Coelho, o mobilizador de manif’s

Passos Coelho e Cristas na GolegãPedro Passos Coelho – com gravata e em desrespeito pelas instruções da ministra Cristas para dispensa do acessório – esteve na Golegã na Festa Nacional do Cavalo. Ignoro, e nem me interessa, se comeu castanhas e provou jeropiga ou água-pé. Sei sim, porque assisti nas TVS, aqui e aqui, que, com a hipocrisia em que o Primeiro-Ministro é hábil, afirmou:

Em democracia, faz parte da regra que as pessoas se possam manifestar. Era o que faltava que as pessoas não pudessem demonstrar o seu descontentamento e o facto de estarem algumas até indignadas com a situação a que chegaram, é perfeitamente normal.

Porém, antes de se calar, rematou em tom de ameaça velada:

O caminho que temos de seguir é de muito trabalho e afinco. Apelo a todos que se mobilizem para defender o país e menos para paralisar o país ou tornar ainda mais difícil a nossa missão.

“Não somos como os Gregos, somos, sim, um povo de brandos costumes”, falado ou escrito, argumentam à exaustão sábios comentadores e politólogos, com lugar cativo em jornais e, sobretudo, nas televisões.

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Mais uma esquerdista que andou a ler “estudos” da CGTP

Com efeito, o argumento de que a redução de salários na administração pública é um mal menor quando comparado com a possibilidade de despedimento, ou a de que os vencimentos da função pública são, em média, superiores aos do sector privado – o que não é verdade -, ou sugerindo que se poderiam dispensar dezenas de milhares de funcionários públicos ou baixar-lhes os vencimentos sem consequências para as populações é arrasador para a imagem e para percepção do valor do contributo dos funcionários públicos. (…)

Receio, por isso, que o dano causado na opinião pública pelos argumentos apresentados seja superior ao causado pela própria medida.

Manuel Ferreira Leite, Expresso, 12-11-11

Aguarda-se a reacção indignada de Tomás Belchior, que certamente encontrará uma relação laboral entre a antiga dirigente do PSD e a CGTP, ou pior. Desconfio que a senhora estudou em Moscovo na década de 60.

Actualizando: Não veio um Belchior, insurgiu-se um Arroja, invocando o Teorema Central do Limite. No limite já faltou mais para convocarem Nossa Senhora de Fátima que terá do alto de uma azinheira assegurado aos pastorinhos ser o salário dos funcionários públicos 17% superior aos do privado.

Ao que isto chegou (2)

Actualização: Acabo de ouvir na SIC que o fisco está a fazer isto a todos que pagaram via net com atraso. É o rapa-o-tacho em todo o seu esplendor.

É a segunda vez que a Repartição de Finanças de Queluz me escreve a pedir para pagar multas referentes a actos passados. Na primeira vez, no ano passado, queriam que eu pagasse uns 50€ mais juros de mora porque em 2007 entreguei o IRS fora de prazo. De recibo de pagamento da multa na mão, lá fui às finanças provar que estavam errados, algo que prontamente o funcionário aceitou com uma lacónica “nessa altura ainda não tínhamos os registos de multas informatizados”. Agora querem que pague 15 € de multa porque em 2008 paguei o antigo imposto de circulação fora de prazo. Lá terei que vasculhar os recibos para, novamente, provar que não sou eu quem está errado.

Vejo neste procedimento um certo padrão de, ciclicamente, fazerem uma pesquisa nas suas bases de dados para verem quem pagou algo fora de prazo e de lhes mandarem a multa. Aparentemente, as datas de pagamento estão informatizadas mas a informação de quem pagou a multa, não. Que conveniente.  E nem sou caso único, já que, comentando com outras pessoas, ouvi relatos semelhantes. Deve ser uma abordagem lucrativa, pois haverá sempre uns quantos que, na sua ingénua confiança no Estado, não guardaram o recibo.

