À saída de Belém II

António Costa:esquerda

À saída de Belém

António Costa marca um momento histórico da Democracia Portuguesa: “Dissemos ao PR que, em face dos contactos com o PCP e BE, estamos em condições para formar governo com suporte maioritário no parlamento e estável.”

Sim. É mesmo isso, se Carlos Abreu Amorim e Luís Menezes estão contra, é porque deve ser bom para o povo.

A Esquerda ganhou as eleições e pode governar, mas o Cavaco não vai deixar

Estamos a viver tempos singulares. Dias que correm e que nos surpreendem a cada momento. Mas, há uns tempos, ainda antes das eleições, a propósito das sondagens escrevi:

“Ora, comparando os resultados daquelas coisas a que alguns chamam sondagens, podemos verificar que nunca a direita teve um resultado tão mau como agora. Ou, dito de outro modo, a direita para ganhar eleições, só em 1985 conseguiu ficar abaixo dos 40%. E, os números hoje em cima da mesa mostram que a Esquerda vale 51%, valor suficiente para ganhar as eleições.”

Os resultados mostram que a coligação teve 36,83%, isto é, 37%. Os votos, à esquerda totalizam 50.87%, isto é 51%. Os números são claros: a coligação não tem maioria parlamentar. E, esse, é o único facto absolutamente rigoroso neste momento. Ou seja, da eleição resulta um parlamento onde a coligação (partido) mais votada não tem capacidade de suportar um governo. Mas, apesar da ausência de enquadramento constitucional, a verdade é que o povo votou mais num tipo para ser primeiro-ministro e votou menos noutro.

E, se calhar por isso a direita, em pânico, diz que se trata de um assalto ao poder. Até o representante da direita que dirige a UGT se presta ao papel da direita. Não surpreende – é para isso que serve a UGT e, na educação, todos o sentimos na pele há muitos anos. [Read more…]

Discurso do grande Cacique Cavalo Cansado

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“A zona do euro são 19 países (…) mas se a Grécia sair ficam 18 países”
“Há muito tempo que eu pensava que (…) as coisas iam acabar mal”
“A zona euro irá sobreviver com a mesma força que teve no passado”
“Eu também digo que não entendo esta jogada”
(Declarações de Aníbal Cavaco silva)


Perplexo com estas declarações e receando ser parcial ao comentá-las, socorri-me da opinião do ilustre Grande Chefe Cavalo Cansado, sábio e prudente cacique de além mar, chefe dos Apanhas Na Tola, glória das pradarias do Oeste. Assim falou o venerando chefe:
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Cavaco não quer concorrência

Cavaco Silva alerta para “gravidade” da “apatia cívica” dos jovens [TVI24]

Passar eleições e mandatos sem abrir a boca não é para todos.

Novo Jornalismo

Onde Política e Gastronomia se cruzam

cavacoCom um Cavaco na Presidência e um Coelho a primeiro-ministro muitos OCS se aperceberamWild rabbit  siting on sand track das grandes poupanças a fazer na Editoria de Política.

Na conjuntura que atravessamos, em que a “fusão” está presente em todas as áreas do saber e da cultura, nada mais lógico que “encolher” a Política e “expandir” a Gastronomia, mantendo os ingredientes, perdão, os intervenientes na ribalta. Assim é mais infotainment!

Afinal, quantos leitores/ouvintes/espectadores/utilizadores é que se irão aperceber da diferença?

Ver também, sobre o mesmo tema, aqui

Lista VIP minuto-a-minuto

Passos Coelho, Núncio e a burka fiscal FEMAIL

Depois de ter afirmado no Parlamento que não tencionava fazer striptease fiscal Passos Coelho certificou-se que o seu cadastro fiscal se apresentaria doravante apenas de burka. [Read more…]

O presidente do governo

Agora que cheira a eleições, como o próprio afirmou, deu em verborreia. Eis o presidente de 2 milhões.

A memória e a cultura

Há uma “corrente de opinião”, especialmente na capital e nos meios  “culturais”, ou ditos culturais, de que a esquerda é que é capaz de tratar a cultura e o património como deve ser.

Relembro a promessa de António Costa, recente, de, se  fôr  1º Ministro, dotar o seu governo de Ministério da Cultura como se isso fosse a solução para tudo e mais alguma coisa (erradamente, os  ilustres órgãos da comunicação social continuam a referir-se a esta área da governação como Secretaria de Estado da Cultura, que não existe na orgânica deste governo).

