Amar na Galiza e em Portugal. Ensaio de etnopsicologia da infância

Mona Lisa é a imagem de Maria Cheia de Graça:calma, serena, alegre

para o amor dos meus amores, que bem sabe quem é… serena e forte como a imagem e cheia de graça e gracejos…

Parece-me impossível falar dos sentimentos de uma rapariga que amo e me ama, sem compara-los com outra histórias de vida que uso como método de pesquisa, no que diz respeito aos sentimentos. Raparigas que, no seu tempo, eram novas e hoje em dia são senhoras com filhos. O tempo passa sem perdoar um minuto na vida dos seres humanos. No ensaio a seguir a este, vou querer comparar essas formas de emotividade, sob a ideia de que no rasto da sexualidade caminha o amor. Tenho sido amado e amo e estou certo que quem andou comigo na Galiza, ama-me também. Ser amado por uma mulher adulta e madura, é a delícia das delícias. Ainda que tenha por vezes, comportamentos ofuscados, que, por fazer o dia mais brilhante, não nos permite ver.

A. Victoria

Analisando os sentimentos de três raparigas e comparando com os meus e os dela, poso concluir o que é amor. Victoria, por causa do povo a que pertence, tem que se resignar a partilhar o amor do seu homem com outras mulheres, o que deve ser difícil, se já é difícil amar e seduzir apenas uma… Mas, o seu povo é a etnia Picunche, que amam de uma outra maneira. Pelos laços das ideias, vamos considerar Victoria com a letra A, classificando a Pilar e Anabela, com as letras B e C, para colaborar com a leitura de quem tenha a ousadia de entrar por estas linhas…

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O PS de Sócrates visto da minha aldeia

O Victor Baptista poderia ser hoje, assim o tivesse querido em 2005, tal como aconteceu em 1995, Presidente do IEFP, Presidente do Metro, da Segurança Social, Governador Civil, para não falar de outros lugares em Lisboa. Todos eles a ganhar bem mais dinheiro e com mais tempo disponível para se dedicar e influenciar as lutas internas no PS.
Não quis e fez bem, porque tem sido mais útil no Parlamento a defender o Governo do PS, conforme demonstra o estudo feito por entendidos e publicado nas Beiras.

Luís Vilar  As Beiras.

O autor desta declaração de apoio a Victor Baptista à Federação Distrital de Coimbra do PS está presentemente a ser julgado juntamente com Domingos Névoa por um toma-lá-dá-cá que inclui financiamento partidário ilícito. Em breve será também julgado no processo dos amigos dos Correios. Nada disto impediu o diligente deputado Baptista de o ter mantido como responsável pela captação de fundos no distrito nos processos eleitorais do ano passado, e não me venham com a presunção da inocência, que quem mexe com dinheiros deve ser como a mulher de César.

O bom senso impediu-me de publicar este desabafo até ao contar dos votos no PS de Coimbra. Não me meto em searas alheias mas conheci o Mário Ruivo na AAC e guardei dele a imagem de alguém honesto, o que nos tempos que correm não é fácil de encontrar num aparelho partidário. Parabéns Mário.

Baptista perdeu ontem as eleições (notando-se que até Sócrates estava farto deste muito contraproducente apoiante) e como é óbvio vai impugná-las.

Foto roubada ao Diário As Beiras

Paulo Guilherme d'Eça Leal 1932-2010

Paulo Guilherme d’Eça Leal morreu ontem aos setenta e oito anos. A atual imprensa portuguesa dedica-lhe uma nota de rodapé, copiada palavra por palavra e replicada por quase todos os jornais. Faz mal, Paulo Guilherme foi muito mais, fez muito mais, merecia muito mais.

