Fátimas e Holocaustos II

        (adão cruz)

 Nestes lamentáveis dias de encenação da tragicomédia de Fátima, torna-se imperiosa a leitura do capítulo 20 do impressionante livro de Avro Manhattan, o Holocausto do Vaticano, onde se expõe de maneira admirável, ainda que a tradução seja má, a fabricação do maior embuste do século XX. Não deixem de ler, se têm respeito pela transparência do vosso pensamento e se acreditam que vale a pena a gente saber as linhas com que se cose… ou melhor, as linhas com que nos cosem.

Pessoalmente, eu não tenho direito a desrespeitar quem quer que seja que acredite no que quiser, e não o faço. A minha vida prova-o. Pelo contrário, tenho todo o direito de combater as crenças, sejam elas quais forem, como homem de pensamento livre e cidadão de razão e consciência, quando tais crenças se apresentam, através de irrefutáveis provas, como falsas e geradoras de profundo obscurantismo, nefasto ao desenvolvimento saudável do homem.

Num mundo extremamente desenvolvido do ponto de vista científico, num mundo de inimagináveis infinidades, num mundo cujas minúsculas descobertas científicas recentes, nos dizem que há, numa galáxia que não é a nossa, de entre triliões de galáxias, biliões de planetas aparentemente com condições semelhantes às da Terra, arranjem e acreditem no Deus que quiserem, mas, “por amor de Deus”, não caiam no ridículo de acreditarem num deus do Universo que tem, como ministros e seus representantes, Ratzinger e o Bispo de Leiria.

 

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De Merkozy, agora resta um Mer

Mais uma derrota para Angela Merkel. É capaz de ser melhor suspender todas as eleições na Europa antes que ela mande avançar os blindados.

A minha vila

A minha vila faz anos esta semana…

(O coreto ao lado não é o coreto da minha vila. O meu não é tão bonito como este de Évora, mas é o nosso coreto onde, ontem, um grupo de meninos da catequese se sentou para mais uma sessão.

Poucos dão importância aos coretos da sua vila e aos coretos portugueses em geral, com tantas histórias para contar e onde muita música se tocou (e ainda se toca)… Pavilhões lindíssimos, alguns deles! Vale a pena fotografá-los).

O que eu ia dizendo da minha vila… [Read more…]

Algumas questões sobre a fé e sobre a sua falta

Nos últimos tempos, talvez por isto, por aquilo, ou por muitas outras razões, têm vindo a lume, aqui no Aventar, vários textos que envolvem a fé, a crença religiosa, a sua ausência, o ateísmo.

Por coincidência – ou talvez não – a afluência a Fátima este ano terá batido alguns recordes, segundo ouço nas notícias.

Eu, que não sou crente, nunca compreendi muito bem a forma como crentes e não crentes se tratam mutuamente, um pouco como se uns tivessem acesso a uma verdade suprema que os outros desconhecem em absoluto, uns como se tivessem a superioridade da fé do seu lado e outros como se o que lhes desse superioridade fosse a razão, em ambos os casos com a convicção mais ou menos profunda de que os outros são obscurantistas e os próprios iluminados.

Aparentemente – não sou versado em teologia – tudo começa pela interpretação de um mistério: [Read more…]

A cópia legal de livros

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros encomendou ao ISEC um “Estudo do Setor de Edição e Livrarias e Dimensão do Mercado da Cópia Ilegal“. Quem paga manda, e em época de crise foi a APEL brindada com um perfeito frete, assinado por Pedro Dionísio, “Professor Associado do ISCTE-IUL e Diretor do Departamento de Marketing, Operações e Geral”. Um estudo de marketing, portanto, que Paula Simões desmonta nas suas insuficiências e mesmo completa ignorância júrídica:

