Mais Pisa, torres e torres erguendo em plano inclinado

arquitectura oral

Quase 73% dos alunos testados declararam que em casa existem dois ou mais computadores.
(…) Em matéria de computadores em casa passámos de 30,9% com dois ou mais para 72,9%, enquanto na OCDE a média cresceu apenas de 53,6% para 59,7%. Sendo alunos com 15 anos, será que todos tiveram irmãos com Magalhães? (…)
Em quase 59% dos casos são referidos dois automóveis no agregado familiar.
Em todos estes parâmetros, a amostra portuguesa parece mais rica do que a média da OCDE. Interessante.

Mais dados sobre os jovens portugueses que fizeram os testes Pisa, publicados pelo Paulo Guinote. Muito interessante.

Direito de arrependimento ou desistência nos contratos de crédito ao consumidor

Nos contratos de crédito ao consumidor é agora de 14 dias corridos (anteriormente era de 7 dias úteis) o período dentro do qual o consumidor pode exercer o seu direito de arrependimento ou desistência…

E é bom que se tenha decretado o número de dias seguidos porque já houve uma peregrina decisão dos tribunais segundo a qual o sábado era dia útil para este efeito, quando os bancos têm as portas fechadas e se o consumidor quiser lá ir entregar a carta de renúncia ou arrependimento não pode fazê-lo… se bem que a lei aponte para o registo com aviso de recepção, mas não exclua qualquer outra modalidade que de modo inequívoco e comprovado se mostre que o consumidor exerceu o seu direito…

E como se conta o prazo? [Read more…]

O Ramadão do Natal

o natal dos muçulmanos é o mes do arrepentimento e do perdão

Dois conceitos diferentes dentro de uma aparente contradição. Ramadão, luto islâmico para comemorar a festa da vida que salvaria o mundo ou concepção do Alcorão a Mamede pela sua divindade; Natal, festa cristã a seguir ao Anuncio ou Advento, a melancolia prévia à comemoração de um Nascimento que salvaria a vida humana. Como acontece no quotidiano da vida. Como acontece a esse puto que pergunta à sua avó: é verdade que vais morrer e ela responde: Gostaria que fosse possível salvar a minha vida e te acompanhar sempre!?. Ramadão e Advento do pequeno ao entender, com surpresa, que uma mulher nova e querida o vai abandonar e nada mais lhe vai contar, dizer, acarinhar, beijar. Contar essas histórias que entretêm o mais novo, acarinhar ao passar as mãos pelo cabelo, ao dizer que lindo que está meu menino, tão bem penteado por mim, e o puto orgulha-se dessa vida tão activa que trata da sua. Começa o Ramadão, talvez cumprido, talvez distante, mas de certeza triste. Jejum e abstinência, como no Advento. Porque é-lhe dito que a avó estará sempre com ele, em [Read more…]

Rota do Património da Humanidade do Vale Internacional do Douro/Duero

Já em tempos aqui antecipei (tendo sido na altura muito bem secundado por  Daniel Rodrigues) esta verdadeira “vantagem competitiva” que é a feliz concentração de locais classificados pela UNESCO em toda esta grande região. É com alegria que vejo materializar-se este desiderato estratégico para a indústria turística regional através de uma associação de entidades portuguesas e espanholas. É assim que as coisas devem ser: com visão, horizontes abertos, ultrapassando as fronteiras artificiais que nos tolhem, em rêde. A estratégia regional terá sempre que ser construída nestes moldes. Afinal estamos posicionados geograficamente num dos mais importantes “nós” da Ibéria. [Read more…]

Vá passear

É certo que está um frio bom para pinguins e que férias são só para quem as tem. É certo que o pessoal aperta o cinto e que para o ano vai ser pior, ao que se diz. É certo que a gente anda de trombas e há quem não veja saída, nem entrada, nem veja nada. E é bem certo que há muito quem fique mal disposto e lhe dê azia por ver outros que se divertem e se passeiam.

Mas também é certo que há quem não esgote a vida apenas fazendo contas a amanhãs que já não cantam. E há quem viva durante a crise por poder estar morto depois dela (pois para morrer parece  – há quem diga transparece – que basta estar vivo). E consta que há vida para além do pessimismo, como muito bem diria o outro, ou outro em seu lugar.

Porque há toda uma indústria (não, não vou escrever panóplia) de coisas para fazer e viver que também passa dias difíceis. Há muito que fazer no Algarve, muito que experimentar no Douro e muito que viver na serra.

