Ou seja, não chegaram a acordo
Coelho, Portas, Cavaco e o Rato
A montanha pariu um rato. Um rato muito caro, mas um rato.
Agora, com o reality-show a meio, a pergunta que me fica é: que fazer com um coelho, uma porta, um cavaco e um rato?
Agradeço respostas ou propostas.
Está tudo bem
Só estamos à espera que o CDS diga se está dentro ou fora. De resto, sem Ministro das Finanças, sem Ministro de Estado, por acaso líder de um dos partidos da coligação, está tudo a correr dentro do que é normal.
Se calhar a relação precisa de um tempo – estamos a pensar falar com a Maria ou então consultar o Borda d’água.

Ministro das Promulgações Instantâneas
Chamar Ministro e pensar em Palhaço é crime? Isso agora não interessa! Temos um PR, reconvertido em Ministro das Promulgações Instantâneas. Produz retratos “à la minute”, á medida do freguês Pedro – agora o Subsídio de Férias da fp, reformados e pensionistas é pago em Novembro. Tempo de praia em Angola, pátria do Pedro, do Relvas, da Paula Teixeira Pinto, do Pedro Pinto e de mais uns quantos ‘laranjas’ cinquentões, ou muito próximos disso, que deveriam para lá voltar rapidamente e em força.
Esc(r)atologia
Que o goveno actual é um monte de esterco, todos sabemos. Que sobrevive à custa de um parasita putrefacto do sistema democrático também sabemos. Que, de acordo com as sondagens, há pelo menos 70 por cento do povo português que continuaria a votar nos partidos da Troika. Mas. [Read more…]
Mais Notícias da Horta (isto anda tudo ligado)
O que é um palhaço?

«O clown (ou palhaço) é lírico, inocente, ingénuo, angelical e frágil. O clown não interpreta, ele simplesmente é. Ele não é uma personagem, ele é o próprio actor expondo o seu ridículo, mostrando a sua ingenuidade. Na busca desse estado, o actor, portanto, não busca construir um personagem, mas sim encontrar essas energias próprias, buscando transformá-las em seu corpo. Para tanto, cada ator desenvolve esse estado pessoal, de clown, com características particulares e individuais.
Embora vinculado aos circos, o palhaço pode actuar também em espetáculos abertos, em teatro, em programas de televisão ou em qualquer outro ambiente. Em várias ocasiões é o personagem que tem a tarefa de entreter o público durante, e com frequência, entre as apresentações, especialmente no circo. É geralmente vestido de um jeito engraçado, com trajes desproporcionados e multicoloridos, com aplicações de pinturas (maquiagens) especiais e acessórios característicos. Entretanto, há diversos tipos de palhaço, como o melancólico, romântico, bufão, tramp (mendigo), etc.
Na linguagem comum, o termo também pode ser referido como uma característica do comportamento de uma pessoa não confiável ou não acostumado a levar a sério um argumento.» (Wikipedia)
Timing errado
Até nisso somos uns tristes. Uma semana atrás e seria uma inspiração quase divina – sexta feira santa o Tribunal Constitucional matava o Governo, no sábado acontecia a visita ao sepulcro e no Domingo de Páscoa o Passos falava ao país.
TSF, rádio local

Já chego atrasado, mas ainda a tempo de bater na TSF na semana em que comemora 25 anos de existência. Não me esqueço de Paulo Baldaia e da forma como colaborou com o socratismo. Nem da forma como vai sempre tentando estar do lado dos poderosos.
De resto, convém lembrar como nasceu a actual TSF. Nasceu quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva, esse democrata, acabou com centenas e centenas de emissoras livres, onde se fazia rádio a sério, e chamou-lhes piratas, acabando assim com um dos momentos mais belos da comunicação social portuguesa no pós-25 de Abril.
Ao invés, através de critérios pouco transparentes, criou um feudo para meia dúzia de rádios ditas locais. Entre elas, a TSF. Que, como se sabe, é uma emissora eminentemente local…
Convém não esquecer. E parabéns ao Fernando Alves.
Cavaco salva os amigos
Como um de passa a da, e vamos mesmo acreditar que foi uma gralha em que ninguém reparou.