Na biografia de seu pai – Olavo d’Eça Leal, também artista multifacetado e um dos colaboradores da revista Presença – encontramos esta referência a Paulo Guilherme:

“Paulo-Guilherme d’Eça Leal (b.21.07.1932, Lisbon), Olavo’s eldest son, is an incredibly proliphic graphic designer (more than 3000 illustrations printed in books, magazines, book covers, posters, billboards, etc…), stage designer (in Paris, Rome, Madrid, Lisbon), painter, draughtsman, architect (Lisbon Airport, 1985-2000), chef, restaurateur and night club owner and designer. Caixote, 3 Porquinhos, Snob, Snobissimo, Cabaretissimo, etc., in Lisbon and Cascais, Coutada in Oporto…

…But his eclectic list of talents goes on. Interior designer (headquarters of Banco Totta & Azores in Avenida dos Aliados, Oporto was, probably, his most outstanding achievement, commissioned directly by Antonio Champalimaud when he first bought the bank, a tour de force in massive blocks of glass and stone and cement within a 19th century palace…), photographer and photo journalist, poet, short stories writer, journalist, historian and researcher on exoteric subjects such as the Templar (The Treasure of the Templar) and the pyramids (The Secret of Keops). Film director. More than a dozen books published.”

Capa de Paulo Guilherme

É um pouco mais, mas não é tudo. Faltaria falar do dandy, do boémio, do provocador, do editor, do inventor do logotipo da Contraponto de Luiz Pacheco, do autor de algumas das mais belas capas de livros editados em Portugal, do escultor, do gravador e criador de medalhalhística, do colecionador, do conferencista, etc., etc.

Debilitado há longo tempo, finou-se ontem em Lisboa.

À J., ao Francisco e aos mais próximos, um abraço amigo nesta hora difícil.

Falar sozinho no Plano Inclinado é uma coisa, debater a sério era uma maçada

Há um, dois anos, pensei em candidatar-me à Presidência da República, e disse-o a uma ou outra pessoa de família. Mas depois comecei a pensar: para quê? Primeiro, não sou eleito, não tenho nenhum partido a apoiar-me e, portanto, ia andar 90 dias (…) a dizer umas coisas. A minha intenção não era propriamente chegar a Belém, e por uma razão que eu referi ao professor Cavaco Silva antes de ele se candidatar: o Presidente da República não tem poderes para pôr ordem neste país. Com estes poderes, não quereria. E ia ter uma série de maçadas só para discutir outros assuntos diferentes dos habituais.

Medina Carreira, em entrevista ao Marcelino dos Tablóides

É toda uma tradição nacional: Salazar fez-se eleger para o parlamento republicano (pela vila de Arganil onde nunca meteu as botas) mas não usou o cargo de deputado. Era uma maçada. Mais tarde soube chegar a chefe do governo com todos os poderes para por ordem no país. É o sonho do Merdina Carreira. Valha-nos que a idade já não lhe perdoa, e a tropa anda sossegada, mas tenhamos em conta que este é amigo do Passos. O que somado ao Ângelo das Inventonas começa a ser uma ameaça. Ou pelo menos uma maçada.

Em plena Lapa?!


Com tanta gente chique da extrema-direita e do BE, com tantos bem falantes e pensantes devoradores de sushi que moram por aquelas redondezas… Este prédio situa-se na Lapa e como podem ver, não é feio. Está escandalosamente abandonado e esquecido. A CML lá deixa andar as coisas, neste caso, o cuidadoso Plano Director Municipal de Degradação. Depois, lá chegará a vez do camartelo e a construção de mais uma pocilga em betão e vidro, mas com garagem e jacuzzi no projecto. É só esperarmos um pouco mais.

Guns n' Roses no Pavilhão Atlântico. Tocaram esta?


A música que me faz recordar a primeira turma da minha vida de professor. A turma da minha vida. Rio Tinto, 1993. O Tiago lembra-se.

PEC 4 – Ideias

Do tanto que nos vão continuar a foder, sugiro a instauração do Imposto Sobre o Orgasmo no pacote de medidas do PEC 4.

