
A situação é dramática, mas não há sensatez que entre na cabeça dos governos espanhol e português, que, na avidez do negócio (e viva o crescimento económico liberal, que, como se vê, não é exclusivo do partido que o reivindica para si!), continuam a destruição do ambiente e a promoção da desertificação, aumentando violentamente ou mantendo a agricultura intensiva de regadio.
Consta hoje no Jornal Público:
„Esta terça-feira está reunida a Comissão Permanente da Seca, que congrega vários ministérios, para analisar a situação e eventuais medidas a tomar. A seca, que começou a agravar-se no país em Novembro, deixou Portugal continental no final do ano com 93,7% do território em seca fraca, moderada ou severa. O mapa de Janeiro do IPMA, além de indicar que 100% do território se encontra nessa situação, coloca já uma vasta área do Algarve e do Alentejo em seca extrema.“
As eleições estiveram mais próximas da lógica do Big Brother, ou de qualquer concurso televisivo, do que de um exercício capaz de esclarecer os eleitores para uma escolha democrática. Por isso mesmo o Viagra do Cotrim, o Albino do Rio ou a Acácia do facho foram mais citados do que os temas centrais da governação ou as aberrações programáticas dos respectivos partidos. Assim, a direita que quer proibir greves e acabar com a negociação colectiva, radicalizar a liberalização do mercado de trabalho, vender o que sobra da estrutura económica do país, cobrar os mesmos impostos a ricos e pobres, foi capitalizando simpatia ao invés do escrutínio público que por certo teria o seu preço a pagar em votos. Os jornalistas passaram a apresentadores de um concurso de variedades destinado a medir a popularidade do espectáculo pelo espectáculo, mesmo que isso aconteça sobre a vala comum do jornalismo e do debate de ideias. A direita da direita cresceu, a esquerda da esquerda foi devorada pelo PS que ganhou às suas custas com maioria absoluta, há 12 fascistas medievais num parlamento democrático, mas as lições a tirar destas eleições não se ficam por aqui.









O Governo francês atribuiu-lhe a medalha de “Chevalier des Arts et des Lettres” em 2006 – foi estudar para Paris em 1963 e regressou em 1997 à Sorbonne para se doutorar em estudos teatrais.
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