Outro aspecto é a nossa cultura na administração pública de se assumir sempre que as pessoas vão mentir. [Read more…]

A Diáspora Grega

Carta do Canadá, Fernanda Leitão

O ramo canadiano do Conselho Mundial Helénico está a desdobrar-se em intensa actividade para participar da recolha de fundos em todas as comunidades gregas espalhadas pelo mundo, com o objectivo de ser paga a dívida externa do país e, assim, o salvar da sujeição a que parece condenado pelo clube, europeu e dito democrático, a que pertence. Convém adiantar sem perda de tempo que, segundo decisão do Conselho Mundial, os pagamentos serão feitos directamente ao FMI, BCE e UE. Portanto, o dinheiro não passará pelas instâncias oficiais gregas, o que diz de forma eloquente do cepticismo dos seus emigrantes. Entendem, e bem, que a pátria tem de estar acima das engrenagens partidárias. E com esta tomada de posição dão uma bofetada de luva branca nos milionários gregos que, como acontece com milionários doutros países, apenas se preocupam em pôr o seu dinheiro nos paraísos fiscais, sem o menor respeito pelo seu povo.

Por alguma razão se diz que a pátria da burguesia é a carteira, já que até com as crises dos países mais aumenta património e contas bancárias. Se o Conselho Mundial Helénico conseguir prestar este serviço ao seu país milenar, berço da democracia e da civiização ocidental, será fácil antever a tremenda força com que ficará junto do seu povo e a mudança que se operará na cena política.
 
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E os comunas dão injecções atrás da orelha aos velhinhos

Ramiro Marques, tanto quanto sei, é professor na Escola Superior de Educação de Santarém. Durante os governos de Sócrates, usou o seu blogue para atacar duramente as políticas educativas de Maria de Lurdes Rodrigues e de Isabel Alçada e fez-se fotografar sorridente nas várias manifestações dos professores. Apesar de não gostar da sua escrita, a fazer lembrar o simplismo de José António Saraiva nos editoriais do Expresso, a verdade é que dei por mim, várias vezes, a coincidir com algumas das suas posições, ou não parecêssemos estar do mesmo lado da barricada, a favor de um ensino de qualidade e do respeito pela profissão docente.

É certo que o simplismo – ia a dizer, a infantilidade – de Ramiro Marques levava-o, por vezes, a deixar escapar afirmações sectárias em que confundia incompetência ou má-fé com socialismo ou com esquerda, duas coisas com que o Partido Socialista nada teve a ver. Pelo caminho, lá ia defendendo, sempre de modo muito básico, os ideais americanóides da livre escolha e da concorrência entre escolas e outras panaceias paraneoliberais que resolveriam todos os problemas da Educação em Portugal.

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11.11.11, data terrível

Cavaco foi à Casa Branca, não há vacas no país dos cowboys

– Não fizeram o seu trabalho, desabafou a Paulo Portas.

Ambos saíram com saudades das feiras da lavoura onde estas coisas nunca acontecem. Muuuu.

O presente, essa grande mentira social. VII – Sociologia económica

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1. Antecedentes.

Espera-se que um Antropólogo da Economia fale, apenas, da etnografia de povos além da sua cultura e não da interacção social da economia que orienta a sua própria cultura. Mas, se queremos entender esse processo, é preciso entendermos o que é a Sociologia Económica. Uma temática que tem a ver com três conceitos: o de opção e o de maximização ou teoria da acção sociale, principalmente, [Read more…]

“Vale a pena comprar acções do BCP”, dizem eles

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Fonte: www.BolsaPT.com

O ‘Field Marketing’ é uma disciplina, de inspiração anglo-saxónica, composta de várias áreas e técnicas para estudo, informação e promoção de produtos e serviços, com a finalidade de optimizar vendas e a satisfação de consumidores.

Uma das modalidades utilizadas designa-se ‘cliente-mistério’. Consiste em alguém, fazendo-se passar por cliente, realizar uma auditoria ao comportamento de um profissional de determinado estabelecimento, independentemente do ramo de actividade – restauração, vestuário, produtos tecnológicos, bancos, seguros e outros.