Sobre as Praças de Marrocos

Mogador

Baluarte da muralha de Mogador. autor desconhecido

“Ficávamos nas praças de Marrocos como a bordo das nossas naus; porém as naus iam, vinham, livremente pelos mares, multiplicando a força, distribuindo o castigo; ao passo que as praças de África eram pontões imóveis, ancorados, constantemente batidos pelas vagas da mourama tempestuosa” Oliveira Martins (MARTINS, 1947, pág. 258-259)

As Praças-fortes portuguesas em Marrocos eram um problema para o país. Rodeadas de inimigos, encontravam-se isoladas e dependiam da metrópole ao nível do abastecimento e víveres. Portugal fazia esforços para celebrar acordos com os mouros que habitavam as áreas circundantes. Esses acordos davam origem a uma relação de vassalagem entre os mouros e a coroa portuguesa. No seu âmbito Portugal garantia protecção aos seus vassalos, bem como o direito de livre circulação e exercício de actividade comercial nos seus domínios. Em troca assegurava um clima de paz com as áreas circundantes às praças e cobrava tributos em espécie, principalmente cereais e gado. As tribos que aceitavam a vassalagem à coroa portuguesa eram chamadas de “Mouros de Pazes” ou “Mouros de Sinal”.

A situação tinha contornos completamente diferentes nas praças do Norte e nas praças do Sul, resultados das características das duas regiões, fosse ao nível geográfico, climático, do povoamento ou políticas, fosse pela própria forma como Portugal implementou o seu estabelecimento em cada uma delas. [Read more…]

Bibiana Steinhaus, a árbitra do próximo F.C.Porto – Benfica

A Liga Portuguesa de Futebol, por força de compulsivo acordo entre Pinto da Costa e de Luís Filipe Vieira, já escolheu a equipa de arbitragem para o jogo F.C.Porto – Benfica da 10.ª jornada, em 7 de Novembro próximo. Será dirigida pela alemã Bibiana Steinhaus. Em princípio, não haverá lances duvidosos. Jogadas surpreendentes talvez, mas certamente, nos episódios polémicos, dirigentes e treinadores serão vencidos pelo ‘charme’ do ‘eterno feminino’. É apalpar e jogar. Marcar e ganhar é secundário.

Aguardamos com expectativa as declarações de Jorge Jesus e de Villas Boas, no final da partida. Sabemos desde já que o benfiquista iniciará sempre as afirmações com “e pertanto…”. O Villas Boas, desta vez, não reclamará grandes penalidades por marcar. Evitará pedir desculpa a posteriori pelo erro – à Passos Coelho. Como os presidentes, ambos vão venerar Bibiana, mesmo na derrota.

Não tem perdão

via Denúncia Coimbrã, onde a capacidade de desculpar é bem superior à minha

Como procede o deputado mendicante, perante a solidariedade nacional

Faz um comunicado, e manda a um triste  que o  faça circular onde esteja googlado seu nome:

Tendo por adquirido que Ricardo Gonçalves, prof de filosofia, meu clega de origem, percebe a diferença entre um tubérculo e uma batata e numa escala de verme a animal doméstico consegue atribuir 1, 2, ou mesmo 3 por cento  a uma competência, como agora se diz, volta para as aulas pá.

A sério.

Vai dar Área de Integração aos putos dos cursos profissionais.

Com sorte, ainda apareces no youtube à procura do teu telemóvel, pá.

Adenda: comentário do nosso leitor Artur M. ao dito cujo comunicado:

Então não tem dinheiro para comer mas tem dinheiro para pagar a advogados? Prioridades, sr. deputado, prioridades…

Entretanto, na Gomes Freire…


Aqui está mais um edifício do tipo palacete, pronto para uma “intervenção” ao gosto do vereador Salgado (Manuel Sande). Em qualquer outra capital europeia, há muito teria sido intervencionado, recuperado e devolvido à paisagem urbana. Aqui e mercê dos bons ofícios da palafrenagem da Câmara Municipal de Lisboa, deverá aguardar pela demolição. Deve ser mais um ignóbil vestígio da “ominosa monarchia”. Elimine-se!

“Lisboa, gaiata, de chinela no pé, Lisboa, ladina, que feia ela é..!”