Na parte do estudo referente ao ensino profissional tenho umas coisas a acrescentar. Da ignorância geral (um Curso Profissional não tem 12 disciplinas anuais, mas sim 12 disciplinas organizadas num plano de estudos de 3 anos) à imbecilidade (“a média de capacidades dos alunos do ensino profissional é manifestamente inferior à do ensino secundário” p. 86, ou pior ainda: “sabendo-se que, com frequência, estes docentes têm uma formação generalista sem formação ou experiência profissionalizante”, misturando formadores, que são recrutados fora do corpo docente das escolas, com os professores que leccionam a componente científica), conviria era perceber que a oferta das editoras chega ao baixo nível de em Área de Integração a adopção de um manual obrigar o professor a uma escolha das áreas temáticas que deve ser feita tendo em conta a natureza do curso e os interesses dos alunos. De resto, e de um modo geral, o melhor dos cursos profissionais é não se basearem em manuais. As editoras que percebam porquê.

Abracadabra, o Pensamento Desiderativo de Seguro

Entre ficar chocado e lançar desafios ao orador desastrado Passos, Seguro faz alguns intervalos para dançar ritualisticamente à chuva e para uivar à lua. Quid et quid enim? Para dobrar a realidade. Ei-lo, no seu melhor, a dedicar-se àquilo a que decido chamar pensamento desiderativo: crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego.Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego.Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego.Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego.

Pausa para beber leite. [Read more…]

Hoje dá na net: A Universidade dos Pés Descalços


Em Abril, esteve no Porto o TED -Technology, Entertainment and Design – um ciclo de conferências à escala global, patrocinado por uma associação sem fins lucrativos e onde gente conhecida ou anónima toma a palavra e partilha com a assistência a sua experiência de vida. O seu lema é «Ideas worth Spreading».
No caso que apresentamos hoje, o indiano Bunker Roy, proveniente de uma abastada família e formado nas melhores escolas, abandonou tudo e dedicou-se ao projecto da sua vida: A Universidade dos Pés Descalços, destinada às comunidades pobres da região de Rajasthan. Muitos dois seus estudantes tornaram-se engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias. No mínimo, inspirador.

COMENTÁRIO (quem estiver cansado, leia imediatamente e sff os pontos 9 e 10):

1) Chegámos a casa e soubemos, por Joao Roque Dias, que a nossa cidade (Porto!) andava em polvorosa: o Jornal de Notícias transcrevera comunicado da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
2) Lemos atentamente a transcrição.
3) Aproveitámos a deixa e lemos o comunicado.
4) Descobrimos que, no comunicado, a AE-FLUP escrevera “espetáculo” e “espectáculo” (o quê? sim, sim, isso: “espetáculo” e “espectáculo”, como a CPLP, mas só percebe “como a CPLP” quem leu o Público de 30/4/2012).
5) Desvendamos que, na transcrição, o JN se limita ao “espetáculo”, ignorando o “espectáculo”. Logo, não se tratará (pensamos) duma transcrição. Se no original está “espectáculo” e na transcrição está “espetáculo”, cremos (de “crer”) que algo se perdeu na transcrição e parece-nos (sim, de “parecer”, e assim de repente) que um cê andará perdido. Dão-se (“se” completamente indeterminado, não contem connosco [repare-se no ene mudo] para o peditório) alvíssaras a quem encontrar o cê.
6) Não percebemos o motivo de, na transcrição, “degradante” se encontrar entre aspas, quando, no original, aquilo que se encontra entre aspas é “espectáculo”. Não percebemos o motivo. Suspeitamos de (mesmo: tipo → a sério), mas não percebemos porquê.
7) Aliás, lamentamos que “degradante”, assim, entre aspas, tones down (é inglês: dá para atenuar, dá para esbater, dá para enfraquecer, vós decidis) o objectivo da AE-FLUP. Cabe à AE-FLUP queixar-se. A denúncia acaba de ser feita. Quem a fez fomos nós e fomos nós que a fizemos.
8) Desconhecemos direção [?], atividades [??], espetáculo [???], maio [????], atos [?????]. Lamentamos. A nossa ignorância confessamos. E continuamos a desconhecer. Tipo: hã?
9) Temos pena de que a direcção duma AE duma FL [Faculdade de LETRAS, seja UP, UC, UL whatever) não saiba que “melhor aplicados” não existe em português. “Mais bem aplicados”, sim. Existe. Explicamos: a forma comparativa do advérbio bem (mais bem ou menos bem) é utilizada obrigatoriamente (há quem prescreva, pois há, é assim) antes de um particípio. No caso que apreciamos, mais bem + particípio. Punkt. Melhor aplicados? Hã?
10) Como João Roque Dias, repudiamos “o uso do estropício ortográfico pela Faculdade onde os autores do comunicado estudam e que nunca lhes mereceu qualquer comunicado”. Disse João Roque Dias. E disse bem. Parece-nos. E ajudamos: «Julgamos que os recursos canalizados para este espectáculo degradante seriam mais bem aplicados em iniciativas culturais que fomentassem o espírito crítico do que em supostas tradições» é uma excelente frase. Espectáculo degradante = AO90.
Como amiúde diz António Emiliano (e bem, parece-nos): siga.