É por isso que lhe digo caro amigo, aproveite se puder, e vá passear.

Este ano não há Pai Natal

A responsabilidade é da polícia britânica, embora esta acuse os estudantes de terem envolvido o Pai Natal nos seus protestos.

Lei das garantias de móveis e imóveis: o prazo para reparação ou substituição de coisas móveis

Os consumidores desesperam porque, por vezes, ao pretenderem fazer actuar as garantias dos equipamentos que adquirem, os prazos alongam-se desmesuradamente, campeando a maior impunidade.

Nem sempre sabem, porém, que direitos têm neste particular.

E é necessário esclarecê-los para que ajam de modo conveniente sempre que resistências se registem ou sobrevenha o incumprimento ou a inobservância das regras mais elementares vertidas a este propósito.

O que diz a LG – Lei das Garantias? [Read more…]

Como se dorme na Suécia?

Desengane-se. Aqui não vamos falar sobre o caso de Julian Assange. A palavra ‘dormir’ não vem aqui num sentido figurado mas sim na sua verdadeira essência.

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Sabem aquela coisa de dizer que dormir bem, além de fazer bem à saúde, torna as pessoas mais bonita? Parece que é verdade. Há mesmo um sono de beleza. Pelo menos é o que garante um grupo de cientistas depois de um estudo experimental liderado por John Axelsson, do famoso Karolinska Institute, da Suécia.

O estudo concluiu que que as pessoas que dormem mal “parecem menos saudáveis, menos atraentes e mais cansadas quando comparadas com quem descansa bem”. Foi assim na Suécia.

Our findings show that sleep deprived people appear less healthy, less attractive, and more tired compared with when they are well rested. This suggests that humans are sensitive to sleep related facial cues, with potential implications for social and clinical judgments and behaviour. Studies are warranted for understanding how these effects may affect clinical decision making and can add knowledge with direct implications in a medical context.

Agora vamos lá a uma beleza de sono. Até amanhã.

A fuga


Algo de muito indecente se está a passar em Portugal. Além de Bruxelas, chegam outras notícias semelhantes de Berlim e de outras capitais de países onde se recebem salários indubitavelmente superiores aos nossos. Aqui está um exemplo da boa governação que Portugal tem tido ao longo das últimas décadas:

“Há 3 anos que arrasto um problema dos grandes: uma acção de despejo que a minha senhoria me pôs. Saiu agora a sentença: vou para a rua (ao fim de 37 anos). O senhorio era o pai, enquanto usufrutuário e ele morreu. Pela nova lei do arrendamento ela pode fazê-lo, porque a protecção dada a quem tem mais de 65 anos ou 35 de arrendamento, acabou.
Escrevo-te da Bélgica. Vim passar o Natal com a minha irmã e tratar da minha vinda para cá. Aqui as casas são ao mesmo preço, mas inclui água quente e fria e aquecimento central; isso diminui muito a factura da electricidade. O ginásio que tenho de frequentar sempre é a menos de metade do preço. Até a comida do gato é 10 euros mais barata. A vida é mais fácil. O pior é deixar os amigos e os coros, embora aqui depressa arranje outro. E muitas outras ocupações.”

Estas linhas foram escritas por uma senhora que ultrapassou os setenta anos de idade e é amiga dos meus pais. Afinal, não são apenas os ex-pastores, ex-empregados de limpeza, operários desempregados e recém-licenciados a abandonar o nosso país. Bem vistas as coisas, os portugueses estão agora a fugir da fome e da espera da morte ao relento. Há que pôr cobro a isto.

O técnico dos lagartos e das maçãs podres


Na minha terra, os adeptos do clube das maçãs podres são conhecidos como largatos. Não é erro, é mesmo largatos.
Pelos vistos eles não gostaram. Mas foi muito giro ouvir um jornalista chamar-lhes lagartos, têm de admitir que foi.
Agora se percebe a analogia de José Eduardo Bettencourt. Dentro das maçãs podres, costuma haver lagartos!
Cá por mim, António Cancela forever…

A Isabel Moreira disse que o Primeiro-Ministro não é mentiroso

Em resposta ao Daniel Oliveira, ainda sobre o Wikileaks, a Isabel Moreira disse que o Primeiro-Ministro e o Ministro dos Negócios Estrangeiros não são mentirosos.
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A sério, disse mesmo. Mas ainda não consegui parar de rir.