Por outro lado, a maior parte das pessoas ligadas ao PSD aceita essa  narrativa (como se diz agora), com muita dose de vergonha. São uns nabos. Nem sequer conhecem o que o seu próprio partido fez nos últimos trinta anos (claro que exemplos como os de Rui Rio e Francisco José Viegas, por exemplo, não ajudam). Isto a propósito da foto que publico, e que diz respeito à inauguração de Serralves em 1987.

Sim, a Casa de Serralves (o conjunto todo) foi comprada pelo Estado. Era governo o  PSD (a Secretária de Estado da Cultura era Teresa Patrício Gouveia e o 1º Ministro era Cavaco Silva).

É fodido.

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Passaportes

Passos Coelho já pediu a nacionalidade alemã, ou está à espera do Cavaco, que sempre é mais velho?

Continua chamando-me assim cherne

chernia-01Durão Barroso foi, como se sabe, um dos primeiros atletas a trocar um dos três grandes cargos portugueses por um dos maiores clubes mundiais. Pouco antes disso, a sua mulher, recorrendo à obra de Alexandre O’Neill, tinha ajudado o país a arranjar uma alcunha para o próprio marido e Durão passou a ser conhecido por cherne.

Graças às suas qualidades de velocista, Barroso detém o recorde do percurso mais rápido entre Lisboa e Bruxelas. Não fosse já ter sido alcunhado e poderia ter ficado conhecido como “carapau de corrida”, mantendo a referência piscícola e relevando a virtude atlética.

Ora, o cherne foi, esta semana, condecorado por um cavaco, que é, como se sabe, um marisco, facto que ajudou a manter um ambiente de fábula marítima. Marítima, pelos espécimes em causa; fábula, porque só no mundo da fantasia é que é possível acreditar no palavreado absurdo de cada uma das personagens. [Read more…]

O Cherne, como o baptizou a respectiva esposa, confunde País com Cavaco Silva

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O ex-presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso afirmou hoje que “o reconhecimento” de Portugal, através da condecoração entregue pelo Presidente da República, significa que “foi correcta a decisão” que tomou de deixar o Governo em 2004. [ionline]

Passados dez anos, Barroso achou que precisava de se justificar. Bastou-lhe um ténue sinal positivo, o de uma única pessoa, para se auto-elogiar, já que Cavaco Silva não perguntou aos portugueses se estes o queriam condecorar.

Liberdade para Educar

Logo do SPN, concurso de professoresA viagem foi de transporte público e o hospital que a recebeu também. Quem a despachou foi o privado, esse reino maravilhoso dos BES e BPN’s. E, ao contrário de alguns camaradas aqui da casa, nada tenho contra o privado, desde que não funcione à pala dos dinheiros públicos o que, em boa verdade, acontece com quase todos os grupos económicos. Serve esta regra também para a Educação: se há pessoas que querem para os seus filhos uma formação com uma forte dimensão religiosa devem ter o direito de o fazer. Não podem é exigir que seja eu a pagar, isto na base do argumento da direita, o famoso utilizador / pagador.

Não era por aqui que eu queria levar o post, mas saberá o caro leitor que a competência na escrita não é uma coisa matemática. Vamos lá então colocar as palavras no eixo para que vieram ao mundo.

As confusões que Pedro Passos Coelho plantou nos concursos de professores levaram um conjunto de ignorantes a tomar como certo um conhecimento que, manifestamente, não faz parte das suas propriedades e, a ignorância é uma coisa do C….! O concurso teve uma fase nacional que correu bem, uma centrada nas escolas que correu como todos sabem e qual é a proposta que nos chega da direita? Acabar com o concurso nacional ( o que correu bem!) e ampliar o concurso local (o que correu mal).

São muitos e variados os motivos que me levam a defender um concurso nacional, único e onde a graduação seja respeitada. Aliás, partilho de tudo o que aqui foi escrito.

Mas, há uma dimensão que gostaria de desenvolver e que se prende com a autonomia do exercício da profissão. [Read more…]

A Amnésia

Cavaco recebeu a selecção e respectiva comitiva

Forneceu almoço e tudo. Os jogadores resistiram e parecem estar bem.

Cavacos úteis

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Foto dedicada aos amigos que têm declarado a inutilidade do cavaco, em que se prova que nem sempre assim é.

Dá vinte

cavaco

Numa sondagem qualquer, há vinte por cento de… de… “democratas” que…  bem, não interessa.