Então era isto????

Ora vamos ver se percebi a notícia do Expresso:

O Jorge Silva Carvalho enviou umas mensagens de telemóvel e uns mails a várias pessoas. Entre elas Miguel Relvas e Marco António Costa. Nas referidas mensagens/mails deu palpites sobre o futuro do SIED, do SIS e, quem sabe, prognósticos sobre o Porto-Benfica.

Tanto Marco António Costa como Miguel Relvas, segundo o mesmo Expresso, não responderam. Mais, nenhum dos palpites foi seguido. Foi isto, não foi? Então, qual é a notícia? Onde está o problema só para eu perceber a chamada principal de capa.

Agora pergunto aos leitores: quem nunca recebeu uma SMS ou um mail ou os dois por junto e atacado de amigos, conhecidos e outros bitaiteiros sobre: a escolha da namorada, a cor da gravata, o melhor automóvel a comprar, aquele terreno que é uma pechincha ou mais sei lá o quê? Olhem, falo por mim: já recebi vários tipos de palpites por SMS/mail e já dei outros tantos. Sobre questões profissionais, sobre bola, música, blogues, etc.

Parece que já estou a ouvir alguns leitores a dizer: pois, mas tu não és ministro. Pois não. Mas todos nós, em determinados momentos da nossa vida, pelas funções que temos, seja no público ou no privado, já fomos “alvo” de inúmeros palpites e outras tantas “pressões” ou “cunhas”. Eu volto a perguntar: é crime uma pessoa receber um SMS/mail com conteúdo do género? Pior, afirmando o Expresso que os dois políticos em causa nem responderam e sabendo todos nós que os palpites não foram tidos em conta, a que se deve semelhante destaque? Como diz o Nuno, uma não notícia…

Quem atira a primeira pedra?

Um Primeiro-Ministro Herético

O que é que o socialismo português inventou? Caciquismo e dependências, rendimentos mínimos ou máximos em troca de um voto fidelizado e da protecção ao mais alto nível para toda a forma de corrupção ao mais alto nível. Passos gosta de mandar farpas polémicas e mandou mais uma, na tomada de posse do Conselho para o Empreendedorismo e a Inovação. Não é mentira que, havendo incentivos à ociosidade, o que mentalmente impere seja a ociosidade passiva, derrotada, e não o risco e o sentido de oportunidade, como o de alguns que, do dia para a noite, se atiram à Inglaterra e hoje fazem quase mil euros semanais, no duro, enquanto por cá vegetavam e certamente vegetariam. Isto não funciona para todos, mas é toda uma mentalidade sem rede a fazer a diferença para si mesmo, derrubando a vaca de todas as certezas precárias no abismo dos possíveis. [Read more…]

Lamento de um pai de família

de Jorge de Sena e por Mário Viegas. Tem filhosdaputa e tudo.