O ‘Diário Económico’ realizou uma operação de cliente-mistério para saber “o que os bancos recomendam aos clientes”. À pergunta se valeria ou não a pena investir na bolsa, um funcionário do BCP foi assertivo: “Vale a pena comprar acções do BCP.”

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Porque será que não temos ninguém em Portugal, a falar assim?

Isto só pode acabar mal … Muito mal!

Nigel Farage, deputado Europeu Britânico, fala da inevitabilidade da falência e saída do euro da Grécia, Portugal e da Irlanda; do resgate dos bancos; do plano de criação dos Estados Unidos da Europa e da entrada da Sérvia na Zona Euro.

Os problemas de memória de José Manuel Fernandes

Desculpem-me os funcionários públicos, mas quem não achou estranho, ou até aplaudiu, um aumento de 2,9 por cento em plena crise e num ano de eleições, algum dia teria de também pagar a factura. Ela chegou agora, com juros.

José Manuel Fernandes, Público, p. 38, 11-11-11

Se o problema está em não ter achado estranho ou em ter aplaudido, exijo não ter de pagar, pelo menos, metade da factura, porque não achei estranho que um governo em ano de eleições inventasse folgas para aumentos (como vai acontecer, o mais tardar, em 2014) e porque não me lembro de ter aplaudido uma única medida tomada pela clique socrática (como não aplaudirei, o mais tardar, até 2014, o que sair da toca governativa).

Aos congelamentos da carreira José Manuel Fernandes disse nada, como nada disse sobre o facto de a maioria dos aumentos da Função Pública, ao longo de anos, terem sido inferiores ao valor da inflação. Nada diz também sobre os cortes nos ordenados ocorridos já este ano. Claro que não se lembrou de falar nas despesas que muitos funcionários públicos têm para ir trabalhar, como se esqueceu de fazer referência a mais de trinta anos de governação incompetente e ruinosa.

É claro que não acho estranho que isto venha de José Manuel Fernandes e é claro que não consigo aplaudir, porque, sendo funcionário público, sou credor.

Hugo Colares Pinto

Vamos começar pelo fim: o Hugo é meu amigo, ensinou-me o pouco que sei de photoshops e artes gráficas, sou portanto muito mais suspeito do que o costume.

É um dos melhores ilustradores, sobretudo na sua especialidade – colagens digitais, mashup gráfico se quiserem, que vi até hoje, e vejo umas coisas. Autor da imagem gráfica do Aventar (e doutros blogues onde escrevi ou escrevo), desabafava hoje assim:

Estou farto de andar a pedinchar que me paguem pelos trabalhos que faço ou que pelo menos me paguem alguma coisa “por conta”… Acho que vou começar a publicar os nomes dos “calotes”. A “crise” é desculpa para tudo e os “independentes” (desempregados de longa duração que vão fazendo uns biscates mal pagos, dependentes dos trabalhos para “amigos” a preços de amigo ou quase de borla) ou “freelancers” ou como queiram chamar a esta situação de fodidos e mal pagos, passam metade da semana atrás dos “clientes” para ver se recebem e outra metade atrás de promessas de trabalho que não passam disso…e mostrar sempre cara de “tudo bem”… ESTOU FARTO! mas tudo bem: ACEITO TRABALHOS DE DESIGN GRÁFICO, ILUSTRAÇÃO, FOTOGRAFIA!

Pode ver os seus trabalhos e contactá-lo no Grafices (nunca mais o convenço a mudar-se para o WordPress), e aqui. [Read more…]

Liberdade de expressão e galopes de estado

Nem imaginam o gozo que me deu isto:

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou hoje que não vai abrir qualquer inquérito com base nas declarações feitas por Otelo Saraiva de Carvalho a propósito das manifestações de militares, “a não ser que factos posteriores o justifiquem”. in Público

depois de ter escrito ontem mais ou menos o mesmo: há leis parvas, o artigo 326º do Código Penal, pela sua inutilidade óbvia , ultrapassa todos os limites. A menos que a ideia tenha sido a de muito simplesmente violar a liberdade de expressão (alteração violenta do Estado de Direito pode muito bem ser lido como defender uma revolução, por exemplo), desconfio que foi mesmo.

