Extinção de freguesias

O que a fusão de freguesias pode causar aos Trabalhadores da Administração Local?

(Eu) Voto em branco

 

(Composição 2, 1922, de Piet Mondrian)

Como tem sido habitual aos domingos, Paulo Trigo Pereira (PTP), professor do ISEG/UTL, escreve no PÚBLICO. Hoje, o seu texto intitula-se «Que fazer desta democracia?». Não conseguindo dar a resposta à pergunta formulada, aponta soluções, sugere. Estou de acordo que “precisamos cada vez mais de melhores políticos” e que se verifica uma “decadência da democracia” que “resulta de um desfasamento crescente entre uma sociedade cada vez mais complexa e partidos políticos que não mudam as suas práticas, os seus processos , o seu pensamento, e a sua estratégia”. Eu acrescento: precisamos de políticos honestos, que é a forma mais fácil de nos entendermos.

O professor de gestão afirma que a melhoria da qualidade da democracia passa por “alterações estatuárias” e/ou do sistema eleitoral. E quanto a este, dá a conhecer dois tipos de voto. Refiro apenas um, já usado na Irlanda e em Malta: o chamado VUT ou voto único transferível “em que os cidadãos podem votar ordenando ao vários candidatos em cada círculo eleitoral”. [Read more…]

Tera – Agrupamentos no Grande Porto III

Já aqui revelámos a lista de TERA – agrupamentos do Porto, de Gaia, da Maia e de Matosinhos, de Gondomar. Chegou a vez de Valongo:

– Agrupamento de Escolas de Alfena: Escola Secundária Alfena, Escola Básica 2,3 Alfena;

– Agrupamento de Escolas de Campo e Agrupamento de Escolas de São João de Sobrado: Escola Secundária Valongo, Escola Básica 2,3 e Secundária de Campo, Escola Básica 2,3 Sobrado;

– Agrupamento de Escolas de D. António Ferreira Gomes: Escola Básica e Secundária Ermesinde, Escola Básica 2,3 D. Antº Ferreira Gomes;

– Agrupamento de Escolas de São Lourenço;

– Agrupamento de Escolas de Vallis Longus.

Dia das mentiras

O Aventar anda sempre à frente e às vezes há vídeos que aparecem um bocadinho antes do dia certo!

Hoje é o dia!

Nota: este post poderia ter sido escrito em Paris, mas seria uma mentira ao quadrado!

Acordo Ortográfico: Vasco Graça Moura em entrevista a “O Globo”

Não nutro simpatia por Vasco Graça Moura, porque sempre me provocou repulsa a defesa cega de homens ditos providenciais ou a vivência da política como mera paixão clubística, pecados, quanto a mim, cometidos pelo poeta e tradutor nos anos oitenta, como defensor feroz que foi do cavaquismo, um dos muitos períodos negativos da democracia portuguesa.

Nada disso me impediu de lhe reconhecer mérito como praticante e estudioso da língua e da literatura portuguesas. Nesta entrevista, Vasco Graça Moura tem o condão de sintetizar as principais críticas que merece o Acordo Ortográfico, usando, com propriedade, argumentos linguísticos e jurídicos. A ler, portanto, sem leviandade e sem preconceitos.

Hoje dá na net: Legends Live at Montreux 1997

Cinco lendas em palco: Eric Clapton (voz e guitarra), Marcus Miller (baixo), Steve Gadd (bateria), Joe Sample (teclados) e David Sanborn (saxofone). Até parece mentira que caibam todos no mesmo palco. Montreux, 1997.


Golpe de Estádio

Alguém teria de ganhar este jogo semidecisivo. Mas sobre aquele penalti arrancado a ferros haveria toda uma tese a desenvolver acerca do peso decisor do Poder no futebol português ao longo dos dois séculos, XX e XXI, sem excluir cor nenhuma. Vi o jogo com atenção. Todo o terror das arbitragens passa, na Luz, por ousar ser justas, usar o mesmo critério, implementar a lei de talião no plano disciplinar e no outro de que não me lembro agora. A puta da dualidade — uma criteriosa dualidade — já foi longe de mais, na Luz e no Dragão, no que ao Sporting de Braga diz respeito, nos anos mais recentes. Está na hora de deixarem este Braga ser campeão em ver de forjarem mais do mesmo. Sou portista, mas não me importo, desta vez. Só desta vez.

