António Costa apenas reemergido para o combate político e já as comadres se zangam, remexendo papéis velhos e histórias que não abonam, outras guerras, interesses, pequenos e médios ressentimentos que se esgrimem por aí, com acusações extemporâneas, sobre assuntos outros, um alvoroço de culpas e fraquezas apontadas ao actual Presidente da Câmara de Lisboa. Um retrato de uma sociedade em que a crítica se guarda para depois como uma vingança.
Limpar armas
Sábado foi dia de mais uma enorme Manifestação em Lisboa e os Professores que viajaram do Norte tiveram uma participação fantástica.
Isto, apesar de nos últimos dias, os agentes ao serviço do PSD, procuraram tirar sentido à manifestação – alguns escreveram no Público, outros nos blogues e até houve alguns que visitaram escolas de Vila Nova de Gaia.
Há muitos e variados motivos para colocar os nomes nestes bois, mas em tempo de guerra não há armas para limpar.
Vamos juntos, vamos todos, como ontem sugeria Mário Nogueira.
Quanto aos que acham que é preciso lutar, mas não desta forma, que são, aliás, os mesmos que dizem que a coisa não vai lá com greves (não vai com greves, não vai com manifestações,…) seria interessante que nos deixassem algumas sugestões. Fica o desafio.
Porrajmos, o holocausto cigano
Espero que o 27 de Janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, não inclua discriminação de vítimas (holocausto, pelo seu significado religioso, não é uma palavra isenta). Nem todos os povos têm os mesmos meios para divulgarem a sua História e os seus mortos.
Também por isso relembro os 500 000 ciganos assassinados, proporcionalmente o povo que mais sofreu nas mãos do nazismo. No dia 2 de Agosto ouvi mais silêncio que outra coisa qualquer.
Referendos é que não!
Franceses querem britânicos fora da UE? Uma sondagem parisiense diz que sim.
O Rico Português, Tese de um Par de Linhas
Toda a minha vida observei indirectamente o que é um português rico. Não vou revelar a fonte raivosa, legitimamente raivosa, da informação. Apenas desejo pincelar alguns traços distintivos que tornam o nosso rico um tipo muito pouco recomendável, um indigente moral, alguém digno de nojo, apesar da roupa usada que dá para a caridade e das esmolas que deposita com fastio nalguma causa, contra o cancro por exemplo, o que é quase nada.
O que é um português rico? Um zero social. Lucra pessoalmente dois ou três milhões por ano? Atira todas as despesas pessoais para a empresa, contorna o Fisco com mestria, especializou-se em fazer dinheiro, e faz efectivamente muito dinheiro, com a mesma naturalidade mecânica tipo lei físico-química, lei gravitacional, com que nos vemos privados, melhor, surripiados dele, pelo contexto global e pela política, para suprir o básico: não há nem cristianismo social nem filantropia britânica no português rico: trata-se de uma ilha desumanista e associal que não tem em vista, nunca teve, jamais terá, criar postos de trabalho e por vários modos fazer a diferença na sociedade, mas somente explorar oportunidades de lucro com o máximo de automatismos robóticos possíveis, sem gente a atrapalhar. Tipicamente! [Read more…]
Propriedade intelectual
Cadeias de intermediários e domínio público: business as usual com as heranças da Humanidade.
UE: união política ou fim
Um grupo de escritores, entre os quais o “nosso” Lobo Antunes, assinou um manifesto que suscita algumas questões pertinentes: a que países poderia servir uma Europa subitamente unida politicamente depois da extorsão e dos malogrados programas de convergência? Recomeçar é possível?
Bom dia, Praga
Portugal encerrou a sua participação no europeu feminino de sub-21 com um empate. Portugal e Turquia, convidados após desistências das titulares dos lugares no Championship, a divisão da elite europeia, aproveitaram a oportunidade de se mostrar, mas só as turcas conquistaram, em campo, o direito à glória.
Portugal, que perdeu naturalmente com a República Checa (3-0) e Polónia (2-0), respectivamente medalhas de bronze e de prata em 2011 e que vão disputar mais tarde a final deste europeu, acabaria por vencer a Suécia (sétima classificada em 2011), naquela que foi a primeira vitória das linces numa Divisão A. [Read more…]
Uma portuguesa dirige a final
A lisboeta Ana Faias, a apitar a sua quarta prova na República Checa, foi escolhida para dirigir a final de Praga, do Europeu feminino de sub-21 .
