– Não fizeram o seu trabalho, desabafou a Paulo Portas.
Ambos saíram com saudades das feiras da lavoura onde estas coisas nunca acontecem. Muuuu.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
– Não fizeram o seu trabalho, desabafou a Paulo Portas.
Ambos saíram com saudades das feiras da lavoura onde estas coisas nunca acontecem. Muuuu.
Isto só pode acabar mal … Muito mal!
Nigel Farage, deputado Europeu Britânico, fala da inevitabilidade da falência e saída do euro da Grécia, Portugal e da Irlanda; do resgate dos bancos; do plano de criação dos Estados Unidos da Europa e da entrada da Sérvia na Zona Euro.
‘If the euro fails, Europe fails. We have an historical obligation to protect by all means Europe’s unification process begun by our forefathers after centuries of hatred and bloodshed.’ Angela Merkel, Chanceler da Alemanha
Merkel tem razão, mas sabe que este desfecho parece ser inevitável. Enquanto a “Europa” foi uma Comunidade Económica, todos procuravam construir, produzir e vender. A União é uma realidade bastante díspar, presa a pressupostos meramente políticos sob supervisão dos “mercados”, ou seja, a garantia de uma casta. Estes “mercados” derrubaram os primeiros-ministros da Irlanda, Grécia e agora, de Itália. A interrogação lógica será quanto à real solidez das democracias e ao sistema de legitimização desse mesmo poder. Qualquer um dos primeiros-ministros acima mencionados – Sócrates foi inapelavelmente derrubado pelo voto -, chegou ao governo pela clara vontade dos eleitores. Com ou sem maioria absoluta, o exercício do poder executivo era perfeitamente insofismável. Quando alguns parecem enervar-se quando em alguns destes posts se menciona a falácia da “República” – precisamente a dos Presidentes eleitos por 23% dos eleitores e sua escolha prévia pelas direcções partidárias e empresariais, vulgo “mercados” – , este é sem dúvida, um aspecto muito mais relevante a ter em conta. Se aos “mercados” ligarmos gente do calibre de um Murdoch – que tentou derrubar a forma de representação do Estado na Grã-Bretanha e na Austrália, com tudo o que isso significa -, então estamos perante algo de imprevisto.
Há que dar-lhe remédio.
Desenganem-se aqueles que acreditam que estas reduções de salários e corte de dois vencimentos mensais por ano são limitados no tempo. Não são. Os mentirosos de turno dizem-nos que são mas, obviamente, como é seu timbre mentem conscientemente. Dentro de dois anos o argumento será que a administração e as empresas públicas não suportarão o choque financeiro de pagar mais dois salários anuais. A intenção é desvalorizar permanentemente os custos do trabalho no Estado e Empresas Públicas e por indução no sector privado. Onde aliás os trabalhadores foram já condenados a trabalhar forçadamente e sem salário durante meia hora por dia a partir do próximo ano.
A estratégia é competir com a China. [Read more…]
Uma montagem em que a ainda ministra da Defesa aparece neste despropósito foi publicada por esta senhora, Francisca Pol Cabrer, vereadora do PP. Desconhece-se a propriedade do peito utilizado. A senhora do PP já se demitiu e pediu desculpa. No meu tempo as franquistas eram mais estilo opus dei. Volta Franco, fazes falta à moral e aos costumes das tuas devotas.
A História não permite, obviamente, adivinhar o futuro, mas, à custa de tantas repetições escusadas, já se percebeu que o Homem é um mau aluno da disciplina que Cícero considerou a mestra da vida.
O estudo referido pelo Diário de Notícias deve, portanto, ser lido, no mínimo, como um aviso, como mais um instrumento para compreender os dias em que vivemos. Os mesmos autores do estudo, escreveram acerca dos motins ocorridos este ano em Londres, analisados pela direita com um conveniente simplismo.