Tera – Agrupamentos no Grande Porto II

O Aventar, depois da cidade do Porto, de Gaia e de Gondomar, revela o que está em cima da mesa para Matosinhos e para a Maia:

Matosinhos: [Read more…]

TERA Agrupamentos no Grande Porto

O Ministério da Educação e Ciência tem no terreno um processo de agregação de Escolas. Já apresentámos no Aventar a proposta para Vila Nova de Gaia e está também disponível a proposta da DREN para a cidade do Porto.

Vamos também mostrar as propostas para outros concelhos do Grande Porto, a começar por Gondomar.

Para Gondomar a proposta do MEC é completamente descabida porque parece só querer atacar as escolas “partidariamente” independentes de Rio Tinto. Muito estranho, mesmo!

Vejamos: [Read more…]

A Ternura da Extinção

Não deixo de sentir uma enorme ternura pela decorrente manifestação contra a fusão de freguesias, neste sábado à tarde, em Lisboa. Basta olhar para mim, um bairrista feroz pelo menos vinte anos da minha vida aqui por Gaia, recanto onde nasci. Por Lisboa, porém, o que se vê é a festa do protesto: desfile de diversidade, com ranchos folclóricos, associações culturais, recreativas e desportivas. Talvez nada impeça a metamorfose toponímica contra a qual lutam esses bravos portugueses no seu festivo esbracejar de náufrago: há tanto século acumulado, tanta vida, nesses lugares, lugarejos, freguesias, deliciosos pardieiros espirituais do País que o topónimo parece um absoluto. Mas os jovens e os velhos que hoje provincianizam a Capital sabem que terá valido bem a pena fazer a festa do protesto.

A Estação Central de Lisboa

A estação de Lisboa Rossio continua a testemunhar a História de Lisboa e de Portugal;

Os exames como distracção

O debate sobre a importância dos exames parece-me necessário, mas, ao mesmo tempo, parece tornar-se numa distracção, o que nos pode levar a uma leveza excessiva e à exclusão de outros problemas do ensino.

Procurei, aqui, sintetizar as reacções ideológicas, quase instintivas, da direita e da esquerda, face aos exames. Admito que o texto, pela sua (e pela minha) dimensão, seja demasiado esquemático, excluindo muitos matizes, por ter deixado de fora alguns pontos cardeais e colaterais.

O Paulo Guinote, irritado com algumas reacções esquerdistas, tem escrito alguns textos acerca do assunto, chamando a atenção para o facto de que houve muitos que passaram por exames e não ficaram traumatizados por isso. Em primeiro lugar, tenho que confessar que fiquei traumatizado por muito daquilo que a escola me obrigou a fazer, exames incluídos, especialmente porque me roubaram tempo para perseguir malfeitores e para fazer passes para golos, na minha qualidade de médio criativo. Depois, não acredito que seja possível educar sem traumatizar, de preferência no melhor dos sentidos. Seja como for, a argumentação a favor dos exames não se pode limitar, evidentemente, aos traumas existentes ou inexistentes em gerações anteriores. [Read more…]

Honra aos Conselhos Gerais das Escolas de Gaia!

Gaia: DREN acusada de violar lei na agregação de escolas, visada nega

Comunicado Dos Presidentes Dos Conselhos Gerais Das Escolas Agrupadas E Não Agrupadas Do Concelho De Vila Nova de Gaia

A simples ideia de fundir escolas, sempre com intuitos meramente financeiros, é, em si mesma, vergonhosa, contrária à proximidade que a comunidade escolar deve cultivar entre aqueles que a constituem. Como se isso não bastasse, o processo fingidamente democrático imposto pelo Ministério da Educação acrescenta vergonha à vergonha.

O Conselho Geral foi um dos muitos monstros criados por Maria de Lurdes Rodrigues para retirar poder aos professores. Ainda assim, como muitas más ideias, há quem saiba utilizá-lo em defesa da comunidade.

