A Crise Económica em Portugal

Milhões de portugueses estão a viver no limite da miséria absoluta, podendo vir a ser declarado o estado de calamidade pública. O governo já pediu apoio à comunidade internacional…

Só se brinca com coisas sérias

A redacção do Charlie Hebdo foi destruída por uma bomba incendiária, depois de ter anunciado que o jornal desta semana teria Maomé como director. Há uma grande parte da humanidade que ainda não percebeu que só se pode brincar com coisas sérias, sobretudo se forem sagradas. A Igreja levou anos a fingir que prescindiu, muito a contragosto, do poder de queimar tudo o que não lhe agradava. Pode ser que outros lá cheguem, mas a barbárie é muito difícil de extirpar.

Papandreou sofre ataque de Democracia

O ainda primeiro-ministro da Grécia teve um ataque de Democracia, uma doença terrível que leva alguns governantes a consultar o povo, especialmente quando não sabem o que fazer. É certo que os ares daquele país mediterrânico são perigosamente propícios à propagação da enfermidade, tendo em conta que o vírus terá nascido em Atenas. Merkel e Sarkozy já mostraram preocupação com o estado de saúde do governante helénico, tal como a os partidos da oposição e os militares, que, segundo parece, estarão a pensar numa terapia experimentada no Chile, em 1973.

A chanceler alemã já terá declarado que esta situação é insustentável, uma vez que há o perigo de outros povos começarem a colocar a hipótese de pensar que têm direito à sua soberania. Sarkozy, salvaguardando as possíveis discordâncias, terá declarado que esta situação é insustentável, uma vez que há o perigo de outros povos começarem a colocar a hipótese de pensar que têm direito à sua soberania. Durão Barroso, após ter recebido um afago e cócegas na barriga, rebolou e não salvaguardou possíveis discordâncias

Em Portugal, o governo eleito democraticamente e, de acordo com a tradição, com base em promessas que ninguém pensava em cumprir já tomou medidas para evitar a propagação da Democracia: para além dos direitos retirados aos trabalhadores, Paulo Portas já criou uma versão do Pai Nosso que termina com “E livrai-nos dos referendos. Amém.”

Grécia: referendar a crise, ou como constipar os mercados

O anúncio de um referendo à “ajuda” europeia parece que deixou os mercados em pânico. Pudera: a dita ajuda destinava-se aos bancos credores, perante a óbvia conclusão que austeridade dá recessão, e com recessão ninguém paga dívidas.

Não sendo fácil de entender o que está por detrás deste referendo (já agora, convém lembrar que o PS lá do sítio está no governo depois do rebentar da crise, alternando com o PSD/PP respectivo, numa demonstração óbvia de que antes ou depois os pais das crises e sua continuidade são sempre os mesmos), é sintomático que um bocadinho de democracia assuste os mercados. Os mercados preferem tratar destas coisas com uns telefonemas franco-alemães, gente de confiança, banqueiros amigos no BCE, os mercados dão-se mal com a democracia, sempre foi assim, a democracia provoca correntes de ar e eles, coitados, constipam-se. [Read more…]

Miss Campa

Desde sempre tive particular repugnância pelo dia de ontem. Para mim o 1 de Novembro é um dia tétrico, macabro. É um dia de cemitérios, arranjos florais, velas, sebo queimado, tudo numa miscelânea de cheiros que torna o ar irrespirável. Depois, aquelas conversas junto às campas, acerca de tudo e de nada, dos outros, da política, das doenças, do futebol. Um ritual tantas vezes cumprido com inveja e desdém, por cobiça e tédio. A obrigação cumprida para evitar o comentário alheio, a disputa parola dos arranjos florais, o asseio transformado em alcovitice.
Nos EUA, a tradição de engalanar as campas há muito que teria sido aproveitada para promover concursos de beleza. Congregaria na mesma a comunidade e tornaria tudo bem mais interessante.
Um dia, quem sabe, não teremos entre nós a Miss Campa. Já faltou mais, agora até se festeja o Halloween.
(Texto original de 2004)

saber ensinar

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Para a família Isley: May Malen , Felix Isley, Camila de Isley (nascida Iturra González, e Javier, mi Weñe,  que hoje completa dois meses…! Pura criação….

Andamos a pensar no ciclo de ensino e aprendizagem. Sobre educação temos falado bastante. Sobre ensinar, começamos hoje, a partir de um ensaio que reescrevo. Dois acidentes aconteceram no caminho da vida da família Isley: [Read more…]

João Duque, eu pago o meu almoço, vocês pagam o vosso, ok?