Depois de ter decepado milhares de portugueses
Dois em um e com BD e tudo
Percebo, finalmente, porque se referem sempre aos tais arruaceiros como “profissionais”. Pontaria, é só uma questão de pontaria. As pedras deles, pelo que parece, só acertaram na polícia enquanto que a polícia, bando de amadores, acertou em tudo o que mexia.
Todo o país viu? Não, senhor ministro. Uma pequena aldeia de Belém povoada por um irredutível freguês resiste ainda e sempre às ofensivas da comunicação social.
Mal vestida
São muitos e variados os motivos para não gostar de Merkel.
Mas só um é verdadeiramente importante e foi a sonda Curiosity que a confirmou- é a primeira vez que alguém, pelo menos nos Planetas Terra e Marte, se consegue vestir pior que a Maria Cavaco Silva.
O Aventar é uma casa especializada em altura costura desde sempre. Ou não. Se calhar é só, deixa ver, há precisamente meio minuto – o tempo necessário para escrever as primeiras linhas deste post.
Pelo contrário, em Inglaterra, há muito tempo descobriram o problema da prima Angela- só espero que ela tenha tomado banho nos entretantos.
Sabemos todos que a líder alemã não fica a dever muito à beleza e, claro, isso não nos leva a todos para a rua – estamos de acordo, nem todos seriam bem-vindos. Até por causa do cheiro – já nos chega a amiga Angela.
Mas há uma solução na net. Aliás, na net há solução para quase tudo. Até para encontrar o marido de Maria Cavaco Silva, que insiste em não sair da net. Ninguém me tira da cabeça que o almoço entre ele e a Angela será via Facebook.
Mas, falava eu da solução. Querem arriscar?
Eu, pelo sim, pelo não, não arrisco. Ainda anda por aí alguma sonda enviada por Jupiteriano qualquer e depois temos um problema maior que o nosso défice.
E já nos chega o Gaspar!
70 virgens à espera no céu
Confesso que já tinha pensado nisso, mas achei a ideia, especialmente por ser minha, uma perfeita estupidez.
Até ler o Pacheco Pereira:
E se o governo estivesse deliberadamente, com mais ou menos consciência do que está a fazer, a suicidar-se para fugir à sua incapacidade em governar? É que há aspectos neste Orçamento de Estado que são tão grosseiramente errados, que podem apontar para outra intenção.
Do ponto de vista meramente partidário poderia ser uma excelente iniciativa e, sabemos todos, o problema dos boys é que só pensam neles e, em alguns casos no partido – nunca no país.
Esta estratégia tinha duas vantagens: por um lado poderiam sempre dizer que tinham sido as vítimas, que até tinham tentado. Por outro amarravam Cavaco e o PS a uma solução, que teria apenas o risco de reforçar o BE e o PCP – nada de muito grave.
Ir para eleições, poderia ser muito penalizador para o PSD.
E se o Cavaco quiser alinhar nesta ideia e partilhar parte das 70 virgens a que um bombista suicida tem direito.
Assinar contra o orçamento
As questões médicas estão longe das minhas preocupações mais ou menos recentes e, talvez por isso, não vou longe na argumentação que permita distinguir esquizofrenia de bipolaridade. No entanto, esta ignorância, como tantas outras, não deixa de me permitir perceber que se tratam de patologias muito presentes em parte dos dirigentes partidários do nosso país.
Não, juro que não estava a pensar no Miguel Relvas. Não, no Gaspar também não que esse só tem um pólo. O negativo.
Desculpem a deriva boqueira, mas não resisti – deixem-me, caros leitores, retomar o caminho que tinha pensado para o post.
Dizia eu, que em todos os nossos dirigentes partidários existe algo de patológico na medida em que está sempre tudo bem quando a origem do mal é a sua casa partidária, acontecendo precisamente o contrário quando a maternidade da coisa é no jardim do vizinho. Recordo com alegria o “muito bem” que se ouve nos debates parlamentares.
As últimas aparições laranja, no meio do pânico que os tomou, voltaram-se para a anterior governação socialista. Apesar do que disseram antes, a verdade de ontem, como tantas outras, é hoje uma mentira. Como não conseguem dizer mais nada, atiram-se para os erros do Governo de Sócrates como se fosse ele o responsável maior pela incompetência de quem nos governa. Sócrates tem parte da responsabilidade, claro. E nem sequer quero entrar na quantificação dessas responsabilidades. Como cidadão estou-me completamente nas tintas para o passado porque esse, meus caros, já foi avaliado pelo povo quando votou nas mentiras do PSD.