As patranhas reaccionárias

(adão cruz)

Ainda com a presença na minha mente dos sujos e obscenos golpes da Venezuela e Honduras, bem ao estilo do imperialismo americano, e decorrendo de mais um miserável golpe na América Latina, no Equador, o meu pensamento voltou a escurecer e a enovelar-se num misto de raiva, revolta e indignação. [Read more…]

Portugal: golos e o regresso da seleção

Depois do interregno para aulinhas e preleções teóricas, passado o pesadelo do professor, eis-nos de regresso ao futebol como deve ser: selecionador em vez de professor, jogadores em vez de alunos. Agora o motor já tem turbo, não está afinado mas atinge rotações elevadas sem medo de tentar.

Não vou endeusar Paulo Bento – não seria a minha escolha para o cargo- mas vê-se que já existe mudança de atitude, vontade de jogar e, suponho, acabaram-se as desculpas esfarrapadas e as liçõezinhas de moral. Bem sei que não se deitam foguetes antes do apito final, que a bola é redonda e tudo pode acontecer. Escrevo este texto durante o intervalo, neste momento Portugal ganha por 2-0. Aconteça o que acontecer, ganhe ou perca, a seleção mudou, há velocidade, os jogadores ocupam as suas posições naturais, Carlos Martins e João Moutinho são finalmente titulares. Assim gosto mais, escusado era ter-se perdido o tempo que se passou em experiências pseudo-educativas.

John Lennon, nem o FBI o esquece

Comemorar-se-á amanhã e não hoje como o ‘Google’ anuncia o 70.º aniversário do nascimento de John Lennon, essa figura intemporal, membro de outro ícone lendário dos anos 60, os “Beatles”.

Irreverente, activista pela paz e contestatário da guerra no ‘Vietname’. Justamente por ser adversário dessa ignóbil agressão dos EUA, o FBI acaba de apreender cartão com as impressões digitais de Lennon. Alega o FBI que a apreensão faz parte de uma acção de investigação póstuma sobre John Lennon. Em estado de degeneração acelerado, os EUA ainda se consideram senhores do mundo. Coitados. Olhem para as desgraças sociais em que estão mergulhados. Nem Obama lhes consegue valer.

Eu, por mim, através da canção ‘Imagine’, com letra de sua autoria, presto homenagem a Lennon, assassinado por um esquizofrénico, em Nova Iorque, a 8 de Dezembro de 1980.

Viva Lennon! Abaixo o FBI! 

Bom Pobo do Porto:

Aqui ao lado chamaram “molhenga” ao nosso molho da nossa mui ilustre Francesinha!!! Não pode ser. Toca a invadir a caixa de comentários e restaurar a verdade! “bamo-nos a eles, carago!”

Agora vou-me. A caminho do Bufete Fase para deglutir a melhor francesinha do Porto.

Peticionar também é preciso

De facto, os diferentes painéis de comentadores televisivos convidados para analisar o chamado PEC III foram sistematicamente constituídos a partir de um leque apertado e tendencialmente redundante de opiniões, que oscilou entre os que concordam e os que concordam, mas querem mais sangue; ou entre os que acham que o PEC III vem tarde e os que defendem ter surgido no timing certo. Para lá destas balizas estreitas do debate, parece continuar a não haver lugar para quem conteste, critique ou problematize o quadro conceptual que está em jogo e as intenções de fundo, ou o sentido e racionalidade dos caminhos que Portugal e a Europa têm vindo a seguir, em matéria de governação económica.

Assinar

E também a não esquecer a Petição pelo  Fim da atribuição, antes dos 65 anos, das pensões de reforma aos detentores de cargos públicos e políticos, bem como da sua acumulação.

Leitura obrigatória:

Este texto de A. Nogueira Leite.

Deve ser engano

O Nobel da Paz é tantas vezes tão mal atribuído que quando acertam parece engano. Liu Xiaobo tem dedicado a sua vida a ser preso pelo regime fascista chinês, símbolo do capitalismo em ascensão.

Os senhores do novo império dominante ficaram furiosos. Azar o deles. Na China terão de aprender mais tarde ou mais cedo que o imperialismo tem pés de barro e não passa de um tigre de papel, por muito que o poder esteja na ponta da espingarda.