Ouvi-o num daqueles espaços publicitários nem por isso bem identificados da TSF uma coisa em forma disto:

– É como no restaurante, almoçámos, estava tudo bem, mas agora temos de pagar a conta. Se calhar alguns de nós têm de ficar uma hora a lavar pratos…

Não o conheço de lado nenhum, João Duque, nem você a mim para me mandar lavar pratos, e falando na dolorosa uma coisa fique bem clara: nunca ganhei um tostão no BPN, nunca joguei na bolsa, não tenho casa na Aldeia da Coelha, não fiz nenhuma Parceria Público Privada e nunca meti um pé na Madeira.

Logo, lava o João Duque os pratos, e sem luvas, lava os pratos com os que roubaram no BPN, os serventuários do Alberto João e os que se prostituíram entre os diversos governos e empresas, enquanto nos copulavam com  favores do estado.

Não há almoços grátis? pois não. Mas paga quem almoçou. Ou há moralidade ou tínhamos comido todos.

Tempo de minhocas e de filhos de meretriz

“O dia deu em chuvoso”, escreveu Álvaro de Campos. Num tempo soturno, melancólico, deprimente. “Tempo de solidão e de incerteza / Tempo de medo e tempo de traição / Tempo de injustiça e de vileza / Tempo de negação”, diria Sophia de Mello Breyner. Tempo de minhocas e de filhos da puta, digo eu. Entendendo-se a expressão como uma metáfora grosseira utilizada no sentido de maldizer alguém ou alguma coisa, acepção veiculada pelo Dicionário da Academia e assente na jurisprudência emanada dos meritíssimos juízes desembargadores do Supremo Tribunal da Justiça. Um reino de filhos da puta é assim uma excelente metáfora de um país chamado Portugal. Que remunera vitaliciamente uma “sinistra matilha” de ex-políticos, quando tudo ou quase tudo à nossa volta se desagrega a caminho de uma miséria colectiva irreversível.

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A maturidade dos mais novos e o quarto mandamento

Escrevo este texto enquanto a filha médica toma conta de uma súbita doença da mãe médica.

É o Quarto Mandamento dos Cristãos e Muçulmanos em ação. Lamento a doença, mas é um facto que apoia o meu argumento. A mãe era para viajar, a doença não lhe permitia. A filha ordenou e a mãe obedeceu. Há maturidade na mais nova, aprendida dos seus ancestrais.

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Palestina na UNESCO, retaliação de Israel e dos EUA

A UNESCO, estrutura da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura, aprovou por larga maioria o ingresso da Palestina, como 195.º membro da organização – 107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções.

Portugal esteve entre os abstencionistas. Fontes do MNE, e segundo julgo saber o próprio ministro, Paulo Portas, justificaram a abstenção de Portugal com a necessidade de alinhamento no seio da UE. Um falsa desculpa, visto que a França votou a favor e, portanto, não houve uma posição concertada a nível dos 27 estados-membros. De resto, a UNESCO é dirigida por Irina Bokova, uma búlgara e cidadã da UE, cujo discurso não poderia ser mais entusiasta, como se prova por esta versão em francês.

Do tom reprobatório do embaixador de Israel, Nimrod Barkan, nada há a estranhar ou a comentar. É um acto que se inscreve na política da agressão e da anexação ilegal de territórios pelo seu país.

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Jogo Cinzento e Desinspirado Do FCPorto

Dois jogos fora, duas derrotas.

Não estamos habituados a isto. Jogamos mal e perdemos bem.

E não vale a pena dizer que é por falta de Falcão.

É só por falta de qualidade. Da equipa do ano passado, só muda um atacante e um treinador. As ilações não são difíceis de tirar.

Numa exibição paupérrima, onde não criamos uma oportunidade de golo, tivemos a sorte de arrancar um pénalti, empatamos, e deixamos logo no minuto seguinte, que num contra-ataque  ficassemos a perder de novo.

É a primeira vez que uma equipa Portuguesa perde com uma Cipriota.

Nada está ainda perdido, mas pouco falta. Por este andar ainda vamos parar de novo à Liga Europa.

A viagem à Ucrania ditará tudo.

Sem saiotes, collants ou pom-pons

Já está. Pela primeira vez desde há muito tempo, verificou-se uma inopinada mudança no Estado-Maior do exército helénico. Não se conhecem ainda os nomes dos generais saneados, ou se existe um Papadopoulos cansado de esfíngicos Rastapopoulos de outras financeiras aventuras. Uma maçada e logo agora que os sempre frenéticos gregos não podem atirar com as culpas para cima de Constantino II que aliás, bem os tem avisado.

O certo é que este render da guarda ateniense, pouco ou nada tem a ver com as conhecidas contradanças que deleitam turistas e em que uns tantos evzones surgem de saiote, collants brancos e chanatas com grandes e farfalhudos pom-pons.