Ou seja, só pela sua designação, vários partidos políticos portugueses seriam imediatamente extintos, numa golpada semelhante à que tem afastado os independentistas bascos de processos eleitorais, e a ideia era essa, não era?

Não houve foi até hoje condições políticas para a aplicar mas a nossa direita desde que foi vítima de um golpe de estado seguido de um processo revolucionário que não sonha com outra coisa (esquecendo-se de que chegou ao poder através do 28 de maio, uma verdade agora muito inconveniente).

Ocultismos

‘If the euro fails, Europe fails. We have an historical obligation to protect by all means Europe’s unification process begun by our forefathers after centuries of hatred and bloodshed.’ Angela Merkel, Chanceler da Alemanha

Merkel tem razão, mas sabe que este desfecho parece ser inevitável. Enquanto a “Europa” foi uma Comunidade Económica, todos procuravam construir, produzir e vender. A União é uma realidade bastante díspar, presa a pressupostos meramente políticos sob supervisão dos “mercados”, ou seja, a garantia de uma casta. Estes “mercados” derrubaram os primeiros-ministros da Irlanda, Grécia e agora, de Itália. A interrogação lógica será quanto à real solidez das democracias e ao sistema de legitimização desse mesmo poder. Qualquer um dos primeiros-ministros acima mencionados – Sócrates foi inapelavelmente derrubado pelo voto -, chegou ao governo pela clara vontade dos eleitores. Com ou sem maioria absoluta, o exercício do poder executivo era perfeitamente insofismável. Quando alguns parecem enervar-se quando em alguns destes posts se menciona a falácia da “República” – precisamente a dos Presidentes eleitos por 23% dos eleitores e sua escolha prévia pelas direcções partidárias e empresariais, vulgo “mercados” – , este é sem dúvida, um aspecto muito mais relevante a ter em conta. Se aos “mercados” ligarmos gente do calibre de um Murdoch – que tentou derrubar a forma de representação do Estado na Grã-Bretanha e na Austrália, com tudo o que isso significa -, então estamos perante algo de imprevisto.

Há que dar-lhe remédio.

Ganda nóia

Marques Mendes apagou estes comentários do seu Facebook:

 

Enviado por Adelaide Ferreira

Aconteceu hoje

11-11-2011, 11:11:11.

Com tantos uns, só é pena as contas estarem a zeros.

O beatério já manda?

A gente lê e não acredita. «M’espanto às vezes, outras m’avergonho» com o país em que vivo.
Então não é que o Álvaro já fez saber que vai negociar com a Igreja o fim de dois feriados religiosos! O Álvaro, membro de um Governo democraticamente eleito. O meu Governo porque, mesmo não gostando dele, não tenho outro.
Em bicos de pés, como sempre, a Igreja, cujo feito mais impressionante dos últimos tempos foi a tentativa de expulsar de um anexo do Santuário de Fátima uma velha acamada, já anunciou que o feriado de 8 de Dezembro é inegociável. Mas inegociável o quê? O beatério já manda?
Com que direito é que uma instituição privada julga ter tamanho poder sobre as decisões políticas de um país? Com que direito é que o Estado laico celebra com essa instituição Concordatas e outros documentos que mais não são do que uma forma de privilegiar uma Igreja em relação a todas as outras? Com que direito é que o EStado laico se submete às directrizes da Igreja?

Não vai haver espaço para cobardias

Desenganem-se aqueles que acreditam que estas reduções de salários e corte de dois vencimentos mensais por ano são limitados no tempo. Não são. Os mentirosos de turno dizem-nos que são mas, obviamente, como é seu timbre mentem conscientemente. Dentro de dois anos o argumento será que a administração e as empresas públicas não suportarão o choque financeiro de pagar mais dois salários anuais. A intenção é desvalorizar permanentemente os custos do trabalho no Estado e Empresas Públicas e por indução no sector privado. Onde aliás os trabalhadores foram já condenados a trabalhar forçadamente e sem salário durante meia hora por dia a partir do próximo ano.