Descubra as Diferenças (2)

Vá, eu dou uma ajudinha:

À ESQUERDA:

1) o deputado goza de imunidade parlamentar;

2) abre a boca para dizer o que quiser – continuará a garantir a sua reforma dourada por serviços prestados à Ditosa Pátria que tais filhos tem;

3) chama-se Ricardo Gonçalves, é um deputado “da província“.

À DIREITA:

1) o peixe à direita vive num mundo só dele, não tem que trabalhar para comer;

2) abre a boca apenas para coisas estritamente necessárias;

3) chama-se Nemo, é um peixe-palhaço.

Cristiano Ronaldo já decidiu o onze titular para o Portugal – Dinamarca

Cristiano Ronaldo já decidiu qual será a equipa titular que vai defrontar a Dinamarca no importante jogo de qualificação para o próximo Europeu de Futebol.
Na habitual prelecção, antes do treino de ontem, Cristiano Ronaldo falou dos perigos do futebol dinamarquês, anunciou os onze jogadores que vão entrar em campo no Estádio do Dragão e gizou a táctica inicial. A um canto, Paulo Bento ia assentindo com a cabeça, como que concordando com tudo o que o «capitão» dizia.
Quase no fim da prelecção, num acto de extraordinária humildade, Cristiano Ronaldo chamou Paulo Bento para a sua beira e, dirigindo-se aos restantes jogadores, disse: «O Paulo merece toda a minha confiança».

Pragas salgadas, num Egipto perto de si


Lembram-se deste edifício na Duque de Loulé? Pertencia ao Departamento das Florestas, estava em perfeito estado de conservação e foi demolido em menos de uma semana. Inacreditavelmente, não foi incluído na lista do Inventário Municipal – o prédio/porcaria da SPA lá está, por incrível que vos possa parecer – e assim, a sua destruição não foi passível de discussão nos órgãos competentes da CML. Tal se deve dever ao desejo de rápida adequação aos “novos tempos”, até porque o casarão neo-medieval, era dos tempos da “ominosa monarchia”.

Foi susbtituído por este miserável monte de betão que como podem ver, nem sequer pode ser considerado como um “mérdico” trabalho de arquitectura. Uma caixa de sapatos com janelas abertas, tectos baixos e Pladur às toneladas, focos no tecto, uma grande garagem, lataria, pedra “fake” e vidralhada, é praticamente tudo o que haverá para ver. Tudo para a especulação. Ergueu-se pela intervenção do famigerado Fundo de Reconversão (!) Imobiliária BES, uma parte dos domínios do senhor Ricardo Salgado. O detentor da pasta do urbanismo/demolições em Lisboa, é o senhor Salgado (Manuel Sande). Uma dupla mais temível, do que todas as pragas do Egipto juntas e agravadas!

Salgado&Salgado. Entretanto, o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, já deve ter percebido com que tipo de gente, é administrada a Câmara Municipal de Lisboa.

O Diário do Professor Arnaldo (8 de Outubro)

Disseram-nos logo no início do ano que tínhamos de cumprir o programa em todas as turmas e que iam estar atentos.
Pois bem. Que estejam.
Reparei hoje que, numa das turmas em que o programa é mais extenso (7.º ano), vou estar 3 semanas seguidas sem aulas. Senão reparem: 24 de Novembro – Greve Geral; 1 de Dezembro – Feriado; 8 de Dezembro – Feriado; 15 de Dezembro – Último dia de aulas.
No fundo, para essa turma, as aulas do 1.º Período vão acabar no dia 17 de Novembro. Porque só os tenho uma vez por semana. Quando noutras escolas a mesma disciplina e o mesmo ano de escolaridade contempla 90 + 45 minutos por semana.
E depois querem que eu cumpra o programa…

história sintética da República do Chile

símbolo de uma República certa e serena, que sabe o que quer e debate como deve ser

 

…retirado do capítulo 4 do meu livro o crescimento das crianças…

As crianças crescem á medida que a memória social impinge a memória individual, isto é, a criança é o resultado do saber acumulado cronologicamente no tempo. No tempo em que a criança vive e no que os ancestrais andaram a viver, perto ou longe do tempo da criança. O saber é contínuo, embora conjuntural nas suas mudanças. O processo educativo que resulta da interacção de um mesmo povo, através da História, ou com outros povos através, também, da Historia, é o que faz o que eu sou.

