaram nas redes sociais mais arcaicas.

  • Aveiro – Praça da República
  • Beja – Praça da República
  • Braga – Avenida Central
  • Bragança, Praça Cavaleiro Ferreira
  • Coimbra – Pr. da República
  • Évora – Praça do Giraldo
  • Faro – Jardim Manuel Bívar
  • Leiria – Largo da República
  • Lisboa – Junto à Assembleia da República
  • Porto – Praça da República
  • Santarém – Largo do Seminário
  • Setúbal – Praça do Bocage
  • Vila Real – Câmara Municipal
  • Viseu – Rossio

A defesa da escola pública não é um problema apenas dos professores; o despedimento anunciado vai arrasar a qualidade de ensino: mais alunos por turma, mais aulas por professor, é a fórmula de quem quer a privatização das escolas.

Que ninguém fique em casa.

Uma classe zombie e um ministro bárbaro

Santana Castilho *

Numa sexta-feira, 13, a tampa de um enorme esgoto foi aberta ante a complacência de uma classe que parece morta em vida. Nuno Crato exigiu e ameaçou: até 13 de Julho, os directores dos agrupamentos e das escolas que restam tiveram que indicar o número de professores que não irão ter horário no próximo ano-lectivo. Se não indicassem um só docente que pudesse vir a ficar sem serviço, sofreriam sanções. Esta ordem foi ilegítima. Porque as matrículas e a constituição de turmas que delas derivam não estavam concluídas a 13 de Julho. Porque os créditos de horas a atribuir às escolas, em função da deriva burocrática e delirante de Nuno Crato, não eram ainda conhecidos e a responsabilidade não é de mais ninguém senão dele próprio e dos seus ajudantes incompetentes. Não se conhecendo o número de turmas, não se conhecendo os cursos escolhidos pelos alunos e portanto as correspondentes disciplinas, não se conhecendo os referidos créditos, como se poderia calcular o número de professores? Mas, apesar de ilegítima, a ordem foi cumprida por directores dúcteis. Como fizeram? Indicaram, por larguíssimo excesso, horários zero. Milhares de professores dos “quadros” foram obrigados, assim, a concorrer a outras escolas por uma inexistência de serviço na sua, que se vai revelar falsa a breve trecho. Serão “repescados” mais tarde, mas ficarão até lá sujeitos a uma incerteza e a uma ansiedade evitáveis. Por que foi isto feito? Que sentido tem esta humilhação? Incapacidade grosseira de planeamento? Incompetência? Irresponsabilidade? Perfídia? [Read more…]

Cadi

( Já publicado anteriormente)

(Desenho de Manel Cruz)
Cadi era uma mulher esbelta. Uma verdadeira Balanta-Bravo. Não tão bonitas como as Futa-Fulas, as balantas tinham um corpo de fazer inveja a quaisquer outras. A Cadi era o ver-dos-olhos de soldados, sargentos e oficiais. Mas apenas o ver-dos-olhos. Mais do que isso Cadi não permitia. [Read more…]

FNE e Crato: e agora?

A onda está em movimento e como se viu em 2008 já não dá para parar.

Há blogues que continuam a pensar na presença ou na ausência, porque é sempre mais fácil dizer do que fazer, bater depois de acontecer, em vez de avançar antes de ocorrer. Os chamados treinadores da blogosfera que acertam sempre no resultado depois do jogo acabar. Também há os que parecem estar do lado dos professores, mas que depois acabam por subscrever as maldades que nos fazem.

Mas, como aqui no Aventar, não temos esse tipo de limitações, podemos avançar para a rua sem medos, verdadeiramente livres – vamos a jogo antes dele acabar!

E há gente por aí a colocar-se em bicos de pés para aparecer.

A FNE, federação sindical de professores próxima do PSD, tem assinado tudo quanto é acordo com o sr. Ministro e depois, quando percebe que a onda está lançada, aparece para a tentar apanhar. Os professores lançam os foguetes e eles aparecem para apanhar as canas.

Lamento, mas desta vez, não vão apanhar a boleia – parte do que está a acontecer aos professores é culpa da FNE, que irresponsavelmente assinou o que não podia ter assinado, aliás, o mesmo acontece com a “UGT que tem andado de braço dado com a TROIKA”. Respeito a sua estratégia e a condução que é feita pelos seus dirigentes, mas não podem dizer uma coisa para a classe e depois fazerem outra na mesa negocial.

