O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Esmifrar os cidadãos e engordar os poderosos

A forma colossal e brutal como este lema vem sendo posto em prática há décadas pela UE e pelos seus estados-membros (Portugal à cabeça) ultrapassa por completo a minha capacidade de discernimento. É com toda a consciência que esta criminosa geração está a conduzir-nos activamente para o abismo mortal da extrema-direita. É desesperante.
Aqui ficam excertos de um artigo da insuspeita revista alemã Der Spiegel:
Os bancos alemães arrecadam milhares de milhões do BCE
Enquanto as poupanças dos alemães continuam a perder valor, as instituições de crédito estão a ganhar muito bem com a política monetária do Banco Central Europeu. De acordo com uma estimativa, só em 2023, elas poderão ganhar 27 mil milhões de euros.
Os bancos beneficiam da subida acentuada da taxa de depósito, uma das principais taxas de juro do BCE. O Banco Central utiliza esta taxa para pagar juros sobre o dinheiro excedente dos bancos comerciais (…). Desde quinta-feira, a taxa tem sido de 2,5 por cento – e, portanto, tão elevada como a última em 2008. [Read more…]
Os maus banqueiros na Islândia
A prisão onde estão os maus banqueiros islandeses. Por cá, o problema está nos apoios sociais.
Taxas e as taxinhas à direita
No hemiciclo, PSD, CDS e IL opuseram-se (o Chega optou pela abstenção, o que na prática vai dar ao mesmo) às propostas que determinaram o fim das comissões praticadas por alguns bancos nas transacções através da aplicação MB Way, para operações de baixo valor. E qual é a lição a reter deste episódio? Simples: que a direita portuguesa só é contra taxas e taxinhas quando as mesmas são colectadas pelo Estado, para garantir as suas funções essenciais. Se for para engrossar os lucros da banca, estarão, como sempre estão, do lado dos banqueiros. Uma luta comum de conservadores, ultraconservadores, liberais e extrema-direita. O cheiro até pode ser diferente, mas os donos daquilo tudo, com uma excepção ou outra, costumam ser os mesmos.
Dêem a maioria absoluta a António Costa…
A Banca diminuiu balcões e funcionários em todo o país porque toda a gente pagava com Multibanco.
Agora que cobram pelo levantamento ao balcão em dinheiro, também querem passar a cobrar a quem levanta através de Multibanco. Ao mesmo tempo que já cobram aos comerciantes pelas transacções feitas por Multibanco.
Tudo isto enquanto conseguem lucros gigantescos num negócio feito com o dinheiro dos outros. Outros esses que pagam para que o seu dinheiro esteja seguro e que são cobrados por tudo e mais alguma coisa. Outros esses que pagam ainda, através dos seus impostos, quando as coisas correm mal.
O negócio da Banca é um negócio cujo risco é de 0%. É fácil gerir assim um negócio. Os lucros são só seus, os prejuízos são sempre dos outros.
Não há dinheiro para ninguém, mesmo quando são despesas que nem sequer mexem com a actual legislatura. Mas para meter no cu dos banqueiros, 400, 500, 600 milhões por anos – todos os anos – dá sempre para acomodar.
Eram menos 400 milhões para os professores. E quantos milhões são, todos os anos e de forma permanente, para as rendas e subsídios e benefícios fiscais aos grandes grupos económicos?
Com os políticos que temos, vai continuar a ser assim. Mas com a maioria absoluta de um partido corrupto como é o PS, vai ser pior ainda.
Dêem a maioria absoluta a António Costa, dêem…
O 69 das reformas
A notícia aparece com declinações diversas. De facto, a encomenda do estudo sobre a sustentabilidade da Segurança Social que propõe que a reformas passem a ser aos 69 anos é da prestimosa Fundação Francisco Manuel dos Santos e não do Instituto de Ciências Sociais, como rezam algumas notícias. O coordenador do estudo pertence, de facto, àquela instituição, mas isso é tudo. De resto, faz aquilo para que lhe pagam, servindo os interesses do encomendante do estudo: criar insegurança e as condições subjectivas que sirvam a gula de bancos e companhias de seguros. Reconhecemos este tom; era o que dominava o discurso do poder durante o governo anterior. Um espécie de terrorismo social em versão português suave que leve as pessoas a comportar-se como os mandantes querem, canalizando as suas parcas poupanças para produtos de aforro privados – para não falar na sonhada via de privatização da própria Segurança Social. A estratégia das alcateias ao atacar rebanhos.
Como me atrevo a ir tão longe nestas considerações sem ser especialista? Não é difícil. É estar atento ao que o estudo diz – as receitas do costume – e, sobretudo, ao que omite – como seja uma mudança estratégica ao nível fiscal, uma abordagem séria do financiamento da Segurança Social. Até lá, ficamos sujeitos à pressão dos estudos que, no nosso país, tantas vezes substituem a razão ou um simples fundamento de legitimidade democrática. Assim, os famosos estudos sempre aparecem do mesmo modo que as estratégias de publicidade: se é necessário vender produtos, não se lhes demonstra o valor objectivamente mostrando-se as suas qualidades; cria-se nos consumidores a necessidade subjectiva de os possuírem, mesmo que isso não lhes sirva para nada. Se se querem obter certos comportamentos sociais e políticos, um das vias é muito semelhante; mas chama-se-lhes estudos. Sempre é outro nível.
Como vai o fundo pagar o empréstimo do estado?
Isto poderá ser muito importante
Isto não é capitalismo nem empreendedorismo…
Isto é roubo. Publique-se a lista do crédito mal parado, doa a quem doer…
Temos contas para ajustar, senhores banqueiros