A racionalidade da criança, indivíduo com uma epistemologia acumulada, é diferente da racionalidade cognitiva do adulto. O entendimento é diferente. As várias gerações que vivem dentro do mesmo tempo, têm experiências diversificadas, quer pelo ciclo, quer pelo tempo que a pessoa leva na História do seu ser social. Experiências que são emotivas, mas orientadas pela razão, porque a criança observa para calcular, e calcula.

Comparar três povos de diferentes línguas e experiências, não é simples, mas é um desafio interessante para quem trabalha os dados do quotidiano. Um quotidiano,

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A(s) Minha(s) Cantina(s) Durienses

O Correio do Porto simpaticamente publicou o meu texto que originalmente foi postado aqui no Aventar em Janeiro e adaptado esta semana para o Albergue.

O meu Obrigado. O Rui Paula merece!

Adenda: fico espantado com as mais de 600 visitas ao post do Aventar! Caramba, não era caso para tanto!

Sócrates já não é primeiro ministro…

…nem Teixeira dos Santos é ministro das Finanças.

O verdadeiro primeiro é, pelos vistos, este e tem a mania de ir às compras com o cartão de crédito sem que alguém lhe ponha limites. O efetivo ministro das Finanças é este e já lançou um novo imposto sobre os portugueses, o chamado Imposto-bate-em-mim-resvala-e-pagas-tu, abreviatura de Imposto-bate-em-mim-resvala-e-pagas-tu-mesmo-que-eu-seja-público-e-o-governo-pense-que-manda-nisto.

O Diário do Professor Arnaldo (7 de Outubro)

Esta semana tem sido muito desgastante. Feriado municipal cá da terra na segunda-feira, feriado nacional na terça-feira, consulta médica com o meu pai na quarta-feira. O raio do velho está agora com as almorródias, como ele lhe chama, e ainda por cima só confia no médico de família. Que não percebe, claro, nada do assunto.
Para compensar, a semana acaba mal. Hoje senti-me verdadeiramente humilhado por causa das aulas de substituição. É que muitos professores, no momento em que eram chamados, nunca estavam. Ou tinham ido à casa de banho, ou estavam «convenientemente» noutra sala que não a dos Professores, ou diziam que estavam em serviço. Cheguei a ver um – que por acaso é um dos muitos padres que dão aulas nesta escola – escondido atrás de um daqueles placards com informação sindical. Ninguém o viu, a não ser eu, que já estava de olho, mas pôde dizer que estava na Sala de Professores. No ensino, a padralhada é do pior que existe.
Daí a fazerem o que nos fizeram é uma humilhação. A partir de hoje, logo que toca todos os professores em horário de substituição devem dirigir-se a uma sala própria em pleno pavilhão das aulas, ficando sentados num banquinho que aí puseram para esse efeito. Se forem necessários, dirigem-se à sala respectiva por ordem da funcionária – desculpem, assistente operacional. Se não forem, ficam ali sentados durante 45 minutos. De castigo, parece! A justificação é a de que um aluno pode ir para a rua com falta disciplinar e é preciso que o professor em substituição o acompanhe.
Vi hoje uma grande revolta de colegas que habitualmente são muito calmos. Sentados num banco, durante 45 minutos, num sítio onde todos os alunos nos podem ver? Não se faz, isto não se faz.

‘Cortar Despesas’ – O PS responde ao PSD com tecnologia multimédia

Os dois grandes partidos portugueses, a despeito da vontade de se mostrarem diferentes, não se furtam à vida irmanada. Seja na polémica ou no acordo, na desventura ou no sucesso, nada os demove da união e da semelhança supremas, ao estilo de dois gémeos siameses.

Este tipo de coexistência assenta em inevitáveis mimetismos e, embora pareça incoerente, numa acirrada concorrência. De tão iguais, qualquer deles luta por se demarcar do outro. Mas, insistimos, a composição genética é idêntica, embora, coitados, julguem o contrário. Os últimos 34 anos de ‘rosas’ e ‘laranjas’ são a prova iniludível da vida comungada.