Quem não quiser ouvir, também pode ler:

Lamento de um pai de família

Como pode um homem carregado de filhos e sem fortuna alguma, ser poeta neste tempo de filhos só de puta ou só de putas sem filhos? Neste espernegar de canalhas, como pode ser? Antes ser gigolô para machos e ou fêmeas, ser pederasta profissional que optou pelo riso enternecido dos virtuosos que se revêm nele e o dececionado dos polícias que com ele não fazem chantage porque não vale a pena. Antes ser denunciante de amigos e inimigos para ganhar a estima dos poderosos ou dos partidos políticos que nos chamarão seus génios. Antes ser corneador de maridos mansos com as mulheres deles fáceis.
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O Desemprego é uma Oportunidade

E o trabalho liberta…

Vem aí a esquerda comer criancinhas ao pequeno-almoço, valha-nos Deus!

Tudo indica que a Europa mudou, virando à esquerda, seduzida, mesmo que não apaixonada, por um discurso que torna evidente a evidência: durante os últimos anos, acentuou-se uma governação submetida ao poder financeiro e à visão macroeconómica pura e dura, em detrimento do bem-estar dos cidadãos. Como é óbvio, porque o ensina a pedagogia do bom senso, a virtude está no meio e governar implicará sempre a procura do equilíbrio entre o individual e o colectivo, equilíbrio difícil que não se alcança, com certeza, governando contra as empresas ou contra os trabalhadores.

Tudo truísmos, dirão. É verdade, mas, por vezes, tendemos a esquecer o óbvio. Por falar em óbvio, está à vista o resultado da obsessão pela austeridade: as contas públicas continuam a derrapar, o desemprego aumenta, a dívida cresce, o nível de vida dos cidadãos regrediu. Como se de uma religião se tratasse, os responsáveis por estas políticas garantem um futuro paraíso aos que agora sofrem. [Read more…]

Quase 500 milhões do orçamento rectificativo servem para a compra de activos do BPN

Quase metade dos 1.100 milhões de euros inscritos no orçamento retificativo servem para o Estado comprar activos [tóxicos] do BPN. Tradução: os activos dum banco, de forma simplista,  são os empréstimos que faz; activos tóxicos de um banco são aqueles que nunca serão pagos; o estado está a comprar o prejuízo do banco e a dar o que tem valor.

Caminho de Ferro Natureza = Futuro

O Comboio é o Futuro dos Países Modernos.

Bananeirismos militantes

Bem ao invés daquilo que as oficialistas  “Rádios Moscovo” querem fazer crer, a questão dos feriados não é um mero pormenor ou um ínfimo fait-divers. Além do descarado trabalho gratuito roubado para ser oferecido à cleptocrática “competitividade” mais acintosa, quando se encara o Dia da Restauração da Independência como uma data dispensável, existe uma retinta mensagem política subjacente e tão clara como os veículos da Guardia Civil espanhola, na Páscoa estacionados sobre a placa do Monumento aos Restauradores. Paulo Portas sabe disso tão bem como qualquer outro português e dentro do próprio CDS o mal-estar sentiu-se fora do Largo do Caldas, não valendo a pena qualquer  teatrinho de ocultação. Ribeiro e Castro está a falar a sério e não vai desistir.

No que concerne ao 5 de Outubro – que cada vez mais é bem um símbolo do estado a que chegámos -, é tão válida a exigência da sua re-imposição arbitrária seguindo o esquema “implantação” de 1910, como seria o regresso do 24 de Julho, sendo esta uma data muitíssimo mais prenhe de consequências para a construção do Portugal de bese constitucional que a nossa classe política aparentemente defende. O “5 de Outubro” foi uma nódoa negra e como as pífias mas milionárias “celebrações” evidenciaram,  é uma caquética vergonha dispensável. Nem com milhões despejados em catadupa o povo aderiu. Se alguns deputados também resolverem retirar o mamarracho estatuário que preside aos trabalhos no Parlamento, melhor ainda. Não faz falta alguma. Eles que se dediquem a mitigar os resultados de um quarto de século de rapina generalizada a que o “esquema vigente” submeteu o país.