Caros banqueiros deste nosso Portugal, temo apresentar-me perante vossas excelências como portador de más notícias. Tudo indica que os senhores andaram a viver acima das vossas possibilidades, apesar do péssimo trabalho que vêm desenvolvendo, o que levou a que fôssemos forçados a disponibilizar-vos uma considerável fatia das nossas parcas economias, pelas quais pagamos juros altíssimos, sem falar em todos os cortes e aumentos de impostos que vieram por arrasto.
Vai daí, e depois de tantos anos a sustentar os vossos Bentleys, Rolexs e Zegnas, as vossas “férias” nas Bahamas e no Panamá, as vossas viagens de “negócios” para o Luxemburgo e para a Suíça e os casamentos de luxo das vossas filhas, chegou a hora de fazermos contas e de pagarem o que nos devem. Como somos gente de bem, pacífica e sensata, seremos magnânimos e garantiremos, a todos vós, um salário mínimo e uma habitação social numa localização à vossa escolha. Se milhares de portugueses conseguem sobreviver, alguns com muito menos, vocês, habilidosos que são, também vão conseguir. Depois é uma questão de empreender e, num ápice, estão de volta à casa de férias na Comporta. O resto, pelo menos até que o vosso calote seja saldado, é nosso. E mesmo assim não deve chegar.
Temos que perder a vergonha de seguir o exemplo islandês

Nem só de luta por mais justiça social se faz a nossa necessidade de perder a vergonha. Há que perder também a vergonha de seguir o exemplo islandês. Sim, a Islândia. Esse estranho país que permite que se resgatem pessoas em vez de bancos e onde – pasmem-se – é possível prender banqueiros criminosos. [Read more…]
Os bancos não são pessoas de bem
Nem os bancos centrais: Deutsche Bank recebeu tratamento especial nos ‘stress tests’. – Corrupção de alto nível? Ou apenas o estado dentro do estado a mostrar as orelhas?
Bruxelas aprovou recapitalização da CGD que vai até 4,6 mil milhões
Mais dinheiro para bancos falidos. Será que o Berardo ou o Fino vão contribuir para a recapitalização?
Irlanda prende três banqueiros responsáveis pela crise de 2008
Notícia da Reuters. Para quando o mesmo em Portugal?
Falência das pastelarias será paga pelos contribuintes
João Salgueiro, um homem que vive no sistema bancário, veio avisar que pode haver mais três bancos na linha de resgate, uma fronteira ainda mais perigosa do que a atravessada por Rambo, Chuck Norris e pelos bravos que foram à procura do soldado Ryan.
Estou admiradíssimo, porque pensava que já não havia bancos por resgatar. Por outro lado, já se sabe que, se há bancos, haverá resgates, porque é essa, actualmente, a função dos bancos: serem resgatados. Não me admiraria que o Banco de Portugal viesse a retirar alvarás a bancos que não sejam resgatados.
O termo “resgate”, neste contexto, parece-me, de qualquer modo, mal aplicado. Estamos a assistir, isso sim, a uma troca de prisioneiros: o banco é tirado da prisão da falência, lugar que passa a ser ocupado pelo contribuinte. [Read more…]
Os bancos não são pessoas de bem
Mais uma multa para o Goldman Sachs, cinco mil milhões por fraude.
Montepio quer vender créditos vencidos e imóveis
É noticiado aqui. Será que vão a tempo de mudar a pele?
Quem governa Portugal não é certamente o governo
Parabéns aos obrigacionistas seniores do Novo Banco que serão banqueiros!
O Novo Banco ainda não está muito bem capitalizado, ao que parece necessita de mais um aconchego. O Banco de Portugal, qual pai extremoso, nada nega. Os obrigacionistas sénior serão donos involuntários de parte do banco. Confirmação amanhã.











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