O PSD lançou o ‘site’ Cortar Despesas. Trata-se de uma ferramenta ao serviço dos cidadãos para reclamar a eliminação de despesas. Contém um forte apelo à participação dos funcionários da administração central, regional e local. Bem pensado, digo para mim próprio. É claro como a água: a senhora que anda a varrer o jardim aqui em Galveias, como tantas funcionárias e funcionários congéneres por esse país fora, vão transformar-se em activos zeladores das contas públicas. Elas ou eles mandam e o PSD, no governo, executa. Corta aqui, corta acolá.

Entretanto, deixemos a São Caetano a caminho do Largo do Rato. Ops! O PS, afinal, não está dormente. Pelo contrário, programou a devida resposta ao PSD. Recorrerá a tecnologias mais avançadas. É uma solução multimédia: integra também um ‘site’ e um sistema de e-mail, ambos na modalidade ‘store and forward’; um serviço de ‘contact centre’, intitulado “Trim trim, então corte aqui”, a cargo de uma jovem militante da JS, tipo Jamila Madeira dos tempos actuais; e finalmente um sistema de videoconferência para que os interessados possam comunicar com um dos elementos da equipa de dez indefectíveis “socráticos”, dizendo de sua justiça, em tempo real. Este sofisticado sistema será instalado em todas as escolas, hospitais, repartições, câmaras municipais, juntas de freguesia, serviços da Região Autónoma dos Açores e, se o Alberto João permitir, a Madeira também será abrangida.

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Mais um Nobel para um fascista, ou quase

Têm alguns dos meus escritores favoritos a mania de serem reaccionários, alguns ultrapassando todos os limites. Mario Vargas Llosa só se chega perto, mas o suficiente para me deixar a tranquilidade de não confundir a vida dos escritores com a sua obra, regra aplicável de resto a todas as artes.

Apaixonei-me à primeira vista com uma cidade e seus cachorros, e não tenho sido traído ao longo de uma Guerra do Fim do Mundo, nunca esquecendo Pantaleão ou o Elogio de uma Madrasta de fazer inveja a qualquer adolescente.

Às vezes a academia sueca acerta com o meu mau gosto, poucas vezes, este ano lá calhou ser uma delas. Parabéns Mario Vargas Llosa, e parabéns América Latina e falantes do castelhano (uma bela língua embora por estes lados nunca se dê por isso).

história sintética de Portugal

´metáfora do nosso país que nunca mais decide ser República!

Portugal é um País em permanente transição. Até à entrada dos Bonapartistas, no início do séc. XIX, toda a terra era do Rei. Fosse quem fosse o detentor da Coroa. Coroa simbólica e legal. A material estava, desde D. João IV, pousada sobre a cabeça da imagem de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa. A terra, desde Afonso Henriques, era conquista da Coroa, excepto as terras aforadas a Condes, Duques, Viscondes, ou grupos de vizinhos, sempre que daí resultavam benefícios. A entrada dos Bonapartistas, terminada na guerra Peninsular, pondo fim às guerras Napoleónicas, deixou em Portugal a ideia do liberalismo burguês da Revolução francesa. Duas das consequências, da absorção das ideias liberais, marcam o fim dos contratos de enfiteuse e do Morgadio, que se caracterizava pela transferência das terras da família ao filho mais velho. Wagner na Baviera lutou pela sua abolição (1845), e por isso foi expulso, como Verdi, em Itália (1859), com um final mais feliz, ao tornar-se membro do Parlamento constitucional. O Bonapartismo semeou o conceito de que a terra era das pessoas que a tinham e não do direito de raiz, que permanecia (quarto direito) da lei visigótica, permitindo aos proprietários viverem dos rendimentos acumulados da colheita dos foreiros, rendeiros e caseiros, excepto dos jornaleiros, que entregavam mão-de-obra e viviam e vivem ainda, dos salários. A população ficou com as ideias da propriedade directa, e muitos dos intelectuais portugueses, galegos e chilenos, derivaram-

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