Telhados do Porto I

Fátima? Só se Pode Dizer Bem

Nunca entenderei como é que havendo tanta coisa sobre que despejar justificado rancor e justificada bílis haja quem os derrame desportivamente logo sobre a Igreja Católica e sobre o caso-fenómeno Fátima em particular. Sobre Fátima cristalizou-se um chorrilho preconceituoso, repleto de lugares-comuns e generalizações abusivas, as quais, ciclicamente, alguém vem disfarçar de ‘reflexão sociológica’ sobre o fenómeno. Quanto à Igreja é habitual lançar-se a rejeição e o anátema generalizados, estigmatizando-A com o vício manipulador, com o delito pedófilo escandaloso, com o arcaísmo e a inutilidade. Tarefa estúpida e caquéctica dedicar-se alguém a afirmar a Igreja, negando-A e insultando-A: mesmo para tão extremosa dedicação negativa tem de haver uma fortíssima paixão e um irreprimível desejo recalcado, pois o que nos não importa de todo também não é pensado nem mencionado. Onde estiver o odioso ao teu coração, aí estará o teu inferno e a tua escravidão. «Onde estiver o teu coração, aí estará o teu tesouro.»

Sobre Fátima, eu só posso dizer bem. Fátima não promove o tráfico de droga. Fátima não procede à lavagem de dinheiro. Fátima não promove a corrupção social e política. Fátima não incentiva a prostituição. Fátima não ensina a roubar ouro. Fátima não avilta o ser humano. Fátima não faz mal a uma mosca. A mim fez-me todo o bem que um ser humano pode desejar nesta vida e nesta terra: Paz espiritual. Sublimidade. Harmonia interior e harmonia com o exterior, humildade, serenidade, contemplação.

Ninguém discute os que pagam muitos euros, tantas vezes subtraídos à comida e ao bem-estar, para um Festival de Verão, por que se imiscuem no sacrifício e na sensibilidade íntima dos que caminham dias para alcançar o Santuário?! O Santuário é uma pedagogia da nossa mortalidade peregrinante à procura de um Pátria à qual se acede pelo mais íntimo do nosso ser. O Santuário é a escolha da melhor parte. O Santuário é um êxodouma saída das rotinas para escutar uma Palavra Sólida e Vital.

Fui sempre extremamente feliz no Santuário de Fátima no plano espiritual, sem negar o carnaval religioso de que tudo é passível. Como consumidor de sublime, de belo, de intenso, de humano, de exemplar, tenho por Fátima um respeito e uma gratidão irrefragáveis.

Já fez a 4ª classe? No seu tempo é que era?

Então tente resolver a prova de aferição de matemática da “4ª classe” e, já agora, também a de Língua Portuguesa.

Depois diga-nos qualquer coisa.

Hoje dá na net: Chicken à la carte

«Chicken à la carte» é um filme que explora e de que maneira as desigualdades sociais de um mundo em que o lixo de uns é o luxo dos outros. Uma curta-metragem de Ferdinand Dimadura absolutamente imperdível.

No país ao contrário

No país ao contrário, nem a lei da gravidade funciona e as coisas são puxadas para cima. Para cima, desde a primeira instância até ao constitucional.

No país ao contrário, os cabrões começam na ralé e acabam na Suiça. Na Suiça, das contas numeradas e dos primos taxistas.

No país ao contrário, as prima-donas da justiça dizem-se incapazes. Incapazes de meter a ferros os cabrões que usam a lei de puxar para cima.

No país ao contrário, roubar comida dá prisão. A prisão de onde os cabrões se esgueiram.

Esgueiram-se e ainda são aclamados.

E o burro sou eu?

Prova de aferição: fácil? Complicada? Ou antes pelo contrário

Vai boa a discussão sobre a Prova de Aferição.

De quando em vez aparece toda a gente a mandar umas postas de pescada sobre o que não sabem, fingindo-se conhecedores de áreas que ignoram. Mas se eu posso falar de bola, também eles podem falar de educação matemática.