Ainda se realizam assim tantas lobotomias em Portugal? Vinte por cento?!

Cavaco no Panteão, já? (II)

Sim sim. Podem enterrá-lo já. Vivo de preferência, para não termos de levar com elogios fúnebres.

Cristiano Ronaldo: pelo teu país

Pelo TEU povo, Recusa receber esta condecoração.

(carta aberta disponível no facebook) [Read more…]

Os bombeiros, o calendário, um Escarrador…

Os bombeiros de Setúbal fizeram um calendário que se tornou rapidamente num sucesso de vendas e ainda bem, na medida em que o objectivo do corpo dos de bombeiros era meritório.escarrador

Ora, fartinho de ser roubado, resolvi tornar-me um jovem empreendedor e acho que descobri um negócio com pernas para andar e não estou a pensar nas pernas de ninguém em especial.

Caro leitor (peço desculpa às meninas que nos acompanham, mas vão rapidamente perceber o sentido de género do resto da prosa):

– recorda-se dos cafés do Porto nos anos sessenta? Eu também não, mas ouvi dizer.

Algures em cima das mesas existia um objecto que permitia o depósito de matéria viscosa da parte alta do sistema respiratório.

O chave do sucesso desta ideia está no target  – o uso de palavras em inglês no meio do texto dá sempre a ideia de elevação intelectual.

Haverá algum português que consiga evitar expelir saliva na presença de Passos Coelho, sobretudo acompanhada por mais matéria viscosa?

E, se pela frente aparecer Paulo Portas? O João Almeida ou…

Estou absolutamente convencido do sucesso deste objecto que poderá, inclusive, vir a ser exportado porque me parece que não faltarão tugas por esse mundo fora com vontade de cuspir nesta gente.

Cada família terá o seu e para além das mensagens de ano novo podem dar uso quase diário a esta nova ideia, desde que sintonizem o telejornal das oito…

Basicamente é assim: estou rico!

Os pobres não saem à rua

foto jn

foto jn – é melhor não clicar, que aumenta

Foram um fracasso as manifestações organizadas pela CGTP no passado sábado. Uma capitulação dramática da central sindical perante o povo e os trabalhadores. E a mobilização fraquinha, como se previa na bloga mais pura, verdadeiramente rubra. [Read more…]

A ponte é uma barragem

A direita mais reaccionária sempre teve um problema com a Ponte 25 de Abril. Foi assim em 1994 e é assim em 2013. Não é de estranhar, uma vez que, de cara lavada com as mãos igualmente sujas, os rostos do poder são os mesmos. [Read more…]

Cavacoolismo

Nem optimismo pateta. Nem negativismo piedoso. Por uma vez, Cavaco, finalmente, tem um discurso positivo lá, onde Semedo-Catarina, Jerónimo ou Seguro, Passos vs. Portas, têm a puta da matraca ou desafinada com as respectivas responsabilidades ou desfasada com as nossas expectativas e necessidade de encorajamento.  O galo barcelense tem muitas formas, mas nunca deixa de ser álacre, desafiador e feliz. Para que sevem os vossos discursos se vocês não estão, nunca estão, felizes?! Se não auguram, nunca auguram, nada de bom para os portugueses?! Se não nos sabeis dar esperança, ide todos c’o caralho. Obrigados!

Pena

É cada vez mais o que sinto do Presidente de alguns Portugueses. Morrem três bombeiros (pelo menos) e sua excelência continua de férias. Morre um dos carrascos do nosso presente e sua excelência vem lamentar a sua morte. Tenho pena de um país que tem um presidente assim.

Meia-dúzia de cambalhotas e tudo pior

A CGTP reuniu hoje o seu Conselho nacional e não descarta o agendamento de uma nova Greve Geral, a par de outras formas de luta. Obviamente que, com o circo que o país viveu durante 21 dias, com o morto em passeio com as cagarras, coitadinhas, exige-se uma resposta dos trabalhadores e do povo. Depois de 21 dias, duas demissões, uma irrevogável, mais duas que estavam prontas a ser entregues e ficaram na gaveta, um Portas sem espinha e um Passos invertebrado, é imprescindível que o povo volte a ter a palavra. O morto não nos dá as urnas, nós damos-lhe com as ruas. [Read more…]

O hábito de não me habituar

Parafraseando Thomas Mann, tenho o ‘hábito de não me habituar’. Uma teimosia por contágio, talvez.