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Pisolim

pisolim

pisolim
(italiano pisolino)
   s. m.
  
1. Torre inclinada de onde os acrobatas formam os saltos estatísticos
   2. Fig. sucesso educativo feito de estatísticas

A caminho da felicidade

escravos, china, 2010

Quando o honrado empresário português tiver todas as leis para despedir, sem indemnização, o colaborador com quem embirrou pela manhã, quando o subsídio de desemprego encolher de vez e se reduzir a meia-dúzia de meses, quando tivermos um milhão de desempregados, esta espécie de gente continuará a pedir mais flexibilidade nos despedimentos, porque sim, porque só assim se criarão novos postos de trabalho, e todos serão contratados a prazo pelo novo salário mínimo de 200 euros, e o desemprego baixará.

Então as multinacionais deslocalizarão umas fábricas para Portugal e algumas economias emergentes, esclavagistas e asiáticas, tremerão com a ameaça da nossa concorrência.

Já faltou mais.

cortes selectivos

Natal.mito, ritual ou processo comercial?

se for ritual, não esqueça o Orçamento de Estado de 2011...

Para os meus netos Tomas e Maira Iturra van Emden e à preciosa nova neta May Malen Iturra Isley

Em 1260, na sua obra Provérbios, Tomás de Aquino escreve elementos do que viria a ser a sua obra O Catecismo, editado pelos Frades Dominicanos e mais tarde, em 1878, pelo Papa Leão XII, nascido a 20 de Fevereiro de 1878, foi eleito sucessor do Papa Pio IX. É frequente referirem-se ao Papa Leão XIII por suas duas importantes encíclicas: Rerum Novarum, a de 1891, sobre os direitos e deveres do capital e trabalho, em que introduziu a ideia da subsidiariedade no pensamento social católico e a Aeterni Patris, de 1879, sobre a Filosofia, onde destaca a importância do retorno à Filosofia de São Tomás de Aquino do Vaticano, a sua primeira preocupação é declarar a obra de

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Upload Lisboa 2010

Foi com um largo sorriso que reagi quando ao chegar ao Porto, vindo do Upload Lisboa 2010, deparo com as luzes do Dragão, bancada a bancada, a apagar. Um final perfeito de viagem no dia em que troquei mais um espectáculo de gala no Dragão por uma palestra no muito bem organizado Upload Lisboa.

Uma espécie de mensagem subliminar do Dragão, estilo “Estás perdoado, pá” e no fundo até estou: sempre fui explicar, a propósito da morte do assessor de imprensa, que o consultor de comunicação é um maestro e socorri-me do exemplo de Jorge Nuno Pinto da Costa para exemplificar o que é o maestro dos maestros: Aquele que, como Pinto da Costa, pode até nem ser “grande espiga” a chutar numa bola mas sabe mais de futebol que o Mourinho e o Cristiano Ronaldo juntos.

Tal como aqueles jogadores que já em férias são convocados de repente para substituir um colega lesionado, eu fui chamado a comparecer no Upload Lisboa (Reitoria da Universidade Nova de Lisboa) para encerrar o mesmo com uma intervenção subordinada ao tema “A Morte do Assessor de Imprensa”. Foi uma espécie de visita de médico e dei por muito bem empregue o meu tempo: estive com o Rodrigo (o culpado), finalmente conheci pessoalmente a Jonas (já estou desculpado?) que não sei se é uma mulher do norte mas a fibra está lá toda; conheci a Ana (responsável do Facebook do Sapo) que é uma simpatia assim como a encantadora Alda Telles. Tive a oportunidade de assistir às intervenções da Maria João “Jonas” Nogueira (Sapo), do Carlos Merigo (Brainstorm#9) e do Alexandre Maron (Editora Globo). Só lamento não ter tido hipótese de ouvir o Brian Solis. A minha comunicação foi moderada pelo Armando Alves e o Nuno Ramos de Almeida esteve quase a perguntar pela fruta quando viu um determinado slide…

Uma nota final para destacar a Virgínia Coutinho: é fantástico verificar que ainda existe gente jovem disposta a arriscar e com muita carolice conseguir organizar eventos desta envergadura. Os meus parabéns para ela e toda a sua equipa.