Estão de parabéns os conselhos gerais das escolas de Vila Nova de Gaia, porque souberam transformar-se em instrumentos a favor da Educação. Esta atitude torna ainda mais escandaloso o silêncio cúmplice dos conselhos gerais do resto do país.

Insisto: um dos grande problemas da Educação em Portugal é a abstenção quotidiana. Quando os cidadãos deixarem de se abster, em favor do bem comum, os governos serão obrigados a mudar.

46664 é o próximo número da escola pública

A 11 de fevereiro de 1989 assisti pela televisão a um dos momentos mais marcantes da minha vida: a libertação de Nelson Mandela.

Eu sei que a recordação é completamente desajustada, mas  avisei, há três anos atrás, no primeiro dia do Aventar que nem sempre consigo pensar antes de escrever.

Também já deu para perceber que o azeite e água, coisa e tal, um por cima e outro por baixo e nem sequer é uma questão de peso.

E vem esta conversa a propósito de quê?

Da separação entre alunos bons e alunos maus! [Read more…]

Saudosismo?

Paulo, eu vou pedir desculpa, mas não entendo esta tua sedução pelos exames do antigamente. Será que dá para explicar?

O irónico título “Coisas muito traumáticas da velha primária” quer conduzir a reflexão para onde? Mostrar que apesar das “coisas muito traumáticas da velha primária” estás aqui de boa saúde?

Se for só uma estratégia de markting para ter mais cliques, ok. Eu entendo e nós também os temos! Se é mesmo só por interesse histórico,então nada a dizer.

Mas neste momento tal interesse tem até um efeito contrário ao que tens mostrado. Associar a novidade do exame no 4º ano ao teu singular apelo acaba por legitimar as dúvidas – que eu partilho por inteiro – do interesse dos exames, dizendo que “são o mesmo de antigamente.” São um instrumento claramente político que foi usado no tempo do estado novo e que acabou com a Democracia.

Posso apelar ao teu perfil de docente? De professor, mesmo.

O que vais fazer com os meninos – tu às vezes referes que trabalhas com alunos “mais complicados” – que nunca irão conseguir fazer o exame? Reprovar? Há mais perguntas, mas esta penso que poderá ajudar a perceber o que vai na mente de quem defende os exames num momento tão precoce da escolaridade.

Manifestação Nacional Contra a Agregação de Freguesias

Área de Serviço de Aveiras, pausa para almoço.

Óptimo, também eu.

CDS quer que voto contra de Ribeiro e Castro tenha “consequências políticas”

Que mais um voto contra faça a diferença contra o habitual (mas vergonhoso na mesma) voto em rebanho. Afinal, temos e pagamos a mais de duzentos deputados para pensarem por si mesmos ou queremos um directório de um voto por partido, ponderado pela representação eleitoral? Eu sei a resposta mas então é de lembrar que bastam cinco deputados, o que nós, que pagamos impostos, agradeceríamos.

Hoje dá na net: Religulous – Que o Céu nos Ajude

Documentário e sátira. Produzido e apresentado por Bill Maher, um dos grandes cultores de stand-up nos Estados Unidos, dá-nos uma visão cáustica sobre a religião. Aconselhável apenas a crentes, a agnósticos e a ateus. Legendado em Português do Brasil.


Da Reescrita Prostituída do Passado

Tem sido divertido tentar retirar da cova de distorções e insultos a serpente anónima Valupi que lá se acua com as suas plúrimas vozes endemoninhadas, não fosse aquele antro um lugar de reverberação abjecta e ventriloquia de mentiras que disfarçam crimes. Para contornar toda a nojeira conspirativa perpetrada por um chefe de Governo contra a liberdade editorial de uma estação televisiva independente, a TVI, logo, contra o Estado de Direito, Valupi resolve que as escutas a partir de Aveiro, no seu rastreio fortuito e indirecto, é que foram um «atentado contra o Estado de direito». Para quem se fartou de conspirar contra tudo e contra todos, a fim de conservar o Poder e a posição de poder para negócios ruinosos contra Portugal, tudo nos demais não passa de conspiração contra si e por isso, segundo o intelecto prostituído do Valupi, o flagrante aveirense à corrupção massiva praticada pelo socratismo não tinha como objectivo proteger Portugal de abusos de poder, proteger-nos dos excessos no exercício de funções públicas e de crimes hediondos com o dinheiro de todos, mas o simplório objectivo de as revelações desse putrescente consulado caírem «em cima do período eleitoral de 2009». Compreende-se que tal forma de pensar não mostre o nome, não se exponha: pode ser intelectualmente obsceno à vontade, tratando abaixo de canídeo tudo o que não seja Sócrates. [Read more…]