Entretanto, todos os dias se confirma que os governantes europeus e mundiais não são mais do que títeres dos muitos interesses privados que mandam na política, tudo assente em máquinas publicitárias poderosíssimas que tentam convencer o povo iliterato de que os direitos dos trabalhadores são privilégios intoleráveis e que foi graças a esses ditos privilégios – e não à corrupção institucional – que há dificuldades financeiras. O sempre disponível e hilariante Ramiro Marques chega, neste texto, a contar – eventualmente mal – uma história de excesso de fotocópias numa escola, deixando escapar a ideia de que foram atitudes destas que levaram o país à bancarrota, esquecendo os gastos que, ao longo de vários anos, os professores têm tido, para que possam exercer a sua actividade.
O entremez em que o PS aceita participar, abstendo-se de votar contra o orçamento, tem em Miguel Relvas um compère à altura, anunciando a possibilidade de, afinal, cortar apenas um dos subsídios dos funcionários públicos. Como é evidente, trata-se da velha estratégia de anunciar o péssimo para que o mau pareça bom. Vindo de quem vem não me espanta e não me espantará que muitos continuem a deixar-se enganar, agradecendo a Passos Coelho o favor de cometer apenas uma inconstitucionalidade em vez de duas.
Existe, e cada vez mais despudorada, uma união europeia e mundial contra a Democracia. No máximo, a Democracia é tolerada desde que não vá contra a vontade dos poderosos. O mesmo se diga acerca das ditaduras.
A União Europeia, projecto generoso, já deu mostras da sua dificuldade em conviver com a Democracia, quando conseguiu obrigar a Irlanda a votar as vezes que fossem necessárias até aprovar o Tratado de Lisboa. Depois do primeiro referendo, a tríade Merkel-Sarko-Barroso, afirmando que respeitava a vontade popular, garantiu que o tratado havia de ser aprovado. Depreende-se que seria aprovado nem que fosse preciso fazer trinta referendos.
Papandreou, mais um socialista de fachada, portou-se caninamente ao aceitar uma austeridade que se sabia – e sabe – nociva, ao usar um referendo como fuga e ao fugir ao referendo, depois de o mandarem sentar e estender a patinha.
E o povo, pá? O povo tem ser canino, também.

Este recebi da Finlândia, um país que não é do Sul da Europa mas tem 17 alunos por turma, tal como Portugal e o seu modelo educativo de legos.

Tenho amigos com muito bom gosto e discernimento; às vezes enviam-me umas coisas giras e com imensa piada.
As convulsões na Grécia, ao longo do tempo, têm dado a imagem de um país perturbado. Nos últimos dias, às manifestações de rua juntaram-se outros fenómenos do poder político e militar. De tão contraditórios, súbitos e efêmeros, é natural que suscitem a perplexidade geral.
A Grécia, no fim de contas, está a ferro e fogo. Seja no parlamento, nos gabinetes governamentais ou nas hostes da oposição ao governo. A desorientação é total. O que agora se anuncia aos gregos e ao mundo facilmente é contradito e abjurado a seguir.
Sucedeu assim com a decisão do referendo de George Papandreou. O homem ainda esta manhã estava preparado para se demitir. Agora, notícias de várias origens – esta, esta e esta, por exemplo – dizem que renegou o compromisso de referendar a continuidade do país na zona euro. Afinal, como fosse gente, quem se demite é o referendo. Pronto, o Sr. Sarkozy, mais temperamental e entusiasta, já saudou o gesto de Papandreou e a Sra. Merkel, mais céptica e matreira, afirmou não ir em cantigas. Das autoridades gregas, a chancelerina – sublinhou – exige acções.
Com este golpe de rins, a cimeira do G-20, em Cannes, terra do cinema, distribui o filme dramático “crise do euro” por um conjunto de artistas famosos, entre os quais o cabeça de cartaz Obama que, como mostra a fotografia, está feliz da vida, rodeado de espadas ao alto. Os gregos, esses, estarão cada vez mais em baixo.