Sócrates e Amado cúmplices em crimes de morte

O El País confirma via Wikileaks: o governo português autorizou em 2007 a passagem por Portugal dos voos da morte, de “repatriamento” de prisioneiros de Guantanamo para os seus países de origem, onde na altura foram torturados e em seguida desapareceram.

Além de cúmplices destes assassinatos são mentirosos, o que não sendo novidade neste caso passa todos os limites. Ouça:

Agora demitam-se.

Arrastando

Sabiam que o o nosso colega “republicano de extrema-esquerda” Daniel Oliveira, faz parte do Conselho Editorial da Guimarães Editores, propriedade de Paulo Teixeira Pinto, o Presidente da Causa Real? Há coisas giras, não há?

As escolas que fizeram os testes Pisa em 2006 e as que fizeram em 2009

Seria muito interessantes saber quais foram as escolas que participaram no Pisa em 2009. Perante as suspeitas, o Ministério da Educação fecha-se em copas e é a própria Ministra a dizer que não sabe quais foram as escolas que fizeram os testes. É curioso, porque a OCDE também diz que não sabe. Ninguém sabe.
Os procedimentos do Ministério devem ter mudado muito. É que em 2006 todos sabiam quais tinham sido as escolas a participar nos testes PISA. O relatório do GAVE, coordenado por Carlos Pinto-Ferreira e publicado em Dezembro de 2007, descreve pormenorizadamente os resultados em função da área geográfica dos alunos e chega mesmo a distinguir entre escolas públicas e escolas privadas.

Já quando se analisam os níveis médios de desempenho a literacia científica dos alunos segundo a região onde se localiza a escola que frequentam pode-se observar no mapa seguinte que os alunos portugueses obtêm níveis de desempenho muito semelhantes, sendo mais baixos nas ilhas (463 na Região Autónoma dos Açores e 466 na Região Autónoma da Madeira) e os mais elevados no Algarve (486), Centro (481) e Lisboa (477).

Ora, se sabem as regiões também sabem quais as escolas decada região que participaram. E quais delas eram públicas ou privadas. Sabem mas, pelos vistos, não querem dizer.
Como dizia o Paulo Guinote há uns dias, [Read more…]

Pagar impostos para ser despedido?

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Dizem que a inteligência é limitada mas que a estupidez pode ser infinita. A esta última acrescento a cretinice.

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A flexibilização das leis do trabalho – a farsa

A flexibilização das leis do trabalho é repetida receita do FMI e da Comissão Europeia para vencer o problema da competitividade e do desemprego em Portugal. O nosso governo, servil e obediente, nem hesita. Hoje, o Conselho de Ministros legislará de acordo com a receita.

Se em anterior, e de certo modo recente, revisão do Código de Trabalho, já tínhamos entrado na farsa, agora cantamos, tonitruantes, a presença. O socialista Sócrates, no seio da família europeia, exultará amanhã estar a governar um País reverente e até humilde na partilha da soberania – o social-democrata Coelho, a quem este trabalho sujo servirá de proveito, mantém-se naturalmente calado e sereno.

Há evidências de que a citada flexibilização é, de facto, uma farsa. Veja-se, por exemplo, o que diz hoje The Guardian, ao denunciar o agravamento do desemprego para 2,5 M de pessoas no Reino Unido. Um país de leis laborais flexíveis; assim como os EUA, citado no último parágrafo do jornal inglês, que não logram baixar dos 10% de desemprego. Que medidas terá o FMI para estes casos?

A Sala Oval


A propósito da bisbilhotice no WikiLeaks, consta que o sr. Cavaco Silva é vingativo e que o seu despeito quanto aos EUA, deve-se ao facto de jamais ter sido convidado para a Sala Oval. Não podemos crer!

Como Se Fora Um Conto – A Mercearia do Sr. Janeira

Dia a dia dou por mim a beber a minha cidade, sem sofreguidão, saboreando cada momento, cada pessoa, cada rua, cada viela, avenida ou alameda.

Aprecio o sol coado pela suave bruma, engulo com satisfação os ditos, os palavrões, a calma do senhor que está sentado num banco de jardim a ler o jornal, ou a senhora atarefada que com o saco meio cheio vem da mercearia.

Com muito vagar, sinto o tempo a passar pelo meu corpo, andando para trás, e revejo a vida da minha rua na altura em que eu era pouco mais que adolescente e olhava tudo e todos, julgando que os não via.