A estratégia é competir com a China. [Read more…]

País da Treta

treta s.f. – manha, ardil, estratagema, artifício [pl] palavreado para iludir

 

Como observamos todos os dias, os “casos” sucedem-se. São robalos em troca de alheiras, são suspeitas de corrupção, são jobs para os inúmeros boys & girls dos corruptos partidos políticos e assim sucessivamente até à exaustão.

Acontece que estes casos são tratados pelos nossos meios de comunicação social na perspectiva da notícia, do imediato. Assim o caso do momento é divulgado até ao limite ou enquanto vender jornais e, após um determinado período de tempo, é esquecido.

Para evitar este esquecimento iniciámos em 2008 o projecto tretas.org que pretende ser um local de preservação da memória do que se vai passando na arena política em Portugal. Sempre de forma devidamente documentada.

 

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Educação: Portugal não sabe pensar

Seja por desleixo, incompetência ou desonestidade, em Portugal não se perde tempo a pensar. No campo da Educação, apesar de muitos avisos e conselhos, os alegados responsáveis políticos pela coisa educativa dedicam-se, há anos, a decretar ao sabor de muita coisa e ao arrepio da Educação. Pensar? Nem pensar. Planear? Obriga a pensar.

Actualmente, os neoliberais estatais – uma contradição nos termos, eu sei – vivem deslumbrados com a liberdade de escolha na Educação, sempre com o simplismo que caracteriza os simples. Dizem eles que isto será como no mundo empresarial: a concorrência resulta sempre em benefício do consumidor. Ou seja, as escolas concorrem umas com as outras e os alunos sairão beneficiados. E por aqui se ficam, sem pensar, por uma questão de coerência.

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Portugal, Vira-te Para o Mar…

Puôrto, novembro de 2011. Ao longe, no canto inferior* direito, dois submarinos estrategicamente colocados.

* não se vêem mas eles estão lá.

Hoje apetece-em reciclar

nando e manel

A direita a galope no golpe de estado de Otelo

Li  num quiosque em corpo grande “A igreja tem de travar este liberalismo”, na capa de um pasquim inominável, até porque blasfemo, sobretudo falando de igrejas. Estas declarações do franciscano Melícias, juntamente com outras de responsáveis católicos na reforma ou no activo, não sei se violam “o artigo 326º do Código Penal, que reza assim:

“Quem publicamente incitar habitantes do território português ou forças militares, militarizadas ou de segurança ao serviço de Portugal à guerra civil ou à prática da conduta referida no artigo anterior [referente à alteração violenta do Estado de Direito] é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.”

Não sou jurista mas, pensando no último passatempo da nossa direita, liberal ou nem por isso, é capaz de também violar.

É que golpes de estado, não é bem coisa a que se apele, fazem-se em segredo. Quando alguém apela é porque não os vai fazer. Quem percebe de golpes de estado, e Otelo Saraiva de Carvalho é na matéria o nosso maior especialista vivo, se apela, e nem foi o caso, é para não fazer. Até eu que nunca fiz um golpe de estado já tinha reparado nisso.

Declaração de desinteresse: fiz a primeira campanha eleitoral de Ramalho Eanes, na rua, coisa que não assistiu a muito direitóide que hoje ostenta no currículo ter resistido à otolice  dita revolucionária. Já nem falo do José Manuel Fernandes que fez a do Otelo. A nossa direita, de resto, é de uma cobardia espantosa. Agora, com um teclado na mão, ui, são terríveis.

Assim vai a direita em terras de Espanha

Uma montagem em que a ainda ministra da Defesa aparece neste despropósito foi publicada por esta senhora, Francisca Pol Cabrer, vereadora do PP.  Desconhece-se a propriedade do peito utilizado. A senhora do PP já se demitiu e pediu desculpa. No meu  tempo as franquistas eram mais estilo opus dei. Volta Franco, fazes falta à moral e aos costumes das tuas devotas.