Segundo a BBC, citada pelo ‘Público’, George Papandreou está a ser pressionado a demitir-se.
A TV estatal grega nega a notícia. Todavia, na BBC, como pelo mundo inteiro, até no Jornal do Comércio, do Brasil, é anunciada a possibilidade de Papandreou renunciar ao cargo esta quinta-feira, em função de pressões internas no seu partido. O obeso Ministro das Finanças, Vanzelos, tem sido dos mais impetuosos na contestação de Papandreou.
As turbulências e revoltas de massas nas ruas, principalmente em Atenas, a instabilidade nas estruturas militares e a falta de coesão dos políticos estão a gerar, desde há muito, um clima denso e irrespirável na Grécia.
Papandreou, com legitimidade diga-se, salgou o ambiente com a decisão do referendo. Todo este complexo e escaldante processo de crise e de caldo social, político e militar se iniciou – lembre-se – com manipulações de contas públicas, por parte do partido de direita, Nova Democracia; depois veio o ácido da “ajuda externa” e das severas medidas do ‘memorando de entendimento’ da Troika – a ideia do referendo deriva do novo pacote de “ajuda” de 130 mil milhões de euros (30 mil vão directos para garantias a bancos estrangeiros) e do endurecimento da austeridade que será associada. [Read more…]
ALBUM DE FAMÍLIA DE KHALED AL-HAMEDI
O Secretário Geral da Nato congratulava-se, há dois dias, no twitter: “Historic. I’m first #NATO SecGen to visit #Libya. At midnight we end operation to protect #Libyans – one of most successful in NATO history”.
Trago-vos a história de Khaled al-Hamedi. É símbolo do tenebroso, assombroso y trágico que se abateu sobre as gentes da Líbia. No meu blog pessoal F-Se detive-me em alguns detalhes que não podemos ignorar. Especialmente o facto de Jornalistas de renome mundial, de agências noticiosas intocáveis na praça pública, de cadeias de televisão globalmente aferidas como imparciais Y credíveis, Y, como bem se lembram, todos insinuaram, sem contenção ou hesitação, que Saif Al-Islam forjara histórias de bombardeamentos a alvos civis, Y, que, afinal, tudo não passava de uma forma de alimentar as audiências internas da Líbia para justificar a determinação de Kadhafi em não se render à magnânima Força de Salvação Internacional, a NATO. 22 de Julho de 2011 assinala um desses muitos dias, [Read more…]
O ainda primeiro-ministro da Grécia teve um ataque de Democracia, uma doença terrível que leva alguns governantes a consultar o povo, especialmente quando não sabem o que fazer. É certo que os ares daquele país mediterrânico são perigosamente propícios à propagação da enfermidade, tendo em conta que o vírus terá nascido em Atenas. Merkel e Sarkozy já mostraram preocupação com o estado de saúde do governante helénico, tal como a os partidos da oposição e os militares, que, segundo parece, estarão a pensar numa terapia experimentada no Chile, em 1973.
A chanceler alemã já terá declarado que esta situação é insustentável, uma vez que há o perigo de outros povos começarem a colocar a hipótese de pensar que têm direito à sua soberania. Sarkozy, salvaguardando as possíveis discordâncias, terá declarado que esta situação é insustentável, uma vez que há o perigo de outros povos começarem a colocar a hipótese de pensar que têm direito à sua soberania. Durão Barroso, após ter recebido um afago e cócegas na barriga, rebolou e não salvaguardou possíveis discordâncias
Em Portugal, o governo eleito democraticamente e, de acordo com a tradição, com base em promessas que ninguém pensava em cumprir já tomou medidas para evitar a propagação da Democracia: para além dos direitos retirados aos trabalhadores, Paulo Portas já criou uma versão do Pai Nosso que termina com “E livrai-nos dos referendos. Amém.”