Gorduras de Estado

“Despacho n.º 1/XII — Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária; .
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
Palácio de São Bento, 21 de junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E — Número 1
24 de Junho de 2011″

Pão por deus

Laranja é a Cor do Dia de Hoje

Laranja é a cor com que decidiram pintar-nos hoje.

Vai chover, vai descer a temperatura, vai ventar. Tudo coisas que desconhecemos e que, como bons educadores, os senhores do Instituto de Metereologia fazem o favor de nos ensinar.

Para hoje, o IM prevê para o continente céu geralmente muito nublado, em especial por nuvens altas, nas regiões Norte e Centro, períodos de chuva ou aguaceiros nas regiões do Sul, vento fraco, sendo fraco a moderado do quadrante sul na região Sul, tornando-se gradualmente forte de sudoeste nas terras altas, com rajadas até 70 km/h a partir da tarde.

Pequena descida da temperatura máxima, em especial nas regiões do interior.

Para a Costa Ocidental prevêem-se ondas de oeste com três a quatro metros, sendo de 2,5 a 3 metros a sul do Cabo Raso.

As temperaturas máximas previstas são de 17º para o Porto, 20º para Lisboa e 22º para Faro.

Aqui no Porto, onde me encontro, o sol brilha, não venta e estão 20º de temperatura. São 11 da manhã. Como estamos pintados de laranja, segundo grau de alerta, penso que o melhor é não sair de casa, não vá o diabo tecê-las. Tenho receio!

Todos os anos, faça frio ou faça calor, as recomendações repetem-se, conforme dei conta aqui e também aqui, para além de o ter feito em outras diferentes alturas, pelo que tenho de concluir que somos um povo estranho, que não consegue aprender o que fazer nas mais diversas circunstâncias.

Será que lá para o Norte desta Europa que nos (des)une, estão todos com alertas vermelhos elevados a uma qualquer potência?

Mario Draghi, um homem da Goldman Sachs, logo acima de qualquer suspeita

Em termos de currículo, nada há, contudo, a apontar a Mario Draghi.

Escreve hoje no Público Ana Rita Faria. Há lá agora alguma coisa a apontar ao novo presidente do BCE. Conhecido por Super Mario vai agora trabalhar com Vítor Constâncio, o Super Ceguinho.

. Entre 2002 e 2005 esteve na Goldman Sachs, sendo vice-presidente da sua filial europeia. Não estava lá quando antes disso a mesma Goldman Sachs auxiliou a Grécia a aldrabar as suas contas para poder entrar no euro, mas assinou um artigo com Robert C. Merton, onde se justificava o recurso a este tipo de práticas legais. E consta que andou a vender as mesmas falcatruas enquanto lá esteve. Tudo legal, é claro, dizem os mercados.

O facto de a relação de Mario Draghi com a Goldman Sachs se ter iniciado em 1990 quando “facilitou” a entrada da empresa nos processos de privatização italianos, não é de estranhar já que passava férias com um dos seus dirigentes.

Nada a apontar, portanto. Mario Draghi  é um trafulha à altura do BCE. Estamos entregues à bicharada e a jornalistas ceguinhos de todo. Belmiro manda.

Já agora: além do BCE a  Goldman Sachs tem homens seus à frente do Banco Munical e do Banco Central do Canadá, sendo representada no governo português pelo impagável Carlos Moedas. Vivemos em democracia, é claro, infelizmente não elegemos os bancos.

(informações recolhidas no Le Monde)

Pedro Tesouras Coelho

Pedro Tesouras Coelho

Dia de Todos os Santos

 

Eis a banda sonora dos tempos em que não vivemos, dos tempos que correm em direcção ao passado a uma velocidade assustadora, dos tempos em que se percebe que os fracos pisa-os a História. É importante responder a esta canção do Sérgio Godinho. Como é possível andarmos a construir as cidades que não são para nós, como pode ser isto de trabalhar um dia inteiro por tão pouco? Que estranha força é esta que nos tira toda a força? Hoje será o dia de todos os santos, mas para se ser santo tem de haver uma inumana propensão para aceitar os sofrimentos infligidos, uma tendência para o martírio. Que os outros dias sejam de todos os homens, mesmo que sejam fiéis defuntos.

Telefonemas

Sem hipóteses de um terramoto a sério, ficamo-nos por imaginadas réplicas, desta vez registadas por telefone e por certos almoços, já confirmados.”Diz-se” que anda alguém a dedilhar teclados móveis a partir da rive gauche parisiense, tendo como receptadores das mensagens, alguns devotos seguidores de uma preclara obra de dignificação nacional.

O argumento é bem conhecido e não vai além de um “se”: “se o PECIV não tivesse sido chumbado”…, decerto o país “estaria muito melhor” e “não seriam necessárias as medidas a que temos assistido”.