Nos três jogos que já leva nesta prova, foi acompanhada no Áustria – Turquia por Karzhevik (Bielorrússia); no República Checa – Polónia, por Kovaleva da Rússia; no Rússia – Áustria, por Ozturk da Turquia.
Logo, pelas 13h30, fará equipa com a alemã Blasek no jogo entre a Polónia e a República Checa (Ana Faias já tinha dirigido o jogo entre estas selecções, na primeira fase), que encerra a prova e decide o novo campeão europeu feminino de indoor.
Earth
Earth (Terra), de 1998, é o segundo filme da trilogia de Deepa Mehta. Legendado em Inglês. O terceiro filme da trilogia, Water (Água), de 2005, não dá ainda na net.
Ficha IMDb
Água – Operação Secreta
Reportagem no programa de tv alemão Ard Monitor. Legendado em português (clique em CC para activar as legendas)
Liberdade para a Macarena

A revista «Mongolia», “revista satírica sin mensaje alguno”, conforme a definem os seus autores, nasceu em Espanha há quase um ano e ainda não tinha provocado grandes polémicas, coisa que não se perdoa a uma revista satírica. [Read more…]
Costa e Salgado, este ménage à deux…
Já bem conhecida e batida habituée do Intendente, a joint-venture Costa & Salgado vai agora atacar aqui. Demolir, destruir, transformar a capital num tugúrio de fachadas, alumínios, jaccuzis e pladures, eis o que restará desta vereação da “Cãbra Municipal” olissiponense.
Descubra as diferenças
Recebi um email de que ressalto o presente texto:
“A bandeira nacional da República Portuguesa que foi exposta na última reunião do Eurogrupo foi adulterada, já que em vez dos sete castelos se encontrava o que parecem ser sete pagodes. Uma adulteração que não deixa de ser irónica à luz da recente alienação ao capital estrangeiro de importantes (estratégicas e lucrativas) empresas públicas portuguesas do sector energético, na sequência dos processos de privatização promovidos e apoiados pela UE e pelo FMI. Mas que nem por isso é menos inadmissível”.
Fui à procura e, de facto, não posso estar mais de acordo com o teor do texto.
E nem me atrevo a comentar: seria desastroso!
Mulas, Parvoiçadas de um Craque em Charla
Acho que foi Câncio quem, por cá, pela primeira vez destapou no DN a asquerosa careca do ex-assessor de Zapateiro, Carlos Mulas-Granados, honra lhe seja a Câncio, digo. O PSOE tal como o PS português, tal como o PP espanhol e o PSD dos Dias Loureiro, espelham bem uma casta de cabrões gananciosos, sem qualquer civismo, decência, sentido comunitário, os quais rapam para si o que podem no tempo oportuno para eles, esgueirando-se na vida partidária e depois empresarial como ténias à boleia da imunidade dos cargos e da conivência de uma Justiça partidarizada, muito dada a ajustes e a quotas. Não dá vontade nem de trabalhar apaixonadamente nem de dar o litro no seio de um sistema distorcido, injusto e escravocrata assim, incapaz de premiar e dar valor a quem o tenha. Prefiro morrer de fome!
Ferreira Fernandes, que é um crânio sensível e nada arqueológico, considera elogiosamente que Câncio lê relatórios por mania até ao pentelho das assinaturas e por isso mesmo coou este marmanjo ganancioso e repleto de esquemas do Mulas. Eu tenho a certeza que Câncio, à força de tanto errar por cega associação íntima ou intelectual a um mulas português como o conas parisiense, alguma vez teria de acertar. E acertou. Por osmose diferida. [Read more…]
Meninas, a hora é vossa!
As meninas da selecção nacional de sub-21 de hóquei de sala iniciam hoje, em Praga, pelas 13h00, a participação portuguesa no Europeu desta variante e defrontam a República Checa. Mais tarde, pelas 16h50, será a vez do confronto com a Suécia.
Na antevisão, concedida á fphtv, Hugo Santos, o seleccionador nacional, confessa-se surpreendido pelo que as suas atletas fizeram durante a preparação e aponta para que, tendo cinco atletas que já participaram na competição anterior, essa experiência vá ajudar aquelas que pela primeira vez envergam a camisola das quinas.
Mas vamos lá ver: este conjunto, que tem como atleta mais velha a única jogadora com 19 anos, é sobretudo uma selecção para o futuro. Na realidade, com seis atletas de 18 anos, uma de 17, uma de 16 e três de 15 anos, a tarefa presente será muito dura, mas o futuro poderá ser risonho.