A UNESCO, estrutura da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura, aprovou por larga maioria o ingresso da Palestina, como 195.º membro da organização – 107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções.
Portugal esteve entre os abstencionistas. Fontes do MNE, e segundo julgo saber o próprio ministro, Paulo Portas, justificaram a abstenção de Portugal com a necessidade de alinhamento no seio da UE. Um falsa desculpa, visto que a França votou a favor e, portanto, não houve uma posição concertada a nível dos 27 estados-membros. De resto, a UNESCO é dirigida por Irina Bokova, uma búlgara e cidadã da UE, cujo discurso não poderia ser mais entusiasta, como se prova por esta versão em francês.
Do tom reprobatório do embaixador de Israel, Nimrod Barkan, nada há a estranhar ou a comentar. É um acto que se inscreve na política da agressão e da anexação ilegal de territórios pelo seu país.
Da cimeira do dia 26 resultaram dois documentos, já traduzidos para português, os documentos são:
Se lermos estas magras 17 páginas (fraco resultado para uma maratona de 10 horas), vamos descobrir que, em relação à Grécia, se pretende diminuir a dívida grega para 120% do PIB até 2020. Para isso contam com uma cessação de pagamentos parcial de 50% da dívida detida por investidores privados.
Este é um default muito interessante na medida em que não vai despoletar os contratos de CDS. Na minha perspectiva isto deveria aumentar o risco de emprestar a estas economias – se eu faço um seguro para me proteger do risco e depois em face do desastre sou persuadido a não accionar o seguro, tenho de me sentir exposto à intempérie.

Toca-me, e muito, podem entender lendo a sua carta/poema de despedida:
Parti em viagem, mãe. Perdoa-me. Acusações e culpa
de nada servirão (…)
Mesmo que a direita já tenha começado a ganhar eleições, o simples facto de chegar ao poder por via eleitoral, e não através de golpes de estado como já lá estava na sua versão nacionalista, é muito bom. Foi assim que ao longo do século passado as coisas começaram a melhorar na Europa e noutras partes do mundo. A História faz-se devagar, mas existe.
Eureka, a “Europa” pariu um perdão: depois de três anos de hesitações, metade da dívida Grega foi perdoada. Mas será isto uma boa notícia? Tomemos como exemplo o BPN. O que começou por ser um problema bancário e privado acabou num problema de Estado e público. Quem foi chamado, em última análise, para tapar o buraco? Nós, como se pode constatar no jornal i “Estado assume dívida de empresas públicas e do BPN à banca”. E como confirma o Público: “Custo acumulado do BPN no défice é maior que o corte nos subsídios de Natal e de férias”.
O tempo nos dirá se este perdão à Grécia não passa de um hiato até que este valor chegue a todos nós todos, europeus, via novos impostos.
Para já tem acontecido nos EUA. Cá ainda não aconteceu, mas nunca se sabe. Vai ao banco levantar o seu dinheiro e é preso. A explicação é simples: se é cliente de banco não pode ser manifestante. Ou vice-versa.
Todos temos na memória, as vergonhosas imagens de Mussolini pendurado pelos pés na Pizza Loreto, naquela já distante Primavera de 1945. Também recordamos a escandalosa farsa do “julgamento” e execução sumário dos Ceausescus, numa paródia de justiça que apenas confirmou o que se suspeitava: os camaradas do Conducator do PCR, desejavam dele se desembaraçarem, calando uma voz mais que comprometedora. Se sabemos qual a natureza do ainda vigente regime italiano de 1946, as diferenças relativas ao que Illiescu deixou na Roménia, não serão assim tão relevantes. Máfia é o termo exacto.