O mundo ao contrário

é o que me sugere o único neurónio que tenho ligado. O outro já foi dormir!

Depois de ler na primeira página do Expresso que ” Separação entre bons e maus alunos melhora resultados.”

Já agora duas perguntas que o meu solitário neurónio me solicita apresentar:

– Quem decide o que são bons e maus alunos?

– E que resultados melhoram?

– Melhoram os resultados de quem?

(Olha. Menti! Caro leitor, prometi que eram duas, mas afinal são três as questões que ele me envia. É um abusador.)

E o Tico (o Teco é o que está a dormir) pergunta se os Senhores Professores que colocaram o Sr. Nuno Crato no poder ainda se sentem felizes por nos terem atirado da frigideira para  o lume?

Depois do exame na 4ª classe, esta maravilha!

Quando é que chegam os crucifixos para colocar por cima do quadro? A fotografia do Ditador? E, quem sabe a palmatória!

Viva o 24 de Abril de 1974!

Este era o momento em que escrevia um insulto à moda do porto, mas vou ser mais educado e vou usar um insulto da linha de Cascais:

Seus estúpidos!

Não me inscrevo no PS, porque sou socialista

Foi o que Piteira Santos respondeu a Mário Soares e é aquilo que penso. Obrigado pela informação, Baptista Bastos.

Que Faças Muitas e Muitas Viagens, Aventar!

Trouxeram-me (por grande lapso, digo) para aqui por causa dos comboios.
Fui ficando…

Aventar: agora sou eu!

Agora falo eu, pode ser?

Acho que nunca percebi o alcance do Aventar. Nem hoje percebo.

O Aventar? O que é o Aventar? Lembro-me de ter sido discutido o nome! Recordo-me de ter sugerido outra coisa qualquer e quando ouvi Aventar, perguntei o que é isso?

De “conversar” com gente que só conheci há dias – gente antes, amigos agora! Recebi há dias o maior elogio que alguma vez me foi feito e em “público”: obrigado Ricardo, pelo convite e pelo MEGA-elogio!

Mas, chega de conversa.

Não faço a mais pequena ideia sobre o que foi o meu primeiro post… Mas, DEUS, como ele continua actual. [Read more…]

Cinfães e o Café Poeta, ou como o Aventar nasceu numa noite de boémia

Disse um dia o Rui Reininho que andava sempre a contar a mesma história, só que com palavras diferentes.
É exactamente a sensação que tenho quando relembro, em dia de aniversário, o momento da fundação do Aventar. Eram umas 3 horas da madrugada de 16 de Março de 2009. Ou 4 horas. Ou 5. Não sei, a essa hora já estava tudo muito enevoado lá para os lados do Café Poeta, o único ponto de encontro dos noctívagos da vila de Cinfães.
Dou aulas há 18 anos, mas aquele, por todas as razões, foi o melhor. Quando se está longe de casa, sozinho na imensidão do Douro Sul, os dias parece que não acabam. Há tempo para tudo e até para preparar as aulas do dia seguinte. E à noite, bem, à noite começa a festa.
Naquela noite, a festa já tinha acabado. Porque a madrugada já ia alta, os mais fraquecos desistiram. Com o Vítor, o dono do Poeta, eu era o único que resistia. Eu e um trapalhouço de que não reza a história. Naquela noite, especialmente naquela noite, o João Pestana teimava em não chegar. [Read more…]

Claro que é para roubar!