Contas mal contadas

Parece que o correio da manha andou a fazer contas, de cabeça e mal feitas, sobre o número de sindicalistas docentes, e resultou a coisa num número avultado que escandalizou vários idiotas inúteis a até mesmo pessoas de bem, esquecidas de que falamos da profissão com maior número de sindicalizados.

Isto foi assim: ao longo de décadas, para lá das duas federações (e suponho que ninguém vai agora defender a unicidade sindical) foram surgindo uns sindicatozinhos docentes, sem qualquer expressão, e que na verdade serviram para muito má gente fazer a vidinha. Como esses sindicatozinhos na hora negocial assinavam sempre com os governos, os governos fizeram de conta que aquilo representava alguma coisa, e tratavam-nos como sindicatos. Um regabofe. [Read more…]

Dias de Outono

Se os belos dias de Outono no Minho pagassem imposto…

Ao que isto chegou

Já tinha observado a situação noutras vezes mas neste mês disparou. Da primeira vez fiquei na dúvida. Estaria mesmo o polícia no meio da estrada a olhar para a minha matrícula para me mandar parar? Entretanto a dúvida dissipou-se e agora tenho a certeza. De há uns tempos para cá, nas operações stop, a polícia manda parar os carros de forma selectiva.

Funciona assim:

  • um polícia posiciona-se num local onde possa ver bem a matrícula do carro que se aproxima;
  • se for uma matrícula que corresponda ao mês de inspecção obrigatória, manda o carro parar;
  • depois vai ao lado do condutor, como de costume, pede os documentos, seguro e documento da inspecção;
  • se tudo estiver em ordem, paciência, lá pode o condutor seguir viagem;
  • se falta a inspecção, pimba!, são 250 euros de multa.

Isto não é inventado. Ontem mesmo fui alvo deste ataque. [Read more…]

O Aventar chegou ao 6


Pelo menos por uns tempos, que os algoritmos do Google não param, atingimos um Google Pagerank de 6/10. Não será coincidência que no mesmo género de blogues em Portugal esta avaliação seja também atingida por outros dois alojados no WordPress (Blasfémias e Insurgente). E, sendo assim, obrigado, WordPress.

Armando Vara, este cidadão foi muito moderado

Hoje à entrada do tribunal Armando Vara ouviu na cara aquilo que 99% dos portugueses pensam dele (e de outros Isaltinos e Limas da mesma laia).

No final ainda teve a lata de reclamar.

Cidadão Armando Vara: convença-se, você e os restantes que colocaram a política ao seu serviço, que não há presunção de inocência que abafe a vox populi. Pode sair ilibado do caso Face Oculta, mas essa é uma questão jurídica.

Nós, os que assistimos à vossa carreira miserável entre a política e os tachos, não abdicamos do nosso julgamento político: por isto, isto e aquilo. E disso já não pode lavar a cara, tal como o vai ouvir na cara até ao fim dos seus dias (e que sejam muitos, se possível sem problemas de audição).

Está tudo bem? Então, mude-se!

O Ministério da Educação deu ordens à Inspecção-Geral da Educação, organismo do dito Ministério, para que abrisse um inquérito em que o primeiro era, de certo modo, parte interessada. O inquérito referia-se às queixas feitas a propósito de eventuais irregularidades no âmbito do concurso de colocação de professores. Com a necessária independência do inquérito ferida à partida, a verdade é que se concluiu que “não se verificaram indícios de irregularidades ou ilegalidades que justifiquem qualquer tipo de procedimento, designadamente de natureza disciplinar”, reconhecendo-se, embora, alguns problemas pontuais que afectaram a vida profissional e, portanto, pessoal de cerca de uma dezena de professores.

No seguimento desse inquérito que descobriu uma tão formosa imagem do concurso de colocação de professores, a mesma Inspecção-Geral propôs que as regras do concurso fossem alteradas, o que se deve, evidentemente, ao facto de ter tudo corrido tão bem.