Pois aconteceu o mesmo na Líbia e as reportagens que nos chegam, são aquelas que se esperavam. Realmente, Kadhafi tudo fez para este ignominioso fim, enlouquecido pela crença na sua estrela que julgava eterna. A verdade é que os responsáveis do novo regime, logicamente deveriam ter impedido um epílogo destes, mostrando que os tempos são outros e que a intenção em restaurar a Constituição da independência, não é apenas um exercício de retórica. Era disso mesmo que a comunidade internacional estava (?) à espera. Pois Jalil e os seus falharam redondamente e o espectáculo que as televisões nos oferecem, é de facto escabroso, para não dizermos mais. Nada de bom sairá de eventos semelhantes.
Quanto à posição portuguesa, Paulo Portas devia medir as palavras. Ninguém está a salvo num futuro pleno de incógnitas.
Se entendo mal as ditaduras, menos percebo o irracional apego ao poder dos ditadores nas fases terminais de regime.
Khadafi, o ditador megalómano e assassino que “flirtou” com o ocidente e acampou com a sua guarda feminina nas maiores capitais da europa, assistiu à primavera árabe e à queda dos seus “colegas” do Egipto, Tunísia, etc.
Khadafi viu como o amigo Sarkozi, o das palmadinhas nas costas, foi o primeiro a puxar-lhe o tapete, cavalgando as mudanças na rua árabe.
Alucinado, convicto de ser um semi-deus adorado por um povo que, afinal, o odiava, Khadafi pensou esmagar esta revolta como fizera com tantas: a ferro, fogo, sangue e longos discursos dirigidos às massas pelo “a(r)mado” líder. Enganou-se e viu o seu regime destruído, o país em escombros, o seu livro verde espezinhado, milhares de mortos – incluindo parte do seu próprio clã, assim como vários dos seus filhos.
Se houver vontade de democracia, sujeitar-se-á a um humilhante (para quem, como ele, aparenta delírios de personalidade) julgamento que o reduzirá a uma caricatura da caricatura que Khadafi já era. Demasiados mortos depois.
ADENDA: As notícias, à hora a que escrevo, são ainda incertas e pouco claras. Algumas dão-no como ferido e detido, mas notícias posteriores, ainda não confirmadas, afirmam que Khadafi foi morto.
Freitas do Amaral deu em zurzir os dirigentes europeus e eu concordo.
Aceso, verberou o directório europeu que conduz os destinos do continente, chefiado por pessoa e meia, dado que uma vai sempre atrás. Gostei.
Que fazer então? Esperar que um raio do espírito santo caia em cima dos líderes e os ilumine. Especialmente aos luteranos, que também são cristãos, assevera Freitas.
Que raio de solução! Cheira-me a que haverá relâmpagos e trovões antes que isso aconteça.
Em diálogo com Trasímaco, o autor do conceito de que “a justiça consiste no interesse do mais forte”, Sócrates, o autêntico, afirmou-lhe:
Sim, meu caro, não é porque o homem injusto exista e possa fazer mal, às ocultas ou às claras, que eu me convenço de que a injustiça é mais vantajosa do que a justiça. E não sou talvez o único, aqui, a pensar deste modo…
A meu ver, a citação tem sentido à luz das motivações dos indignados que, ontem, se manifestaram em quase 1.000 cidades de 82 países.
Percorri mais de 300 km, de ida e volta ao Alto Alentejo, para comparecer na marcha dos indignados em Lisboa. Hoje, soube em primeira-mão pelo ‘Público’, está reunida nova Assembleia Popular, frente à AR.
Estive na manifestação de Março, voltei em Outubro e estarei sempre presente para, em conjunto com muitos milhares por esse mundo fora, lutar contra a injustiça de um vil e arrastado crime servir de álibi aos governos para massacrar e destruir a vida de milhões de famílias; defendem, contraditoriamente, aqueles que o perpetraram, ao abrigo de um sistema financeiro em roda livre e sem supervisão.
Sabe-se que o politiquês impede a compreensão da política, que o economês esconde a economia, que o parlamentês ignora a realidade e suas consequências, que o democratês oculta a falta de democracia.