De uma forma ou de outra os lugares comuns levam a conversa para o “no meu tempo é que era”. Diria que as coisas são um pouco diferentes de facto. Vejam o exemplo disponível na imagem e que é um dos exercícios da prova de hoje. [Read more…]

Entendam-se pá

Caramba… Parvoíce, por parvoíce, a gente ficava só com uma!

Ou bem que é uma oportunidade ou bem que é uma tragédia pessoal?

Moedinha ao ar? Ou então, iam os dois experimentar para depois decidir, boa?

Estar desempregado é uma oportunidade para…

Segundo Passos Coelho, ser despedido ou estar desempregado pode ser uma oportunidade. Concordo e acho que, politicamente, é uma frase brilhante, reveladora de grande sensibilidade social. Vejamos algumas oportunidades imediatas:

– Ir à pesca (se alguém pagar a licença).

-Conhecer melhor a sua cidade (a pé).

– Apanhar beatas do chão (se não for fumador pode pô-las no caixote do lixo  ajudando a limpar as ruas).

– Estar à porta dos cafés a conversar animadamente com quem lá está dentro a consumir.

– Alimentar pombos nos jardins (se alguém fornecer o pão).

– Jogar à sueca (enquanto se virem os naipes do baralho e as cartas não se desfizerem).

– Caçar gambozinos (sempre fornecem alguma proteína). [Read more…]

A Primavera é global e (re)começa amanhã


Coimbra, Pç da República, 16h. Ver evento no facebook.

Faro, Jardim Manuel Bivar, 14h30. Ver evento no facebook.

Lisboa, Rossio, 14h. Ver evento no facebook.

Porto, Pç da Batalha, 15h. Ver evento no facebook.

Santarém, Jardim da Liberdade, 15h. Ver evento no facebook.

Mais informações na página da Primavera Global – Portugal

Processo Isaltino avança mais dois passos no caminho da prescrição

Acontece que o crime de corrupção prescreve ao final de 15 anos e os factos datam de 1996, pelo que ao ser questionado sobre se aceitava ser julgado, o autarca Isaltino Morais deu a resposta óbvia: não.

Reforma Administrativa explicada:

Eis os guardiões da democracia que temos

Queixa no Ministério Público por inscrições fraudulentas no PS
A cerca de um mês das eleições internas para as distritais no Partido Socialista — 15 e 16 de Junho —, dispararam as denúncias de caciquismo em variadas federações. Desde o ano passado que o PS é palco de inscrições em massa que depois de analisadas revelam, nas palavras de alguns, um “verdadeiro assalto ao poder”. Os casos verificam-se nas distritais onde existem mais do que uma candidatura à liderança, como em Setúbal, Porto ou Coimbra. (Público de hoje, edição impressa)

Quem vai a votos, seja em que partido for, é escolhido pelos partidos em processos tão claros e democráticos como este. Grandes guardiões estes que nem conseguem praticar o regime que defendem.

Actualmente, um primeiro-ministro é escolhido por uns escassos milhares de eleitores, os militantes do partido. O povo, tão caro aos partidos, não passa do botador da cruz na lista pré-cozinhada.

Esta pseudo-democracia tem que terminar.

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Provas de aferição 2012: Língua Portuguesa e Matemática

Em primeira mão, o Aventar divulga as duas provas (formato pdf).

A produtividade dos feriados e a indústria portuguesa

Francisco Beirão Belo queixa-se, sobre os feriados:

Um feriado numa terça, quarta ou quinta, que implica a paragem de uma fábrica, significa que essa mesma fabrica tem que reiniciar as maquinas e reiniciar produções duas vezes na mesma semana. Em muitos casos, esse arranque de maquinaria é quase equivalente a um turno de produção.

Eu, que não percebo nada da indústria portuguesa, fiquei a saber que, em muitos casos, as nossas fábricas ocupam a segunda-feira a arrancar a maquinaria, ocupando nisso quase um turno de produção.

Assim não vamos lá.

Afinal I Don’t Like Mondays era um um hino empresarial português. Ainda assim as minhas desculpas, há pouco pop pior do que o dos Boomtown Rats.