O que temos agora é um conjunto de boys incompetentes que estão apenas com uma missão – deitar mão a tudo o que significar lucro, ou seja, transferir da esfera pública para a dimensão privada da sociedade tudo o que for financeiramente rentável: águas, tap, …
É por isso fundamental travar essa gente e impedir a aprovação do orçamento é apenas o primeiro passo, porque há outros caminhos.
Mau ou péssimo?
Portugal está num momento delicado onde o futuro parece pior que o do Sá Pinto à frente do Sporting.
A receita do PSD e do CDS para resolver a crise falhou! Já todos o perceberam, até o próprio governo. E não se trata de saber se houve ou não erros. As medidas são o que são e, independentemente do aplicador, teriam este efeito desastroso na economia. Com Sócrates teria sido diferente? Não me parece.
E agora? Qual é a saída para isto?
Continuamos em frente e até fazemos regressar a TSU – uma blasfémia! – como se fosse a TSU um problema de quem esteve no 15S ou no 29S. Palpita-me que um inquérito de rua mal amanhado mostraria facilmente que a maioria das pessoas pensa que a TSU é o nome de um medicamento.
Ou então vamos procurar alternativas, democráticas, claro!
Há essencialmente duas possibilidades em cima da mesa:
– continuar no Euro;
– sair do Euro. [Read more…]
Cromos deprimentes
“Somos mesmo uns tipos com azar. No meio de 6 milhões não conseguimos ter uma liderança competente.” – esta é uma reflexão muitas vezes feita nos corredores vermelhos da Catedral.
E hoje dei por mim a pensar que esta angústia reflexiva se estendeu ao país e ao (des)governo.
São comportamentos e comentários que se sucedem uns atrás dos outros e que são exemplo de uma grande desorientação:
– o curso do Relvas,
– a cigarra do Miguel,
– as pieguices do Pedro,
– os ignorantes do Borges.
Quase apetecia perguntar, quem é o cromo que se segue?
Foi por amor
Passos e Portas terão concretizado os votos perante Cavaco:
– “Sim, é nosso mútuo interesse manter este projecto que levará o país à ruína.”
– “Interesse?”, perguntou o Homem da Maria, acrescentando:
– “Mas, Sr. Portas, o sr. está casado por amor ou por interesse?”
– “Tem que ser por amor, sr. Presidente”. Eu não tenho interesse nenhum nisto”…
Richard Swartz: o crescimento não se compra assim

Fonte: Presseurop
Observação
O título deste ‘post’ e o ‘cartoon’ foram retirados do ‘site’ da Presseurope, com o objectivo de utilizar um lúcido e perspicaz artigo de Richard Swartz, no jornal sueco ‘Dagens Nyheter’, fundado em 1864.
A propósito do artigo
Reproduzo o texto do último parágrafo:
A questão está em saber de que irá viver uma série de países europeus no futuro, no contexto atual de globalização. Ninguém parece ter uma resposta. Tudo o que se sabe é que vai ser preciso mudar radicalmente de estilo de vida. E que a China, muito mais do que a Alemanha, se encarregará disso.
Com efeito, a enorme dúvida é, de facto, esta, perante a evidente incapacidade dos líderes europeus actuais.
O conteúdo do artigo é consistente e preciso, ao destacar o desmantelamento de economias europeias. Sobretudo no Leste, e no Sul em que nos integramos.
Há uma visão e uma torrente de opiniões limitada aos tempos de Sócrates, no decantar dos disparates do ex-PM, que sempre combati e denunciei. Ainda agora o pastoso monetarista Gaspar, numa reunião do FMI e Banco Mundial em Washington, demonstrou não querer manifestar ou não saber que, a somar a Sócrates, existiram continuados desmandos contra a Economia Portuguesa, desde as políticas de Cavaco Silva, replicadas por Guterres e governos seguintes.