Iniciando a competição contra a selecção medalhada de bronze em 2011, o resultado vai aquilatar do que estas meninas são capazes, motivadas pelo que os rapazes fizeram em Bratislava, e todos conhecemos estas rivalidades de género. Se correr bem, o jogo com a Suécia (que em 2011 ficou apenas um lugar acima de Portugal) pode trazer-nos a primeira grande alegria do campeonato. O ideal seria trazer-nos a segunda, mas…
Diga-se, entretanto, que as atletas não serão as primeiras portuguesas a entrar em competição. A estreia cabe a Ana Faias, a árbitra internacional lusa que vai dirigir, pelas 11h40, o Áustria-Turquia.
Mas há outra portuguesa nomeada para Praga: Dulcineia Fernandes vai exercer as funções de juiz.
António Costa is the man
Ainda tive dúvidas, imaginei António Costa demasiado empenhado em não perder Lisboa para o PSD – a Lisboa que resgatou da falência, convém lembrá-lo – para poder ocupar-se agora do congresso do PS. Para já, Costa apenas diz que contem com ele para marcar presença nessa reunião decisiva, o que em linguagem política significará que o PS poderá ter enfim um líder à altura das necessidades do País, e também da necessidade de coligação à esquerda, que só com António Costa, político treinado em consensos à esquerda, poderá concretizar-se. Quanto à maioria absoluta que Seguro, na sua insanidade irrealista pediu, num cenário de liderança que reduziria o PS à sua menor expressão, não acredito nela nem com Costa. Eis a única luz ao fundo do túnel (para retomar a expressão na ordem do dia) que poderá reverter o caminho danado percorrido até agora pelos ultras do liberalismo selvagem de Estado, e resgatar o País de uma situação indigna de perda de soberania em todas as frentes. E talvez daqui a uns tempos possamos pedir à UE a justa indemnização pelas perdas e danos a que o seu programa dito de convergência sujeitou Portugal.
Carlos Peixoto já é licenciado em Direito
Depois da licenciatura em licenciatura, o deputado Carlos Peixoto é, agora, licenciado em Direito. De nada, senhor deputado.
O presidente mais pobre do mundo
Chama-se José Mujica. É Presidente do Uruguai. Homem de sábias palavras, bem mais rico do que a cabeça de vento que assombra Belém.
Fire
Realizado em 1996 por Deepa Mehta, realizadora Indiana que aborda temas complexos nas suas obras. Faz parte da trilogia dedicada aos elementos (Fogo, Terra e Água). Sem legendas.
Ficha IMDB
A pain in the back
Sendo o PS um conhecidíssimo comensal da CIA de outros tempos, o senhor Costa das demolições olissiponenses, aproveitou uma promoção do American Club e resolveu declarar-se – sem se declarar expressamente -, como o mais certo rival do inseguro Seguro à liderança do Partido Socialista. Num encontro promovido pelo amigos além-Atlântico – a propósito, um outro ilustre socialista que ainda há uns tempos deixou num tal “International Club” algumas tiradas da sua graça, foi o conhecido e afamado “Prof. Doc.” Baptista da Silva – , António Costa apareceu mais ancho que nunca, risonho e com aquele ar de vitória antecipada. A ver vamos, ou como dizem os nossos velhos aliados ingleses, wait and see.
Definitivamente, este país tem uma certa queda para os Costas. Depois, não se admire das dores no lombo.
Também tenho achado o Mexia muito parado
Matar Sócrates? Não!
Matar, não. Mas dar-lhe o desafio de ter de nadar para a praia mais próxima a partir de uma distância de mil metros, num mar encrespado, isso já seria bem tramado. Olha, da Berlenga a Peniche, por exemplos. Há quem cegue de paixão por causa de um partido político, defendendo-o mesmo no que não tem defesa possível: nos seus trastes comissionistas, nos seus corruptos endémicos, nos seus ladrões devastadores.
É necessário cegar de paixão pelas pessoas comuns e pelo País inerme perante Políticos e Banqueiros sem escrúpulos. Amar as Pessoas comuns e sentir o País com Fome, no seu sofrimento e estado de exaustão anímica e financeira. Ladrões e desonestos ficarem a rir de nós, seja no Parlamento, como o super-aldrabão mete-ao-bolso Paulo Campos, cretino acabado, ou como o Mega-Burlão de Paris, ultra-desonesto, irascível — isso tolere-o quem puder.
Quem passa fome e sabe porquê, a fundo, não pode abstrair-se desportivamente do facto de ter havido filhos da puta como esses que ganharam balúrdios especialmente a foder-nos o couro e a destroçar-nos o futuro.


















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