Este can-can à maneira da folie bergère é muito audível, mas o problema será tentarem justificar a apresentação dos já passados PECI, II e III. Existiram “porque sim”, só para chatear?

O estado gordo

Bolinhos’bolinhós

E se nada receberem cantarão:

Esta casa cheira a alho
Aqui mora algum bandalho.

Senhores autarcas: é preciso saber educar

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…para Hérito Spencer, que colaborou na parte inormática, com suceso…

 Longe de mim a ideia de que os autarcas dos concelhos comecem a dar aulas. A ideia é bem mais simples. Saber educar significa escolher os docentes com paciência, que não ensinem pelos livros dos doutores e que saibam orientar os seus estudantes nos sítios certos onde acontecem os factos que os aprendizes de feiticeiros, isto é, de cidadania, saibam para se orientar dentro da vida que devem viver como adultos: [Read more…]

Era uma vez um rapaz…..

…para mi Weñe…ou Javier Max Raúl Isley

Conto de embalar para a minha descendência. Era uma vez um rapaz que não conseguia dormir. Ainda bebé e depois da mamada, dormir não conseguia. [Read more…]

Rostos da Crise

Acontece em Barcelos, como bem pode estar a acontecer em Famalicão, Braga, Guimarães, Trofa ou Vizela; há muitas fábricas fechadas, muitas a fechar, muitas mais a implodir porque já só tiveram dinheiro para entregar o IVA de mercadorias que ainda não lhes foram pagas. Acontece em Barcelos. Estamos cercados.

Eu não tenho nada a dizer

Como nunca me manifestei contra as relações económicas entre Portugal e a Venezuela (que está muito mais longe de ser uma ditadura do que a Colômbia ou as Honduras) nem contra que um primeiro-ministro promova netbooks assamblados em Portugal (ou se quiserem, Magalhães aqui montados), não tenho nada a dizer sobre o que Passos Coelho andou a falar com o governo do México ou sobre a visita de Paulo Portas à Venezuela. No caso deste último sempre ficamos a saber onde anda durante três dias, não tendo de fazer prova de vida, como o sr. Piça.

Mas isto sou eu. A direita que na oposição andou a fazer tiro ao alvo com metralhadoras pesadas é que deve estar furiosa. Já faltou mais para o governo cair nas sondagens.

Papandreou quer referendar plano

Há poucos minutos a Bloomberg noticiou que George Papandreou, primeiro ministro grego, defende que o novo empréstimo e o default controlado de 50%, terão de ser submetidos a um referendo.

Parece que as horas extraordinárias da última Quarta poderão não ter servido para nada.

Aguardam-se desenvolvimentos.

Piça não morreu e quer trabalhar

Já Mark Twain tinha considerado a notícia da sua morte um exagero, dado que estava bem vivo quando a notícia saiu num jornal. Também em Portugal foi declarado um óbito um pouco apressado: um membro da nossa sociedade continua, afinal, activo.

Outro Hipócrita

Ângelo Correia sobre os “Direitos Adquiridos”, os dele, sagrados, os dos outros, nem tanto.

Pode ler a biografia deste grade estadista aqui. Infelizmente não nos faltam homens desta estatura na vida política nacional.

Acertar ponteiros

Neste passado Domingo perdeu-se mais uma oportunidade de melhorar a coesão nacional: os Açores foram obrigados a atrasar uma hora tal como Portugal continental e a Madeira. Ou seja continuam atrasados uma hora em relação ao resto do país. Não é justo.

Claro que pode usar-se o argumento dos meridianos e tal e coisa, mas não deixa de ser uma oportunidade perdida.

Esses liberais, neo-liberais e ultra-liberais portugueses

A esquerda e o intermitente PS de direita ou esquerda conforme é governo ou oposição têm bramado com considerável insistência que o país padece dos males trazidos pelo neo-liberalismo. E que até há políticas ultra-liberais.

Confesso que não sei muito bem do que estarão a falar, já que liberalismo implica que o Estado tenha um papel não intervencionista na economia e na sociedade em geral. Como todos sabemos, não há negócio neste país que não precise do encosto estatal e não há porcaria de aspecto da nossa vida que não mereça um decreto parlamentar. Portanto, liberalismo em Portugal? Será melhor ler algo pronto a clicar, como a Wikipédia, por exemplo.

Vem isto a propósito destes partidos praticamente reclamarem que o PSD e Pedro Passos Coelho personificam o liberalismo. Mas então, o que terão a dizer das declarações que PPC ontem fez sobre a necessidade de criar condições de financiamento das empresas públicas junto da banca? Será isto liberalismo?

Se o intervencionismo que tem ditado o rumo da nossa economia, quase sem excepção, tem ponta de liberalismo, então o melhor será eu dedicar-me à pesca (depois de pedido o adequado subsídio, perdão, incentivo).