Bem podem desfazer-se em explicações que não convencem nem o mais seráfico “menino Jesus”. A abolição dos feriados trata-se simplesmente de um descarado saque, obrigando os assalariados ao trabalho gratuito em quatro datas tradicionalmente votadas ao lazer que como se sabe, nunca foi nem é sinónimo de preguiça.
Esta manhã, o alegadamente irmãozinho de causas turvas Magalhães, teve a ousadia de sugerir a demissão de Ribeiro e Castro, o único deputado que mostrou não ser mais um invertebrado naquela mole de holotúrias parlamentares.
O dia esteve em grande, pois ao insulto da abolição do 1º de Dezembro, acrescentou-se o descarado assalto com a chancela B(uíça)PN. Corja!
* Imagem: no Brasil e ao contrário daquilo que se passa em Portugal, as Forças Armadas cultivam a memória da nossa História comum.

“Parar o desassossego”

 

Há quem tenha o defeito de ser muito seletivo na leitura de jornais. Estou nesse grupo de leitores e não me envergonho.
Procuro ler o que me interessa e que acrescente algo de construtivo aos meus dias.
Ora hoje, soube pelo Público que se discute no Porto, desde quarta, o Sono e os Sonhos no simpósio  Aquém e Além Cérebro. A neurologista Teresa Paiva vai lá estar amanhã para defender que, não obstante as razões mais que válidas para perdermos o sono (que toda a gente sobejamente conhece), “há muita coisa entre o céu e a terra, além da economia e das finanças” e que “se as pessoas tiverem uma atitude mais positiva, tudo melhora”. A especialista desdramatiza e defende o otimismo e o “tudo se resolve”. Esta será a receita para o sono anticrise.  Aponta soluções como parar o desassossego, ir para casa mais cedo e agarrarmo-nos a uma atitude positiva. [Read more…]

O Aventar faz três anos, dê-nos uma prenda

Dê-nos uma prenda votando no nosso cabeçalho. Que é também uma forma singela de agradecer ao Hugo o trabalho de o ter criado, tal como já referiu o JJC.

Crime, diz ele

Perante o vídeo que demonstra inequivocamente que tudo no Chiado começa com uma carga policial completamente desproporcionada, logo ilegal, Diogo Duarte Campos mete os galões de advogado e diz que um crime é sempre um crime. Pois é. Assim a correr até eu, que desisti de Direito e seus dogmas sebenteiros, vejo vários crimes: abuso de autoridade, violação da liberdade de imprensa, agressão, e…

“Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública”

Diogo Duarte Campos faltou à aula de Direito Constitucional que tratou do artigo 21º. Só pode, que mesmo a cegueira da direita na defesa da polícia (ou seja, do velho tríptico Deus Pátria Autoridade) em toda e qualquer circunstância, não justifica tanta cegueira. E estão com azar: o único detido acaba de ser absolvido. Pelo tribunal, a quem compete, ou o julgamento deveria ter sido feito pela PSP?

Uma homenagem à manipulação estatística

Socretismo: ideologia vagamente política especializada na manipulação de dados. Apanham-se mais depressa que os coxos.

Palavras leva-as o Aventar

Pertencendo eu à geração do papel, a verdade é que devo à Internet, em geral, e ao Aventar, em particular, a possibilidade de escrever em público, um dos meus sonhos de adolescente. O outro sonho, o de jogar no Benfica, tem sido constantemente adiado, para grande alívio das defesas adversárias, evidentemente.

A importância da blogosfera e das redes sociais é tão inquestionável que se tornou inclassificável. O Aventar, em três anos, ocupa, agora, um espaço importante e quase único, graças ao convívio improvável de tantos contrários, uma ideia generosa do Ricardo Santos Pinto.

Neste dia de aniversário de um blogue, faria sentido contar uma história ou fazer um bocado de história. Como não faço parte do núcleo fundador e como, de qualquer modo, estou a atravessar uma fase egocentrista – que durará o tempo que demorarei a escrever este texto –, limitar-me-ei a confessar que o Aventar me fez ver que sou muito mais intolerante, muito mais preguiçoso, muito mais ignorante e muito mais irresponsável do que pensava e que, portanto, deveria fazer um esforço por combater quatro desses meus muitos defeitos. Não é que esteja muito melhor, mas sinto-me muito menos pior. Obrigado, Aventar.