Os números da adesão à greve, para mim, actuam como um bálsamo no espírito, ainda se pode ter esperança neste povo: parece que finalmente se começa a entender que este caminho só conduz a mais miséria
Ouvi há pouco um responsável da UE a dizer isto: os portugueses têm que sofrer, e vão ter de sofrer ainda mais, mas esse sofrimento é para terem um futuro melhor…
Isso traduzido é mais ou menos isto: hoje levas porrada mas amanhã o teu corpo todo negro irá certamente trabalhar mais e melhor..; hoje passas fome mas amanhã terás uma saúde de ferro… hoje és roubado mas amanhã terás mais dinheiro…
Mas alguém ainda consegue levar a sério o discurso político desta canalha politica que nos tem governado?
Das duas, uma: ou o discurso político dá uma reviravolta a bem ou terá que dar a mal.










O imaginário europeu no que diz respeito ao continente Africano ainda se encontra totalmente turvado pelo que podemos denominar um excesso de exotismo. Aparentemente, por mais que se leia e se discuta sobre África e sobre os seus problemas de cariz estrutural, nunca se está preparado para o choque ‘cultural’ que acarreta o mergulho no seio das suas dinâmicas sociais. Pelo menos para mim foi assim. Caindo no risco do exotismo bacoco, atrevo-me a dizer que há qualquer coisa de indizível sobre África que tem de ser experimentada no corpo.


![By MEDEF [CC-BY-SA-2.0 (www.creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0)], via Wikimedia Commons](https://i0.wp.com/aventadores.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2011/11/640px-christine_lagarde_-_universitc3a9_dc3a9tc3a9_du_medef_2009.jpg?resize=640%2C426)









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