A despesa externa pública e também a privada, que é sempre omitida, foram amontoadas ao longo do tempo por capitulação e interesses em beneficiar construtores civis, grandes operadores de obras públicas e, finalmente, a banca que integrou, desde sempre, todos os consórcios criados, desde o Centro Cultural de Belém à Expo 98, das auto-estradas aos aterros sanitários, dos mercados abastecedores aos estádios do Euro 2004, de hospitais a outras estruturas criadas em regime de PPP… enfim, de tudo o que foi obra, desde um esgoto às abundantes rotundas.
Respirar de alívio
O Tribunal Constitucional (TC) chumbou nesta quarta-feira o diploma que cria o crime de enriquecimento ilícito e que tinha sido aprovado na Assembleia da República com o voto de todos os partidos, à excepção do PS.
in Público
De Cavaco a Sócrates, venha o diabo e…
A História do País, sobretudo o Portugal de há 500 anos, não merecia políticos da estirpe de Cavaco e Sócrates; e ainda de todo um exército de funestas figuras que o têm dirigido nas últimas três décadas e meia – a estrondosa maioria, incluindo os que integram o actual governo, está distante de corresponder aos padrões de excelência – excelência, palavra recorrente deles próprios – da História e dos desafios da actualidade.
Parte significativa do povo do País, a determinante na escolha dos políticos que nos têm (des)governado e continuam a (des)governar, merece exactamente os Cavacos, os Guterres, os Sócrates, os Coelhos que têm tido e outros do mesmo grupo genético que, no futuro, a sua escolha elegerá.
Da comunicação social às diferentes vozes que por aí se ouvem, muita gente atingiu o clímax com o prefácio de Cavaco. Problemas de ‘ejaculatio praecox’. Contentam-se e entusiasmam-se com este jogos frívolos até uma dormente exaustão.
De massa cinzenta escassa e fatigada pela ejaculação incontrolada, a dita parcela de gente esquece-se do que está ser confiscado a centenas de milhares de portugueses, incluindo eles próprios, pelo actual governo – excepto se forem trabalhadores da TAP, da CGD e de outros paraísos que o Gaspar – quadro do Banco de Portugal – deixa impunes a cortes salariais.
Em suma, nesta etapa do percurso, pode dizer-se que de Cavaco a Sócrates, venha o diabo e escolha! Sem esquecer os que estão entre ou depois deles.
Leituras de moralidade duvidosa
O Luís M. Jorge desembrulha um feitor em cada Camilo pregando a nossa salvação no teclado.
O Ricardo oferece memória a Cavaco, o privatizador das rádios livres (tordesilhasmente divididas entre o bloco central e pouco mais).
Cavaco Silva – a escola privada e a escola pública
Em tempos Cavaco Silva, político que me merece o respeito que destinamos apenas a quem é chefe de estado – nada mais que isso! Dizia eu, que Cavaco Silva em tempos terá sugerido:
“Considero importante que crianças, jovens, pais e professores venham para a rua para defender a sua escola. É um sinal de vitalidade da nossa sociedade civil”, disse Cavaco Silva em Aveiro, no jantar comício de hoje.
Pois bem, esta semana tivemos o mesmo Político profissional não remunerado a fugir de uma manifestação de estudantes na Escola António Arroio.
O que distingue uma coisa e outra?
O sentido do trânsito ou antes, a inversão de marcha, isto é, de um lado, um sinal obrigatório para o ensino privado – vão para a rua! Do outro, um sinal de trânsito proibido: por aí não, que os putos vão-me chamar nomes!
Mas, há outra coisa a separar este momento do brilhante mandato presidencial: o apelo à rua é feito para os que se batiam pela continuação do apoio dos contribuintes às suas suas escolas privadas!
E a inversão de marcha é feita perante uma escola pública, ainda por cima da área artística!
Sinais dos tempos – um Presidente, um governo, uma maioria que têm os olhos colocados na Escola Pública! Antes fossem cegos!
Presidente Acagaçado
É verdadeiramente vergonhosa a atitude do senhor Presidente da República ao fingir que um impedimento de Estado, de última hora, o tenha impedido de cumprir a visita que estava programada.
Celorico de Basto, a Estação

Celorico de Basto e a Linha do Tâmega por volta de 1972.
Não havia democracia nesta terra!, nem Albertino Mota e Silva e Cavaco Silva tinham chegado ao poder.












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