Quando Cavaco fala ao País, é impossível furtar-me à ideia de que aquilo que ouço e vejo não é disparate, pronunciado por alguém que consegue ter o porte empoleirado na petulância, recheada de balofo e tecnocrático pensamento. Não consigo acreditar nos discursos, nas propostas políticas e na arrogância de quem se julga monopolista da verdade. Mais uma vez, no famigerado ‘projecto de salvação nacional’ acabou de comprovar-se a razão do meu ‘hábito de não me habituar’. Daqui a umas horas, na comunicação ao País, haverá nova prova, estou certo.

Se ouço o Coelho – sem querer até eu e uma multidão entrámos na reunião da Comissão Nacional do PSD, na última semana – não consigo dissocia-lo do Monty Phyton em ‘Como Irritar uma Pessoa’. Quem se habitua a admirar Coelho? Por aqui também não consigo eliminar o ‘hábito de não me habituar’.

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Por Portugal, claro!

“Manso! Manso! Manso!” – ululava a turba. Não eram muitos, mas eram insolentes. E no meio daquela bruma, o uivo persistia e dava-lhe vergonha. Muita. Quando abriu os olhos, aquilo ainda lhe ribombava nos ouvidos. Passou a mão pela testa encharcada em suor e, apesar de mal acordado, a irritação voltou. Avassaladora. Como se não tivesse descanso. Como se tivesse aproveitado aqueles momentos em que dormitou para ir buscar, lá ao fundo, as memórias que o perseguiam e atormentavam há tanto tempo. Como podia ele esquecer aquele presunçoso efeminado que o havia perseguido com aquele pasquim miserável. Com aquelas notícias sem nenhuma importância. E porque é que as pessoas não conseguiam ver que aquilo não interessava para nada? Que ele estava acima disso e que mesmo que fossem verdade, ele era demasiado importante. Às pessoas como ele não se aplicavam as regras da gente comum. As pessoas deviam ver isso. Mas não viam, os ingratos, e a culpa era daquele asqueroso jornalistazeco que o importunava. E sempre com aquele sorriso cínico e empertigado. Maldito. Mil vezes madito.

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Fim de linha

Já passaram umas horitas desde o discurso de Cavaco Silva e continuo sem perceber em que ponto estamos. EndOfTheLinePor um lado sinto que o homem cavou ainda mais o buraco em que este governo nos enfiou, mas por outro, quero puxar pelo optimismo porque não é possível que isto esteja mesmo a acontecer. Vejamos:

– Para o Governo, o fim da linha chegou. Tentaram uma remodelação, voltaram com uma segunda proposta, mas o Presidente chumbou ambas. Cavaco, afirmou ainda que este Governo, de Portas e Passos, já não existe;

– Para o PS a posição só pode ser uma: então o Sr. Silva anda há anos a ignorar o PS, a fazer discursos de Primeiro-ministro e agora acordou para o mundo? Logo e bem, o PS, a voltar ao Governo, só com eleições;

– Os outros partidos não são, neste momento, relevantes.

Neste contexto – o que existe não pode continuar e o que Cavaco deseja não pode acontecer – só resta uma alternativa que vai ser um desastre: um Governo de iniciativa presidencial, até Junho de 2014. Silva Peneda tem a palavra.

Nota: O optimismo fica a cargo da fotografia, porque de resto…

A Cavaco, os partidos dizem

No seu discurso,  Cavaco Silva disse que:

No contexto das restrições de financiamento que enfrentamos, a recente crise política  mostrou, à vista de todos, que o País necessita urgentemente de um acordo de médio prazo entre os partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional, PSD, PS e CDS.
É esse o caminho que deveremos percorrer em conjunto. Darei o meu firme apoio a esse acordo

Na prática, parece-me que o Governo actual acaba de ser demitido e a bola é atirada para o lado dos partidos.

O Presidente volta aos resultados das últimas eleições, onde 80% dos votos foram nos partidos que assinaram o memorando e sugere um novo acordo entre o PSD, o CDS e o PS.

O PSD e o CDS abanaram com a cabeça para dizer que sim, mas sem grande convicção. Por outro lado, Alberto Martins, numa declaração que me parece absolutamente correcta, referiu que  o PS só irá para o Governo, através de eleições. O Bloco e o PC mantiveram as declarações dos últimos tempos: este governo já não existe e temos que ir para eleições.

Cavaco falou, falou

E será que disse alguma coisa? Tenho ainda algumas dúvidas.

(Também pode consultar, via Expresso, o texto da intervenção de Cavaco Silva em formato pdf)

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