Na minha rua havia de tudo, gente de todas as classes sociais e lojas e fábricas e tudo. Era uma rua muito completa e variada. [Read more…]

Crianças, venham ao Circo Cardinali – onde os animais são tratados como merecem

http://rd.videos.sapo.cv/play?file=http://rd.videos.sapo.cv/91o0eQzGZcZN0OHuzTAT/mov/1

Natal-imaginário infantil, imaginário adulto ou troca social

Natal costumava ser festa da alegria, mas a crise económica de hoje...

Para o meu próximo descendente, essa criança, filha de uma das nossas filhas

1. Natal

Os leitores devem estar habituados a ler nos meus textos, uma ideia em que sempre teimo: qualquer grupo social tem, pelo menos, duas formas de ser ou duas culturas: a dos adultos e a das crianças. A do adulto, esse imaginário para calcular e decidir; a da criança, essa fantasia à espera. A do adulto, para calcular e decidir, porque vive no meio das finanças, dos orçamentos. Fantasia à espera, por viver no meio dos mimos, recebidos ou esperados. Duas lógicas de ideias que andam, ora entrelaçadas ora paralelas – umas no lar, outras, à distância. É na altura da noite e do frio, que começamos a pensar nesta brincadeira das duas culturas. [Read more…]

A Intolerância é um Nojo

Venha de onde vier, defenda-a quem a defender, a intolerância é um nojo inadmissível. Eis um paradoxo: como ser tolerante com estes intolerantes?

Por exemplo, chicotear uma mulher por usar calças.

33% das indemnizações compensatórias 2010 vão para RTP e LUSA

Indemnizações compensatórias 2010

Neste gráfico, feito com os dados publicados hoje no Diário da República, vemos que o grosso das indemnizações compensatórias para 2010 vai para duas áreas principais:

  1. Comunicação social (RTP e LUSA): 32,90%
  2. Empresas de transportes públicos (Carris, STCP, CP, ML, REFER, Metro do Porto, SATA, TAP, SOFLUSA e TRANSTEJO): 46.16%

A análise destes números revela alguns aspectos curiosos. É o que se aborda a seguir.

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Não esquecer Bradley Manning

O jovem norte-americano acusado de ter passado documento à Wikileaks é o verdadeiro herói em cativeiro, mais que Assange, que como cidadão australiano e com cobertura mediática vai tendo alguns meios de defesa. Bradley vai ser julgado por um tribunal militar, e dificilmente escapará a uma sentença de 50 anos de prisão. Pode manifestar a sua solidariedade na página de apoio no Facebook.

A libertação de Assange e uma comparação com Vale e Azevedo

Vale e Azevedo, acusado de crimes de milhões em Portugal e com mais acusações em Inglaterra, anda há anos a fugir de uma extradição para o nosso país. Complacente, o sistema judicial de Sua Majestade esforça-se por não incomodar muito o cavalheiro que, de recurso em recurso, vai gozando os muitos milhões que roubou.
Com Julian Assange, a Justiça britânica foi bem mais eficaz. Prisão preventiva numa cela de isolamento, libertação passados uns dias sob caução milionária, obrigação de utilização de pulseira electrónica e audiência decisiva já no início de Janeiro. Tudo porque duas activistas políticas ao serviço dos Estados Unidos não conseguiram aguentar com o garanhão australiano.
Julian Assange assusta os terroristas deste mundo. É bom, mesmo sabendo que ele tem os dias contados. Vão matá-lo a sangue frio mais cedo ou mais tarde.

A regionalização não vai custar nem mais um tostão…

Um dos argumentos apresentados para justificar a não reorganização administrativa e política do estado é o custo que isso iria ter.

Esta verdade absoluta é postulada inclusive por aqueles que tiveream responsabilidade directa na criação do estado que temos actualmente que, tenho ouvido dizer, não é assim tão sustentável quanto isso.

Para perceber porque não pode a regionalização custar nem mais um tostão e apresentar ideias sobre como o fazer, o Movimento Partido do Norte vai realizar no próximo sábado, 18 de dezembro, no Ateneu Comercial do Porto, ás 16.30, uma sessão sobre este tema com a participação de Eng. Carlos Brito, Dr. Pedro Froufe Madeira e Dr. Paulo Morais.

Estamos na altura de construir novas opções e pensar de forma diferente na resolução dos nossos problemas, se quiserem fazer parte dessa discussão apareçam.