E, como Professor, é isto que vou dizer a quem me ouvir ou a quem tiver chegado a este ponto do post.

Vamos para a rua com quem temos que ir e com quem podemos contar! Não quero ter que escrever que fomos novamente enganados. Não seremos!

 

Hóquei em Campo: Portugal entra a golear

Armindo de Vasconcelos

Portugal goleou a Grécia por 5-1 (1-0, ao intervalo) na jornada inaugural do Campeonato da Europa que decorre, desde hoje de manhã, no Complexo Desportivo do Jamor.

Entretanto, no primeiro jogo do dia, Azerbaijão e Gibraltar tinham empatado a uma bola, depois de, ao intervalo, os gibraltinos estarem a vencer por 1-0.

S. Bento e a Ordem Beneditina


Apesar do tom demasiado beato para o meu gosto, o presente documentário tem partes que se aproveitam para o estudo da organização da Igreja Católica e da difusão do Monaquismo.
Tema 3 do Programa: A formação da Cristandade Ocidental e a Expansão Islâmica
Unidade 3.1. – A Europa -Cristã nos séc. VI a IX.

Juro!

O discurso é um pouco como a Verdade: hoje é uma coisa, amanhã é o seu oposto.
O que importa é continuar a sorrir e a acenar, sorrir e acenar

D. Januário Torgal Ferreira:

O Bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira sempre gostou de uma boa polémica. Sempre o admirei, mesmo quando não concordo com ele. Gosto da sua frontalidade. Diz o que pensa mesmo quando, raramente, não pensa no que diz.

Por muito que custe a alguns, basta reparar nas diversas caixas de comentários dos blogues, e independentemente do alvo (ele também disparou contra o anterior Governo, faço-lhe essa justiça recordando o facto) ele desta vez embarcou na treta de café ou de táxi.

A diferença, contudo, é que nem ele é taxista nem os jornais são mesas de café. D. Januário atirou lama em direcção a uma multidão. Fez como a polícia nas cargas efectuadas nas manifestações: bateu em tudo o que mexe, culpados, inocentes, incautos, distraídos e tipos que só estavam a passar naquele momento.

Nesse aspecto, sublinho e quero aplaudir publicamente as palavras do Ministro da Defesa:

Eu espero que o senhor bispo tenha apresentado na PGR os factos que fundamentam essa declaração, até porque o senhor bispo deve obediência às regras da Igreja e o falso testemunho é matéria que não obedece às regras da Igreja”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco.

As coisas são como são.  Enquanto Bispo, D. Januário não é uma pessoa qualquer. A forma como o afirmou obriga-o a explicar quem são os corruptos e quais os crimes que cometeram, deixando para a justiça terrena a prova. É o mínimo que se lhe pode exigir.

Nem imaginam o quanto me custa escrever estas linhas. Tenho uma enorme consideração por D.Januário Torgal Ferreira. Mesmo sabendo que estas últimas declarações são fruto das incómodas notícias sobre a sua reforma. Contudo, homem inteligente como é, já deveria estar preparado e sendo Bispo das Forças Armadas sabe muito bem que na guerra todos dão e levam, como sabiamente diz o povo.

Metro do Porto sem papel

Falta pouco para as 17h00 e, na estação  “Casa da Música”, há, como é costume, muito movimento. Há duas máquinas de venda de títulos de transporte. Uma não funciona, a outra tem à frente uma ordeira fila de passageiros. Ao lado dessa máquina está uma funcionária, aparentemente para ajudar os passageiros, porque, uma década depois da inauguração da primeira linha, muitos portuenses (e que dizer dos turistas?) continuam a não entender o complicado sistema de zonas implementado.

Espero pacientemente pela minha vez e, quando ela chega, descubro que a janelinha no topo do ecrã que eu estava a ver desde o fundo da fila serve para informar que a máquina não está a emitir recibos.

Viro-me para a funcionária para confirmar aquilo que acabo de ler.

Ela confirma.

O dia foi de muito calor no Porto, a minha tarde também não está a ser assim tão boa, por isso eu insisto, presumindo que não estou a perceber bem.

– Não emite recibos? Mas tem de emitir!

A funcionária faz má cara, mas oferece-se para meter papel na máquina, enquanto os passageiros atrás de mim bufam e começam a rogar-me pragas.

– Se a senhora quiser eu posso meter papel, tenho é de abrir a máquina.

Isto com a minha operação já em curso, e um metro prestes a chegar.