É, portanto, conveniente traduzir para políticos, sequazes e afins o que as pessoas querem verdadeiramente que eles ouçam. E é simples:
Somos o povo do mundo. O mundo é o nosso lugar. O mundo somos nós. Quem governa, governa em nosso nome. Quem governa, governa com o nosso consentimento. Tudo o que é público é nosso e só pode ser alienado com o nosso acordo. Tudo o que é nosso por nascimento, o ar, a água, a chuva, o sol, a nossa inteligência, tal como tudo o que é nosso por justiça e por conquista, os nossos direitos fundamentais, a nossa dignidade, a nossa liberdade, são nossos e vão continuar a sê-lo. A acumulação ilimitada é roubo e não a toleramos. Os recursos são finitos e queremos uma vida sustentável para os nossos descendentes. Nós somos o povo do mundo. Se vocês não falam a nossa voz, não vos queremos. Se não ouvem a nossa voz, não nos representam. Se continuarem a proceder contra nós, vamos destruir-vos.
Comparar este mapa, com o que publiquei aqui no domingo passado.
Os Occupied States of America crescem, e de que maneira.
Nem só na república portuguesa houve festa, ontem. Na república da Chechénia também foi dia feriado. O presidente Ramzan Kadyrov, por acaso (e só por acaso, claro, que isto de repúblicas é tudo por mérito e sem segundas intenções) filho do anterior presidente Ahmkad Kadyrov, gastou à fartazana para assinalar o seu dia de aniversário. Sob a desculpa de que se tratava da inauguração de um dos maiores empreendimentos imobiliários do país o presidente Kadyrov (filho) não olhou a despesas para levar a Grozni figuras como Kevin Costner, Hillary Swank, Jean-Claude Van Damme, Seal e Vanessa Mae, entre outros. Estas criaturas, que entre os desfiles nas passadeiras e revistas e os fundos de caridade e beneficência, se vendem a ditadores e presidentes de países com economias emergentes, foram a correr à Chechénia para bater palmas ao ex-guerrilheiro e, pelos vistos, aprendiz de feiticeiro – já que como muitos dos seus amigos republicanos de Cuba, do Chile, da Líbia, da Síria, etc., faz desaparecer os opositores “por artes mágicas”. E assim se comemoram as repúblicas, sempre tão democráticas e sem sinais de consanguinidades e hereditariedades. Umas com 101 anos, outras com menos, mas todas movidas pelos mesmos interesses.
Antes que venha a conversa do anti-americanismo, venho eu com a conversa dos burros e das palas e, também, com aquela do maior cego ser o que não quer ver. A América (EUA), que andou décadas a celebrar a liberdade de expressão, a “exportar” democracia e a “ensinar” valores ao resto do mundo, parece ter-se esquecido da sua história e da sua Constituição.
Hoje foram detidas 700 pessoas numa das manifestações que, como temos visto, os grandes grupos de media procuram ocultar.
Voltando ao tal anti-americanismo primário de que não padeço: quem ouve os discursos dos líderes americanos (internos e externos) e os compara com as suas práticas (internas e externas) acha que actos e palavras não batem certo. E não batem mesmo.
A partir do minuto 5.17 vê-se como a imprensa é “convidada” abandonar o local.
Duas semanas depois a comunicação social portuguesa descobriu que Wall Street tinha uma acampada. Foi preciso a polícia deter 700 manifestantes. Mais uns dias e ainda descobrem os Occupied States of America:
(fonte da imagem)Já faltou mais para serem todos. O movimento dos 99% cresce tipo bola de neve. É sabido que estas também derretem, mas mesmo que apenas 1% se manifestem pelos 99% que pagam a crise sem pertencerem à ínfima maioria que a provocou, vale a pena. I ♥ America.
Mais confrontos entre o movimento pacífico “Ocupar Wall-Street” e a polícia:
Como é normal, este tipo de informação não chega aos media nacionais. Mas há a Internet, informe-se! (Links directos depois do corte.)

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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