Respondo-lhe que o papel já deveria lá estar, ao que ela contesta:

– Mas o papel acaba, não acaba? [Read more…]

O travesti da 5 de Outubro

Vigília pela Educação já mexe

A Vigília já está a mexer e até o sr. Ministro começa a dizer coisas – sabemos que ninguém vai ser despedido agora, mas sabemos que a esmagadora maioria dos docentes contratados não vai ser contratado, isto é, vai ser despedido. Mas e amanhã, o que vai acontecer aos Docentes dos Quadros? Poderá o Ministro garantir isso? Claro que não!

As notícias sucedem-se e a República vai mesmo sair à rua: no Diário de Notícias, na RTP, no Público.

Mais do que uma questão de Professores, trata-se de defender a Educação, o serviço público de educação e em particular a Escola Pública.

Um movimento de pessoas que não desistiu, que não desiste e por isso amanhã vou estar na Praça da República.

Uma arte portuguesa

 

Há uns anos fiz um trabalho de investigação sobre os azulejos em Aveiro, tentando fazer uma história da Empresa Cerâmica da Fonte Nova, uma fábrica aveirense iniciada no final do século XIX e por muito tempo nas mãos dos irmãos Melo Guimarães.

Sempre gostei de casas revestidas a azulejo… Arte Nova ou não, em relevo ou lisos.

“A paisagem urbana portuguesa está marcada por eles. São os azulejos, que, em cada cidade e vila do país, cobrem fachadas e decoram interiores. Os turistas que nos visitam espantam-se e maravilham-se com a cor que dão às ruas, e interrogam-se sobre o gosto que, com gradações diferentes, continua a ser o nosso. Mas poucos sabem como começou.” («Uma arte muito nossa», Público, 17/7/2012).

O Museu Nacional do Azulejo expõe, até 28 de Outubro, azulejos do século XVII.

Três dicas para estas férias: visitar a exposição, fotografar os azulejos da sua vila ou cidade ou fazer passeio de comboio prestando atenção aos painéis de azulejos que decoram as nossas estações de comboio de norte a sul!

O que sobra

Nunca um Governo permitiu como este permitiu o seu próprio escrutínio.

Nunca um Governo tentou ser tão transparente nas suas medidas e acções.

Nunca um Governo recrutou os seus Membros com base em critérios de competência e mérito tão restritos.

Nunca um Governo teve tão poucos filiados e militantes nas suas fileiras.

Nunca um Governo se marimbou tanto para os desejos e ambições do seu próprio aparelho partidário.

Nunca.

[Read more…]

ó se é!!!

Os que não chegaram a nascer

Este é o nome do terceiro capítulo do romance Quem Ama não Dorme de Robert Schneider (1961), escrito em 1992.

Uma obra inesquecível. Trata-se da história de um músico genial do século XIX, nascido numa aldeia miserável algures na Áustria, onde a mesquinhez e outros defeitos de mentalidade (ignorância, inveja, indiferença) “não permitiram reconhecer o seu enorme talento”.

Deixo um excerto que me parece traduzir algo muito real ainda no século XXI e em Portugal:

(…) que magníficos seres, filósofos, pensadores, poetas, escultores e músicos terá o mundo perdido, apenas por não lhes ter sido proporcionado ensejo para aprender o seu genuíno ofício? (…) Chorámos então por estes desconhecidos, estes homens nascidos, que, em vida, não chegaram, porém, a nascer. Johannes Elias Adler foi um deles.”

Eu sei… O título deste post pode ser lido com outro sentido… claro.

Choramos também por esses desconhecidos seres que não se deixou, sequer, nascer. Onde poderiam chegar?

E são cada vez mais…

Não acho bem!

Não acho bem que um bispo, mesmo sendo das Forças Armadas (e alguém mais perspicaz do que eu, conseguirá, seguramente, explicar para que serve um bispo das Forças armadas), seja assumidamente ATEU. Eu também sou, mas acho que um bispo não devia ser. Pô! É um bispo! Devia, no mínimo, disfarçar e dar a ideia que acredita na justiça divina. Cometer, ostensivamente, p’raí 3 ou 4 pecados mortais de uma só vez é de alguém que se está a marimbar para o que a sua “colectividade” tenta impingir. Bem prega “Frei Tomaz”, fazei o que ele diz mas não o que ele faz!

PS: O nosso bispo sem fé também assinou aquele “manifesto”. Em grande!